
Projeto da “cura gay” fica pra depois
O presidente da Câmara Federal, Henrique Eduardo Alves, explicou, que, em razão das diversas manifestações que ocorreram nesta semana em Brasília, fez um apelo ao presidente da Comissão de Diretos Humanos e Minorias, Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), para que ele adiasse a análise do projeto de “cura gay” (PDC 234/11).
A votação estava prevista para esta quarta-feira, mas a reunião foi cancelada, a pedido do presidente da Câmara. “Ele entendeu que há movimento demais nesta semana e foi compreensivo”, disse Alves.
Professores cantam samba da “traição” para o prefeito de Itabuna

Vane ainda não consegue enxergar a importância dos professores
Enquanto a Prefeitura realizava, na manhã desta sexta-feira (10), uma espécie de homenagem às mães servidoras, os professores da Rede Municipal, também concursados e que não foram convidados pela secretária da Administração para o evento, realizavam uma manifestação cobrando do Governo melhores salários e condições de trabalho.
Cantando o samba da traição, os professores dizem não ao reajuste de 5,57% proposto pelo Prefeito Vane, bem como pediram mais respeito e melhores condições de trabalho. De acordo com o Simpi (sindicato da categoria), o número de denúncias revela que muitas escolas estão sem as mínimas condições de funcionamento. “Nas escolas estão faltando papéis para realização das atividades, zeladores, água, porteiros, merenda, e em algumas até papel higiênico”, declara a sindicalista Carminha Oliveira. Além dessas
reivindicações, os professores se manifestaram contrários a possibilidade de mudança do regime jurídico celetista para estatutário e cantavam com revolta “você pagou com traição a quem sempre te deu a mão”, conhecido como o samba da traição.
Estava acordado entre Sindicato e Governo um encontro entre os técnicos de ambas as partes para solução do impasse, entretanto, devido a ausência do contador da Prefeitura, Juscelino da Silva, não houve ainda uma negociação. Dessa forma, os professores resolveram manter a “operação tartaruga” até quarta feira (15) onde trabalharão apenas meio período. Na quinta (16) farão uma parada e realizarão também, uma assembleia no turno da tarde na Câmara de Vereadores seguida de passeata nas principais
vias da cidade.
Na sexta as escolas também não deverão funcionar. “Estamos em luta e o movimento tende a crescer ainda mais. Segunda às 16h30min estaremos na Câmara de Vereadores entregando um parecer técnico aos vereadores que comprova a possibilidade do prefeito reajustar o nosso salário em 15% parcelado em três vezes. Além disso, teremos novas assembleias e ações de protesto”, finaliza Norma Guimarães, presidente do sindicato.
Rio do Engenho, a cachaça que pretende conquistar o mundo
Por Walmir Rosário

Cinco tipos de cachaça para agradar os mais diversos paladares
Ilhéus, que já foi chamada de Princesinha do Sul no auge da chamada civilização do cacau, desponta, agora, como produtora de cachaça. É a Cachaça (com C maiúsculo, sim) Rio do Engenho, produzida no distrito do Japu e apreciada pelos mais finos paladares de todo o mundo. E a cachaça é um dos produtos brasileiros em ascensão nos mercados nacional e internacional, a cada dia mais presente nas mesas mais bem postas e requintadas.
Diferenciada da chamada pinga, conhecida geralmente por ser consumida pelas pessoas de baixo poder aquisitivo, a cachaça ganhou status e algumas marcas são disputadíssimas no mercado, a depender da data da safra e do controle da produção. Sem querer bancar o empedernido nacionalista, os whiskys que se cuidem, pois a cachaça a cada dia está mais presente nas lojas especializadas na distribuição de bebidas finas, com preços para todos os bolsos.
E a Cachaça Rio do Engenho surgiu justamente na evolução desse mercado, distinguindo-se e até se sobressaindo de marcas famosas produzidas em regiões como Salinas, Minas Gerais, tida e havida como berço da cachaça no Brasil. Se as cachaças de Salinas se impõem pela tradição, a Rio do Engenho se consolidou pelo seu DNA: cada um dos tipos de cachaça obedecem, rigorosamente, a um processo de produção, descanso e envelhecimento.
DNA, sim, esse é o nome mais apropriado para apresentar os tipos de cachaça que passam pela linha de produção da Fazenda Chapada dos Boiadeiros, por Luiz Fernando Galletti, paulista radicado em Ilhéus há pouco mais de 10 anos e há mais de sete anos produzindo as cachaças Acqua Benta e Rio do Engenho, de forma artesanal. Para oferecer ao mercado cachaça de qualidade, todo o processo é feito obedecendo a um controle rigoroso de qualidade.

Luiz Fernando Galletti e a Acqua Benta, feita para o público jovem
Segundo Luiz Fernando, cada um dos tipos de cachaça segue um processo especial, finalizando com o envelhecimento nos tonéis de madeira. Todos eles são fabricados a partir das madeiras umburana (cerejeira) e itiúba; castanheira e louro-canela; bálsamo e louro-canela, com percentuais diferenciados. Já a cachaça do tipo reserva especial passa por dois tipos de combinação de tonéis de madeira, o que lhe confere um buquê diferenciado.
Uma das preocupações de Luiz Fernando é agradar ao paladar de brasileiros e estrangeiros, daí esse envelhecimento em tonéis de madeira diferentes, com a finalidade de atender aos mais diversos paladares. “Esse trabalho de combinações requer bastante atenção, pois em cada região existe preferência mais acentuada e temos que atender a uma gama maior de consumidores, a exemplo do que aconteceu com os whiskys”, conta.
A inovação do mercado é outra preocupação constante de Luiz Fernando, que diz não ter entrado no mercado de cachaça para ser mais um e sim para inovar. “Começamos tomando todas as precauções, com a finalidade de apresentar um produto de qualidade, comparando a Rio do Engenho com as cachaças já tradicionais. E assim temos feito durante esses anos. Os frutos desse trabalho já começam a ser vistos nas feiras e exposições que temos participado”, ressalta.
Além de inovar para ganhar os já apreciadores de cachaça, o empresário pretende formar um novo mercado, formado pelo segmento jovem. Para tanto, criou a Acqua Benta, marca com nome original e de forte apelo de marketing para chamar a atenção desse novo público-alvo, além dos aromas do bálsamo e canela, que dão um buquê bastante diferenciado.
Atualmente, a Rio do Engenho produz cinco variedades de cachaça. A prata, mais rústica, sem ser envelhecida, descansada em alambiques de aço inox por seis meses e um forte sabor de cana; a Rio de Engenho Black; a Ouro e a Acqua Benta, envelhecidas por dois anos; e a Reserva, tipo especial, envelhecida por três anos.
Artesanal, a Rio do Engenho possui paladar diferenciado e disputa mercado com as grandes marcas tradicionais
Padrão de qualidade

Envelhecimento em tonéis de madeiras, com aromas e buquês diferentes
A fabricação de uma cachaça de qualidade passa pela padronização da matéria-prima – a cana – e de todas as fases de produção. E esse cuidado começa com a plantação da cana na época certa, o corte quando o índice de açúcar estiver ideal, nem mais nem menos e tudo conferido no espectrômetro. Toda a cana cortada deve ser moída no mesmo dia, no sentido de que a sacarose não comece a se transformar em outros açúcares.
Outro cuidado especial para a produção de uma excelente cachaça é a fermentação. Para se conseguir 15 graus de açúcar, todo o processo de fermentação é totalmente natural, sem a adição de milho, pão ou outros produtos. O único componente utilizado é um fermento liofilizado, desenvolvido pela Universidade Federal de Lavras, em Minas Gerais, a partir da própria cana, sem qualquer aditivo químico.
Também deve ser observada a limpeza dos equipamentos, livre de resíduos, bem como o controle do fogo. Num alambique das proporções do implantado na Rio do Engenho, a calda deve destilar de um litro a um litro e meio a cada minuto. Para manter o calor constante, é utilizada uma caldeira, cuja pressão é observada a todo o instante no manômetro, evitando as variações de temperatura.
Cachaça destilada, o armazenamento é outro cuidado a ser tomado para evitar interferência externa na qualidade. Por isso, é interessante que as dornas – de aço inoxidável e de madeira – estejam em local úmido. Cada fase, no entender do empresário, deve ser observada com o próprio olho do dono, inclusive durante o engarrafamento, utilizando garrafas novas, límpidas. Antes, porém, deve ser observada se a graduação está nos 38 graus pretendidos.
Assentada na história
A Fazenda Chapada dos Boiadeiros está localizada numa região rica em história e onde foram implantadas as primeiras plantações de cana-de-açúcar do sul da Bahia, ainda nos tempos das Capitanias Hereditárias. Segundo contam os historiadores ilheenses, em 1537, o terceiro governador-geral do Brasil, Mem de Sá implantou o Engenho de Santana, de relevante importância histórica.
Porém uma série de crises com rebeliões de índios e de escravos resultaram em decadência econômica e diversas trocas de proprietários do território com o passar dos séculos. Por volta de 1573, Santana tinha 130 escravos, mas, por ser um tanto distante e isolada, sofreu ataques indígenas entre 1590 e 1601. Por volta de 1618, a ordem dos jesuítas havia adquirido Santana por herança.
Hoje, na localidade de Rio do Engenho, às margens do Rio Santana, ainda podem ser vistas as ruínas do engenho e abriga a terceira mais antiga igreja do Brasil, a Capela em homenagem a Nossa Senhora de Santana.
Publicado simultaneamente com a Banda B do Jornal Agora
Detran vai realizar leilão de veículos
Caros de todos os tipos e idades são oferecidos
Com o objetivo de reduzir o número de veículos apreendidos e que estão lotados em Salvador e nas Circunscrições Regionais de Trânsito (Ciretrans), o Departamento Estadual de Trânsito da Bahia (Detran-Ba) vai realizar a partir do dia 16 de maio, o 1º Leilão de Veículos/ 2013, a ser realizado na capital e nas Circunscrições Regionais de Trânsito (Ciretrans).
O Leilão será realizado de forma regionalizada iniciando em Salvador no dia 16 de maio, às 9 horas, na avenida Tancredo Neves, nº 1632, no auditório do edifício Salvador Trade Center; no dia 21 será na 15ª Ciretran – Irecê no auditório do Colégio Modelo Luiz Eduardo Magalhães; no dia 23 será na 26ª Ciretran – Conceição do Coité, na sede da 26ª Ciretran; e no dia 24 será na 3ª Ciretran – Feira de Santana, no Teatro da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), todos os leilões terão início às 09hs e nos locais onde irão ocorrer estará disponível, gratuitamente, a cópia integral do Edital de Notificação de Leilão.
Os moradores de Salvador que quiserem ter acesso a cópia do edital podem se dirigir a sede do Detran, na avenida ACM, 7744 Pernambués – Salvador e retirar no setor de protocolo. Os interessados ainda podem ter acesso ao edital no site: www.detran.ba.gov.br e ainda no escritório do Leiloeiro Oficial, Edilson Lopes Rocha, na avenida Tancredo Neves, 1632 – Torre Norte, sala 1611 – Salvador Trade Center – Caminho das Árvores, ou pelo site www.erleiloes.com.br; E-mail: erleiloes@uol.com.br; ou pelos telefones 3113-4055 e 9972-0514.
Os veículos poderão ser visitados no local onde se encontram depositados no Setor de Guarda de Veículos, na sede do órgão, e nas Ciretrans em dias úteis no período de 6/5 a 10/5 de 2013 das 8h30min às 12 horas e das 13h30min às 17 horas.
ILHÉUS: A ABSURDA HISTÓRIA DA MERENDA ESCOLAR
Por Jamesson Araújo
Desde sempre sabemos qual o papel e a importância da merenda escolar nas escolas públicas municipais. Sabemos que qualquer governo prioriza tal ação, não só pelos efeitos sócio-educacionais, mas também pelas complicações legais quando se deixa de ofertá-la.
Sabemos também que hoje, estão fora das salas de aulas cerca de 5 mil alunos matriculados em nosso município nesse ano letivo. Também é importante salientar que ainda não existem contratos firmados para o transporte rural escolar, nem com os fornecedores da merenda escolar. Vale ressaltar que já estamos em maio, um mês antes de completar o primeiro semestre.
Ora, que diabos faz o atual gestor pela educação do município? Cadê a atuação da Câmara Municipal? Será que para o “Clube dos Treze”, tudo está sendo feito de forma satisfatória pelo executivo ?
Agora não tem nem boa nem ruim, simplesmente não tem merenda escolar e pronto. Como se tudo estivesse pré-arquitetado para não ter como culpar a gestão passada. Daqui a pouco termina o semestre letivo e nada de merenda. Alguém terá que pagar por tudo isso. Mas, quem está pagando a conta no momento são aqueles alunos que frequentam as aulas regularmente, e precisam desesperadamente da merenda escolar.
Busquei me informar detalhadamente sobre o assunto, e quanto mais me aprofundava, menos entendia sobre a absurda situação.
“Regressei” no tempo, e fui até o exato momento em que a então gestora da merenda escolar em 2012, realizou a construção do projeto de alimentação para 2013. Ele foi submetido ao Conselho de Alimentação Escolar, aprovado juntamente com o cardápio, e a partir daí foi apresentado à equipe de transição do atual governo e encaminhado, no final do ano passado, ao setor de licitações para as formalidades legais.
A partir daí era só o gestor atual contratar a empresa fornecedora que ganhasse a licitação. Mas, as informações que consegui levantar, sinalizam que o executivo atual abortou o processo licitatório, pois queria reduzir o preço do projeto de alimentação (em detrimento da qualidade da merenda é claro).
Depois disso, passou a imperar a incompetência, o despreparo e a falta absoluta de compromisso com a educação, resultando, é claro, no que ai está. As desculpas são muitas, nós sabemos, mas a verdade é uma só: incompetência, despreparo, e descaso. Afinal de contas, merenda escolar é um assunto chato, que não rende votos nem prestígio político.
Volta e meia noticia-se que determinado juiz mandou soltar encarcerados, quando há falta da alimentação nas cadeias. Em nosso caso, não seria a vez de mandar prender as autoridades responsáveis por não oferecer a merenda escolar aos alunos do ensino publico do nosso município?
Algo precisa ser feito, visto que, todos os segmentos da nossa sociedade estão sabendo que não tem merenda nas escolas, e ninguém fala nada. O controle externo (Conselho de Alimentação Escolar, Câmara de Vereadores, Ministério Público Federal e Estadual, Associações de Pais de Alunos, Associações de Professores, Conselho Municipal de Educação) nada fazem e nada dizem. Porque se calam?
Temos a informação de que o recurso Federal é depositado mensalmente pelo FNDE nas contas municipais justamente para a merenda escolar. Então se não for por falta de recurso financeiro, por que é que não tem merenda ainda?
Alguém precisa dizer a verdade. Chega de tentar enganar a comunidade com as desculpas esfarrapadas de sempre. Chega de botar a culpa aqui e acolá. Queremos já a merenda nas escolas, não é mais possível conviver com tanta falta de respeito.
É caros amigos e amigas, escrever sobre esse tema e constatar que temos andado na marcha ré também, na educação, é muito revoltante. Mas fica a firme convicção de que algumas autoridades sentem prazer em desprezar e deixar aqueles desfavorecidos de sempre a mercê da própria sorte.
Mesmo quando podem fazer algo de bom, empacam. Para quê fazer algo de bom, se o valor do voto dado já foi quitado?
Mas vê-se que agora predomina o sentimento da crueldade, em saber e observar tudo, do alto da Praça J. J. Seabra, que 22 mil alunos passam fome diuturnamente nas escolas municipais, porque seus pais caprichosamente já o elegeram, e, a partir de então, o município e seus cidadãos terão de se submeter aos insanos devaneios de um déspota tupiniquim, até o dia do seu juízo final.
XIII Congresso Brasileiro de Direito do Estado
Salvador será sede do XIII Congresso Brasileiro de Direito do Estado que se realizará entre os dias 22 a 24 de maio, no Bahia Othon Palace Hotel. O evento já tem a presença confirmada do ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardoso, na abertura, e da ministra do STF, Carmen Lucia Antunes Rocha, e do Controlador-geral da República, Jorge Hagge, que farão o encerramento do encontro.
Além dos debates de temas polêmicos e atuais, a exemplo de Nepotismo nos cargos políticos, Direito a privacidade e limites de acesso à informação pública, Royalties e Direito Adquirido, Interferência do Poder Judiciário no Processo Legislativo, Transparência Fiscal e Controle Público, Guerra Fiscal e Corrupção Transnacional, dentre outros, o congresso fará uma homenagem ao jurista, advogado e professor Celso Antônio Bandeira de Mello. Mais informações podem ser obtidas no sitewww.direitodoestado.com.br/de, ou pelos telefones 2101-5246 / 08007075246.
Dentre os palestrantes destacam-se ainda Almiro do Couto e Silva (RS), Celso Antônio Bandeira de Mello (SP), Rita Tourinho (BA), Carolina Zockun (SP), Weida Zancaner (SP), Paulo Modesto (BA), Maria Sylvia Zanella di Pietro (SP), o Ministro Carlos Mário Velloso (MG), Eurico Marcos Diniz de Santis (SP), Paulo Roberto Lyrio Pimenta (BA), Maurício Zockun (SP), Marco Aurélio Greco (SP), Sacha Calmon Navarro Coelho (MG), Edvaldo Brito (BA), Luis Roberto Barroso (RJ), Pedro Estevam Serrano (SP), Humberto Ávila (RS), e Valmir Pontes Filho (CE).
Professores entram em operação tartaruga

Os professores iniciam pressão contra o Município
Cerca de 300 Professores ocuparam a porta da Prefeitura de Itabuna na tarde desta segunda-feira (06) para cobrar do Governo um posicionamento acerca do aumento salarial de 7,97%, devido desde janeiro aos professores de nível I, bem como um reajuste viável aos professores de nível II e III.
Enquanto os professores se manifestavam com faixas e bandeiras para alertar à sociedade os problemas enfrentados na educação municipal, o Simpi, sindicato da categoria, tentava negociar com as Secretarias da Educação e da Administração um aumento da proposta oferecida pelo prefeito de apenas 5,57% para os professores graduados. De acordo com a presidente do Simpi, Norma Guimarães, esse reajuste contraria a progressão e a valorização indicada pelo Plano de Carreira da categoria. “Até o momento o Governo não pagou o reajuste de 7,97% ao nível I e a proposta ofertada de 5,57% para os níveis II e III não contempla o esforço desses profissionais que passaram parte de sua vida em graduações e especializações”, afirma a Dirigente sindical que defende o reajuste de 15% para classe.
Sem novas propostas, os professores resolveram deliberar uma operação tartaruga até sexta feira (10), quando o consultor-jurídico do sindicato se reunirá com o contador da Prefeitura em busca de soluções concretas para o impasse. Até lá, as escolas permanecerão funcionando em meio período, ou seja, no turno da manhã até às 9h30min; no turno da tarde até às 15 horas; e no noturno até às 20h30min. Quanto às creches, elas deverão funcionar apenas em meio período. Durante a semana, os professores distribuirão panfletos nas escolas e nos bairros para justificarem aos pais e à comunidade os motivos de seus filhos retornarem mais cedo, e na sexta farão outra mobilização na porta da prefeitura às 9h30min, com o intuito de sensibilizar o Governo para que o mesmo atenda às reivindicações da classe.
Lei de Licitações deve passar por ampla revisão no Congresso

Fábio Trad já apresentou três relatórios sobre as mais de 200 propostas que modificam as licitações.
Prestes a completar 20 anos, a Lei de Licitações (Lei8.666/93) deve passar por uma atualização. Na Câmara, a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) analisa uma ampla revisão da norma (PL 1292/ 95 e apensados). O assunto também deve ser o foco de uma comissão mista de senadores e deputados, conforme anunciou recentemente o presidente do Senado, Renan Calheiros.
Fato é que, para advogados, parlamentares e empresários, a legislação está inadequada às demandas dos novos tempos, como destacou o jurista Jorge Ulisses Jacoby, mestre em Direito Público, em entrevista ao programa Com a Palavra, da Rádio Câmara.
“Precisamos modernizar a legislação porque, no tempo em que veio a Lei de Licitações, alguns fatos prejudicaram a norma correta”, avalia Jacoby. “Na época, a inflação era muito alta. Pela Lei de Licitações, se um empresário terminar uma obra antes, nós temos que descontar da fatura, quando deveríamos premiar.”
Mais de 200 propostas
Relator dos projetos que modificam a Lei de Licitações na CCJ, o deputado Fábio Trad (PMDB-MS) concorda que há muito a aperfeiçoar na legislação. Até o momento, Trad já apresentou três relatórios sobre mais de 200 propostas sobre o tema.
O parecer ainda pode sofrer alguma modificação, mas, segundo o parlamentar, já pode ser votado, pois existem inúmeras propostas de mudança que já foram incorporadas pelo projeto substitutivo.“Ampliamos as hipóteses do pregão eletrônico, que nos parece uma modalidade de licitação muito interessante e compatível com princípio da moralidade e da transparência, que devem prevalecer na administração pública”, explica Trad.
“Aumentamos penas para crimes licitatórios. Proibimos a participação em certames licitatórios de empresas que fazem doações a partidos políticos e a candidatos que saiam vencedores nas eleições. Priorizamos questão dos produtos nacionais em igualdade de condições com outros produtos nos certames licitatórios”, acrescenta o parlamentar.
Contratações diferenciadas
Apesar de consensual, a revisão da Lei de Licitações envolve polêmicas. Uma das discussões, por exemplo, é se o chamado Regime Diferenciado de Contratações (RDC – Lei12.462/11) deveria ou não ser estendido ao maior número possível de casos.
O relator defende que o RDC se mantenha restrito. Mas reconhece que o regime serviu de inspiração para a proposição de dispositivos que simplifiquem procedimentos e confiram celeridade às licitações, desde que combinados com mecanismos de controle e prevenção de desvios de recursos públicos.
Aprovado em 2011, o RDC é usado na contratação de obras para a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. Em 2012, ele passou a valer também para ações do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC, além de obras e serviços na Saúde.
Se aprovadas na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, as propostas que atualizam a Lei de Licitações ainda serão votadas pelo Plenário.
Voz e violão nesta sexta do Fuxico

A voz e violão do vasto repertório de Theo Fagundes
O músico Theo Fagundes é a atração da Sexta do Fuxico desta sexta-feira (3) no Alto Beco do Fuxico, que reúne os bares e restaurantes Confraria do Alto Beco do Fuxico e Artigos Para Beber (na travessa Ithiel Xavier) e Sheik Quibes, na rua Duque de Caxias. Informações: José Senna (73) 8831-7904.
Antônio Lopes monta socorrinho

O carro , uma espécie de Samu colocado à disposição pelo vereador, cobre a deficiência do governo
Antonio Lopes, vereador em Itajuípe, vem prestando relevantes serviços a comunidade da Grande Pitangueira com a implantação do Socorrinho. O serviço atende às pessoas com problemas de saúde e socorre aos que poderiam ficar na saudade caso dependessem do atendimento do poder público.
É liderança inconteste e se preocupa em atender a demandas dos moradores da comunidade.
O resto é conversa fiada.
O dia em que o Itabuna empatou com o Bahia e venceu o árbitro
Walmir Rosário
Profissionalizado em maio de 1967, o Itabuna Esporte Clube “herdou” praticamente todos os jogadores da Seleção Amadora de Itabuna, um timaço para torcedor nenhum botar defeito. Aos poucos, o time foi sendo mesclado com jogadores já profissionais, principalmente vindos dos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo, para a glória da dos torcedores do azulino.
Em 1970, o Itabuna Esporte Clube, então sob a presidência do advogado Gabriel Nunes, teve uma de suas melhores formações, tanto que fez sua mais brilhante campanha. Não se consagrou campeão baiano deste ano simplesmente pelas tramoias dos cartolas da Federação Baiana de Futebol, dominada pelos dirigentes do Bahia.
O Itabuna terminou vice-campeão, numa das histórias mais tristes da história do futebol baiano, somente comparada aos fatos contados na ocupação do solo grapiúna nos idos de 1800 até o início de 1900. Os tempos eram outros e as pendências geralmente eram resolvidas de forma violenta, ao contrário dos usos e costumes dos cartolas baianos.
Se para se estabelecer na terra imperava a lei do mais forte, com os “coronéis” armando seus caxixes nos cartórios ou invasão das roças de cacau com a força dos jagunços, no futebol baiano não era diferente e a influência política era o que dominava. Com todas as artes e manhas disponíveis no mundo da vigarice, algumas vezes agiam de forma dissimulada; outras nem tanto, era na “carteirada”, mesmo.
Dentro de campo, os árbitros sempre davam aquela mãozinha – ou apitada – fundamental para manter o resultado conforme os gostos e desejos dos cartolas soteropolitanos. Cartolas esses que poderiam ser comparados à realeza dos tempos do império, com todos os direitos e nenhum dever, a não ser o de conseguir resultados positivos para Bahia e Vitória, custe o que custar.
Um desses árbitros, que embora fosse batizado e registrado civilmente com o nome de um espiritualista indiano, nada fazia para repetir os gestos e ensinamentos do filósofo que seus pais quiseram homenagear. Ao contrário, as histórias e estórias são as mais antagônicas possíveis, no campo da moralidade, inapropriadas para atividades esportivas, diriam hoje os politicamente corretos.
Esse mesmo árbitro passou a ser conhecido como o mensageiro do mal, uma espécie de carrasco dos times das cidades do interior – Itabuna, Ilhéus, Vitória da Conquista, Feira de Santana, Alagoinha e Jequié. Nem mesmo as equipes menores da capital escapavam da vingança maligna dos cartolas. E sabem qual era o pecado? Formar um time com condições de disputar – de igual para igual – o Campeonato Baiano.
A área do adversário era território proibido para os atacantes interioranos e os nanicos da capital. Chegar perto da pequena área…nem pensar: o árbitro acionava logo seu famoso apito para marcar impedimento ou uma falta do ataque. Já na defesa a situação era mais complicada e os zagueiros não podiam, sequer, chegar junto dos atacantes protegidos, que trilava o apito protetor marcando penalidade máxima.
Num desses jogos entre o Itabuna e Bahia eis que a Federação Baiana de Futebol escala justamente o homônimo do indiano para a partida a ser realizada na Desportiva Itabunense. Arrogante, descia do ônibus da Sulba e se dirigia ao Lord Hotel (o hotel mais refinado à época) para descansar até o início da partida, sem falar com pessoa alguma, principalmente se fosse dirigente do Itabuna.
Para o desespero do árbitro, neste domingo, a equipe azulina estava “azeitada”, e seus jogadores com sede de vingança da última partida realizada com o Bahia, quando perderam por um magro 1 X 0, como sempre, com a ajuda deste mesmo juiz. Bola em jogo, as duas equipes se estudando e os jogadores, principalmente os do Itabuna, com receio de partir para uma jogada mais viril.
E essa indecisão já deixava o árbitro angustiado, pois, como acertado com os cartolas, o Bahia precisava da vitória. Mas não tinha jeito e mesmo as quedas dos jogadores do time da capital eram em jogadas infantis, era impossível marcar o providencial pênalti, pois eram longe da grande área. Já no lado do ataque do Itabuna, toda escapada era marcado o impedimento, uma “banheira”, como era conhecida essa penalidade.
Pois se o ataque do Itabuna não chegava à grande área, e caso o jogador azulino se atrevesse a ultrapassá-la o apito trilava, devido a atitude indevida, mas decisiva do árbitro, o ataque do Bahia pecava nas finalizações, para desespero dos cartolas. Esse desespero também já era bastante visível nas transmissões das rádios da capital, cujos apresentadores e repórteres tentavam desqualificar o futebol jogado pelos interioranos.
Mas nessa tarde esportiva da velha Desportiva Itabunense não teve jogador ou cartola do Bahia que desse jeito. Muito menos o árbitro, diante do futebol impecável jogado dentro das quatro linhas. Sem ter como apitar o velho e famoso pênalti salvador da pátria, o conhecido árbitro foi obrigado a encerrar o jogo aos 50 minutos do segundo tempo.
Nesta tarde de domingo nenhum dos dois times venceram, pois o placar não saiu do zero a zero. Venceu o futebol baiano, numa tarde em que o esporte venceu a caxixe e o conluio entre os cartolas dos times da capital e da Federação Baiana de Futebol. Desde esse dia em que o suspeitosíssimo árbitro foi derrotado pela prática do bom futebol que o Itabuna Esporte Clube passou a ser visto com outros olhos pelos vigaristas do esporte.
Jornalista, advogado e editor do www.ciadanoticia.com.br
SURF NOTURNO COM PRANCHAS DE LED INOVAM A PROVA

A apresentação noturna de surf com prachas de LED
vem fazendo sucesso por onde passa.
(foto: Clemente Coutinho)
A 2 ª etapa do Circuito Brasileiro promovido pela CBS – Confederação Brasileira de Surf será realizada nos dias 27 e 28 de abril, em Praia de Stella Mares, Salvador e contará com seis categorias. A apresentação de surf noturno acontecerá no sábado, às 20 horas, na praia do Flamengo.
Entre as equipes, o estado de Pernambuco vem liderando com o Ceará, atual campeã brasileiro, em segundo. A etapa terá a inédita exibição do Club Social de Surf Noturno com pranchas de LED, sendo a quarta apresentação desde a primeira que foi em janeiro deste ano. O público promete marcar presença e prestigiar o evento inédito no estado.
No Club Social de Surf Noturno, as pranchas com LED usam tecnologia importadas da Espanha onde foram feitas por Johny Cabianca, brasileiro que também é shaper (quem faz pranchas) do Gabriel Medina, sensação brasileira na elite mundial do surfe e campeão mundial Júnior 2010 da International Surfing Association (ISA), torneio anual que terá nova edição em junho. A etapa da Confederação na Bahia é decisiva na formação da seleção.



