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Do Público ao Privado

O MASCATE DA POLÍTICA I

O governador Wagner e o prefeito de Itamaraju, Manoel Pedro, em mais uma promessa

O governador da Bahia, Jaques Wagner, adotou uma tática utilizada pelo Partido dos Trabalhadores (PT), e que deu certo, culminando com a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva na eleição presidencial de 2002: viajar pelo Brasil, se “vendendo” ao povo mais simples e carente do país, no sentido de desmistificar o estigma do PT e seus candidatos. Pois o Wagner está usando da mesma estratégia para arregimentar os apoios com vistas a eleger o maior número possível de candidatos aliados na eleição municipal de 2012.

Em Ilhéus já deu o seu recado e disse como queria manter a coligação, encabeçada, de preferência, com o PT e o PSB, além dos outros partidos com representação no Município. Em cada uma dessas visitas, brinca com os políticos, diz o que os eleitores querem ouvir, promete obras e serviços e sai radiante com o “trabalho” que fez junto à população.

O MASCATE DA POLÍTICA II

Além de Ilhéus, o governador fez carinho em outra dezena de prefeitos, aos quais promete juras de amor eterno e muitas obras a inaugurar até o termino do mandato deles. Nada mal para quem é bastante criticado em todo o estado pela exiguidade de obras e serviços, apesar das veiculação constante de propaganda no rádio e na TV.

Para a oposição, a Bahia real é bastante diferente da Bahia que aparece na televisão, onde são veiculadas obras do Governo Federal (parceria) e da iniciativa privada, a exemplo do Porto Sul. Em Itabuna, por exemplo, a oposição diz que já tem a campanha de governador de 2014 na ponta da língua, toda ela baseada na publicidade oficial que trabalha com o mote “tem, tem, tem”.

O MASCATE DA POLÍTICA III

Durante a campanha eleitoral do próximo ano e de 2014, os partidos de oposição ao governador Jaques Wagner prometem “copiar” a melodia da música “tem, tem, tem”, fazendo uma paródia com a letra. A intenção é mostrar aos eleitores de Itabuna e região que tudo que o Governo do Estado mostra na televisão nada tem a ver com o que acontece na cidade.

Segundo os políticos, os marqueteiros deverão criar jingles e clipes mostrando as obras inacabadas e as não iniciadas, com um texto comprometedor, mais ou menos parecido com isso. “Venha comigo, venham a ver que o Governo da Bahia faz de maldade com a população”. Aí entra a musiquinha tem, tem, tem, e a locução. “Em Itabuna tem um centro de convenções inacabado, tem, tem, tem!; em Itabuna tem um teatro inacabado, tem, tem, tem!”. E a criatividade fica por conta dos marqueteiros.

REGIÃO METROPOLITANA I

O debate foi oportuno para conhecer a propostas e a realidade

Valeu a iniciativa da AmItabuna, presidida pelo advogado municipalista Alah Góes, em promover um evento bastante esclarecedor sobre a finalidade de uma Região Metropolitana (RM). A qualidade dos palestrantes foi de excelente qualidade e a informação repassada aos presentes foram decisivas para que os membros da sociedade regional, pelo menos dos municípios envolvidos na Indicação apresentada pelo deputado estadual Coronel Gilberto Santana, possam tomar posições, a favor ou conta, a depender do ponto de vista de cada um.

Uma das críticas que tem sido feita ao trabalho apresentado por Gilberto Santana é quanto à quantidade dos municípios participantes, quando a realidade demonstra que é decisivo para o sucesso de uma RM o agrupamento de poucos municípios, que tenham problemas comuns e que possam se completar. Não adiantaria criar uma RM com cidades de regiões diferentes, o que iria dar mais complexidade aos projetos, dificultando, portanto as soluções apresentadas para a realização de obras e serviços em conjunto.

REGIÃO METROPOLITANA II

Desde a promulgação da Constituição do Estado da Bahia, em 1989, por iniciativa dos deputados Daniel Gomes e Antônio Menezes (autor e relator), foi incluída a criação da Região Metropolitana de Itabuna, mas não saiu do papel. Agora, a partir da indicação de n° 18.466/11 do deputado Coronel Santana, a Região Metropolitana do Sul da Bahia, envolvendo as cidades de Itabuna e Ilhéus, além dos municípios circunvizinhos poderá ser criada, dependendo apenas da elaboração de um projeto de Lei, de iniciativa do governador do Estado, para ser encaminhada ao Poder Legislativo.

Por conta disso, foram realizadas discussões e esclarecimentos a população em torno do que consiste uma RM e os seus benefícios com a criação de uma gestão compartilhada. De acordo com Allah Góes, a análise, que foi feita por dois especialistas em Região Metropolitana, a professora titular da USP, Adélia de Souza, e o professor da UFRN, Aldo Aluízio Dantas da Silva, serviu para atestar a possibilidade de se formar uma RM com dois Pólos (Itabuna e Ilhéus).

REGIÃO METROPOLITANA III

Na abertura das discussões, a professora Adélia de Souza expôs sobre a importância e a necessidade urgente de instituir uma Região Metropolitana no Sul da Bahia, pelo papel que ela pode desempenhar no estado baiano de interligação entre o Centro-Oeste e Sul do Brasil. “Eu acho que ela tem um papel estratégico no contexto nacional muito importante, e é assim que tem que ser verificada a RM. Não se pode olhar para dentro é preciso olhar para o país e para o funcionamento do Mundo”, destacou a professora que foi uma das artífices da Região Metropolitana de São Paulo, em 1968.

Em seguida, o professor da Aldo Aluízio Dantas da Silva, que é grapiúna da cidade de Coaraci, discutiu alguns conceitos relativos à formação e implantação da Região Metropolitana do Sul da Bahia. Durante a sua apresentação foram expostos argumentos técnico-científicos no sentido da criação dessa região, além de mostrar que é necessário criar um organismo de gestão coletiva, com a finalidade de evitar o planejamento de forma extemporânea.

REGIÃO METROPOLITANA IV

O presidente da Amurc, Cláudio Dourado, informou que a entidade vem trabalhando no sentido de promover a Região Metropolitana junto aos municípios filiados, por considerar as condições favoráveis para prospectar recursos e implantar infraestrutura conjunta. Para isso, tem-se buscado o melhor entendimento no que consiste a RM e os seus benefícios, que poderão se concentrar na coleta de lixo, serviços de infraestrutura, segurança pública, telefonia, dentre outros, razão pela qual abraçou, juntamente com a AmItabuna, a iniciativa de realizar este evento.

Com a criação da Região Metropolitana, Dourado acredita no desenvolvimento das ações políticas nos municípios. “Nós teremos ações descentralizadas, não só no eixo entre Ilhéus e Itabuna, mas eles irão ter participações objetivas tanto na questão administrativa, educacional, e na indústria, no sentido de ter uma administração compartilhada, em condições bem mais confortáveis para essas regiões”.

ALICE DE NOVO NO DEM

A presidenta do diretório municipal do Democratas (DEM) em Itabuna, Maria Alice Araújo, será reconduzida ao cargo na convenção que a agremiação política realiza neste sábado (16), a começar pela chapa única, que deverá ser eleitpor aclamação. Apesar de alguns membros de “alto coturno” ter ensaiado candidatura, a intenção não entusiasmou os membros da Executiva ou do Diretório.

Há 37 anos atuando na política partidária em Itabuna, Maria Alice Araújo conhece os caminhos e meandros da arte política, como tem demonstrado fartamente. Fiel ao amigo Fernando Gomes, que deixou o DEM para voltar ao PMDB, ela preferiu dar continuidade ao trabalho desenvolvido no diretório, principalmente para dar suporte à administração municipal. Da sede do DEM, no bairro Jardim Vitória, ele recebe os correligionários, dá as ordens aos cabos-eleitorais e se comunica com os eleitores dos bairros mais distantes.

AZEVEDO É O CANDIDATO

A todos Maria Alice garante que o DEM continua com antes e que o atual prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo, é o candidato do partido na eleição de 2012. Segundo Alice, o partido está coeso e não existe a possibilidade de um bate-chapa, até por ser o prefeito candidato natural, a não ser que acontecimentos outros venham a ocorrer.

Entretanto, apesar da convicção da presidenta do DEM, Maria Alice, existe um personagem trabalhando no submundo político para tentar viabilizar o seu nome. Apesar do esforço que vem sendo empreendido por esse filiado, será muito difícil conseguir derrubar o de Azevedo, que deverá se manter no DEM. Mas que esse personagem tenta furar o bloqueio é verdade, e todos sabem que é ele, inclusive o prefeito, que o mantem numa secretaria, segundo dizem, por pressões e mais pressões.

O DEM FAZ QUE NÃO VÊ

E não é que Azevedo será obrigado a continuar filiado ao DEM para não correr risco de perder o mandado? Pois é, mas que ele tentou “pular a cerca”, até que tentou, e muito, mas não conseguiu o seu intento, por pura falta de confiança nos dirigentes dos partidos que flertou. Em todos eles é considerado um político que não honra a palavra e os compromissos assumidos, em decorrência de sua atuação na campanha eleitoral passada.

Quis “namorar” com todos os partidos e candidatos, mas foi incapaz de “pedir a mão em casamento”. Para os dirigentes desses partidos, Capitão Azevedo traiu a todos, com “conversa mole”, através de “juras de amor eterno”, desfeitas assim que aparecia outro pretendente. Definitivamente, não foi aceito no Partido Popular (PP), muito menos no recém-criado Partido Social Democrata (PSD), comandado na Bahia pelo vice-governador Otto Alencar.

Ainda vai ter que se explicar com o deputado federal ACM Neto, que até agora não “engoliu” as desculpas esfarrapadas dadas por conta da traição partidária aos candidatos do DEM.

CONVOCAÇÃO COMPULSÓRIA

As convocações de servidores para as empreitaedas são frequentes

E para abrilhantar a convenção do DEM, o prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo, reuniu todos os ocupantes de cargos de confiança e funcionários do quadro que gozam da regalia de função gratificada (os famosos FGs) na sede do clube dos servidores, a Usemi. No encontro, a convocação pura e simples para que todos compareçam, neste sábado (16), às 14 horas na sede do DEM, no Jardim Vitória.

Além do comparecimento, o prefeito ainda compeliu a todos que portem os documentos, a exemplo do título de eleitor, para procederam a filiação ao Democratas. Nas entrelinhas da convocação, o comparecimento será obrigatório para aqueles que pretendem continuar “gozando da confiança” do prefeito, o mesmo valendo para quem tem FG.

Afinal, o prefeito se comprometeu com Maria Alice em ajudar a realizar uma das maiores convenções já organizadas em Itabuna. Caneta na mão tem para isso, para desgosto dos convocados.

A TRAGÉDIA E A FARSA

Tem razão quem diz, a exemplo do sociólogo alemão Karl Marx, que a história acontece em forma de tragédia e só se repete como farsa. Em Ilhéus, essa frase cai como uma luva, quando o assunto é o movimento grevista deflagrado pelo Sindicato dos Servidores Público Municipais de Ilhéus (Sinsepi), e faz lembrar os tempos em que o deputado federal Geraldo Simões (PT) ainda dava as cartas nos movimentos paredistas.

Lá como cá, o modus operandi é o mesmo e por qualquer motivo fecham unidades da administração pública municipal sem qualquer aviso ou motivo relevante. No caso de Geraldo Simões quando era o todo-poderoso do Conselho das Entidades Representativas dos Funcionários da Ceplac, se tratava apenas de uma criação com membros de outras entidades, mas sem registro ou outra responsabilidade civil. Já no caso do Sinsepi a história é outra, por se tratar de um sindicato legalmente constituído e com direitos e deveres a serem observados.

Calma, gente!

JUSTIÇA CHEGA NA HORA

A população impedida de receber a assistência na área da saúde

A Justiça tarda, mas não falha, diz o velho ditado. Entretanto, em decisão liminar concedida na tarde desta sexta-feira (15), a vice-presidente do Tribunal Regional do Trabalho (5ª Região), desembargadora Maria Adna Aguiar do Nascimento, determinou a volta de pelo menos 50% do pessoal lotado nos postos de saúde de Ilhéus. A medida liminar atende ao pedido da Procuradoria-geral do Município de Ilhéus em ação de Dissidio Coletivo para Declaração de Ilegalidade de Greve, realizada nos postos de saúde do Município.

Caso não a determinação judicial não seja obedecida, foi estipulada uma multa diária de R$ 10 mil, ao Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Ilhéus. Na mesma decisão, a desembargadora agendou para a próxima quarta-feira (21), uma audiência de Conciliação entre a Prefeitura de Ilhéus e o Sinsepi.

BOA NOTÍCIA

Aos poucos, vão caindo os participantes do núcleo de corrupção do Ministério dos Transportes. Nesta sexta-feira (15), o ministro Paulo Sérgio Passos assinou portaria determinando o afastamento temporário de Sadok e a abertura de um processo de administrativo que pode resultar na demissão dele do serviço público. O ministério divulgou nota sobre o assunto: “O ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, decidiu afastar temporariamente o diretor-executivo do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit) que estava respondendo pela Diretoria Geral do órgão. Ao mesmo tempo, constituiu Comissão de Processo Administrativo Disciplinar para apuração dos fatos noticiados pelo jornal Estado de São Paulo, na edição do dia 15 de julho de 2011″.

Sadok acumulava o cargo de diretor-geral interino do Dnit em substituição a Luiz Antônio Pagot, que tirou férias após ameaça de ser demitido em meio ao escândalo de corrupção no Ministério dos Transportes.

A mulher de Sadok, Ana Paula Batista Araújo, é dona da Construtora Araújo, contratada para cuidar de obras nas rodovias BR-174, BR-432 e BR-433, todas em Roraima e ligadas a convênios com o Dnit, principal órgão executor do Ministério dos Transportes. A aplicação de aditivos, que aumentam prazos e valores, ocorreu em todos os contratos. Sadok trabalhou em Roraima em 2001, no antigo Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER), como diretor de obras.

CONTAM POR AÍ…

Corria aí o fim dos anos de chumbo com a volta do Brasil ao estado democrático de direito, quando os movimentos sociais começaram a ser organizados na Ceplac. Inevitavelmente, chegaram as greves, diante da falta de sensibilidade (falta de costume) da direção de empresas públicas (até privadas) em ouvir e negociar as reivindicações dos trabalhadores. Era a queda-de-braço entre as duas partes: patrões e empregados, os primeiros acreditando que a força ainda imperava, enquanto os segundo tinham convicção de que era chegado o momento de testar as afirmações do presidente general Figueiredo de que o país caminhava para uma democracia, “nem que fosse na marra”. Quem sabe faz a hora não espera acontecer, exatamente como na música de Geraldo Vandré.

Saem os militares, entram os civis, capitaneado por José Sarney – instrumento dos militares, que soube “pongar” na redemocratização do país com a campanha Diretas Já! – após a morte de Tancredo Neves. Junto com ele, sobem pela rampa do Palácio do Planalto os militantes do PMDB, responsáveis pela luta contra a ditadura, apesar de um tanto desfigurado com o acréscimo da “letra P” ao velho MDB cansado de guerra.

Em Ilhéus, um dos próceres do partido, o médico e deputado Jorge Viana reivindica a indicação da direção da Ceplac prometendo “virar a instituição de cabeça pra baixo” e impor novos ritmos. Para tanto, nomeia o advogado Josuelito Brito secretário-geral e busca ex-funcionários do órgão considerados injustiçados para imprimir o novo projeto. Entre eles, eis que chega o engenheiro agrônomo Ubaldino Dantas, ex-chefe do Departamento de Extensão (Depex), para dirigir a Coordenadoria-regional para a Bahia e Espírito Santo.

Homem afeito ao diálogo e costumeiro cumpridor da palavra empenhada, Ubaldino Dantas prevê a mudança de costumes na relação trabalhista e atende às reivindicações dos funcionários cedendo o ginásio de esportes da Ceplac para a realização da primeira assembleia. Lá na presença de mais de mil ceplaqueanos vindos de escritórios locais e estações experimentais da região, celebram a volta da democracia e fundam o Conselho das Entidades Representativas dos Funcionários da Cepalc, formada pela Associação dos Funcionários da Ceplac (AFC), Sociedade dos Engenheiros Agrônomos do Cacau (Seac) e Sociedade dos Técnicos Agrícolas do Cacau (Stac).

E o coordenador-regional Ubaldino Dantas era uma das pessoas mais aguardadas na assembleia, que demorava a começar e causava ansiedade nos presentes, dada a importância histórica do ato. Lá pras tantas, quase no fim da tarde, eis que chega Ubaldino, faz discurso pró-funcionários e deixa o encontro. Dava para notar a apreensão dos ocupantes de cargos de confiança, que após a saída de Ubaldino resolveram voltar ao prédio da coordenadoria.

Lá tomaram conhecimento da realidade e dos fatos ocorridos antes da assembleia. Pressionado pelo secretário-geral Josuelito Brito a não permitir a realização da assembleia dentro da área e no horário do expediente, Ubaldino Dantas não cedeu e garantiu a palavra empenhada, mesmo pagando um alto preço: a exoneração do cargo de coordenador e do quadro técnico da Ceplac, que tinha ocupado muito recentemente.

Ao invés de aceitar as pressões, Ubaldino preferiu a demissão por telefone e foi assistir a assembleia história da redemocratização da Ceplac. Um sujeito de fibra, sem sombra de dúvida.

Diagnosticado: Síndrome de Napoleão

Gerson Marques

Mal assessorado ou mal intencionado, sabe-se lá, o coronel, deputado Gilberto Santana, inventou um factoide certo de que isso pode render votos ao seu projeto de prefeito em Itabuna. A ideia mirabolante é tomar grande parte do território de Ilhéus estendendo a fronteira para logo depois da UESC (sentido Itabuna/Ilhéus), da noite para o dia seria de Itabuna não somente os dois hipermercados, como também a CEPLAC, UESC, Salobrinho, seus habitantes, bichos, rios e florestas.

De tão hilário, pode-se até imaginar uma reunião do deputado com sua assessoria como em uma cena do famoso desenho animado dos anos noventa “Pink e Cérebro”, em que um dos personagens fricciona as mãos e diz: “Qual a ideia genial para dominarmos o mundo hoje chefe?”, no que o chefe dana a apresentar suas ideias mirabolantes que nunca dão certo.

O Coronel Deputado faz parte de uma comissão da Assembleia Legislativa do Estado encarregada de resolver exatamente problemas de litígios territoriais entre as cidades baianas, ao inventar esse factoide mirabolante ele abre mão da condição de juiz e torna-se parte, o que o descredencia completamente para permanecer na comissão. Nesse caso, paira sob o deputado uma suspeição, ele já tomou lado antes de concluir os trabalhos.

Não seria necessário lembrar que o Coronel Deputado tem uma longa história de serviços prestados às causas do autoritarismo e da ditadura, essa lembrança me veio à memória quando ouvi a sua entrevista no programa de Gil Gomes, o estilo trator que brinda jornalistas e oponentes com a grossura habitualmente dispensada ao tratamento da tropa, transparece um homem autoritário e grosseiro. Os novos tempos de democracia e diálogo deixam o Coronel assim como um peixe fora d’água.

Como uma lembrança puxa outra… Vamos a um acontecimento que ilustra bem a concepção de democracia do coronel, quando em dois mil, protagonizou uma das páginas mais tristes da história recente, comandando o massacre a milhares de índios em Porto Seguro exatamente durante as festas dos quinhentos anos do descobrimento do Brasil. A repercussão negativa internacional foi avassaladora para a imagem do Brasil. O Coronel entrou para história como algoz.

De tão esdrúxula a ideia de tomar de Ilhéus o que a Ilhéus pertence, a tese não tem o menor apoio nem mesmos entre os itabunenses, as pessoas de bem e a sociedade regional repudiam qualquer coisa que signifique usurpar a propriedade alheia. Creio inclusive que essa é a formação do deputado, reconhecidamente um homem honesto (apesar de autoritário), afinal, quando ainda coronel prendeu inúmeros meliantes na condição de usurpadores do alheio.

Todavia, quero deixar claro que se por um acaso inaceitável, repito: inaceitável, a população do Salobrinho for consultada a optar, não tenho a menor dúvida, senhor Coronel, a opção será francamente majoritária a Ilhéus, afinal quem nasce ou vira ilheense não troca isso aqui por nada.

A psicologia explica fácil sua “Síndrome de Napoleão”, é sequela de uma  “invejite aguda”, afinal viver em Ilhéus e poder ser um ilheense é opção somente para escolhidos, o Coronel deu azar de não nascer em Ilhéus, e nem a vida lhe proporcionou a oportunidade de aqui viver ou trabalhar.

Para acabar com a conversa, senhor Coronel, quero te dizer uma coisa de homem para homem: para nós ilheenses não existem fronteiras, é o contrário, Itabuna que nos pertence, Itabuna está em nossos corações, é filha de nosso solo, é gente de nossa gente, é sangue do nosso sangue.

Itabuna e Ilhéus serão em breve uma grande metropóli,  cidades conurbadas, o mesmo povo o mesmo destino e isso não tem Coronel valentão que acabe. No demais, é coisa de político iniciante, logo, logo a ficha cai e a vida segue.

Como diria meu amigo Pedro Matos: “As fronteiras só existem nas cabeças dos egoístas”.

Solução para os limites só em nova rodada de negociação

Plantas e fotos aéreas foram examinadas pela Comissão

A Comissão Especial de Assuntos Territoriais e Emancipação da Assembleia Legislativa da Bahia, realizou sexta-feira (15), Audiência Pública em Itabuna, para dirimir dúvidas a respeito dos limites dos municípios de Ilhéus e Itabuna.

A reunião não foi conclusiva e um novo encontro na região será agendado logo após a Semana Santa. Participaram da audiência o presidente da Comissão, deputado estadual João Bonfim, além dos deputados coronel Gilberto Santana, Ângela Sousa, Pedro Tavares, os prefeitos de Itabuna e Ilhéus, Capitão Azevedo de Newton Lima, secretários e assessores das duas cidades.

Também acompanharam os trabalhos da Comissão, os técnicos da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), liderados por Antônio Cunha. Após a exposição dos dois municípios, a comitiva se dirigiu ao bairro Nova Califórnia, no qual cerca de 12 casas estão implantadas no município de Ilhéus.

CONSENSO

O prefeito de Ilhéus, Newton Lima, acompanhado do chefe de Gabinete, José Nazal, do secretário de Planejamento, Alisson Meodonça, fizeram algumas explanações em torno das conjecturas apresentadas pelos representantes de Itabuna, com a finalidade de reafirmar o compromisso de Ilhéus com o pertencimento, de que, segundo o prefeito ilheense, a lei favorece e está fixado na história dos limites entre Ilhéus e Itabuna. Newton Lima ressaltou que o debate em torno do assunto está se dando de forma civilizada e que Ilhéus e Itabuna são duas cidades que possuem ponto em comuns.

O prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo também concorda com seu colega Newton Lima em buscar o consenso para a delimitação dos dois municípios. Na opinião do chefe de Gabinete do prefeito de Ilhéus, José Nazal, a solução está bem próxima de acontecer, tendo em vista as peça técnicas apresentadas e o aparato tecnológico hoje existente para dirimir as dúvidas.

Parlamentares baianos do PTN gravam programa de TV

A bancada baiana do PTN participou da gravação do programa nacional do partido, em Brasília. Lá estiveram o presidente estadual da legenda, o secretário de Educação, Cultura, Esportes e Lazer da Prefeitura de Salvador, João Carlos Bacelar, e os deputados estaduais Luizinho Sobral, Carlos Geilson e Coronel Gilberto Santana. Além da participação no programa, os parlamentares também participaram da inauguração da nova sede do PTN em Brasília.

O coronel Gilberto Santana mostrou-se preocupado com a questão da segurança pública em todo o país, em especial na Bahia. O programa vai ao ar nos próximos dias. Além da gravação do programa e da inauguração da sede do PTN, os parlamentares também visitaram lideranças políticas no Congresso Nacional, principalmente da bancada baiana, a fim de apresentarem projetos e conquistarem recursos que beneficiem as regiões de Irecê, Itabuna e Feira de Santana.



Coronel Santana define prioridades de mandato na Assembleia

Santana promete defesa do Sul da Bahia

Segurança Pública, geração de emprego e renda, saúde, educação e revitalização da economia cacaueira são as principais bandeiras que o deputado estadual Coronel Gilberto Santana (PTN) defenderá na Assembleia Legislativa da Bahia. Ao tomar posse nesta quarta-feira (2), ele anunciou uma proposta inovadora de atuação parlamentar voltada ao atendimento principalmente do Sul da Bahia, região a qual representa no Legislativo Estadual. “Todas as nossas ações serão planejadas. Neste mês, vamos reunir lideranças políticas e comunitárias, correligionários e dirigentes do partido para traçar objetivos, estabelecer prioridades e elaborar um calendário de ação, com base no atual cenário político baiano”, acrescentou.

Santana diz que, apesar de ser um dever do Estado, por meio de ações participativas de todos os segmentos da comunidade, a sociedade atingirá níveis mais baixos de violência. “Essas medidas devem, obrigatoriamente, ser acompanhadas de ações sociais que envolvam a prática cidadã e a geração de emprego, em especial para os jovens das camadas mais pobres da sociedade”, disse o deputado.

Missa em Ação de graças

Uma Missa em Ação de graças será celebrada às 19 horas desta quinta-feira (21), na Igreja Nossa Senhora das Vitórias, no bairro Jardim Vitória, para comemorar o aniversário do coronel Gilberto Santana e sua vitoria  à Assembleia Legislativa.

Com isso, Santana dá uma no cravo e outra na ferradura: agradece a Deus e aos amigos pelo sucesso.

A inteligência do Coronel Santana – I

Santana soube usar ferramentas do marketing

O deputado estadual eleito Coronel Gilberto Santana deu uma demonstração de inteligência ao realizar uma campanha singular. Para isso, adotou um marketing político conhecido como o “feijão com arroz”, promovendo uma campanha sem alardes, porém calcada nas amizades que construiu ao longo de sua vida pessoal e profissional.

Por onde passou, como militar, soube impor respeito pelas atitudes e não pelo excesso de autoridade (violência). Conhecido como disciplinador, soube liderar e por ordens nos quartéis, proporcionando um conceito de cidadania no relacionamento entre os policiais militares e à sociedade. De início, foi pouco compreendido, mas o tempo mostrou a razão.

Na campanha política usou das ferramentas que dispunha: a sólida amizade conquista durante toda a vida e promoveu atos simples, mas eficientes, calcados no respeito recíproco. Não buscou enganar eleitores com falsas promessas de construir obras e implantar serviços, demonstrando que esse não é o papel do deputado, até por não administrar recursos. Mas assumiu compromissos junto à sociedade de usar a força do seu mandato para conseguir os pleitos junto ao Governo do Estado.

Eleito, com a mesma simplicidade de antes, foi ao encontro de lideranças e eleitores para agradecer a confiança nele depositada. Esta é uma atitude pouco comum entre os políticos, que costumam, assim que conhecem o resultado das urnas, buscar “paraísos turísticos” para aliviar o estresse da campanha.

Nessa eleição, se pode afirmar que o coronel Gilberto Santana – tido como um neófito político – soube tirar proveito dos parcos recursos materiais e de marketing que dispunha, agindo com cautela ao se comunicar com seus possíveis eleitores. E deu certo, tanto assim que foi eleito e já tem cadeira assegurada na Assembléia Legislativa.

A inteligência do Coronel Santana – II

Talvez por ter sempre exercido postos de comandos, o coronel Gilberto Santana soube escolher – e bem – os seus assessores. Um deles foi o professor Francisco Carlos Ferreira, o conhecido Chico da Direc, um operário da política, com larga demonstração de lealdade e versatilidade.

Chico da Direc exerceu cargos de direção e assessoramento seja, no Derba, no Colégio Estadual de Itabuna, na Direc-07, na Prefeitura de Itabuna. Em todas elas trabalhou sério e nunca fez promoção individual, enaltecendo as instituições que representava. Apesar de todo esse currículo, Chico da Direc não foi reconhecido pelo prefeito Capitão Azevedo, apesar de ter exercido papel fundamental na sua eleição.

Demonstração disso foi o seu aproveitamento pelo coronel Gilberto Santana, desde o início da campanha, atuando como um homem de linha de frente, quebrando lanças, transformando as dificuldades em facilidades, sem sequer aparecer numa única foto de campanha. Chico da Direc era um velho amigo de Santana, e este demonstrou saber como escolher assessores, como convencer eleitores.

Coronel Gilberto Santana visita Taboquinhas

O candidato a deputado estadual coronel Gilberto Santana passou o último domingo (5), em contato com eleitores do distrito de Taboquinhas em Itacaré. Os moradores do distrito receberam de braços abertos a visita do coronel, que conversou com moradores e prometeu cobrar do Governo do Estado investimentos em infra-estrutura para o turismo.

“Não é justo que pequenos comerciantes não recebam apoio para sobreviver do turismo. Vamos lutar para que o Estado financie o pequeno e o micro empreendedor do turismo, além de promover obras que incrementem os equipamentos turísticos”, afirma Santana.

O candidato disse que também vai chamar a atenção do Governo Federal para os problemas do Sul da Bahia, sobretudo nas regiões de preservação de Mata Atlântica nas quais o turismo ecológico pode ser estimulado, a exemplo de Taboquinhas, onde se pratica rafiting, canoagem e rappel.

Canavieiras pretende ampliar setor turístico
 
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Saudosismo, amizade, cachaça da boa, cerveja bem gelada, mocofato preparado por Danilo, música de todos os gêneros e para atender todos os gostos. Esse foi o combustível que moveu membros da Confraria do Alto Beco do Fuxico, os acadêmicos da Academia de Letras, Artes, Música, Birita, Inutilidades, Quimeras, Utopia e Etc. (Alambique), além de outros frequentadores do Alto Beco do Fuxico.
 
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