Os ex-amigos de Geraldo
Para tentar eleger sua esposa, Juçara Feitosa, Geraldo demonstra que é capaz de tudo e já passou o “rolo compressor” no ex-aliado Wenceslau Júnior, pré-candidato pelo PCdoB à Prefeitura de Itabuna. É que Geraldo Simões não se conforma com a independência dos comunistas, que ele sempre considerou como massa de manobra.
Agora, dizem que a “bola-da-vez” é o vereador Claudivane Leite (Vane do Renascer), também pré-candidato a prefeito de Itabuna, que corre o risco de ser atropelado pela máquina de “moer“ pilotada por um conhecido político da região, conforme disse o blog Cena Bahiana, que deve ter preferido declinar o nome do algoz.
Velhas práticas e procedimentos que deixa o rabo de fora. Nem é preciso mandar fazer o exame do DNA.
É o que dá não escolher os amigos e aliados!
PT e PPS discutem plano de Governo

Representantes dos dois partidos mantêm o diálogo
Cada vez mais afinados e com a proposta de eleger uma prefeita com uma gestão que contemple as mais diversas áreas, bairros, distritos, vilas e povoados da cidade, o Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido Popular Socialista (PPS) se reuniram para elaborar um plano de governo e discutir as estratégias de campanha da pré-candidata da prefeita Professora Carmelita. No encontro foram traçadas agendas de reuniões e destacada a importância da participação popular na futura administração municipal, onde cada grupo, cidadão, comunidade, associação e clube de serviço possa propor, opinar e contribuir com a gestão municipal.
Participaram do encontro o presidente do PPS, Flori Nonato, a presidenta do PT, Marilene Lapa, além dos vereadores Paulo Carqueija (PT), Reinaldo Oliveira (PPS) e a vereadora e pré-candidata, Professora Carmelita. Também contribuíram com as discussões os secretários municipais Ednei Mendonça (Governo e Ações Estratégicas), Ari Santos (Assistência Social) e Ronaldo Lavigne (Saúde), o médico e ex-deputado federal Roland Lavigne e dirigentes e militantes dos dois partidos políticos.
Prefeitos cobram de Dilma distribuição igualitária de royalties
O presidente da Confederação Nacional dos Municípios, Paulo Ziulkoski, cobrou da presidenta Dilma Rousseff, forma de beneficiar os municípios produtores e não produtores de petróleo
“Não tem município produtor, nem estado, o que tem é confrontante. O que aquele municípios fez para ter aquele petróleo? Não tem produtor, é confrontante, ninguém está mexendo em contrato. Queremos honrar todos os contratos, o que estamos discutindo é a apropriação do produto do contrato”, disse Paulo Ziulkoski.
Dilma defendeu empenho e diálogo para resolver a situação. “[Sobre] petróleo, vocês não vão gostar do que vou dizer, então vou falar pra vocês: não acreditem que conseguirão resolver a distribuição de hoje para trás, lutem pela distribuição de hoje para a frente”, destacou. Os prefeitos não gostaram da resposta e houve um início de vaia. No encontro, porém, Dilma também foi aplaudida.
Após o encontro, Paulo Ziulkoski disse que a vaia à presidenta não representa nem a maioria dos prefeitos nem a posição da Confederação Nacional dos Municípios. “Esse grupo não tem nosso aval e a vaia aconteceu devido ao estilo honesto e leal da presidenta Dilma”.
A Confederação Nacional dos Municípios apresentou ainda reivindicações como execução de restos a pagar, fim da aprovação de pisos salariais para categorias profissionais e apoio para a construção de aterros sanitários. O presidente da confederação disse ainda que é preciso reforçar a parceria entre o governo federal e os municípios.
Missa de um ano para Jorge Eduardo
Uma missa será celebrada às 18 horas desta quarta feira (16) na Catedral de São José, em Itabuna, pelo passamento de um ano da morte do radialista Jorge Eduardo (foto). Na oportunidade, colegas de trabalho, familiares e amigos prestarão mais uma homenagem a Jorge, que deixou um legado de admiradores. A missa é uma homenagem do Sindicato dos Radialistas de Itabuna (Stert)).Rúbia Carvalho anuncia apoio a Professora Carmelita
Pré-candidata a prefeita de Ilhéus pelo Partido dos Trabalhadores, professora Carmelita recebeu no final da manhã desta terça-feira (15) uma importante adesão. A advogada Rúbia Carvalho declarou apoio à líder sindical e educadora e disse que vai trabalhar incansavelmente para que Carmelita atinja o seu objetivo de chegar ao comando do Palácio Paranaguá. Importante liderança política do sul da Bahia, Rúbia Carvalho já ocupou importantes cargos na Prefeitura de Ilhéus e no Governo da Bahia. Em 94, na condição de candidata a deputada estadual, obteve na cidade quase 8 mil votos. Quatro anos depois, em 98, já como candidata a deputada federal, obteve 27 mil votos no estado, 15 mil deles em Ilhéus.
“É a oportunidade que a cidade tem em escolher uma candidata com uma proposta compromissada com os anseios populares”, elogiou Rúbia para, em seguida, resumir o que espera da futura prefeita de Ilhéus. “Conheço Carmelita e sei que ela se diferencia dos demais pré-candidatos que aí estão, por ser uma mulher que não promete, mas se compromete com as causas da população”, afirmou. Durante um encontro que contou com a presença da presidente do diretório municipal do PT, Marilene Lapa, Rúbia e Carmelita oficializaram a união.
Prefeitura instala cestos de lixo no centro e bairros

Os equipamentos vão ajudar a deixar a cidade limpa
Como parte dos esforços do governo municipal para aperfeiçoar o sistema de limpeza pública, a Secretaria de Desenvolvimento Urbano está promovendo a instalação de lixeiras em vários pontos da cidade. De acordo com o secretário Gérson Marques, o trabalho é fundamental para que a população também dê sua parcela de contribuição, ajudando a manter limpas as áreas comerciais, os diversos pontos de lazer e os logradouros públicos em geral de Ilhéus.
Segundo Gérson, 200 lixeiras de plástico, com capacidade para 80 litros, estão sendo instaladas em ruas e avenidas comerciais do Hernani Sá (Urbis), Nelson Costa, Nossa Senhora da Vitória, Pontal e Malhado. Além dessas, outras 50 lixeiras, do tipo cesto vazado, estão sendo colocadas nas ruas e calçadões do Quarteirão Jorge Amado, que já contava com 30 unidades da mesma espécie.
Por fim, o secretário municipal de Desenvolvimento Urbano informa que 40 lixeiras grandes de ferro, do tipo cesto, com capacidade para 200 a 300 litros, também estão sendo instaladas, desta vez em áreas próximas às escadarias dos altos da cidade. “A ideia é facilitar o descarte dos moradores dessas localidades e, consequentemente, a coleta desse material pela Prefeitura”, diz.
Coleta – Na próxima quinta-feira (17), a Prefeitura de Ilhéus deve anunciar os horários definitivos da nova coleta de lixo domiciliar que será realizada nas zonas norte e oeste da cidade, trabalho que já está acontecendo de forma regular na zona sul. O novo sistema prevê não apenas a definição de horários para a coleta, mas, também, uma mudança completa na limpeza pública, contando, inclusive, com a colaboração e conscientização da comunidade.
O secretário de Desenvolvimento Urbano, Gerson Marques, explica que o contrato com a empresa Portocop, que fazia a coleta, foi encerrado e que agora o trabalho está sendo executado pela Solar Ambiental, que possui uma estrutura ainda maior para a realização da limpeza da cidade. Para a coleta regular do lixo, estão sendo disponibilizados oito caminhões compactadores novos, dotados de equipamentos de GPS. A equipe que realiza o trabalho de coleta também foi treinada para oferecer um serviço de melhor qualidade.
Bahiagás continua inscrevendo para edital de patrocínios
O valor global do investimento é de R$ 625 mil. Todas as informações estão no site www.bahiagas.com.br, sendo que as dúvidas serão esclarecida apenas pelo e-mail licitacao@bahiagas.com.br .
Produção cultural – O objetivo da Bahiagás com esse edital, o terceiro que a Companhia realiza, é difundir e estimular a produção cultural baiana, atividades esportivas em suas diferentes modalidades e projetos sociais, ambientais e científico/acadêmicos.
Os patrocínios se darão por intermédio dos Programas Faz Atleta, Faz Cultura e também por patrocínios diretos. Os projetos serão selecionados e aprovados por uma comissão, de acordo com a categoria e critérios avaliados. O valor total da solicitação à Bahiagás não deverá ultrapassar o valor máximo de R$ 80 mil, de acordo com o item das cotas de valores 7.2 do edital.
O novo e o velho em Ilhéus
Alguns já dizem que não há mais o que discutir durante o faustos almoços nas churrascarias promovidos pela Plenária, ao não ser quem vai ser vice de quem.
A maior surpresa, entretanto, ficou pelo anúncio do PCdoB se contentar com a vice do PP. O que se ouve nos bastidores é:
“O que se apresentava como o novo envelheceu mais depressa do que se pensava”.
Prefeito manda lei de incentivos fiscais para a Câmara

As empresas do polo de informática poderão ser beneficiadas com o projeto em apreciação na Câmara
A Prefeitura de Ilhéus protocolou, na tarde da última quinta-feira (10), na Câmara Municipal, o projeto de lei que concede isenção ou redução no pagamento dos impostos e taxas municipais, de forma percentual e progressiva, e incentivos econômicos às empresas que promoverem a instalação, reativação, ampliação ou modernização de empreendimentos industriais nas áreas de nanotecnologia, robótica, informática, comunicação, telecomunicação, naval, mecânica e mecatrônica. O projeto, fruto de discussões entre os diversos segmentos empresariais e técnicos da Prefeitura de Ilhéus, será agora apresentado no Plenário da Câmara e em seguida encaminhado para as comissões de Constituição e Justiça e Finanças, para depois ser colocado em discussão e votação.
O projeto, assinado pelo prefeito Newton Lima, garante ainda benefícios para as empresas que promovam projetos de pesquisa em inovação científica e tecnológica, as empresas de prestação de serviços nos setores de transporte de carga, logística, hotelaria, telemarketing e call center, desde que o beneficiário atenda aos requisitos e obrigações impostas pela lei. Newton Lima informou que esse trabalho de incentivar e atrair novas empresas para Ilhéus é uma reivindicação antiga que se concretiza a partir de agora com a participação direta da comunidade e que prepara Ilhéus para o seu desenvolvimento, gerando muito mais emprego e renda.
De acordo com o secretário de Indústria, Comércio e Planejamento, Jorge Bahia, o projeto de lei faz parte de um trabalho conjunto realizado entre a Prefeitura, Associação Comercial de Ilhéus (ACI), Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e Sindicado das Indústrias do Polo de Informática (Sinec), com o objetivo de criar incentivos para atrair novas empresas para o município. Ele explicou que ao realizar esse estudo conjunto, onde todos os segmentos puderam propor, opinar e colaborar, o município de Ilhéus sai na frente na criação desses atrativos que certamente garantirão ainda mais o desenvolvimento para a cidade, gerando muito mais emprego, renda e melhorando a arrecadação municipal. Já o secretário de Finanças, Antônio Batista, fez questão de complementar que com o aumento da arrecadação municipal a Prefeitura de Ilhéus terá muito mais condições de atender a outras demandas como nas áreas de saúde, educação, segurança e assistência social.
Defensora do projeto que concede incentivos fiscais para fortalecer as empresas instaladas em Ilhéus e a atração de novos empreendimentos, a vereadora Professora Carmelita (PT) informou que a Câmara de Vereadores não terá qualquer dificuldade de aprovar a proposta, tendo em vista os benefícios que traz para a cidade. Ela assegurou que solicitará ainda mais agilidade nas discussões, contribuições e aprovação do projeto, para que seja aprovado o mais rápido possível. “Estamos vivendo um momento importante que é pensar e preparar a cidade para o futuro. E é através desses debates, desse trabalho conjunto entre os mais diversos segmentos que estaremos discutindo e planejando a cidade que queremos”, destacou Professora Carmelita. O líder do Governo na Câmara, Marcos Flávio Rhem, também destacou os benefícios do projeto que concede incentivos fiscais e financeiros para as empresas e garantiu o acompanhamento para que a proposta seja apreciada pelo Poder Executivo e encaminhado ao prefeito para a sanção e publicação.
FABRICANTES DE MONÓXILAS OU INVASORES DE TERRA?
Quando ainda não existiam cientistas da Ceplac ou historiadores e antropólogos da Uesc nestas bandas, nós pobres autóctones ignorantes, para descobrir coisas tínhamos de “cavar com as próprias mãos”… Pequeno exemplo é o gentílico GRAPIÚNA cujo significado este octogenário escrevente “antropagógico incurável”, orientado pelo saudoso Professor Plínio de Almeida gastou muitos meses entrevistando remanescentes dos índios que habitaram nossas matas. Naquele tempo encontrei em Coroa Vermelha a índia pataxó chamada Itambé, matrona de enorme família, a quem fiquei para sempre devendo os favores de indicação das muitas fontes autênticas.
Parei de escrever sobre História Grapiúna, deixando para os mais jovens a responsabilidade de continuidade –ou quem sabe até- correções que entenderem por verdadeiras, porém permaneço atento aos fatos regionais. Preocupam-me os tristes episódios de recentes invasões de fazendas por pessoas que, dizendo-se Pataxós, alegam como suas terras. Instado por queridos quasenheum leitores, permitir-me-ei pequena incursão nesta seara, pois se a História é feita e escrita por pessoas, nada custará atender. Muitos brasileiros imaginam que nossos índios só apareceram a partir do 22 de abril de 1500, data inventada para o descobrimento (“…pardos, nus, sem cousa alguma que lhes cobrisse suas vergonhas, como relatou Pero Vaz), entretanto já existiam nestas bandas há milhares de anos. O aparecimento da Nação Tupi, é prenhe de histórias e lendas, que se entrelaçam. Extasiou-me uma, sobre filha de antigo rei da Samoa que embora prometida em casamento ao mais forte guerreiro da tribo, era apaixonada desde criança por humilde pescador, razão porque na véspera das núpcias fugiu com ele embarcados em frágil canoa, rumando pelo oceano em direção à “yvy nara ey” ou seja, “terra sem mal onde não há morte nem sofrimento e a vida eterna terá apenas, como ocupação, cânticos e danças”, que poderia ser onde hoje está a América do Sul. Engana-se quem imaginar os tupis com regiões demarcadas, onde teriam nascido e morrido durante séculos.. Quem estudar o povoamento desta região, haverá de encontrar relatos sobre permanentes caminhadas de pataxós, como por exemplo encontramos no livro “Bahia Indígena” escrito por Célia B. Gimenez e Raimundo S. Santos: “…na penumbra úmida da floresta, os pataxó cobriam com suas rotas, uma extensa região de mata entre o caminho real das minas, nas redondezas de Juiz de Fora, proximidades de Jequié Bahia e lugares conhecidos pelos mineiros como área proibida dos sertões do leste”. O que não falta é literatura sobre etnia dos silvícolas aqui encontrados (pataxós, aimorés, machacalys, macaxns, monochós, mongaiós (dos quais se originaram os camacans), etc., mas. não é este o prumo destas maltraçadas. Pretendo apenas contribuir para uma análise sem paixões daquilo que aprendi serem os pataxós. Embora registros históricos indiquem também na região do Rio Tietê, presume-se que foi no sul da Bahia onde existiram as maiores canoas construídas por índios comumente chamadas de manóxilas, com doze metros de comprimento e 60 centímetros de largura. Quem examinar gravuras dos primórdios de nossa mata atlântica constatará a existência de milhares de árvores gigantescas, sobretudo pau-brasil, que nossos pataxós já utilizavam para fazerem enormes canoas principal meio de transporte nas regiões ribeirinhas, inclusive após o século XVIII do próprio cacau que demandava ao porto de Ilhéus. Sequenciando aquela fase de construção das monóxilas, alguns ramos afastaram-se mais para o extremo sul (região de Porto Seguro), dedicando-se a fabricação de objetos em madeira para venda aos turistas; outros espalharam por estas bandas, empregando-se em fazendas de cacau e pecuária, constituindo ramos familiares mesclados através casamento com pessoas de várias raças. Também é de notar-se que atualmente existem originários dos pataxós como advogados, professores, médicos, empresários etc. (…e qual de nós, genuinamente nascidos nestas bandas, não “contemos” algumas gotinhas de sangue pataxó?). Pelo que assisti na TV, muitas pessoas dizendo-se pataxós “pintadas para a guerra, empunhando arcos e flechas, facões, até grossos porretes” escorraçavam moradores das fazendas formadas há dezenas de anos, desde que o próprio Governo da Bahia lhes garantiu posse. Falece a este pobre ex-Juiz de Paz competência para ajuizar valor sobre a papelada. Quanto ao aspecto físico dos auto denominados Pataxós, busquei socorro no meu livro de cabeceira sobre “índios grapiúnas” intitulado Bahia Indígena escrito pelos excelentes “pataxólogos” Célia Gimenez e Raimundo Coelho:…“os pataxós das aldeias do sul da Bahia, medem aproximadamente 1,65m.São considerados altos os que medem 1,75m e não são encontrados nestas aldeias indivíduos com estatura maior que esta. O rosto é largo, o crânio predominantemente braquicéfalo, cabelo liso marron escuro predominantemente o preto, freqüentemente avermelhado ou amarelado, o que os tupi históricos descreviam com o nome de “sarará” ou “saruaba” termo tupiniqukin (sic) até hoje usado pelos pataxó para designar pessoas de cabelo claro, avermelhado ou pessoas sardentas. O rosto é sulcado, de rugas profundas ainda na mocidade, olhos ligeramente (sic) puxados, nariz largo e prognatismo pouco pronunciado, lábios finos, a forma geral do rosto tende mais para quadrado que para oval e esse traço o diferencia do grupo tupi, cujo rosto é oval…”.
Desde criança travei amizade com um pataxó verdadeiro, criado na casa de meu tio Miguel Moreira (ex-prefeito municipal) achado recém nascido nas matas do Escondido, na sua fazenda de Mutuns onde passávamos férias escolares. Batizado como João, viveu até a década de 70. Calado, introspectivo, era agradável e servidor. “Outra experiência “pataxótica” que vivenciei: em sua edição dia 14 de novembro de 1984, o jornal Tribuna do Cacau mancheteava: Pataxós roubam mais oito cabeças de gado” e no corpo da notícia denunciava ações criminosas atribuídas a índios pataxós na região de Pau Brasil (coisa que não ficou claramente comprovada). Após tensa reunião na Associação Comercial de Itabuna com lideranças dos pecuaristas, foi decidida visita de uma Comissão àquele município para dialogar com os índios. Fomos recebidos cordialmente por vários “pataxós”, embora “pintados e vestidos para guerra”… Despertou-me atenção bem apetrechado “índio” esgueirando-se por trás do seu grupo e logo reconheci como um ajudante de pedreiro, morador em minha rua, que meio sem graça cochichou-me: “doutô, não mele não, por caridade. De vez em quando também venho aqui pra descolar uns trocados”…
Adelindo Kfoury Silveira, é Jornalista, Historiador, Conferencista e Escritor grapiúna, membro da Academia de Letras de Ilhéus, Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, Instituto Histórico de Ilhéus, Historiador da Fundação Jupará-Itabuna
Formatura de Jornalismo da UFRB

O deputado Jean Wyllys recebe do diretor da Formandu’s, Cláudio Rodrigues, o convite de formatura da turma
A formatura da turma de Jornalismo da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, turma 2011.2, realizada sexta-feira (11), no Campus da cidade histórica de Cachoeira, teve como patrono o deputado federal Jean Wyllys de Matos, eleito pelo PSOL do Rio de Janeiro, o deputado é um forte defensor de justiça social e a favor das liberdades civis. Jornalista por formação, o parlamentar em seu discurso disse que “o jornalista tem a responsabilidade de ser os olhos, ouvidos e voz da sociedade e que os novos 24 diplomados devem focar essa missão”.
Vencedor do reality show BBB 5, da Rede Globo, Jean elogiou a organização do cerimonial da solenidade e se disse emocionado com o convite da turma que teve como tema os 200 anos de imprensa no Brasil. Ambos de responsabilidade da empresa Formandu’s Eventos e Formaturas.
Educação nota zero
Estamos vivendo numa época ímpar, na qual cada vez mais são relegados ao desprezo os valores éticos e morais. Essas mudanças poderiam ser entendidas como decorrentes das transformações normais de qualquer sociedade não fossem provocadas pelas pessoas que defendiam bandeiras opostas, através de postulados filosóficos considerados dogmas intocáveis para a preservação da moralidade.
Com as mudanças a sociedade assiste, passivamente, que as velhas bandeiras da educação não passam de um biombo onde a ideologia esconde seus verdadeiros objetivos: quebrar paradigmas. Só que até hoje muita gente não se apercebeu de que os modelos substituídos não possuem parâmetros ou comandos capazes de impor um freio na degeneração social.
Em suma, se aposta no quanto pior melhor, no sentido de propor medidas apenas paliativas quando a solução está a exigir mudanças efetivas, duradouras, e que possam ser consideradas avançadas.
Essas propostas que vêm sendo colocadas em prática pelos profissionais da educação de sucessivos governos é um atentado à obtenção de conhecimento, sobretudo por não privilegiar a busca do saber pelos alunos. Nem precisa, pois eles são automaticamente passados para as séries seguintes sem qualquer aferição sobre o conhecimento adquirido pelos estudantes.
Perde com isso o ser humano uma das suas motivações mais primitivas que é ambição de galgar conhecimento, status social e profissional na sociedade, geralmente adquiridos por meio do aprendizado. Essa prática tem criado um clima desestimulador na sala de aula, em que os alunos não precisam estudar, pois estão previamente aprovados.
Em defesa desse modelo, professores que apoiam esse método ou pelo menos aceitam, dizem que a avaliações procedidas em sala de aula são insuficientes para mensurar a educação. Para esses defensores da aprovação automática, as provas medem apenas o que o aluno está com vontade de responder instantaneamente. O fato mais desanimador é que, em nenhum momento, os defensores dessa proposta apresentam um projeto que incentive o aprendizado e melhore o nível de conhecimento repassado pelos professores em sala de aula.
Alguns especialistas em educação têm o desplante em afirmar ser a competição algo nefasto, criação da sociedade capitalista, e inimigo número um do verdadeiro socialismo. Parece, mas não se trata de nenhuma piada contada em sala de aula para desopilar o fígado, baixar o nível de estresse dos alunos.
Trata-se de uma proposta de nivelamento por baixo, no sentido de manter (e por que não criar) uma sociedade alienada, apropriada para os propósitos do partido dominante, cujos projetos versam apenas sobre a oportunidade de se eternizar no poder. E essas propostas são feitas de forma explícita, sem que haja uma alguma reação da sociedade organizada contra o processo de deseducação da população.
Já se tornou público e notório que a escola atual, principalmente a pública, não oferece instrumental suficiente para dotar os alunos de outros conhecimentos e percepção, como saber interpretar o que leem. Isto é fato conhecido e que estudos colocam o Brasil dentre os piores colocados do mundo quando se trata desses indicadores.
Aliado a isso, vivenciamos um dos problemas cruciais para a melhoria do ensino, que poderia ser conseguida através da formação e capacitação dos educadores, o que poderia mudar a realidade em sala de aula. Mas é difícil, senão impossível, capacitar alguém mal formado. Trocando em miúdos, vale a expressão chula, mas verdadeira, teremos sempre “o cachorro correndo atrás do rabo”.
Se o aluno não consegue aprender nos níveis fundamental e médio, com certeza não será a faculdade que irá suprir esse vazio intelectual existente. Primeiro, por possuir um projeto pedagógico pronto para aplicar o conteúdo programático numa determinada carga horária. Também não seria a faculdade a incumbida de disponibilizar matérias básicas obrigacionais dos dois níveis anteriores.
Nesse caso, persistirá a deficiência intelectual e continuaremos a conviver com profissionais diplomados, com formação idêntica, mas de conhecimento intelectual distinto. Um exemplo mais prático é a introdução de cotas nos vestibulares, quando o que vale não é o melhor preparo, o detentor de mais conhecimento, mas uma característica qualquer transformada em vantagem.
Além da segregação imposta na universidade, esse aluno também será discriminado no mercado de trabalho, por ser considerado um profissional sem os requisitos requeridos. Enfim, será classificado como um técnico de categoria inferior.
Não basta ao aluno aprender as matérias básicas – português, história, geografia, matemática, dentre outras –, mas ter formação de vida, o que somente poderá ser repassada através de instituições e mestres comprometidos.
Jornalista, advogado, e editor do site www.ciadanoticia.com.br




