CIA DA NOTÍCIA

Dois pesos e duas medidas

Pouca diferença faz se Lula, Zé Dirceu, Dilma, Pallocci, Aécio Neves, Michel Temer, dentre outros menos votados tenham pedido dinheiro de origem suja para as campanhas políticas. Todos devem ser enquadrados de acordo com as leis brasileiras que tratam da questão, sem qualquer distinção como prevê a nossa constituição.

Se aos petistas as provas já foram apresentadas, o mesmo está acontecendo com o presidente (agora licenciado) do PSDB, Aécio Neves, e ao encontro do atual presidente da República. Aliás, com todos os defeitos legais da gravação, quem ficou mal na fita foi Michel Temer, que recebeu, na calada da noite em sua casa, um dos maiores corruptores da história do Brasil.

Se não houve acertos criminosos, como o presidente faz questão de dizer, no mínimo, quebrou a liturgia do cargo. Como diz o provérbio: “À mulher de César não basta ser honesta, deve parecer honesta”. E assim não agiu nosso presidente, ignorando todas os ritos reservados a quem ocupa cargo de tamanha relevância.

Dois pesos e duas medidas é o tratamento que nos impõe os membros do Partido dos Trabalhadores (PT) para os crimes cometidos pelos políticos contra a economia popular e o Brasil. Caso o criminoso seja filiado ao PSDB, DEM, PP, ou que outra agremiação seja, pode condenar que não é preciso a apresentação de provas material ou intelectual.

Por outro lado, se os denunciados pelos mesmo crimes de corrupção pertencem aos quadros do PT, a negativa é veemente e se rasga o Código Penal, apesar de todas as evidência e provas apontarem que eles são culpados. Chegam ao extremo de considerar ídolos aqueles que metem a mão no erário em causa própria e/ou do seu partido.

Pior ainda do que considerava o filósofo florentino Nicolau Machiavel, de que os fins justificam os meios (na verdade: “qualquer iniciativa é válida quando o objetivo é conquistar algo importante). Só que essa importância não é atribuída ao país, ao Brasil, mas a um projeto de governo que tem como principal meta desapropriar os bens do povo em benefício deles próprios e do partido.

Eu diria – melhor, digo – que os petistas sempre foram seguidores fiéis de Josef Stalin, secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética e do Comitê Central a partir de 1922 até a sua morte em 1953. Entre os feitos do ditador soviético estão o assassinato em massa dos adversário ou ex-amigos, chegando ao ponto de cunhar a frase: “A morte de uma pessoa é uma tragédia; a de milhões, uma estatística”.

A paranoia dos petistas é idêntica ao do ditador soviético, que se livrava de todos, subordinados, simpatizantes ou quem simplesmente ele determinasse que não deveria mais viver. No Brasil ainda não chegamos a tanto, mas estamos trilhando o mesmo caminho, como o tal projeto de poder, interrompido com o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Até agora, com o que nos tem mostrado a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, indícios são fartos e as provas dos atos de corrupção desenfreada são mais que contundentes. Mesmo diante da tais evidências, o comportamento é um só: não negam o recebimento do dinheiro ao partido, que dizem terem sido as doações legais, embora tenham saído de empresas públicas e privadas de forma sorrateira.

A negativa dos dirigentes e militantes petistas (ressalvo muitos que se encontram envergonhados) chega a ser patética, quando defendem os seus companheiros apanhados no crimes. Em qualquer país do mundo, seriam vistos como desleal ou desonesto com os “companheiros” e o partido, aqui, se transformam em verdadeiros heróis.

Uma das frases que já se tornaram corriqueiras no Brasil é que, enquanto os eleitores de diversos partidos se indignam com os líderes que prevaricam os querem presos, os do PT criam fã clube para idolatrarem. Claro que toda a regra tem exceção, mas está provado ser esta uma posição tomada na defesa dos seus bandidos de estimação.

É mais uma jabuticaba brasileira.

Radialista, jornalista e advogado.

Publicada originalmente no www.costasulfm.com.br

UMA VIDA NOS FOI DADA, PORÉM, NÓS MESMOS É QUEM NOS SALVAMOS

Vamos aos assuntos dos comentários sobre esta coluna no Portal de O TEMPO (www.otempo.com.br). Aliás, inspiro-me muito nesse espaço dos comentários para fazer as minhas matérias, espaço esse que já foi dito que é o maior fórum de religiões em jornais da América Latina.

Kardec disse que não há ressurreição, mas reencarnação. É que, no tempo dele, rigorosamente, entendia-se por ressurreição a do espírito junto com o corpo, isto é, a do dogma da ressurreição da carne. E como Kardec não aceitava essa ressurreição, ele completou dizendo que o que existe é a reencarnação. Mas pela Bíblia, a ressurreição é do espírito com seu corpo espiritual ou períspirito (1 Coríntios 15: 44), sem, pois, o corpo físico. Ressurreição essa que é no ‘mundo espiritual’ como a que aconteceu com Jesus quando disse: “Pai, em vossas mãos entrego meu espírito.” Porém, há também a ressurreição do espírito na carne, num corpo novo que nasce e não no mesmo corpo da vida anterior, ressurreição essa que nós poderíamos até denominar de ‘ressurreição-reencarnação’. E essa ‘ressurreição-reencarnação’ do espírito num corpo novo é exatamente o que se entende por reencarnação tanto na Bíblia como no entendimento de Kardec e de todo o mundo.

Há divergências na Bíblia. Para o maior biblista atual do mundo e membro do Seminário de Jesus, o americano Bart D. Ehrman, autor de “O Que Jesus Disse? O Que Jesus não Disse? – Quem Mudou a Bíblia e Por Quê”, a Bíblia tem cerca de quatrocentas mil alterações. Tudo isso aconteceu para adaptá-la às doutrinas, às vezes absurdas, surgidas entre os teólogos no decorrer dos séculos, o que é causa da grande divisão existente entre os cristãos. E ainda há pessoas que pensam que até uma vírgula na Bíblia foi ditada por Deus, dizendo que ela é literalmente a palavra de Deus, o que é um dos grandes erros do judaísmo e do cristianismo. A Igreja ensina hoje que a Bíblia é a palavra de Deus, mas escrita por homens, os quais nunca são infalíveis!

Quando se diz que quem tem ‘fé’ em Jesus Cristo está salvo, a tradução das palavras grega “pistis” e latina “fides” por ‘fé’ em português melhor seria traduzida por ‘fidelidade’, ou seja, fidelidade a Deus e a Jesus, pois ‘fé no sentido de crença’ em Deus e em Jesus até os espíritos maus a têm! Deixando, pois, bem clara essa passagem bíblica, melhor a diríamos assim: Quem tem fidelidade a Jesus e a Deus Pai salva-se.

Uma das grandes polêmicas entre os cristãos envolve o ensino de Jesus segundo o qual nós mesmos é quem conseguimos a nossa salvação pelas boas obras praticadas por nós: “A cada um será dado de acordo com suas obras” (Mateus 16: 27), enquanto que para são Paulo vale a doutrina de que a salvação é de graça, doutrina essa muito comodista e que foi muito exaltada por Santo Agostinho e Lutero, e que chamaríamos de “doutrina da preguiça”, e que é muito difundida, hoje, entre alguns meios evangélicos.

Embora admiremos e respeitemos muito o apóstolo dos gentios, preferimos seguir o ensino ou o evangelho do excelso Mestre, pois ele é tão importante para nós que Jesus até deu sua vida para nós, ao decidir vir ao nosso mundo trazê-lo para nós. É que somente com a vivência desse ensino evangélico é que nós vamos fazer a parte que nos toca fazer, a fim de que seja acelerada a nossa evolução espiritual e a consequente conquista da nossa Salvação!

PS: Recomendamos “Adeus à Morte Sacrificial – Repensando o Cristianismo”, de Meinrad Limbeck, Ed. Vozes, 2016.

Fernando Gomes receberá título de prefeito empreendedor

Ampesba-400x400A Associação das Micro, Pequenas Empresas e Empreendedores Individuais do Estado da Bahia (Ampesba) irá homenagear o prefeito de Itabuna, Fernando Gomes, com o título de Prefeito Empreendedor. Será no próximo dia 26 no auditório da Faculdade de Tecnologia e Ciências (FTC de Itabuna). A cerimônia acontecerá durante a realização do VIII Congresso Norte/Nordeste da Pequena Empresa – políticas públicas para o desenvolvimento dos pequenos negócios – Simplificar para Crescer. A abertura oficial do evento será às 14 horas.

O congresso apresentará palestras técnicas e motivacionais para o desenvolvimento de empreendimentos de pequeno porte. O público-alvo é formado por empresários, pequenos agricultores, contadores, estudantes, técnicos, secretários, vereadores e prefeitos.

O título de Prefeito Empreendedor que será entregue ao prefeito Fernando Gomes é decorrente de ações empreendedoras ao longo de sua vida pública nas áreas de educação, saúde, geração de emprego e renda, esportes e lazer. Ações de cunho público institucional que geram desenvolvimento sustentável econômico e social para Itabuna e região.

Segundo o presidente da Ampesba, Valdir Ribeiro, eventos como este servem para promover a criação de ambientes favoráveis para o desenvolvimento econômico e social, melhorando a autoestima dos gestores públicos e dos pequenos empreendedores.

O congresso conta com apoio institucional das entidades de representação empresarial de Itabuna e região (ACI, APEMI, CDL, SINDICOM e SIMCOMÈRCIO), do CONAMPE, SEBRAE, Banco do Nordeste, Prefeitura de Itabuna, FTC, UESC, Águia Branca, Jet Print e toda Imprensa regional. A entrada é franca e a presença dará direito a Certificado de Participação que será entregue em seu encerramento.

 

A res publica de quatro

Se Brasília sempre tem acordado em polvorosa nos últimos tempos, com as ações da Polícia Federal, nesta quarta-feira (17), nem chegou a conseguir tirar uma soneca. O medo, a apreensão tomava conta de alguns, enquanto a ânsia e a expectativa domina o restante do planalto central, após a notícia da delação dos irmãos Batista, do Grupo JBS, que abalou, mais uma vez, os alicerces da República.

Como acontecia corriqueiramente, eram os políticos localizados em Brasília que ficavam de quatro, mas com o avanço desenfreado da corrupção, o medo ficou estampado no Brasil inteiro. A denúncia dos irmãos Batista, líderes de uma dos maiores conglomerados frigoríficos do mundo, atingiu, em cheio o alto clero da política nacional, principalmente do PT, PMDB e PSDB, que gravaram uma conversa com o presidente Michel Temer.

Pela primeira vez, um membro do Ministério Público Federal (lotado no Tribunal Superior Eleitoral) também foi parar na prisão, acusado de favorecimento de empresas com informações privilegiadas. Aos poucos, a Operação Lava-jato, vai fechando o cerco e figurões até pouco tempo conhecidos como gente da melhor qualidade e reputação ilibada, vão sendo desmascarados.

Quanto aos políticos envolvidos, nunca restaram dúvidas que a cada dia, a cada operação, novos nomes seriam conhecidos, dada a facilidade com que as negociatas com a res publica eram acertadas. No Brasil, corrupção nunca foi uma novidade e os livros de história nos trazem informações desde o descobrimento do Brasil.

E, salvo melhor juízo, esse atavismo está fincado no DNA político dos brasileiros, haja vista fatos recentes, como em plena investigação do “Mensalão” a corrupção do governo federal (petista) se transformar na Lava-jato. À época, tomaram de assalto a Petrobras, maior empresa brasileira e símbolo de eficiência em todo o mundo.

E assim fizeram sem a menor cerimônia, loteando todos os contratos da empresa entre as empresas construtoras, que passaram a pagar polpudas contribuições para os partidos de sustentação do governo. Em alguns casos, até mesmo parlamentares de outros partidos também participavam do esquema, como um simples comensal.

Como a impunidade sempre reinou em nossa república, os políticos não acreditaram na Operação Lava-jato e continuaram a “operar” o dinheiro público, dentro dos mesmo moldes. Mais uma vez tivemos a comprovação de que o país estão mudando, com ações contra os senadores Zezé Perrela, Aécio Neves e sua irmã, e o deputado Rocha Loures. Nem mesmo o presidente Michel Temer escapou.

Entretanto, como circula nas redes sociais internet afora, se a corrupção sempre campeou com facilidade na política (ou entre determinados políticos), na era petista foi tratada com todas as pompas. De grade maioria sindicalista, os petistas trataram o governo federal com um grande sindicato, em que as regras de prestação de contas são definidas numa assembleia geral.

Como acontece no conhecido ditado “o costume do cachimbo deixa a boca torta”, o governo federal sob a égide petista transformou a res publica – coisa de todos – em “coisa nossa”, quem sabe inspirado na máfia italiana. Da soberania popular, passamos ao absolutismo, em que o déspota de plantão tudo podia.

E a República está de quatro. Não sabemos quais os desdobramentos, pois, se os poderes Executivo e Legislativo já não têm a confiança da população, ainda se comenta que as delações podem chegar ao Judiciário. Uma lástima, profunda decepção para os brasileiros que lutam para formar uma Nação, mas que constantemente são abalados por notícias altamente negativas.

No fundo, ninguém mais acredita que sobraria alguém em Brasília para apagar a luz, diante da intensidade dos fatos de corrupção que acometem os membros dos poderes constituídos. Nem mesmo um longe sinal de luz no fundo do túnel existe, dado a numerosa quantidade de deputados e senadores investigados na Operação Lava-jato.

Quem assumirá temporariamente a Presidência da República numa eventual vacância? O presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia? O presidente do Senado, Eunício Oliveira? A presidente do STF, ministra Carmem Lúcia? Não sabemos. Questão mais grave será a eleição – direta ou indireta – para escolher o próximo presidente, livre de todos os vícios.

Agora, com o incentivo para as delações do pessoal ligado ao BNDES, Antônio Palocci e et caterva, deveremos ter uma queda em cadeia do dominó da corrupção, com mais nomes de envolvidos. Não foi à toa que a Polícia Federal batizou essa fase da Operação Lava-jato de Patmos, em referência à ilha grega onde o apóstolo João teve visões do Apocalipse.

Radialista, jornalista e advogado.

Publicada originalmente no www.costasulfm.com.br

UFSB publica Edital para Processo Seletivo Simplificado para Professor Substituto

A Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) acaba de publicar o Processo Seletivo Simplificado para Professor Substituto. No Edital, são oferecidas 8 vagas para professor substituto nas áreas de Matemática, Computação, Inglês e Química, para os campi de Porto Seguro e Teixeira de Freitas. O regime de trabalho é de 40 horas e a remuneração pode chegar até R$ 5.697,61, sendo acrescido ainda o auxílio-alimentação no valor de R$ 458,00.

As inscrições ocorrem do dia 05 ao dia 12 de maio, mediante preenchimento de formulário eletrônico, disponível no endereço eletrônico http://selecao.ufsb.edu.br/concurso. O valor da taxa de inscrição é de R$ 100,00. O Processo Seletivo tem data provável para ocorrer no dia 23 de maio de 2017 a partir das 08h, em etapa única, compreendendo dois momentos avaliativos: Prova Didática, de caráter eliminatório e classificatório; e Prova de Títulos, de caráter classificatório.

Para mais informações, acesse: http://www.ufsb.edu.br/editais-2017-2/

Convocação

Convocamos os Empresários de Pequenas e Microempresas e os Empreendedores Individuais de Itabuna para participar de Assembleia Geral para eleição e Posse da nova Diretoria Executiva e do Conselho Fiscal da APEMI – Associação das Pequenas e Microempresas de Itabuna. Será neste sábado dia 06 de maio de 2017 pontualmente às 15 horas. No auditório do Teatro Zélia Lessa- Rua São Vicente de Paula 238 em frente à sede da EMASA.

Valdir Ribeiro de Souza.

Presidente da Assembleia.

Greve, não, violência contra trabalhadores

Walmir Rosário*

Não me lembro quem disse isso: “Duas coisas que só existem no Brasil: Jabuticaba e comunista pregando democracia.” Essa sábia frase demonstra exatamente quem pregou e fez a greve de sexta-feira (28 de abril). Por mais que se esforcem, não conseguiram explicar que o fechamento dos estabelecimentos comerciais e industriais e de serviços foi decorrente de adesão dos trabalhadores.

Nada disso, o fechamento dos meios produtivos foi resultado medo da violência perpetrada pelos vândalos do PT, PCdoB, PSOL e outras siglas que enganam os trabalhadores, com barricadas e incendiando ônibus. E caso não agissem com a violência e o vandalismo próprios dos piores bandidos e quadrilhas como a dos sem-terra, atemorizando a verdadeira classe trabalhadora, não conseguiriam uma única adesão.

Greve, nada mais é do que o último instrumento do trabalhador para buscar benefícios para a categoria, após reivindicações não atendidas e até mesmo falta de negociação. Em assembleia, os trabalhadores decidem aprovar a paralisação e, segundo a legislação de nosso país, seguem um rito de comunicação prévia às empresas.

É lícito a categoria convencer os colegas que foram voto vencido por discordar da greve. Para isso, as chamadas “comissões de convencimento” se postam na porta do estabelecimento para convencer a adesão ao movimento. Greve, antes de tudo é um direito e não uma obrigação do trabalhador às determinações do seu sindicato ou grupos políticos.

Entretanto, como os trabalhadores brasileiros não concordaram com uma greve política, feita apenas para tentar escamotear os roubos praticados pelo PT e seus coligados, as centrais sindicais e sindicatos resolveram partir para a agressão. Mesmo assim, numa prova inequívoca de que não concordavam com a greve saíram de casa para trabalhar, embora não encontrassem transporte.

Nesse caso, cada um se virou como podia. Seguiu caminhando, de transporte alternativo ou de carona. Prova maior do repúdio dos trabalhadores à greve não poderia ter. A adesão para o fechamento das empresas ficou por conta das ações criminosas dos bandidos travestidos de sindicalistas, que entupiram fechadoras com todos os tipos de cola, dentre outras ameaças.

O mais incrível é que quem não trabalha e vive parasitando nos sindicatos às custas dos trabalhadores, tentavam impedir quem trabalha de seguir o labor do seu cotidiano. É a tal da jabuticaba: Quem não faz nada luta contra contra quem os sustenta. E com o pretexto de mentiras como luta de classe. Tudo tão falso como uma nota de três reais, apenas luta de parasitas contra quem produz.

Além do prejuízo que causam aos trabalhadores e ao país como um todo, agem fora da lei, e numa afronta sem precedentes aos que lhes sustentam, dizem defender a democracia. Bem próximo, exemplos de Ilhéus e Itabuna demonstram a violência, quando obrigavam o fechamento dos estabelecimentos comerciais, inclusive as farmácias.

O descalabro é tanto que os que promoveram o maior roubo às instituições brasileiras tentam, agora, estraçalhar a consciência do trabalhador, chamando-os de idiotas. Apesar de violentos, agem como os batedores de carteira dos grandes centros, que agem em bandos, roubam o cidadão e sob o pretexto de ajudar, e dizem que o ladrão é aquele que está caminhando à frente.

Mudar o Brasil é tarefa árdua, mas não impossível. Basta deixarmos de ser alienados, elegendo quem passa o tempo todo nos roubando, inclusive a consciência; idolatrando quem nos menospreza; desvalorizando quem nos ensina; não ouvindo quem sempre nos protegeu. São ações simples, mas que precisam ser praticadas, para que possamos deixar de alimentar os parasitas.

Aliás, essa ação criminosa que foi chamada de greve geral, inclusive pela imprensa, é uma amostra do que são capazes essas aves que rapinam o dinheiro do trabalhador. Eles praticaram mais essa insanidade com o temor das reformas trabalhistas no Congresso Nacional, que irá tirar as “boquinhas” ou melhor, “bocões” resultante da contribuição e imposto sindical.

Sem essa dinheirama, os pelegos terão que se transformar em representantes dos trabalhadores, já que não receberão os bilhões de reais descontados anualmente de quem lhes bancam. O mesmo vale para as entidades sindicais patronais. Ambos, se transformam em simples negociadores dos direitos dos seus representados (o que deveriam ser).

Na democracia, a real, não a jabuticaba dos petistas e comunistas, ainda dá para promover uma verdadeira mudança, basta querer, e através do voto!

*Radialista, jornalista e advogado.

Publicada originalmente no www.costasulfm.com.br

XI TRIATHLON DE CANAVIEIRAS

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CDC PROMOVE TORNEIO COM ESCOLINHA DE VÔLEI

Escolinha de vôlei do CDC-400x400Companheirismo, espírito de equipe e diversão marcaram o Torneio da Escolinha de Vôlei do projeto Esporte & Ação, desenvolvido pelo Clube Desportivo Canes (CDC), realizado quarta-feira (26), no Centro Esportivo Julia Thomson. O Torneio  teve o objetivo de incentivar a prática do esporte, preparar os atletas para disputas externas e criar oportunidades iguais para todos.

Competiram aproximadamente 60 participantes da Escolinha de Vôlei, sendo que no final todos foram premiados com medalhas de participação, ofertadas pelas empresas Hidraluz e Ótica São Raphael, através de seus proprietários Alessandro Cattai e Trajano Barbosa, respectivamente. 

Para o professor de Educação Física Boaventura Freire, o torneio foi um momento de muita descontração e integração dos alunos. Esse tipo de oportunidade envolve o jovem com o esporte, fortalece as amizades e prepara o participante física e emocionalmente para a rotina diária. 

Para a Monitora Wriely Pinheiro, o torneio teve seu objetivo alcançado que foi “integrar os alunos e proporcionar momentos de socialização”. PO evento contou com a organização do CDC, e apoio da EXA! Eventos Esportivos, Centro Esportivo Julia Thomson, Hidraluz e Ótica São Raphael.

Durante o evento, tivemos a presença da ex-atleta de vôlei do CDC, Anníck Stolze, que conversou com os participantes sobre os benefício que o esporte proporcionou a ela e agradeceu a todos os responsáveis do Projeto.

Pense num absurdo: um Bahia e Vitória sem sua torcidas

Walmir Rosário*

Já dizia o o ex-governador da Bahia, Octávio Mangabeira: “Pense num absurdo, na Bahia tem precedente”. E não deixou de ter até hoje. Só que a cada dia os absurdos são piores, se superam, inclusive de ordem moral, mostrando a incompetência de nossos governantes, eleitos para cuidar da nação, seja ela brasileira ou baiana.

Agora mesmo constatamos a falência do Estado Bahia, com a introdução da torcida única nos jogos das duas mais importantes equipes do futebol baiano: Vitória e Bahia. E com toda a aquiescência da Federação Baiana de Futebol, cuja administração é das piores que por ali já passaram. Parece até que são escolhidas a dedo, como se diz.

Ora, se nem mesmo a Federação Baiana de Futebol defende os interesses dos seus clubes e do seu objetivo de sua existência, quem mais por direito teria o mister de fazê-los? Aceitam, ou até parece que foi por sugestão própria ao Ministério Público a ideia para que as partidas entre esses dois clubes não tenham incentivo do torcedor.

E o que diz o Estado, através do seu governador? Nada. Absolutamente nada. Abriu mão de suas prerrogativas e de sua obrigação de assegurar a segurança pública aos cidadãos. Está lá cravado no texto Constitucional, no artigo 144: “A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, através dos seguintes órgãos: (…) IV – polícias civis; V – polícias militares (…)”

Pois é, das duas uma: ou o governador do Estado da Bahia assume que não tem condições de oferecer segurança aos baianos, especialmente aos torcedores, ou está praticando uma política de segregação. Como o ser humano é um animal gregário por excelência, busca viver em sociedade, numa convivência pacífica, mesmo com os altos e baixo que estamos acostumados a ver nos dias de hoje.

É fato que o Ministério Público não tem a prerrogativa, o direito de proibir a realização de partidas com torcida única, embora tenha o direito e dever constitucional de ir à Justiça para pleiteá-lo. Mas aí a questão é outra e depende do convencimento e da decisão do Poder Judiciário, após a análise dos fatos pretéritos e das possibilidades futuras.

Mas, no caso da Bahia, não há, para falar na linguagem jurídica qualquer sinal do fumus boni iuris (‘fumaça do bom direito’) e o o periculum in mora (perigo da demora) para uma providência cautelar desta natureza. É simplesmente zombar da qualificação dos policiais baianos, que sempre mostraram preparo no desempenho de suas funções.

Em todos os grandes clássicos entre o Bahia e Vitória (seja de quem for o mando de campo), não existem registros de violência entre as duas torcidas dentre de campo. A violência que vimos aconteceu extra campo, nas ruas e avenidas da cidade, locais em que a segurança pública deve ser assegurada 24 horas por dia.

Para coibir a violência existe todo um trabalho de planejamento das polícias civil e militar, no sentido de evitar os famosos embates, que não resultam de discussões entre torcidas adversárias, mas de pessoas desequilibradas, psicopatas e criminosos. Pessoas que matam pelo prazer de matar, sem qualquer motivo ou querela anterior e fora dos locais de jogos.

No mínimo, o Estado, representado pelo Executivo se exime de suas funções, acompanhado pelo Judiciário, que possuem todo o aparato material e legal para garantir a ordem, mas não o fazem sabe-se lá por qual motivo. Em artigo anterior citei a falta de pronta ação e observância da lei, em relação aos infratores.

Torcedor é torcedor, bandido é bandido, volto a falar. Não se mexe com as torcidas organizadas, com os criminosos que marcam brigas no percurso para o estádio. Não julgam ou fazem cumprir sentenças, deixando livres esses bandidos, principalmente em dias de jogos, quando promovem todo o tipo de violência aos cidadãos.

Banir a torcida dos estádios é atentar contra o esporte, condenando-o ao aniquilamento, Se a torcida não pode ir ao estádio, não haverá renda, não teremos bons jogadores. Sem motivo aparente para vibramos, perdemos o interesse pelo futebol, que deixará de ser uma atividade, além de esportiva, econômica.

Voltando ao ex-governador Octávio Mangabeira, está lá no livro sobre ele, de autoria do engenheiro Paulo Segundo da Costa. “A Bahia está tão atrasada que, quando o mundo se acabar, os baianos só vão saber cinco anos depois”. E completo: esse atraso sempre esteve implícito no comportamento das nossas lideranças.

*Jornalista, radialista e advogado

Publicado originalmente no www.costasulfm.com.br

Mudam–se os costumes – nem sempre para melhor

Walmir Rosário*

É um sufoco diário para produtores e editores dos veículos de comunicação do Brasil. Têm que se virar nos 30, como diz Faustão, para conseguir fazer um programa redondinho. E o motivo não é outro, senão a política (e os políticos), que simplesmente mudaram de editoria: ao invés da tradicional e prestigiosa editoria de política, elas passaram a engordar a editoria de polícia, que nunca teve esses prestígios todos, a não ser em determinados horários ou meios de comunicação especializados.

E olha que os coitados dos jornalistas, radialistas e blogueiros até que tentam emplacar as notícias vindas de Brasília – sobretudo – na tradicional editoria de política, mas é muito difícil conseguir, e muitas vezes não encontram outro recurso que não seja a apelação. Como costumo dizer, não se deve brigar com a notícia, mas nem sempre essa máxima é seguida à risca e o público termina por não acreditar no que está vendo, lendo ou ouvindo. Ao invés de política, polícia no programa inteiro.

A depender o horário, aí é que o programa vai pro brejo. A escalada feita com todo o esmero para dar ênfase às chamadas e conseguir uma boa audiência é toda trocada no decorrer do programa, nos casos de emissoras de rádio e televisão. Já os impressos e blogs passam o tempo esperando que a grande imprensa e agências de notícias transmitam os debates do Congresso Nacional, acerca de temas relevantes para as áreas econômica, saúde, educação e cidadania. Mas é tudo em vão.

Como sempre acontece de uns tempos pra cá, oposição e situação não costumam travar os fenomenais debates com políticos importantes e que faziam vibrar a nação com seus discursos. Os grandes tribunos do naipe de Ruy Barbosa, Tarcilo Vieira de Melo, Aliomar Baleeiro, Carlos Lacerda, ou raposas políticas a exemplo de Tancredo Neves e Ulisses Guimarães desapareceram e deram lugar à política de bastidores. Se antes se privilegiava o debate sobre os temas, à vista de todos, hoje a população costuma “comer o prato feito” preparado nos recônditos das cozinhas palacianas.

Não quero aqui afirmar que na política de antes corredores, gabinetes, salas, restaurantes e cafezinhos do Congresso Nacional não fossem testemunhas de olhos e ouvidos – de mercador – do que e sobre o que se conversava nesses locais. Acordos eram feitos dentro e fora dos recintos parlamentares, principalmente na calada da noite nos badalados restaurantes. Local melhor para conspirar, trair e até mesmo acordar não existiam e tudo era percebido no plenário.

Uma das grandes diferenças era, àquela época, a presença das convicções, tempos ainda marcados pela ideologia política, comportamento tão escasso no Brasil de hoje, e prova melhor não há do que uma simples e perfunctória análise da mudança de partidos de nossos parlamentares. Transitam da esquerda à direita sem a menor cerimônia, sequer fazem um simples estágio no centro nessa temida e nefasta trajetória. E aí está o xis do problema: Hoje, em Brasília, até a raiva é combinada.

E os pensamentos são mudados, as consciências são compradas por qualquer dois mil réis. Aliás, essa antiga expressão não tem a menor chance de sobreviver em Brasília, onde as conversas começam com milhões, distribuídos generosamente pela nossas gentis empreiteiras, de forma das mais generosas. São todos bonzinhos e inteligentes ao interpretar a oração de São Francisco de Assis, principalmente naquela parte do é dando que se recebe. No popular, um caminho de duas vias: eu contribuo e você me devolve a gentileza com pequenas ações e atos no parlamento.

Mas ao fim e ao cabo, não conseguiram antever a recusa de cumplicidade dos Procuradores da República, Juízes Federais e da Polícia Federal. A partir daí, a atividade desenvolvida pelos políticos passou a ser publicada nas editorias de polícia. Ao invés de apresentações projetos de lei, operações da polícia federal; apreciações de projetos foram substituídas pela denúncia dos procuradores; e o espaço dado às ações parlamentares no dia a dia trocadas pelas prisões em casas, ao amanhecer do dia, embora todos se declarem inocentes.

Os jornais e revistas – inclusive os eletrônicos – que reservavam mais espaços para a vida em sociedade, o cotidiano, a economia, a cultura, passaram a dar manchetes sensacionalistas das atividades criminosas dos parlamentares. E até mesmo o Jornal Nacional, que evitava a notícia policial como “satanás corre da cruz”, adotou e proporciona espaços generosos, prometendo, ainda, mais desdobramentos para o dia seguinte.

É de matar de inveja antigos jornais como Notícias Populares, A Luta Democrática e o Jornal O Dia (em seu antigo formato) adjetivados como do tipo “se espremer sai sangue”. Hoje, esses modelos são copiado largamente pelos blogs, que expõem imagens cruéis de pessoas mortas e esquartejadas, sejam pelas chacinas ou em acidentes automobilísticos. Quanto aos coitados dos editores só duas alternativas: manter o novo formato policialesco ou perder audiência para os concorrentes.

Não esqueçamos, porém, que a sociedade mudou em seus costumes, com o embrutecimento das pessoas, para os quais miséria pouca é bobagem.

Jornalista, radialista e advogado

Publicado originalmente no www.costasulfm.com.br

A RESSURREIÇÃO NOS CÉUS E AS OUTRAS DENOMINADAS DE APARIÇÕES

Ressurreição ou ressurgimento é o ato de surgir de novo. E o que surge de novo ou ressurge é o espírito que já surgiu antes.
Para os judeus da época de Jesus, a ressurreição era a reencarnação, inclusive para o rei Herodes. E Jesus considerava-a uma verdade, pois teve várias oportunidades para condená-la, mas jamais o fez. Será que Jesus cometeu o pecado de omissão por não a ter condenado? Não. Ele não a condenou, justamente, porque ela é mesmo uma verdade! E eis uma das provas bíblicas de que, realmente, tanto o povo judeu como Herodes consideravam a ressurreição como sendo a reencarnação (são Mateus 6: 14 a 16): “… porque o nome de Jesus já se tornara notório, e alguns diziam: João Batista (que já havia morrido) ressuscitou dentre os mortos e, por isso, nele (Jesus) operam forças miraculosas. Outros diziam: É Elias; ainda outros: É profeta como um dos profetas (do passado). Herodes, porém, ouvindo isto disse: É João Batista, a quem eu mandei decapitar, que ressurgiu (ressuscitou)”.
Há três tipos de ressurreição. Um acontece na hora da morte do corpo, quando o espírito ressuscita no mundo espiritual donde ele veio para dar vida a um novo corpo humano. Um exemplo bíblico dessa ressurreição do espírito é a do próprio Jesus que disse na hora de sua morte: “Pai, em vossas mãos entrego meu Espírito” (Lucas 23: 46). Outro tipo de ressurreição é conhecido também por aparição ou aparições do espírito através do seu períspirito, nome criado por Kardec. E há o terceiro tipo de ressurreição do espírito na carne, muito comum, pois é a reencarnação, crença encontrada, também, entre os judeus da época de Jesus, a que já nos referimos.
Quando o espírito desencarna, ele mantém consigo o períspirito como sendo o seu corpo, e através do qual ele ressuscita ou aparece aqui no mundo físico para nós e, às vezes, até materializado.
E, praticamente, o perispírito é conhecido em todas as civilizações com seus vários nomes: Corpo bioplásmico (Rússia); corpo glorioso, corporeidade, corporalidade e corpo pancósmico (Igreja); aura (Orígenes); corpo espiritual (são Paulo); corpo vital da alma (Tertuliano); corpo fluídico (Leibnitz); Rouach (Kabala); corpo astral ou vestrum (Paracelso); luz ódica (Reichenbach); boadhas (Zen Avesta); carne sutil da alma (Pitágoras); corpo aéreo ou ígneo (Plotino); imago (latinos); eldôlon e corpo luminoso (gregos); fantasma póstumo (Dassier); pnenumá (santo Hilário, são Basílio de Cesaréia, santo Atanásio, são Cirilo de Alexandria, são Bernardo e santo Agostinho); nephesh (Israel); Khi (China); Mediador Plástico (Cudwerth); Ka (Egito); Linga Sharira, Kama-Rupa e Mano-Maya-Rosha (Índia) etc.
A Bíblia diz que foi só a partir do terceiro dia, depois de sua morte, que Jesus ressuscitou. É a ressurreição Dele no nosso mundo físico, chamado mundo dos vivos, a qual pode acontecer também com qualquer um de nós e comumente chamada de fantasma e assombração.
Em 1 Coríntios 15: 44, lemos que a ressurreição não é do corpo físico. Também em 1 Pedro 3: 18, este apóstolo diz sobre Jesus: “…morto, sim, na carne, mas vivificado (ressuscitado) no espírito.”
Pela Bíblia, a ressurreição de Jesus e a nossa não são da carne, mas realmente dos espíritos com seus respectivos perispíritos.
E terminamos repetindo que, na Bíblia, não há a ressurreição ‘da carne’, mas ‘na carne’, ou seja, o fenômeno da reencarnação!
PS: Recomendo “Repensar a ressurreição”, Andrés Torres Queiruga, Ed. Paulinas.
NOTA: “Presença Espírita na Bíblia” com este colunista, na TV Mundo Maior, por parabólica e www.tvmundomaior.com.br

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