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O avanço do mar na Atalaia: crime ambiental ou castigo?

Walmir Rosário*

Estamos sendo constantemente alertados para o fim do mundo e não levamos a sério, embora os sinais são mostrados a nós todos os dias pelos cientistas nos diversos meios de comunicação. Sei que não devemos levar todos esses conselhos (ou afirmações?) ao pé da letra, pois também existe muito entusiasmo nos estudos científicos, que deixam a razão para serem tomados de emoção.

Aqui também não vou levar a sério os sinais dos tempos ditos nos livros religiosos, inclusive a Bíblia, e repetidamente divulgados pelos pastores e profetas apocalíticos, que anunciam o fim do mundo. Eu mesmo já me preparei para alguns, inclusive um que prometia banir da face da terra não só nós humildes pecadores, mas todos os animais, vegetais e até mesmo os computadores.

O fim do mundo não veio e nossos falsos profetas já começaram a anunciar uma nova época, como se os desígnios do Pai Eterno dependesse de data para ser consumado, como a estreia de uma peça de teatro ou um filme de Hollywood. Mesmo não dando trela para essas coisas absurdas, pois como um profissional da comunicação não posso ficar alheio a uma notícia catastrófica dessas, até para dar ou desmenti-la em primeira mão, me preocupo em analisar.

Mas, seguindo a sabedoria popular “fica o dito pelo não dito”, fico com o pé atrás e costumo observar, em campo, essas notícias, menos pelo cunho profético e mais pelas modificações no meio ambiente. Não precisa muito esforço para constatarmos as mudanças, sentidas em todo o mundo, principalmente no mar, nas matas, em nossos rios e no ar que respiramos.

Recordo-me bem de um Festival do Caranguejo realizado em Canavieiras no ano 2000, quando num seminário sobre o futuro dos nossos gostosos crustáceos, uma especialista sergipana, a quem denominamos à época de caranguejóloga, que vaticinou o fim da ilha da Atalaia. E mais, a competente cientista sergipana teria concedido o prazo de apenas 20 anos para que a famosa ilha fosse coberta pelas águas do mar, até chegar ao rio Pardo.

Como o prazo está vencendo, nas minhas caminhadas matinais pela praia da Costa fico a observar os sinais, principalmente pelas barrancas de areia junto à avenida Beira-mar. Nada preocupante, diria qualquer cientista, mas, aos poucos, dá pra verificar que as águas do mar estão fazendo uma “viagem” maior do que antes. Em alguns locais os precavidos proprietários de casas, sítios e cabanas já construíram barreiras para evitar o avanço das águas provocados pelas marés maiores.

Juro que não sou bom de cálculos que envolvam física e matemática, mas já dá pra ver a olhos nus, como diz o ditado popular. Daí que fico pensando no que poderão acontecer nesses dois anos e pouco que ainda faltam para completar o vaticinado pela nossa competente caranguejóloga sergipana. Como um homem prevenido vale por dois, acredito ser chegado o momento para observações e estudos científicos sobre nossa costa.

E digo isso com base no que está acontecendo no litoral próximo a Canavieiras, a exemplo de Ilhéus, ao norte, e Belmonte logo ao sul, sem falarmos em outras praias um pouco mais distantes. A atividade econômica praiana em Belmonte já corre perigo e os turistas se queixam de não ter uma cabana à beira-mar onde beber uma cerveja bem gelada, devidamente acompanhado de um peixe-frito, camarão pistola ou outro fruto do mar.

Em Ilhéus, algumas das cabanas mais conhecidas e conceituadas do litoral sul já começaram a recuar, dado o grande avanço das marés, o que era considerado apenas um costume do mar nas praias mais ao norte, como nos bairros de São Domingos e São Miguel. Creio que desta vez a culpa não seja creditada apenas à construção do espigão do manguezal, porto do Malhado.

Não tomem essas mal traçadas linhas como um estudo abalizado e de cunho científico, mas é de bom alvitre pensar nas consequências que poderão advir da má utilização dos nossos recursos ambientais. O fato é que os pilotos de lanchas que fazem o trajeto Canavieiras a Belmonte pelos canais do imenso manguezal encontram inúmeras dificuldades para fazer o percurso nas marés baixas, situação que a cada dia se agrava.

Se realmente é verdade que o aquecimento global elevará a água do mar, encobrindo ilhas e mangues até chegar a terra firme, teremos que nos precaver e tomar todas as medidas cabíveis. Com isso, restabeleceremos nosso meio ambiente e nos livraremos dos anúncios de fim do mundo, ditos repetidamente pelos falsos e agourentos profetas, sem falarmos nos ecochatos.

Mesmo sendo uma pessoa totalmente desinformada sobre um assunto tão essencial para nossa vida, acredito que, pelo menos em Canavieiras, esse problema poderá ser resolvido, haja vista que nossas praias agora têm a gestão municipal e políticas públicas serão elaboradas com essa finalidade. De início, pelo que soube, o aquecimento global será evitado após a edição de um decreto municipal proibindo o uso de churrasqueiras nas praias pelos nossos desavisados banhistas farofeiros.

Esta decisão muito me alegra, pois nos encontramos no caminho certo. Agora vai!

*Radialista, jornalista e advogado.

Publicado originalmente no www.costasulfm.com.br

CDL de Canavieiras promove carreata para apresentar campanha

Carreata da CDL - Foto João José Rosário (22)A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Canavieiras realizou na manhã deste sábado (11) uma grande carreata para apresentar aos consumidores a abertura da campanha “Sonho de Natal em Canavieiras – Irresistível! Ganhe três motos e muitos outros prêmios”. A carreata, que saiu da entrada da cidade (BA-001), passando pelas avenidas Assis Gonçalves, Rio Branco, Rua 13 (Octávio Mangabeira), Praça Maçônica, bairros Birindiba, Sócrates Resende, e avenida Osmário Batista, encerrando ao lado da estação Rodoviária, contou com dezenas de carros das empresas participantes da promoção da CDL.

A campanha promocional de Natal e Ano Novo da CDL de Canavieiras sorteará 03 motocicletas de 125cc, 01 refrigerador, 01 fogão de 4 bocas, 01 lavadora, 01 cama box, 01 TV de 32 polegadas e 10 vale-compras, no valor de R$ 200,00, cada, que serão trocados por mercadorias nas lojas participantes. “Comprando no comércio de Canavieiras, os clientes adquirem produtos de qualidade a preços baixos e ainda podem ganhar diversos prêmios”, ressalta o presidente da CDL, Ériston Nascimento.

Já a partir desta segunda-feira (13), os consumidores poderão identificar as lojas participantes da campanha “Sonho de Natal em Canavieiras – Irresistível! Ganhe três motos e muitos outros prêmios”, através dos cartazes da promoção. A cada R$ 30,00 em compras o consumidor receberá um cupom, que preencherá com seu nome e endereço e colocará nas urnas para concorrer aos vários prêmios que serão sorteados no dia 27 de janeiro de 2018.

A decadência das cidades – ou a revolução dos bichos

Walmir Rosário*

Aos poucos, as cidades brasileiras estão ficando mais tristes, feias, frias, desumanas e mais inóspitas para os seus habitantes e os que, por qualquer motivo, as visitam. A cada ano que passa, as cidades perdem as características e o charme que as distinguem uma das outras, mudanças essas que geralmente acontecem para pior.

O termo que costumo utilizar para essa situação é a “brutalização”, que parece ser uma palavra pesada, mas, infelizmente, é a que acredito exprimir a realidade nua e crua, como costumam dizer os comentaristas das editorias de segurança. E é exatamente a insegurança um dos maiores problemas que afligem todos os seus moradores, sem distinção.

Os serviços públicos – cada vez mais excessos – atentam contra a humanização das cidades, e os cidadãos são obrigados a pagar taxas e impostos cada vez mais caros por serviços que não são prestados ou entregues em parte. Entre os exemplos, o saneamento básico (abastecimento de água e esgotos), coleta de lixo, pavimentação de ruas e por aí afora.

Dentre outros serviços concedidos, o transporte coletivo urbano é um dos vilões mais citados nas constantes reclamações dos usuários, que pagam passagens caras e em troca recebem um péssimo serviço. Os horários – quando existem –não são obedecidos, os veículos são de péssima qualidade – geralmente caminhões que recebem carrocerias de ônibus –, antigos e sem manutenção.

A infraestrutura dos serviços da saúde, que deveriam cuidar da vida das pessoas que a cada dia pagam novos e pesados tributos, passam a receber bem menos em troca. Não existem médicos, enfermeiros, equipamentos para exames, medicamentos nas farmácias das redes municipais e as unidades de saúde estão bastante sucateadas.

Se novas edificações públicas são construídas, a população já começa a olhar com desconfiança, pois os prazos para as obras serem entregues não são obedecidos e, em sua maioria, são abandonados pelas construtoras sob a alegação de situação economicamente desfavorável. Enquanto isso, os cidadãos têm que pagar mais tributos para que essas mesmas obras sejam concluídas.

Na educação não é diferente: em alguns lugares a merenda escolar é coisa rara e um simples biscoito, saco de pipoca e refresco passam a ser objetos de desejo de crianças desnutridas. Nem sempre o material didático é entregue no início do período letivo, possui a qualidade desejada ou atende a realidade dos alunos dessas localidades. Não quero nem abordar o uso político deles.

Ora, se a cada ano a União, estados e municípios arrecadam mais, quais os motivos de tanta penúria desses entes federativos? Um deles é a corrupção, já detectada e combatida, embora ainda não em sua plenitude. As mazelas também sofrem com a falta de planejamento e as más administrações, que não priorizam o cidadão, o contribuinte, razão da existência do estado.

Cresce a pobreza, institui-se a miséria, criam-se os programas sociais, oriundos de projetos bonitos, bem elaborados, mas que perdem a eficiência por falta do compromisso dos poderes públicos com sua execução. Carecem de uma porta de saída, para dar dignidade às pessoas que hoje se encontram em situação de situação de risco e vulnerabilidade.

Como a pessoa humana não recebe em troca os serviços a que tem direito pelos tributos que paga, observamos a criminalidade crescente nas áreas urbana e rural das diversas cidades. E aí constatamos um grande paradoxo: as pessoas que já passam por dificuldades financeiras (ou não) passam a criar animais (cachorros, cães, como queiram) para defender suas vidas e propriedades.

Observamos hoje, em cada casa, um número cada vez mais crescente desses animais, o que exige o aumento das despesas domésticas, com a alimentação, cuidados com a saúde, dentre outros mimos. Gastos esses que superam, em muito, as já combalidas finanças dos trabalhadores brasileiros, entre eles os menos favorecidos economicamente.

E a elaboração desse artigo foi fruto de observação do que acontece em várias cidades, desde a cidade baiana de Canavieiras, onde atualmente resido, até outras comunidades do Sul do país, como Joinville, em Santa Catarina. São municípios de características diferentes, mas que passaram a cultivar os mesmos hábitos.

Como costuma dizer o antropólogo e historiados Antônio Risério, as pessoas estão presas em suas próprias casas, hoje fartamente gradeadas (muros, portas e janelas). As grades, utilizadas desde os mais remotos tempos, serviam para aprisionar os malfeitores, hoje tem a serventia de aprisionar as pessoas direitas (de bem) em prédios nos quais a arquitetura não mais privilegia o bem-estar e sim a sensação de segurança.

Mas essas mudanças não foram bem-vistas pelos marginais, que não respeitam o recôndito dos nossos lares, escalando muros, quebrando grades, cortando alarmes, oferecendo veneno para os cachorros. Em Canavieiras, com os muros altos, sequer sabemos o que se passa nas ruas, diferente de Joinville, que continua com os muros baixos, sob a proteção de mais cães ferozes e barulhentos.

 *Radialista, jornalista e advogado

Publicado originalmente no www.costasulfm.com.br

Loja Maçônica União e Caridade apoia filiação de Canavieiras ao Consórcio

Loja União e Caridade Canavieiras 21A Loja Maçônica União e Caridade, de Canavieiras, participou recentemente da Audiência Pública promovida pela Câmara Municipal de Canavieiras para debater a participação do Município no Consórcio Intermunicipal da Mata Atlântica (CIMA). No evento, defendeu a integração ao consórcio, junto com Camacan, Santa Luzia, Mascote, Una, Arataca, Pau Brasil, Jussari, Itaju da Colônia e São José da Vitória.

De acordo com o Venerável Mestre da Loja Maçônica União e Caridade, Lázaro Magnavita, o tema foi objeto de análise dos maçons canavieirenses, por entenderem que a formação de consórcios entre entes governamentais se apresenta atualmente como a única forma de promover o desenvolvimento regional. Para ele, nas condições atuais, somente organizados em consórcios, os municípios atrairão recursos para implantar os equipamentos públicos.

Em vista de considerar a importância do CIMA para Canavieiras e municípios vizinhos, a Loja Maçônica União e Caridade enviou correspondências ao presidente da Câmara de Canavieiras, Nilton Nascimento, o prefeito de Canavieiras, Clóvis Almeida, e o presidente do CIMI e prefeito de Santa Luzia, Antônio Guilherme. Nas cartas, foi evidenciada a importância da aprovação do projeto de lei pelos vereadores canavieirenses.

Para o Venerável, Canavieiras precisa cumprir a Lei 12.305/10, que estabelece a Política Nacional de Resíduos Sólidos, e a integração no Consórcio Intermunicipal amplia as possibilidades de construir um aterro sanitário para tratar os resíduos sólidos dos municípios. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMC) apontam que, para cada R$ 10,00 investidos em saneamento, são economizados R$ 50,00 na área da saúde.

Entende Lázaro Magnavita, que o CIMA contribuirá significativamente para a maximização do desenvolvimento de programas integrados, como a elaboração de projetos conjuntos para a manutenção das ruas e estradas. “Existem, ainda, alternativas viáveis para a realização da prestação de serviços nas mais variadas áreas da administração pública”, ressalta o Venerável.

Nas correspondências, foi destacada que em tempos de recursos cada vez mais escassos, o modelo de organização através de consórcios tem alcançado ganhos consideráveis em outras regiões brasileiras. Atualmente, o Governo Federal e organismos financiadores internacionais somente oferecem recursos específicos para investimento e custeio, exclusivamente através de consórcios.

Atletas canavieirenses se preparam para o GP de Kettlebell, em Salvador

Atletas canavieirenses se preparam para o GP Mundial

Atletas canavieirenses irão ao GP Mundial

Cinco atletas de Canavieiras participarão da Etapa Brasil do GP Mundial de Kettlebell da Associação Mundial de Clubes de Kettlebell Sport (WAKSC), que será realizado sexta-feira (8), no São Salvador Hotéis e Convenções. Os canavieirenses viajarão na próxima quinta-feira (7), véspera da competição, ainda a tempo de realizar a pesagem pré-condição para competir nas categorias.

Dentre os cinco atletas de Kettlebell Sport de Canavieiras estão professores de educação física, a exemplo da multipremiada no judô e jiu jitsu Joyce Araújo, o professor de Kettlebell Leandro Alves, o desportista Jessé Oliveira, praticante de Stand up Paddle, Poliana Silva e Nara Lima, que encontraram no kettlebell um aliado para manter o condicionamento físico.

Os representantes de Canavieiras no GP de Kettlebell viajam com o apoio da Prefeitura de Canavieiras, que cedeu um veículo para o transporte dos atletas, e da Equipe L3 Fun Training, que cedeu um casa no bairro de Stela Maris para hospedar os atletas. “Esse apoio concedido pelo prefeito Dr. Almeida e o treinador da L3, Fábio Leal, é muito importante para a participação dos cinco atletas na competição”, ressalta João Rosário.

Os atletas de Canavieiras competirão nas modalidades snatch onde o kettlebell é levado em um movimento só da altura do joelho para acima da cabeça com o braço travado no alto; e long cycle realizado em duas fases: o kettlebell é levado da altura do joelho até o peito e do peito acima da cabeça. Leandro, long cycle, 16 kg em cinco minutos; Joyce, snatch 12 kg em 10 minutos; Poliana, snatch 12 kg em 10 minutos; Jessé, snatch 16 kg em 5 minutos; e Nara, 8 kg em cinco minutos.

O kettlebell esportivo começou a ser praticado em Canavieiras há pouco mais de um ano, quando, após fixar residência na cidade, o professor de educação física João Rosário iniciou a promoção do esporte e treinamento de atletas, que representam a equipe

liderada por ele. Em março de 2017 a cidade sediou o primeiro torneio de kettlebell sport e atletas locais fizeram sua estreia na modalidade.

A competição reunirá desde atletas iniciantes a campeões mundiais da modalidade como os russos Denis Vasilev e Sergey Rachiskyi, sendo o último, sete vezes recordista mundial no Guinness Book em levantamento de peso. O GP conta com 65 competidores, sendo que 57% dos inscritos são da Bahia, além de atletas vindos dos estados de Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco. Também participam atletas dos Estados Unidos, Rússia, Polônia, Argentina e Chile.

Para conhecer um pouco mais sobre o trabalho de João Rosário acessar o site www.brutalsc.com e sobre o GP Brasil no www.wkgpsbrasil.com.br

CANAVIEIRENSES PARTICIPA DA LIGA DE VÔLEI DO EXTREMO SUL

Sul da BahiaA atleta  Andressa Brito, participou nos dias 2 e 3 de setembro, da 3ª Fase da Liga de Vôlei do Extremo Sul da Bahia (Livesb), realizada em Itarantim, que teve a participação de Equipes Masculinas e Femininas do Extremo Sul da Bahia.

A canavieirense representou a Equipe de Vôlei Feminino de Itarantim e disse que foi muito gratificante a experiência de jogar com uma equipe unida e acolhedora.

” O CDC está demonstrando assim que o trabalho realizado há mais de 25 anos, com dedicação e competência, dá oportunidade aos atletas canavieirenses e outras equipes a participarem de outros eventos regionais” relata o técnico de Vôlei Boinha Freire.

Nem Rio de Janeiro nem Haiti, a violência também impera aqui

Walmir Rosário*

Cada vez mais a sociedade tem medo de tudo e de todos. O que antes víamos apenas na televisão já faz parte do nosso dia a dia e algumas pessoas nem se importam mais com as mortes. Elas (as mortes) fazem parte do nosso cotidiano, queiramos ou não, e a insegurança impera em Canavieiras e outras cidades como em qualquer morro do Rio de Janeiro ou o Haiti, após seus governos perderem os parâmetros de dignidade.

A Bahia, considerada em todo o país como a “boa terra” já é vista com restrições. E em Canavieiras, por exemplo, o bate-papo noturno nas calçadas, para aproveitar a brisa noturna e colocar os assuntos em dia, é visto com restrições. Volta e meia, na avenida mais movimentada, a Octávio Mangabeira, ou rua 13, como chamamos, os assaltos a aparelhos celulares e outros pertences são praticados a torto e a direito.

A sociedade organiza movimentos, mobiliza parte da população atingida, para a felicidade de alguns políticos que sabem muito bem utilizar esses eventos como palanques gratuitos de promoção. As autoridades policiais, o Ministério Público e o Poder Judiciário apenas olham e dizem que nunca se combateu a violência como agora. Mostram dados que só eles têm conhecimento. E fica tudo como dantes.

Por fora, circulam com desfaçatez as organizações não-governamentais e pastorais travestidas de defensores dos direitos humanos. Mas agem numa só via, a “defesa dos coitadinhos” dos bandidos, sem se incomodar com os cidadãos que trabalham e custeiam a máquina estatal. Essas organizações recebem dinheiro de instituições internacionais para fomentar a chegada dos partidos antes de esquerda ao poder, criando um clima de instabilidade política e social. É o Brasil dos expertos contra o Brasil que trabalha.

E a violência não tem dado trégua à sociedade. Se na zona urbana a insegurança recrudesce a cada dia, na zona rural não tem sido diferente. Morar longe da movimentada cidade, especialmente num sítio com paisagem bucólica, já não é a opção para milhares de pessoas residentes nas grandes capitais, a exemplo do Rio de Janeiro e São Paulo. Nem mesmo aqui.

O que antes parecia uma excentricidade tornou-se uma temeridade, haja vista a falta de segurança dos arredores da cidade, onde o Estado não dispõe de qualquer representante. Hoje, os sítios e grandes fazendas, principalmente as que os proprietários ali residem, são o alvo preferido pelos ladrões. Além dos prejuízos materiais, ainda há o risco moral, pois todas as atrocidades são praticadas contra as famílias.

Longe de mim ser um arauto do medo e do terror, mas estou falando com a triste experiência que tive a 20 metros de casa, quando fui abordado por dois indivíduos que queriam o aparelho celular. De armas na cintura, como toda a pressa pedem o aparelho, antes que se enervem e resolva tirar nossa vida. Assim, de forma tão barata, passam o produto do roubo adiante, trocado por algumas pedras de crack ou gramas de cocaína.

Valor algum tem a vida, que já foi considerada o maior bem do homem. Enquanto para alguns cidadãos (de bem, é claro) ainda são, para os bandidos pouco vale, pois os traficantes somente aceitam como pagamento dinheiro em espécie ou objetos de fácil circulação. É o que diz a lei do crime instituída pelos novos mandatários das cidades brasileiras, sob o complacente olhar das autoridades.

A confusão em torno do combate ao crime é tão grande que estamos acostumados a ver vídeos publicados por policiais militares e civis reclamando da impotência das instituições em relação aos bandidos. É a lei, dizem delegados, promotores e juízes, que concedem liberdade todas as vezes que esses meliantes são presos e levados às delegacias e nas audiências de custódia.

Caso seja menor de 18 anos, é um assombro. Os jovens com físico de “guarda-roupas” debocham do policial assim que é rendido, evocando seus direitos legais contidos no Estatuto da Criança e Adolescente. Um verdadeiro escárnio para a sociedade que vive decentemente, trabalhando para pagar os impostos e manter os “mimos” a eles destinados pelo diploma legal.

Os menores, que antes eram utilizados pelos senhores absolutos do crime, hoje são quem dão as cartas, haja vista a experiência adquirida e a facilidade com que são liberados e voltam à delinquência. Os policiais sequer podem agir com o mesmo desforço para não serem denunciados como truculentos e sofrerem processos administrativos e policiais pelos excessos cometidos contra essas “criancinhas”

No Sul da Bahia, as fazendas de cacau são um verdadeiro “paraíso” para os assaltantes. Os furtos e roubos nas roças são praticados à calada da noite por todos os tipos de ladrões. Vemos na periferia das cidades amêndoas de cacau secando nos passeios e até mesmo no meio das ruas. Essas amêndoas, depois, são vendidas a “compradores” de cacau, que não exigem qualquer comprovante de sua procedência.

Já as quadrilhas estruturadas não querem ter trabalho com as operações de colheita e secagem e partem para o assalto do cacau seco, ainda nas barcaças ou nos armazéns das fazendas à espera de transporte. Fortemente armados, à noite, surpreendem administrador e trabalhadores e, após todo o tipo de violência física e moral, levam o cacau, café, gado (bovinos e ovinos) e o que mais for encontrado pela frente.

Aos poucos, estamos vendo como somos frágeis e estamos à mercê dos malfeitores, embora cumprimos religiosamente nossas obrigações com o Estado, pagando todos os impostos que nos apresentam. Fazemos a nossa parte, o Estado não cumpre a sua e relega ao “deus-dará” seus cidadãos, como se esses tivessem apenas deveres e direitos nenhum.

São as autoridades matando a “galinha dos ovos de ouro”. Matança essa iniciada com a lei que retirou o direito de autodefesa dos cidadãos brasileiros, tomando-lhes todas as armas que possuíam. Entretanto, não deu o mesmo tratamento aos bandidos, que ostentam fuzis e metralhadoras, cenas mostradas pelos canais de TV. Só os governos não enxergam, ou não fazem questão de observar.

Lembrai-vos da Venezuela! Lá, a ditadura começou assim!

*Radialista, jornalista e advogado.

Publicado originalmente no www.costasulfm.com.br

A UTOPIA CANAVIEIRENSE

WalmirRosárioWalmir Rosário*

Segundo os historiadores, há utopias sonhadas e utopias tentadas. Umas assumem o papel político enquanto outras o religioso. Algumas são apenas sonhos de filósofos, que jamais saem dos livros. Já a Maçonaria abrange as duas, pois é uma utopia filosófica e uma tentativa de implantá-la na prática. Por isso, tem envolvimentos com a política e ainda é confundida com a religião.

A utopia prega um modo de vida universal – como na Maçonaria – com a finalidade de redimir o homem pecador e formar uma verdadeira fraternidade, em que o profano possa conviver com o religioso. Para isso, são escolhidos no meio social indivíduos de elite moral, no sentido de prepará-los para servir de alicerce para essa sociedade, seja nos aspectos espirituais ou interesses mundanos. Mas como é possível fazer isso numa sociedade múltipla, diversa? Veremos com a história de nossa cidade:

Para Canavieiras convergiram todos os povos, diferentes etnias. Cada um em busca de novas oportunidades. A data mais precisa desta invasão é o ano da era vulgar de 1882, quando foi noticiada mundo afora a descoberta de diamantes no Córrego do Salobro, terras da Vila Imperial de Canavieiras.

Brasileiros e estrangeiros de várias nacionalidades aqui aportaram em navios e canoas – até mesmo em lombo de burros. Entre os nativos, a grande maioria da Chapada Diamantina, com a única preocupação de “bamburrar”, ficar rico e poderoso faiscando os famosos diamantes das fraldas da Serra da Onça.

Sozinhos ou com as famílias, vieram de toda as partes do mundo para desbravar as matas, vasculharem os rios e córregos. Até mesmo uma empresa francesa investiu pesado na importação de equipamentos para esvaziar a Lagoa Dourada, onde acreditava-se ser um depósito fervilhante dessas pedras preciosas. Apesar das motobombas trabalharem dia e noite todo o esforço foi em vão e quanto mais tiravam, mais água ajuntava.

Como gente atrai gente – por ser o homem um animal gregário –, uma leva de mascates deixou de preambular de povoamento em povoamento para se aqui se estabelecer. Comércios de todos os tipos foram abertos, desde os armazéns de secos e molhados, com produtos para a subsistência e o trabalho, quanto para o luxo e o divertimento, uma praxe para os padrões da época.

Como bem nos narra o livro “Canavieiras – Terra Mater do Cacau”, de autoria dos professores Durval Filho e Aurélio Schommer, no capítulo “Todos Diferentes, Todos Iguais”, aqui se misturaram europeus, africanos, asiáticos, indígenas e os já brasileiros, numa grande miscigenação. Aos poucos, os nomes estrangeiros foram se associando aos locais, formando a população que hoje conhecemos.

Essa mudança na cor da pele também influenciou os costumes, a maneira de agir e de falar, deixando para trás usos e costumes tradicionais. A herança cultural nem sempre era conservada, ou pouco preservada em raros momentos do recesso do lar. Agora, tudo girava sobre o fazer fortuna em Canavieiras, conforme a pretensão de cada um que para aqui se deslocou com essa finalidade.

Como os diamantes não afloraram a contento e conforme as notícias contadas mundo afora, os garimpeiros – cristãos novos ou por profissão – foram obrigados a deixar a Serra da Onça e seus arredores para se dedicarem a novos ofícios, com pouquíssimas defecções. Agora o novo “eldorado” era a fortuna que poderia ser feita com os frutos cor de ouro que por aqui se multiplicavam nas roças de cacau.

Àquela época, o cacau não era exatamente uma novidade, pois aqui foi introduzido nas margens do Rio Pardo, na Fazenda Cubículo, por Antônio Dias Ribeiro, com as sementes trazidas pelo franco-suíço Louis Frederic Warneaux da longínqua região amazônica, mais exatamente do Pará, no ano de 1746. Com o mercado internacional em alta, o cacau ganha prestígio e os atores de sua cadeia produtiva: dinheiro.

E a Vila Imperial de Canavieiras continua vivenciar uma nova fase de progresso. Tanto isso é verdade, que por seu visível crescimento – na sede e nos povoados – a luta dos seus moradores era sair da condição de vila para se transformar na cidade de Canavieiras, tida e havida como a “Princesinha do Sul. Finalmente, em 25 de maio de 1891, o sonho se tornou realidade.

Mas e o que tem a ver essa história de Canavieiras com a Maçonaria? Tudo! Pois se confundem em todos os momentos. Canavieiras e a Loja Maçônica União e Caridade estão umbilicalmente ligadas. Então, vejamos que não são meras coincidências essas datas: em 17 de fevereiro de 1890, o governador Manoel Victorino Pereira nomeia o médico Antônio Salustiano Viana o primeiro intendente de Canavieiras. Em 27 de dezembro do mesmo ano de 1890, é lançada a pedra fundamental da Loja União e Caridade.

Em 25 de maio de 1891, o governador do Estado da Bahia, José Gonçalves da Silva, eleva a Vila Imperial de Canavieiras à condição de cidade. Meses depois, em 17 de agosto de 1891, foi concedida à Loja Maçônica União e Caridade a Carta Constitutiva – ou Patente – que confere à Loja o direito de funcionar como Regular, filiada ao Grande Oriente do Brasil (GOB), da qual saiu em 24 de junho de 1954, para se filiar à Grande Loja Maçônica do Estado da Bahia (Gleb).

Acima, nos referimos a Antônio Salustiano Viana, primeiro intendente de Canavieiras. Pois foi essa mesma personalidade integrante dos Maçons Regulares a fundar a Loja Maçônica União e Caridade e o seu terceiro Venerável Mestre. Aqui faço uma ligação com o início desta peça de arquitetura, demonstrando como a utopia é uma “filosofia” (termo ainda controverso como sinônimo) recorrente e necessária à Maçonaria na formação de um mundo melhor.

Para a Maçonaria, a utopia surge como uma sociedade dentro da própria sociedade, dela extraída por um processo seletivo que pode variar no tempo e no espaço. De simples ideia passa a ser uma prática de vida, na qual o homem sente que pelo exercício de uma disciplina mental, orientada por uma ação divina, pode se viver melhor. É daí que nasce a ética (princípios) e a moral (conduta) como forma de educação do espírito para a construção efetiva de um reino de harmonia, paz e bem-estar.

Para finalizar, a utopia maçônica, à época, fez de Canavieiras uma cidade melhor para se viver – mesmo com a diversidade, ou como diz o livro: “Todos Diferentes, Todos Iguais”, em harmonia, com a prática da ordem e da justiça. E o livro “Canavieiras – Terra Mater do Cacau” nos conta histórias de uma história da vida de nossa cidade, na qual a Loja União e Caridade teve participação ativa na formação de uma comunidade mais justa.

*Radialista, jornalista e advogado (M:. M:.)

Publicado originalmente no site www.costasulfm.com.br

Atletas de Canavieiras disputam etapa do GP Mundial de Kettlebell em Salvador

Em setembro (8), seis atletas representam a cidade em competição internacional

Por: Liliane Pólvora

Atletas canavieirenses se preparam para o GP Mundial

Canavieirenses se preparam para o GP Mundial

Esse ano a Bahia sediará pela primeira vez, em 8 de setembro, no São Salvador Hotéis e Convenções, uma etapa do GP Mundial de Kettlebell da Associação Mundial de Clubes de Kettlebell Sport (WAKSC). Entre os competidores, uma equipe formada por seis atletas de Canavieiras representará a cidade na competição.

O GP é uma oportunidade para os atletas estarem entre os melhores desse esporte, que é o levantamento de peso e exige força e habilidade com o kettlebell, uma bola de ferro com alça que pode pesar de 8 a 32 kg em campeonatos.

O esporte consiste em quatro provas – jerk, snatch, long cycle e o biathlon, disputadas em 10 minutos em campeonatos oficiais, separadas por categorias de peso e do kettlebell, aliando força, técnica e resistência. Vence o atleta que executar mais repetições, validadas pelo árbitro, no tempo da prova.

A competição reunirá desde atletas iniciantes a campeões mundiais da modalidade como os russos Denis Vasilev e Sergey Rachiskyi, sendo o último, sete vezes recordista mundial no Guinness Book em levantamento de peso. O GP conta com 65 competidores, sendo que 57% dos inscritos são da Bahia, além de atletas vindos dos estados de Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco. Também participam atletas dos Estados Unidos, Rússia, Polônia, Argentina e Chile.

KETTLEBELL EM CANAVIERAS

Há pouco mais de um ano o kettlebell esportivo começou a ser praticado em Canavieiras quando, após fixar residência na cidade, o professor de educação física João Rosário iniciou a promoção do esporte e treinamento de atletas, que representam a equipe Brutal Strength and Conditioning, liderada por ele.

Em março (25), a cidade sediou o primeiro torneio de kettlebell sport e atletas locais fizeram sua estreia na modalidade. Desde então os treinos para a edição Brasil do GP World Kettlebell Grand Prix Series – WKGPS BRASIL se intensificaram e os atletas já estão preparados para disputar a prova snatch, preferida pela maioria dos praticantes do estado. “O snatch é o movimento mais fluido do kettlebell onde ele é levado em um movimento só da altura do joelho para acima da cabeça com o braço travado no alto”, explica Rosário.

Na Bahia, o esporte vem se tornando popular desde 2015, quando as primeiras competições foram realizadas. “Salvador possui atualmente um dos maiores times de kettlebell sport do país, que juntos com atletas de outras equipes da capital e da cidade de Canavieiras podem garantir para o estado o maior número de medalhas na competição”, explica João Rosário, que também é o organizador do GP e pioneiro no treinamento e realização de competições de Kettlebell no Brasil.

ATLETAS

João Rosário foi Medalha de Ouro no Chile

João Rosário foi Medalha de Ouro no Chile

Em 28 de julho João Rosário conquistou medalha de ouro na prova individual e segundo lugar por equipes no torneio latino-americano no Chile. Ele foi o único representante da Bahia na competição, que ainda teve a participação de três atletas de São Paulo.

Além de atleta, João Rosário é especialista em Kettlebell Sport, fundador e ex-presidente da Federação Brasileira de Kettlebell, pioneiro no treinamento de atletas e promotor das principais competições no Brasil desde 2014. Desde 2016 morando em Canavieiras, ele segue o treinamento de atletas para competir no GP em setembro e, segundo ele, a única pendência agora para a participação da equipe de Canavieiras são os custos da viagem e, por isso, ele espera conseguir auxílio do poder municipal.

Dentre os sete atletas de kettlebell sport de Canavieiras temos professores de educação física, como a multipremiada no judô e jiu jitsu Joyce Araújo, o professor de kettlebell Leandro Alves, o desportista Jessé Oliveira, praticante de stand up paddle, Tárcio Oliveira, guarda municipal e estudante de fisioterapia, e Poliana Silva e Nara Lima, que encontraram no kettlebell um aliado para manter o condicionamento físico.

Para conhecer um pouco mais sobre o trabalho de João Rosário acessar o site www.brutalsc.com e sobre o GP Brasil no www.wkgpsbrasil.com.br

Maçom centenário recebe placa de reconhecimento

Delegado Distrital Raimundo Tedesco, Venerável Mestre Lázaro Magnavita, Jonaval Freire e o Venerável de Honra Arenilson Mota Nery

Delegado Distrital Raimundo Tedesco, Venerável Mestre Lázaro Magnavita, Jonaval Freire e o Venerável de Honra Arenilson Mota Nery

A Grande Loja Maçônica do Estado da Bahia (Gleb) disntiguiu o Mestre Maçom Jonaval Freire (Vavá), com uma placa em homenagem ao seu aniversário de 100 anos. A honraria foi entregue nesta quarta-feira (26), durante a sessão econômica da Loja Maçônica União e Caridade, de Canavieiras, da qual Vavá é membro.

A placa foi entregue pelo Venerável de Honra Arenilson Mota Nery, que ressaltou os serviços prestados por Jonaval durante os 52 anos de filiado à Maçonaria. “Ele sempre foi um exemplo para os maçons, desempenhado cargos e atividades dos mais diversos, sempre com competência e responsabilidade”, ressaltou Arenilson Nery.

Bastante emocionado, Jonaval Freire agradeceu aos Irmãos e a Grande Loja Maçônica do Estado da Bahia (Gleb), dizendo ser um honra ter convivido por todos esses anos na Ordem. “É muita bondade de todos. Sempre fiz o que deveria fazer e me orgulho muito de pertencer à Loja União e Caridade, que hoje tem em seus quadros meu filho de sangue e irmão maçom Boaventura”, disse Vavá.

Para o Venerável Mestre Lázaro Magnavita, a placa é apenas uma homenagem simbólica, mas representa o reconhecimento dos 100 anos de vida e os 52 anos dedicados à Maçonaria. “É um orgulho para nós maçons ter um irmão desta idade ainda em atividade e repassando todos os conhecimentos e experiência de vida fraternal”, concluiu Lázaro.

Baiano disputa torneio latino-americano de kettlebell Sport

Chances de medalha para Canavieiras no próximo dia 28 de julho no Chile

Por: Liliane Pólvora

João Rosário treina forte para o campeonato

João Rosário treina forte para o campeonato

João Rosário representará a Bahia e o Brasil no Torneio Latino-Americano de Kettlebell Sport, que será realizado em 28 de julho, na cidade de Viña del Mar, localizada a 130 km de Santiago, capital do Chile.

Rosário, que está na categoria para atletas até 73 kg, disputará a prova Long Cycle e, por 10 min, levantará dois kettlebells de 24 kg. Nessa prova, o kettlebell é levado da altura do joelho até o peito e do peito até acima da cabeça e vence o atleta que conseguir executar mais repetições no tempo da prova.

O torneio é organizado por Rodrigo Cañas, da empresa Pesa Russa, pioneira na realização de campeonatos e cursos de qualificação em kettlebell sport no Chile e será válido pela Associação Mundial de Clubes de Kettlebell Sport WAKSC. Cañas já competiu no Brasil em 2016, na 1ª edição do GP da Associação Mundial de Clubes de Kettlebell Sport – WAKSC em Curitiba, e já confirmou presença na edição 2017, no dia 8 de setembro, em Salvador

Participar do torneio do Chile será uma grande oportunidade de convidar atletas de toda a América Latina para o GP Brasil da WAKSC além de ir em busca de mais uma medalha para a Bahia”, explica Rosário, que também é um dos organizadores do Campeonato Baiano 2017, que acontece em 5 de agosto no Clube da Adelba, em Salvador.

Em 25 de março João Rosário realizou em Canavieiras o primeiro torneio de kettlebell sport do interior da Bahia incentivando a prática do esporte na cidade. Participaram da competição atletas locais e de Salvador, onde o esporte já é praticado há mais tempo, mas atletas de Canavieiras fizeram bonito conquistando inclusive medalhas de ouro em algumas categorias.

Os atletas de Canavieiras começaram a treinar há pouco mais de um ano, quando João Rosário fixou residência na cidade e iniciou a promoção do esporte. Ele avisa que já descobriu talentos do esporte em Canavieiras, que estão sendo preparados para competir no GP mundial de Kettlebell em Salvador e são promessas de medalhas.

PIONEIRISMO

Com várias certificações internacionais em kettlebell, o baiano João Rosário treina atletas campeãs no esporte é fundador e ex-presidente da Federação Brasileira de Kettlebell Lifting (FBKL) e coordenou desde 2014 os principais campeonatos nacionais de kettlebell do país. Ele é diretor da Brutal Strength and Conditioning, que tem a representação oficial da World Kettlebell Grand Prix Series para realizar etapas do GP mundial de kettlebell no Brasil reconhecidos WAKSC.

Segundo João Rosário, desde 2015, quando os primeiros campeonatos foram realizados na Bahia, o número e o nível técnico dos atletas aumentou e, atualmente, Salvador possui um dos maiores times do Brasil. Ele explica que o campeonato baiano será a quarta competição realizada em Salvador e a quinta no estado e “uma oportunidade de preparação maior para os atletas que irão competir na etapa Brasil do GP mundial da WAKSC, que será realizada pela primeira vez na Bahia, no dia 8 de setembro, no São Salvador Hotéis, em Salvador”.

O Kettlebell Sport é um levantamento de peso que exige força e habilidade com o kettlebell, uma bola de ferro com alça que pode pesar 24 quilos na categoria feminina e 32 kg masculina em campeonatos profissionais.

O esporte consiste em quatro provas – jerk, snatch, long cycle e o biathlon, disputadas em 10 minutos em campeonatos oficiais, aliando força, técnica e resistência. Vence o atleta que executar mais repetições, validadas pelo árbitro, no tempo da prova.

Mais informações sobre o esporte, campeonatos e sobre o trabalho de João Rosário no site: www.brutalsc.com

Chocolate é comida de boi

Walmir Rosário*

Calma, gente, isso acontece lá na Austrália, onde o chocolate serve como iguaria e tranquilizante para os animais da raça Wagyu (japonesa), que são transformados em kobe beef, uma das carnes mais saborosas do mundo. E como tudo tem seu preço, um quilo dessa carne é vendida em todo mundo pelo preço de arrobas que conseguimos vender por aqui.

Ao tomar conhecimento dessa notícia,pensei logo nos benefícios que poderiam trazer à cultura do cacau, com esse incentivo ao consumo do conhecido manjar dos deuses. Já imaginaram quanto embolsariam a mais os nossos produtores exportando mais cacau? Marketing a Canavieiras é o que não falta e teríamos como símbolo a fazenda Cubículo, primeira plantação de cacau da Bahia.

Mas ao relembrar as propostas de aumento da produção de cacau através da elevação do consumo, logo me aquietei pensando no histórico dessas tentativas anos a fio pelo antigo Conselho Consultivo dos Produtores de Cacau (CCPC), que trocou o C de Consultivo pelo N de Nacional.

Ainda recordo das visitas de nossos conselheiros à China, que tinha como missão fazer com que apenas 10% dos chineses tomassem apenas uma pequena xícara diária de chocolate. Entre idas e vindas, a verdade é que se passeou muito e não conseguiram trocar o sagrado chá dos chineses pelo nosso cacau.

Uma lição caseira também me chama a atenção, que seria a introdução do chocolate na merenda escolar, com pioneiras tentativas, todas infrutíferas e de redundante fracasso. Não o porquê, mas a verdade é que essa ideia nunca foi transformada numa política pública, e não cabe a esse pobre escrevinhador pesquisar. É o papel dos cacauicultores.

Longe de mim afirmar – em alto e bom som – que a atitude do pecuarista australiano não irá produzir resultados positivos para o cacau. Também não vou sair por aí recomendando a introdução dessa nobre dieta aos pecuaristas brasileiros. Cabe-me apenas mostrar o que está sendo feito em terras distantes aos nossos patrícios. E vale a pena tomar conhecimento.

Antes de mais delongas, vale explicar que o kobe beef é considerada sinônimo de maciez, com gordura marmorizada e sabor inconfundível, que combina com o paladar dos consumidores que pagam em dólares e euros. Afinal, esses animais recebem um tratamento de luxo e carinho, sem falar da alimentação especial que recebem. Nada mais justo.

Tudo é uma questão de valor e disposição de pagar, como diriam os economistas para explicar a disposição desse seleto grupo de exigentes consumidores. De olho nessa demanda, o pecuarista Scott de Bruin, do Sul da Austrália, passou a investir na alimentação desses bovinos, oferecendo grãos especiais e frutas como maçãs.

Para agregar mais valor ao seu produto, Scott também passou a incluir o nosso chocolate na dieta do rebanho Wagyu, com a finalidade de aumentar as calorias consumidas. Com isso, conseguiu – segundo ele – a elevar o marmoreio da carne, tornando o kobe beef do seu rebanho ainda mais especial e de preço alto.

Acreditem que é a mais pura verdade. O pecuarista australiano consegue servir essa dieta composta por grãos, frutas e chocolate a todo o seu rebanho, formado por 7,5 mil cabeças, quando eles atingem os 30 meses. Ao sentir o cheiro do chocolate, as rezes se aproximam e comem à vontade (acredito que lambendo os beiços, como se diz popularmente).

Para o fazendeiro australiano, o consumo do chocolate faz com que o seu rebanho fique bem alimentado e mais feliz, transferindo esse bem-estar à qualidade e ao sabor da carne. A qualidade do tratamento a esses animais não se restringe ao chocolate e eles também ganham sessões de massagens, acupuntura, ouvem música clássica e dormem em tapetes térmicos, para que não sofram estresse. Um luxo!

Pelos meus parcos conhecimentos da pecuária, não sei se o chocolate é o elixir da felicidade para os nobres animais da raça Wagyu do Sul da Austrália, mas de cátedra, posso assegurar que no Brasil não merece confiança o chocolate por aqui consumido. Com raríssimas exceções, oriundas de fabricação caseira (artesanal) e pequenas fábricas.

Cada um tem o sonho de consumo que merece.

Radialista, jornalista e advogado

Publicada originalmente no www.costasulfm.com.br

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