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Educação: remédio para todos os males
Roberto Melo de Oliveira*
O senador Cristóvão Buarque, quando candidato à Presidência da República, teve como único programa de governo a EDUCAÇÂO, com o qual também acreditamos seja a solução para a maioria dos problemas que nos aflige. O cidadão esclarecido sabe a quem cobrar os seus direitos e pelo voto faz valer a sua vontade e não se deixa levar pela apelação midiática (mídia). Exige que os impostos que nos são cobrados sejam devolvidos em forma de serviços públicos de qualidade em favor da coletividade.
Somente quando houver a consciência da cidadania, teremos serviços de qualidade e profissionais bem remunerados em todas as áreas. Por exemplo: se dois funcionários percebem o mesmo salário, um é controlado, responsável, cumpridor de seus deveres, e sua família passa dificuldades até para sobreviver; o outro, não recebeu herança, não foi sorteado na loteria e vive em prosperidade infinita. A solução não está no aumento salarial de forma linear, e sim, em atitudes. Os honestos, enquanto for maioria, tem que denunciar os maus profissionais, para que sejam excluídos dos quadros a que pertencem; consequentemente as lideranças vão ter que se engajar na luta por melhores condições, salariais e de trabalho para todos, e não apenas para alguns.
O governo federal alardeia aos quatros cantos de que o Brasil “cresceu” e está muito bem, somos a 6ª economia mundial, que está sobrando dinheiro ao ponto de fazer vultosas doações a ditadores; construções de estádios de futebol, obras faraônicas, pagamento antecipado ao FMI, etc. e não resolve os problemas cruciais como: combate às drogas e tratamento dos viciados, Segurança Pública eficiente, SUS Sistema Único de Saúde que atenda com respeito e dignidade, melhoria na qualidade do Ensino, etc..
Perguntamos. É falta de vontade política ou perversidade?
A prova incontestável de que o governo não está preocupado com a saúde dos mais carentes, é o caos que vemos no Sistema Único do Sofrimento (SUS). Filas intermináveis, falta de médicos e equipamentos, remédios e tudo mais; dificuldade para marcação de consultas, pessoas morrendo por falta de atendimento tudo em consequências da baixa remuneração pelos procedimentos médicos e, principalmente, da falta de gestão eficiente.
Se os governos em todas as esferas (FEDERAL, ESTADUAIS E MUNICIPAIS) administrassem com competência, enxugando a máquina (ministérios e secretarias), reduzindo o número de cargos comissionados, fazendo nomeação meritocráticas para os preenchimentos dos cargos públicos; por certo, sobraria dinheiro para aplicar em Saúde, Educação, Segurança Pública; infraestrutura: estradas, portos, aeroportos e tudo mais que a população e os contribuintes tanto precisam.
É preciso acabar com os engodos e os jogos de cena, para que possamos, quem sabe um dia, ser exemplo de nação a ser seguida pelos demais países.
*Engenheiro Civil, servidor público federal



