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(in)Segurança pública

Walmir Rosário

Em que pese a boa vontade do vereador do PCdoB, Luís Sena, em marcar uma sessão especial para debater sobre a segurança pública em Itabuna, as autoridades ligadas a essa área sequer apareceram ou se dignaram a se fazer representar. Nova foi reunião marcada para terça-feira (11) e desmarcada novamente por falta de confirmação.

Na verdade, essa reunião não poderia prosperar por dois motivos, haja vista a total falta de interesse demonstrada pelos vereadores em outras sessões especiais. Num flagrante desrespeito aos convidados, vereadores que não convocam as tais sessões sequer comparecem, como se não fosse obrigação de cada um deles discutir os problemas da comunidade.

Outro motivo da ausência das autoridades deve ter sido a total falta de operacionalidade das discussões. Não tem a Câmara Municipal poder para instituir o Conselho Municipal de Segurança e tampouco o Fundo Municipal de Segurança, cuja competência é restrita ao Poder Executivo e, ao que parece, não tem se mostrado preocupado com a importância do assunto.

Em Ilhéus, a situação é inversa, e o prefeito Jabes Ribeiro demonstrou estar em sintonia com os anseios da população e interessado em resolver os problemas que a afligem. Para tanto, convidou autoridades ligadas ao segmento, analisaram a problemática e propuseram soluções, dentre elas a elaboração de projeto do Conselho e Fundo Municipal de Segurança, a ser enviado para apreciação do Legislativo.

Ao que tudo indica, a situação em Ilhéus é diferente da vivida em Itabuna, onde o Poder Executivo só envia matérias do interesse do Município no apagar das luzes dos períodos legislativos, no sentido de serem apreciados em cima da perna. Não é a primeira vez que essa prática é denunciada por alguns vereadores, descontentes em não poder analisar as questões como elas merecem.

Apesar do Poder Legislativo ser considerado o “espelho” da população, os vereadores de Itabuna, com honrosas exceções, não têm se dado conta disso e andam na contramão da história do Legislativo itabunense. Até bem pouco tempo atrás, os debates das questões municipais tinham público cativo e esses assuntos eram debatidos em cada esquina da cidade. Hoje, o eleitor sequer lembra o nome de quem votou na última eleição, tal o esquecimento.

Ao que tudo indica, não são as autoridades ligadas à área de segurança pública afeitas à desídia e ao descaso de chamamentos, até porque comparecem, sempre que convidadas, aos encontros promovidos por outras instituições da comunidade. Associação Comercial de Itabuna, Câmara de Dirigentes Lojistas, Grupo de Ação Comunitária, entre outras entidades, já promoveram encontros com a mesma finalidade, com a presença de todos os convidados e platéia interessada.

A segurança pública, um dever do Estado, é hoje o assunto de mais interesse do cidadão, indefeso ao contingente de marginalizados vivendo na periferia das grandes cidades. Entretanto, esse mesmo cidadão é relegado ao desprezo pelos governantes quando o assunto é considerado pelos marqueteiros oficiais de não dar votos e ainda ser complicados de serem resolvidos.

Com a proximidade das eleições municipais, daqui pra frente será muito comum aos vereadores, principalmente os dos ainda chamados partidos de esquerda, acostumados à agitação popular. Antes, esse era o único meio de comunicação que dispunham para manter o eleitor informado.

O que não faz mais sentido é tentar mobilizar parte da sociedade somente nas proximidades das eleições, gastando, em vão, energias suficientes, e que poderia ter despendido nos quatro anos de mandato. Aí, sim, o seu trabalho seria muito mais profícuo e toda a sociedade seria beneficiada. Talvez esse tipo de embuste urdido contra a população seja bem mais nocivo do que a violência praticada pelo que estão à margem da sociedade.

Jornalista, advogado e editor do www.ciadanoticia.com.br

Publicado no Jornal Agora em 12-05-04

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