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Mandioca, o exemplo que vem do Sul

Na minha rotina diária em busca de boas informações, encontrei na Gazeta do Povo, de Curitiba – jornal que reputo como um dos melhores do país – uma matéria sobre gastronomia, abordando um restaurante em Florianópolis (Santa Catarina). O restaurante trabalha com cardápio tipicamente nordestino e os pratos são de dar água na boca: feitos com mandioca, macaxeira ou aipim, nome dado conforme a região.

Bem que poderíamos dispor de um restaurante deste estilo aqui por nossa Bahia, mas pelo que já pesquisei, ainda não nos é possível degustarmos todas essas especialidades, com incursões em pratos da cultura japonesa, francesa, e por países afora. Gostas de sushi? O arroz, preferência dos nossos amigos japoneses é substituído por tapioca. Pelo que informa a reportagem, fica uma delícia.

A Oka de Maní (nome do restaurante) foi idealizado pelo casal de cearenses Samilla Paiva e Roberto Duarte para trabalhar exclusivamente com a matéria-prima mandioca, raiz 100% brasileira. Mais do que uma tapiocaria, o restaurante se destaca pelo mix culinário ao gosto da grande maioria dos clientes, inclusive daqueles que têm restrições ao uso do glúten na alimentação.

Se os pratos agradam aos mais exigentes paladares, as bebidas não ficam longe disso e as cachaças feitas a partir da mandioca também já estão se incorporando aos mais exigentes paladares dos “manezinhos” (como são conhecidos os nativos da ilha) outros moradores e visitantes. Elas são trazidas do Pará, como de jambu, responsável pelo famoso formigamento do paladar, e a tiquina, cachaça de mandioca curtida na folha de tangerina, trazida do Maranhão.

Eu poderia escrevinhar mais algumas dezenas de mal traçadas linhas sobre a gastronomia – o que muito me apraz – mas aqui o que interessa é mostrar que poderemos utilizar coisas nossas com sucesso. E, mas que isso, contribuir para o desenvolvimento de nossa agricultura, com resultados econômicos altamente positivos para todo o Brasil, substituindo o trigo, por exemplo.

De antemão, aviso: não sou contra a importação desse produto que ainda não somos autossuficientes. Nada de xenofobia contra os “hermanos” argentinos ou outros que exportem esse produto, pelo contrário, gosto de pães e macarrões fabricados com o trigo, famoso até na Bíblia Sagrada. Trago no DNA a lembrança das culturas portuguesa e italiana, tanto que não dispenso massas em geral, notadamente uma boa pizza.

Na verdade, me refiro às questões econômicas e a tecnologia que dispomos para substituir o trigo – ou pelo menos parte dele – na nossa riquíssima culinária, tão criativa, gostosa e capaz de agradar paladares de todo o mundo. E a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) já provou, através das pesquisas dos seus cientistas, que isso é perfeitamente possível.

O pão nosso de cada dia é um belo exemplo e poderia ser adquirido nas padarias mais conceituadas de nosso país a preços mais baixos, caso fosse introduzida a farinha de mandioca na sua feitura. Com essa providência, não teríamos que ouvir, ver e ler na imprensa que a alta do preço de nossos pãezinhos é apenas consequência do reajuste do preço do trigo. Nos livraríamos desse lugar comum.

Garantem os pesquisadores que a mudança ou introdução da farinha de mandioca em nada alteraria o paladar do pão, o que é uma notícia alvissareira para quem não dispensa o seu consumo diário. A adição de fécula de mandioca à farinha de trigo é tecnicamente possível, como já ficou comprovado e demonstrado país afora, e a fécula atuaria na mistura como um diluidor do glúten presente no trigo.

Mas o que a ciência foi capaz de demonstrar, os políticos foram mestres em esconder, atrapalhar, não se sabe com qual interesse, mas é certo que a mistura da fécula de mandioca ao trigo para a confecção dos pãezinhos foi vetada pelo presidente Lula e o veto mantido pelo Congresso que antes aprovara o projeto. E o argumento utilizado pelo presidente foi o mais pífio de todos, conforme se lê no próximo parágrafo.

“De que haverá grande dificuldade para a comprovação pelo poder público da garantia de que o produto a ser adquirido tenha a composição proposta. No limite haverá necessidade de análise laboratorial. Como a produção será distinta quando destinada ao governo ou ao mercado tradicional, os moinhos terão que preparar lotes específicos o que tenderá a aumentar o custo e o preço do produto, sobretudo se os volumes de compra não forem muito elevados”. Nada mais enganador.

Como ainda não é possível comermos nosso pãozinho ou outros tipos de massa misturados com o trigo, a única opção é torcer para que exemplos como esse do casal de cearenses em Florianópolis sejam multiplicados por todo o país. Acredito que seja por isso que diz aquele ditado: “O governo nos ajudaria muito se pelo menos não nos atrapalhassem”.

Nem mesmo a atabalhoada declaração de amor incondicional de Dilma Rousseff pela mandioca foi suficiente para que seus subprodutos tivessem melhor sorte na economia. Ainda não sei o porquê, mas acredito que nossa presidenta deposta ainda não estava bastante segura se a mandioca era um tubérculo ou uma planta tuberosa.

Mandioca neles!

*Radialista, jornalista e advogado.

Publicado originalmente no www.costasulfm.com.br

Parlamentares calculam criação de 180 cidades com derrubada de veto

A derrubada do veto ao projeto de lei complementar que regulamenta a criação de novas cidades deverá acontecer nos próximos dias e pode permitir a criação de mais 180 municípios. A afirmação foi feita por parlamentares que participaram, nesta terça-feira (18), de seminário promovido pela Comissão de Integração Nacional da Câmara dos Deputados.

O presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CMN), Paulo Ziulkoski, disse que existem 807 pedidos de criação de municípios nas assembleias legislativas do País. No entanto, segundo o senador Valdir Raupp (PMDB-RO), como o projeto é restritivo, o número ficaria em torno de 180 novos municípios.

A perspectiva de que o veto de Dilma Rousseff seja derrubado nos próximos dias é do presidente da Comissão de Integração Nacional, deputado Domingos Neto (Pros-CE). Quando vetou o projeto, a presidente argumentou de que haveria elevação de custos, o que é contestado pelo deputado.

“Nós já fizemos diversos cálculos para mostrar que a matemática fecha. Esse custo de novos municípios é facilmente diluído quando você coloca dentro do bolo nacional e também quando você retira a nova cidade enquanto despesa corrente do município-mãe”, afirmou.

Presidente da CMN, Ziulkoski defendeu a derrubada do veto porque, segundo ele, os 1.530 municípios criados após 1988 tiveram melhora de seus indicadores sociais. Ele afirmou, porém, que é preciso restringir os gastos com os gabinetes dos prefeitos e com as câmaras municipais. Se o veto cair, cada assembleia estadual terá que fazer uma lei sobre o assunto e a decisão final caberá a um plebiscito com os habitantes das regiões envolvidas.

RESPEITEM A DECISÃO DO POVO NAS URNAS

Julio Cezar de Oliveira Gomes*

Tivemos a eleição presidencial mais equilibrada de toda a nossa história, com 51,64% dos votos destinados à presidenta Dilma; e 48,36% endereçados ao candidato de oposição, Aécio Neves.

Apaixonada, com lances de agressividade e disputadíssima, a eleição acabou na data de 26 de novembro. Mas parece que parte dos eleitores ainda não entendeu – ou se recusa a entender – esta obviedade.

Por parte de alguns eleitores de Dilma observa-se um tom de gozação para com os vencidos, sobretudo nas redes sociais, que simplesmente não cabe em assuntos de tamanha importância. O processo eleitoral já acentuou demais os antagonismos, os ressentimentos e as ações reprováveis, de modo que não se deve revolver tamanha carga de negatividade. Além disso, eleição de presidente não pode ser tratada com a mesma desfaçatez com que se trata o resultado de uma partida de futebol.

Em contrapartida, da parte de alguns aecistas vemos absurdas manifestações públicas de pedido de impeachment de Dilma ou de intervenção militar, ambas juridicamente descabidas, e inaceitáveis do ponto de vista político, pois há menos de dez dias atrás o único objetivo destas pessoas era eleger o candidato do PSDB, e essas manifestações jamais existiriam caso o mesmo tivesse sido eleito. São, na melhor das hipóteses, um casuísmo que merece ser reprovado com vigor.

O Brasil se encontra diante de graves desafios, com uma presidente que precisa compor um gabinete de governo que contemple a diversidade das forças políticas necessárias à governabilidade e, ao mesmo tempo, tenha compromisso com as mudanças que foram requeridas pelas urnas. Uma tarefa digna de Hércules!

A oposição, por seu turno, não pode se fechar no confortável papel de quem tudo exige e em nada contribui, como se não fizesse parte do Congresso Nacional, como se não tivesse elegido deputados e senadores que também têm a obrigação de propor, votar e aprovar as mudanças que o Brasil precisa.

Neste contexto, acirrar infantilmente antagonismos ou partir para um golpismo irresponsável são atitudes que em nada contribuem para a construção de um Brasil melhor.

A todos nós – eleitores e eleitos – cabe um profundo respeito aos resultados apresentados pelas urnas. E se não houver algo de bom a ser dito, não falar besteira poderá ser uma excelente contribuição.

*Graduado em História e em Direito pela UESC – Universidade Estadual de Santa Cruz. e-mail: juliogomesartigos@gmail.com

Permitida a reprodução total ou parcial, desde que citada a autoria.

Sindicato Rural de Canavieiras mobiliza cacauicultores

 

O prefeito Almir Melo ressaltou que é preciso mudar programa e mais união

O prefeito Almir Melo ressaltou que é preciso mudar programa e mais união dos cacauicultores

O Sindicato Rural de Canavieiras promoveu, na noite de sexta-feira (30), no auditório da Secretaria Municipal da Educação, uma reunião com associados para analisar as atuais conjecturas do “negócio cacau” e a insegurança jurídicas das propriedades. Segundo o presidente do Sindicato rural de Canavieiras, Gilson Liberato, é necessário para a sobrevivência da cacauicultura que seja feita uma grande manifestação na defesa dos interesses dos cacauicultores.

Presente à reunião, o prefeito de Canavieiras, Almir Melo, declinou seu apoio à atividade, ressaltando que Canavieiras é o “berço” da cacauicultura. Ele comentou que recentemente, quando se encontrou por alguns minutos com a presidente da República, Dilma Rousseff, solicitou que ela dê uma atenção especial à atividade, que passa por problemas desde que sofreu o ataque do fungo causador da vassoura-de-bruxa.

Almir disse, ainda, que a simples prorrogação das dívidas contraídas pelos produtores junto aos agentes financeiros e ao Tesouro Nacional não é capaz de solucionar as pendências. Para o prefeito, é preciso que seja elaborado um amplo programa de readequação das dívidas, que permita aos produtores a contratação de novos recursos.

Quem também concordou com o prefeito Almir Melo foi o presidente do Sindicato Rural de Ilhéus, Milton Andrade Júnior, afirmando que atualmente existe tecnologia confiável para a lavoura cacaueira, porém o produtor está impedido de realizar novos investimentos por falta de capacidade de endividamento. “O mais grave disso é que as dívidas dos cacauicultores são decorrentes das orientações sobre a prática de manejo erradas e que prejudicou terrivelmente o setor”, disse Milton Andrade.

Itabunenses decretam: prazos de validade de Vane, Wagner e Dilma estão vencidos

Walmir Rosário –

Por mais que torçam o nariz para o que escrevo, peço, humildemente, ao prefeito de Itabuna e seus colaboradores clemência. Não para essa humilde pessoa. Não, não é pra mim, mas para Itabuna, que não aguenta mais ser vilipendiada por seguidos governos. Nem dá tempo de esquecer o anterior, que o presente toma as vestes, hábitos e costumes do que passou.

Não fossem os políticos os encarregados de elaborar as leis, estaria eu e mais uns dois desavisados com barraquinha montada na praça Adami tomando assinaturas dos passantes num abaixo assinado. Seria um documento de origem popular, igual ao que aprovou a lei da ficha-limpa (ou seria suja?), para criar o Código de Proteção e Defesa do Eleitor.

Se criariam, ou não, é impossível saber, mas teríamos feito nossa parte. Enquanto isso não é possível, o eleitor vai se virando como pode, até chegar ao tempo de considerar seu voto padrão Fifa. Pra mim, essa história de colocar um político por quatro anos no poder e não poder cassá-lo, por meio do voto, não é uma perfeição da democracia. Melhor seria a introdução do parlamentarismo como forma de governo.

Como ainda não dispomos desses instrumentos de defesa do Estado e do povo, o jeito é esperar as próximas eleições (majoritária e proporcional) e alugar nossos palácios municipais por mais quatro anos. Entretanto, não podemos nos descuidar da eterna vigilância aos que teimam em permanecer contrariando a vontade do povo. As urnas não mentem! Jamais!

Para não dizer que minto, aumento ou invento, me socorro de pesquisa realizada pela empresa Sócio-Estatística, na qual a população de Itabuna reprovou a condução das gestões do prefeito de Itabuna, Vane; do governador da Bahia, Jaques Wagner, e da presidente da República, Dilma Rousseff. A aferição foi feita no período de 19 a 24 de julho de 2013, coordenada pelo sociólogo Agenor Gasparetto. Comparada com a anterior, realizada em março deste ano, o cenário político-eleitoral descambou para o negativo, embora o novo cenário ainda possa ser bem pior.

Na análise do itabunense, o prefeito Vane é visto como positivo por míseros 5,8% contra 61,2% de percepção negativa. Esse começo ruim de gestão vem reabilitando a imagem do ex-prefeito Capitão Azevedo, que terminou desgastado como prefeito. Esse é o triste quadro político-administrativo de Itabuna.

Mas, como nada ruim não possa piorar, a população, quando perguntada sobre o futuro, ainda acredita que haverá melhora.  Os esperançosos somam 48%. Já os realistas somam 27% e os que acham que ficará como está somam 21%. Afora 4% que não se definiram. Como homem religioso que diz ser, Vane precisa ter fé de que será capaz de reverter situação, mas fé por si só não será suficiente, para confirmar a expectativa da população. Esta análise não é deste escrevedor e sim do sociólogo responsável pela pesquisa.

Se em nível municipal estamos “perdidos no mato e sem cachorro”, cenário diferente não acontece em relação ao governador Jaques Wagner. Na avaliação do itabunense, este, sim é um caso (ou voto) perdido. Não é de hoje que a percepção de sua administração tende ao negativo.  Hoje, possui 17,6% de avaliação positiva e 44,1%, de negativa. Trata-se de um quadro crônico em Itabuna. Como nenhum investimento está previsto para o município, a reversão tende a ser mais difícil. Quem sabe um milagre de Lula?

Nem a presidenta Dilma Rousseff com seu moderno, poderoso e rico avião voa em céu de brigadeiro nos ares de Itabuna. As pesquisas revelam, em âmbito nacional, que o cenário mudou. Quebrou o encanto e a partir de agora a situação é bem mais complexa e difícil. Hoje, em avaliação positiva (conceitos ótimo e bom) soma 30,4% contra 27,9% de avaliação negativa (conceitos ruim e péssimo).

O mandato dos deputados também foi objeto de avaliação da Sócio-Estatística. Nela, o Coronel Santana foi avaliado positivamente por 23,7% e negativamente por 21.2%. Augusto Castro, 31,2% de avaliação positiva contra 16,5% de avaliação negativa. Já Geraldo Simões foi avaliado positivamente por 28,8% e, negativamente, por 37,4%.

Observa-se que se a Razão em cargos majoritários pode ser fatal, mas não é grave para cargos proporcionais, uma vez que são muitas as vagas em disputa, ao contrário naquelas em que há lugar para apenas um. Assim, não ser amado por muitos enquanto postulante a deputado não chega a ser um obstáculo instransponível para a eleição, não podendo se dizer o mesmo para quem postula cargos majoritários, como prefeito, governador e presidente, por exemplo. Esta análise é do sociólogo Agenor Gasparetto.

Pelo cenário aferido e apresentado, a população de Itabuna não concorda com os rumos dados pelo prefeito, governador e presidenta (como gosta de ser chamada), considerando-os pífios, enganadores. Estas palavras são adjetivações que faço, partindo da premissa que as promessas de campanha devem ser cumpridas.

É pouco tempo, podem rebater alguns, mas não devemos esquecer que o “costume do cachimbo deixa a boca torta”. Haja vista o exemplo das promessas de Jaques Wagner, até hoje não cumpridas, embora seu discurso apareça nos comerciais de mídia impressa, rádio e televisão como o governador que mais realizou obras na Bahia.

O povo não é bobo, apesar de fazer algumas “apostas” esdrúxulas, de vez em quando.

 Jornalista, advogado e editor do www.ciadanoticia.com.br

PT contra PT – é o que se anuncia para o momento

Walmir Rosário

Uma guerra fratricida sem precedentes é o que se vislumbra nos altos escalões do Partido dos Trabalhadores (PT). É a famosa luta do PT contra o PT. Mas não a que estamos acostumados a assistir, e sim a hegemonia de uma de suas correntes. Como fogo de monturo, ela foi deflagrada desde a posse de Dilma Rousseff à Presidência, porém vem se acirrando a cada dia, a cada protesto, a cada pescoço degolado.

Ficou mais evidente agora, depois dos protestos que assolam as ruas do país. De um lado, o bloco petista dos descontentes, que ainda não se conforma com essa maneira petista de governar. Afinal, não foi para isso que lutaram contra a ditadura. Saíram os militares, entraram os burgueses, como sempre acontece, o que tem causado grande descontentamento, embora não reclamem de forma clara, agem à sorrelfa. Sem falar na luta intestina pelos corredores e salas do Palácio do Planalto.

Esta última é a mais acirrada, pois age nas sombras em busca de um espaço no sol do poder. É o PT contra o PT. Disto ninguém tem dúvida. Afinal são mais de uma dezena de correntes e tendências com pensamentos filosóficos dos mais díspares. Embora algumas poucas não causem preocupações, tendo em vista a pequena capacidade de mobilização interna e externa, outra cresce e se agiganta como uma verdadeira Hidra de Lerna. E já amedronta.

A luta interna pelo poder está sendo desnudada para a sociedade a cada protesto, a cada reivindicação vinda das ruas. E não se limita a encontrar soluções para a redução dos R$ 0,20 da tarifa dos transportes urbanos, pois algumas medidas – falhas e inconsistentes – foram tomadas, a exemplo da desoneração de impostos. A verdadeira briga, a de cachorros grandes, como se diz na gíria, está nas ações políticas.

E nessa luta renhida travada entre o PT contra o PT é que estão sendo colocadas as “cascas de bananas” para a presidenta Dilma Rousseff pisar. E ela tem escorregado em todas. Qualquer aluno do terceiro semestre dos cursos de Direito ou Ciências Políticas teriam interpretado de forma diferente as ações anunciadas pela presidenta, todas em flagrante desrespeito à Constituição Federal. Um vexame.

Quem teria aconselhado a presidenta Dilma a dirigir à Nação tamanhos impropérios? Com certeza não foram os técnicos da Presidência da República – incluindo, aí seus ministérios e órgãos de assessoria –, pois possuem quadros de competência comprovada. E esses erros crassos foram sendo repetidos à exaustão, como se o Brasil não vivesse sob a égide do estado democrático de direito, obrigando ministros ir a públicos para os desconcertantes a desmentidos institucionais, do tipo: “não foi bem isso que queria dizer”.

Dilma e Lula. PT contra o PT. Com todos os desmentidos e dissimulações, fica cada vez mais evidenciado e provado os desencontros. No núcleo duro do Palácio do Planalto as discordâncias estão cada vez mais expostas. O grupo fiel a Lula acredita que ainda deve obediência ao ex-presidente e mostra o desconforto do relacionamento com a presidenta, que possui métodos bastante diferentes de governar, distribuindo broncas a torto e a direito, o que não deixa de ser uma falta de respeito com o subordinado.

Se é incompetente, o remédio mais adequado é a exoneração, o que nunca acontece. Esse comportamento evidencia que, apesar da caneta e do diário oficial à disposição, a presidenta não pode agir como queria, ou seja: com os colaboradores de sua estrita confiança. Se essas dificuldades permeiam a relação interpartidária, avaliem em relação aos partidos da base aliada, com desejos e pensamentos dos mais diversos.

As reações da presidenta Dilma Rousseff são vistas e sentidas por todos os brasileiros e mais diretamente no Planalto Central. Queixam-se os “lulistas” da falta do afago do ex-presidente, considerado líder inconteste do partido e que soube ganhar o respeito de outras lideranças e dos brasileiros pelo comportamento. Já da presidenta Dilma a reclamação é decorrente da frieza no tratamento, chegando a ser considerado desprezo, em determinadas situações. “Uma gerente”, dizem.

Mas voltando às ruas, não se pode excluir desses movimentos filiados de diversos partidos políticos, a exemplo do PCdoB, PCB, PCO, PSTU, dentre outros, e até mesmo do PT. Todos reclamam da falta de atendimento adequado pela máquina pública, que não presta os serviços na conformidade da cobrança dos tributos. E aí é que está o cerne da questão: Enquanto odos os brasileiros demonstraram entender o recado, o Governo Federal fez de conta que de que nada daquilo era com ele e que passaria incólume ao recado das ruas.

Daí que volto a insistir na guerra do PT contra o PT. Um partido com o histórico do PT pode não ter expertise em governar, mas não pode desconhecer a voz das ruas, apesar de todo o processo de aburguesamento. Se a “parte gerente” não soube auscultar as massas, é até admissível o erro de interpretação; mas a “parte líder” não entender a origem dos acontecimentos ou fazer “vistas grossas” aos protestos, não faz parte de nenhum manual.

Se Dilma é a gerente, Lula é o líder. Enquanto a primeira não correu da raia, mesmo sendo atropelada pelo “fogo amigo”, o mesmo não se pode dizer do líder, que se “fingiu de morto”, tomou um avião de saiu flanando pela África e Europa, sob o patrocínio de empresas multinacionais.

Lá fora, claro que ele não sabe de nada. Aqui, coube ao seu amigo e compadre, o deputado federal Devani Ribeiro (PT-SP) aceitou fazer um dos serviços recomendados por Lula, para denegrir o Governo Dilma, alardeando: “Quem pediu plebiscito? O que falta no governo Dilma é gestão. As pessoas querem transporte de qualidade, saúde e educação. Dinheiro tem. É só investir”, berrou.

Com isso, ficou com compaixão de pessoas sérias filiadas e militantes petistas, que, na base, tentam levar a sério o partido que ajudaram a construir, e que agora tem que amargar comportamentos nada republicanos como esse. Mas é o preço que aceitam pagar.

Jornalista, advogado e editor do www.ciadanoticia.com.br

 

Medidas para saúde e educação precisam ser mais bem analisadas

Walmir Rosário

O atendimento aos reclames da população brasileira que ganhou as ruas ultimamente necessitam ser analisadas com mais rigor. O que parece ser uma pronta resposta aos cidadãos deixa dúvidas quanto aos prazos e recursos.

Não iremos aqui passar ao pente-fino, de pronto, até por falta de dados em mãos, até porque estamos aproveitando, neste momento, passar o tempo no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, enquanto aguardamos o voo para voltar à região Sul-baiana.

Mas, ao simples olhar nas promessas governamentais, ao que parece, de uma simples canetada, nossa presidenta da República, Dilma Rousseff, tirou o Brasil da condição de “terceiro mundista” – com status de emergente – para colocá-lo em pé de igualde, senão acima, dos países escandinavos.

Esse paraíso nunca visto na história desse país faz parte da estratégia dos ocupantes do Palácio do Planalto e seus assemelhados estaduais e municipais sempre que o “calo aperta”. Promete-se mundos e fundos, mas não se entrega a mercadoria vendidas nos meios de comunicação à sociedade.

É uma velha repetição do que prometia o beato Antônio Conselheiro para arrebanhar seguidores pela caatinga nordestina afora: “rios de leite e ribanceiras de cuscuz”. Essa promessa, pelo menos não pode ser criticada pela “falha na entrega”, haja vista a incapacidade do beato em concluir sua “terra prometida”, por incapacidade de fazer frente às armas republicanas.

Mas, voltando ao Palácio do Planalto, dá pra desconfiar do “saco de bondades” colocado à disposição dos brasileiros e brasileiras. Ora, porque esses R$ 50 bilhões não foram transformado em presentes no Orçamento da União. Mesmo que conste, essa verba não será, necessariamente investida, pois o executivo brinca com o Orçamento, não permitindo que passe a ser impositivo. Tá lá, tem que investir.

Pior, ainda, é que a contratação de pessoal para suprir as vagas na saúde e educação é bastante módica em 2013 e 2014, aumentando, de forma geométrica, a partir de 2015. Quer dizer, deixa a “bomba chiando” para os governantes que assumam nesse período, e com o risco de não ter os meios para concretizar essa ação, até por pegar a União com as “contas maquiadas”, para não fechar no vermelho.

Há quem diga que a necessidade de médicos não seja tão alarmante no Brasil. Quem não teria médicos para servir à população seria o Serviço Único de Saúde (SUS), devido aos baixíssimos salários e preços pagos aos prestadores de serviço. Sem contar que, os que estão empregados nem sempre comparecem aos postos de saúde e hospitais. É só perguntar à população e ao Ministério Público.

Gestão, a boa gestão. Essa é a palavra mais adequada para os governos se debruçarem sobre o assunto. Completar os postos de saúde e hospitais inacabados ou em péssimo estado de conservação, observar a manutenção dos equipamentos e colocar medicamentos à disposição dos pacientes. Com isso, já teríamos percorrido mais da metade do caminho. Porém essas ações não favorecem o marketing planejado pelos governantes.

Na Educação não é muito diferente. Basta acenar com um bom salário que os professores voltam à sala de aula, deixando ocupações outras, que vão desde as de atendente, recepcionistas, vendedores em casas comerciais e até garis, como já vimos matérias nos meios de comunicação. Não sei o motivo de tanta implicação com os professores.

Em Itabuna, por exemplo, do último concurso público (concurso, mesmo, e não seleção mambembe) realizado para a contratação de professores, muitos deles não se dignaram, sequer, a tomar posse, enquanto outros pediram demissão, abrindo mão de um emprego seguro, preferindo outras ocupações mais rentáveis. Basta verificar essa estatística na prefeitura.

Como nossos políticos têm convicção de que a memória dos brasileiros é curta, apostam nessa velha assertiva. Apostam, eles, em uma desmobilização dos manifestantes de hoje pela aceitação pura e simples das promessas apresentadas. Mas, pelo “andar da carruagem”, o brasileiros vêm despertando o seu lado cidadão e não se casará de voltar às ruas assim que o governantes “pisarem na bola”.

E como tem gente ruim de bola nesse Brasil.

Jornalista, advogado e editor do www.ciadanoticia.com.br

Maioridade penal – ou sua vida não vale uma bala

Walmir Rosário

Mais uma vez o Brasil assiste, passivamente, um verdadeiro “jogo de empurra” entre a sociedade e as autoridades. Desta vez, é o projeto de lei da maioridade penal, que prevê punições mais rígidas para menores de 18 anos. Apresentada pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, trava os primeiros embates, mesmo antes de chegar ao Congresso Nacional.

Ao que tudo indica, a simples ideia de apresentar a proposta provocou a velha e idiota rivalidade entre os dirigentes e militantes do Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Mesmo antes de ser analisado, membros do Governo Federal, a começar pela presidenta da República, Dilma Rousseff, se posicionam contrariamente ao projeto.

Para não fugir à regra, os ministros e assessores também apoiam a presidenta, se manifestando pela execração pública da proposta. Para nossas autoridades, menor é menor e assim deve ser tratado como tal, não importa que utilizem, de forma useira e vezeira, dessa prerrogativa para praticar crimes que continuarão no rol dos esquecidos, ou melhor, dos injustiçados.

Injustiçados, sim, pois a exceção se transformou em regra e os menores são cada vez mais utilizados pelos maiores na consumação de crimes torpes, violentos. Sim, porque quando a “casa cai”, como se diz no jargão policialesco, são esses menores quem assumem a culpa pelas mortes, mesmo que não tenham sido praticadas por eles.

Pouco importa quem morreu e qual a causa. De acordo a tipificação penal, são liberados após serem os pais chamados à delegacia e assinarem um termo de responsabilidade para apresentarem seus filhinhos à Justiça, quando intimados. Outros, a depender da gravidade do crime, vão para estabelecimentos socioeducativos, ditos apropriados e aceitos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente.

A sociedade muda, contudo as leis, para nossas autoridades, não precisam acompanhar essa evolução. Deve dar muito trabalho encaminhar propostas de mudanças para o Congresso Nacional, convencer os parlamentares dessa premente necessidade. E têm razão: esses projetos levam anos para serem elaborados por técnicos e logo desfigurados no Congresso Nacional.

Além dos compromissos dos congressistas, uma legião de instituições dita defensoras dos direitos humanos desfila diuturnamente fazendo lobby na Câmara e Senado. Cada qual com os seus interesses, ressalvados nos contratos que mantém com os entes públicos. São as chamadas organizações não-governamentais, sustentadas com o dinheiro do tesouro público.

Enquanto a guerra é travada nos bastidores, nossos menores de 18 anos chefiam quadrilhas, roubam, matam inocentes a troco de um aparelho telefônico celular, um par de tênis, um relógio comprado numa das bancas de camelôs do centro da cidade. Desmoralizam instituições como a polícia, dirigindo escárnios e ameaças aos policiais.

Os menores marginais têm o direito de escolher o presidente da República, senadores, deputados federais e estaduais, governadores, prefeitos e vereadores. Não posso afirmar, mas ao que parece, essa defesa de responsabilizá-los pode decorrer de um acordo feito em troca do voto. Cada qual no seu cada qual. Uns agem em Brasília, outros no restante do Brasil.

Sem cobranças, cada uma dessas turmas vai agindo como pode. No meio, a polícia prendendo, a justiça soltando. Na maioria das vezes a liberdade concedida pela justiça é incompreendida, pois nossos magistrados têm de fazer cumprir as leis. Temos um ministério público vigilante, como deve ser num pais onde prevalece um regime democrático de direito.

Volto a alertar: cada qual com o seu mister: a comunidade clama, mas o governo e os parlamentares não mudam a legislação, a justiça tem a obrigação de cumpri-la e os promotores públicos o de fiscalizar o cumprimento dela. Nesse diapasão, as famílias vão perdendo os filhos em crimes fúteis – na maioria das vezes – e cada vez mais frequente. Sua vida vale apenas uma bala.

Enquanto os debates ganham os meios de comunicação – inclusive as redes sociais – os marginais continuam roubando e matando. E no mercado do crime o menor de idade alcança um valor cada vez mais astronômico, com a finalidade de acobertar os maiores. Praticam os crimes, são presos e soltos imediatamente, voltando às ruas para nova jornada de trabalho.

Dizem os defensores – geralmente com boa lábia – que temos códigos penal e de processo penal modernos e garantidores da liberdade e justiça dos menores adolescentes, inclusive os infratores. Para fazer valer esses direitos temos as casas de atendimento, onde ficam internados quando as leis são transgredidas, tudo na conformidade da lei de execuções penais.

Sou de opinião que os infratores, principalmente os menores, não sejam internados (ou presos) juntos aos considerados “escolados”, do contrário essa chamada ressocialização nunca irá acontecer. Seria e é o inverso, pois os estabelecimentos prisionais são verdadeiras universidades do crime, com pós-graduação em níveis de especialização, mestrado, doutorado e pós-doutorado.

Se o menor pratica descuidos, roubo, assalto e até latrocínio, lá, na universidade do crime, vai ter tempo suficiente para conhecer – se é que ainda não foi apresentado – ao mundo das drogas, usando e traficando. E faz isso livremente sob a custódia do Estado. Quando ganhar as ruas terá que colocar em prática todos os ensinamentos. É a lei do mais forte.

Bem, falei muito mais do que deveria, não propus absolutamente nada para transformar a sociedade e, ao menos, tomei qualquer partido pró ou contra a diminuição da maioridade penal: apenas ouvindo a voz das ruas. E se perceberam, até como advogado, sequer mencionei leis, por acreditar que a realidade está muito além delas. Por isso acredito que é hora da sociedade acordar.

Abrir os olhos para o que dizem nossos governantes, como eles se posicionam. Ora, se nossa presidenta diz que é contra a diminuição da maioridade penal, o nosso ministro da justiça, que tem o dever de propor soluções a acompanha, que voz seria a minha para alguma proposição. Propostas não faltam e sim vontade de analisá-las e acatá-las.

Só rogo que pelo menos expliquem à sociedade, principalmente aos que sofrem com a perda de seus filhos, quais as suas posições: a favor ou contra a sociedade?

Jornalista, advogado e editor do www.ciadanoticia.com.br

Dilma mistura água e óleo

César e Dilma juntos comprova que água e óleo se misturam: quem tinha razão?

Uma das questões mais complicada da química foi resolvida de forma bem simples, sem se recorrer à polaridade das moléculas da água (H2O) e do óleo. O processo químico utilizado para isso o da política e os petistas já estão bem homogeneizados com o baiano César Borges.

O processo não irá concorrer a nenhum Prêmio Nobel, muito menos deverá fazer esse bem todo esperado pelos palacianos e uma banda nem tão saudável do Partido da República (PR). A soma esperada é apenas a troca de interesses. O ministro do Transporte que entra, César Borges, é da mesma turma do senador amazonense Alfredo Nascimento, que já ocupou o cargo.

A finalização do processo químico já tinha começado num daqueles liquidificadores do Palácio do Planalto comandados por Valdemar Costa Neto, Lula e Dilma. Na primeira passada no liquidificador, César Borges foi ocupar a vice-presidência do Banco do Brasil. Agora, que acertaram o ponto da mistura, é promovido ao ministério mais mal falado do Brasil.

Atanazado pelos petistas na eleição de 2010 para o Senado, Cesar Borges, que ocupava o primeiro lugar nas pesquisas, foi espezinhado pelos partidos PT, PSB e PCdoB, até ser derrotado nas urnas. Como prêmio de consolação por ter “baixado o cangote” e aderido aos velhos inimigos, vira ministro. Agora, só resta vir a Itabuna de braços dados com Geraldo Simões e declarar juras de amor eterno.

Os restos mortais de ACM estão retorcidos na tumba pelo comportamento sem pudor algum dos seus “meninos”. Vade retro satanás!

Já vai tarde

Walmir Rosário

Muito se tem falado sobre a exoneração do ex-diretor da Ceplac, Gustavo Moura, medida tomada recentemente pela ministra-chefa da Casa Civil, Dilma Rousseff. O assunto ganhou maior repercussão porque Moura foi substituído pelo pesquisador da Ceplac/Pará, Jay Wallace, desconhecido da maioria dos baianos, o que faz ressuscitar em alguns setores da cacauicultura a velha rivalidade entre a lavoura de cacau do Sul da Bahia e da Amazônia.

Nada mais inútil do que a volta dessa discussão, por ser inócua e não representar nada de novo na gestão da Ceplac. Se antes o poder de decisão da direção da Ceplac era determinante, hoje pouca diferença faz, basta analisar o poder de fogo detido pela direção do Órgão, notadamente quanto aos investimentos realizados em infra-estrutura nas cidades em que atuava.

Se antes a Ceplac era beneficiada por um orçamento calcado nos recursos auferidos pela contribuição cambial – a taxa de retenção de 10% sobre a venda do produto -, hoje vive com uma cuia na mão, solicitando a liberação dos recursos orçamentários, constantemente contingenciado pelos ministérios da Fazenda e Planejamento.

Antes, esses recursos eram repassados através de compromisso firmado entre a direção da Ceplac, governos estaduais, ministérios econômicos e até o presidente da República. Apesar do regime fechado, a Ceplac gozava de conceito junto aos altos escalões governamentais, notadamente pelo desempenho de suas atividades e os resultados positivos do trabalho da pesquisa, extensão e ensino profissionalizante.

Diferenças de época à parte, o certo é que a Ceplac fazia por merecer o conceito auferido junto aos segmentos sociais, diferente de hoje, por ter se tornado apenas mais um órgão governamental a serviço de pessoas oriundas do partido político de plantão. Esta Ceplac não serve à economia das regiões produtoras de cacau, à sociedade, e muito menos ao País.

A discussão sobre os dirigentes da Ceplac não devem se restringir às mesquinharias de políticos que agem como se a instituição fosse uma extensão de sua cozinha, onde manda e desmanda por si próprio ou através de asseclas subservientes. Também não pode recair sobre a naturalidade ou ocupação profissional do pretendente ao cargo.

Nos seus 50 anos de existência, a Ceplac foi dirigida por pessoas das mais diversas formações, cada uma delas cumprindo o seu papel, de acordo com sua capacidade intelectual e prestígio político. Cada um fez jus a ter seu nome lançado na história – uns pelas qualidades positivas, outros pela incapacidade, subserviência e falta de liderança.

E foi exatamente o que aconteceu com o último diretor, indicado como o primeiro representante dos cacauicultores e somente por essa condição nomeado. Nesses cinco anos, entretanto, nada de positivo acrescentou à história da Ceplac, a não ser o clima tenso e negativo, marcado por perseguições aos funcionários, ameaças de demissões, chegando ao extremo de assédio moral.

Para dirigir uma instituição como a Ceplac, não importa se o currículo do dirigente ateste ter nascido em qualquer região do Brasil ou de que país, bastando que tenha capacidade administrativa, bom trânsito nos meios políticos e governamentais e, sobretudo, se portar com dignidade no exercício da função.

Infelizmente, os atuais mandatários da Ceplac – a bem da verdade, Geraldo Simões – não sabem distinguir a importância e a supremacia de uma instituição sobre os homens que a dirigem. Se sabem, agem de forma criminosa, colocando a entidade a serviço de seus interesses pessoais e partidários, fato esse mais próximo da realidade institucional.

Pior ainda é tentar desviar a atenção da população do Sul da Bahia para a incapacidade de solucionar os problemas técnicos e econômicos da lavoura cacaueira, tentando espalhar que todos os programas do Governo descerão ralo abaixo com a exoneração do diretor ineficiente. Se em cinco anos não foi capaz sequer de planejar as atividades do Órgão, aglutinar servidores em torno de um projeto, de repente tentam aparecer como se salvador da lavoura fossem.

Nada mais enganadora e mentirosa do que a afirmação de que o PAC do Cacau seria desmantelado com a troca de comando. Anunciado como uma medida miraculosa e capaz de curar todos os males da economia cacaueira, o PAC do Cacau tem se mostrado mais um daqueles planos eleitoreiros, elaborados apenas com a finalidade de postergar a solução definitiva dos problemas.

Se a eficácia – ou a eficiência – do PAC do Cacau estará comprometida, certamente não será pela saída do ex-diretor da Ceplac e sim por não ter sido elaborado corretamente, além de ter se mostrado incapaz de atender às necessidades da lavoura de cacau. Não trouxe facilidade para o pagamento, tampouco ampliou a capacidade de endividamento do produtor de cacau, condição sine qua non para pagar as dívidas existentes e possibilitar a contratação de novos recursos.

Por mais esdrúxulo que pareça, o secretário da Agricultura da Bahia, Geraldo Simões, prefere colocar o carro adiante dos bois, na tentativa de manter a Ceplac entre o seu feudo político, a despeito da evolução do processo democrático. Com o diretor, já deveriam ter saído os ocupantes de outros cargos de confiança, facilitando, assim, a execução do programa administrativo do novo diretor, Jay Wallace.

Quanto aos empecilhos à execução do PAC do Cacau que poderiam ser causados pela saída dos apaniguados de Geraldo Simões da direção da Ceplac, nada se apresenta de forma tão mentirosa. Aos incautos, vale lembrar, a caneta que exonerou Gustavo Moura da direção da Ceplac foi a pertencente à ministra-chefa da Casa Civil, Dilma Rousseff, considerada a “Mãe do PAC”, a não ser que Geraldo Simões esteja afirmando que sua companheira tenha sido rebaixada à condição de simples madrasta.

 Jornalista, advogado e editor do www.ciadanoticia.com.br

Publicado no Jornal Agora em 12-07-2008

 

Gabrielli afunda a Petrobras e ainda quer governar a Bahia

Walmir Rosário

Idolatrada pela sua competência, a Petrobras demonstrou que deve ser uma empresa blindada contra más administrações. E os motivos vão desde aos cuidados que se deve ter com os recursos públicos, bem como com os investimentos privados.

Sim, além da União ser o maior acionista, milhares de brasileiros também são investidores das ações da empresa, muito desses recursos fruto do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) dos trabalhadores. E eles adquiriram as ações após serem incentivados pela propaganda governamental.

Se antes a Petrobras era um modelo de gestão a ser seguido, agora, pelo menos com José Sérgio Gabrielli na Presidência da estatal petrolífera, a empresa mostrou sua fragilidade. E isso foi o resultado dos desmandos praticados durante o governo Lula e parte de Dilma Rousseff.

Ainda bem que a presidenta defenestrou Gabrielli da presidência antes que os estragos nas finanças e na credibilidade da Petrobras fosse pro brejo. A Petrobras foi usada sem qualquer escrúpulo como moeda de troca do governo sob o argumento interno de controle da inflação, além de uma política facista cujo pano de fachada era o nacionalismo.

A Petrobras de Lula, Dilma (que reconheceu o erro a tempo) e Gabrielli amargou prejuízos incalculáveis, praticando preços irreais com a realidade do mercado. E observem que possuímos os combustíveis mais caros do mundo, bastando observar os preços praticados nos países vizinhos, a exemplo da Argentina, Paraguai e Uruguai, esses últimos sem produção do óleo bruto.

De forma grosseira e antinacionalista, a Petrobras foi usada para encobrir os grandes índices de tributos embutidos no preço final desembolsado pelo consumidor brasileiro. É o núcleo duro das finanças do Governo Federal tramando contra o Brasil apenas para mostrar uma falsa competência, a de saber administrar.

E não sou eu – que nem economista sou – quem diz, e sim a presidente da Petrobras, Graça Foster, que foi forçada a admitir aos investidores, e desde que assumiu a presidência, há cinco meses, vem formulando uma política de acordo com a paridade de preços do marcado internacional. E, apesar dos reajustes, os preços ainda estão muito aquém.

Todo o trabalho de sucateamento da Petrobras feito pela dupla Lula e Grabrielli, fez com que as ações que antes valiam mais de R$ 40,00 antes da capitalização, em 2010, cheguem a ser negociadas hoje a menos de R$ 20,00. A empresa, como um todo, saiu do seu modelo de eficiência administrativa para ser de uso político eleitoral do Partido dos Trabalhadores (PT).

E o PT é o mesmo partido que teciam críticas ferrenhas contra os governos e as administrações anteriores da Petrobras quando o mercado era completamente desfavorável. Como diz o ditado: “Quem nunca comeu mel, quando come se lambuza”. Este é o Raio X, ou a tomografia da maior empresa brasileira, que vem sendo desmoralizada – ou pelo menos tentada – pelo governo petista.

Se os preços dos combustíveis são escamoteados, as atrocidades praticadas de forma explícita nos investimentos da Petrobras são ainda maiores. Exemplos como os prejuízos obtidos com a gatunagem pelo presidente da Bolívia (da mesma laia de Lula), o cacaleiro Evo Morales, são absorvidos pelo contribuinte brasileiro da mesma forma como uma manada é dirigida ao matadouro.

Outra tunga praticada contra as finanças da Petrobras foi a compra de 50% das ações da Pasadena Refining System Inc., proprietária de refinaria em Pasadena, no Texas (EUA), totalmente desfasada tecnologicamente. Somente nessa transação a empresa teve um prejuízo de mais de US 1 bilhão. Nessa aquisição o mercado internacional deu risadas da (in)competência e do apetite negocial dos brasileiros.

Avaliação – Mas quem é esse José Sérgio Gabrielli que ficou famoso pelas besteiras cometidas na presidência da estatal melhor avaliada e que ainda é, apesar dos desmando, o orgulho do provo brasileiro? Como não conheço esse senhor a fundo, somente posso dizer das notícias obtidas no final dos anos 1980 e começo de 1990, quando ainda não tinha alçado voos maiores.

A imprensa baiana que cobria a Assembleia Legislativa dava boas risadas, bem como os seus colegas, das trapalhadas que ele cometia quando ainda era um “aspone” lotado no gabinete do então deputado estadual Geraldo Simões. O próprio Geraldo dirigia impropérios contra as trapalhadas cometidas por Gabrielli, chamando-o de incompetente, para esconder outros adjetivos e impropérios.

Com o tempo, Gabrielli é convocado por Lula, quem sabe a pedido de Jaques Wagner e outros militantes da ainda corrente “Articulação” para presidir a Petrobras. Por sua vez, Geraldo Simões dava a entender que a indicação do ex-colaborador (nem tanto) teria sido sua, o que nunca foi confirmada até o festival de besteiras cometidas.

Vem Dilma, dá um basta na pajelança contra a Petrobras e o governador Jaques Wagner dá guarida a Gabrielli, que retornar à Bahia no status de candidato a candidato ao governo do Estado. Mas como Wagner não é burro, destinou a Gabrielli a tomação de conta de projetos fantasiosos como a ponte de Itaparica, o metrô de Salvador, dentre outras brincadeirinhas de governo.

Esse é o cara (de pau).

Jornalista, advogado e editor do www.ciadanoticia.com.br

Mais um apagão – de quem é a culpa?

Parte do Brasil, incluído aí o Nordeste, sofre o quarto apagão no segundo semestre deste ano. As causas não são conhecidas ou os motivos que o originaram não são explicados convenientemente. Isso demonstra que além da falta de investimento e competência para gerir o sistema, ainda existe o descaso com o cidadão – contribuinte e usuário do sistema.

Lá atrás, quando na oposição, o apagão foi demonizado pelos petistas, com ênfase para a presidenta Dilma Rousseff, que diz ser entendida no assunto. Mas, ao assumir o Ministério das Minas e Energia pouco ou nada fez para tentar solucionar o grave problema, preferindo se fechar a trazer as explicações à sociedade.

Quem sabe, ainda hoje os petistas não dão a paternidade do apagão no Nordeste ao candidato a prefeito de São Paulo, José Serra, a quem rotulam de inimigos dos nordestinos. Ou, a depender do humor desta turma, ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o famigerado (?) FHC.

Enquanto se fingem de mortos o colocam a culpa nos outros, as obras do PAC continuam empacadas, e os investimentos em obras estruturantes, como gostam de chamar, continuam inertes, ao contrário das denúncias de malversação do dinheiro público e outros desvios normalmente cometidos.

Taxa do cheque especial aumenta em agosto
 
A taxa média do cheque especial nos bancos em agosto foi de 13,52% ao mês (a.m.), alta de 0,06 ponto percentual em relação ao mês anterior, segundo pesquisa do Procon de São Paulo. A maior alta foi encontrada no Banco do Brasil
 
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Alto Beco do Fuxico festeja seus 30 anos
 
Saudosismo, amizade, cachaça da boa, cerveja bem gelada, mocofato preparado por Danilo, música de todos os gêneros e para atender todos os gostos. Esse foi o combustível que moveu membros da Confraria do Alto Beco do Fuxico, os acadêmicos da Academia de Letras, Artes, Música, Birita, Inutilidades, Quimeras, Utopia e Etc. (Alambique), além de outros frequentadores do Alto Beco do Fuxico.
 
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