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Aguenta o tranco, Brasil!

Walmir Rosário*

A partir da tarde desta terça-feira (6), mais uma vez, o Brasil terá posto a prova a vida das instituições democráticas, com o julgamento das contas de campanha da chapa Dilma-Temer, referentes à eleição presidencial de 2014, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O resultado, ainda imprevisível para nós mortais, por certo será objeto de muitas lutas no judiciário.

Seja qual for o placar, a decisão será questionada no próprio TSE e, posteriormente, no Supremo Tribunal Federal (STF), encarregado das questões constitucionais. Nessas idas e vindas processuais, advogados, representantes do Ministério Público Federal e magistrados (ministros) dessas cortes ainda terão muito o que decidir.

E a cada movimento processual uma imensa torcida (pró e contra) também fará manifestações – seja nos bastidores dos poderes ou nas ruas, no sentido de mobilizar o país. Pelo que temos visto (espantados, é claro), os interessados diretos nessa briga lutam apenas pela sobrevivência política, no sentido de se manterem encastelados no poder.

O Brasil como Nação pouco importa para a maioria esmagadora deles, que tem meios e artifícios para ficar na “crista da onda”, seja qual o resultado. PT, PSDB, DEM, ou que sigla sobreviver, contará com a pronta adesão dos políticos, sempre dispostos a fazer um enorme sacrifício pela governabilidade, conforme dizem nos meios de comunicação.

Esse tal de espírito altruísta tão em voga nesses momentos nem sempre se encontra à disposição no dia a dia da vida política brasileira, na qual costuma prevalecer o interesse financeiro individual. Não fosse a “teimosia” de membros do Ministério Público, da Polícia Federal e de alguns juízes, os que hoje habitam, ou estão prestes a serem conduzidos às prisões, estariam fazendo discursos patrióticos para brasileiro ver.

O julgamento do TSE tem a finalidade de descobrir se a chapa Dilma-Temer usou de meios ilícitos para vencer a eleição, como movimentar a campanha com dinheiro escuso, resultado de propina solapada de instituições públicas. Mais do que ferir a lei eleitoral, sem a observância dos trâmites legais de doações, as “ricas ajudas” eram feitas com recursos resultantes de corrupção.

Para os simples mortais, a quem interessa o julgamento da chapa Dilma-Temer, cuja primeira mandatária já se encontra fora do poder, por contra de um processo de impeachment? É que agora, além da possibilidade de manter Dilma inelegível (o que o Senado não o fez), o julgamento poderá condenar o seu companheiro de chapa, Michel Temer, afastando-o do poder.

Mas não se empolguem os brasileiros com essa limpeza feita no mais alto posto da República em tamanha rapidez, sem antes confirmamos as decisões dos ministros magistrados do TSE. Nesse julgamento pode acontecer de tudo, inclusive nada, embora provas não faltem para tanto, amealhadas durante a operação Lava jato.

Questões objetivas e subjetivas são levantadas constantemente pelos vários grupos interessados e com as teses mais distintas, como se o roubo não fosse roubo só pela inteligência e elucubrações dos senhores juristas. Questões mais escabrosas ainda serão levantadas nas chamadas preliminares, com a intenção de fazer parar o processo, sem qualquer julgamento.

Enquanto os interessados em se manter no poder continuam guerreando nos mais altos tribunais, nós, do Brasil de verdade, simplesmente esperamos que o Brasil nos dê mais uma demonstração de que as nossas instituições são realmente democráticas. Esperamos que a economia continue dando com vida própria, confirmando que existe uma população que depende do trabalho para sobreviver.

E é justamente essa parcela da população que sofre com as indefinições que afetam a economia, pois não tem como se defender dos constantes aumentos de preços, principalmente nos supermercados. Esperamos que os nossos magistrados julguem com independência e rapidez necessária; que nossos parlamentares legislem com a consciência de Nação; e que o Executivo (seja quem for) continue tocando a máquina governamental com segurança e transparência.

Afinal, é assim que um grande país funciona no regime democrático, mesmo que um ministro peça vistas ao processo, o que não irá arrefecer os ânimos dos sofridos brasileiros.

Radialista, jornalista e advogado.

Publicada originalmente no www.costasulfm.com.br

Democratas defendem correção da tabela do IR

O DEM vai lutar por uma agenda própria do Parlamento, desatrelada dos interesses imediatos do governo, que focalize, entre outros pontos, a correção da tabela do imposto de renda e a redução da carga tributária do País. A afirmação foi feita pelo deputado Mendonça Filho (PE), líder dos Democratas na Câmara dos Deputados, em entrevista à TV Câmara.

Líder desde o ano passado – este ano ele foi reconduzido ao cargo – Mendonça Filho também aposta em uma Câmara mais independente após a eleição de Eduardo Cunha para a Presidência da Casa. O DEM apoiou a candidatura de Cunha e faz parte do bloco criado pelo PMDB que inclui outros 12 partidos.

Aos 48 anos, o deputado está no terceiro mandato. Antes foi vice-governador do seu estado e ocupou a Secretaria de Agricultura de Pernambuco. Defensor de uma agenda liberal, ele avisa que o governo precisa fazer a sua parte no ajuste fiscal que vem implementando, não deixando para a população “toda a conta do desajuste econômico que foi provocado pela má condução da política econômica na administração da presidente Dilma”.

Convenções em Itajuípe

DO CORREIO ITAJUIPENSE

Os partidos políticos que indicarão candidatos ao pleito 2012 realizarão suas convenções partidárias nos dias 29 e 30 do corrente. No dia 29, no plenário da Câmara Municipal de Itajuípe, estarão realizando suas convenções, em horários distintos, o PT, PSB, PP, PTdoB, PSDB, PTB e o  PTN.

No dia 30, no plenário da Câmara Municipal, estarão reunidos o PMDB/PV; o PPS, na avenida Dr. Montival Lucas (Barcaça); o PTC, na rua Osvaldo Cruz; e o PDT, na rua Frei Bento de Souza.

Também no dia 30, estarão realizando as suas convenções o PHS, PSD, DEM, PRTB, PR e PSDC, na rua Thomaz de Aquino; e o PSC, PRB e PRP, na rua Monteiro Lobato.

Nas convenções serão confirmados os lançamentos dos candidatos a prefeito: Gilka Badaró, Graciela Dantas, Demétrio Barra, Júnior da Auto Peças, Luiz Pedro, Pastor José Reis e o vereador Vinicyus Guimarães.

No 5 de julho (quita-feira) será o último dia para os partidos e coligações apresentarem no Cartório Eleitoral, até as 19 horas, o requerimento de registro de candidatos a prefeito, vice-Prefeito e  a vereador. Na sexta-feira (6) serão permitidos aos partidos a veiculação da propaganda eleitoral.

“Tucanos” itabunenses prometem revoada

Augusto Castro quer impor coligação ao tucanos e Adervan defende candidatura própria

Caso a direção estadual obrigue o diretório do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) a compor com o DEM do Capitão Azevedo na eleição de outubro próximo, os tucanos itabunense prometem uma revoada sem precedentes.

E essa opção parece ser a opção mais próxima, haja vista que a maioria esmagadora do diretório e executiva “tucana” defende candidatura própria à Prefeitura de Itabuna. Até mesmo o pré-candidato já está escolhido: o arquiteto Ronald Kalid.

Entretanto, o presidente estadual do PSDB, Sérgio Passos, encaminhou uma resolução, na qual não deixa qualquer opção: os “tucanos” devem fecham coligação com o DEM ou a Comissão Provisória (ou diretório) sofrerá intervenção.

A proposta de coligação com o DEM de Capitão Azevedo somente é defendida pelo deputado estadual Augusto Castro, que mantêm diversos negócios e acordos com o prefeito de Itabuna. Nesses acordos existem a nomeação de apaniguados para diversos cargos e até contrato jurídico.

Para bagunçar a decisão dos “tucanos”, Augusto Castro chegou a propor que o presidente do diretório, José Adervan, aceitasse ser o candidato a vice na chapa encabeçada por Azevedo. A proposta foi considerada pelos “tucanos” como indecorosa, politicamente.

Para os fundadores do partido, a ideia de Augusto Castro é apenas defender os seus negócios e eles não se submeterão aos seus caprichos. De pronto, Adervan rechaçou a sugestão, considerando ser apenas um “balão-de-ensaio” desprovido de qualquer elemento democrático. “Toda e qualquer decisão do PSDB tem de ser construída de forma conjunta e não de forma autoritária e antidemocrática como quer o deputado”, avaliou José Adervan.

O PC DO B TEM TODO O DIREITO DE ENTRAR NA DISPUTA

Ricardo Ribeiro*

PT e PCdoB, partidos que militam no mesmo campo, têm entre si uma relação de amor e ódio. Aliás, pode-se dizer que é mais de conveniência e arranca-rabos, pois a união das legendas sempre se deu muito mais pela necessidade de se fortalecer para viabilizar projetos eleitorais do que pela alegada afinidade programática, que fica somente na superfície.

A briga entre os partidos se dá principalmente quando o PCdoB, o polo mais frágil da relação, ensaia andar com as próprias pernas. Nesses momentos, o PT se arvora de um autoritarismo patriarcal e vê a liberdade dos comunistas como rebeldia. É bem o que acontece neste momento em Itabuna.

Wenceslau Júnior, vereador em terceiro mandato, militante comunista oriundo do movimento estudantil universitário, foi confirmado como o nome do PCdoB na disputa sucessória. Ele integra um bloco formado por cinco partidos (PCdoB, PRB,PV,PDT e PSC), onde há outros dois pré-candidatos: Vane do Renascer, do PV, e Acácia Pinho, do PDT. O compromisso é de que o melhor posicionado nas pesquisas e de maior capacidade para aglutinar os partidos da frente terá o apoio dos demais.

Para o PT, a estratégia do PCdoB é uma atitude destrambelhada, um acinte, um desacato à autoridade. Há pressões de todos os lados, desde os que lembram a posição dos comunistas de satélite do petismo nas esferas federal e estadual (o tom é sempre de ameaça) até aqueles petistas que procuram ironizar, diminuir e constranger os antigos aliados. Um deles utiliza velho ditado para alerta o PCdoB: “formiga quando quer se perder, cria asa”.

Há ainda os que relembram 1996, quando o PCdoB lançou candidatura própria em Itabuna e o nome então apoiado pelo PT, Renato Costa, perdeu para Fernando Gomes, à época no PTB. A pecha de laranja foi colocada pelos petistas inconformados, como se não houvesse outro caminho para os comunistas, senão o de ser uma sombra do PT.

Mais uma vez, repetem o argumento. Advertem que a divisão das esquerdas pavimentará o caminho do prefeito Capitão Azevedo (DEM) à reeleição, mas se esquecem de que a candidatura petista é fruto de imposição autoritária e não agrada aos partidos que historicamente têm se aliado ao PT. Caso Azevedo se reeleja, será por culpa dos comunistas ou da insistência em uma candidatura desagregadora?

O PT de Itabuna vive o mal típico dos arrogantes, que conseguem enxergar o cisco no olho do outro, mas não percebem uma trave na própria visão.

*Advogado e um dos blogueiros do PIMENTA BLOG.

ADEMIR ISMERIM CRITICA AUSÊNCIA DE JULIANA BURGOS

Na arte do "Políticos", os advogados Ademir Ismerim e Juliana Burgos

Segundo o Blog Políticos do Sul da Bahia, a procuradora-jurídica da Prefeitura de Itabuna, Juliana Burgos, foi duramente criticada pelo conceituado advogado baiano, Ademir Ismerim, durante o evento realizado pelo diretório do Democratas (DEM) de Itabuna, sábado (10), no Hotel Canabrava, em Ilhéus. O evento tinha como objetivo orientar os advogados e funcionários do primeiro escalão da Prefeitura de Itabuna sobre a lei eleitoral.

Mas o que chamou atenção de Ademir Ismerim foi a ausência da procuradora Juliana Burgos, que chegou a exclamar: “Como que a procuradora do município não participa de um evento deste?” questionou o advogado.

O subprocurador Marcos Conrado, informou que Juliana Burgos estava em Brasília resolvendo pendência em relação à obra do canal da Amélia Amado.

Entretanto, Ismerim reagiu: “Isso não tem fundamento, no final de semana não resolve nada na justiça em Brasília. É um absurdo a procuradora do município não participar deste evento”.

A presidente do DEM, Maria Alice, pediu a palavra e informou que o pai de Juliana Burgos, o advogado Carlos Burgos estava presente. Isso foi essencial para Ismerim partir para o ataque: “O prefeito nomeou Juliana Burgos como procuradora, não o pai dela. Eu conheço assessor de procurador, mas a primeira vez que estou vendo o pai ser o representante”.

Carlos Burgos não falou nada, mas ficou em uma situação constrangedora e deixou o evento antes do final, aliás o que faz frequentemente.

Imposta no cargo pelo pai, Carlos Burgos, a procuradora se tornou um constrangimento para o prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo, que não encontra coragem para exonerá-la do importante cargo.

Partidos fazem plenária unificada

As direções dos Partidos PCdoB, PMDB, PMN, PDT, PRB, DEM, PSDB e PCB comunicam a realização, sexta-feira (9), às 18 horas, no salão da Associação dos Moradores do Teotônio Vilela, em Ilhéus, da II Plenária Unificada das Militâncias. A participação da população é livre.

ENTRE BICADAS E BOQUINHAS

Ricardo Ribeiro | ricardoribeiro@pimentanamuqueca.com.br

Ocorre que os acordos já estão feitos e exigem rendição imediata, inequívoca e total. Apenas isso impede que o PSDB mantenha o sonho de Adervan pelo menos até as convenções partidárias.

A disputa tucana que se trava entre o deputado Augusto Castro e o diretório do PSDB em Itabuna poderia ser resolvida de maneira muito simples. Sem querer ensinar missa a vigário, ou cardeal, reza o básico em política que, diante do impasse criado em torno da opção pela candidatura própria ou o apoio à reeleição do prefeito do DEM, o mais correto seria manter a pré-candidatura de Ronald Kalid e tentar fortalecê-la, mas já estabelecendo um prazo para verificar, no devido tempo, se o bico do tucano estará suficientemente crescido a ponto de lhe permitir entrar na guerra de 2012.

Por mais senões que se oponham ao nome do arquiteto, fulminá-lo preliminarmente, quando seu nome foi democraticamente indicado pelo diretório municipal, não parece correto. A candidatura própria é importante para a afirmação do partido, mas é claro que, chegando março ou abril do ano vindouro, apenas quem tiver condições razoáveis poderá seguir em frente.

Se hoje Kalid é um nome de pouca expressão, ninguém pode garantir o que será daqui a alguns meses, ainda que o fortalecimento do tucano dependa da ação do Imponderável de Almeida, parente do Sobrenatural de Almeida criado pelo teatrólogo e jornalista Nelson Rodrigues.

De qualquer forma, como já expressado, o PSDB não pode de antemão se excluir da disputa e entregar o ouro ao DEM, o que somente se dá neste momento em virtude de interesses eminentemente “cabidísticos” (de cabide de emprego). Não exatamente do partido, mas do deputado Augusto Castro, hoje proprietário da Secretaria Municipal da Saúde, onde delegou a função de secretário ao historiador Geraldo Magela.

Não fosse a presença do deputado na Secretaria, o PSDB estaria livre para afirmar sua candidatura, ainda que provisória e sujeita a uma futura capitulação em favor o DEM. Ocorre que os acordos já estão feitos e exigem rendição imediata, inequívoca e total. Apenas isso impede que o PSDB mantenha o sonho de Adervan pelo menos até as convenções partidárias.

Somente pelos acertos já firmados e afivelados entre o deputado e o prefeito é que o diretório municipal tucano foi solenemente desconsiderado e os correligionários se engalfinham num momento em que poderiam debater caminhos e estratégias de maneira mais tranquila.

Essa é a verdade.

Ricardo Ribeiro é um dos blogueiros do PIMENTA.

Maria Alice no centro do poder

Alice é chamada para corrigir os erros do governo

Em uma solenidade concorrida no Centro Administrativo Firmino Alves,nesta quinta-feira (29), a empresária Maria Alice Araújo foi empossada como nova assessora de Articulação Política do governo municipal. No ato de posse, assinado pelo prefeito Capitão Azevedo, a empresária, que preside o diretório local do Democratas (DEM), afirmou que entra na administração “para somar esforços”.

Emocionada, a nova assessora agradeceu as manifestações.“Temos um passado de luta em defesa de nossa Itabuna e de nossos cidadãos mais humildes, que não têm voz e que precisam de alguém que lute por eles. Não temos medo de lutar e temos o povo ao nosso lado nessa caminhada”, declarou. A presidente do DEM disse ainda que se une ao governo porque acredita “no prefeito Capitão Azevedo e no seu trabalho e dedicação por Itabuna e pelas famílias mais carentes”.

Quem tem medo de Ronald Kalid?

Walmir Rosário

Cara feia, não dá risada no meio da rua, não cumprimenta as pessoas. Esses são três das características consideradas negativas para um candidato a qualquer dos cargos políticos existentes. Em Itabuna, um dos pretendentes ao cargo de prefeito pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Ronald Kalid, é distinguido por possuir justamente esses três atributos, ou mais.

Daí, se torna voz corrente em alguns grupos políticos e até de profissionais da imprensa, a impossibilidade de Ronald Kalid se eleger prefeito de Itabuna. Os motivos citados são os mesmos de sempre: não dá tapinha nas costas, beijinhos nos eleitores e tampouco promete rios de leite e ribanceira de cuscuz assim que consiga se eleger.

É assim que a banda toca. O mais absurdo é que as avaliações partam justamente de pessoas que tem o dever de conscientizar a população e não construir mitos para depois derrubá-los, num ato explícito de iconoclastia. Ascendeu a um cargo de destaque, vamos cortar seus pés, conforme a prática costumeira de tempos bem remotos. Criamos os mitos, mas não idolatramos.

E incrível que nos tempos atuais a modernidade ignore princípios filosóficos como os criados pelo Iluminismo, que procurou mobilizar o poder da razão a fim de reformar a sociedade, indo contra a intolerância e os abusos cometidos pela Igreja e do Estado. Entretanto, mais de 300 anos depois, estamos vendo esses absurdos de volta e em voga.

Até bem pouco tempo, a cooptação de políticos era uma prática largamente utilizada pelos políticos de situação, com a finalidade de convencer membros da oposição da importância dos projetos de governo. Com isso, aumentava o poder junto ao legislativo, tudo em nome da governabilidade. Artimanhas à parte, esse processo era feito com bastante discrição, para não despertar a ira dos políticos de partidos adversários.

Mas hoje os tempos são outros e, sequer terminada a apuração dos votos, os parlamentares “caem em campo” para se oferecer ao prefeito, governador ou presidente da República. Ao contrário de antes, o modus operandi mudou e o parlamentar que antes era o agente passivo, agora é ele o agente ativo, que age sem a menor cerimônia, sob a desculpa de que com a queda do muro de Berlim tudo em política é permitido, inclusive a esculhambação.

É claro que os políticos nunca foram santos ou anjinhos, mas prevalecia a fidelidade partidária e, pasmem, a ideologia. Esquerda e direita, quando eram sinônimos de vanguardismo e conservadorismo, respectivamente, tinham programas debatidos entre os diretórios e militantes e eram apresentados como se fosse uma constituição partidária a ser seguida. Os políticos que não queriam se submeter às regras desses partidos se filiavam em partidos considerados de centro e circulavam com desenvoltura em palanques divergentes, sem nenhum constrangimento.

Atualmente, três partidos se odeiam e tentam eliminar uns aos outros: Democratas (DEM), Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e Partido dos Trabalhadores (PT). DEM e PSDB possuem programas parecidos e se unem contra o PT, sendo que a recíproca é mais que verdadeira. Embora as diferenças possam parecer abissais, tem sido muito frequente a presença de “tucanos” se bandeando para as hostes petistas.

Na Bahia não é diferente e muitos desses parlamentares se ofereceram no primeiro momento ao Governo do Estado. Alguns aceitos, outros não. Este último grupo, talvez por não ter sido considerado confiável do ponto de vista da traição, se é que essa premissa é possível. Outro grupo também se sobressai pela capacidade de oferecer seus serviços – especializados, diga-se de passagem – a quem realizar o melhor pagamento.

Vende o partido sem consultar a executiva ou diretório, sob a desculpa de que a eleição e o mandato o conferiu prerrogativas suficientes para agir como déspota, em tempos em que perdura a democracia – mesmo a burguesa. Esquerda e direita é apenas uma simples orientação espacial representando lados opostos, até mesmo por falta de conhecimento de que houve a Revolução Francesa, com girondinos a jacobinos. Pouco importa.

O risco maior é perder o controle do partido, utilizado nas barganhas políticas nem sempre confessáveis. O partido é apenas um instrumento de negócio, composto por pessoas da estrita confiança e que não costumam fazer perguntas. Estão ali para servir ao chefe que lhe provêm através de cargos públicos de gabinete ou em sinecuras na máquina executiva. Caso haja divergência não haverá lugar para a convivência democrática das partes e uma das duas terá que procurar novo abrigo.

Mas voltando ao PSDB de Itabuna, a direção do partido, após ouvir a direção estadual, garante candidatura própria, dada a condição de grande partido e possuir um grande cabedal de eleitores. Entretanto, sem ouvir a maioria, filiado com mandato faz estardalhaço de que o partido será “negociado” ao DEM do Capitão Azevedo, não se sabe a que tipo de acordo ou quais os contratos que serão firmados.

O fato é que, apesar de ser considerado um profissional competente, um urbanista experimentado, um secretário de Viação e Obras que teve competência para mudar “a cara” de Itabuna, Ronald Kalid não é analisado por essas qualidades. Muda-se o conteúdo do debate, privilegiando-se a característica populista (negativa), desprezando-se a essência, o caráter e o preparo do candidato para ocupar um cargo público. Quanta pobreza de pensamento!

Daí que me pergunto: Por que e do que essas pessoas têm medo? De Ronald Kalid mudar o relacionamento político entre os partidos? Extinguir o relacionamento promíscuo entre os poderes executivo e legislativo? Dar dignidade ao relacionamento com os fornecedores, contrato com pessoas físicas e empresas? Não firmar contratos para prestação de serviços “amarrados” ao apoio político?

É essa a gerência da coisa pública que geralmente se quer, mas que não se costuma praticar. Enfim, resta apenas uma pergunta: Você quer votar num candidato a prefeito de Itabuna com esse perfil ou em alguém que consiga manobrar (como sempre) e ainda saia por aí distribuindo beijos e abraços? Minha preferência continua sendo pelo primeiro. E a sua?

Ainda é cedo de mais para lançarmos candidato (ou pré-candidato, para não incorrer em crime eleitoral), mas essas mal traçadas linhas têm apenas a finalidade de alertar eleitores e profissionais da mídia sobre o “lugar comum” das análises, feitas corriqueiramente de forma errônea.

Advogado, jornalista e editor do site www.ciadanoticia.com.br

Do Público ao Privado

PRA QUEM JABES MANDA RECADO? I

Posicionamento de Jabes Ribeiro é considerado equivocado

O ex-prefeito de Ilhéus, Jabes Ribeiro, manda recado para algumas correntes políticas da cidade. De quebra, cita nome de pessoas, muito deles ex-correligionários, outros nem tanto, mas que ele acredita que poderia “turbinar” sua campanha para retornar ao Palácio Paranaguá como seu mais alto mandatário.

Na verdade, como sempre, Jabes usa metáforas e alegorias políticas para mandar seus recados. De tanto fazer isso, haja vista os anos que passou no poder, tanto na Prefeitura quanto no parlamento ou Governo do Estado, que os políticos ilheenses, seus ex-liderados ou não, conseguem decifrá-los de pronto, ou seja, no primeiro momento.

PRA QUEM JABES MANDA RECADO? II

Só que os métodos utilizados por Jabes Ribeiro são ultrapassados e relembram os velhos tempos da ditadura militar, através da pressão intelectual e material, como se somente ele fosse profundo conhecedor das artes da política. Verdadeiramente, os recados mandados por Jabes podem ser entendidos pelo avesso, pois ele mesmo é sabedor de que não se “chuta cachorro morto” por absoluta ser desnecessário.

A estratégia é outra: atirar no que viu e matar o que não viu. E para empreender essa empreitada não está sozinho e se aliou à outras correntes políticas que pretendem ampliar a participação no latifúndio político-eleitoral ilheense. No caso de Jabes, a história é um pouco diferente e ele tem convicção ser essa sua última cartada para ainda continuar demonstrando que “estaria vivo” e dando as cartas.

PRA QUEM JABES MANDA RECADO? III

Um desses aliados de Jabes Ribeiro nessa empreitada é o deputado federal Geraldo Simões, que nunca conseguiu impor sua liderança (na verdade, liderança se conquista) em Ilhéus. Por isso, os recados mandados por Jabes tem destino certo, quando se trata das pessoas, mas de conteúdo totalmente diverso.

Quando Jabes diz que não quer nada com quem participa do Governo Newton Lima, leia-se, por favor, “saia daí urgente para fragilizar o governo que eu garanto ‘uma boquinha’ se me ajudar a chegar à Prefeitura”. E essa mensagem chega de forma desesperadora, haja vista serem os destinatários petistas ligados ao deputado federal Josias Gomes.

PRA QUEM JABES MANDA RECADO? IV

Apesar de Jabes alardear aos quatro cantos que é o candidato preferido do governador Jaques Wager, seus adversário dizem essa “cantiga já furou o disco de tanto tocar”, embora ninguém tenha ouvido, uma só vez, nem mesmo por ouvir dizer. O que preocupa o ex-alcaide é a aproximação do governador com o prefeito Newton Lima, propondo a continuidade da coligação PSB-PT.

E essa atitude do governador atingiu, em cheio Jabes Ribeiro, que acusou o golpe, ao saber que o candidato preferido de Wagner – com diversas insinuações e afirmações – é o deputado federal Josias Gomes. E o PSB, ao entender a mensagem, saiu na frente lançando a pré-candidatura do vereador Alcides Kruschewsky ao Palácio Paranaguá. Para tanto, Alcides deixou o cargo de secretário de Governo e Assuntos Estratégicos para retornar ao Legislativo.

PRA QUEM JABES MANDA RECADO? V

Como dizem as “raposas políticas” que política e coligações não são feitas com fígado, a estratégia utilizada pelo ex-prefeito de Ilhéus é uma ação que beira ao desespero. Embora lhe pareça bonito ir às emissora de rádio fazer ameaças ou prometer coisas fantasiosas, cada vez mais Jabes cava sua sepultura para enterrar, de vez sua carreira política.

Esquece Jabes, porém a população de Ilhéus lembra bem, as sucessivas derrotas contabilizadas por ele durante sua carreira política. E isso fica bastante evidenciada nas pesquisas de opinião realizadas no município, que o apontavam com cerca de 90% de rejeição. Esse índice, tende a aumentar a cada aparição desastrosa do ex-alcaide, que vem agindo na contramão do marketing político ao invés de juntar espalha apoios, esnoba votos.

PRA QUEM JABES MANDA RECADO? VI

Magno Lavigne promete desnudar Jabes Ribeiro

A demonstração do “soco recebido no fígado” foi dada nesta última semana quando concedeu entrevistas ao radialista Vila Nova, no programa O Tabuleiro, e ao jornalista Maurício Maron, do site Jornal Bahia Online. Neles, Jabes destila veneno, esnoba pessoas. Chegou ao cúmulo de dizer que profissionais e políticos em atuação em governo dialoguem com ele, como se essas pessoas estivessem cometendo traições, conspirações contra as organizações a que servem.

Com isso, Jabes demonstra que em política existem adversários e não inimigos. No mínimo, deve ter tomado essas lições (erradas, por sinal) com o deputado federal Geraldo Simões, que se notabilizou pela prática de tentar desconstruir fatos e pessoas que não rezem por sua cartilha. Mas o tiro saiu pela culatra e na certa terá troco, por ter sido o atingido o sindicalista Magno Lavigne, atual secretário de Governo e Assuntos Estratégicos, condutor do processo político do governo Newton Lima e que alimentará a campanha eleitoral do próximo ano.

PRA QUEM JABES MANDA RECADO? VII

Na visão – caolha, por sinal – de Jabes Ribeiro, todos os partidos e os políticos ilheenses estão equivocados e teriam que alisar os bancos de sua escolinha. Como que se reencarnasse num novo Collor de Mello, Jabes desanca sobre as pessoas como se todos tivessem a obrigação de lhe dever subserviência, prometendo, tal e qual um Antônio Conselheiro repaginado, “um rio de leite e uma ribanceira de cuscuz” para os amigos e as profundezas do infernos para os inimigos.

Tirando os arroubos messiânicos, Jabes se recolhe ao trabalho de vender o seu partido, o PP (Partido Progressista) a prefeituras, não importando quais sejam. Basta que para isso lhe seja dado em troco qualquer tipo de adesão para que tente voltar à Prefeitura de Ilhéus, ou vice-versa. Como tem se perenizado o ditado que “a voz do povo é a voz de Deus”, não custa a qualquer um acreditar o ex-alcaide bate de frente com as circunstâncias.

Diante das circunstâncias, Jabes pode ser comparado a um professor (ops) que reprova todos os alunos, considerando-os incompetentes para aprender o que ele acha que ensina.

AZEVEDO É O CANDIDATO

Wally não está na foto, Wally sumiu, onde será que está Wally

Não agradou a todos os filiados do Democratas (DEM) o resultado da convenção do partido, que escolheu os membros do diretório e da executiva municipal. Um deles, que se considerava um “poderoso cardeal”, se esquivou de aparecer, já que previa o resultado. Em nenhuma das fotos foi visto, apesar das providências que vinha tomando no sentido de reverter o quadro.

De forma sorrateira, esse pretenso “cardeal” vinha visitando e mandando recados para lideranças políticas e jornalistas, prometendo mundo e fundos em troca de apoio numa futura (2012) campanha a prefeito de Itabuna. Sem prestígio e sem voto, o indigitado acredita que o dinheiro amealhado nessa administração seria mais do que suficiente para “comprar” lideranças e jornalistas.

E bem na cara de Azevedo.

SOU EU, MAS NÃO DIGA I

Ao elaborar uma matéria jornalística sobre a repercussão sobre a diminuição do território e do aumento da renda do ilheense, o Jornal Bahia Online produziu uma matéria curiosa: a fonte, que se dizia economista e professor da Uesc, pediu para não ser identificada. E tinha razão essa fonte, por saber que sua análise seria uma das mais absurdas, demonstrando falta de conhecimento sobre o assunto.

Na sua resposta, o incógnito professor da Uesc, cujo departamento para que trabalha não produz estudo algum sobre a economia regional, disse que ao “dedicar ao planejamento os louros da pesquisa do IBGE divulgada na semana passada, é jogar a sujeira para debaixo do tapete”. E foi mais além: “Se a cidade fosse efetivamente planejada, os recursos públicos não teriam sofrido quedas tão acentuadas” e tentou justificar sua teoria na “total incapacidade de se planejar as ações do município, com obras inacabadas e na falta de condições de se anunciar “o que vai se fazer daqui a uma hora”.

SOU EU, MAS NÃO DIGA II

Ao que tudo indica, o incógnito professor desconhece o sistema tributário e fiscal do país, que transformou as prefeituras em meras pedintes. A arrecadação do bolo tributário não representa sua divisão que obedece critérios econômicos, porém mesclados com as “bondades” chamadas de sociais. Enfim (no popular), quem arrecada mais é obrigado a dividir com os municípios cuja produção de tributos seja deficiente.

Não bastasse isso, faltou ao incógnito professor de economia da Uesc apresentar as variáveis responsáveis pelos resultados positivos e negativos da arrecadação. As condições que provocaram a queda da arrecadação não foram proporcionadas pelo município, ou pela falta de planejamento. Esqueceu o escondido economista que todos os recursos investidos em Ilhéus por outros entes federativos são fruto de prospecção das autoridades municipais e nem sempre são liberados conforme cronograma estabelecido.

Por último, município algum faz grandes negócios, ganha na loteria ou recebe vultuosas heranças, embora tenha que arcar com as dívidas deixadas pela sucessivas administrações, honrando o pagamento de precatórios trabalhistas e acordo para o pagamento de calotes dados à Previdência Social e demais encargos, a exemplo do FGTS.

Na academia o que deveria prevalecer é a teoria apresentada em forma de artigos científicos, monografias, dissertações ou teses. Melhor, ainda, se assinadas.

HBLEM – O OBJETO DE DESEJO

Não é de agora que o Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães (HBLEM de Itabuna) se transformou em objeto de desejo das autoridades do município e do Estado da Bahia. Mas, ao contrário do que se espera, a preocupação não é para torna-lo eficiente no atendimento à população e sim pelo poder que a administração do hospital representa.

Implantado pelo prefeito Fernando Gomes para atender à população de Itabuna e região, com recursos do Município, Estado e União, o Hospital de Base foi concebido para ser referência em diversas especialidades, além de atendimento de traumas, notadamente resultantes de acidentes rodoviários. Entretanto, o que mais tem interessado às autoridades são os cargos de confiança que poderão se indicados e o uso da máquina administrativa.

HBLEM – OBJETO DE DISCÓRDIA

Geraldo Magela e Andres Alonso estão juntos, mas quilômetros os distanciam

Em recente reunião para analisar a situação do Hospital de Base e propor soluções, o diretor do Departamento de Regulação da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia, Andres Alonso, garantiu que o Governo do Estado só pode ajudar se o município lhe entregar o hospital. “Quando o Estado não tem a propriedade da unidade, ele tem que pagar pela tabela SUS; quando a unidade é dele, paga-se pelo que custa”, disse.

Para o Governo do Estado, a questão não é a simples aritmética, e sim o poder que representaria o hospital para o governo petista estadual. Pouco importa aos representantes do Estado que o HBLEM tenha apenas uma fonte de receita: o SUS, ou que atenda a população de outras cidades. Por outro lado, o governo municipal também não abre mão do poder que exerce, nem mesmo esclarece as constantes denúncias de corrupção naquele importante equipamento hospitalar.

O povo que se dane.

LUTA CONTRA MISÉRIA

Durante o 5° Encontro Regional de Capacitação do TCM-BA com Gestores Municipais que acontece nesta sexta-feira (22), no Centro de Cultura João Gilberto, na cidade de Juazeiro, com a presença de mais de 350 pessoas, oriundas de 36 municípios da região, sendo 14 prefeitos, o prefeito Luiz Caetano, presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), convocou os gestores para unirem forças na luta pelos royalties do petróleo e para acabar com a miséria no Brasil.

Luiz Ca etano informou que, “o preço do petróleo só tem aumentado e com isso o valor dos royalties, mas o Rio de Janeiro quer tudo para ele. Mas, é preciso que o país entenda que o petróleo é uma riqueza nacional que deve ser distribuída entre todos. Principalmente entre os municípios mais pobres, que têm um IDH muito baixo. Esse pode ser o passo mais importante para o sucesso do programa Brasil Sem Miséria”.Falando sobre o programa do governo Federal, Brasil Sem Miséria, que pretende acabar com a pobreza no país, Caetano afirmou que, “na segunda-feira estarei com Wagner e Dilma lança o programa na Bahia. Mas, essa luta precisa ser intensificada a nível municipal, pois para acabarmos com a miséria isso deve começar nos municípios. Nós prefeitos devemos fazer uma busca ativa em nossas cidades para descobrir as famílias que ainda não são assistidas por nenhum programa federal, estadual ou municipal para cadastramos no Brasil Sem Miséria”.

BOA NOTÍCIA

O Jornal Agora completa neste 28 de julho próximo 30 anos (Bodas de Pérola) de circulação. Para comemorar o feito, promove, na noite de quarta-feira (27), uma grande festa na Associação Atlética Banco do Brasil (AABB de Itabuna), com direito a boa música, gastronomia e homenagens.

Na grande festa do Jornal Agora serão homenageadas 30 personalidades da região. “Estamos nos dedicando para fazer o melhor e comemorarmos ao lado dos amigos e parceiros do jornal, que há 30 anos vem travando grande lutas em prol da nossa região. Esperamos brindar a todos com uma grande festa e que todos se sintam abraçados com nosso carinho”, ressaltou a diretora de Marketing do Agora, Roberta Oliveira.

As festas promovidas por José Adervan são conhecidas pela qualidade.

CONTAM POR AÍ…

Campanha política de 2010 para eleger presidente, senadores, deputados federais e estaduais e governador. Em Ilhéus, a base aliada de Dilma Rousseff e Jaques Wagner e transbordava de adesões, mas como política é uma arte que requer muita astúcia, algumas lideranças, para garantir prestígio seja qual for o resultado das urnas, dão uma no cravo e outra na ferradura.

Bastante precavida, a deputada estadual Ângela Sousa fez dobradinha com alguns deputados federais, a depender da cidade, sendo que em Ilhéus o acordo foi fechado com o deputado federal Geraldo Simões e, apesar do seu partido pertencer à coligação que tinha como candidato a governador Geddel Vieira Lima, fez campanha para Dilma e Wagner.

Já o vice-prefeito de Ilhéus, Mário Alexandre, filiado ao PSDB, “armou seu barraco” na campanha de José Serra e Paulo Souto, pulando a cerca – por motivo justo – quando se tratava dos votos que teria que dar à mãe, Ângela Sousa, e a Geraldo Simões, além dos candidatos a senadores Lídice da Mata e Walter Pinheiro.

Mesmo com os candidatos diferenciados, Marão não contava conversa e com a mesma disposição que organizava e participava das caminhadas de Serra e Souto, não dispensava os “arrastões” de Dilma e Wagner que tinha a participação de Ângela Sousa.

Médico dos mais conhecidos e conceituados, Mário Alexandre, pela disposição que sempre apresentava, entusiasmava tanto os participantes da caminhada quanto os moradores ou transeuntes, tratando todos pelos nomes. Pródigos nos abraços, perguntava pela família e pedia o voto.

Na reta final da campanha, numa dessas caminhadas realizada no bairro do Pontal, tudo corria tranquilamente e a adesão dos moradores era praticamente total, para delírio das lideranças. Foi aí, então, que aconteceu o inesperado.

O vereador petista licenciado e secretário da Indústria, Comércio e Planejamento, Alison Mendonça, após ter se refrescado do sol quente com alguns goles de cerveja, sente vontade de ir ao banheiro e, passando em frente à casa de um amigo, pede licença para satisfazer suas necessidades fisiológicas.

Ao sair, se depara com uma paisagem totalmente diferente da que deixou. Todas as propagandas da coligação petista coladas estavam cobertas pelos cartazes dos candidatos da coligação PSDB-DEM. Atônito, Alisson, que ficou pra trás, ligou para um “companheiro” que ia à frente e ligou pelo celular:

– Nosso pessoal não está fazendo a “colagem”? – perguntou.

– Você está gozando de minha cara, claro que sim, qual é o problema – retrucou.

Foi aí que o da frente parou de caminhar e Alisson, que ia atrás, se encontraram e presenciaram a turma da campanha de José Serra e Paulo Souto, coordenados por Mário Alexandre, colando os cartazes de sua coligação justamente em cima dos cartazes da coligação petista.

Na próxima caminhada não mais foi visto o vice-prefeito Marão na caminhada da coligação petista. Os cuidados foram redobrados, com uma turma tomando conta da retaguarda.

Do Público ao Privado

O MASCATE DA POLÍTICA I

O governador Wagner e o prefeito de Itamaraju, Manoel Pedro, em mais uma promessa

O governador da Bahia, Jaques Wagner, adotou uma tática utilizada pelo Partido dos Trabalhadores (PT), e que deu certo, culminando com a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva na eleição presidencial de 2002: viajar pelo Brasil, se “vendendo” ao povo mais simples e carente do país, no sentido de desmistificar o estigma do PT e seus candidatos. Pois o Wagner está usando da mesma estratégia para arregimentar os apoios com vistas a eleger o maior número possível de candidatos aliados na eleição municipal de 2012.

Em Ilhéus já deu o seu recado e disse como queria manter a coligação, encabeçada, de preferência, com o PT e o PSB, além dos outros partidos com representação no Município. Em cada uma dessas visitas, brinca com os políticos, diz o que os eleitores querem ouvir, promete obras e serviços e sai radiante com o “trabalho” que fez junto à população.

O MASCATE DA POLÍTICA II

Além de Ilhéus, o governador fez carinho em outra dezena de prefeitos, aos quais promete juras de amor eterno e muitas obras a inaugurar até o termino do mandato deles. Nada mal para quem é bastante criticado em todo o estado pela exiguidade de obras e serviços, apesar das veiculação constante de propaganda no rádio e na TV.

Para a oposição, a Bahia real é bastante diferente da Bahia que aparece na televisão, onde são veiculadas obras do Governo Federal (parceria) e da iniciativa privada, a exemplo do Porto Sul. Em Itabuna, por exemplo, a oposição diz que já tem a campanha de governador de 2014 na ponta da língua, toda ela baseada na publicidade oficial que trabalha com o mote “tem, tem, tem”.

O MASCATE DA POLÍTICA III

Durante a campanha eleitoral do próximo ano e de 2014, os partidos de oposição ao governador Jaques Wagner prometem “copiar” a melodia da música “tem, tem, tem”, fazendo uma paródia com a letra. A intenção é mostrar aos eleitores de Itabuna e região que tudo que o Governo do Estado mostra na televisão nada tem a ver com o que acontece na cidade.

Segundo os políticos, os marqueteiros deverão criar jingles e clipes mostrando as obras inacabadas e as não iniciadas, com um texto comprometedor, mais ou menos parecido com isso. “Venha comigo, venham a ver que o Governo da Bahia faz de maldade com a população”. Aí entra a musiquinha tem, tem, tem, e a locução. “Em Itabuna tem um centro de convenções inacabado, tem, tem, tem!; em Itabuna tem um teatro inacabado, tem, tem, tem!”. E a criatividade fica por conta dos marqueteiros.

REGIÃO METROPOLITANA I

O debate foi oportuno para conhecer a propostas e a realidade

Valeu a iniciativa da AmItabuna, presidida pelo advogado municipalista Alah Góes, em promover um evento bastante esclarecedor sobre a finalidade de uma Região Metropolitana (RM). A qualidade dos palestrantes foi de excelente qualidade e a informação repassada aos presentes foram decisivas para que os membros da sociedade regional, pelo menos dos municípios envolvidos na Indicação apresentada pelo deputado estadual Coronel Gilberto Santana, possam tomar posições, a favor ou conta, a depender do ponto de vista de cada um.

Uma das críticas que tem sido feita ao trabalho apresentado por Gilberto Santana é quanto à quantidade dos municípios participantes, quando a realidade demonstra que é decisivo para o sucesso de uma RM o agrupamento de poucos municípios, que tenham problemas comuns e que possam se completar. Não adiantaria criar uma RM com cidades de regiões diferentes, o que iria dar mais complexidade aos projetos, dificultando, portanto as soluções apresentadas para a realização de obras e serviços em conjunto.

REGIÃO METROPOLITANA II

Desde a promulgação da Constituição do Estado da Bahia, em 1989, por iniciativa dos deputados Daniel Gomes e Antônio Menezes (autor e relator), foi incluída a criação da Região Metropolitana de Itabuna, mas não saiu do papel. Agora, a partir da indicação de n° 18.466/11 do deputado Coronel Santana, a Região Metropolitana do Sul da Bahia, envolvendo as cidades de Itabuna e Ilhéus, além dos municípios circunvizinhos poderá ser criada, dependendo apenas da elaboração de um projeto de Lei, de iniciativa do governador do Estado, para ser encaminhada ao Poder Legislativo.

Por conta disso, foram realizadas discussões e esclarecimentos a população em torno do que consiste uma RM e os seus benefícios com a criação de uma gestão compartilhada. De acordo com Allah Góes, a análise, que foi feita por dois especialistas em Região Metropolitana, a professora titular da USP, Adélia de Souza, e o professor da UFRN, Aldo Aluízio Dantas da Silva, serviu para atestar a possibilidade de se formar uma RM com dois Pólos (Itabuna e Ilhéus).

REGIÃO METROPOLITANA III

Na abertura das discussões, a professora Adélia de Souza expôs sobre a importância e a necessidade urgente de instituir uma Região Metropolitana no Sul da Bahia, pelo papel que ela pode desempenhar no estado baiano de interligação entre o Centro-Oeste e Sul do Brasil. “Eu acho que ela tem um papel estratégico no contexto nacional muito importante, e é assim que tem que ser verificada a RM. Não se pode olhar para dentro é preciso olhar para o país e para o funcionamento do Mundo”, destacou a professora que foi uma das artífices da Região Metropolitana de São Paulo, em 1968.

Em seguida, o professor da Aldo Aluízio Dantas da Silva, que é grapiúna da cidade de Coaraci, discutiu alguns conceitos relativos à formação e implantação da Região Metropolitana do Sul da Bahia. Durante a sua apresentação foram expostos argumentos técnico-científicos no sentido da criação dessa região, além de mostrar que é necessário criar um organismo de gestão coletiva, com a finalidade de evitar o planejamento de forma extemporânea.

REGIÃO METROPOLITANA IV

O presidente da Amurc, Cláudio Dourado, informou que a entidade vem trabalhando no sentido de promover a Região Metropolitana junto aos municípios filiados, por considerar as condições favoráveis para prospectar recursos e implantar infraestrutura conjunta. Para isso, tem-se buscado o melhor entendimento no que consiste a RM e os seus benefícios, que poderão se concentrar na coleta de lixo, serviços de infraestrutura, segurança pública, telefonia, dentre outros, razão pela qual abraçou, juntamente com a AmItabuna, a iniciativa de realizar este evento.

Com a criação da Região Metropolitana, Dourado acredita no desenvolvimento das ações políticas nos municípios. “Nós teremos ações descentralizadas, não só no eixo entre Ilhéus e Itabuna, mas eles irão ter participações objetivas tanto na questão administrativa, educacional, e na indústria, no sentido de ter uma administração compartilhada, em condições bem mais confortáveis para essas regiões”.

ALICE DE NOVO NO DEM

A presidenta do diretório municipal do Democratas (DEM) em Itabuna, Maria Alice Araújo, será reconduzida ao cargo na convenção que a agremiação política realiza neste sábado (16), a começar pela chapa única, que deverá ser eleitpor aclamação. Apesar de alguns membros de “alto coturno” ter ensaiado candidatura, a intenção não entusiasmou os membros da Executiva ou do Diretório.

Há 37 anos atuando na política partidária em Itabuna, Maria Alice Araújo conhece os caminhos e meandros da arte política, como tem demonstrado fartamente. Fiel ao amigo Fernando Gomes, que deixou o DEM para voltar ao PMDB, ela preferiu dar continuidade ao trabalho desenvolvido no diretório, principalmente para dar suporte à administração municipal. Da sede do DEM, no bairro Jardim Vitória, ele recebe os correligionários, dá as ordens aos cabos-eleitorais e se comunica com os eleitores dos bairros mais distantes.

AZEVEDO É O CANDIDATO

A todos Maria Alice garante que o DEM continua com antes e que o atual prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo, é o candidato do partido na eleição de 2012. Segundo Alice, o partido está coeso e não existe a possibilidade de um bate-chapa, até por ser o prefeito candidato natural, a não ser que acontecimentos outros venham a ocorrer.

Entretanto, apesar da convicção da presidenta do DEM, Maria Alice, existe um personagem trabalhando no submundo político para tentar viabilizar o seu nome. Apesar do esforço que vem sendo empreendido por esse filiado, será muito difícil conseguir derrubar o de Azevedo, que deverá se manter no DEM. Mas que esse personagem tenta furar o bloqueio é verdade, e todos sabem que é ele, inclusive o prefeito, que o mantem numa secretaria, segundo dizem, por pressões e mais pressões.

O DEM FAZ QUE NÃO VÊ

E não é que Azevedo será obrigado a continuar filiado ao DEM para não correr risco de perder o mandado? Pois é, mas que ele tentou “pular a cerca”, até que tentou, e muito, mas não conseguiu o seu intento, por pura falta de confiança nos dirigentes dos partidos que flertou. Em todos eles é considerado um político que não honra a palavra e os compromissos assumidos, em decorrência de sua atuação na campanha eleitoral passada.

Quis “namorar” com todos os partidos e candidatos, mas foi incapaz de “pedir a mão em casamento”. Para os dirigentes desses partidos, Capitão Azevedo traiu a todos, com “conversa mole”, através de “juras de amor eterno”, desfeitas assim que aparecia outro pretendente. Definitivamente, não foi aceito no Partido Popular (PP), muito menos no recém-criado Partido Social Democrata (PSD), comandado na Bahia pelo vice-governador Otto Alencar.

Ainda vai ter que se explicar com o deputado federal ACM Neto, que até agora não “engoliu” as desculpas esfarrapadas dadas por conta da traição partidária aos candidatos do DEM.

CONVOCAÇÃO COMPULSÓRIA

As convocações de servidores para as empreitaedas são frequentes

E para abrilhantar a convenção do DEM, o prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo, reuniu todos os ocupantes de cargos de confiança e funcionários do quadro que gozam da regalia de função gratificada (os famosos FGs) na sede do clube dos servidores, a Usemi. No encontro, a convocação pura e simples para que todos compareçam, neste sábado (16), às 14 horas na sede do DEM, no Jardim Vitória.

Além do comparecimento, o prefeito ainda compeliu a todos que portem os documentos, a exemplo do título de eleitor, para procederam a filiação ao Democratas. Nas entrelinhas da convocação, o comparecimento será obrigatório para aqueles que pretendem continuar “gozando da confiança” do prefeito, o mesmo valendo para quem tem FG.

Afinal, o prefeito se comprometeu com Maria Alice em ajudar a realizar uma das maiores convenções já organizadas em Itabuna. Caneta na mão tem para isso, para desgosto dos convocados.

A TRAGÉDIA E A FARSA

Tem razão quem diz, a exemplo do sociólogo alemão Karl Marx, que a história acontece em forma de tragédia e só se repete como farsa. Em Ilhéus, essa frase cai como uma luva, quando o assunto é o movimento grevista deflagrado pelo Sindicato dos Servidores Público Municipais de Ilhéus (Sinsepi), e faz lembrar os tempos em que o deputado federal Geraldo Simões (PT) ainda dava as cartas nos movimentos paredistas.

Lá como cá, o modus operandi é o mesmo e por qualquer motivo fecham unidades da administração pública municipal sem qualquer aviso ou motivo relevante. No caso de Geraldo Simões quando era o todo-poderoso do Conselho das Entidades Representativas dos Funcionários da Ceplac, se tratava apenas de uma criação com membros de outras entidades, mas sem registro ou outra responsabilidade civil. Já no caso do Sinsepi a história é outra, por se tratar de um sindicato legalmente constituído e com direitos e deveres a serem observados.

Calma, gente!

JUSTIÇA CHEGA NA HORA

A população impedida de receber a assistência na área da saúde

A Justiça tarda, mas não falha, diz o velho ditado. Entretanto, em decisão liminar concedida na tarde desta sexta-feira (15), a vice-presidente do Tribunal Regional do Trabalho (5ª Região), desembargadora Maria Adna Aguiar do Nascimento, determinou a volta de pelo menos 50% do pessoal lotado nos postos de saúde de Ilhéus. A medida liminar atende ao pedido da Procuradoria-geral do Município de Ilhéus em ação de Dissidio Coletivo para Declaração de Ilegalidade de Greve, realizada nos postos de saúde do Município.

Caso não a determinação judicial não seja obedecida, foi estipulada uma multa diária de R$ 10 mil, ao Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Ilhéus. Na mesma decisão, a desembargadora agendou para a próxima quarta-feira (21), uma audiência de Conciliação entre a Prefeitura de Ilhéus e o Sinsepi.

BOA NOTÍCIA

Aos poucos, vão caindo os participantes do núcleo de corrupção do Ministério dos Transportes. Nesta sexta-feira (15), o ministro Paulo Sérgio Passos assinou portaria determinando o afastamento temporário de Sadok e a abertura de um processo de administrativo que pode resultar na demissão dele do serviço público. O ministério divulgou nota sobre o assunto: “O ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, decidiu afastar temporariamente o diretor-executivo do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit) que estava respondendo pela Diretoria Geral do órgão. Ao mesmo tempo, constituiu Comissão de Processo Administrativo Disciplinar para apuração dos fatos noticiados pelo jornal Estado de São Paulo, na edição do dia 15 de julho de 2011”.

Sadok acumulava o cargo de diretor-geral interino do Dnit em substituição a Luiz Antônio Pagot, que tirou férias após ameaça de ser demitido em meio ao escândalo de corrupção no Ministério dos Transportes.

A mulher de Sadok, Ana Paula Batista Araújo, é dona da Construtora Araújo, contratada para cuidar de obras nas rodovias BR-174, BR-432 e BR-433, todas em Roraima e ligadas a convênios com o Dnit, principal órgão executor do Ministério dos Transportes. A aplicação de aditivos, que aumentam prazos e valores, ocorreu em todos os contratos. Sadok trabalhou em Roraima em 2001, no antigo Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER), como diretor de obras.

CONTAM POR AÍ…

Corria aí o fim dos anos de chumbo com a volta do Brasil ao estado democrático de direito, quando os movimentos sociais começaram a ser organizados na Ceplac. Inevitavelmente, chegaram as greves, diante da falta de sensibilidade (falta de costume) da direção de empresas públicas (até privadas) em ouvir e negociar as reivindicações dos trabalhadores. Era a queda-de-braço entre as duas partes: patrões e empregados, os primeiros acreditando que a força ainda imperava, enquanto os segundo tinham convicção de que era chegado o momento de testar as afirmações do presidente general Figueiredo de que o país caminhava para uma democracia, “nem que fosse na marra”. Quem sabe faz a hora não espera acontecer, exatamente como na música de Geraldo Vandré.

Saem os militares, entram os civis, capitaneado por José Sarney – instrumento dos militares, que soube “pongar” na redemocratização do país com a campanha Diretas Já! – após a morte de Tancredo Neves. Junto com ele, sobem pela rampa do Palácio do Planalto os militantes do PMDB, responsáveis pela luta contra a ditadura, apesar de um tanto desfigurado com o acréscimo da “letra P” ao velho MDB cansado de guerra.

Em Ilhéus, um dos próceres do partido, o médico e deputado Jorge Viana reivindica a indicação da direção da Ceplac prometendo “virar a instituição de cabeça pra baixo” e impor novos ritmos. Para tanto, nomeia o advogado Josuelito Brito secretário-geral e busca ex-funcionários do órgão considerados injustiçados para imprimir o novo projeto. Entre eles, eis que chega o engenheiro agrônomo Ubaldino Dantas, ex-chefe do Departamento de Extensão (Depex), para dirigir a Coordenadoria-regional para a Bahia e Espírito Santo.

Homem afeito ao diálogo e costumeiro cumpridor da palavra empenhada, Ubaldino Dantas prevê a mudança de costumes na relação trabalhista e atende às reivindicações dos funcionários cedendo o ginásio de esportes da Ceplac para a realização da primeira assembleia. Lá na presença de mais de mil ceplaqueanos vindos de escritórios locais e estações experimentais da região, celebram a volta da democracia e fundam o Conselho das Entidades Representativas dos Funcionários da Cepalc, formada pela Associação dos Funcionários da Ceplac (AFC), Sociedade dos Engenheiros Agrônomos do Cacau (Seac) e Sociedade dos Técnicos Agrícolas do Cacau (Stac).

E o coordenador-regional Ubaldino Dantas era uma das pessoas mais aguardadas na assembleia, que demorava a começar e causava ansiedade nos presentes, dada a importância histórica do ato. Lá pras tantas, quase no fim da tarde, eis que chega Ubaldino, faz discurso pró-funcionários e deixa o encontro. Dava para notar a apreensão dos ocupantes de cargos de confiança, que após a saída de Ubaldino resolveram voltar ao prédio da coordenadoria.

Lá tomaram conhecimento da realidade e dos fatos ocorridos antes da assembleia. Pressionado pelo secretário-geral Josuelito Brito a não permitir a realização da assembleia dentro da área e no horário do expediente, Ubaldino Dantas não cedeu e garantiu a palavra empenhada, mesmo pagando um alto preço: a exoneração do cargo de coordenador e do quadro técnico da Ceplac, que tinha ocupado muito recentemente.

Ao invés de aceitar as pressões, Ubaldino preferiu a demissão por telefone e foi assistir a assembleia história da redemocratização da Ceplac. Um sujeito de fibra, sem sombra de dúvida.

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