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Tecnologia é boa, mas…

Walmir Rosário*

Confesso que sou aficionado por tecnologia de modo geral, principalmente da informática, teoricamente um arsenal de ferramentas para facilitar a vida do homem moderno. Entretanto, temos que tomar todos os cuidados para não complicarmos nossas vidas com os usos e costume que nós impõem essas modernidades.

Pra começo de conversa, sempre é salutar o uso dessas invenções que nos abastece de informação, que nem sempre são verdadeiras: a tal da internet, conhecida como terra de ninguém. Está tudo lá, de parto de formiga a conserto de aviões em pleno voo, passando pelos filósofos antigos e modernos, diagnósticos de doenças variadas e medicamentos para deixar o leitor tinindo.

Olhe sempre com desconfiança de tanta bondade, pois como diz o velho ditado, quando a esmola é grande o mendigo desconfia. É preciso filtrar todas as informações, o que nem sempre é possível, pois os créditos nem sempre são merecedores de confiança, apesar da beleza do discurso. Engana mais do que propagandista de feira vendendo remédio de raízes para todas as doenças.

E na internet se sabe de tudo, ou melhor, sabem tudo de você. Basta ligar o computador ou smartfone para que apareçam propagandas de produtos que você sonhou comprar. Como fazem isso ainda não sei, mas confesso que funciona e se o cabra tiver a cabeça fraca cai no conto do vigário, melhor dizendo, do internauta.

Dia desses pensei em verificar o preço das passagens aéreas e no dia seguinte recebi uma enxurrada de propostas para voar pelo mundo inteiro aos mais variados preços. Resolvi, então, fazer uma busca para um destino possível de minhas possibilidades, a preços módicos, claro, mas não conseguia. Refiz o roteiro até chegar a bom termo e, contente e satisfeito, emiti as passagens.

Para minha surpresa, no dia seguinte, em todo o site que visitava, olha lá a minha vontade inicial a preços acessíveis, conforme o planejamento inicial. Até que tentei trocar, mas não consegui. Teria que pagar três vezes mais para que meu desejo fosse atendido, mesmo com dois meses de antecedência, tempo que eu pensava que não causaria problemas à companhia aérea.

Diante do impasse, resolvi manter meu roteiro acertado anteriormente, para não causar constrangimentos ao planejamento da empresa dona do avião e nem aos meus parcos recursos. Eu desisti, menos a companhia, que fica me mandando notícias sobre o voo objeto do meu desejo. Fico em dúvida se eles querem facilitar minha vida ou tomar o dinheiro que não tenho.

Agora, constrangido mesmo fiquei numa manhã dessas ao conferir meus e-mails recebidos, pois esperava algumas notícias importantes sobre a chegada de uns livros e outras encomendas. Das empresas que comercializei nem uma linha, porém lá estavam três propostas de medicamentos para aumentar a potencia sexual, dentre outras fantasias delirantes.

Logo eu, que sempre fui uma pessoa recatada e não ando por aí espalhando notícias – verdadeiras ou não – das minhas intimidades, achei muito estranho o que esses vendedores me ofereciam. A mim causou estranheza esse tipo de comércio inovador, mas como esse pessoal do marketing inventam tantas estratégias mercadológicas, busquei no Google quem seria o pai dessa inovação.

Confesso que não encontrei esse Philip Kotler da vida, em compensação, fiquei estarrecido com algumas informações que me chegou aos olhos a respeito do comércio na internet. Enquanto uns chamam esses anunciantes de remédios milagrosos de espertalhões que se utilizam da fraqueza alheia para ganhar dinheiro desonesto, outros dizem que são pessoas de má-fé que usam esse expediente para aplicar golpes financeiros: são os achacadores.

O que me encantou dias desses foram as generosas ofertas de diversos grandes bancos, preocupados com problemas em minha conta e nos cartões de crédito. Com receio que eu ficasse sem dinheiro ou não passasse constrangimentos ao tentar fazer alguma compra com o cartão, pediam com toda a presteza que eu fornecesse as senhas para serem retificadas.

Me senti tão prestigiado que na hora fiquei com raiva de mim mesmo por não lembrar os números e letras das senhas para informar aos zelosos banqueiros, até que me dei conta que não era correntista desses estabelecimentos. Como diz o ditado (olha ele de novo…): um bom pedir faz um bom dar, daí minha preocupação em atendê-los com presteza.

Só depois tomei conhecimento de que essas ofertas todas eram coisas de crackers e hackers indivíduos com habilidades e conhecimento em informática para entrar em programas e computadores. Dizem que a diferença está no uso que fazem na invasão: se é de forma desonesta – crackers; se para obter segurança – hackers.

No meu caso, tive até pena dos caras, que tentavam levar o que eu não possuía. Mesmo assim, aconselho aos colegas internautas que evitem se aventurar nessas terras estranhas, pois podem ser “depenados” caso recursos possuam em suas polpudas contas. Já ia me esquecendo que outras pessoas praticam golpes na internet apenas para roubar a propriedade intelectual.

Esses últimos são mais perigosos.

*Radialista, jornalista e advogado.

Publicado originalmente no www.costasulfm.com.br

Greve de vigilantes ou de bancos?

Walmir Rosário

De antemão, vou logo avisando: o título acima está correto, pois desta vez não são os bancários que protagonizam o fechamento dos bancos em todo o Brasil. Entretanto, prospera uma dúvida de quem, na realidade, pode ser responsável pelo fechamento dos bancos: os próprios banqueiros ou os sindicatos de vigilantes espalhados pelo país afora?

Na minha simples visão, são os banqueiros, que economizam milhões de reais nas contas de água, luz, telefone, horas extras dos bancários, como normalmente acontece nos movimentos paredistas. Esta greve, tida como dos vigilantes, apresenta um componente diferente, nem mesmo os funcionários de confiança dos bancos aparecem para o expediente interno.

E mais, serviço como o depósito via caixas eletrônicos estavam sendo feitos nos terminais, bem como nos correspondentes bancários (lotéricas, farmácias e outros agentes). Pela primeira vez no histórico anual de greves bancárias isso acontece (deve ser uma inovação). Entretanto, o que não “fecha a conta” é que o acontecimento se dá numa greve que não é dos bancários.

Confesso que não nunca cheguei a conversar com amigos bancários (tenho-os muitos) se realmente eles acreditam que a segurança de suas vidas pode ser creditada aos vigilantes. Tenho diversas e fortes razões para não acreditar, até mesmo pelo histórico das notícias publicadas na imprensa sobre os assaltos a bancos e carros fortes.

De acordo com as notícias, as primeiras vítimas dos assaltantes são justamente os vigilantes, cuja maioria é formada por pessoal sem o devido preparo, sem armas apropriadas e estratégia de enfrentamento. Chego até a pensar que o serviço de vigilância bancária é apenas o cumprimento de alguma portaria (ou coisa que a valha) emitida pelo Banco Central para que as agências possam funcionar.

Ganham os trabalhadores, que recebem um salário para o sustento de suas famílias – mesmo que isso importe não ter a certeza de que chegará no fim do dia em casa –, se locupletam as empresas, embolsando por um serviço que nem sempre tem competência para tal. Com disse antes, são as primeiras vítimas, obrigadas a entregarem as armas, e os que assim não procedem tombam mortos no valoroso exercício da profissão.

Não sou de ir muito às agências bancárias, pois não sou um cliente do jeito que gostam os gerentes dessas instituições, daqueles que tenham muita disposição para emprestar dinheiro barato e tomar empréstimos a juros mais altos. Nem poderia, dado ao meu perfil financeiro e econômico inadequado para as operações. Mesmo assim, sempre que vou, observo atentamente a postura desses trabalhadores.

Geralmente se recusam a conversar com um cliente, mesmo que para dar uma informação, sob a alegação de que é expressamente proibido. Concordo, pois um dos requisitos do vigilante é estar atento, vigilante, para não ser pego de surpresa pelos bandidos. Contudo, esse comportamento não tem o mínimo valor, caso seja solicitado por um bancário a orientar uma fila ou coisa que valha. Como diz o ditado: manda quem pode, obedece quem tem juízo.

Mas voltando ao assunto, se não estou enganado, quem tem a obrigação legal de promover a segurança neste Brasil varonil – de norte a sul, leste a oeste – é o Estado e não o particular. Em nada deveria mudar o comportamento do expediente bancário numa greve de vigilantes, pois as polícias existem exatamente com essa finalidade.

Recuso-me a acreditar – e acredito que os bancários também – que estaremos mais seguros com os vigilantes do que com a Polícia Militar, cujos quadros são formados em segurança. Acredito, ainda, que o trabalho de inteligência das Polícias (militar, civil e federal) daria conta de manter os bancários, clientes e o dinheiro em segurança.

Sei que a greve é o último instrumento a ser lançado mão pelos trabalhadores, entretanto, uma pergunta que deve ser respondida por quem de direito é: a greve prejudica a quem? Aos banqueiros? Não. Aos ricos? Nem um pouco, pois continuam utilizando os serviços bancários, atendidos pelos gerentes. Aos mais pobres? Sim, pois são exatamente esses que não possuem os meios e as tecnologias para receber dinheiro e pagar as contas.

Como sempre, os trabalhadores fazem greve para prejudicar seus semelhantes, enquanto banqueiros e empresários do ramo da vigilância continuam na boa. E tudo sob os olhares complacentes das nossas autoridades, que não necessitam descer dos tronos e pedestais para tratar com o vil metal nas agências bancárias.

Radialista, jornalista e advogado.

Publicada originalmente no www.costasulfm.com.br

A res publica de quatro

Se Brasília sempre tem acordado em polvorosa nos últimos tempos, com as ações da Polícia Federal, nesta quarta-feira (17), nem chegou a conseguir tirar uma soneca. O medo, a apreensão tomava conta de alguns, enquanto a ânsia e a expectativa domina o restante do planalto central, após a notícia da delação dos irmãos Batista, do Grupo JBS, que abalou, mais uma vez, os alicerces da República.

Como acontecia corriqueiramente, eram os políticos localizados em Brasília que ficavam de quatro, mas com o avanço desenfreado da corrupção, o medo ficou estampado no Brasil inteiro. A denúncia dos irmãos Batista, líderes de uma dos maiores conglomerados frigoríficos do mundo, atingiu, em cheio o alto clero da política nacional, principalmente do PT, PMDB e PSDB, que gravaram uma conversa com o presidente Michel Temer.

Pela primeira vez, um membro do Ministério Público Federal (lotado no Tribunal Superior Eleitoral) também foi parar na prisão, acusado de favorecimento de empresas com informações privilegiadas. Aos poucos, a Operação Lava-jato, vai fechando o cerco e figurões até pouco tempo conhecidos como gente da melhor qualidade e reputação ilibada, vão sendo desmascarados.

Quanto aos políticos envolvidos, nunca restaram dúvidas que a cada dia, a cada operação, novos nomes seriam conhecidos, dada a facilidade com que as negociatas com a res publica eram acertadas. No Brasil, corrupção nunca foi uma novidade e os livros de história nos trazem informações desde o descobrimento do Brasil.

E, salvo melhor juízo, esse atavismo está fincado no DNA político dos brasileiros, haja vista fatos recentes, como em plena investigação do “Mensalão” a corrupção do governo federal (petista) se transformar na Lava-jato. À época, tomaram de assalto a Petrobras, maior empresa brasileira e símbolo de eficiência em todo o mundo.

E assim fizeram sem a menor cerimônia, loteando todos os contratos da empresa entre as empresas construtoras, que passaram a pagar polpudas contribuições para os partidos de sustentação do governo. Em alguns casos, até mesmo parlamentares de outros partidos também participavam do esquema, como um simples comensal.

Como a impunidade sempre reinou em nossa república, os políticos não acreditaram na Operação Lava-jato e continuaram a “operar” o dinheiro público, dentro dos mesmo moldes. Mais uma vez tivemos a comprovação de que o país estão mudando, com ações contra os senadores Zezé Perrela, Aécio Neves e sua irmã, e o deputado Rocha Loures. Nem mesmo o presidente Michel Temer escapou.

Entretanto, como circula nas redes sociais internet afora, se a corrupção sempre campeou com facilidade na política (ou entre determinados políticos), na era petista foi tratada com todas as pompas. De grade maioria sindicalista, os petistas trataram o governo federal com um grande sindicato, em que as regras de prestação de contas são definidas numa assembleia geral.

Como acontece no conhecido ditado “o costume do cachimbo deixa a boca torta”, o governo federal sob a égide petista transformou a res publica – coisa de todos – em “coisa nossa”, quem sabe inspirado na máfia italiana. Da soberania popular, passamos ao absolutismo, em que o déspota de plantão tudo podia.

E a República está de quatro. Não sabemos quais os desdobramentos, pois, se os poderes Executivo e Legislativo já não têm a confiança da população, ainda se comenta que as delações podem chegar ao Judiciário. Uma lástima, profunda decepção para os brasileiros que lutam para formar uma Nação, mas que constantemente são abalados por notícias altamente negativas.

No fundo, ninguém mais acredita que sobraria alguém em Brasília para apagar a luz, diante da intensidade dos fatos de corrupção que acometem os membros dos poderes constituídos. Nem mesmo um longe sinal de luz no fundo do túnel existe, dado a numerosa quantidade de deputados e senadores investigados na Operação Lava-jato.

Quem assumirá temporariamente a Presidência da República numa eventual vacância? O presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia? O presidente do Senado, Eunício Oliveira? A presidente do STF, ministra Carmem Lúcia? Não sabemos. Questão mais grave será a eleição – direta ou indireta – para escolher o próximo presidente, livre de todos os vícios.

Agora, com o incentivo para as delações do pessoal ligado ao BNDES, Antônio Palocci e et caterva, deveremos ter uma queda em cadeia do dominó da corrupção, com mais nomes de envolvidos. Não foi à toa que a Polícia Federal batizou essa fase da Operação Lava-jato de Patmos, em referência à ilha grega onde o apóstolo João teve visões do Apocalipse.

Radialista, jornalista e advogado.

Publicada originalmente no www.costasulfm.com.br

Greve, não, violência contra trabalhadores

Walmir Rosário*

Não me lembro quem disse isso: “Duas coisas que só existem no Brasil: Jabuticaba e comunista pregando democracia.” Essa sábia frase demonstra exatamente quem pregou e fez a greve de sexta-feira (28 de abril). Por mais que se esforcem, não conseguiram explicar que o fechamento dos estabelecimentos comerciais e industriais e de serviços foi decorrente de adesão dos trabalhadores.

Nada disso, o fechamento dos meios produtivos foi resultado medo da violência perpetrada pelos vândalos do PT, PCdoB, PSOL e outras siglas que enganam os trabalhadores, com barricadas e incendiando ônibus. E caso não agissem com a violência e o vandalismo próprios dos piores bandidos e quadrilhas como a dos sem-terra, atemorizando a verdadeira classe trabalhadora, não conseguiriam uma única adesão.

Greve, nada mais é do que o último instrumento do trabalhador para buscar benefícios para a categoria, após reivindicações não atendidas e até mesmo falta de negociação. Em assembleia, os trabalhadores decidem aprovar a paralisação e, segundo a legislação de nosso país, seguem um rito de comunicação prévia às empresas.

É lícito a categoria convencer os colegas que foram voto vencido por discordar da greve. Para isso, as chamadas “comissões de convencimento” se postam na porta do estabelecimento para convencer a adesão ao movimento. Greve, antes de tudo é um direito e não uma obrigação do trabalhador às determinações do seu sindicato ou grupos políticos.

Entretanto, como os trabalhadores brasileiros não concordaram com uma greve política, feita apenas para tentar escamotear os roubos praticados pelo PT e seus coligados, as centrais sindicais e sindicatos resolveram partir para a agressão. Mesmo assim, numa prova inequívoca de que não concordavam com a greve saíram de casa para trabalhar, embora não encontrassem transporte.

Nesse caso, cada um se virou como podia. Seguiu caminhando, de transporte alternativo ou de carona. Prova maior do repúdio dos trabalhadores à greve não poderia ter. A adesão para o fechamento das empresas ficou por conta das ações criminosas dos bandidos travestidos de sindicalistas, que entupiram fechadoras com todos os tipos de cola, dentre outras ameaças.

O mais incrível é que quem não trabalha e vive parasitando nos sindicatos às custas dos trabalhadores, tentavam impedir quem trabalha de seguir o labor do seu cotidiano. É a tal da jabuticaba: Quem não faz nada luta contra contra quem os sustenta. E com o pretexto de mentiras como luta de classe. Tudo tão falso como uma nota de três reais, apenas luta de parasitas contra quem produz.

Além do prejuízo que causam aos trabalhadores e ao país como um todo, agem fora da lei, e numa afronta sem precedentes aos que lhes sustentam, dizem defender a democracia. Bem próximo, exemplos de Ilhéus e Itabuna demonstram a violência, quando obrigavam o fechamento dos estabelecimentos comerciais, inclusive as farmácias.

O descalabro é tanto que os que promoveram o maior roubo às instituições brasileiras tentam, agora, estraçalhar a consciência do trabalhador, chamando-os de idiotas. Apesar de violentos, agem como os batedores de carteira dos grandes centros, que agem em bandos, roubam o cidadão e sob o pretexto de ajudar, e dizem que o ladrão é aquele que está caminhando à frente.

Mudar o Brasil é tarefa árdua, mas não impossível. Basta deixarmos de ser alienados, elegendo quem passa o tempo todo nos roubando, inclusive a consciência; idolatrando quem nos menospreza; desvalorizando quem nos ensina; não ouvindo quem sempre nos protegeu. São ações simples, mas que precisam ser praticadas, para que possamos deixar de alimentar os parasitas.

Aliás, essa ação criminosa que foi chamada de greve geral, inclusive pela imprensa, é uma amostra do que são capazes essas aves que rapinam o dinheiro do trabalhador. Eles praticaram mais essa insanidade com o temor das reformas trabalhistas no Congresso Nacional, que irá tirar as “boquinhas” ou melhor, “bocões” resultante da contribuição e imposto sindical.

Sem essa dinheirama, os pelegos terão que se transformar em representantes dos trabalhadores, já que não receberão os bilhões de reais descontados anualmente de quem lhes bancam. O mesmo vale para as entidades sindicais patronais. Ambos, se transformam em simples negociadores dos direitos dos seus representados (o que deveriam ser).

Na democracia, a real, não a jabuticaba dos petistas e comunistas, ainda dá para promover uma verdadeira mudança, basta querer, e através do voto!

*Radialista, jornalista e advogado.

Publicada originalmente no www.costasulfm.com.br

Mais um muro da vergonha que cai

Walmir Rosário*

Aos poucos, mais um bastião do comunismo vai ruindo. Cuba, a ilha de Fidel, sustentada por décadas pelos rublos da antiga União Soviética e mais recentemente com os dólares do BNDES, pulula com a chegada do capitalismo ianque. Se para os que ainda continuam lá já é um motivo de alívio e alegria, imagine para os que estão fora do país e são explorados pelo seu governo.

Refiro-me mais claramente aos profissionais da medicina que estão trabalhando no Brasil, através do Programa Mais Médicos, pelo contrato firmado entre os dois países pelos malfadados governos Dilma e Raul Castro. Pelo acordo, os médicos trabalham, são mal remunerados, enquanto o governo cubano fica com grande parte do pagamento que seria devido aos médicos.

Um contrato vergonhoso, um verdadeiro golpe para os trabalhadores da medicina que são enviados a países como o Brasil para trabalhar, num sistema análogo ao da escravidão, já que parte da remuneração fica para o governo. E mais, os parentes dos médicos que estão aqui – mas que continuam residindo em Cuba – sofrem pressões pelos que não pretendem mais voltar.

E o imbróglio teve mais um capítulo com a suspensão de mais de 700 médicos que deveriam vir ao Brasil, para substituir quantidade igual que voltaria à ilha. É que, os que estão aqui, finalmente conheceram o que é viver num país democrático, trabalhando sem ter pressões políticas e a única obrigação é pagar os seus impostos em dia (além de cumprir a legislação).

Após três anos de Brasil, os médicos cubanos resolveram desobedecer às ordens do ditador e permanecer como residentes no Brasil por tempo indeterminado, isto é, com ânimo definitivo. E 88 deles já recorreram à Justiça para permanecer em solo brasileiro, trabalhando no mesmo programa, porém recebendo toda a remuneração a que faz jus.

A repercussão do comportamento dos médicos que se encontram no Brasil e não pretendem voltar para o regime comunista ditatorial de Cuba é muito grande, tanto assim que o governo não quer enviar o novo grupo. O receio é que os novos também pretendam adotar o Brasil como seu novo país, principalmente agora que não tem o apoio do ex-governo petista.

E dentre os motivos para que os médicos tomassem tal atitude, estão em viver numa democracia (apesar dos pesares nos nossos políticos) e serem explorados na sua remuneração pelo próprio país. É que de acordo com o contrato firmado entre o Brasil e Cuba, parte dos salários dos médicos vai diretamente para o erário do governo cubano, uma tunga exploratória da classe trabalhadora.

Outra revolta dos médicos cubanos é que precisam ser submetidos, aqui, às ordens da ditadura cubana, com todos os tipos de restrições, a exemplo de viver e se relacionar com a comunidade brasileira. E quem se queixa disso são os médicos que não pretendem retornar a Cuba, vivendo sobre a pesada vigilância de colegas, esses tidos como agentes do governo cubano.

E as proibições não se limitam à simples convivência social, mas, também de ordem afetiva como amorosa. É o ditador cubano quem decide quem deve se relacionar com quem. Esse comportamento é próprio dos países comunistas, que limitam, inclusive, a quantidade de filhos, a exemplo do que até hoje acontece na China.

Agora, o Governo Brasileiro terá mais esse imbróglio pela frente para resolver. A intenção do Ministério da Saúde é reduzir a dependência dos médicos cubanos contratados com o governo de Raul Castro, o que já vem acontecendo. Tudo para evitar a falta de assistência médica em locais distantes dos grandes centros.

Hoje, o programa Mais Médicos conta com cerca de mil médicos a menos que no ano passado. A previsão é que cada um deles permanecesse no país por cerca de três anos. Essa estratégia teria como objetivo evitar que cubanos estreitassem os laços com o Brasil e não pretendessem voltar à ilha, como realmente está acontecendo.

Como disse o ex primeiro ministro inglês, Winston Churchill, “A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas”. Ao que parece os médicos cubanos do programa Mais Médicos aprenderam mais cedo do que se esperava. E olhe que a intenção dos petistas é que eles viessem aqui para lutar por uma ditadura…

*Jornalista, radialista e advogado

Publicada originalmente no site www.costasulfm.com.br

Emissora de rádio sofre com descaso da COELBA

A Costa Sul FM, que integra a RBR – Rede Baiana de Rádio, situada em Canavieiras, sul do estado, sofre há vários dias com o descaso da Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia – COELBA, por conta da má prestação de serviços de fornecimento de energia elétrica.
Constantes interrupções tem causado prejuízos materiais e financeiros para a emissora e a população regional.
Diversos protocolos de reclamações foram abertos pela equipe da emissora desde o início do ano e, na maioria das vezes, as solicitações não são atendidas ou desculpas absurdas são dadas. A companhia chegou, em alguns casos, a culpar a chuva pelas constantes quedas de energia, mais vale salientar que não chove no Sul da Bahia há mais de 150 dias.
A emissora elaborou uma nota de esclarecimento, que segue em anexo.

Prefeitura divulga as 19 atrações do Carnaval de Canavieiras

Cartaz Carnaval CanavieirasO prefeito de Canavieiras, Almir Melo, divulgou na manhã dessa quinta-feira (5), a grade de programação das atrações do Carnaval de 2015, que será realizado no período de sábado a terça-feira (14 a 17). Este ano, o Carnaval da Reconstrução tem como slogan “30 anos de Axé Music – sabe de nada, inocente!!!” e que promete reeditar as grandes folias carnavalescas de Canavieiras.

O Carnaval da Reconstrução “30 anos de Axé Music – sabe de nada, inocente!!!” é uma realização da Prefeitura de Canavieiras e tem o apoio do Governo do Estado da Bahia, por meio da Bahiatursa e Bahia! Turismo, e Costa Sul FM. Todas as atrações se apresentarão no calçadão da rua Felinto Melo e no palanque implantado na área de eventos do Sítio Histórico.

Em reunião realizada esta manhã no Gabinete do Prefeito, com a presença do Comando da Polícia Militar em Canavieiras, de representantes da Costa Sul FM e do Governo do Estado, foram acertado todos os detalhes da infraestrutura e logística da festa, a começar pela segurança. “Todos os detalhes foram acertados e, a exemplo do ano passado, vamos ter um Carnaval da Paz”, disse Almir Melo.

Destaca o prefeito Almir Melo, que foram contratadas 19 atrações para animar o Carnaval da Reconstrução, o que garante ser mais um sucesso dos grandes carnavais de Canavieiras. “Fizemos um trabalho de atração de recursos junto ao Governo do Estado e conseguimos driblar as dificuldades financeiras pelas quais atravessam o município. Sempre fizemos grandes festas e estão não será diferente”, resume Almir Melo.

A “folia momesca” de 2015 terá como palco o Sítio Histórico de Canavieiras, com atrações contratadas para atender a todos os gostos musicais de turistas e da população. Todos os dias, a folia terá início com o Carnaval Cultural, seguido de bandas de conceito nacional que tocarão os ritmos do Carnaval convencional, como axé music, pagodão, arroxa, reggae, dentre outros estilos musicais.

De acordo com a programação, o Carnaval da Reconstrução 2015 “30 anos de Axé Music – sabe de nada, inocente!!!” será aberto às 18 horas, de sábado (14), com a apresentação da Filarmônica Lyra do Commercio; seguida de Boinha Miranda e Banda; Litinho e Banda; Maria Bretheira; e finalizando com a Banda Pagodão.

No domingo (15), a programação cultural tem início mais cedo, às 17 horas, com o Baile Infantil animado por Iara Silva; seguindo da apresentação da Filarmônica 2 de Janeiro; Litinho e Banda; e o convencional com a Banda Pra Te Querer; Banda Tôa-Tôa; e finalizando com a Banda Tsunami.

Na segunda-feira (16), as atrações do Carnaval Cultural são Boinha Miranda e Banda; Bruno Carvalho; Litinho e Banda; e as atrações do Carnaval convencional com Filhos de Jorge; finalizando com a Banda Morcegada.

Na terça-feira (17) a programação recomeça às 17 horas com a Banda Sambaê (Camarão); vindo, em seguida, a Filarmônica Lyra do Commercio; Leandro Lima e Banda; já o Carnaval convencional terá como atrações a Banda É o Tchan; Carro de Playboy; e Banda Mano 3.

Taxa do cheque especial aumenta em agosto
 
A taxa média do cheque especial nos bancos em agosto foi de 13,52% ao mês (a.m.), alta de 0,06 ponto percentual em relação ao mês anterior, segundo pesquisa do Procon de São Paulo. A maior alta foi encontrada no Banco do Brasil
 
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Artista canavieirense se inspira nas belezas naturais de sua terra
Aos 35 anos, quatro dos quais dedicados à arte, Thiago tem despertado a atenção de turistas e nativos pela simplicidade de seus trabalho, com traços e entalhes precisos, retratando animais do bioma Mata Atlântica.
 
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Alto Beco do Fuxico festeja seus 30 anos
 
Saudosismo, amizade, cachaça da boa, cerveja bem gelada, mocofato preparado por Danilo, música de todos os gêneros e para atender todos os gostos. Esse foi o combustível que moveu membros da Confraria do Alto Beco do Fuxico, os acadêmicos da Academia de Letras, Artes, Música, Birita, Inutilidades, Quimeras, Utopia e Etc. (Alambique), além de outros frequentadores do Alto Beco do Fuxico.
 
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