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Cacau do Sul da Bahia terá selo de Indicação Geográfica

Por: Renata Smith

Reunião complementou a proposta

Reunião complementou a proposta dos cacauicultores

Enquanto no último final de semana, o chocolate gourmet do Sul da Bahia era uma das deliciosas e mais concorridas atrações do Salon du Chocolat, em Paris, produtores da região comemoravam, em Ilhéus, um outro feito histórico: na sexta-feira (31) , reunidos em assembleia no Espaço Cultural Bataclan, eles apresentaram a documentação que será depositada no Instituto Nacional de Patentes Industriais (INPI), com o aval do Ministério da Agricultura, para a criação da Identidade Geográfica (IG) do cacau sul-baiano.

“As instituições atentaram para o fato de que a IG é importante como elemento de agregação de valor e controle de qualidade dos produtos registrados”, argumentou o presidente da Associação Cacau Sul da Bahia, Rodrigo Barreto.

A associação lidera o movimento de conquista da identificação geográfica, com apoio do Sebrae, através de ação do Projeto Indústria Setorial Ilhéus. “A identificação vai mostrar ao mundo a origem de nosso cacau e esse reconhecimento é um passo decisivo para o crescimento do setor”, afirmou o gestor do projeto, Eduardo Andrade.

No documento protocolado junto ao INPI – a decisiva etapa para se conquistar a IG -, a Associação Cacau Sul da Bahia apresenta as condicionantes para a conquista do selo, a exemplo do regulamento de uso, estudo histórico-cultural da região envolvida e o mapa cartográfico com a abrangência geográfica do produto. O documento, que demorou seis anos para ser concluído, é composto por quase 500 páginas com informações e critérios da produção de qualidade do cacau especial da região, que já tem resultado na produção de chocolates finos degustados em todo o mundo.

Quando for reconhecido pelo INPI, a IG do Cacau do Sul da Bahia envolverá uma área de cultivo estimada em 600 mil hectares, em 83 municípios que produzem 300 mil toneladas de cacau por ano em seis territórios regionais: Baixo Sul, Médio Rio de Contas, Médio Sudoeste da Bahia, Litoral Sul, Costa do Descobrimento e Extremo Sul. Será a mais extensa IG brasileira. A Região Sul da Bahia é uma Indicação de Procedência (IP) reconhecida historicamente como produtora de cacau de alta qualidade.

A elaboração do documento contou também com o apoio dos Institutos Cabruca e Arapyaú, Sebrae, Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), Universidade Federal do Sul da Bahia e IF Baiano.

Recomeço
Nas últimas décadas, o cacau sofreu com a disseminação de uma doença chamada “vassoura-de-bruxa”, que destruiu milhares de hectares produtivos e levou uma parte significativa dos cacauicultores a abandonar suas propriedades rurais.
Muitos dos que conseguiram sobreviver à crise reencontram, agora, o caminho de um bom negócio, que traz consigo o apelo do marketing ecológico (as fazendas de cacau ficam encravadas em regiões com forte apelo de preservação ambiental por conta do sistema cabruca, um modelo sustentável de agricultura tropical) e do marketing da saúde (o chocolate é um produto rico em calorias e, quanto mais puro, mais saudável é).

“Não foi só o produto que vivenciou uma crise. O produtor também, por que ele não sabia como poderia viver sem sua produção”, sentenciou o presidente do Instituto Cabruca, Durval Libânio, um dos idealizadores do trabalho. “Mas, agora, é possível perceber que tudo que era bom como antes da crise, pode ser ainda melhor”, completou.

Quarta geração da família na produção de cacau, Rodrigo Barreto, presidente da associação, é um dos entusiastas da criação do IG do Cacau. Nos dias 29 e 30 de outubro, a convite do Sebrae de Ilhéus, ele participou, em Belo Horizonte, do Seminário Internacional de IG e Marcas Coletivas. O evento reuniu todas as IGs brasileiras e contou com 300 participantes, representando 47 IGs já registradas e mais 10 em fase de análise, como é o caso da do Cacau.

Em 2011, o Brasil contava com apenas 11 IGs. Rodrigo Barreto foi convidado pelo Sebrae, parceiro do INPI neste evento, e participou de uma mesa-redonda sobre o tema “IG como ferramenta de agregação de valores e produtos protegidos”.

Perguntar não ofende…

Não seria chegada a hora do Ministério Público iniciar uma devassa nas contas da Prefeitura de Itabuna? Assim, pouparia tempo ao próximo prefeito em fazer uma auditoria e ainda por cima realizaria uma “geral” nos dois poderes políticos da cidade.

Pelo que falam nos quatro cantos da cidade, o rombo é alto nos mais diversos setores, e as contratações do pessoal para a campanha derrotada do Capitão Azevedo elevaram o índice constitucional com gastos em pessoal para acima dos 80%.

Pelo menos uma investigação perfunctória valeria a pena!

DO PÚBLICO AO PRIVADO

A FOME PELA GESTÃO PLENA I

Não adianta 'cara feia', falta a representação do Conselho de Saúde

Não é de agora que o prefeito de Itabuna tenta restabelecer a gestão plena do Sistema Único da Saúde (SUS) no município. As tentativas foram várias e em esferas diferentes. Primeiro, após tentar enganar com promessas o governador Jaques Wagner, alardeou que a volta da plena seria “favas contadas”, haja vista os acordos firmados. Não aconteceu.

Agora, tenta pela via judicial, ingressando com uma ação na Vara única da Justiça Federal, alegando dificuldades e diminuição do número de procedimentos. Para tanto, o prefeito foi seguido de um vasto entourage, como se os juízes julgassem as ações pelo volume de pessoas interessadas no pleito. A peça inicial, conforme destaca o release da prefeitura, contem 50 páginas com as informações. Não temos conhecimento se políticas ou jurídicas.

A FOME PELA GESTÃO PLENA II

Ao invés de se cercar de pessoas e entidades ligadas à saúde do município, a exemplo do Conselho Municipal da Saúde, o prefeito Azevedo levou junto com ele apenas apaniguados e pessoas representando entidades, mas que não têm conhecimento do assunto. Ora, para que fique bem explicada, a gestão plena de existe, mas está suspensa por decisão do Tribunal de Justiça da Bahia, por mal gerenciamento dos recursos.

E a má gestão dos recursos da saúde foi e é um dos assuntos mais debatidos nas instituições ligadas à saúde, com forte repercussão na imprensa regional. E esta não é a primeira vez que as Comissões Bipartite e Tripartite se dispõem a estudar a volta da gestão plena ao município de Itabuna e não acatam o pedido, simplesmente porque a prefeitura não vem fazendo sua parte, ou seja “arrumar a casa”, criando as condições necessárias.

A FOME PELA GESTÃO PLENA III

Será muito difícil a Justiça Federal conceder tal pedido sem antes ouvir o Conselho Municipal de Saúde, bem como as Comissões Bipartite e Tripartite, que dispõem de relatórios sobre a atividade em Itabuna. É preceito constitucional que esses órgãos de controle social fiscalizem e deliberem sobre essas questões e ninguém melhor do que eles têm conhecimento dos atos e fatos praticados contra os recursos da saúde em Itabuna.

Até hoje a saúde básica, obrigação e competência do município não passou por qualquer reparo e é rotina a falta de medicamentos, ausência de médicos nos postos de saúde, formando filas intermináveis. Esse é uma das consequências da má prestação de serviço do Hospital de Base, dentre outros, que não conseguem atender a demanda.

RAPOSAS NO GALINHEIRO

Como se não bastassem os problemas de ordem técnica, o grande problema enfrentado pela saúde é o uso politiqueiro do Sistema SUS pelo prefeito Capitão Azevedo. Para constatar essa premissa, basta uma simples consulta ao Diário Oficial do Município e verificar as nomeações feitas pelo prefeito, colocando pessoas desqualificadas na administração.

Para gerenciar o agendamento de consultas e outros procedimentos no Hospital de Base, o prefeito nomeou o eterno candidato a vereador, deputado, dentre outros cargos, Glebão, com a finalidade de conseguir o apoio do Partido Verde (PV) e um grupo de médicos. Mais ridículo, ainda, foi a nomeação do diretor-administrativo do Hospital de Base, Antônio Carlos Costa (Carreiro), usando como expediente um nome falso, já que responde por malversação de recursos públicos. Carreiro é considerado o “operador de recursos” número um do prefeito e seu gabinete. Após as denúncias na imprensa, finalmente, o nome de Carreiro apareceu no Diário Oficial com todas as letras constantes em sua carteira de identidade.

PMDB – MULHERES EM GUERRA I

Presidente Lúcio abona ficha de Leninha

O diretório do PMDB em Itabuna escancarou as portas do partido para disputar as eleições municipais – majoritária e proporcional – do próximo ano. Talvez a influência de uma mulher do poder maior da República, a presidenta Dilma Rousseff, incentivou as mulheres a embarcar nessa proposta de participar da política, ocupando seu merecido e conquistado espaço.

Mas, o que era somente festa, pode ter consequências desastrosas, caso a direção municipal peemedebista não tenha o devido cuidado de aparar arestas, amainar os ânimos, agir com prudência. O motivo teria sido o convite feito à Leninha da Autoescola Regional para deixar o Partido Popular Socialista (PPS), onde gozava de todos os privilégios, inclusive de decisão, para se filiar ao PMDB.

PMDB – MULHERES EM GUERRA II

E Leninha aportou no PMDB com direito a todas as festas e a consagrada presença do presidente do diretório estadual, deputado federal Lúcio Vieira Lima, para a solenidade de abono da ficha. Já na noite da festa, realizada no Itabuna e Esporte Clube, em 24 de setembro próximo passado, o clima, nos bastidores, não se parecia em nada com o demonstrado para a plateia.

O motivo: pré-candidatos em excesso para as pretensões de quem foi convidada para ser estrela e não admite ser tratada como coadjuvante. Em vista disso, já se vislumbra atraso nas “filmagens” por desentendimento entre os atores, o que é perfeitamente normal em se tratando de PMDB, partido eclético e que funciona como um guarda-chuva aberto e pronto para abrigar as mais diferentes correntes políticas.

PMDB – MULHERES EM GUERRA III

Maruse tem apoio de parte do partido

E o troco veio “a cavalo”, como costumam dizer os mais experientes, no anúncio da bancária aposentada e ex-professora da Uesc, Maruse Xavier, se colocando à disposição do partido como pré-candidata a prefeito. Essa disposição aconteceu apenas uma semana depois da apresentação de Leninha da Autoescola Regional.

Maruse, que milita no PMDB há alguns anos também diz ter interpretado os sinais feitos pela sociedade itabunense, que segundo ela, clama por mudança, por isso resolveu colocar seu nome. E ela propõe assumir um compromisso, com a cidade, no sentido de revitalizar a administração pública de Itabuna. “Nossa cidade precisa não apenas de uma mulher, mas de uma administradora, uma gestora que execute um modelo eficiente para humanizar a cidade, proteja as crianças, gere empregos, crie perspectivas para os jovens, valorize a mulher, respeite os idosos, preserve a cidade, e combata a violência e a corrupção”, afirmou.

PMDB – MULHERES EM GUERRA IV

Decidida e acostumada a vencer desafios, Maruse foi a primeira mulher a ingressar no Banco do Brasil em Itabuna, campeã de natação com mais 350 medalhas em competições nacionais e internacionais e se considera preparada para enfrentar o desafio de humanizar a cidade, através da promoção do bem-estar. Maruse destacou que “Itabuna exige a retomada da eficiência administrativa e a valorização de cada centavo público, porque não basta ser mulher, é preciso ter competência para administrar”.

Leninha da Autoescola Regional não deixa por menos e também é portadora de um currículo invejável, tanto na área empresarial quanto política. Ao longo dos anos transformou sua empresa numa referência em autoescola, ganhando sucessivos prêmios ligados à atividade empresarial. Como política, junto o falecido companheiro Anísio Alcântara, foi um sinônimo da mulher lutadora pela volta do Brasil ao estado democrático de direito no combate à ditadura militar.

CONCORRÊNCIA DOS HOMENS

A grande dúvida dos peemedebistas é se as mulheres conseguirão empolgar o eleitorado itabunense, conseguindo a indicação do partido para concorrer à eleição majoritária. Apesar de concorrer com políticos experientes, as duas pré-candidatas do PMDB não se intimidam e partem para a disputa eleitoral com toda a garra, a ponto de ganhar constantes espaços na mídia regional, superando os concorrentes do sexo masculino.

Para os mais novos, Leinha e Maruse faz lembrar a revolução das mulheres baianas – Lídice, Salete e Bete –, responsável pelo lançamento da “chapa do baton” ou “cor-de-rosa”, para concorrer ao Governo do Estado da Bahia e ao Senado Federal, em 1990. As três mulheres não conseguiram se eleger, mas provaram que o lugar de mulher também é na política. Se quiser inovar, o PMDB terá a opção de lançar uma chapa “puro sangue” e “mesmo sexo” à Prefeitura de Itabuna. Basta ter coragem.

NA IMPOSSIBILIDADE, O ACORDO

Consideradas “velhas raposas” políticas, a direção do PMDB de Itabuna sabe que não irá ao sacrifício com uma candidatura própria à sucessão de Azevedo apenas pelo prazer pessoal ou sentimento de egoísmo. Pelo contrário, o partido sempre deixou uma porta aberta para as negociações, “batendo o martelo” lá pelos fins de maio e início de junho do próximo ano.

Entretanto, mesmo sendo um partido que abriga várias tendências – da direita empedernida, passando pelo centro e indo à extrema esquerda –, o PMDB tem uma dificuldade em fechar qualquer acordo com o Partido dos Trabalhadores (PT) de Itabuna. O empecilho seria o deputado federal Geraldo Simões, considerado o ‘mandachuva’ do partido, grande desafeto de Geddel Vieira Lima e Renato Costa.

PCdoB ESCOLHE PRÉ-CANDIDATOS

Para não perder tempo com muitas escolhas e correr o risco de confundir o eleitor, o diretório municipal do PCdoB de Itabuna resolveu radicalizar e mostrar aos eleitores de que dispõe de dois membros para disputar a eleição majoritária de 2012. A dupla escolhida foi o presidente da Bahiagás, Davidson Magalhães, e o vereador Wenceslau Júnior.

Já o terceiro nome que aparecia nas pesquisas e nas especulações, o do ex-vereador Luiz Sena, foi descartado para concorrer à eleição do próximo ano e recebeu o encargo de coordenar a campanha dos comunistas. Enquanto um dos dois nomes não é escolhido, os comunistas não perdem tempo e passam dias e noites conversando com líderes de outros partidos, com vistas à construção de um projeto para cidade.

UNIÃO DE PARTIDOS

A elaboração conjunta de um documento com compromissos éticos e de propostas para implantação de um modelo de gestão para Itabuna está sendo proposta por diversos partidos da base aliada de Dilma e Wagner. A carta de princípios, como está sendo chamada, deverá conter compromissos políticos e administrativos, que deverão ser avalizados por cada um desses partidos.

Apesar da maioria desses partidos pertencer à base dos governos Dilma e Wagner, o PT não participa desse seleto grupo, por ser considerado de “voo solo” e não assumir determinados compromissos, a exemplo do apoio mútuo. Mas o PSDB, que não faz parte da base aliada, foi chamado a conversar, pelo alto grau de credibilidade do seu pré-candidato, Ronald Kalid, e do presidente José Adervan.

COMERCIANTES E COMERCIÁRIOS

Nesta terça-feira (11) às 19 horas, os associados do Sindicato do Comércio Atacadista e Varejista no Município de de Itabuna (Sindicom) se reúnem no auditório da sede da entidade, na avenida do Cinquentenário, 1016, 6º andar, para analisar a Pauta de Reivindicações enviada pelo Sindicato dos Comerciários de Itabuna (Seci) para o ano base de 2012. Após a avaliação da assembleia geral, os dois sindicatos – patronal e empregados – irão passar para as negociações propriamente ditas.

Dentre as reivindicações apresentadas pelo Sindicato dos Comerciários estão o piso salarial de R$ 638,00, mais o ganho real de 7%, além do pagamento de horas extras no percentual de 70%. Já para os comerciários que trabalham em empresas com mais de empregados, também será estabelecido o auxílio creche de 10 % do piso salarial e e pagamento do ticket refeição no valor de R$ 8,00. Segundo o presidente do Sindicom, José Adauto, as negociações entre as duas instituições representativas do comércio itabunense deverão seguir o curso normal, a exemplo do que acontece todos os anos, após os ajustes normais que poderão ser suportados pela atividade.

TREINAMENTO E CAPACITAÇÃO I

José Aboboreira e José Adauto (foto Nazoera)

Com a finalidade de proporcionar o aperfeiçoamento do pessoal que atua no ramo de material de construção em varejo, o Sindicom de Itabuna adquiriu recentemente junto à empresa Academia de Vendas um programa de capacitação e treinamento específico para a área. Segundo o presidente José Adauto, o programa é a ferramenta ideal e fundamental para o aprimoramento dos vendedores e, consequentemente, das vendas.

De acordo com o secretário-executivo do Sindicom, José Aboboreira, a capacitação do pessoal poderá ser promovida de duas modalidades: com certificado de conclusão do curso, para os que, além de assistirem as aulas passem por um sistema de avaliação, através do programa; ou sem certificado, para os que apenas assistirem o curso. Agora, serão organizadas as turmas do curso, que poderá ser realizado diretamente nas empresas ou no auditório do Sindicom.

TREINAMENTO E CAPACITAÇÃO I

Outro curso que será oferecido aos associados do Sindicom é o de informática, que será promovido em parceria com o Serviço Nacional do Comércio (Senac). Os cursos serão realizados numa sala especialmente equipada com móveis e computadores, na sede da entidade. Todo o material promocional educativo será apresentado aos associados do Sindicom nesta terça-feira (11), quando será realizada a assembleia geral para analisar a pauta de reivindicações dos comerciários.

O presidente do Sindicom, José Adauto, revela que até o final deste ano ainda serão realizadas eventos educativos e promocionais, apresentados por palestrantes de renome nacional. Informa, ainda, José Adauto, que está sendo elaborado um calendário de eventos para o ano de 2012, com datas e nomes que deverão ser apreciados pelos associados. “Hoje, nossos associados estão ávidos por eventos de interesse do comércio e têm participado maciçamente das promoções”, comenta.

BOA NOTÍCIA

A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei Complementar 603/10, do deputado Moreira Mendes (PPS- RO), que inclui entre as obrigações do órgão gestor do Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza a prestação de contas perante o Congresso Nacional. Conforme a proposta, o governo deverá encaminhar anualmente ao Legislativo relatórios com as seguintes informações: o total de recursos do fundo; os critérios de alocação; e a execução das verbas.

Mendes lembra que a mudança na Lei Complementar 111/01, que regulamenta o fundo, permitirá que o Congresso cumpra uma de suas principais atribuições: a de fiscalizar os atos do Executivo. O Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza foi criado pela Emenda Constitucional 31, de 2000, com o objetivo de “viabilizar a todos os brasileiros acesso a níveis dignos de subsistência”. Para isso, são previstas ações suplementares de nutrição, habitação, educação, saúde, reforço de renda familiar e outras.

CONTAM POR AÍ…

Os políticos possuem artimanhas que “até Deus duvida”, costumam dizer os analistas e pessoas experientes dos bastidores políticos. E todas esses artifícios são utilizados para sair de situações embaraçosas, como justificativas pelo não atendimento das promessas largamente cumpridas durante as sucessivas campanhas eleitorais.

Para conseguir o voto, além do trabalho dos cabos-eleitorais, os candidatos e os dirigentes de partidos fazem de tudo, desde a simples promessa de promover o bem-estar da população com os serviços públicos até a garantia de empregos. “Como uma parte do eleitorado está desempregada, a promessa é a ‘tábua da salvação’; para a outra parte, o que interessa mesmo é estar ‘mamando nas tetas da viúva’, com todas as forças”.

Mesmo sendo conhecedores das falsas promessas dos políticos irresponsáveis (a grande e consagradora maioria), o eleitor faz vistas grossas, pois também tem suas treitas e manhas para enganá-los. Uma delas é se comprometer com todos os candidatos, garantindo milhares de votos para cada um deles, embora tenha consciência de que nem mesmo o seu será consagrado nas urnas.

Em Itabuna, dois políticos são os que mais utilizam esse expediente para conseguir votos: Capitão Azevedo, que prometia governar com o povo, e Geraldo Simões, com empregos para toda a população, além de um pacote infindável de benesses impossíveis de cumprir. E os dois conseguiram enganar a população.

O modus operandi utilizado por Geraldo Simões beira ao escárnio e à zombaria, para não dizer vulgar e ridículo. Assim que o eleitor consegue adentrar o seu gabinete – guarnecido por guarda-costas grosseiros – o que considerado um ato de sorte, após os cumprimentos e elogios de praxe, começa a relatar suas dificuldades de sobreviver sem emprego até quando lembra a velha promessa de um emprego público assim que tomasse posse.

Sem perder a calma, de forma dissimulada, Geraldo Simões reclama de que até que tentou atender à promessa feita ao companheiro, mas diz ter sido ele o culpado, pois queria ter entrado no gabinete junto com os amigos, inclusive ele. Após mais algumas reclamações pelo abandono do eleitor afirma que todos os cargos já estão lotados pelos companheiros que não o abandonaram.

No entanto, se o eleitor for da quota de outro partido, ai a desculpa – mais esfarrapada, ainda – é outra.

– Olhe, companheiro, pensei muito em você, que lutou com muita garra em minha campanha, mas sabe como é, pelo acordo feito, quem indica os companheiros é o partido, que me manda uma lista com todos os nomes. Infelizmente, seu nome não consta delas, o que estranhei. Houve algum desentendimento com os dirigentes? – pergunta fingindo compaixão.

Como não terá o emprego a dar ao companheiro de lutas, se despede argumentando que a política é uma atividade onde grassam as traições, por isso entende a decepção do amigo, mas que vai fazer de tudo para conseguir uma colocação.

– Assim que tiver, mando lhe buscar em casa – despacha mais um eleitor desiludido.

DO PÚBLICO AO PRIVADO

MARIA ALICE DE VOLTA AO PALÁCIO I

Maria Alice volta à Prefeitura para comandar a articulação política

Nesta quinta-feira (29), finalmente Maria Alice Araújo é nomeada e toma posse no cargo de Assessora de Articulação Política. Não foi uma operação simples trazer a conhecida Dama de Ferro ao centro das operações políticas oficial da Prefeitura de Itabuna. Os motivos foram os mais variados, a começar pelo temor da concorrência do núcleo do gabinete do prefeito, comandado por Joelma Reis e Soldado Pinheiro, que detestam sombra.

Apesar da falta de comando do prefeito Azevedo, capitão da Polícia Militar, o festival de besteiras cometidas pela dupla em relação à política e à administração falaram mais alto e o veto à nomeação de Maria Alice foi para o espaço e o decreto, finalmente, saiu da gaveta. Alice terá muito trabalho pela frente, principalmente para domar a dupla que hoje domina as ações e a agenda do pusilânime prefeito.

MARIA ALICE DE VOLTA AO PALÁCIO II

De início, ao “arriar as malas” e tomar pé da situação, Maria Alice terá que tomar todas as precauções e, por certo, mudar a forma de relacionamento entre os vereadores e a prefeitura. Atualmente, essa relação é considerada por demais promíscua, tanto assim que as audiências com eles são marcadas em horários totalmente fora do expediente normal da prefeitura.

Com a experiência adquirida em muitos anos em cargos de linha de frente, Alice tomará todos os cuidados para evitar as “cascas de banana” que por certo serão colocadas no seu caminho pela desastrada dupla de articuladores. Além de lidar com as víboras externas, a assessora vai ter que dar uma arrumação no serpentário municipal, coisa de que deve “tirar de letra”.

CÂMARA DE ITABUNA CONTINUA A MESMA

A Câmara continua com os mesmos defeitos e vícios de sempre

Apesar de ter passado por uma auditoria e ser investigada pela Polícia Federal, dentre outros órgãos oficiais, a Câmara de Itabuna continua a mesma, praticando os mesmos vícios, os mesmos desmandos. O que mudou foi somente a direção, com a saída de um grupo e a entrada de outro, mantendo alguns membros do grupo anterior pelo sistema de cooptação.

Recentemente, o atual grupo de mantem a soberania sobre os recursos da Câmara, rachou, literalmente. O motivo: o mesmo de sempre – as benesses concedidas com o rico dinheiro do pobre contribuinte. Para ficar só num dos desmandos, a turma apaniguada conta agora com mais assessores de gabinete do que os vereadores considerados “pés-duros”, ou “inimigos do rei”.

Há tempos em que alguns assessores reclamam de ter que pagar um “dizimo” de 50% (se é que pode…) para os seus “padrinhos”.

WAGNER SÓ PENSA NAQUILO…

O governador baiano vem demonstrando psicose para a construção de pontes. Em Ilhéus prometeu construir uma segunda ponte ligando o centro da cidade ao bairro do Pontal. Não começou construir, mas alimenta a ideia de que ela vai sair. Para manter sua ideia fixa, garante (tem gente que não admite garantia de político) e prometeu outra, esta bem maior, ligando Salvador à ilha de Itaparica.

O projeto básico da ponte de Itaparica, como está sendo chamada mostra o equipamento com aproximadamente 12 quilômetros de extensão, seis faixas de tráfego, duas pistas de acostamento e um trecho móvel, com largura de 160 metros. A ponte deverá ser iniciada em 2014 e concluída em 2018. As intervenções têm investimentos estimados em até R$ 7 bilhões.

PROJETO PREVÊ VÁRIAS FONTES

Os recursos serão dos governos federal e estadual e da iniciativa privada. A previsão é que as obras comecem por Salvador, entre o berço do terminal de São Joaquim e a área de ampliação do porto, chegando à Gameleira, em Vera Cruz. O objetivo é garantir maiores condições de mobilidade e segurança a todos que trafegarem pela via.

O projeto prevê que o espaçamento entre as pilastras de sustentação da obra deve ser de 250 metros. Haverá um vão central, de espaçamento de 700 metros de largura e 70 metros de altura, utilizado para a passagem de embarcações destinadas aos portos de Salvador e Aratu, e uma profundidade de 25 metros, que possibilitará o atracamento de embarcações, a exemplo de navios.

Já a ponte de Ilhéus, bem menor, o governador nem dá notícia.

MOVIMENTO PELA FICHA LIMPA I

A diretora do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, Jovita José Rosa, entregou ao coordenador da Frente Parlamentar Mista de Combate à Corrupção, deputado Francisco Praciano (PT-AM), uma carta, endereçada à presidente Dilma Rousseff, pedindo que seja indicado para o Supremo Tribunal Federal (STF) um ministro que esteja compromissado com a Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar 135/10).

A presidente da República deverá indicar nas próximas semanas um substituto para a vaga aberta com a aposentadoria da ex-ministra Ellen Gracie. A lei busca barrar a candidatura de políticos que respondam a processos judiciais. O STF, no entanto, ainda julgará a constitucionalidade da lei.

MOVIMENTO PELA FICHA LIMPA II

Os opositores da Ficha Limpa afirmam que a norma contraria o princípio de que as pessoas devem ser consideradas inocentes até que haja um julgamento judicial definitivo. Para Jovita, contudo, a lei não está impondo uma pena. Na abertura do ato, Francisco Praciano disse que existem cerca de 160 projetos em tramitação no Congresso Nacional sobre o assunto. Para o parlamentar, a lentidão com que essas propostas são analisadas é inexplicável.

Também presente, o coordenador da Frente Parlamentar pelo Voto Aberto, deputado Ivan Valente, (Psol-SP), lembrou que a corrupção não é um problema apenas da classe política. Ele defendeu o financiamento público das campanhas eleitorais como forma de combater os corruptores. “Se as pessoas precisam entender que, enquanto houver financiamento privado e o poder econômico interferir no processo eleitoral, haverá uma corrupção brutal. Não adianta se queixar depois”, declarou.

PMDB, A “NOIVA DA VEZ”

Os diretórios dos partidos políticos de Itabuna parecem que não estão levando o velho Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) a sério. Apesar da festa realizada para filiar dezenas de militantes e pré-candidatos a vereador, todo mundo quer o PMDB como coligado e oferecem a oportunidade da direção do partido a indicar o candidato a vice-prefeito.

Ao que parece, a renúncia do ex-candidato a prefeito pelo PMDB na eleição passada, Capitão Fábio, contaminou o partido. Esse, talvez, deve ser o motivo dos convites feitos insistentemente pelas agremiações concorrentes, o que já causando uma série de aborrecimentos da direção, que promete levar a sério a apresentação de candidatura própria.

NAMORO SÓ PRA CASAR

O presidente estadual do PMDB, deputado federal Lúcio Vieira Lima, diante de tantos convites para o partido indicar um vice, garantiu que o PMDB quer casar, sim, mas nega a condição de “noivinha dos demais partidos”, ressaltando o poder que sua agremiação possui numa campanha eleitoral. Segundo Lúcio, o PMDB tem em seu portfólio um vasto tempo para a propaganda de rádio e TV, militantes históricos com muita disposição e capacidade para ganhar uma eleição.

Nesse caso, o presidente estadual peemedebista aponta que a condição do partido é de titular e não de coadjuvante, haja vista os pré-candidatos existentes, políticos reconhecidos pela qualidade e comportamento ético. Um desses pretendentes é o médico e ex-deputado Renato Costa, que tem realizado um trabalho profícuo na campanha de atração e filiação de lideranças e pré-candidatos.

A SUBIDA DE DILMA

De acordo com uma pesquisa realizada pela CNI/Ibope, a o Governo da presidenta Dilma passa dos 51% de aprovação. Até aí nenhuma novidade, não fosse a leitura detalhada da pesquisa. Nas regiões Norte e Nordeste, o percentual de aceitação passa dos 70%, como era de esperar, tendo em vista a crescente lista de beneficiados do Bolsa Família, com valores ainda maiores.

A novidade mesmo ficou por conta dos resultados obtidos nas regiões Sul e Sudeste, cujos índices eram pífios, em muitos lugares. A razão para esse crescimento, no entender dos analistas, é a faxina feita pela presidenta Dilma, mesmo em escala menor. A caça aos  corruptos é um dos temas que mais agrada aos brasileiros, cansados de pagar uma pesada carga tributária e não ter a contraprestação no mesmo nível.

MERCADO DE CARNE, A VERGONHA DE ITABUNA

Em Vitória da Conquista a carne é comercializada de forma correta

A Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri) vai lançar na segunda-feira (3), às 9 horas, em seu auditório, o Projeto de Implantação de Entrepostos Frigoríficos. Trata-se de uma importante ação visando combater o abate clandestino de carnes no Estado, que vai permitir a oferta ao consumidor de produtos de qualidade processados por matadouros inspecionados, e estruturar toda a cadeia produtiva da carne na Bahia.

Elaborado pela Seagri e a Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), viabiliza um modelo padrão de planta frigorífica – utilizando uma moderna tecnologia: a construção modular das instalações -, que atenderá a demanda de municípios localizados em pontos estratégicos do Estado. Em Itabuna, a Portaria 304 do Ministério da Agricultura é ignorada pela prefeitura, que permite a comercialização de carne sem procedência e sem os cuidados com a refrigeração, causando prejuízos à saúde da população.

GALO QUER POLÍTICA PARA A PESCA

O deputado Marcelino Galo defende política de apoio à pesca na Bahia

A criação de uma política global de apoio à pesca na Bahia em parceria com o governo federal foi indicada ao governador Jaques Wagner pelo deputado Marcelino Galo (PT). Além de recursos federais, o petista sugere que sejam disponibilizadas também verbas do Estado para a criação de uma nova estrutura de gestão e a execução de diversos programas, como o ordenamento pesqueiro do Rio São Francisco em seus 1.200 quilômetros de extensão na Bahia, com estudo de sustentabilidade do estoque pesqueiro do rio.

Também no São Francisco, Galo, que é vice-líder do governo na Assembleia Legislativa, defende o repovoamento das espécies pouco exploradas nos maiores reservatórios, a exemplo de Sobradinho e Itaparica. Na indicação, Galo salienta o reordenamento dos principais estuários da Bahia, como os dos rios de Contas, Jequitinhonha, Jucuruçu, Pardo, Una, Buranhém e Real. Marcelino ainda quer a inclusão do produto da pesca artesanal na alimentação escolar e no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), ou seja, criar o “PAA-Pesca”, além da disponibilização de recursos estaduais a serem geridos pela Desenbahia para a constituição de Fundo de Aval para a pesca artesanal e de pequeno porte.

O VOLÚVEL SOLON

Eleito pela primeira vez, o vereador Solon Pinheiro não soube o que fazer na Câmara de Vereadores de Itabuna. Considerado um “peixe ensaboado”, se elegeu pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), mas nunca tomou qualquer atitude que justificasse afinidade com os tucanos.

De forma atabalhoada, a cada dia posa para foto com representante de partidos diferentes. Faz acordo com o prefeito (DEM) em troca de cargos; telefona para o deputado ACM Neto (DEM); faz juras de amor ao PMDB de Geddel; e, de vem em quando, diz até que é amigo do deputado federal Antônio Imabassahy, ex-presidente do PSDB.

BOA NOTÍCIA

O relator da Medida Provisória (MP) 540/11, deputado Renato Molling (PP-RS), está negociando com o governo a redução das alíquotas e a ampliação do prazo de vigência da desoneração da folha de salários, um dos principais pontos do texto encaminhado pelo Executivo. A MP, que tranca a pauta do Plenário da Câmara, autoriza as indústrias de móveis, de confecções e de artefatos de couro a substituir a tradicional contribuição previdenciária, equivalente a 20% da folha salarial, por uma contribuição de 1,5% da receita bruta. No caso das empresas de tecnologia da informação e comunicação (TIC), a alíquota é de 2,5%. A medida entra em vigor em dezembro e vigora até 31 de dezembro de 2012.

Molling recebeu dados dos setores beneficiados com a desoneração que mostrariam dificuldade para cumprir a alíquota de 1,5%. A indústria moveleira, por exemplo, afirma que só consegue suportar uma incidência de 0,75% do faturamento. A área têxtil e de confecções só poderia chegar a 1%. No setor de TCI, alguns segmentos argumentam que a contribuição de 2,5% representa uma carga maior do que a atualmente paga. Esse setor abrange empresas tão diferentes como de programação, processamento de dados, consultoria, suporte técnico e outros.

CONTAM POR AÍ…

No segundo período dos anos 80 da década passada, comandava o trânsito de Itabuna José Nilton Azevedo (não lembro qual a patente, se sargento ou tenente), famoso por realizar blitzen, principalmente para retirar os carros estacionados nas calçadas e estacionar em locais proibidos, fatos que hoje não mais lhe preocupam.

Era prefeito de Itabuna, Ubaldo Dantas, responsável pela transformação da cidade num canteiro de obras (não era chavão, era verdade), implantando saneamento básico, abrindo corredores de tráfego entre os bairros, pavimentando ruas e avenidas. Para fazer frentes às despesas, uma grande soma de investimentos foi prospectada junto ao Governo Federal, grande parte a fundo perdido.

E Itabuna começou a vivenciar um período de prosperidade no comércio, na indústria, enfim, a economia estava a mil por hora. As concessionárias batiam recordes de vendas de carros, que enchiam as ruas de Itabuna, complicando o trânsito em toda a cidade.

Àquela época, ao abordar um motorista infrator, o policial de trânsito ainda tinha que conviver com a arrogância dos “coronéis do cacau” (comércio e indústria, também) e as vigorosas carteiradas do tipo “sabe com quem está falando?”.

Parte das reclamações dos motoristas era em função do trânsito caótico, com muitas obras e poucos locais para estacionamento, com isso, eles acreditavam que poderiam trafegar na contramão, dentre outras arbitrariedades.

Para resolver esse problema, os engenheiros e arquitetos da Prefeitura, comandados pelo secretário Ronald Kalid, realizaram um amplo estudo sobre o tráfego e a mobilidade urbana em Itabuna, incluindo o sistema de transporte coletivo, interligando o centro e os diversos bairros num só sistema.

Na implantação das mudanças de responsabilidade do município tudo corria bem, sem dificuldades, mas o sistema de trânsito da Itabuna era da competência do Governo do Estado, o que dificultava a introdução do novo sistema, em conformidade com o diagnóstico e as soluções apontadas.

Foi aí que o prefeito Ubaldo Dantas mandou chamar Azevedo à prefeitura e, após uma preleção sobre os estudos que estavam sendo feitos disse a Azevedo:

– Pois é, Azevedo, fique sabendo que quem conhece de trânsito são os arquitetos e engenheiros e não policiais, que estão ali para impor respeito e multar os infratores. Converse com seus chefes, e se eles concordarem poderemos implantar, juntos, as mudanças propostas pelos técnicos para o trânsito de Itabuna – propôs o prefeito.

Como as autoridades do Estado concordaram, mesmo sem a assinatura de um convênio formal, o Município e o Estado trabalharam em parceria e realizaram uma profunda mudança no caótico trânsito da cidade.

Para o bem de Itabuna, seria satisfatório que o atual prefeito, Capitão Azevedo, lembrasse dessa passagem de sua vida e tivesse, hoje, a humildade que teve à época, para tornar o trânsito possível e Itabuna uma cidade melhor para se viver. É só querer.

Do Público ao Privado

OS CAPRICHOS DO CAPITÃO FÁBIO I

Capitão Fábio e Jaques Wagner foram cúmplices em lei casuística

Fora do cenário político por opção dos eleitores, o ex-deputado estadual Capitão Fábio (melhor dizendo, major) não esconde o esforço que faz para voltar ao poder. Para voltar à Assembleia Legislativa, tem feito de tudo no sentido de voltar a caminhar pela estrada que sempre pavimentou para se eleger deputado estadual: o poder sobre os veículos e seus condutores.

Fácil, não fosse a impossibilidade de circular livremente pela “fábrica de votos” como são considerados os órgãos ligados ao emplacamento de veículos, fornecimento de habilitação, fiscalização do tráfego, seja na área urbana ou nas rodovias. Se anteriormente fez campanha com o slogan “Uma estrada para o futuro”, agora precisa garantir o acesso a essas importantes ferramentas.

OS CAPRICHOS DO CAPITÃO FÁBIO II

A direção da Ciretran de Itabuna se encaixaria perfeitamente no projeto de retorno à Assembleia Legislativa. E o Capitão Fábio tem consciência disso, tanto que tenta mover céu e terra para conseguir o lugar no órgão de trânsito de Itabuna, atualmente ocupado por uma pessoa da sua confiança, fruto de indicação quando ainda era deputado.

Neste momento, sem mandato, Capitão Fábio (ou major Fábio) quer o cargo de volta, embora não possua mais o poder de convencimento, ou seja, o voto de deputado na Assembleia Legislativa. E como faz falta esse importante instrumento de convencimento, tanto é assim que até hoje o governador Jaques Wagner não se sensibilizou com os pedidos de Fábio.

OS CAPRICHOS DO CAPITÃO FÁBIO III

Quem olhar pelo retrovisor da política poderá observar que o deputado estadual Capitão Fábio já prestou grandes serviços ao governador Jaques Wagner, serviços institucionais, republicanos, atendendo aos interesses do Estado. Afinal, essa uma das tarefas dos deputados que militam na base parlamentar de sustentação do governo. É o toma lá dá cá: dá o voto, em troca recebe as benesses para a região e população de sua preferência. Tudo como manda os manuais democráticos.

Entretanto, há quem diga que o governador Jaques Wagner não tem se comovido pelo simples fato de que Fábio não teria mercadoria para vender e entregar. Nem mesmo os serviços prestados nos mandatos passados parecem sensibilizar o governador, que teria dito ter feito todos os pagamentos, portanto, não deveria nada. Ou seja comprou e pagou, não ficando com obrigação nenhuma a cumprir.

O PAGAMENTO DE WAGNER A FÁBIO

No apagar das luzes do mandato passado, o então deputado estadual Capitão Fábio e o seu colega de farda e assembleia, Capitão Tadeu, patrocinaram a lei nº 11.920, de 20 de junho de 2010, alterando as leis 7.990, de 27 de dezembro de 2001, e 11.356, de 6 de janeiro de 2009. Essa lei nova é um casuísmo, feita apenas para beneficiar os dois deputados militares, que corriam risco de não se elegerem na eleição de 2010.

Como o Capitão Tadeu foi eleito, a lei beneficiou apenas o Capitão Fábio. Pela lei antiga, Capitão Fábio (assim como todos os militares), não poderia voltar à Polícia Militar. Pela lei nova, feita por eles, além de voltar à PM, ainda conseguiu ser promovido na frente dos que estavam na lista da tropa em atividade.

O CASUÍSMO DE FÁBIO E WAGNER I

A lei, de início, até parece sóbria, pois começa explicando o que é a reversão, dizendo, no artigo 14, inciso II: “quando cessar o período de exercício de mandato eletivo, devendo retornar ao mesmo grau hierárquico ocupado e mesmo lugar que lhe competir na escala numérica no momento de sua transferência para a reserva remunerada”.

No § 3º do artigo 14, entretanto, começa a pegadinha, ou melhor, os benefícios feitos por encomenda para o Capitão Fábio e com a cumplicidade do governador Jaques Wagner, conforme se pode ler, ipis literis: “Na hipótese do inciso II do caput deste artigo, o retorno ao serviço ativo deverá ocorrer no primeiro dia útil imediatamente subsequente ao término do mandato eletivo”.

O CASUÍSMO DE FÁBIO E WAGNER II

No parágrafo seguinte, o § 4º, o casuísmo aumenta ainda mais, no sentido de beneficiar exclusivamente o deputado Capitão Fábio: “Não poderá haver interrupção entre o momento da transferência do Policial Militar para a inatividade, em razão do exercício do mandato eletivo, e o seu posterior retorno à Corporação, em face do disposto do inciso II deste artigo”.

O casuísmo chega ao extremo ao afastar todos os policiais militares que por ventura tenha exercido o cargo de deputado estadual, que não seja de forma ininterrupta, senão vejamos: § 5º – “O disposto ao parágrafo anterior não se aplica aos Policiais Militares que tenham exercido ou que se encontrava no exercício do mandato eletivo estadual no momento da edição desta Lei, vedado o pagamento, em caráter retroativo, de diferenças remuneratórias de qualquer natureza em decorrência da aplicação do disposto neste parágrafo”.

O CASUÍSMO DE FÁBIO E WAGNER III

O mais absurdo da Lei nº 11.920, criada apenas com a finalidade de beneficiar o Capitão Fábio, que hoje está de volta à Caserna com a patente de major, após furar a fila, prejudicando, de maneira insidiosa, os outros militares que se encontravam na ativa. Com isso, caso não se afaste de novo, poderá chegar ao posto de coronel, o ápice da carreira policial militar.

Caso se afaste para concorrer um cargo político, irá para a reserva com os proventos de major, um plus a mais na patente de capitão, como aconteceu no primeiro afastamento. A Polícia Militar, uma corporação que completou 186 anos e que tem como patrono o inconfidente Tiradentes, poderia ter passado incólume da fraude e estelionato cometido pelos deputados estaduais baianos e avalizado pelo governador Jaques Wagner.

CONSUMIDOR RECLAMA DE LOJAS MAIA

Um consumidor está “p” de vida com as Lojas Maias. Publicitário, diz ter acreditado na publicidade feita e comprou um produto na loja de Ilhéus, com a garantia que a mercadoria lhe seria entregue em Itabuna. Pois bem, nosso publicitário pagou antecipadamente pela mercadoria adquirida, um presente para outra pessoa, naturalmente, e o presenteado se dirigiu à vizinha cidade e foi mal atendido e ainda desdenhado como cliente.

Qual não foi a desagradável surpresa para o presenteado quando a Loja Maia de Itabuna exigiu novo pagamento do freto para entregar o produto, submetendo a pessoa a um enorme constrangimento  obrigando- a “se virar” em dinheiro a pagar novamente o frete, sob a pena de receber o produto.  Uma lamentável falta de respeito com quem comprou e uma enorme grosseira com a pessoa que em Itabuna receberia o presente. “Com esse tratamento, voltar às Lojas Maia nunca mais!”, promete o publicitário.

PARADA GAY EMPOLGA ILHÉUS

A presença de Léo Kret empolga o promoteur e músico ilheense Ratinho

A sétima edição da Parada Gay de Ilhéus, com o tema principal “Homofobia, fora daqui!”, terá como uma de suas atrações a vereadora e dançarina de Salvador, Léo Kret. Este será o segundo ano de participação da vereadora, que trará como convidado o apresentador do programa Universo Axé da TV Aratu, Alex Lopes. A vereadora e seus convidados estarão no trio do grupo Saphos, que terá como atrações a Banda Capricho e DJ Michel. O grupo Eros também desfilará com trio animado pelo DJ Del Mário, Gogo Boys de Salvador e convidados da Parada Mix.

A parada gay de Ilhéus será realizada no dia 25 de setembro, na avenida Soares Lopes, das 13 às 19 horas. A temática deste ano visa o combate à homofobia e luta por políticas públicas, principalmente sobre nos casos de agressão moral e física. A Parada Gay é uma realização do movimento LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros) de Ilhéus, através dos grupos Eros e Saphos, do Núcleo de Educação e Promoção a Saúde de Ilhéus (Nepsi), e da Coordenação do DST/Aids da Secretaria da Saúde de Ilhéus.

EVENTOS COM SEGURANÇA I

A Prefeitura de Ilhéus vai regulamentar a realização dos eventos públicos e privados realizados na cidade. Um decreto, proposta pela Procuradoria Geral do Município, orienta, controla, organiza e disciplina o segmento. Antes mesmo de ser publicado o decreto, o será debatido com os promotores de eventos de Ilhéus, bem como entidades e instituições, como Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea), Polícia Civil, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros, dentre outros.

A proposta leva em consideração a necessidade de um disciplinamento mais efetivo da realização de shows e espetáculos nos espaços públicos e privados do município, tendo em vista a “segurança e a incolumidade” da população. Como justificativa, a minuta também menciona o “grande número de procedimentos administrativos e de ações judiciais promovidos pelo Ministério Público Estadual, em virtude de inúmeras irregularidades ocorridas durante a realização de eventos”.

EVENTOS COM SEGURANÇA II

O decreto determina que “toda empresa, firma individual ou pessoa física que desejar promover show ou espetáculo em espaço do domínio do Município, de uso comum do povo ou privado, deverá obedecer as condições e requisitos estabelecidos, sob pena de sanções de natureza administrativa, inclusive imposição de multa, sem prejuízo de sanções de natureza civil e criminal, ressarcimento de danos ou indenizações previstas em lei, normas regulamentadoras e decisões judiciais”.

No seu segundo artigo, a minuta de decreto enfatiza que shows e espetáculos somente poderão acontecer em locais autorizados pelo Poder Público Municipal para abrigar tais eventos, de forma que o pedido somente será analisado caso o local solicitado possa recepcioná-los. No terceiro artigo, o texto afirma que “o responsável legal da empresa, firma individual ou pessoa física deverá protocolar na Prefeitura de Ilhéus, através do Protocolo Geral, com antecedência mínima de quinze (15) dias, o pedido de autorização”.

EVENTOS COM SEGURANÇA III

Para a realização do evento, o pedido deverá estar acompanhado, entre outros, do plano de contingência e emergência e do plano de segurança elaborado pela Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Secretaria de Segurança, Transporte e Trânsito. A proposta de decreto também menciona a necessidade do comprovante de requerimento à Inspetoria local do Crea/Ba para a realização de inspeção nos equipamentos, na rede elétrica, na estrutura física e nos equipamentos sanitários.

A exigência ainda inclui os projetos de iluminação das áreas interna e externa aprovado pela Coelba, do serviço de pronto atendimento médico na área interna do evento aprovado pela Secretaria Municipal de Saúde, dos equipamentos sanitários e da sinalização interna, destinada à circulação e às saídas de emergência.

TURISMO SEM SORTE

O abraço a Dilma dado hoje apaga as críticas feitas por Gastão no passado

O novo ministro do Turismo, Gastão Vieira, é mais um da conta do Partido Movimento Democrático Brasileiro (o velho PMDB) que assume um cargo de destaque no Governo Federal. Ele veio justamente com o apoio do todo-poderoso presidente do Senado, José Sarney, que apesar de ser senador pelo Amapá, ainda manda e desmanda na política do Maranhão, estado pelo qual o novo ministro é deputado federal.

Nem dá tempo de esfriar a cerimônia de posse de Gastão Vieira, realizada numa das menores salas do Palácio do Planalto, com pouco e selecionados convidados, já é mostrada na imprensa um vídeo em que Gastão diz que no sue partido, o PMDB, ninguém obedece ninguém, numa alusão à pluralidade do reinante no partido. Antes mesmo de tomar posse, outro vídeo já mostrava o pensamento do novo ministro sobre o mensalão e o governo Lula, que ele considerava uma quadrilha. É mais um caso de cooptação explícita.

BOA NOTÍCIA

Esta vem do site IG e joga por terra muitos dos mitos sobre a Educação, como a falta de condições de insalubridade ou de alguns equipamentos ou materiais sejam elementos essenciais para que os professores ensinam e os alunos aprendam. O exemplo claro disso é o Colégio Pedro II, cujos professores e servidores estão em greve desde 15 de agosto. Um dos pleitos é a aquisição de uma sede definitiva para a unidade de Niterói. Os 519 alunos enfrentam as más condições do prédio improvisado onde estão instalados.

O colégio funciona provisoriamente em um Ciep (Centro Integrado de Educação Pública) cedido – informalmente – pelo governo do Estado, desde 2008. As paredes das salas de aula são de compensado de madeira pintado de verde, o palco do auditório é feito com tampos de mesa e os estudantes suam em salas abafadas e sem ar-condicionado.

O desempenho de destaque no  Enem 2010 confirma a avaliação de Carolina. Apesar das instalações físicas precárias, o Pedro II-Niterói foi o 159º no ranking de escolas que tiveram participação de mais de 75% dos alunos no exame, sendo o 58º entre os 1.166 colégios do Estado do Rio e o quinto colocado em Niterói – cidade com o maior IDH do Rio e terceiro melhor no País. Com 683,42 pontos, obteve o terceiro melhor desempenho entre as unidades do colégio de nível médio. O colégio em Niterói só tem Ensino Médio.

CONTAM POR AÍ…

No final dos anos 80 do século passado (1980 e tantos) ainda predominavam nas cidades de pequeno porte os delegados sem formação jurídica, os chamados “delegados calça-curta”. E um desses delegados atuava na cidade de Itapé. Diligente, nada escapava que não fosse transformado em inquérito, desde um pequeno bate-boca sem chegar às vias de fato, até a ocorrência de um homicídio.

Com isso, o promotor de justiça que atuava numa das Varas do Crime da Comarca de Itabuna (que abrangia Itapé) tinham um trabalho redobrado para analisar os inquérito e verificar as possibilidades de transformá-los em processo, oferecendo denúncia. E não era fácil, tendo em vista que, por mais que o escrivão e delegado se esforçassem, o trabalho não era considerado um “primor jurídico”, mas nada ficava sem o devido e competente inquérito.

Um desses inquéritos chamou a atenção do promotor público, ex-militante da advocacia, professor de Direito Penal e Processo Penal, tribuno dos mais eloquentes, daqueles que empolgam tanto a plateia como os jurados, convencendo-os da imputação do crime.

Pois bem. Assim que o inquérito lhe chega às mãos, o promotor examina-o com toda a atenção, para tentar se convencer sobre as imputações feitas pelo escrivão, claro que obedecendo às ordens do delegado. Por mais que apurasse sua atenção, não conseguia vislumbrar a tipificação penal ali descrita e a capacidade da ré, nominada Florisbela. Zeloso com seu trabalho recorreu às emendas votadas pelo Congresso Nacional, mais nada se encaixava, pior ainda, os congressistas não tinham legislado sobre Direito Penal, seja ele substantivo ou adjetivo.

Todo esse esforço intelectual não teria sentido, pois uma simples análise perfunctória demonstraria ter sido desnecessária a utilização de tanto palavreado. Conforme se verificava no inquérito, ao comparecer para cumprir seu ofício no curral da fazenda onde trabalhava, o vaqueiro foi surpreendido por uma chifrada da vaca Florisbela, desequilibrando. Ao cair, bateu a cabeça numa pedra, levando-o a óbito.

Pra começo de conversa, apesar de ser chamada de Florisbela, o que pode te levado o delegado a erro, uma vaca é inimputável (quando não há a possibilidade de se estabelecer o nexo entre a ação e seu agente, pois só o homem possui a capacidade para delinquir); incapacidade penal (que ocorre nos casos em que não há qualidade de pessoa humana viva e quando a lei penal não se aplique a determinada classe de pessoas); objeto do delito (aquilo contra que se dirige a conduta humana que o constitui; para que seja determinado, é necessário que se verifique o que o comportamento humano visa; objeto jurídico do crime e o bem ou interesse que a norma penal tutela). No máximo, o delegado poderia ter cumprido o seus mister em registrar a ocorrência para evidenciar a responsabilidade civil do proprietário de Florisbela.

Nunca um delegado “calça-curta” criou tanto problema para o Ministério Público e a Justiça.

Do Público ao Privado

PMDB QUER UMA BOQUINHA

Renato Costa se esforça para manter o PMDB longe da "boquinha"

Por mais que se esforce uma parte do diretório do PMDB de Itabuna, outra banda não vê a hora de ser incorporada à pesada folha de pagamento da Prefeitura de Itabuna. Essa promessa, repetida inúmeras vezes pelo prefeito Capitão Azevedo, tem acendido um farol de grandes proporções nos olhos dos peemedebistas ávidos por uma boquinha na viúva municipal, ainda mais sem a necessidade de bater ponto.

O PMDB de Itabuna ainda não se mudou de armas e bagagens para o colo de Azevedo graças à obstinação do médico e ex-deputado estadual Renato Costa, um dos poucos homens de fazem política de forma séria e abnegada. É bem verdade que uma pequena facção do PMDB já se encontra nos braços de Azevedo e na folha da Prefeitura, mas não está sendo levada em conta, tendo em vista que há anos continuam ocupando os mesmos cargos, apesar nunca terem passado por um concurso.

PT, A OBSESSÃO DE JABES I

Em entrevista concedida nesta sexta-feira (9) ao programa Alerta Geral, apresentado pelo radialista Gil Gomes, na Rádio Santa Cruz, em Ilhéus, o ex-prefeito Jabes Ribeiro repetiu a mesma ladainha de sempre: quer o Partido dos Trabalhadores (PT) com ele nas próximas eleições. E, sem se fazer de rogado explicou que está negociando a vinda do partido com Everaldo Anunciação, Josias Gomes, Jonas Paulo (presidente estadual do PT), Geraldo Simões, e até com o governador Jaques Wagner.

E Jabes garantiu aos ouvintes que também não terá nenhuma dificuldade fechar a negociação com os petistas ilheenses. “Interessa-me o PT nesse processo. Só não quero conversar com esse governo de Newton Lima, de Mario Alexandre e Ângela, esse governo deles é desastroso, com quase 90% de rejeição”, falou. Jabes deve ter se lembrado do última vez em que esteve no Palácio do Paranaguá, sendo repudiado por mais de 90% da população. Deve ter passado um filme triste em sua cabeça.

PT, A OBSESSÃO DE JABES II

Jabes Ribeiro deixou claro que a negociação mantida entre ele – Partido Progressista (PP) e o Partido dos Trabalhadores (PT) – abrange várias cidades da Bahia “Aqui em Ilhéus quero o PT comigo, precisamos dessa união, unir forças para a Ilhéus do futuro, é isso que o governador quer”, garantiu. Entretanto, até o presente momento, o governador Jaques Wagner não emitiu qualquer sinal de que Jabes seria seu candidato.

E o ex-prefeito foi além, provocando o PT ilheense, dando a entender que quem manda no partido é o governador Jaques Wagner e outros “caciques”. Pelo teor das declarações de Jabes, na hora certa os militantes petistas de Ilhéus “enfiarão a viola no saco”, e passarão a cerrar fileiras com ele. “Tenho a tarefa de participar desse debate da política 2012 com a orientação do governador Wagner, que quer uma base consolidada”, expressou.

PT, A OBSESSÃO DE JABES III

Jabes Ribeiro ainda deixou claro que a prática da política “coronelista” que pretende dar continuidade não se restringe a Ilhéus, cidade que para chegar ao poder não se importa em “rifar” outros correligionários, a exemplo de Roberto Barbosa (Minas Aço) em Itabuna, até agora o candidato definido. “Vamos analisar a política com racionalidade, chega dessa conversinha pra boi dormir. Estou conversando com o PT estadual e com lideres do PT local, e posso dizer que estou muito otimista”.

Ilhéus, para Jabes Ribeiro, é apenas parte de um projeto de poder pessoal seu e do PP. Para chegar ao Palácio Paranaguá, onde esteve hospedado por 14 anos, faz conchavos com partidos, pouco importando as questões futuras da cidade. Ilhéus e “Chorrochó das Cabeceiras” são municípios que recebem o mesmo peso político e na visão deles – políticos do PT e PP – pouco importa as diferenças e onde o que importa é lotear os cargos e prefeituras como se fosse o quintal de sua casa.

REBELADOS I

Militantes do PT de Ilhéus já trabalham com a possibilidade de um grande rompimento com as lideranças e o primeiro prejudicado poderá ser o deputado federal Josias Gomes. Seus liderados não estão nada satisfeitos com o fato de não serem ouvidos nos debates sobre o futuro político de Ilhéus, dentro de fora do partido. Em outras palavras: se sentiram lesados na confiança e prometem que não caminharão pacificamente como se fossem uma manada sendo conduzida ao matadouro.

O grande prejudicado, Josias Gomes, perderia uma base eleitoral de cerca de cinco mil votos, não estaria preocupado, haja vista a conquista de outras bases eleitorais no sertão baiano, consideradas mais seguras do ponto de vista de continuidade. Outro deputado federal a ser atingido seria Geraldo Simões, que não mais transita com facilidade nas diversas tendências do seu partido, situação que estaria sendo agravada dentro de seu próprio reduto.

REBELADOS II

Geraldo Simões e Alisson Mendonça poderão percorrer caminhos opostos

A única dúvida é se existem no PT baiano deputados com coragem e cacife político suficiente para bancar a uma candidatura própria à Prefeitura de Ilhéus em 2012. Para que essa possibilidade realmente aconteça, é preciso que seja uma liderança expressiva, com capacidade de organização e facilidades, melhor dizendo, livre trânsito nos meios capitalistas para conseguir os investimentos necessários para fazer frente às despesas inerentes.

A sobrevivência política de Alisson Mendonça depende dessa capacidade de articulação. Ele tem dito em todas as entrevistas que concede e nas conversas com os “companheiros” de que vem conseguindo adesões importantes e de peso político, a exemplo do ministro Afonso Florence, do deputado federal Valmir Assunção e do deputado estadual Rosemberg Pinto, pra começo de conversa.

É aguardar para ver se o governador Jaques Wagner, Jonas Paulo, Josias Gomes e Everaldo Anunciação não derruba o “barraco” da turma de Alisson.

UM MATADOURO CHAMADO HBLEM

Familiares de pacientes internados no Hospital de Base Luiz Eduardo Magalhães (HBLEM), em Itabuna, estão indignados com a falta de medicamentos, qualidade dos alimentos e dos insumos servidos. Pior do que a qualidade ou a falta deles, a maneira de que são tratados pelo pessoal de enfermagem deixa pacientes e familiares estarrecidos.

Não são poucas as reclamações de pacientes e familiares em relação ao pessoal de enfermagem, que trata os doentes com indiferença, falta de respeito e desídia profissional. O medicamento é jogado à distância e quando se trata de pílula, não vem acompanhada da água. Nesse caso, o paciente, se tiver condições físicas, é obrigado a pedir as os colegas de enfermaria um pouco da água porventura deixada pelos parentes.

Uma infâmia!

UM PARAÍSO CHAMADO HBLEM

Se para os pacientes o HBLEM é considerado “matadouro”, para apaniguados do prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo, a situação é totalmente inversa, podendo ser comparada a um verdadeiro paraíso. Numa condição inversa da falta de recursos dispensados para atender aos pacientes, os dirigentes e ocupantes de cargos de confiança ganham salários muito acima dos praticados no mercado.

Mas não bastam bons salários para a legião de apaniguados. Outras regalias também fazem parte do pacote de bondades oferecido pelo prefeito Capitão Azevedo, que incluem a desnecessidade de obedecer a um horário do expediente normal e até mesmo sua dispensa do trabalho. Nesses casos estão incluídos os conhecidos “fantasmas”, conforme vem sendo denunciados pelos veículos de comunicação e assentidas pelo prefeito.

UM CURRAL ELEITORAL CHAMADO HBLEM I

O apoio do PV não é garantia da nomeação de Glebão

A irresponsabilidade com os recursos públicos não fica restrita à falta de gestão, existência dos “fantasmas”, descaso dos funcionários e o péssimo tratamento dispensados aos pacientes. Para coroar esse festival de desprezo pela vida humana e com o sofrido dinheiro do contribuinte, o prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo, resolveu inovar e transformou o Hospital de Base Luiz Eduardo Magalhães num “curral eleitoral”.

A última aprontada pelo prefeito Azevedo foi a contratação do ex-candidato a vereador e deputado estadual Glebão, pela bagatela de R$ 3 mil mensais. Glaby Carvalho de Andrade, nome que aparece na folha do HBLEM, traz em sua bagagem o pretenso apoio do Partido Verde (PV) para a campanha de reeleição de Azevedo, o que não poderá ser uma verdade verdadeira no momento da campanha.

UM CURRAL ELEITORAL CHAMADO HBLEM II

O uso político do HBLEM pelo prefeito Capitão Azevedo fica mais evidenciado com hospital servindo de cabide de emprego para pessoal contratado sem concurso. Essa é a “moeda de troca” utilizada pelo prefeito para obrigar os contratados a trabalharem, não no hospital, mas como cabos-eleitorais em sua permanente campanha. Tudo feito às claras e com o dinheiro do otário contribuinte.

Em que pese as dificuldades vividas pelo hospital, o prefeito nada faz para aumentar o repasse dos recursos para o seu funcionamento e se contenta apenas em brigar com os petistas estaduais. Pouco importa para o prefeito a saúde dos itabunenses. Pelas ações que têm feito, o que vale mesmo é o uso político e eleitoral que o HBLEM pode proporcionar, para o desespero de pacientes e familiares.

UM CURRAL ELEITORAL CHAMADO HBLEM III

Sozinho, Glebão teria pouca valia, mas traz consigo o fato de ter sido um candidato com boa votação pelo PV e, no caso do HBLEM, o apoio de um grupo poderoso de médicos. São justamente os médicos “padrinhos” de Glebão que interessa ao prefeito Azevedo para diminuir a pressão exercidas por eles na área da saúde, o que o secretário Geraldo Magela ainda não conseguiu, apesar das diversas tentativas.

Para Glebão, que costuma fazer campanhas ricas, foi destinado um cargo exclusivo para a situação, bem remunerado, para fazer caixa para sua campanha. Mais e melhor do que a remuneração, o cargo a ser exercido por Glebão é talhado para o ato de fazer política, permitindo o contato direto com as pessoas, oferecendo uma das melhores mercadorias vendidas pela saúde: a  marcação de consultas.

DISCURSO FAZ DE CONTA

O discurso bolorento e descabido de Azevedo sobre a saúde em Itabuna não chega a lugar nenhum e nem mesmo consegue emocionar às pessoas mais sensíveis. O discurso é um e a prática é exatamente contrária ao que prega, faltando apenas chorar lágrimas de crocodilo em frente às câmaras dos canais de televisão ou às plateias em eventos que promove ou participa com esse intuito.

Ao invés de investir o dinheiro da saúde na saúde da população, Azevedo gasta com a contratação de cabos-eleitorais, ao ponto de inchar a folha de pagamento do Hospital de Base, que do valor de R$ 570 mil saltou, num período inferior a um ano, para R$ 816 mil. O que demonstra claramente a irresponsabilidade, são os números e índices que distingue os reajusta salariais dos servidores, míseros 6% na última campanha salarial, acrescentando à folha de pagamento R$ 34,2mil. Uma falácia que não encontra a mínima sustentação.

CARGOS DA CEPLAC

O diretor da Ceplac, Jay Wallace, não foi muito feliz na sua tentativa de “vender” mais um pedaço do órgão para o PT. Falta ao dirigente sensibilidade e conhecimento dos meandros políticos, ainda mais quando o Governo Federal é composto por dois partidos PT e PMDB (presidenta e vice). Na ânsia de continuar mantido no cargo, não pestanejou em “rifar” o cargo dos colegas da Superintendência Regional no Estado da Bahia, de forma sorrateira.

Jay Wallace não contava com os “vazamentos” das notícias em Brasília, o que resultou no pedido de exoneração de todos os membros da direção da Superintendência. Além do dissabor de ter que enfrentar a censura dos colegas de trabalho, ainda teve que ouvir poucas e boas do ministro da Agricultura recém-empossado, lembrando-o que os cargos de direção são de indicação política, cabendo, tão somente ao PMDB.

ORÇAMENTO DA CEPLAC

Servidores da Ceplac acostumados ao bom andamento do serviço público não estão nada satisfeitos com o canibalismo exercido pelo diretor Jay Wallace com o orçamento destinado ao Sul da Bahia. Aos poucos, os recursos estão sendo transferidos para as superintendências regionais da Ceplac na Amazônia, em detrimento dos serviços de extensão e pesquisa realizados na Bahia, que possui a maior produção de cacau do Brasil.

Recentemente, uma frota de veículos foi transferida para as unidades da Amazônia, enquanto as unidades da Bahia continuam com carros bastantes “surrados”. O mesmo, segundo os ceplaqueanos, acontece em relação à conservação das unidades na sede e no interior, e equipamentos. Falta à Ceplac na Bahia o compromisso dos políticos dos diversos partidos. Esses, buscam a Ceplac apenas para se beneficiar de ações e situações.

BOA NOTÍCIA

Os preços das passagens aéreas vendidas no Brasil de julho de 2010 a junho de 2011 são os mais baixos da série histórica, iniciada em 2002, na comparação mês a mês com o ano anterior, o que mostra uma queda progressiva a cada um desses 12 meses. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (9), pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e fazem parte do relatório de Yield Tarifa Aérea Doméstico. Em junho de 2011, o Yield Tarifa Aérea Doméstico – valor médio que o passageiro paga para voar um quilômetro em território nacional – atingiu cerca de R$ 0,34, redução aproximada de 14,56% em relação ao mesmo mês do ano passado. Quando comparado com o valor aferido em julho de 2002, a redução chega a 47%.

A Tarifa Aérea Média – valor médio pago pelo passageiro por uma viagem aérea em território brasileiro – foi de R$ 271,37 em junho de 2011. Apesar de apresentar aumento de 1,97% em relação a junho de 2010, em relação a junho de 2002 o valor da tarifa aérea média caiu 33,40%. Os valores são calculados com base nos dados das tarifas comercializadas pelas empresas aéreas, mensalmente registradas na Anac, e atualizados pelo IPCA. São considerados os dados dos bilhetes de passagem do transporte aéreo doméstico regular de passageiros, comercializados junto ao público em geral, independentemente de escalas ou conexões; e desconsiderados os bilhetes oferecidos gratuitamente, decorrentes de programas de fidelização (milhas), vinculados a pacotes turísticos ou a tarifas corporativas, tarifas diferenciadas oferecidas a empregados e tarifas diferenciadas de crianças.

CONTAM POR AÍ…

Convidado do Município de Ilhéus para vir a Ilhéus participar de um fórum de debates, o deputado federal Fernando Gabeira se transformou, como sempre, numa atração à parte. Não tão somente pela sua história, mas, sobretudo pelas propostas inovadoras para a política brasileira, a exemplo do que faz até hoje, haja vista sua constante capacidade de transformação em relação ao presente e ao futuro.

Em Ilhéus, durante toda sua estada, sempre esteve cercado pela imprensa, inclusive a nacional, e não se fazia de rogado ao tratar dos mais diversos assuntos ligados à política e economia nacional internacional, analisando estruturas e conjunturas, construindo cenários futuros. E assim passou a ser o maior e mais importante personagem do evento, inibindo figuras importantes da vida política e econômica brasileira.

E não era para menos. Jornalista experiente, político defensor de questões consideradas controversas, polêmicas, verdadeiros tabus, o casamento homossexual, a descriminalização da maconha e profissionalização da prostituição, Gabeira tem muito a falar por onde anda. Ainda mais quando a questão é sua história  a exemplo da militância política clandestina e as ações na luta armada durante o período da ditadura militar, quando participava do Movimento Revolucionário Oito de Outubro.

Membro fundador do Partido Verde (PV), Gabeira é um esquerdista histórico, tanto que alternou sua militância também no Partido dos Trabalhadores (PT) em diversas eleições. Por essas e outras, Gabeira tinha muito que contar e os jornalistas a perguntar. E esse assédio ficou mais evidenciado durante sua palestra no auditório do hotel em que também se hospedava.

No meio de sua palestra, todas as questões que sempre defendeu foram postas, para delírio dos presentes. Num desses temas, como era de se esperar, a crescente utilização da maconha, não se restringindo ao “cigarrinho maldito”, como se referem alguns, mas em diversas atividades econômicas. O cânhamo passava a ser visto como commodities e não mais como um problema de polícia ou política social.

Tanto era assim, que uma das demonstrações feitas pelo deputado federal Fernando Gabeira era o seu próprio tênis, fabricado com cânhamo, nome vulgar da Cannabis sativa, arbusto que fornece as folhas para a produção do velho cigarrinho de maconha. E a plateia ficou ouriçada com o exemplo dado pelo deputado. A notícia, por certo, ganharia as manchetes dos rádios, jornais e televisões do mundo inteiro, como efetivamente ganhou.

Mas essa não era a preocupação de um expectador em especial, que não perdia um lance do deputado Gabeira, era o repórter-fotográfico Mário de Queiroz, o conhecido Mário Bandeira, identificado como um dos usuários da maconha na sua versão enroladinha. Após os cliques de praxe, sempre buscando o melhor ângulo, Mário finalmente se aproxima de Gabeira e diz baixinho:

– Deputado, deputado, vamos subir ao seu apartamento para darmos uma fumada no seu tênis? – incentivou Mário de Queiroz.

Como era de se esperar, Gabeira respondeu com toda a tranquilidade:

– Olha, Mário, atualmente só uso maconha no tênis. Cânhamo, melhor dizendo – e seguiu respondendo as perguntas dos jornalistas.

Do Público ao Privado

O QUE É ISSO, COMPANHEIRO? I

Até o vereador Paulo Carqueija acreditou nas promessas de Jaques Wagner

Faltando pouco mais de um ano para as eleições municipais, os petistas ilheenses estão assombrados com o que irão dizer aos eleitores. Até agora, a totalidade das promessas feitas em palanques e outros locais eleitoreiros não foi cumprida. Pior do que isso é tentar explicar à população que os constantes engarrafamentos na ponte Lomanto Júnior (Ilhéus-Pontal) têm data marcada para acabar. Não tem marketing político que convença!

A duplicação da BR-415, no trecho Ilhéus-Itabuna, conhecida como avenida Jorge Amado, é outra promessa que tem tirado o sono dos petistas. Primeiro, pelos constantes buracos que teimam em aparecer em toda a extensão da pista, sem nenhuma previsão de reparo; segundo, a falta de ações efetivas para o início da obra, ou mesmo um cronograma convincente para a realização da licitação de projeto, execução, dentre outras providências.

O QUE É ISSO, COMPANHEIRO? II

A reforma do prédio da Biblioteca Municipal é uma das promessas feitas pelo governador e no rol das esquecidas

Levado a visitar o prédio do antigo colégio General Osório, onde funcionava até há pouco tempo a Biblioteca Municipal, o governador Jaques Wagner não se fez de rogado e tascou mais uma promessa a Ilhéus: a reforma completa. E ressaltou a responsabilidade do Governo do Estado, que possuía técnicos de gabarito para trabalhar toda a estrutura, bem como os detalhes arquitetônicos do prédio.

Até o presente momento o município continua com o prédio ameaçado, diante da inércia do governador Jaques Wagner. O mesmo destino teve a promessa de construir o semianel rodoviário de Ilhéus, que não conseguiu sair do palanque para a prancheta dos arquitetos e engenheiros. A cada dia que passa aumenta o número de veículos circulando em Ilhéus, muitos deles utilizando o centro da cidade apenas como passagem para outras cidades, atazanando a vida dos moradores.

O QUE É ISSO, COMPANHEIRO? III

A pobreza de realizações do Governo do Estado em Ilhéus contrasta ao extremo com a publicidade oficial nas emissoras de rádio e televisão mostrando as obras executadas pelo governo baiano, mas só que em outras cidades. São as realizações que ninguém conhece, mas são apresentadas por atores e outros personagens retirados do meio do povo, mas que recebe uma imersão de 40 dias num curso de teatro. Haja elogio!

Em Ilhéus, o povo já está tomando como afronta os outdoors elogiando a implantação da Universidade Federal do Sul da Bahia (Ufesba), cuja sede será implanta em Itabuna. Enquanto isso, a reforma do prédio do Departamento de Polícia Técnica (DPT) se arrasta por anos a fio. Os distritos de Ilhéus também passam por total insegurança, sem nenhuma providência à vista, apesar das inúmeras reivindicações feitas pela população e os poderes públicos.

O POVO JÁ VIU ESSE FILME

Agora, com a proximidade das eleições, é chegada a hora das autoridades estaduais voltarem às cidades para pedir votos para seus candidatos, prometendo, como contrapartida, realizações como nunca feitas. As promessas não cumpridas passam a ser renovadas, só que com outras agendas para realizar as providências necessárias ao andamento dos pleitos.

Mas nada disso importa para os políticos experientes que sabem como se entender com o eleitor, pedir desculpas pelas possíveis falhas cometidas e a promessa de renovar os votos de esperança para futuro cumprimento. E assim vai rolando a dívida feita e sem qualquer perspectiva de pagamento por parte das autoridades. Mas o povo aguenta.

JAQUES WAGNER DESAGRADA ATÉ O PT

As constantes promessas feitas e não cumpridas tem causado um profundo mal-estar entre os participantes da base eleitoral do governador baiano. E isso não fica restrito aos militantes dos partidos aliados, cansados de anunciar as promessas do governador para Ilhéus e não ter como explicar à sociedade o não cumprimento. Os militantes do PT, partido do governador, já não aguentam mais.

Recentemente, o vereador Paulo Carqueija discursou em plenário cobrando as ações do governador, além de ir a Salvador protocolar, na governadoria, documento cobrando as promessas não cumpridas por Jaques Wagner. Recebido com “tapinhas nas costas” e elogios pela independência pelo desempenho do mandato legislativo em favor do povo, não viu acontecer uma reles ação governamental para Ilhéus.

Na certa estão aguardando uma cobrança maior.

A MESMA CARA…

Câmara de Itabuna

Os vereadores de Itabuna e Ilhéus vêm fazendo de tudo para tentar se consagrar como o pior dos dois legislativos. É o Clóvis Loiola (de péssima lembrança) que está fazendo história e alunos. Todas as mazelas feitas na câmara dos “papa-jaca” estão sendo seguidas à risca pela câmara dos “papa-caranguejo”, pelo menos no tocante aos desmandos praticados com o suado dinheiro dos contribuintes.

Em Itabuna, pelo menos por enquanto, Clóvis Loiola continuar desfilando nem tão garbosamente como antes, mas se apresenta como um poço de virtude e moralidade, com a maior dissimulação, tentando aparentar que nada de errado cometeu. Ao tentar se defender das primeiras acusações, saiu-se com o discurso tosco de que estaria sendo vítima de ação de “inimigos”, por ser um homem do povo, que mesmo sem letras conseguiu subir na vida.

…OS MESMOS DEFEITOS

Em Itabuna, pelo menos, o discurso não pegou e Clóvis Loiola continua vereador, apesar de ter perdido a presidência da mesa diretora, no melhor estilo “vão os anéis, ficam os dedos”, ou seja: dos males o menor. Em Ilhéus, operação abafa de estilo idêntico para defender da cassação o presidente Edvaldo Nascimento, o conhecido Dinho Gás, acusado de ter “metido os pés pelas mãos” em relação às finanças do legislativo.

“FANTASMAS CONHECIDOS”

Câmara de Ilhéus

Uma simples verificação nas contas do legislativo ilheense no Tribunal de Contas dos Municípios, feita pelo vereador Paulo Carqueija (PT), identificou uma folha de pagamento de pessoal fora dos padrões, sem qualquer “amarração” com as leis que regem a contratação de pessoal, sejam do quadro funcional estável ou os conhecidos cargos de confiança.

A denúncia do vereador caiu como uma “bomba” e já se dava como “favas contadas” a cassação do mandato do vereador-presidente, pela gravidade que a denúncia representava. De novo, o presidente e alguns dos vereadores ligados ao grupo que representa se valem do singelo argumento utilizado anteriormente por Loiola, dando conta de uma retaliação à falta de intelectualidade de Dinho Gás. Quanta Pobreza de espírito!

“FANTASMINHAS CAMARADAS”

Após uma análise perfunctória dos nomes – que incluía até Regina Duarte, não a atriz –, se descobriu que os “fantasmas” eram conhecidos, ou melhor, poderiam ser chamados de “camaradas”, dada a proximidade com a família do presidente Dinho Gás. Mesmo com todas as evidências, as suspeitas recaíram sobre uma pessoal da confiança (será?) do presidente: o tesoureiro teria cometido um deslize e traído a confiança depositada, elaborando uma longa lista de pessoal, coisa acima de R$ 80 por mês, pagos com cheques do Legislativo.

Acuado, o tesoureiro acusou o irmão do presidente da Câmara de ter lhe passado a lista com os nomes das pessoas aquinhoadas com a amizade presidencial, que em troca seriam beneficiadas com parte da grana. Simples, não fosse a perspicácia do vereador Paulo Carqueija em cotejar todas as leis que criavam cargos e a folha de pagamento. Não deu outra, tinha “gato na tuba” do presidente Dinho.

AUDITORIA FAZ DE CONTA

Sem grandes novidades, o relatório da Comissão de Sindicância da Câmara de Ilhéus, como era de se esperar, mostra que realmente houve culpa, mas não do presidente e aponta para um “mordomo” para levar a culpa: José Ágdo Oliveira da Silva. Para o servidor não “botar a boca no mundo”, acrescentam outro participante do crime, o irmão do presidente Dinho Gás, João Nascimento, além do culpado mais notório: a imprensa.

Convém agora o presidente da Câmara de Ilhéus explicar o que fazia o seu irmão mandando e desmandando no âmago do legislativo, cometendo crimes contra o patrimônio público. Enquanto não se explica, providenciou o imediato afastamento dos quadros de cargos comissionados do “servidor culpado”, nada disse sobre os “fantasminhas camaradas” serem seus vizinhos (do presidente), e ainda deu o caso como encerrado. Resta agora manter o “espírito de corpo” para deixar tudo como está.

Esta é a vida fácil das nossas autoridades.

MARCHA DE PREFEITOS I

Luiz Caetano, presidente da UPB

Em busca de uma reposta para as demandas municipalistas entregue ao Governo do Estado no primeiro semestre deste ano, os prefeitos baianos, sob o comando da União dos Municípios da Bahia (UPB), marcharão rumo à governadoria do estado para conversarem com o governador Jaques Wagner. A data da caminhada será definida no dia 12 de setembro em assembleia geral na sede da UPB.

“Dia 12 realizaremos uma grande assembleia com todos os prefeitos lá na UPB. Neste dia, além de debatermos nossas dificuldades municipalistas e definirmos nossa mobilização em Brasília nos dias 13 e 14 para pressionar a votação dos royalties do petróleo, também vamos aprovar uma data para caminharmos rumo à governadoria. Já falei com Wagner que iremos em marcha até lá cobrar os convênios que muitos municípios assinaram com o governo”, afirmou Luiz Caetano, presidente da UPB.

MARCHA DE PREFEITOS II

As demandas dos prefeitos desse Brasil afora extrapolam e chegam a cúmulo de pedir a extinção de muitas leis destinadas ao controle orçamentário e fiscal. Em parte, os prefeitos têm razão, pois estimulados que são pelas ações (nefastas, por sinal) vinda do Governo Federal, a exemplo da contratação sem concorrência de obras destinadas à realização da Copa do Mundo de 2014.

Após tanto tempo fazendo marketing da conquista de realizar uma Copa do Mundo no Brasil, o Governo Federal esqueceu (de propósito, claro) de iniciar os procedimentos legais para a construção e reforma dos estádios onde deverão ocorrer os jogos. Ora, se o Governo Federal pode assim proceder; se o Governo do Estado pode realizar contratações através de “redas”; os municípios também devem ser liberados para também praticados seus desmandos. Se a constituição diz que todos são iguais…

DIREÇÃO DA CEPLAC

O administrador de empresa e técnico em agropecuária Eliezer Correia poderá tomar posse esta semana como superintendente regional para a Bahia, em substituição ao engenheiro agrônomo Antônio Zózimo. Os membros integrantes da atual superintendência – liderados por Zózimo – pediram exoneração dos cargos que exercem, para surpresa geral.

O grande problema, segundo notícias, seria a falta de recursos – financeiros e materiais – para a realização dos projetos em curso. Mas, na realidade, o problema é outro e de ordem política. A ingerência na Ceplac é grande e é atende pelo nome e sobrenome do deputado federal Geraldo Simões, que age como seu fosse seu feudo.

O grupo mostrou larga competência para administrar a Ceplac, que foi condenada a “morrer” de inanição, por falta da contratação de pessoal, tanto da área administrativa como científica.

BOA NOTÍCIA

A Comissão de Defesa do Consumidor aprovou esta semana o Projeto de Lei 7473/10, do deputado licenciado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), que obriga as empresas concessionárias de serviços públicos a devolver ao consumidor os valores referentes ao PIS e à Cofins repassados às suas tarifas. Pelo projeto, a obrigação se aplica às prestadoras dos serviços de telefonia, fixa ou móvel, de energia elétrica e de água e saneamento. Os valores devolvidos seriam atualizados monetariamente, pela taxa Selic, e ressarcidos em até seis parcelas mensais e consecutivas.

O relator da proposta, deputado Gean Loureiro (PMDB-SC), defendeu a aprovação do texto. Ele ressaltou que hoje as empresas não revelam aos consumidores a cobrança, o que constitui afronta ao dever de informar a composição e o preço de produtos e serviços. O Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/90) prevê essa obrigação, de forma que o cliente possa contestar a tarifa. Loureiro também destacou que há insegurança jurídica no setor e falta base legal para a cobrança. Ele citou decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que, em 2008, considerou abusivo o repasse do PIS e da Cofins para as tarifas.

CONTAM POR AÍ…

Quando governador, Paulo Souto gostava passar os fins de semana na pacata Canavieiras, cidade em que podia circular livremente sem as constantes “aporrinhações” da vida política, com pessoas lhe parando nas ruas para pedir benesses, que vão desde o emprego para si e parentes até a construção de obras e serviços que trouxessem os benefícios, como costumeiramente precisava se esquivar, deixando esse mister para os assessores mais chegados, treinados para deixar importunar o governador.

Na maioria das vezes, entretanto, o governador teria de desembarcar em Ilhéus, por conta da falta de condições e segurança para pousar no aeroporto de Canavieiras. Nesses casos, o hoje aeroporto Jorge Amado era a solução. Só que, para o desespero de Paulo Souto, pessoa recatada, a chegada do avião do governador era um acontecimento, visto que também “era ilheense”, cidade que morou por muitos anos, estudando e trabalhando como radialista e geólogo.

Nesta época, o prefeito de Ilhéus, Jabes Ribeiro, conhecedor dos hábitos de Paulo Souto, alertou seus amigos que trabalhavam no aeroporto – desde os motoristas de táxis, carregadores e funcionários da Infraero – de avisá-lo imediatamente sobre a chegada do avião governamental. E os pedidos do prefeito eram consideradas ordens, não podiam deixar de ser cumpridas.

Às sextas-feiras, como eram de costume, os telefonemas disparavam para o Palácio Paranaguá: “O avião do governador está com previsão de aterrissagem para tantas horas”. Imediatamente, o prefeito se desincumbia dos seus afazeres, apressava as audiências concedidas para estar no aeroporto antes do avião aterrissar. Afinal, ficava bem receber o governador na porta do avião.

Não só pela gentileza demonstrada, mas era preciso também mostrar à população que desfrutava de grande prestígio junto ao governador. Era o máximo e, imediatamente os fotógrafos eram colocados a postos para flagrar os momentos mais importantes, o cumprimento ainda na pequena escada da aeronave. Enquanto os flashes pipocavam, os radialistas entravam “ao vivo” nas programações das emissoras para documentar a cena, revelando aos “queridos ouvintes” a preocupação do prefeito em receber o governador na intimidade, ocasiões mais do que propícias para numa conversa de “pé-de-orelha” tratar das reivindicações para Ilhéus.

Por mais que o governador Paulo Souto se esquivasse desses encontros nos fins de semana, a perspicácia de Jabes Ribeiro não permitia. “Espiões” a postos, não dava outra, assim que o piloto da governadoria preenchia o plano de voo em Salvador, os telefonemas disparavam e o prefeito se aprontava para a recepção semanal. Era a glória.

Num desses fins de semana, a agenda do governador era outra e sua passagem por Ilhéus tinha como finalidade apoiar outro candidato a prefeito para Ilhéus, o que seria decidido num lauto almoço na residência do então deputado federal Roland Lavigne. Desta vez – pensava o governador –, estaria livre para conversar sobre a política ilheense, pois, além de adversário político, seu anfitrião era considerado inimigo de Jabes. Enfim, a conversa seria longa, definitiva e bastante proveitosa.

Antes, porém tomou todas as precauções para desembarcar em Ilhéus longe dos olhares curiosos e vigilantes dos amigos do prefeito. Dito e feito, chega o avião, o governador desembarca e embarca num carro enviado por Roland Lavigne para conduzir Paulo Souto até sua residência. Como sempre, o serviço de informação municipal funcionou.

Sem perder a elegância, Jabes Ribeiro se dirige à residência de Roland Lavigne, toca a campainha, e como se convidado fosse, se apresenta para uma conversa institucional, republicana, como diriam os petistas. E a situação realmente permitia, pois estavam juntos nada menos do que o prefeito de Ilhéus, o governador da Bahia e o deputado federal por Ilhéus, Roland Lavigne.

Um whisky de entrada, vinhos durante o almoço e Jabes se desmanchava em gentilezas (fora das vistas dos eleitores) com o anfitrião e o governador, não permitindo que ambos discutissem a sucessão ilheense. Barrigas cheias – fome saciada, melhor dizendo – as visitas se despedem e cada um procura seu destino: Roland continua em casa, o governador se dirige a Canavieiras e Jabes desfila pelas ruas de Ilhéus de volta ao Palácio Paranaguá.

Moral da história: O político não dever perder a fleuma e considerar a oposição como adversária, apenas, e não inimiga.

Do Público ao Privado

A SAÚDE VAI BEM…

Objeto de desejo do Estado e Município, o HBLEM não atinge seus objetivos

Os recursos para a saúde de Itabuna continuam o mesmo, o que mudou foram os administradores do dinheiro. O Hospital de Base Luiz Eduardo Magalhães (HBLEM), alvo de disputas pelo Governo do Estado e da Prefeitura de Itabuna, continua o mesmo, alvo das mesmas denúncias, sobretudo de ser um cabide de empregos, das compras feitas aos apadrinhados, sem contar das queixas dos pacientes sobre a falta de medicamentos simples e insumos banais como gaze, esparadrapo, mertiolate.

Para refrescar a memória dos mais absortos, basta uma simples pesquisa na internet (o Google ajudaria muito) sobre o que escreviam os veículos de comunicação à época sobre o tema. As brigas entre a direção do HBLEM e o secretário da Saúde eram constantes e sobre a falta de repasses dos recursos, que mais pareciam “cobertor curto”, quando cobria a cabeça, descobria os pés. O dinheiro era transferido de “conta-gotas”, conforme a origem das denúncias, se da falta de pagamento dos funcionários, se dos fornecedores de alimentos, se dos fornecedores de medicamentos. Nada mudou.

…OS POLÍTICOS VÃO MAL

A farsa montada pelos políticos (não podem ser chamados de autoridades) que ocupam a Prefeitura de Itabuna e o Governo do Estado chama cada vez mais a atenção pelo desserviço que prestam. A cada dia novas vítimas são feitas por conta das diferenças entre eles, causando, inclusive, a morte de dezenas de pessoas, conforme é noticiada nos veículos de comunicação, embora poucos se importem com a nefasta atitude.

Foi preciso a intervenção do Poder Judiciário para transferir pacientes do Hospital de Base de Itabuna, antes que morressem à míngua, sob os olhares do prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo, do governador Jaques Wagner, dos secretário municipal da Saúde, Geraldo Magela, secretário estadual da Saúde, Jorge Solla, além de deputados federais, estaduais e vereadores. Enquanto isso, parentes e amigos são tratados “a pão-de-ló” em hospitais públicos e particulares, com as mordomais de praxe.

ATÉ QUANDO?

O modelo do Hospital de Base Luiz Eduardo Magalhães não condiz com sua administração, aos cuidados do governo municipal, apesar de construído com recursos federais. Pela magnitude do hospital, o atendimento ultrapassa fronteiras, e sua clientela é oriunda de cerca de 100 municípios diferentes, além de ser referência em urgência e emergência (pronto-socorro), principalmente traumas, na maioria decorrente de acidentes automotivos.

Por ser um hospital desse porte, se torna muito difícil sua administração pelo município, através de uma fundação, haja vista que a realidade dos preços praticados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é impraticável. O valor pago não condiz com o serviço prestado, com o medicamento utilizado, mas, mesmo assim, os prestadores de serviço aceitam as condições, fazendo de conta fazem um serviço de qualidade, enquanto o SUS acredita que seus preços são condizentes.

E nesse faz de conta, o povo sofre e os políticos utilizam esse sofrimento para praticar a chantagem, utilizando os meios de comunicação para jogar a culpa em outras instâncias. E continua tudo com dantes, no Quartel de Abrantes.

CASAS BAHIA

Demorou, mas finalmente chegou a Itabuna a famosa rede varejista brasileira Casas Bahia. E chegou bem, provocando os concorrentes que fizeram um verdadeiro festival de preços baixos, para a alegria dos consumidores, que tiveram a oportunidade de comprar móveis e eletrodomésticos a preços bastante competitivos. Foi um delírio na avenida do Cinquentenário, com vendedores disputando consumidores no grito.

No grito, aliás, eram mostrados os preços dos produtos, principalmente aqueles do mix das Casas Bahia, oferecidos a “preço de banana” pelas redes Insinuante e Ricardo Eletro. Ora, se as empresas varejistas podem praticar esses preços, não seria mais oportuno mantê-los durante todo o tempo? Quem não gostou nada do festival da concorrência foram os garis, que tiveram muito trabalho para retirar todo o material promocional jogado na avenida.

FOI O MORDOMO

As recentes denúncias da existência de uma folha de pagamento de “servidores fantasmas” na Câmara de Ilhéus está prestes a tomar um rumo bastante conhecido: incriminar o “mordomo”, que no caso em questão o tesoureiro do Legislativo ilheense, isentando de culpa o presidente da Casa, Dinho Gás. Uma ardilosa engenharia política e contábil neste sentido está sendo formulada por assessores e consultores da Presidência da Câmara, mas promete não obter os efeitos desejados.

Para elaborar uma folha de pagamento de servidores “fantasmas” é necessária a participação de várias pessoas, ocupantes de cargos estratégicos, a exemplo de contabilidade, tesouraria, dirigentes e consultores. Uma só pessoa não teria condições de praticar essa falcatrua, pela impossibilidade da sequência de atos e procedimentos inerentes às contas públicas. Como a Câmara Municipal é uma casa onde se pratica política e o corporativismo é integral, muito difícil será a punição dos verdadeiros culpados, a não ser que o Ministério Público resolva agir.

POLÍTICA ILHEENSE EM DEBATE I

A união dos partidos políticos para a construção de um projeto político e administrativo para transformar Ilhéus numa cidade mais justa e que ofereça melhores condições de vida para a população foi a tônica dos discursos feitos durante a plenária realizada pela Executiva Municipal do Partido Socialista Brasileiro (PSB) de Ilhéus. O evento foi realizado na noite de quinta-feira (25), na Câmara de Vereadores, com a presença de militantes e representantes de 10 partidos.

Na abertura da plenária, o presidente do PSB de Ilhéus, vereador Alcides Kruschewsky, ressaltou que a união de pessoas de bem compromissadas com a cidade é uma tarefa complexa, porém necessária para manter Ilhéus num rumo de desenvolvimento. “Nós do PSB temos a responsabilidade desta construção e continuaremos mantendo entendimentos não só com os partidos da base aliada, mas com todas as agremiações que têm como projeto não deixar que Ilhéus possa retroceder”, pregou.

POLÍTICA ILHEENSE EM DEBATE II

O PSB propôs a união em torno de um projeto comum para Ilhéus

O próximo passo para dar continuidade ao processo de convergência política é a realização de um seminário, em setembro próximo, com a participação de personalidades políticas de expressão nacional para debater questões importantes com a sociedade. “Os adversários de Ilhéus apostam na incapacidade de elaborarmos um projeto comum e temos que nos despir de vaidades para construí-lo, em nome de Ilhéus”, disse o secretário de Governo e Ações Estratégicas da Prefeitura de Ilhéus, Magno Lavigne.

O representante do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Roland Lavigne, frisou que há anos vem lutando para construir um projeto conjunto para Ilhéus e lembrou que já desistiu de candidatura própria para se unir a outras forças progressistas. O vereador Marcus Flávio, do PPS, concordou com Roland e disse que os políticos não podem permitir que Ilhéus volte a enveredar por caminhos incertos, para beneficiar grupos e famílias, em detrimento da coletividade.

POLÍTICA ILHEENSE EM DEBATE III

Para o médico Rui Carvalho, ex-vereador e ex-candidato a prefeito de Ilhéus, atualmente filiado ao Partido Republicano Brasileiro (PRB), hoje é preciso, mais do que nunca, a aglutinação de forças para colocar Ilhéus no rumo certo. “Sem a aglutinação das forças não será possível provocar as mudanças necessárias à política ilheense. Estou completando 30 anos de militância política, muitos deles no PSB, e estou disposto a me integrar nesse esforço conjunto”, se comprometeu.

A deputada estadual Ângela Sousa (PSC) alertou que não se conquista sozinho e que o PSB está consciente disso, tanto que promove um evento político com a finalidade de elaborar uma agenda política para o futuro de Ilhéus. “Nossa cidade tem sofrido bastante com os malfeitos do passado, cometido pelos que não se contentaram e querem voltar para cometer os mesmos erros, mas não vamos permitir”, garantiu. O vice-prefeito Mário Alexandre também disse estar disposto a integrar esse projeto, no sentido de promover as melhorias que Ilhéus merece.

PSDB e PSB I

Roland Lavigne diz que o PSDB está pronto para colaborar com o desenvolvimento de Ilhéus

Ex-deputado estadual e ex-deputado federal, o médico Roland Lavigne deu uma demonstração de que pretende continuar na luta por Ilhéus. Filiado ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Roland participou, quinta-feira (25), da reunião plenária convocada pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), na Câmara de Vereadores.

Em seu discurso, Roland Lavigne deixou claro que continua na trincheira em defesa da cidade e relatou seu desprendimento e apego a candidatura ou cargos quando desistiu de ser candidato a prefeito para apoiar Rui Carvalho. Com isso, Roland fez ver aos presentes que a vaidade é um pecado que os políticos não podem cometer, sob pena de prejudicar um projeto bem intencionado.

PSDB e PSB II

No seu pronunciamento, Roland Lavigne deixou claro que vai apoiar a melhor proposta para Ilhéus e deixou nas entrelinhas sua preferência. Mesmo sem ter “cicatrizada todas as feridas” de campanhas passadas, não se fez de rogado em afirmar que que somará às fileiras dos partidos progressistas ali reunidos e elogiou a ação do PSB em conclamar todas as forças compromissadas com Ilhéus para a construção de um projeto comum para Ilhéus.

A presença de Roland na plenária do PSB foi precedida de uma “costura política” do vereador e presidente do PSB, Alcides Kruschewsky, e do secretário de Governo e Ações Estratégicas, Magno Lavigne. Em um almoço, os dois pessebistas fizeram um relato das propostas do partido para Ilhéus, que ultrapassa os interesses individuais e partidários, e que têm o objetivo de formular um projeto comum.

PSDB e PSB III

Um dos argumentos utilizados por Alcides e Magno é de que o PSB possui um programa a ser seguido. Eles explicaram que os interesses de Ilhéus estão acima da participação no governo municipal ou estadual. “Somos governo, mas essa situação não impede que possamos divergir e contribuir apresentando ideias. Essa é uma condição inerente à política e dela não abriremos mão”, ressaltou.

Diante das conjunturas apresentadas, Roland Lavigne se comprometeu a participar da união de forças pela construção de um projeto para Ilhéus. “Vamos engrossar as fileiras dos que querem fazer política com decência e responsabilidade, com o compromisso de afastar os que querem apenas se aproveitar de Ilhéus em benefício próprio”, definiu.

OS JAPONESES E JABES I

A pré-campanha política em Ilhéus começa a ganhar contornos hilários e que podem decidir o pleito. Em entrevista recente, um dos irmãos de Jabes, que chegou a ser vereador, disse que a eleição de Ilhéus será Jabes Ribeiro contra um “caminhão de japonês”.  E o troco começou a ser dado nesta quinta-feira (25), durante plenária do PSB, que reuniu 10 partidos, todos com propostas de se unirem em torno de uma grande proposta para Ilhéus.

Pelo tom dos discursos, a iniciativa promete formar um projeto coletivo, com a participação desses partidos, tanto da base dos governos federal e estadual, como outros que se afinam com essas propostas. A proposição é caminharem juntos em outubro do próximo ano, através de uma ampla coligação, na qual os candidatos ao executivo serão escolhidos dentre os considerados mais viáveis, com base nos índices das pesquisas de intenção de voto.

OS JAPONESES E JABES II

Além do desejo de contribuir com o futuro de Ilhéus, os dirigentes e militantes desses partidos também têm em conjunto impedir que os futuros ocupantes do Palácio Paranaguá sejam pessoas descompromissadas com a cidade. Em bom português: pessoas que têm como objetivo apenas utilizar a máquina pública em proveito próprio e dos amigos mais chegados, como dizem ter acontecido em tempo não muito remoto.

Nos discursos proferidos ficou bastante evidenciado que o grupo adversário (ou, em alguns casos, inimigo) é o liderado pelo ex-prefeito Jabes Ribeiro, que tem feito constantes provocações nas entrevistas concedidas aos programas de rádio da cidade. As provocações atingiram o âmago dos militantes dos diversos partidos, que prometem marchar juntos, em torno de ideais e princípios desenvolvimentistas, os quais deverão ser elaborados de forma coletiva, com base no conteúdo programático dos partidos envolvidos.

BOA NOTÍCIA

Num momento em que grandes fabricantes internacionais desistem de competir com o iPad e retiram seus tablets do mercado, empresas brasileiras se preparam para lançar seus produtos. A Positivo Informática anunciou esta semana que planeja colocar o seu tablet no mercado em setembro. Essa é a mesma meta da Aoix, de Caçador (SC). A Positivo e a Aoix estão entre as companhias que já tiveram seu Processo Produtivo Básico (PPB) publicado pelo governo. Com isso, elas podem se beneficiar da redução de impostos oferecida para os tablets fabricados localmente. As multinacionais Samsung e Motorola já têm fabricação local.

Hoje o público de maior renda é disputado pelo iPad, da Apple, e o Galaxy Tab, da Samsung, mas os tablets que mais vendem são aparelhos de baixo custo, importados da China de forma nem sempre legal, disponíveis a cerca de R$ 300,00. A HP anunciou na semana passada a decisão de deixar de fabricar o seu tablet TouchPad. A Dell também desistiu do Streak 5. Nesse cenário, há espaço para produtos brasileiros? “Tem mercado para tudo”, disse Jovelci Gomes, presidente da Aoix. “Alguns vão querer um iPad. Outros vão querer um tablet brasileiro, que gera empregos no Brasil, sai pela metade do preço e tem um ano de garantia.”

CONTAM POR AÍ…

A redemocratização do país, após a ditadura militar iniciada em 1964, deixou muitos ensinamentos, entre eles o que não se deve fazer durante uma negociação. De início, mostra que falar a verdade é fundamental e que as diferenças devem ser conquistas na base da demonstração de fatos, situações e apresentação de números, principalmente quando o assunto em questão é a negociação entre patrões e empregados. Ganha quem tem mais argumentos, quem tem a força das classes ou categorias e a opinião pública. Isto se tiver “gordura a queimar”.

Um exemplo significativo dessa realidade pode ser demonstrado através de uma negociação entre a Comissão Executiva do Plano de Recuperação da Lavoura Cacaueira (Ceplac) e o Conselho das Entidades Representativas dos Funcionários, emperrada graças ao endurecimento de ambos os lados. Não havia mais clima, isto porque as partes não possuíam a experiência necessária para se debruçar sobre o problema, fechar questão sobre os assuntos que poderiam ser acordados de pronto e continuar discutindo os divergentes, como se faz há algum tempo, de forma civilizada.

Nesse impasse, o pessoal da Ceplac de braços cruzados, dirigentes preocupados e ameaçando os funcionários, que por sua vez pouca importância davam à hierarquia. De cada lado, pescoços empinados, olhares ameaçadores, mas que nada resolvia, pelo contrário, aumentava o isolamento. Emissários de ambos os lados se procuravam, conversavam, falavam sobre as boas intenções, a importância do entendimento, a continuidade da instituição, constantemente ameaçada de extinção. A muralha parecia intransponível.

Mas eis que o então Conselho Consultivo dos Produtores de Cacau (CCPC), braço político da Ceplac dirigido pelos cacauicultores, resolve intervir para chegar a um bom termo. Na presidência do órgão o cacauicultor Humberto Salomão Mafuz, advogado dos mais experientes, grande tribuno e considerado um dos maiores defensores da lavoura de cacau. Um negociador por excelência.

A primeira rodada de negociações no ainda imponente prédio do CCPC foi cercada de desconfianças, principalmente pelas gentilezas dos também funcionários da Ceplac ali lotados, a toda hora oferecendo chocolate e cafezinho e ávidos por melhores salários e condições de trabalho condizentes. Os tapetes das salas de recepção e reuniões da presidência incomodavam os grevistas, muitos deles oriundos da área de operação da Ceplac – operários rurais, dentre outros profissionais – não acostumados à suntuosidade e que se sentiam incomodados com os pés afundando naquelas peças. Para causar um sentimento de diferença ainda maior, os dirigentes do Conselho das Entidades ainda diziam que os tapetes tinham sido importados da Pérsia, a peso de ouro, dinheiro que poderia muito bem ter sido destinado a aumentar os salários dos pobres trabalhadores.

Dois dias após, a segunda rodada de negociação corria mais tranquila, com os ânimos serenados e alguns pontos da pauta considerados de consenso e que poderiam ser cumpridos sem a necessidade de intervenção do ministro ou do presidente da República. Um avanço. Nesse clima, o presidente Salomão Mafuz continuava sua peroração descortinando as dificuldades da lavoura, que obrigada os produtores a enfrentarem dificuldades em cima de dificuldades. Para ele, já tinha se passado o tempo em que o cacaueiro era considerado a árvore dos frutos de ouro, como contada pelas histórias de tempos muitos remotos. Sem contar no aumento do número de doenças e pragas que se instalavam na região cacaueira, outrora considerada o “eldorado” das ricas terras do sul da Bahia.

Além das dificuldades do campo, Salomão Mafuz ainda reclamava das dificuldades com o acesso ao crédito, com os bancos dificultando a liberação dos recursos providenciais para produzir o cacau, responsável pela geração de divisas para o Brasil.

– Somos uns abnegados e estamos lutando contra a atual conjuntura nacional, que não ajuda, sofrendo com o câmbio desfavorável, sem falar nas adversidades climáticas e a insensibilidade do governo.  Para completar, a greve da Ceplac ainda impede que os extensionistas mandem para o Banco do Brasil os laudos para a liberação dos contratos de investimento e custeio. É uma lástima, mas vamos resolver essa pendência para o bem da lavoura – discursava Mafuz para o comando de greve.

De repente, adentra à sala de reuniões da presidência do CCPP um contínuo, antigo funcionário da Ceplac, conhecido como “Cabaret”, ávido para se descumprir do mandado que assumira ao ser enviado em missão ao Banco do Brasil.

– Dr. Mafuz, Dr. Mafuz, o gerente do Banco do Brasil pediu que o senhor assinasse esse contrato de penhor com urgência para liberar o dinheiro para sua fazenda. Ele disse que para eu levar de volta ainda de manhã! – disse Cabaret, convicto do serviço que teria prestado ao superior.

E eis que um olhava para o outro sem entender bem o que se passava, até que todos caíram na gargalhada. Inclusive Mafuz, sua diretoria e os chefes do comando de greve. Porém, Mafuz, um homem de muitas habilidades e recursos não perdeu o bom humor e emendou:

– Vocês estão vendo como o cacauicultor sofre? Não bastavam os problemas da lavoura, agora temos também os funcionais! – arrematou.

E mais meia hora de negociação e a diretoria da Ceplac atendeu aos apelos feitos por Salomão Mafuz em benefício dos funcionários. Bastou uma simples assembleia e os funcionários da Ceplac retornaram ao trabalho.

Do Público ao Privado

O TRIUNFO DAS NULIDADES I

Ramiro Aquino desnuda os bastidores dos palanques

Esta semana, em artigo publicado na imprensa, o jornalista, radialista e cerimonialista Ramiro Aquino expôs, com todas as cores, a intolerância dos petistas que governam a Bahia. Numa espécie de “tomografia computadorizada”, do comportamento nada condizente com o discurso, a assessoria do governador Jaques Wagner dá uma demonstração de como tratar com desprezo os pobres mortais.

Para embasar o artigo, Ramiro Aquino fez comparações – vividas e presenciadas em palanques – das assessorias e cerimoniais dos governos de Antônio Carlos Magalhães e Paulo Souto. A empáfia dos petistas do “núcleo duro” de Jaques Wagner é de uma arrogância ímpar, tratando, não só os profissionais de imprensa, marketing e promoções, bem como autoridades convidadas para os eventos.

O TRIUNFO DAS NULIDADES II

Em Itabuna, a turma da arrogância de Jaques Wagner chegou ao cúmulo de barrar o Bispo Diocesano de Itabuna, Dom Ceslau Stanula, de uma cerimônia no Hospital Calixto Midlej Filho, onde a Santa Casa de Misericórdia de Itabuna e o Governo do Estado celebravam um convênio. Nem mesmo nos tempos da ditadura militar que assolou o Brasil durante 21 anos se viu falta de respeito tamanho.

Não consta nos anais da história, mesmo nos tempos em que a ditadura militar mais recrudesceu, tamanha estupidez, ao se desrespeitar a maior autoridade eclesiástica da cidade, numa cerimônia eminentemente política e realizada apenas para “passar manteiga na boca de gato”, como se diz comumente na gíria. Não havia, sequer, a desculpa de assuntos restritos da “segurança nacional”, como gostavam de dizer os militares.

O TRIUNFO DAS NULIDADES III

Enquanto em palanque o governador Jaques Wagner diz coisas amenas e beira à pilheria, no sentido de continuar o discurso do ex-presidente Lula, seus asseclas distribuem arrogância, ignorância, mal educação. É o poder em mãos erradas, mal utilizado por pessoas despreparadas e que não conseguem sobreviver por muito tempo, haja vista o mal-estar que conseguem causar em muitas pessoas em tão pouco tempo.

E essa arrogância de má uso do poder está em todos os segundos, terceiros, quartos escalões, que formam um verdadeiro “cordão dos bajuladores”, o conhecido puxa-saco, que querem mostrar serviço prestando um desserviço aos que servem. Como bem disse Ramiro Aquino, chegam ao extremo da truculência, seja ela de ordem física ou moral, na tentativa de afastar pessoas dos “chefes”. Em virtude do despreparo, têm medo da própria sombra.

O TRIUNFO DAS NULIDADES IV

No caso de Itabuna, durante a inauguração do Sest/Senat, a animosidade entre a comitiva do governador Jaques Wagner começou ainda no auditório da FTC, por ocasião da assinatura simbólica do convênio do programa “Todos pela Escola”. Lá, como dissemos aqui na semana passada, um “borra-botas” da Secretaria da Educação (não seria o lugar ideal para lotar uma pessoa dessa) tentou criar um atrito entre o secretário da Educação da Bahia, Osvaldo Barreto, e o secretário da Educação de Itabuna, Gustavo Lisboa, mas sem sucesso devido ao alto nível dos dois personagens.

Mas, durante a inauguração, não perderam tempo, e num ato de estrelismo, desconhecem pessoas, tentam desqualificar autoridades, e assim procederam com o prefeito de Itabuna. Se existem diferenças que as “costuras” sejam feitas pelos ”bombeiros políticos”, que conhecem do mister e não pelos pretensos profissionais de cerimonial, de jornalismo, de marketing. Lembro-me muito bem da preocupação do “cacique” Antônio Carlos Magalhães ao recomendar que em seu palanque subissem todas as lideranças locais, apesar das divergências existentes entre eles. É a arte de “ciscar pra dentro”, não a de espalhar.

O TRIUNFO DAS NULIDADES V

Se nos muitos palanques do governador Jaques Wagner acontece esses entreveros com frequência, imagine a “seleção étnica” feita antes de o avião pousar no aeroporto. Os profissionais de imprensa são tratados com má educação pelo fotógrafo do governador, um tal de Manu Dias, pessoa sem princípios e totalmente despreparado para a função que exerce ou que demonstra exercer.

Acredita ele, o tal Manu, que a imprensa das cidades do interior da Bahia são integradas por profissionais incompetentes, sem preparo, ou bajuladores da sua espécie. Olha para o equipamento dos fotógrafos, para os gravadores dos repórteres como a desdenhar da qualidade, comparando-os com o que porta, talvez de propriedade do Governo do Estado. Saiba, Manu Dias, a importância desses profissionais, com a mesma formação dele, acredito, na elaboração e divulgação das matérias jornalísticas do Governo do Estado, em grande parte promessas, muitas das quais feitas para não serem cumpridas.

A FALSA VISÃO DA ESTADISTA

A imprensa internacional ficou estarrecida com o volume de corrupção no Governo Federal do Brasil e pelo baixo índice de punição dos culpados. Mais, ainda, sobre o comportamento das autoridades brasileiras em relação à escolha de ministros e demais cargos de confiança sem a devida preocupação quanto a questões simples e primária como a ética e honradez. Dessas pessoas, pelo menos se espera, dependem o presente e o futuro do país.

Entretanto, para refutar qualquer insinuação ou repercussão das matérias divulgadas pela imprensa internacional, a presidenta Dilma Rousseff, grande promotora da “limpeza ética”, tenta desconstruir as informações com um argumento singelo e que não se sustenta. Para a presidenta, “Estrangeiro não conhece a política brasileira”. Sim, presidenta, até aí a senhora está certíssima, pois, infelizmente, a política brasileira está “atolada” de pessoas e atos nefastos, que dificulta a um cidadão de qualquer país do mundo aceitar “a farra feita com o dinheiro público”.

O desentendimento é somente em relação à política brasileira, que permite a roubalheira de forma arraigada e sem punição.

NAMORO PRA CASAR I

As conversas se repetem, mas nem todos atores participam

Ultimamente tem aumentado os encontros realizados pela base governista municipal de Ilhéus com os partidos afinados no propósito de que Ilhéus não retroceda e se curve às velhas e nada saudáveis práticas de fazer política. Têm dividido frequentemente uma mesma mesa o vereador Alcides Kruschewsky, do  Partido Socialista Brasileiro (PSB), o secretário municipal de Governo e Ações Estratégicas, Magno Lavigne (PSB), e até mesmo o médico Rui Carvalho, pré-candidato a prefeito pelo Partido Republicano Brasileiro (PRB) e o vice-prefeito Mário Alexandre.

Pelo andamento e frequência das conversas, o “namoro” tem se mostrado firme e promete “casamento”, haja vista que os propósitos são idênticos. De um lado, o PSB com seu pré-candidato, de outro o PRB, também com pretendente ao Palácio Paranaguá. Nessa esteira, outros partidos e pessoas conversam sobre a sucessão, a exemplo de Cacá Colchões, que poderá ampliar essa coligação.

NAMORO PRA CASAR II

Como sempre, quem parece não se manter muito interessado nessas conversas é o Partido dos Trabalhadores (PT), que está sob “fogo cruzado”. “Chovem balas” por todos os lados, como é próprio das facções do partido, dividido entre as lideranças de Josias Gomes, sumido da região cacaueira; Geraldo Simões, que mesmo chefiando a parte mais fraca consegue fazer zoada; e a ameaça de bombas vindas do Palácio de Ondina.

Partido de tantos caciques locais, o PT sofre ao “provar do próprio veneno” ao ser submetido às pressões de instâncias superiores, onde decidem “bispos e cardeais” e enfiam coligações e candidatos “goela abaixo” dos militantes, que se tornam massa de manobra da elite palaciana. Por enquanto, nada dizem, nada ouvem, nada enxergam.

Mas, na hora certa, os petistas ouvem o recado dos chefes, desprezam os valores pregados, e como uma boiada rumo ao matadouro, entram na campanha imposta de cima pra baixo. Como dizem os entendidos: “Manda quem pode, obedece quem tem juízo”.

A CONTRAMÃO DE AZEVEDO I

Para alguns políticos, a nomeação de Sandra para a Ficc é uma vingança do prefeito Capitão Azevedo contra Roberto de Souza

As últimas nomeações feitas pelo prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo, dão sinais límpidos e claros que para ele Itabuna pouco importa e o alvo a ser atingido é a reeleição, custe o que custar. Com isso, loteia a prefeitura, abrigando amigos e inimigos, não importando qual o tamanho do botim a ser conquistado por cada um deles.

O último exemplo dado comtempla o vereador Roberto de Souza, que até pouco tampo atrás prometia cassar Azevedo pelos desmandos praticados contra a administração pública. A ameaça se estendia por um estágio do prefeito na cadeia, tendo em vista o “alto grau das irregularidades cometidas com o dinheiro público”. Mas hoje isso é coisa do passado, que não deve ser lembrada para não causar constrangimentos a ambas as partes.

A CONTRAMÃO DE AZEVEDO II

É verdade que os arroubos do vereador Roberto de Souza cessaram, não por ter modificado seu pensamento, mudado de ideia ou ter novo ponto de vista após analisar as denúncias feitas anteriormente e considerá-las injustas, descabidas. Nada disso, pelo contrário, sua percepção continua a mesma, só que a interpretação é outra totalmente diversa da que expunha num passado nem tão recente.

Sem o poder na mão, já que perdeu a hegemonia de anos e anos na administração da Câmara, na qual mandava e desmandava, controlando, com seu grupo, as mesas diretoras que passavam, ficou sem pai nem mãe, como se diz na gíria. A intuição política ou a necessidade de sobrevivência apontou-lhe novos rumos, pousos mais seguros, pastos mais verdejantes para o exercício da política e a possibilidade de reeleição.

A CONTRAMÃO DE AZEVEDO III

Enquanto o vereador Roberto de Souza resolveu parte de seus problemas políticos e financeiros, indicando sua esposa Sandra de Souza para a presidência da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (Ficc), Capitão Azevedo ganha novas dores de cabeça. Sim, isso mesmo. A base aliada está irada com o ingresso do adversário – chamado antes de inimigo – na chamada “batucada”, enquanto eles, que “deram o sangue” a vida inteira sequer conseguem combustível político suficiente para o dia-a-dia.

A revolta é geral, pois quando Roberto de Souza era o todo-poderoso da Câmara de Vereadores, tratava os colegas da oposição como “vereadores canela seca”, sem direito às mordomias existentes na Casa, destinadas apenas aos amigos e correligionários. Os recursos para as viagens diversas sobre o pretexto de participação em congressos e seminários eram apenas para a base aliada, que dava sustentação à mesa diretora. É certo que alguns vereadores conseguiam “furar esse bloqueio” com promessas de outros mimos, interesses maiores, mas eram apenas alguns.

A CONTRAMÃO DE AZEVEDO III

Se esses problemas são contornáveis, outros são considerados impossíveis ou podem requerer mais trabalho, a exemplo da pouca afeição da presidenta da Ficc às artes, ao conhecimento da cultura e das políticas culturais. Se com Cyro de Mattos, que conhece do riscado, já era ruim, imagine sem ele. Não pela presença física, mas pela falta de intimidade com os projetos, pela habilidade em percorrer os caminhos e meandros da política para conseguir os recursos necessários.

De antemão, nada tenho contra a dona Sandra e tampouco desqualifico sua competência para transpor as dificuldades que surgirão no desempenho do cargo, mas alerto apenas para as qualificações necessárias e as credenciais exigidas. Não espere a presidenta que os artistas das mais diversas linguagens e expressões atuem como serviçais ou cabos eleitorais. Pelo contrário, o público, ou melhor, clientes da Ficc são pessoas que conhecem a sua cidadania e os deveres do Estado para com a cultura.

A CONTRAMÃO DE AZEVEDO IV

As cobranças surgirão e serão muitas, vindas de todos os lugares, mesmo os mais recônditos, e sobre todas as formas de expressão. Não acredito ter conhecimento a presidenta Sandra de Souza da realidade cultural dos bairros itabunenses, o que se faz de cultura no Corbiniano Freire, no Novo Horizonte, no Maria Pinheiro, no Pedro Gerônimo ou no São Lourenço. Ainda existe a cultura do Góes Calmon, do Jardim Vitória, cuja responsabilidade do Estado pe provê-las.

Não sei a origem dos recursos que estarão à disposição da Ficc, mas vou logo avisando: não virão do tesouro municipal, cujo governo trata a cultura a “pão e água”, quando muito. Azevedo, quando muito, acredita apenas no pagamento dos salários dos cargos de confiança ou empregados do quadro. Quanto ao restante, segundo ele, deve vir da inventividade do ocupante do cargo, mesmo que não tenha condições de autorizar uma diária para se deslocar a Salvador para apresentar um projeto.

Por fim, há quem diga que a vingança é um prato que se come frio e que agora o prefeito Capitão Azevedo se vingará de todas as perseguições feitas por Roberto de Souza contra ele, quando ainda era o todo-poderoso da Câmara.

Tem sentido!

UM CENTENÁRIO DE PROBLEMAS

Como sempre, os problemas regionais são tratados de forma grosseira, sem responsabilidade, por não haver interesse da população em cobrar dos governantes as promessas feitas e não cumpridas. Um exemplo disso é o Porto de Ilhéus, que completa 100 no mesmo estado de penúria. Bastaria uma pesquisa nos jornais das mais diversas datas para observarmos que a audiência pública realizada pela Câmara de Ilhéus é apenas mais uma das tantas mobilizações feitas nesses anos que se somam a 100.

O olhar operoso dos sindicalistas, a boa vontade dos vereadores em buscar soluções não encontram eco e sensibilidade entre as prioridades eleitas pelos governantes. Aqui se apresentam os problemas, que são minorados pelos representantes da Codeba. Rebatem os problemas com reclamações contra a burocracia, apresentam relatórios, dizem que os recursos estão disponíveis, mas as obras não saem. É a tática utilizada pelo poder: “não ir de encontro ao povo, enchê-lo de promessas e ir levando com a barriga”.

BOA NOTÍCIA

Esta veio do jornal O Estado de São Paulo, edição deste sábado (20). “A presidente Dilma Rousseff deu demonstrações de ignorar a inquietação do PT nos bastidores com o impacto político da “faxina” iniciada em julho em ministérios e autarquias federais. Dilma afirmou que o governo federal irá continuar a combater os “malfeitos” na máquina pública e ressaltou que a base aliada no Congresso Nacional também não concorda com a existência de irregularidades na administração federal. Parte do PT, conforme reportagem do Estado publicada sexta-feira (19), teme que as medidas carimbem o governo Lula como corrupto.

A presidente voltou a defender presunção da inocência e destacou que o governo federal respeita os direitos individuais e a dignidade humana. Ela comentou ainda reportagem publicada ontem no site da revista inglesa The Economist, segundo a qual a “faxina” que vem sendo promovida pela presidente na Esplanada dos Ministérios pode lhe trazer problemas no Congresso Nacional.

CONTAM POR AÍ…

Vascaíno até a medula, o prefeito de Ilhéus, Newton Lima, não abre mão de suas convicções quando o assunto é o seu time de coração. Esportista de quatro costados, Newton não dispensa uma partida de futebol, que vai desde o simples “baba” até jogos de futebol de quadra, passando pelo futebol de salão. Não importa o motivo do jogo, ele se apresenta para fazer seus gols e jogar conversa fora com uma cervejinha depois do jogo, como sempre fez, desde a juventude.

Como bom vascaíno, Newton Lima detesta os adversários, especialmente os do Rio de Janeiro, velhos conhecidos do Campeonato Carioca, Taça Guanabara, e porque não do Campeonato Brasileiro, onde todos disputam entre si. Mas, um destes times cariocas é o que ele mais detesta: o Flamengo, cuja torcida gosta de “tirar sarro” dos torcedores adversários, além da algazarra que fazem durante os jogos, barulheira que é ampliada geometricamente quando vencem um jogo.

Mas a rivalidade entre vascaínos e flamenguistas vai além das disputas das partidas e se estende pelo dia-a-dia, com gozações de ambos os lados. Como dizem que o Flamengo tem uma torcida superior – numericamente – a do Vasco, os cruzmaltinos costumam sofrer com mais intensidade. Pior do que as algazarras durante os jogos, é ouvir dos flamenguistas que o Vasco – orgulho dos “portugueses cariocas” é o campeão entre os vice-campeões do Rio de Janeiro, haja vista o acúmulo de derrotas nas partidas decisivas das várias edições do Campeonato Carioca e da Taça Guanabara.

Pois bem, se a simples gozação “ninguém aguenta”, imagine passar por outros tipos de constrangimento. Ainda mais quando o torcedor é político, classe conhecida por tentar agradar – indistintamente – aos pretensos eleitores, seja a que título for. Mas quando o assunto é futebol, a velha rivalidade entre os times do chamado “Clássico dos Milhões” – uma referência à quantidade de torcedores que consegue reunir numa partida –, o “buraco é mais embaixo”, como diria o filósofo carioca “Neném Prancha”.

Dias desses, ao participar do velório de um grande amigo, Newton Lima – católico fervoroso que é – cantava e rezava com outros presentes, seguido o ritmo do Padre Cristo, que “encomendava” a alma do finado a Deus. Lá pras tantas, não é que o Padre Cristo – também deve ser flamenguista – puxa o hino do Flamengo, considerando que seria uma última homenagem ao finado, torcedor fanático do time da Gávea.

Enquanto grande parte dos presentes fez coro acompanhando o Padre Cristo, Newton Lima parou – de chofre, como se diz – e ficou quieto. Ao seu lado, o secretário de Governo, Magno Lavigne, flamenguista de quatro costados, a título de gozação, tenta entusiasmar o prefeito a cantar o hino do Flamengo.

– Canta, Newton, canta, todo o mundo está olhando. Lembre-se que é uma última homenagem a um amigo – provocava.

E Newton Lima permanecia calado, sem esboçar qualquer reação, apesar dos constantes apelos do colaborador.

Enquanto não acabou a música, Newton permaneceu impassível. Na saída, não se conteve e disse a Magno Lavigne:

– Ora, Magno, o amigo precisava de oração, o que fizemos, quanto a time de futebol é assunto para os que ficam – e saiu sem falar mais nada.

Do Público ao Privado

TODOS PELA ESTUPIDEZ I

Apesar do nome “Todos pela Escola”, o programa da Secretaria da Educação do Governo do Estado da Bahia poderia ser chamado de “Todos pela Estupidez”, fosse observado pelas atitudes do seu coordenador, Clóvis Caribé. Em Itabuna o coordenador deu uma grande demonstração do seu despreparo para coordenar um programa de educação, haja vista sua intolerância e seu radicalismo com representantes de prefeituras cujos prefeitos não pertencem à base aliada ao Governo do Estado.

Ao lançar o programa em Itabuna, no dia 28 de julho deste ano, por ocasião do dia em que se comemoravam os 101 anos da cidade, o despreparado Clóvis Caribé, não viu com “bons olhos” o bate-papo entre o secretário da Educação do Estado, Osvaldo Barreto, e o secretário da Educação de Itabuna, Gustavo Lisboa. A atitude imbecil de Clóvis Caribé tinha apenas um motivo: a raiva pela simples razão do Município de Itabuna não ter aderido, de imediato, ao programa.

TODOS PELA ESTUPIDEZ II

Assim que foi encerrada a solenidade de lançamento, com a assinatura representativa de dois prefeitos da região ao programa “Todos pela Escola”, os dois secretários, amigos de antes, conversavam animadamente sobre assuntos diversos, inclusive educação. Ao avistar os dois, Clóvis Caribé, de imediato, passou a assacar, raivosamente, contra o secretário de Itabuna, Gustavo Lisboa, se dirigindo ao secretário Osvaldo Barreto.

Secretário, não adianta o senhor perder tempo com esse cara. Ele não quer nada com o programa o que demonstra que não tem responsabilidade com a educação de Itabuna assacou Clóvis Caribé.

Atônito, o secretário Osvaldo Barreto fez um gesto de desagrado pela atitude imbecil de Clóvis Caribé e continuou a conversa com Gustavo Lisboa, como se nada tivesse acontecido.

Isso foi o bastante para que Clóvis Caribé voltasse à carga de forma mais raivosa ainda, creditando a Gustavo Lisboa não ter aderido ao programa por razões partidárias, já que Itabuna tem como prefeito um filiado do Democratas (DEM). E Caribé teve como resposta de Gustavo:

É secretário, eu estava avaliando o programa, mas diante da agressividade e da estupidez do seu coordenador, é impossível qualquer tipo de conversa futura. Se é deste modo que a educação é tratada por esse moço, coitado do povo baiano – finalizou a conversa Gustavo.

BRINCANDO COM A SAÚDE I

O Hospital de Base é alvo de cobiça por parte dos governos municipal e estadual

Enquanto as autoridades municipais e estaduais disputam o poder sobre o Hospital de Base Luiz Eduardo Magalhães (HBLEM), a população de Itabuna e região, que depende do atendimento médico para preservar sua vida sofre sem conseguir ser atendida. A briga mesquinha é para saber quem dá mais para o outro gastar e manter seus apaniguados nos cargos de confiança existentes e recebendo salários a peso de ouro.

E a queda-de-braço travada entre o prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo, e o governador do Estado, Jaques Wagner, beira às raias do absurdo. Azevedo quer mais dinheiro para o HBLEM, um hospital municipal que não tem outra fonte de receita se não o Sistema Único de Saúde (SUS). De hipótese alguma o prefeito de Itabuna e sua equipe concordam em estudar novas fontes de receita ou novos métodos de gestão para o combalido hospital, que presta um serviço ruim à população, por não dispor das condições ideais de atendimento, a exemplo de uma equipe médica satisfeita, corpo funcional idem, e materiais e equipamentos à disposição.

BRINCANDO COM A SAÚDE II

Pelo andar da carruagem, a população ainda vai ter muito que esperar, se não morrer antes. Nenhuma das duas partes propõe um pacto ou uma proposta diferente, senão a de “me dê o dinheiro para eu gastar”, do lado do prefeito; e “me dê o hospital que administro e coloco dinheiro no caixa”, esta proposta pelo Governo do Estado.

A disputa é apenas pela municipalização ou estadualização do Hospital de Base Luiz Eduardo Magalhães. Nada além desse propósito. Enquanto Capitão Azevedo diz que precisa de R$ 1 milhão a mais por mês para manter o hospital, Jaques Wagner diz que tem dinheiro suficiente para investir no HBLEM, mas só se administrar o hospital. A conclusão é que nem Azevedo acredita que Wagner tem competência para administrar o HBLEM, nem Wagner tem confiança em deixar o dinheiro para Azevedo administrar.

BRINCANDO COM A SAÚDE III

Enquanto a queda-de-braço persiste, as desconfianças mútuas são lançadas ao vento, o povo padece. Nada, nada, entretanto, parece comover as duas autoridades (municipal e estadual) para as vidas ceifadas por falta de atendimento médico. O que mais interessa é o dinheiro que poderão administrar, os afilhados que poderão manter nos cargos, as vantagens políticas que irão auferir com a miséria alheia, diga-se, de passagem, provocada por eles mesmos.

Agora, além do prefeito e governador, também tentam se apoderam do botim resultante da guerra sofrida com o Hospital de Base os deputados federal e estadual. O primeiro deles foi Augusto Castro, que “vendeu” proposta milagreira ao prefeito Capitão, e emplacou o atual secretário da Saúde, Geraldo Magella, prometendo mundos e fundo e prazo para trazer de volta a gestão plena do SUS.       

BRINCANDO COM A SAÚDE IV

Ledo engano. Aos poucos, a comunidade foi conhecendo o currículo do secretário Magella, desfazendo o mito de gestor capaz de abrir gabinetes em Salvador e Brasília, mandar e desmandar nas autoridades da saúde. Outro mito desfeito é o poder exercido pelo deputado Augusto Castro – padrinho político de Magella – quanto à influência junto ao Governo do Estado e Federal para devolver a gestão plena.

Em seguida, foi mostrado à comunidade que o “salvador da pátria” prometido a Azevedo tinha sido um dos algozes da saúde de Itabuna, tendo contribuindo, decisivamente, para retirar a gestão plena da Prefeitura de Itabuna. Ou seja, o feitiço voltou-se contra o feiticeiro. Quem agiu em conjunto com petistas e comunista contra a gestão plena do SUS Itabuna não conseguiu reverter o quadro.

BRINCANDO COM A SAÚDE V

O deputado Augusto Castro, que tentou se aproveitar da situação, não avaliou que a questão era política e não de ordem econômica, estas suas “velhas conhecidas” às quais se propõe a resolvê-las para os municípios junto aos governos do Estado e Federal. Desta vez a questão é outra, bem mais complicada, por se tratar de questão político-partidária, com desdobramentos na eleição municipal de 2012.

Ao Capitão Azevedo, que tem como consultores políticos o soldado Pinheiro, a secretária Joelma e Carlos Burgos, faltou ouvir alguém mais experiente em política, para saber que, da forma que agiu na campanha eleitoral não conseguiria formar uma base parlamentar. Tentou “enrolar” os candidatos com apoios fictícios e o resultado foi pífio, não conseguindo eleger um deputado de Itabuna, além do fato de, praticamente, todos eles pertencer às bases governistas. Ouvem as reivindicações, mas não conseguem modificar o status quo.

BRINCANDO COM A SAÚDE VI

O mesmo recado serve também para o deputado estadual Coronel Gilberto Santana, que vem trazendo comissões da Assembleia Legislativa para conhecer e debater os problemas de diversos municípios, incluídos, aí, Itabuna. Santana, em que pese sua boa vontade em fazer tudo de acordo com o regimento da Assembleia Legislativa, não conseguirá o seu intento, pelo menos por agora, às vésperas da campanha político-eleitoral de 2012.

O poder executivo não respeita os problemas do povo. Essa é uma realidade própria dos governos impostos pela força ou pela enganação, através da farsa do populismo, continuada nas administrações, com o controle dos meios de comunicação e das lideranças. Esses governos têm como características principais o “complexo de Jeca”, atuando sempre na defensiva, buscando ser reconhecido como o “coitadinho”, reclamando de tudo e de todos, quando colocado em xeque pelos seus erros.

INVERSÃO DE VALORES I

Nove senadores já se inscreveram para falar na sessão Plenária do Senado de segunda-feira (16) em apoio às ações da presidente da República, Dilma Rousseff, no combate à corrupção. A informação é do senador Pedro Simon (PMDB-RS), que está à frente do que chamou de “movimento” de suporte à chefe do Poder Executivo, atualmente às voltas com pressões em sua própria base parlamentar contra uma ação moralizadora, segundo o noticiário.

Além do próprio Simon, estão inscritos Cristovam Buarque (PDT-DF), Ana Amélia Lemos (PP-RS), Paulo Paim (PT-RS), Marcelo Crivella (PRB-RJ), Pedro Taques (PDT-MT), Wilson Santiago (PMDB-PB), Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) e Eduardo Braga (PMDB-AM). Conforme a assessoria do parlamentar peemedebista, Simon conta ainda com Luiz Henrique (PMDB-SC), Casildo Maldaner (PMDB-SC) e Roberto Requião (PMDB-PR), entre outros.

INVERSÃO DE VALORES II

A notícia acima parece ser um acinte e soa estranho por ser a corrupção uma prática nociva não só à democracia, mas à vida em sociedade, principalmente num país do tamanho e importância no contexto internacional como o Brasil. O correto é não haver esse tipo de prática na máquina pública, mas, em existindo, o correto é a devida providência a ser tomada pelas polícias e a Justiça.

Dentro da normalidade democrática não seria cabível esse tipo de apoio, de forma explícita e anormal de uma das casas legislativas, no caso o Senado Federal. Esse esforço dos senadores não deveria tomar o tempo dos debates no plenário, para não parecer que o combate à corrupção dependa do apoio político de deputados e senadores ao poder executivo.

LEILÃO EM ILHÉUS

Numa promoção conjunta, a Associação de Criadores de Ilhéus e a Rancho Leilões realizam no sábado e domingo (20 e 21 de agosto), no Parque de Exposições de Ilhéus, leilões mistos com animais de reconhecida qualidade. O evento, segundo o presidente da Associação Ilheense dos Criadores, João Bittencourt Neto, tem a finalidade de melhorar a qualidade genética dos animais no município, aumentando a produção na zona rural.

No sábado (21), a partir das 19 horas, será realizado o leilão de 40 lotes de muares, ovinos e animais de sela de diversas raças, a exemplo de mangalarga marchador, pampa, quarto de milha, dentre outros, puros e meio sangue. Explica João Bittencourt, que os compradores terão facilidade de pagamento, pois cada lote será parcelado em 10 prestações iguais e sem juros. No domingo (21), a partir das 13 horas, será realizado o leilão de 80 animais bovinos selecionados, das raças leiteiras Gir, Girolando, Holandesa, oriundos de planteis de criadores dos estados de Minas Gerais e Bahia. Todas as fêmeas possuem comprovação de prenhes ou paridas. Neste mesmo dia também serão leiloados cinco touros da raça Gir, de alta qualidade.

A GRANA DE VOLTA

A Receita Federal libera nesta segunda-feira (15) o dinheiro do terceiro lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2011. Serão liberadas também restituições de lotes residuais das declarações  de 2010, 2009 e 2008.  Para saber se está nos lotes, o contribuinte deve consultar a página da Receita (www.receita.fazenda.gov.br) na internet ou o ReceitaFone (146).

Do exercício de 2011, serão creditadas restituições para um total de 1.772.511 contribuintes, com correção de 3,92%. Do lote residual do exercício de 2010, serão creditadas restituições para 30.521 contribuintes, com correção de 14,07%, e do de 2009, para 19.122, com correção de 22,53%. Do lote de 2008, as restituições serão pagas a 5.794 contribuintes e corrigidas em 34,60%.

REFORMA POLÍTICA I

Cerca de 60 entidades estão empenhadas no preparo de uma Proposta de Lei de Iniciativa Popular para fazer a reforma política no Brasil. Nesta semana, as assinaturas começarão a ser coletadas, aproveitando a Marcha das Margaridas que espera reunir em Brasília, na próxima quarta-feira (17), cerca de 70 mil mulheres.

Para ser apresentada à Câmara dos Deputados e tramitar como projeto de lei no Congresso, mais de 1 milhão de assinaturas são necessárias. A Constituição Federal exige que a iniciativa popular seja subscrita por, no mínimo, 1% do eleitorado nacional e que essas assinaturas sejam distribuídas pelo menos por cinco estados. Além disso, a proposta tem que contar com o apoio de 0,3% dos eleitores de cada um desses estados.

REFORMA POLÍTICA II

As entidades estão reunidas no Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral. A proposta traz conceitos que vão desde a simplificação do trâmite das iniciativas populares, até o polêmico financiamento público exclusivo de campanha, uma forma considerada fundamental pelas entidades para combater a corrupção, os chamados “caixa 2” e os abusos de poder econômico durante as eleições.

Outra novidade proposta na plataforma é a criação do veto popular, que seria usado quando a população discordar de uma lei aprovada pelo Parlamento. Nesse caso, o veto popular terá que seguir o mesmo rito da coleta de assinaturas da iniciativa popular, previsto atualmente pela Constituição Federal, e depois a proposta terá que ser submetida a um referendo.

BOA NOTÍCIA

Com todos os “furacões” acontecendo por ai, felizmente uma promessa do governo é levada a sério pelas empresas, que vem popularizando os tablets desde o início do ano. Finalmente, os primeiros equipamentos com impostos reduzidos começam a chegar ao mercado. A Motorola baixou o preço do tablet Xoom e a Samsung começou a vender o Galaxy Tab 10.1. As empresas estão entre as cinco que já tiveram o Processo Produtivo Básico (PPB) aprovado pelo governo. Sem isso, não é possível se beneficiar da redução de tributos.

As outras três são a Positivo Informática, a MXT e a Aiox. Segundo o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, existem mais quatro PPBs que estão para ser publicados. Segundo Mercadante, 25 empresas já expressaram interesse em fabricar tablets no País. Desde a terça-feira passada, a Motorola reduziu em R$ 300 o preço do Xoom. O modelo com conexão Wi-Fi passou de R$ 1.899 para R$ 1.599 e o preço do modelo com Wi-Fi e 3G passou de R$ 2.299 para R$ 1.999.

CONTAM POR AÍ…

Em 2006 os partidos se preparavam para lançar seus candidatos aos diversos cargos eletivos, entre eles os de deputados federal e estadual. Em Ilhéus, o Partido dos Trabalhadores (PT) tinha como grande trunfo para a Assembleia Legislativa da Bahia, o nome do médico Rui Carvalho, que vinha de uma excepcional campanha a prefeito e era considerado “pule de dez” pelos petistas ilheenses.

Como sempre, nem tudo no PT são flores, concordâncias, o que levanta discussões e intermináveis debates. No meio desta análise, as diversas correntes (ou facções) promovem intermináveis reuniões, que embora nada resolvam têm a finalidade de marcar um novo encontro, para, é claro, discutirem ainda mais.

E neste debate saia de tudo: de que Rui Carvalho seria um neopetista, portanto deveria ficar de “quarentena” até que pudesse ser considerado um petista “sangue puro”, como se não já tivesse disputado eleição pelo partido, inclusive a prefeito. Mas isso é considerado normal dentro do partido e os petistas não abrem mão de mostrar que faz parte da democracia, embora se saiba que quem mandam mesmo são as elites partidárias.

E são elas – as elites – que começam a conversar com o candidato a candidato a deputado estadual Rui Carvalho, ou simplesmente Dr. Rui. Essas conversas chegaram a mais de uma dezena e consumiram algumas semanas de bate-papo, algumas sabatinas e há quem afirme que até mesmo interrogatórios, a depender do representante da facção.

E essas conversas, a depender do interlocutor, eram realizadas nos mais diferentes locais, desde a sede do diretório a um bar qualquer, pois também era conveniente – de acordo com as partes – que, de início, fossem quebradas algumas arestas. E nada melhor do que uma rodada de cerveja, após um aperitivo, para nivelar os ânimos. Etilicamente falando, nada mais providencial para dar início a um debate, principalmente os de cunho político-eleitoral.

Mas, a depender da liderança, essa conversa reservada pode acontecer num local mais aconchegante, notadamente se o interlocutor for considerado um dos “cardeais” do partido. Na casa do candidato, por exemplo, cercada de mimos e com direito a mordomais nunca antes dispensadas a outros simples mortais. Sim, isso faz parte do debata democrático, embora alguns prefiram dizer que é uma prática desigual, coisa inventada pelo capitalismo selvagem para enganar os incautos. Pura inveja.

Pois é, mas nesse dia Dr. Rui iria receber nada mais nada menos do que o ex-prefeito de Itabuna, deputado estadual, federal e novamente candidato à Câmara Federal. Whisky do melhor (acima dos 18 anos, como convêm e determina o cerimonial), bons canapés e outros acepipes de entrada, dois a três pratos de resistência (geralmente um de peixe, um de lagosta e outro de carne), vinhos de boas e reconhecidas origens, licores finos. Nada melhor para impressionar.

E eis que na hora marcada toca a campainha e chega o ilustre convidado e adentra à mansão do Outeiro, com bela vista para o mar de Ilhéus, cercada de plantas, muitas delas produtoras de alimentos. Ciceroneado por Dr. Rui, Geraldo Simões se mostrava encantado a cada parte da casa visitada, elogiando o bom gosto do anfitrião, “homem simples, mas de bom gosto”, conforme ressaltava Geraldo.

Mas o que mais chamou a atenção do visitante foi um pé de fruta-pão, planta muito comum nos quintais de antigamente, mas raridade nos dias de hoje. Por ser técnico de agropecuária de formação, Geraldo Simões elogiou a planta e demonstrando conhecimento declinou, inclusive, num arroubo de sabedoria, o nome científico da árvore: “Artocarpus altilis”. Claro que fazia de tudo para impressionar o dono da casa.

Barriga cheia, conversa feita, martelo batido, ponta do prego virada, enfim, foi sacramentada a garantia da aprovação do nome de Rui Carvalho como um dos candidatos a deputado federal pelo PT. Pelas contas feitas no calor de fino vinho do porto, Dr. Rui seria o campeão de votos, sairia consagrado de Ilhéus e visitaria outros municípios muito mais para garantir votos para a legenda, pedir votos para os colegas, além de visitar os amigos botafoguenses.

Mas nem tudo são flores, três dias após a visita de Geraldo Simões o médico ilheense começou a sentir que seu pé de fruta-pão começou a definhar e Dr. Rui, resolveu fazer uma inspeção mais apurada na planta. Bastou chamar um engenheiro agrônomo amigo seu para analisar o pé de fruta-pão que o diagnóstico foi incisivo, por parte do ceplaqueano.

– Dr. Rui, o problema é mais grave do que pensávamos, seu pé de fruta-pão foi atacado pela vassoura-de-bruxa – sentenciou.

A partir dessa data Dr. Rui começou a ter um pressentimento de que havia no algo mais do que os aviões de carreira. E, infelizmente, os prognósticos não foram exatamente os esperados. Talvez a candidatura tenha sido acometida por fungos e pragas da política.

Do Público ao Privado

A CULPA É DA IMPRENSA I

Esse velho chavão continua sendo dito constantemente sem qualquer cerimônia pelos políticos. Fazem o que querem e como bem entendem, mudam de partidos políticos como se muda de roupa, mas condenam um dos seus liderados quando não estão mais satisfeitos em seguir na mesma agremiação ou projeto político. De uma hora para outra, quem o serviu por longo e longos anos passa a não valer nada ou possuir mérito algum.

Esses mesmo políticos não costumam avaliar a extensão do problema que poderá causar com entrevistas e conversas públicas e depois, com a maior desfaçatez, culpam a imprensa. Ora, a um profissional de imprensa cumpre o seu papel de relatar ou reportar um fato acontecido no seu veículo de comunicação. Caso seja um articulista, analisar os fatos cometidos por determinadas pessoas, notadamente se têm interesse público. E assim o fazem.

A CULPA É DA IMPRENSA II

Entretanto, é bastante comum a um político, seja ele com mandato ou sem ele, se queixar, no público ou no privado, de determinada notícia ou comentário feito pelos profissionais de imprensa. Não importando se o fato seja verdadeiro, esses políticos pretendem calar a opinião, como se tivessem uma ascendência sobre o veículo de comunicação ou o comunicador.

Nesses casos, seria bem mais prudente aos políticos pesarem e sopesarem as palavras, planejar qual o tipo de entrevista a ser concedida e as possíveis repercussões. Caso fossem afeitos a esse procedimento, não veriam suas palavras ganharem o mundo com o efeito negativo do que disseram. Pode até ser que não houvesse a intenção de se expressar daquela maneira, mas assim o fizera e assim será entendido.

É chegada a hora do política também manter seus cuidados. Como dizia a “velha raposa política mineira” Tancredo Neves (de saudosa memória), “político deve ter medo até de descer o meio-fio”, numa alusão ao general Hugo Abreu, paraquedista do exército, que poderia ser seu adversário na eleição presidencial.

CAIU NA REAL I

Em entrevista ao radialista Vila Nova, na FM Conquista, o ex-prefeito Jabes Ribeiro, enfim, admitiu que grande parte dos seus liderados debandaram de sua pré-candidatura há tempos. Tudo indica que essa declaração foi um “ato falho” de Jabes, pois se considera o pré-candidato com maior índice de intenção de votos para a eleição municipal do próximo ano.

Pelas contas dele, cerca de 70% dos seus seguidores o abandonaram e hoje são considerados seus ex-amigos, grupo que vem crescendo bastante em Ilhéus. Para compensar, segundo Jabes, hoje ele vem conquistando seguidores dentro da faixa de pessoas mais jovens. Por mais que os entendidos em política busquem explicações, não conseguem concatenar essa mudança, haja vista que se trata de um político com discurso velho e retrógrado, que prega a discórdia e a separação.

CAIU NA REAL II

Na opinião dos especialistas em política e em campanha eleitoral, Jabes apenas está blefando e seu discurso é de quem não será candidato, pois sua constante peroração deixa clara a intenção de descontruir as diversas pré-candidaturas já postas pelos partidos adversários. Um desses marqueteiros explicou que Jabes tenta tirar um “coelho da cartola” para lança-lo candidato a prefeito, exercício considerado difícil tendo em vista da dificuldade da escolha.

Que fique bem entendido que a dificuldade não é decorrente da abundância de candidatos do cada vez mais restrito grupo de Jabes, mas por absoluta ausência deles. Esse problema é decorrente da individualidade de Jabes, notadamente no exercício do poder. Um desses exemplos pode ser visto durante o seu último mandato, quando colocou diversos secretários e amigos para brigar “no ringue político”, queimando-os todos e escolhendo o velho Soane Nazaré de Andrade como candidato a sua sucessão.

CAIU NA REAL III

Essa briga interna tramada por Jabes Ribeiro fez com que o seu governo tivesse um final melancólico, em vista do clima tenso e rancoroso entre os secretários, que se digladiavam entre eles, se espelhando no individualismo do líder político (deles). Essa atitude criou cisões internas e desagradou a população ilheense, demonstrando o seu repúdio antes mesmo das eleições, conforme mostrou as pesquisas de opinião de voto.

Para os especialistas, a estratégia utilizada por Jabes é bastante conhecida e praticada largamente entre os políticos individualistas, mais conhecidos como “mandacarus”, por não proporcionarem “sombra ou encosto”, numa alusão à uma das espécies de cacto bastante conhecida no bioma da caatinga. Segundo esses marqueteiros, ela (a estratégia) é usada com a finalidade de eleger um candidato de oposição que, em tese, pode ser facilmente derrotado na próxima eleição. Só que com Jabes Ribeiro a estratégia não funcionou, no todo, pois apesar de eleger Valderico Reis, Jabes não conseguiu voltar à prefeitura.

MODELO DECADENTE

É bastante difícil para um político se manter no poder e ter a influência necessária diante do eleitorado quando não recicla seu discurso, seus atos e ações. Aos poucos, os liderados começam a se afastar, os candidatos indicados por ele não recebem o retorno esperado do eleitorado, e ele, sequer, consegue renovar o mandato, apesar das tentativas.

Exemplo límpido e cristalino dessas afirmativas pode ser medido no político Jabes Ribeiro, que apesar de ter sido prefeito de Ilhéus por três mandatos, não conseguiu se eleger deputado estadual, eleger seu sucessor na prefeitura, ou os irmãos deputado estadual, vice-prefeito e vereador. Para completar, ainda navega nas incertezas de ter registrada sua candidatura ao Palácio Paranaguá na eleição do próximo ano.

São os revezes impostos pela a vida.

PROMESSAS…PROMESSAS I

O governador Jaques Wagner, que tinha prometido em 2009 a duplicação da BR-415 entre o bairro Nova Itabuna a Ferradas, esqueceu-se de parte da promessa e só vai entregar outra parte: a recuperação da BR-415 entre Itabuna e Ibicaraí. Como o bairro de Ferradas fica localizado nesse trecho, é sinal que fica o dito pelo não dito, tudo na conformidade da “garantia” de políticos.

Não se sabe, até porque não disse nem foi perguntado, se o que fez o governador Jaques Wagner a mudar de ideia. Primeiro, prometeu ao prefeito Azevedo, com o aval do deputado federal Luiz Argôlo (PP), também presente ao encontro. Como uma obra desse nível não pode ficar sem pais e padrinhos, o deputado estadual Augusto Castro também se jactou de ser o autor da façanha e até apareceu em foto com o vice-governador Otto Alencar.

PROMESSAS…PROMESSAS II

Como dizem que para bom entendedor meia palavra basta, dá para desconfiar que Jaques Wagner deve ter se aborrecido com alguém, que pode ser o próprio Capitão Azevedo, que lhe fez juras de amor eterno, garantiu fazer campanha para os candidatos do governador e não cumpriu, ou ao próprio deputado Luiz Argôlo, que se encontrava ao lado de Wagner.

Promessa de político, ainda mais os que “garantem” fazer mundo e fundos, causa desconfiança nos eleitores mais precavidos. Em alguns jornalistas causa urticária e outros males do fígado, estômago e outras partes do cansado ser humano. No experimentado jornalista Antônio Lopes, “garantia” de candidato causa, também, náuseas, distúrbios cardiovasculares. Já até imagino ele comentar essa notícia dadas nos blogs e jornais: “Será que ainda existe um imbecil que acredita em garantia de político?”, dirá com certo asco.

Tomara que Wagner não tenha se desgostado é de Itabuna!

ULTIMATO

O governador Wagner diz que decisão sobre HBLEM só cabe ao prefeito de Itabuna

Verdadeiramente, os 101 anos de Itabuna não foram tão vigorosos como imaginavam o prefeito Azevedo, a começar pela falta de obras a inaugurar. Também não deveria passar pela sua cabeça a ducha de água fria que lhe jogou o governador Jaques Wagner, por ocasião da assinatura do Pacto com os Municípios, através do programa Todos pela Escola, quinta-feira (28), no auditório da FTC de Itabuna. Até então, em seu discurso, Capitão Azevedo pediu verbas para Itabuna e para justificar a não adesão ao programa, disse que não só a educação era fundamental para o cidadão, mas também a saúde, daí pediu mais verbas para o Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães.

Como quem fala por último pode mais, Wagner foi incisivo em dizer que já vinha ajudando muito a saúde de Itabuna e estaria até disposto a fazer mais, desde que o prefeito resolvesse entregar o Hospital de Base para o Estado. E disse mais: “Mas esse é um assunto que só compete ao prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo, resolver, pois o hospital é propriedade do Município”. O recado foi dado de forma franca e direta, aguarda-se, agora, a reação de Azevedo.

HBLEM

Pelo visto, a queda de braço travada entre o prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo, e o governador do Estado, Jaques Wagner, ainda poderá causar enormes prejuízos a Itabuna. O atendimento à saúde é um desses setores mais prejudicados, apesar da extrema importância que representa para o ser humano, pois representa o bem maior: a vida. Entretanto, esse fator não é visto assim pelos nossos governantes.

Para eles, a única importância do Hospital de Base de Itabuna e o atendimento de média e alta complexidades representam apenas o exercício do poder para controlar cargos comissionados, distribuir os serviços entre os “amigos” donos dos serviços de saúde, comprar insumos e outros bens e serviço de acordo com a relação de interesse. E a população de Itabuna e região continuarão a receber os maus-tratos de um serviço desestruturado e cheio de vícios.

ILHÉUS COMO EXEMPLO

Ainda no discurso de Jaques Wagner nos 101 anos de Itabuna, Ilhéus foi a grande homenageada. Para todo o público presente ao auditório da FTC, Wagner “garantiu“ (olha esse nome aí de novo) um pacote de obras para Ilhéus, para desespero dos rivais itabunenses. A cada frase que emitia sobre Itabuna usava Ilhéus como exemplo, principalmente com informações sobre as obras que pretende construir ou já está iniciando a construção.

E os exemplos não foram poucos: duplicação da BR-415, mas com a construção de um moderno anel rodoviário, “porque não sou louco de colocar todo o tráfego no centro de Ilhéus”, avisou. Na fila das construções a segunda ponte ligando o centro de Ilhéus ao bairro do Pontal, obra que promete colocar, ao menos, antes de sair do governo, um primeiro pilar. Também não esqueceu do Complexo Intermodal do Porto Sul e um banho de asfalto pelas ruas ilheenses.

E tudo na casa do adversário, como diriam os futebolistas da época em que Itabuna e Ilhéus rivalizavam com suas seleções e seus times profissionais.

UNIVERSIDADE FEDERAL

A criação da Universidade Federal do Sul da Bahia, com sede provável nas cidades de Ilhéus ou Itabuna, permanecerá como uma das boas intenções de alguns políticos e que obteve a adesão de grande parte da sociedade regional. E isso ficou bastante claro no discurso feito pelo governador Jaques Wagner na assinatura do “Todos pela Escola”, durante a comemoração dos 101 anos de Itabuna.

A Universidade será criada, sim, mas terá como sede a cidade de Teixeira de Freitas, no Extremo Sul do Estado. Portanto, uma simples diferença marcará essa universidade, que terá o Sul incluído no nome, quando na verdade deveria constar Extremo Sul. Diante da disposição do governador Wagner, o PCdoB, que iria entregar – de forma solene – um documento com tal reivindicação, entendeu o significado e manteve-se calado.

Deve ter entendido o recado de Wagner!

CONQUISTA NO GRITO

Os deficientes visuais lembram os ensinamentos hoje esquecidos pelo PT

Os portadores de deficiência visual deram uma demonstração que aprenderam bem a lição com o Partido dos Trabalhadores (PT) e a praticam até hoje, quando necessário. Portando faixas contra a determinação de ter de pagar passagem nos ônibus intermunicipais da empresa Rota que fazem as linhas entre Itabuna, Ilhéus, Buerarema, Itajuípe e Itapé, reivindicaram ao govenador Jaques Wagner, no grito (literalmente), a concessão desse benefício.

Em resposta, o governador disse que tomaria tais providências junto à Agerba, para saber se existiria lei que garantisse a gratuidade. No caso positivo, imporia à Rota o cumprimento da legislação; caso não houvesse determinação legal, enviaria projeto de lei à Assembleia Legislativa (AL) para apreciação e aprovação. Wagner, inclusive, fez referência à presença do presidente da AL, Marcelo Nilo, para dar andamento.

Mesmo assim, o grupo de deficientes não recolheu as faixas e continuou reivindicando uma posição mais urgente, no que foi retrucado por Wagner.

– Gostaria que vocês descansassem os braços e poupassem as gargantas pois a reivindicação foi anotada e será encaminhada. Sou democrático, mas no grito não se resolve nada – ponderou.

Mas os deficientes não se intimidaram e lembraram ao governador:

– Governador é gritando que se conquista! –

Jaques Wagner entendeu o recado, deu uma risada e continuou o discurso, lembrando que essa era a prática usada pelo seu partido antes de chegar ao poder.

BOA NOTÍCIA

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) deve votar na próxima terça-feira (2), às 10 horas, em decisão terminativa , projeto do senador Paulo Paim (PT-RS) que concede um acréscimo no valor dos benefícios de aposentados pelo Regime Geral da Previdência Social que permanecerem em atividade ou retornarem ao serviço.

O aumento proposto por Paim é de um trinta e cinco avos para homens e um trinta avos para mulheres, por ano de contribuição adicional.

O projeto (PLS 214/07), que recebeu voto favorável do relator, senador Inácio Arruda (PCdoB-CE), determina que o cálculo do adicional seja feito sobre o valor do salário de contribuição e que sua concessão se dê a cada três anos ou no momento em que o aposentado se afastar da atividade definitivamente. Além disso, estabelece que o valor do benefício da aposentadoria, acrescido do adicional, não poderá exceder ao limite do maior salário de benefício da Previdência Social.

Na justificativa da matéria, Paim assinala a importância de estimular a permanência no trabalho de pessoas com maior experiência. “Podemos conceder um estímulo à continuidade no mercado de pessoas com experiência, tenacidade e que pautaram sua vida pela contribuição legal e pela formalidade de suas atividades”, argumenta.

CONTAM POR AÍ…

Com os primeiros sinais da redemocratização do país, ainda no ano de 1984, os movimentos políticos e sociais começaram a colocar o povo nas ruas. No Sul da Bahia não foi diferente e os funcionários públicos municipais deram a partida. Na Ceplac, instituições conhecida pela eficiência dos seus quadros e hierarquia, o movimento surpreendeu muita gente – de dentro e de fora, que não acreditavam no que viam: era o movimento sindical instalado, com as bênçãos e a capacitação do Partido dos Trabalhadores (PT).

Em Itabuna e Ilhéus, as duas maiores cidades da região, as caminhadas e manifestações percorriam as ruas, tomavam praças demonstrando as reivindicações e a necessidade de mudanças, sobretudo na relação patrão-trabalhador. Tímida no início, aos poucos as fileiras do recém-criado Conselho das Entidades Representativas dos Funcionários da Ceplac foram sendo engrossada com a adesão dos funcionários mais graduados, na sua grande maioria pessoas que não militavam na política partidária.

E não demorou a recrudescer o relacionamento entre a direção e os funcionários em geral, cujo tratamento era o de “colega”. De pronto, os veículos de comunicação foram acionados para desestruturar o movimento, tido e havido como baderneiros comandados por alguns poucos incendiários. Mas não resistiu e, aos poucos, os o Conselho das Entidades foi ganhando a “guerra da comunicação”, haja vista o crescimento da representação sindical.

Como era de se esperar, a greve primeira greve era inevitável e foi aprovada em uma grande assembleia. Nesse período que antecedeu a primeira greve (história na região), era grande a movimentação de pessoas ligadas aos ainda considerados partidos de esquerda: PT, que obtinha o comando quase que total; o PCdoB, em menor escala; PCB, com alguns “gatos pingados”; e até do PMDB, estes nem tão bem-vistos pelos petistas, mas aceitos diante das circunstâncias.

Às 4 da madrugada os líderes do movimento saem de Ilhéus e Itabuna e se encontra no local previamente combinado – o ponto de ônibus em frente à fazenda Primavera. Lá, após a visita de reconhecimento aos portões de entrada da sede da Ceplac, combinam a invasão e o fechamento do órgão – considerado um avanço para os sindicalistas e um sacrilégio para os dirigentes e os funcionários que ainda não viam com bons olhos o Conselho das Entidades.

Sem encontrar qualquer resistência, assumem a portaria da Ceplac, colocam as faixas, fecham as passagens. Ninguém entrava ou saia se não obtivessem a permissão dos novos mandatários: os piqueteiros. Um pouco mais tarde chegam alguns policiais federais disfarçados de jornalistas, fazem fotos dos piqueteiros, com direito a pose e tudo mais e vão embora. Em seguida chega a Polícia Militar, que conversa com os líderes do movimento e acertam a entrada dos dirigentes e do pessoal de serviços considerados essenciais, a exemplo do tratamento de animais e plantas pesquisadas.

O primeiro entrevero registrado foi entre o radialista e professor Odilon Pinto, que à época apresentava o programa radiofônico da Ceplac “De Fazenda em Fazenda”, que ao deixar a Rádio Jornal – junto com o sonoplasta Renan Brandão – e voltar para o estúdio mantido pela Divisão de Comunicação para gravar os quadros do programa do dia seguinte foi impedido de entrar. Militante do PCdoB durante os “anos de chumbo”, Odilon tinha outro projeto que não a volta à política, muito menos a sindical e resolveu desobedecer as ordens dos líderes do Conselho das Entidades.

Sem esboçar qualquer reação de violência ou de contra-ataque ao piquete formado pelos sindicalistas, Odilon Pinto continuou na sua intenção de furar o bloqueio sem se incomodar com o cerco feito a ele. Para conter o ímpeto do radialista, os piqueteiros – já devidamente instruídos para uma reação desse tipo – jogaram um bandeira do Brasil ao chão, justamente no caminho que Odilon pretendia seguir.

Como uma esfinge – que pouco se manifesta e de quem não se sabe o que pensa ou sente e qual a reação – Odilon continuou o seu caminho, deu dois passos apenas, ultrapassou a bandeira jogada no chão e continuou sua caminhada para o trabalho. Por certo, naquele momento deve ter passado por sua mente toda sua luta contra a ditadura militar, que lhe custou mudanças de endereço, prisões e torturas.

E esse terrorismo praticado contra Odilon Pinto, que passou a ser chamado pelo Conselho das Entidades – leia-se Geraldo Simões e sua turma – de “Pisa na Bandeira” continuou a ser praticado também contra outros ceplaqueanos que ousassem a não se submeter aos caprichos do grupo. E essa prática perdurou até que o grupo de Geraldo Simões assumiu a direção da Ceplac, quando passou a cometer as mesmas injustiças das direções passadas. Sem a “moral” de antes, tudo voltou ao normal.

E o movimento perdurou por vários dias sem que se chegasse a uma negociação conforme o interesse de ambos os lados. Se para os piqueteiros a greve representava trabalho dobrado, para outros funcionários era o paraíso, pela oportunidade de frequentar a praia nos dias destinados ao serviço, pelas viagens antes programadas e que nunca podiam ser feitas. E tudo continuou como se nada tivesse acontecido.

Enfim, esse é preço que se paga em qualquer movimento de ordem política, seja para atender o social ou não.

Do Público ao Privado

PRA QUEM JABES MANDA RECADO? I

Posicionamento de Jabes Ribeiro é considerado equivocado

O ex-prefeito de Ilhéus, Jabes Ribeiro, manda recado para algumas correntes políticas da cidade. De quebra, cita nome de pessoas, muito deles ex-correligionários, outros nem tanto, mas que ele acredita que poderia “turbinar” sua campanha para retornar ao Palácio Paranaguá como seu mais alto mandatário.

Na verdade, como sempre, Jabes usa metáforas e alegorias políticas para mandar seus recados. De tanto fazer isso, haja vista os anos que passou no poder, tanto na Prefeitura quanto no parlamento ou Governo do Estado, que os políticos ilheenses, seus ex-liderados ou não, conseguem decifrá-los de pronto, ou seja, no primeiro momento.

PRA QUEM JABES MANDA RECADO? II

Só que os métodos utilizados por Jabes Ribeiro são ultrapassados e relembram os velhos tempos da ditadura militar, através da pressão intelectual e material, como se somente ele fosse profundo conhecedor das artes da política. Verdadeiramente, os recados mandados por Jabes podem ser entendidos pelo avesso, pois ele mesmo é sabedor de que não se “chuta cachorro morto” por absoluta ser desnecessário.

A estratégia é outra: atirar no que viu e matar o que não viu. E para empreender essa empreitada não está sozinho e se aliou à outras correntes políticas que pretendem ampliar a participação no latifúndio político-eleitoral ilheense. No caso de Jabes, a história é um pouco diferente e ele tem convicção ser essa sua última cartada para ainda continuar demonstrando que “estaria vivo” e dando as cartas.

PRA QUEM JABES MANDA RECADO? III

Um desses aliados de Jabes Ribeiro nessa empreitada é o deputado federal Geraldo Simões, que nunca conseguiu impor sua liderança (na verdade, liderança se conquista) em Ilhéus. Por isso, os recados mandados por Jabes tem destino certo, quando se trata das pessoas, mas de conteúdo totalmente diverso.

Quando Jabes diz que não quer nada com quem participa do Governo Newton Lima, leia-se, por favor, “saia daí urgente para fragilizar o governo que eu garanto ‘uma boquinha’ se me ajudar a chegar à Prefeitura”. E essa mensagem chega de forma desesperadora, haja vista serem os destinatários petistas ligados ao deputado federal Josias Gomes.

PRA QUEM JABES MANDA RECADO? IV

Apesar de Jabes alardear aos quatro cantos que é o candidato preferido do governador Jaques Wager, seus adversário dizem essa “cantiga já furou o disco de tanto tocar”, embora ninguém tenha ouvido, uma só vez, nem mesmo por ouvir dizer. O que preocupa o ex-alcaide é a aproximação do governador com o prefeito Newton Lima, propondo a continuidade da coligação PSB-PT.

E essa atitude do governador atingiu, em cheio Jabes Ribeiro, que acusou o golpe, ao saber que o candidato preferido de Wagner – com diversas insinuações e afirmações – é o deputado federal Josias Gomes. E o PSB, ao entender a mensagem, saiu na frente lançando a pré-candidatura do vereador Alcides Kruschewsky ao Palácio Paranaguá. Para tanto, Alcides deixou o cargo de secretário de Governo e Assuntos Estratégicos para retornar ao Legislativo.

PRA QUEM JABES MANDA RECADO? V

Como dizem as “raposas políticas” que política e coligações não são feitas com fígado, a estratégia utilizada pelo ex-prefeito de Ilhéus é uma ação que beira ao desespero. Embora lhe pareça bonito ir às emissora de rádio fazer ameaças ou prometer coisas fantasiosas, cada vez mais Jabes cava sua sepultura para enterrar, de vez sua carreira política.

Esquece Jabes, porém a população de Ilhéus lembra bem, as sucessivas derrotas contabilizadas por ele durante sua carreira política. E isso fica bastante evidenciada nas pesquisas de opinião realizadas no município, que o apontavam com cerca de 90% de rejeição. Esse índice, tende a aumentar a cada aparição desastrosa do ex-alcaide, que vem agindo na contramão do marketing político ao invés de juntar espalha apoios, esnoba votos.

PRA QUEM JABES MANDA RECADO? VI

Magno Lavigne promete desnudar Jabes Ribeiro

A demonstração do “soco recebido no fígado” foi dada nesta última semana quando concedeu entrevistas ao radialista Vila Nova, no programa O Tabuleiro, e ao jornalista Maurício Maron, do site Jornal Bahia Online. Neles, Jabes destila veneno, esnoba pessoas. Chegou ao cúmulo de dizer que profissionais e políticos em atuação em governo dialoguem com ele, como se essas pessoas estivessem cometendo traições, conspirações contra as organizações a que servem.

Com isso, Jabes demonstra que em política existem adversários e não inimigos. No mínimo, deve ter tomado essas lições (erradas, por sinal) com o deputado federal Geraldo Simões, que se notabilizou pela prática de tentar desconstruir fatos e pessoas que não rezem por sua cartilha. Mas o tiro saiu pela culatra e na certa terá troco, por ter sido o atingido o sindicalista Magno Lavigne, atual secretário de Governo e Assuntos Estratégicos, condutor do processo político do governo Newton Lima e que alimentará a campanha eleitoral do próximo ano.

PRA QUEM JABES MANDA RECADO? VII

Na visão – caolha, por sinal – de Jabes Ribeiro, todos os partidos e os políticos ilheenses estão equivocados e teriam que alisar os bancos de sua escolinha. Como que se reencarnasse num novo Collor de Mello, Jabes desanca sobre as pessoas como se todos tivessem a obrigação de lhe dever subserviência, prometendo, tal e qual um Antônio Conselheiro repaginado, “um rio de leite e uma ribanceira de cuscuz” para os amigos e as profundezas do infernos para os inimigos.

Tirando os arroubos messiânicos, Jabes se recolhe ao trabalho de vender o seu partido, o PP (Partido Progressista) a prefeituras, não importando quais sejam. Basta que para isso lhe seja dado em troco qualquer tipo de adesão para que tente voltar à Prefeitura de Ilhéus, ou vice-versa. Como tem se perenizado o ditado que “a voz do povo é a voz de Deus”, não custa a qualquer um acreditar o ex-alcaide bate de frente com as circunstâncias.

Diante das circunstâncias, Jabes pode ser comparado a um professor (ops) que reprova todos os alunos, considerando-os incompetentes para aprender o que ele acha que ensina.

AZEVEDO É O CANDIDATO

Wally não está na foto, Wally sumiu, onde será que está Wally

Não agradou a todos os filiados do Democratas (DEM) o resultado da convenção do partido, que escolheu os membros do diretório e da executiva municipal. Um deles, que se considerava um “poderoso cardeal”, se esquivou de aparecer, já que previa o resultado. Em nenhuma das fotos foi visto, apesar das providências que vinha tomando no sentido de reverter o quadro.

De forma sorrateira, esse pretenso “cardeal” vinha visitando e mandando recados para lideranças políticas e jornalistas, prometendo mundo e fundos em troca de apoio numa futura (2012) campanha a prefeito de Itabuna. Sem prestígio e sem voto, o indigitado acredita que o dinheiro amealhado nessa administração seria mais do que suficiente para “comprar” lideranças e jornalistas.

E bem na cara de Azevedo.

SOU EU, MAS NÃO DIGA I

Ao elaborar uma matéria jornalística sobre a repercussão sobre a diminuição do território e do aumento da renda do ilheense, o Jornal Bahia Online produziu uma matéria curiosa: a fonte, que se dizia economista e professor da Uesc, pediu para não ser identificada. E tinha razão essa fonte, por saber que sua análise seria uma das mais absurdas, demonstrando falta de conhecimento sobre o assunto.

Na sua resposta, o incógnito professor da Uesc, cujo departamento para que trabalha não produz estudo algum sobre a economia regional, disse que ao “dedicar ao planejamento os louros da pesquisa do IBGE divulgada na semana passada, é jogar a sujeira para debaixo do tapete”. E foi mais além: “Se a cidade fosse efetivamente planejada, os recursos públicos não teriam sofrido quedas tão acentuadas” e tentou justificar sua teoria na “total incapacidade de se planejar as ações do município, com obras inacabadas e na falta de condições de se anunciar “o que vai se fazer daqui a uma hora”.

SOU EU, MAS NÃO DIGA II

Ao que tudo indica, o incógnito professor desconhece o sistema tributário e fiscal do país, que transformou as prefeituras em meras pedintes. A arrecadação do bolo tributário não representa sua divisão que obedece critérios econômicos, porém mesclados com as “bondades” chamadas de sociais. Enfim (no popular), quem arrecada mais é obrigado a dividir com os municípios cuja produção de tributos seja deficiente.

Não bastasse isso, faltou ao incógnito professor de economia da Uesc apresentar as variáveis responsáveis pelos resultados positivos e negativos da arrecadação. As condições que provocaram a queda da arrecadação não foram proporcionadas pelo município, ou pela falta de planejamento. Esqueceu o escondido economista que todos os recursos investidos em Ilhéus por outros entes federativos são fruto de prospecção das autoridades municipais e nem sempre são liberados conforme cronograma estabelecido.

Por último, município algum faz grandes negócios, ganha na loteria ou recebe vultuosas heranças, embora tenha que arcar com as dívidas deixadas pela sucessivas administrações, honrando o pagamento de precatórios trabalhistas e acordo para o pagamento de calotes dados à Previdência Social e demais encargos, a exemplo do FGTS.

Na academia o que deveria prevalecer é a teoria apresentada em forma de artigos científicos, monografias, dissertações ou teses. Melhor, ainda, se assinadas.

HBLEM – O OBJETO DE DESEJO

Não é de agora que o Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães (HBLEM de Itabuna) se transformou em objeto de desejo das autoridades do município e do Estado da Bahia. Mas, ao contrário do que se espera, a preocupação não é para torna-lo eficiente no atendimento à população e sim pelo poder que a administração do hospital representa.

Implantado pelo prefeito Fernando Gomes para atender à população de Itabuna e região, com recursos do Município, Estado e União, o Hospital de Base foi concebido para ser referência em diversas especialidades, além de atendimento de traumas, notadamente resultantes de acidentes rodoviários. Entretanto, o que mais tem interessado às autoridades são os cargos de confiança que poderão se indicados e o uso da máquina administrativa.

HBLEM – OBJETO DE DISCÓRDIA

Geraldo Magela e Andres Alonso estão juntos, mas quilômetros os distanciam

Em recente reunião para analisar a situação do Hospital de Base e propor soluções, o diretor do Departamento de Regulação da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia, Andres Alonso, garantiu que o Governo do Estado só pode ajudar se o município lhe entregar o hospital. “Quando o Estado não tem a propriedade da unidade, ele tem que pagar pela tabela SUS; quando a unidade é dele, paga-se pelo que custa”, disse.

Para o Governo do Estado, a questão não é a simples aritmética, e sim o poder que representaria o hospital para o governo petista estadual. Pouco importa aos representantes do Estado que o HBLEM tenha apenas uma fonte de receita: o SUS, ou que atenda a população de outras cidades. Por outro lado, o governo municipal também não abre mão do poder que exerce, nem mesmo esclarece as constantes denúncias de corrupção naquele importante equipamento hospitalar.

O povo que se dane.

LUTA CONTRA MISÉRIA

Durante o 5° Encontro Regional de Capacitação do TCM-BA com Gestores Municipais que acontece nesta sexta-feira (22), no Centro de Cultura João Gilberto, na cidade de Juazeiro, com a presença de mais de 350 pessoas, oriundas de 36 municípios da região, sendo 14 prefeitos, o prefeito Luiz Caetano, presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), convocou os gestores para unirem forças na luta pelos royalties do petróleo e para acabar com a miséria no Brasil.

Luiz Ca etano informou que, “o preço do petróleo só tem aumentado e com isso o valor dos royalties, mas o Rio de Janeiro quer tudo para ele. Mas, é preciso que o país entenda que o petróleo é uma riqueza nacional que deve ser distribuída entre todos. Principalmente entre os municípios mais pobres, que têm um IDH muito baixo. Esse pode ser o passo mais importante para o sucesso do programa Brasil Sem Miséria”.Falando sobre o programa do governo Federal, Brasil Sem Miséria, que pretende acabar com a pobreza no país, Caetano afirmou que, “na segunda-feira estarei com Wagner e Dilma lança o programa na Bahia. Mas, essa luta precisa ser intensificada a nível municipal, pois para acabarmos com a miséria isso deve começar nos municípios. Nós prefeitos devemos fazer uma busca ativa em nossas cidades para descobrir as famílias que ainda não são assistidas por nenhum programa federal, estadual ou municipal para cadastramos no Brasil Sem Miséria”.

BOA NOTÍCIA

O Jornal Agora completa neste 28 de julho próximo 30 anos (Bodas de Pérola) de circulação. Para comemorar o feito, promove, na noite de quarta-feira (27), uma grande festa na Associação Atlética Banco do Brasil (AABB de Itabuna), com direito a boa música, gastronomia e homenagens.

Na grande festa do Jornal Agora serão homenageadas 30 personalidades da região. “Estamos nos dedicando para fazer o melhor e comemorarmos ao lado dos amigos e parceiros do jornal, que há 30 anos vem travando grande lutas em prol da nossa região. Esperamos brindar a todos com uma grande festa e que todos se sintam abraçados com nosso carinho”, ressaltou a diretora de Marketing do Agora, Roberta Oliveira.

As festas promovidas por José Adervan são conhecidas pela qualidade.

CONTAM POR AÍ…

Campanha política de 2010 para eleger presidente, senadores, deputados federais e estaduais e governador. Em Ilhéus, a base aliada de Dilma Rousseff e Jaques Wagner e transbordava de adesões, mas como política é uma arte que requer muita astúcia, algumas lideranças, para garantir prestígio seja qual for o resultado das urnas, dão uma no cravo e outra na ferradura.

Bastante precavida, a deputada estadual Ângela Sousa fez dobradinha com alguns deputados federais, a depender da cidade, sendo que em Ilhéus o acordo foi fechado com o deputado federal Geraldo Simões e, apesar do seu partido pertencer à coligação que tinha como candidato a governador Geddel Vieira Lima, fez campanha para Dilma e Wagner.

Já o vice-prefeito de Ilhéus, Mário Alexandre, filiado ao PSDB, “armou seu barraco” na campanha de José Serra e Paulo Souto, pulando a cerca – por motivo justo – quando se tratava dos votos que teria que dar à mãe, Ângela Sousa, e a Geraldo Simões, além dos candidatos a senadores Lídice da Mata e Walter Pinheiro.

Mesmo com os candidatos diferenciados, Marão não contava conversa e com a mesma disposição que organizava e participava das caminhadas de Serra e Souto, não dispensava os “arrastões” de Dilma e Wagner que tinha a participação de Ângela Sousa.

Médico dos mais conhecidos e conceituados, Mário Alexandre, pela disposição que sempre apresentava, entusiasmava tanto os participantes da caminhada quanto os moradores ou transeuntes, tratando todos pelos nomes. Pródigos nos abraços, perguntava pela família e pedia o voto.

Na reta final da campanha, numa dessas caminhadas realizada no bairro do Pontal, tudo corria tranquilamente e a adesão dos moradores era praticamente total, para delírio das lideranças. Foi aí, então, que aconteceu o inesperado.

O vereador petista licenciado e secretário da Indústria, Comércio e Planejamento, Alison Mendonça, após ter se refrescado do sol quente com alguns goles de cerveja, sente vontade de ir ao banheiro e, passando em frente à casa de um amigo, pede licença para satisfazer suas necessidades fisiológicas.

Ao sair, se depara com uma paisagem totalmente diferente da que deixou. Todas as propagandas da coligação petista coladas estavam cobertas pelos cartazes dos candidatos da coligação PSDB-DEM. Atônito, Alisson, que ficou pra trás, ligou para um “companheiro” que ia à frente e ligou pelo celular:

– Nosso pessoal não está fazendo a “colagem”? – perguntou.

– Você está gozando de minha cara, claro que sim, qual é o problema – retrucou.

Foi aí que o da frente parou de caminhar e Alisson, que ia atrás, se encontraram e presenciaram a turma da campanha de José Serra e Paulo Souto, coordenados por Mário Alexandre, colando os cartazes de sua coligação justamente em cima dos cartazes da coligação petista.

Na próxima caminhada não mais foi visto o vice-prefeito Marão na caminhada da coligação petista. Os cuidados foram redobrados, com uma turma tomando conta da retaguarda.

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