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UMA VIDA NOS FOI DADA, PORÉM, NÓS MESMOS É QUEM NOS SALVAMOS

Vamos aos assuntos dos comentários sobre esta coluna no Portal de O TEMPO (www.otempo.com.br). Aliás, inspiro-me muito nesse espaço dos comentários para fazer as minhas matérias, espaço esse que já foi dito que é o maior fórum de religiões em jornais da América Latina.

Kardec disse que não há ressurreição, mas reencarnação. É que, no tempo dele, rigorosamente, entendia-se por ressurreição a do espírito junto com o corpo, isto é, a do dogma da ressurreição da carne. E como Kardec não aceitava essa ressurreição, ele completou dizendo que o que existe é a reencarnação. Mas pela Bíblia, a ressurreição é do espírito com seu corpo espiritual ou períspirito (1 Coríntios 15: 44), sem, pois, o corpo físico. Ressurreição essa que é no ‘mundo espiritual’ como a que aconteceu com Jesus quando disse: “Pai, em vossas mãos entrego meu espírito.” Porém, há também a ressurreição do espírito na carne, num corpo novo que nasce e não no mesmo corpo da vida anterior, ressurreição essa que nós poderíamos até denominar de ‘ressurreição-reencarnação’. E essa ‘ressurreição-reencarnação’ do espírito num corpo novo é exatamente o que se entende por reencarnação tanto na Bíblia como no entendimento de Kardec e de todo o mundo.

Há divergências na Bíblia. Para o maior biblista atual do mundo e membro do Seminário de Jesus, o americano Bart D. Ehrman, autor de “O Que Jesus Disse? O Que Jesus não Disse? – Quem Mudou a Bíblia e Por Quê”, a Bíblia tem cerca de quatrocentas mil alterações. Tudo isso aconteceu para adaptá-la às doutrinas, às vezes absurdas, surgidas entre os teólogos no decorrer dos séculos, o que é causa da grande divisão existente entre os cristãos. E ainda há pessoas que pensam que até uma vírgula na Bíblia foi ditada por Deus, dizendo que ela é literalmente a palavra de Deus, o que é um dos grandes erros do judaísmo e do cristianismo. A Igreja ensina hoje que a Bíblia é a palavra de Deus, mas escrita por homens, os quais nunca são infalíveis!

Quando se diz que quem tem ‘fé’ em Jesus Cristo está salvo, a tradução das palavras grega “pistis” e latina “fides” por ‘fé’ em português melhor seria traduzida por ‘fidelidade’, ou seja, fidelidade a Deus e a Jesus, pois ‘fé no sentido de crença’ em Deus e em Jesus até os espíritos maus a têm! Deixando, pois, bem clara essa passagem bíblica, melhor a diríamos assim: Quem tem fidelidade a Jesus e a Deus Pai salva-se.

Uma das grandes polêmicas entre os cristãos envolve o ensino de Jesus segundo o qual nós mesmos é quem conseguimos a nossa salvação pelas boas obras praticadas por nós: “A cada um será dado de acordo com suas obras” (Mateus 16: 27), enquanto que para são Paulo vale a doutrina de que a salvação é de graça, doutrina essa muito comodista e que foi muito exaltada por Santo Agostinho e Lutero, e que chamaríamos de “doutrina da preguiça”, e que é muito difundida, hoje, entre alguns meios evangélicos.

Embora admiremos e respeitemos muito o apóstolo dos gentios, preferimos seguir o ensino ou o evangelho do excelso Mestre, pois ele é tão importante para nós que Jesus até deu sua vida para nós, ao decidir vir ao nosso mundo trazê-lo para nós. É que somente com a vivência desse ensino evangélico é que nós vamos fazer a parte que nos toca fazer, a fim de que seja acelerada a nossa evolução espiritual e a consequente conquista da nossa Salvação!

PS: Recomendamos “Adeus à Morte Sacrificial – Repensando o Cristianismo”, de Meinrad Limbeck, Ed. Vozes, 2016.

ENTENDENDO QUE A RESSURREIÇÃO BÍBLICA É A MESMA REENCARNAÇÃO

Até a época de Kardec, entendia-se que a ressurreição bíblica era sempre do corpo, pois não havia ainda um melhor conhecimento da Bíblia. Além disso, era muito forte a crença no dogma dessa ressurreição da carne contida no Credo Niceno-Constantinopolitano, que respeitamos. Mas hoje, como está acontecendo com outros dogmas, que respeitamos também, ele está caindo num esvaziamento. Em várias dioceses, durante as missas, não se diz mais “creio na ressurreição da carne”, isto é, do corpo, mas “creio na ressurreição dos mortos”, o que já é um grande passo no sentido de se reconhecer que a ressurreição é mesmo do espírito como diz a Bíblia, e não do corpo.

Paulo, no capítulo 15: 45 de 1 Coríntios, explica de modo muito claro, que temos dois corpos, um espiritual e um carnal e que ressuscita o corpo espiritual. Mas ele chama a atenção para o fato de que somente depois de que o que é ainda corruptível se tornar incorruptível e se transformando no corpo glorioso da ressurreição (atualmente, Corpo Pancósmico para a Igreja), o que quer dizer que só depois que o espírito tornar-se já purificado. E esse estado de purificação ocorre, quando cada indivíduo tornar-se um verdadeiro discípulo do excelso Mestre e digno, pois, de passar pela porta estreita, símbolo da salvação.

O que Deus e Jesus tinham de fazer para essa nossa salvação já foi feito do melhor modo possível, cabendo a nós, agora, fazermos a nossa parte. Foi por isso que Deus nos criou com inteligência e livre arbítrio, ou seja, para entendermos o evangelho que seu Enviado todo especial veio trazer para nós, evangelho esse que é como se fosse um passaporte para a nossa entrada na parte de alegria e felicidade do mundo espiritual.

Reafirmamos que, realmente, no tempo de Kardec, a ressurreição só era entendida como sendo do corpo com seu respetivo espírito. Mas como ficou claro, segundo a Bíblia, a ressurreição é do espírito com apenas o corpo sutil ou de quintessência (matéria não densa, mas muito tenra). E esse corpo sutil, com o qual o espírito ressuscita, é o que a doutrina espírita chama de períspirito. Popularmente, ele é denominado de aura e corpo astral. Ele foi descoberto, por volta do ano de 250, pelo médium vidente grego do início do cristianismo, Orígenes, que, por ser um grande gênio no conhecimento da Bíblia e da Teologia Cristã daquele tempo, foi cognominado o “Santo Agostinho do Oriente”.

Diante das ideias erradas da ressurreição do corpo, Kardec foi intuído para dizer que ela não existia e que, na verdade, o que existia era a reencarnação, ou seja, é o espírito que ressuscita, enquanto que o corpo simplesmente volta para a terra de onde ele veio (Gênese 3: 19); e como ensina de modo mais completo o Eclesiastes 12: 7: “Ao morrer o homem, seu copo volta à terra que o deu e seu espírito, a Deus que o deu.” E Paulo (1 Coríntios 15: 50), mais uma vez, confirma que junto de Deus não há lugar para a matéria: “Isto afirmo, irmãos, que carne e sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção (a carne, a matéria) herdar a incorrupção”, o que confirmamos com Jesus: “A carne para nada aproveita” (João 63: 6).

Há dois tipos de ressurreição. Quando desencarna, o espírito ressuscita no mundo espiritual onde fica aguardando oportunidade de nova reencarnação, ou seja, a ressurreição do espírito na carne!

PS: Una-se à Fundação Espírita André Luiz (FEAL) na campanha contra o aborto e o suicídio: http://amigosdaboanova.com.br/Espiritismo

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