CIA DA NOTÍCIA

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Greve de vigilantes ou de bancos?

Walmir Rosário

De antemão, vou logo avisando: o título acima está correto, pois desta vez não são os bancários que protagonizam o fechamento dos bancos em todo o Brasil. Entretanto, prospera uma dúvida de quem, na realidade, pode ser responsável pelo fechamento dos bancos: os próprios banqueiros ou os sindicatos de vigilantes espalhados pelo país afora?

Na minha simples visão, são os banqueiros, que economizam milhões de reais nas contas de água, luz, telefone, horas extras dos bancários, como normalmente acontece nos movimentos paredistas. Esta greve, tida como dos vigilantes, apresenta um componente diferente, nem mesmo os funcionários de confiança dos bancos aparecem para o expediente interno.

E mais, serviço como o depósito via caixas eletrônicos estavam sendo feitos nos terminais, bem como nos correspondentes bancários (lotéricas, farmácias e outros agentes). Pela primeira vez no histórico anual de greves bancárias isso acontece (deve ser uma inovação). Entretanto, o que não “fecha a conta” é que o acontecimento se dá numa greve que não é dos bancários.

Confesso que não nunca cheguei a conversar com amigos bancários (tenho-os muitos) se realmente eles acreditam que a segurança de suas vidas pode ser creditada aos vigilantes. Tenho diversas e fortes razões para não acreditar, até mesmo pelo histórico das notícias publicadas na imprensa sobre os assaltos a bancos e carros fortes.

De acordo com as notícias, as primeiras vítimas dos assaltantes são justamente os vigilantes, cuja maioria é formada por pessoal sem o devido preparo, sem armas apropriadas e estratégia de enfrentamento. Chego até a pensar que o serviço de vigilância bancária é apenas o cumprimento de alguma portaria (ou coisa que a valha) emitida pelo Banco Central para que as agências possam funcionar.

Ganham os trabalhadores, que recebem um salário para o sustento de suas famílias – mesmo que isso importe não ter a certeza de que chegará no fim do dia em casa –, se locupletam as empresas, embolsando por um serviço que nem sempre tem competência para tal. Com disse antes, são as primeiras vítimas, obrigadas a entregarem as armas, e os que assim não procedem tombam mortos no valoroso exercício da profissão.

Não sou de ir muito às agências bancárias, pois não sou um cliente do jeito que gostam os gerentes dessas instituições, daqueles que tenham muita disposição para emprestar dinheiro barato e tomar empréstimos a juros mais altos. Nem poderia, dado ao meu perfil financeiro e econômico inadequado para as operações. Mesmo assim, sempre que vou, observo atentamente a postura desses trabalhadores.

Geralmente se recusam a conversar com um cliente, mesmo que para dar uma informação, sob a alegação de que é expressamente proibido. Concordo, pois um dos requisitos do vigilante é estar atento, vigilante, para não ser pego de surpresa pelos bandidos. Contudo, esse comportamento não tem o mínimo valor, caso seja solicitado por um bancário a orientar uma fila ou coisa que valha. Como diz o ditado: manda quem pode, obedece quem tem juízo.

Mas voltando ao assunto, se não estou enganado, quem tem a obrigação legal de promover a segurança neste Brasil varonil – de norte a sul, leste a oeste – é o Estado e não o particular. Em nada deveria mudar o comportamento do expediente bancário numa greve de vigilantes, pois as polícias existem exatamente com essa finalidade.

Recuso-me a acreditar – e acredito que os bancários também – que estaremos mais seguros com os vigilantes do que com a Polícia Militar, cujos quadros são formados em segurança. Acredito, ainda, que o trabalho de inteligência das Polícias (militar, civil e federal) daria conta de manter os bancários, clientes e o dinheiro em segurança.

Sei que a greve é o último instrumento a ser lançado mão pelos trabalhadores, entretanto, uma pergunta que deve ser respondida por quem de direito é: a greve prejudica a quem? Aos banqueiros? Não. Aos ricos? Nem um pouco, pois continuam utilizando os serviços bancários, atendidos pelos gerentes. Aos mais pobres? Sim, pois são exatamente esses que não possuem os meios e as tecnologias para receber dinheiro e pagar as contas.

Como sempre, os trabalhadores fazem greve para prejudicar seus semelhantes, enquanto banqueiros e empresários do ramo da vigilância continuam na boa. E tudo sob os olhares complacentes das nossas autoridades, que não necessitam descer dos tronos e pedestais para tratar com o vil metal nas agências bancárias.

Radialista, jornalista e advogado.

Publicada originalmente no www.costasulfm.com.br

Pacote de Bondades

Walmir Rosário*

Enfim, nesta segunda-feira (30) o ministro da Economia, Guido Mantega, anunciou a continuidade, até dezembro, das tarifas reduzidas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis. Essa é uma comprovação da folga existente na arrecadação do Governo Federal.

O objetivo da medida, no entender das autoridades do Governo Federal, é fazer com que o setor se recupere da queda nas vendas observada nos últimos meses. A permanência da desoneração está vinculada a um compromisso do setor em não cortar empregos.

Com as vendas mais fracas, motivadas pela diminuição do crédito e a Copa do Mundo, não restou outra opção ao Governo. A estimativa é que essa desoneração implique numa renúncia fiscal de R$ 1,6 bilhão.

Para carros até mil cilindradas, a alíquota permanece em 3%. A previsão era que o IPI para esse tipo de veículo voltasse ao patamar de 7%, anterior à redução. Os automóveis entre mil e 2 mil cilindradas, bicombustíveis, continuaram tributados em 9%. Antes da redução, a alíquota da categoria era 11%.

E a medida foi acertada, haja vista o desempenho nada bom da economia. Essas dificuldades foram constatadas na pequisa semanal feita pelo Banco Central (BC), que verificou uma redução, pela quinta semana seguida, na projeção para o crescimento da economia este ano.

Desta vez, a estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, caiu de 1,16% para 1,10%. Para 2015, a estimativa passou de 1,6% para 1,5%. Ou seja, estamos cautelosos ou sem dinheiro para comprar.

O que o Banco Central comprova e divulga já foi sentido aqui na base, com a diminuição das vendas no comércio e a consequente retração da produção. Esse compasso de espera é visto por alguns economistas como natural, pois todas as ações estão voltadas para a Copa do Mundo.

A pressão das montadoras funcionou bem, faltam outros setores produtivos também reivindicarem ao Governo Federal o mesmo tratamento. Até aí nada de mais, pois como estamos às vésperas de campanhas eleitorais, fica muito mais fácil sensibilizar nossas autoridades governamentais.

Enquanto essa situação não se resolva, só nos resta torcer para uma boa campanha da Seleção Brasileira na Copa do Mundo. Com a vitória nos gramados fica bem mais tranquilo enfrentar os dissabores da economia. Caso essa possibilidade não seja a mais viável, ainda nos resta orar com fervor para que São Boaventura interceda por nós. Afinal, começam nesta terça-feira (1º) os festejos em homenagem ao padroeiro de Canavieiras.

*Se agarrando a todas as possibilidades.

Déficit nas contas externas em janeiro é o maior já registrado pelo BC

Da Agência Brasil

Brasília – O Brasil iniciou o ano com saldo negativo de US$ 11,371 bilhões nas transações correntes – compras e vendas de mercadorias e serviços do país com o mundo –, de acordo com os dados de janeiro divulgados hoje (22) pelo Banco Central (BC). É o maior resultado negativo registrado pelo BC na série histórica iniciada em 1947. Em janeiro do ano passado, o déficit ficou em US$ 7,050 bilhões no mês passado e em dezembro, em US$ 8,413 bilhões.

Em janeiro, a balança comercial (exportações e importações) registrou déficit de US$ 4,036 bilhões. A conta de serviços (viagens internacionais, transportes, aluguel de equipamentos, seguros, entre outros) apresentou déficit de US$ 3,680 bilhões, enquanto que a de rendas (remessas de lucros e dividendos, pagamentos de juros e salários) teve saldo negativo US$ 3,844 bilhões.

O ingresso líquido de transferências unilaterais correntes (doações e remessas de dólares que o país faz para o exterior ou recebe de outros países, sem contrapartida de serviços ou bens) ficou em US$ 188 milhões.

Para este ano, a estimativa do déficit em transações correntes é US$ 65 bilhões, o que corresponderá a 2,74% do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país.

Prefeito reivindica ao Estado obras para Ilhéus

Newton Lima em audiência com Rui Costa

Com a proposta de ampliar a parceria com entre os governos Municipal e Estadual e assegurar assim importantes obras para a cidade, o prefeito de Ilhéus, Newton Lima, participou na última quinta-feira (29) de uma reunião em Salvador com o secretário estadual da Casa Civil, Rui Costa, onde foram apresentados ofícios solicitando ao governador Jaques Wagner a realização de uma série de melhorias, investimentos e serviços que vão beneficiar não somente a zona urbana, como também os distritos, vilas e povoados do município. Na lista de obras importantes para a cidade, o prefeito solicitou a reforma das centrais de abastecimento do Malhado e Hernani Sá, a ampliação do sistema de abastecimento de água para atender a várias comunidades da zona rural e ainda a recuperação de diversas estradas vicinais do município.

Durante a audiência, que contou com a presença dos secretários de Governo e Ações Estratégicas, Ednei Mendonça, e das Ações Regionais, Murilo Brito, e ainda da deputada estadual Fátima Nunes (PT), o prefeito informou ao secretário sobre a importância da reforma geral das centrais de abastecimento das zonas Norte e Sul da cidade. De acordo com Newton Lima, essas unidades são os principais pontos de venda dos produtos agrícolas do município, especialmente os oriundos da agricultura familiar. Recuperar essas centrais de abastecimento, segundo o prefeito, significa oferecer mais conforto e higiene aos consumidores e garantir aos comerciantes e pequenos agricultores melhores condições de trabalho e mais oportunidades para aumentar suas rendas.

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J’ACCUSE LES BANQUES

Hans Schaeppi

É fato comprovado que mais de 60% das micro e pequenas empresas que são abertas no país, fecham as portas antes de completarem dois anos. Na última reunião promovida pelo Sebrae no Centro de Convenções de Ilhéus, reunindo centenas de micro e pequenos empresários da Bahia e de outros estados, estávamos preparados para fazer um pronunciamento a respeito do encerramento ou diminuição dessas milhares de empresas que fecham suas portas e esperanças. No pronunciamento, iniciaríamos parodiando o escritor francês Émile Zola, que no seu manifesto no caso Dreyfus (1894), disse: “J’Accuse l’Armée Français” (Eu Acuso o Exército Francês). Eu diria: J’Accuse les Banques! (Eu Acuso os Bancos!); e daria à presidência do evento, a sugestão de que se dirigisse às Confederações Nacionais da Indústria e do Comércio a entrarem numa ação visando a redução dos juros bancários, que absurdamente geram bilhões de reais de lucro em detrimento das empresas que amargam em seus negócios as consequências dos mesmos. Esclareceria aos iniciantes empresários presentes como a coisa funciona. No início os bancos são bonzinhos oferecendo juros baixos, em torno de 1% (um por cento) ao mês. Nas necessidades seguintes a coisa é outra: veem os juros de até 14% ao mês, nos casos de cheque especial e cartão de crédito. E é aí que começam a tombar muitas empresas.

Deveríamos acusar também os políticos que lutaram veementemente contra os 0,38% da CPMF para a saúde e nunca lutaram a favor das pequenas empresas e pessoas físicas contra os 11 a 14% de juros dos bancos. Os Bancos alegam a inadimplência como motivo para os altos juros, mas  é  com essa alegação que geram os lucros de bilhões de reais. Agora que a presidente Dilma Rousseff começa a lutar pela redução do spread bancário (diferença entre o que o banco paga para captar dinheiro e quanto ele cobra para emprestar), e quando o Banco Central tem baixado os juros Selic, faz-se necessário que todas as entidades representativas dos empresários micro, pequenos, médios e grandes, dêem o seu apoio a essa ação do governo federal e sua equipe econômica. Cabe também ao Congresso Nacional e ao Senado se pronunciarem a favor, saindo os políticos desse egoísmo de somente beneficiarem a si próprios.  Essa tentativa da presidente Dilma de redução do spread também foi feita pelo ex-presidente Lula no início do seu primeiro governo, sem lograr êxito perante o poderio dos Bancos. O jeito encontrado foi baixar os juros dos Bancos oficiais, o que não basta. Será necessária uma ação conjunta, onde a mídia também deverá ter uma participação efetiva. Comecemos todos uma campanha: ABAIXO OS JUROS ALTOS!

Bancos escorcham e culpam clientes

Uma reportagem elaborada pela AGÊNCIA BRASIL mostra que a queda da taxa Selic, que indica os juros básicos da economia, não está se refletindo em juros menores para os tomadores finais de empréstimos e financiamentos. Esse movimento contraditório está sendo impulsionado pelo spread bancário (diferença entre as taxas que as instituições financeiras pagam para captar recursos e as que cobram do cliente final) que está no nível mais alto em dois anos, de acordo com o Banco Central (BC).

Em agosto, segundo os dados mais recentes divulgados pelo BC, o spread atingiu 27,8% ao ano, percentual mais alto desde maio de 2009. Se for considerado apenas o crédito para as pessoas físicas, a diferença entre os juros de captação e aplicação correspondeu a 34,4% ao ano, maior nível desde julho de 2009. Em relação aos empréstimos para as empresas, o spread bateu recorde e alcançou 19% ao ano.

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Vem aí um “pacote de bondade”

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anuncia nesta segunda-feira (29) um novo pacote de corte dos gastos e aumento do superávit primário, com o objetivo de tentar antecipar o processo de redução da taxa de juros já para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, nesta  semana.

Mantega vai se reunir de manhã com a presidenta Dilma Rousseff e com ministros do conselho político para apresentar a proposta.

O pacote chega em meio às discussões sobre o Orçamento do ano que vem. A grande preocupação do governo é com os gastos em 2012, já que, além da alta do salário mínimo, outras medidas estão engatilhadas para elevar os custos orçamentários, como a PEC 300, que fixa um novo piso para bombeiros e policiais, e a emenda 29, que determina percentuais mínimos a serem investidos em saúde.

Patrol vai trabalhar nas estradas vicinais em Ilhéus

O prefeito de Ilhéus, Newton Lima, assinou nesta terça-feira (31), na Secretaria de Desenvolvimento e Integração Regional, o convênio com a  Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR ), que garante a liberação de uma patrol para o município. A máquina será utilizada na manutenção de estradas vicinais, a exemplo das que dão acesso aos distritos de Inema, Castelo Novo e Banco Central.

Além do prefeito, compareceram à cerimônia de assinatura do convênio o vice-prefeito Mário Alexandre, deputada estadual Ângela Sousa, os secretários municipais Jorge Bahia (Fazenda) e Angelito Filho (Ações Regionais) e os vereadores ilheenses Tarcísio Paixão, Bel do Vilela e Dinho Gás, presidente da Câmara Municipal. Representaram o Governo da Bahia no ato o titular da Sedir, Wilson Britto, e o diretor da CAR, José Vivaldo Mendonça.

O convênio foi viabilizado por uma emenda da senadora Lídice da Mata (PSB) que, segundo o prefeito, tem sido “uma parceira de Ilhéus”. Newton Lima também ressaltou a atuação da deputada Ângela, que “tem realizado um trabalho constante junto ao Governo da Bahia, na busca de recursos e projetos em benefício da população ilheense”.

Agricultura anuncia medidas para o Plano Agrícola

Os ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; da Fazenda; e do Desenvolvimento Agrário anunciaram nesta terça-feira (31), as principais medidas do Plano Agrícola 2011/2012, aprovadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), na quinta-feira (26). As respectivas resoluções estão publicadas no site do Banco Central.

“As medidas visam a permitir que os agentes financeiros possam iniciar as contratações da nova safra já no dia 1º de julho, conforme determinação do Ministro Wagner Rossi”, informou José Carlos Vaz, Secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura.

De acordo com a orientação do ministro, imediatamente após o início da operacionalização do Plano Safra 2011/2012, o governo começará a implementação de ajustes estruturais no modelo de gestão da política agrícola.

Entre as inovações do Plano Safra 2011/2012, está a criação de duas linhas de crédito, à taxa de juros fixa de 6,75% ao ano: uma linha de até R$ 1 milhão para lavouras de cana; e outra, de até R$ 750 mil, para a pecuária, destinada à aquisição de reprodutores e matrizes bovinas ou bubalinas. Também foi criada uma Linha Especial de Crédito (LEC) para a cultura da laranja, no valor de até R$ 30 milhões.

O programa ABC passará a incorporar as linhas de crédito do Propflora e do Produsa, com redução da taxa de juros para 5,5% ao ano. Também foram fixados os preços mínimos para as culturas de verão, regionais e da sociobiodiversidade da safra 2011/2012; e para as culturas das regiões Norte e Nordeste da safra 2012.

Santana responde a deputada dizendo que trabalha é que ela é omissa

A disputa pelo território vem acirrando os ânimos entre a população e as autoridades das cidade de Ilhéus e Itabuna. Agora, a discussão chega à Assembleia Legislativa na forma de “disse-me-disse”. Em entrevista ao site JORNAL BAHIA ONLINE, a deputada estadual Ângela Sousa chamou seu colega Coronel Gilberto Santana de desocupado, o que gerou uma resposta imediata, rebatendo as declarações e colocando essa pecha na acusadora.

Abaixo, resposta, na íntegra, enviada à imprensa pelo deputado que se considerou atingido:

“Num primeiro momento, encaminho a minha frequência em relação aos trabalhos legislativos. Fui eleito para debater os problemas da Bahia na Assembléia Legislativa e sempre estou presente aos trabalhos que seja em plenário, quer seja nas comissões em que sou titular como a de Saúde e Saneamento; Direitos Humanos e Segurança Pública; Especial de Assuntos Territoriais e Emancipação e, finalmente, Especial do Porto Sul ou suplente, como a de Agricultura e Política Rural. Também tenho participado ativamente da vida parlamentar apresentando projetos, moções, indicações. Tanto a minha frequência quando o teor da minha atuação parlamentar podem ser conferidos no site da Assembléia Legislativa (www.al.ba.gov.br) nos links frequência ou proposições.

Portanto, como parlamentar, cumpro com as minhas obrigações, ao contrário de deputados que chamam os outros como desocupados e que aparecem muito pouco na Casa para trabalhar. Felizmente, como sou um parlamentar ocupado demais para dar atenção as detratações alheias, passo a tratar de um assunto polêmico e que tive coragem de propor o debate, porque essa é a minha função como parlamentar. Não me escudo no mandato para agradando a um ou outro, mas para propor o debate e fazer valer a vontade da maioria.

Venho tratando de um assunto polêmico que a questão da divisão territorial, especificamente das terras de Ilhéus, Itabuna e Coaraci. Estou propondo o debate, depois de ser procurado por lideranças políticas, empresariais e moradores das regiões envolvidas, para a possibilidade da mudança da fronteira de Ilhéus e Itabuna, e de Ilhéus e Coaraci como determina a lei estadual 12.050 (anexo), sancionada em 07 de janeiro deste ano pelo governador Jaques Wagner a fim de corrigir as anomalias territoriais como estas.

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Banco Central quer restringir ação de “171” sobre cheques

BC quer cheque com credibilidade

Os cheques passarão a vir com a data de confecção impressa nas folhas. A medida foi aprovada nesta quinta-feira (28) pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e visa a aumentar a segurança, a transparência e a credibilidade nas operações. Até agora, apenas a data em que o correntista passava a ser cliente da instituição vinha impressa nos cheques.

Segundo o Banco Central (BC), em função dos ajustes necessários nos sistemas das instituições financeiras, foi estabelecido o prazo de seis meses para a impressão da data de confecção na folha de cheque e de 12 meses para as alterações nos contratos com os correntistas e divulgação das novas alterações.

De acordo com o chefe do Departamento de Normas do BC, Sérgio Odilon dos Anjos, nos contratos os bancos serão obrigados a deixar claro quais medidas têm adotado para liberar os talões para os clientes. “O banco é que conhece seu cliente e sabe a quem conceder ou não os talões. O importante é que ele deixe claro em quais condições está fazendo o fornecimento dos cheques.”

Sobre a impressão da data de confecção, Sérgio Odilon explicou que a medida irá ajudar quem recebeu o cheque como pagamento a saber se há suspeitas de que o documento tenha sido fraudado ou roubado. “A medida é mais uma que vai ajudar na análise”, disse.

O procedimento para sustar o cheque ficará mais difícil, pois o correntista terá que apresentar um boletim de ocorrência policial sobre os motivos da sustação. Segundo ele, se o cheque foi roubado, poderá haver uma sustação provisória, mas em dois dias úteis o boletim de ocorrência terá que ser apresentado ao banco. No caso de desacordo comercial, as regras continuam a ser as que valem hoje, sem necessidade de boletim de ocorrência.

De acordo com o Banco Central, em janeiro foram compensados 84,9 milhões de cheques, dos quais 5 milhões foram devolvidos e 4 milhões não tinham fundos. Em fevereiro, foram 82 milhões de compensações, sendo 5,3 milhões de documentos devolvidos e 4,7 milhões sem fundos. Em março, o número de cheques compensados chegou a 88,8 milhões – 6,6 milhões de folhas devolvidas e 5,9 milhões sem fundos.

“Santana quis dar uma cartada e se deu mal”, diz Carqueija

A questão dos limites dos municípios de Ilhéus e Itabuna ultrapassou a Ilha dos Quiricós e se transformou numa polêmica sem precedentes, mobilizando políticos das duas cidades. Pessoas mais cautelosas temem o retorno da rivalidade entre a população de Ilhéus e Itabuna. A questão é a proposta do deputado estadual coronel Gilberto Santana, em transferir para Itabuna o bairro do Salobrinho e os distritos de Inema, Pimenteira e Banco Central.

O vereador Paulo Carqueija (PT) aprovou na Câmara de Ilhéus, uma Moção de Repúdio ao deputado e ainda pediu a suspeição dele na Comissão Especial de Assuntos Territoriais e Emancipação da Assembleia Legislativa.

A seguir, os principais trechos da entrevista:

CIA DA NOTÍCIA – Vereador, o senhor levantou uma polêmica na Câmara de Ilhéus ao pedir o afastamento do deputado coronel Gilberto Santana da Comissão Especial de Assuntos Territoriais e Emancipação da Assembleia Legislativa. O senhor não teme que isso reacenda a rivalidade entre Ilhéus e Itabuna?

VEREADOR PAULO CARQUEIJA – De maneira nenhuma, agi com legitimidade ao defender o município de Ilhéus. Fiz isso em fórum próprio, no Plenário da Câmara e não pelas esquinas. Quem está tentando reinventar a polêmica e a rivalidade é o coronel Santana, agindo de forma pouco recomendável para um parlamentar, inclusive dizendo que representa o povo de Itabuna, o que duvido muito.

CIA DA NOTÍCIA – Anteriormente, o deputado coronel Santana propôs um projeto de criação a Região Metropolitana do Cacau. Qual sua opinião sobre isso?

VEREADOR PAULO CARQUEIJA – Até agora não consigo entender como um deputado propõe uma indicação positiva e na semana seguinte chega à região desfazendo tudo que tinha apresentado antes. Parece até que o deputado teve um comportamento doentio, que somente a psiquiatria poderá explicar. A região metropolitana é um exemplo de como as cidades de Ilhéus e Itabuna podem ter uma convivência democrática, tirando proveito social, econômico e até político, através da atração de recursos junto ao Governo Federal. Entretanto, não consigo entender essa mudança repentina.

CIA DA NOTÍCIA – Voltando ao problema dos limites, o deputado Santana disse que a Lei 12.057, de 11 de janeiro de 2011, permite que sejam refeitos os limites estabelecidos pela Lei nº 628/1953, haja vista que Itabuna está prejudicada no seu crescimento. Isso procede?

VEREADOR PAULO CARQUEIJA – De jeito nenhum. Esse argumento do deputado não resiste a uma simples análise histórica, econômica e política. Se ele tivesse conhecimento talvez não passasse por um constrangimento desses, pois ao emancipar Itabuna, o novo município ficou com uma área de mais de 14 mil quilômetros quadrados. Se hoje só possui 440 km2 é porque emancipou seus distritos.

O município de Itabuna se estendia por essa Bahia afora, fazendo divisa com Itapetinga, no hoje município de Itororó; por outro lado até Ibicuí, inclusive; pelo Sul, passava pelos antes seus distritos de Buerarema e São José da Vitória, Jussari, que foi emancipado nos anos 80. Então esse argumento não tem a menor sustentação.

CIA DA NOTÍCIA – E sobre a necessidade de crescimento…

VEREADOR PAULO CARQUEIJA – Essa é outra falácia. Se o deputado tivesse se dado ao trabalho de realizar uma pesquisa, não entraria numa fria dessas. Todos os estudos apontam que o crescimento de Itabuna se dará pelo lado Oeste e Sul, em direção aos municípios de Itajuípe, Ibicaraí e Buerarema. O estudo mais recente foi feito pelos técnicos da Universidade Federal da Bahia, a Ufba, durante a última administração do PT.

O trabalho tem o respaldo de uma equipe multidisciplinar que realizou um amplo diagnóstico sobre o urbanismo da cidade, apontando os pontos fracos e fortes e de que forma se daria esse crescimento. Depois, isso foi referendado pelo Governo do Estado, quando Paulo Souto era governador, que chegou a criar um programa chamado de “Humanização de Cidades”, mas que não chegou a executar em Itabuna.

Esses são dados históricos que podem ser obtidos junto à Prefeitura de Itabuna e ao Governo do Estado. Como deputado, o coronel Santana tem todas as facilidades em conseguir esses estudos. Com isso, poderia ter evitado todo esse desgaste político em Ilhéus, onde obteve uma boa votação, e até em Itabuna, pois tenho convicção de que as ideias do deputado não são as mesmas da população. Foi uma aposta política que não deu certo.

CIA DA NOTÍCIA – Na entrevista ao programa ALERTA GERAL, da RÁDIO SANTA CRUZ, o deputado coronel Santana disse ao radialista GIL GOMES que a população do Salobrinho quer a mudança para Itabuna. O senhor tem conhecimento disso?

VEREADOR PAULO CARQUEIJA – Isso não existe, eu também ouvi a entrevista e o que ele deixou escapar foi que um grupo de pessoas lhe procurou, o que não representa a vontade de toda uma população. O que o deputado deixou transparecer na entrevista foi a forma autoritária com que pretende impor seus projetos. Hoje o Brasil é outro, a Bahia não é aquela do atraso e do autoritarismo de ACM que agia com “malvadeza”. Estamos em plena democracia e os projetos têm de ser debatidos em fórum legítimo, com a população e não “empurrado goela abaixo”, como ele quer.

CIA DA NOTÍCIA – O senhor está insinuando que o deputado teria outras intenções?

VEREADOR PAULO CARQUEIJA – Claro, isto está mais do que límpido. Essa história é um blefe, Santana quis dar uma cartada e se deu mal. Quando o deputado fala em tomar o Salobrinho para Itabuna não demonstra conhecimento de urbanismo e nem sabe que ali é um bairro de Ilhéus.

Como deputado, Santana dever ter conhecimento de que na área do Salobrinho estão previstos vários projetos empresariais, como dois postos de combustíveis no Makro e Atacadão, a implantação de duas concessionárias de veículos importados, e a implantação de conjuntos residenciais de alto nível, no estilo Alphaville, próximo ao Atacadão, além de outros conjuntos habitacionais populares, já em início de construção.

A proposição do deputado é mesquinha, irracional, incivilizada e antidemocrática.

Taxa do cheque especial aumenta em agosto
 
A taxa média do cheque especial nos bancos em agosto foi de 13,52% ao mês (a.m.), alta de 0,06 ponto percentual em relação ao mês anterior, segundo pesquisa do Procon de São Paulo. A maior alta foi encontrada no Banco do Brasil
 
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