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Azevedo, o ídolo de Vane

Walmir Rosário

Não sei como se chama essa síndrome que acomete costumeiramente os políticos brasileiros, sobretudo os prefeitos. De tanto falar mal dos antecessores, começam a se espelhar neles. Aqui em Itabuna “esse mal” tem sido uma constante, embora alguns deles desvirtuem ou, quem sabe, não consigam inspiração para tanto.

O caso mais recente é o prefeito Claudivane Leite (Vane), que busca constante inspiração no seu antecessor, capitão Azevedo. Parece até que o prefeito anterior deixou um manual de usos e costumes (e até estilo…quem sabe?) de presente para o atual.

Todas as ações mambembes de marketing deixadas pelo capitão é seguida à risca por Vane, talvez por falta de inspiração melhor…mas é fato. Desfile de máquinas pelo centro da cidade, tentativas de reformas administrativas que se transformam em piada junto aos servidores são alguns itens do repertório.

A mais recente foi uma reunião com os ocupantes de cargos comissionados na Usemi, clube de recreação dos servidores, mas novamente utilizado pelo executivo com finalidade diversa. Como sempre, reunir os comissionados para as pressões políticas, já que os cargos são de livre provimento, bastando, para isso, vontade e caneta do prefeito.

Com uma eleição que se aproxima, apesar dos mais de 12 meses de distância, é chegada a hora de dar o rumo das urnas. O resto é balela. Mesmo que ainda não liberada, é chegada a hora da propaganda eleitoral oficial dar seus primeiros passos, com a apresentação dos candidatos ungidos pelo executivo, apresentados como o amigo de Itabuna e “salvador da pátria”.

Fora disso não tem sentido essa reunião, pois os casos de ordem administrativa devem ser tratados em particular, pelos secretários e demais chefes, de acordo com a hierarquia. A “roupa suja – como se diz – deve ser lavada em casa”, com a solução para os possíveis desvios de conduta administrativa. Fora disso é assédio moral.

Esperamos que a próxima ação do prefeito Vane não seja copiar – ou tentar – os usos e costumes pessoais de Azevedo, a começar pelos trajes. Mesmo porque não poderá vestir o uniforme militar. Outros hábitos não são recomendados, pois criariam constrangimentos de ordem religiosa; tampouco o de marketing, pois falta consistência.

Mas como se diz que “o costume do cachimbo deixa a boca torta”, é de se esperar que no espelho de Vane seja refletida a imagem de Azevedo nas diversas secretarias. Haja vista a desconfiança em que são tratados os servidores efetivos e que têm obrigações e vínculos com o Município. Enquanto a turma comissionada é passageira, o servidor fica.

Na verdade, ao que parece Vane pretende impor aos primeiro e segundo escalões a honestidade, que não é um atributo ou virtude apenas deles, posto que os que aí encontraram também os são, até prova em contrário. Existem normas rígidas que regulam o serviço público e pautam a conduta do servidor. Basta aplicá-las nos casos requeridos. A legislação existe para coibir eventuais desvios.

É preciso que alguém, de sã consciência, avise ao prefeito Vane que o ladrão age assim é por ser desonesto e ainda encontrar quem o deixe agindo com desonestidade. Caso fosse honesto não seria preciso advertência alguma. Vale ressaltar, que tanto é desonesto aquele que furta, rouba, desvia como o que usa o cargo público para nada fazer, agindo com desonestidade para com a população que paga seu salário.

Quem sabe o prefeito Vane não buscou se inspirar em Azevedo por ter achado bonito o seu ex-companheiro de partido, Geraldo Simões, tentar ser uma cópia de Fernando Gomes. De tanto falar mal de Fernando, Geraldo chegou a adotar o uso das roupas de estilo country. Há quem diga que ao tentar copiar a tratamento popular de FG, tenha divulgado o populismo, o que é uma lástima.

Voltando ao prefeito Vane, seria de bom alvitre não desperdiçar esforços como o da Usemi, pois a questão está mais em cima. Quem não sabe liderar ou não transmite liderança, vai ter que recorrer aos “gerentes”. Só a título de lembrança, antes mesmo do evento em que o prefeito iria anunciar o seu secretariado, eles não resistiam a um chamado de repórter com microfone na mão e se antecipavam ao anúncio.

O defeito está na origem. Mas enquanto houver vida, existirá a esperança!

Jornalista, advogado e editor do www.ciadanoticia.com.br

 

Dilma mistura água e óleo

César e Dilma juntos comprova que água e óleo se misturam: quem tinha razão?

Uma das questões mais complicada da química foi resolvida de forma bem simples, sem se recorrer à polaridade das moléculas da água (H2O) e do óleo. O processo químico utilizado para isso o da política e os petistas já estão bem homogeneizados com o baiano César Borges.

O processo não irá concorrer a nenhum Prêmio Nobel, muito menos deverá fazer esse bem todo esperado pelos palacianos e uma banda nem tão saudável do Partido da República (PR). A soma esperada é apenas a troca de interesses. O ministro do Transporte que entra, César Borges, é da mesma turma do senador amazonense Alfredo Nascimento, que já ocupou o cargo.

A finalização do processo químico já tinha começado num daqueles liquidificadores do Palácio do Planalto comandados por Valdemar Costa Neto, Lula e Dilma. Na primeira passada no liquidificador, César Borges foi ocupar a vice-presidência do Banco do Brasil. Agora, que acertaram o ponto da mistura, é promovido ao ministério mais mal falado do Brasil.

Atanazado pelos petistas na eleição de 2010 para o Senado, Cesar Borges, que ocupava o primeiro lugar nas pesquisas, foi espezinhado pelos partidos PT, PSB e PCdoB, até ser derrotado nas urnas. Como prêmio de consolação por ter “baixado o cangote” e aderido aos velhos inimigos, vira ministro. Agora, só resta vir a Itabuna de braços dados com Geraldo Simões e declarar juras de amor eterno.

Os restos mortais de ACM estão retorcidos na tumba pelo comportamento sem pudor algum dos seus “meninos”. Vade retro satanás!

Reforma eleitoral

José AdervanAdervan

Durante o período de exceção militar, quando o país viveu uma de suas fases mais angustiantes em termos políticos (1964/1985), foram extintas todas as siglas partidárias e apenas dois segmentos passaram a ser representados na vida pública: a ARENA e o MDB. Ou seja, um representava os militares e todos os resquícios de uma ditadura e o outro, a oposição, com todas as suas mordaças e limitações, designadas pelo militarismo, com direito a repressão e coisas do gênero. Por simples lembrança, caiu a ditadura, venceu o MDB da resistência ao totalitarismo.

Vez por outra nossos políticos costumam ressuscitar – de maneira um pouco mais branda – aquele período de exceção, pois nunca aceitaram o debate das ideias como salutar para o exercício da democracia e preferem impor suas vontades, tendo em vista a perspectiva eleitoral, onde quem possa ter o voto, mesmo comprado ou tendo uma ficha policial um tanto escamoteada, tem a preferência e não importam os valores éticos e morais de quem não possui o dom de encantar os eleitores com promessas que jamais serão cumpridas, mas que representa o sonho da sociedade ainda não corrompida.

Daí, a figura das Comissões Provisórias – onde se tira e bota dirigentes ao talante do “líder”, aquele que tem o domínio estadual de qualquer partido – em detrimento de eleições democráticas, que forma o Diretório, a Executiva e seus diversos poderes, onde se constitui o verdadeiro espírito partidário, que é a identidade do cidadão com o partido escolhido e que, a cada dois anos, passa por uma reformulação que incentiva a participação dos filiados e amplia o conceito da agremiação e da própria democracia. Não é à toa o desprestígio da classe política junto ao eleitor.

A Comissão Provisória, como o próprio nome indica, deveria ser uma resolução atípica, quando não houvesse candidatos dispostos a gerir o partido, ou pela insubordinação ou por apoios a candidatos fora da agremiação, ou então, quando se formasse um grupo de pessoas dispostas a seguir a orientação filosófica e doutrinária da sigla que não estivesse formada na cidade. Exemplo típico: o novo partido criado pelo ex-prefeito de S. Paulo, Gilberto Kassab, ou o da ex-senadora Marina Silva, ainda à deriva no plano nacional.

O PSDB de Itabuna há tempos está regularizado, com suas diretrizes estabelecidas e, de certa forma, obedecidas. Nos últimos quatro anos coube-me a honra de presidir o partido. Desde 1992 não apresentávamos candidato a prefeito, quando Ubaldo Dantas foi derrotado por Geraldo Simões. Em 1996, apresentamos um candidato a vice, numa chapa com o PCdoB. Em 2000, foi formada uma chapa vitoriosa com Geraldo/Ubaldo. Em 2004, ficamos de fora. E em 2008 apresentei o meu nome, mesmo enfrentando dificuldades de toda ordem, e elegemos um vereador, coisa que não acontecia desde 1996.

Portanto, o ninho tucano de Itabuna, com todas as limitações, estava vivo e levamos o nome do candidato Augusto Castro, eleito, mas inexperiente e neófito político. Logo esgarçou o seu capital ao buscar uma briga de poder partidário sem necessidade, pois o apoio que lhe foi dado não tinha restrições. Mas, para mostrar força, passou a anunciar que tomaria o partido, pelos blogs a seu “dispor”, apesar de ter estimulado a minha reeleição. Não conseguiu tomar o PSDB e passou a hostilizar as decisões do Diretório quanto à candidatura própria para a Prefeitura de Itabuna, criando um cisma desnecessário e pouco inteligente, pela fragilização tucana, no novo cenário político da cidade. Interessava, muito mais, os bons negócios com o governo do militar de plantão, para onde tinha indicado o então secretário da Saúde, Geraldo Magela, com ótimos dividendos.

Agora, já mais experiente, foi buscar o apoio do deputado Jutahy Magalhães para evitar a eleição do novo Diretório Municipal, com a provável constituição de uma Comissão Provisória, sem passar pelo crivo do eleitor filiado ao PSDB. E já pensa em colocar a “coroa” na cabeça, apesar da recomendação de discutir a situação com o “PSDB histórico de Itabuna, com grande experiência de luta em favor do partido”, observação do deputado Antônio Imbassahy.

E Augusto Castro, que se arvorava em campeão de votos em Itabuna, ficou com medo de uma nova derrota dentro do PSDB, pois sabia que dentro do partido ele não conta com a maioria dos filiados e ganha uma sigla fracionada, dividida, mas perde, além de tudo, o respeito de quem fica, podendo ser derrotado na primeira tentativa de formar um Diretório Municipal pelo voto direto e soberano. Esse é o problema dos títeres. Mas como o sonho de Poder é mais alto, certamente, terá de pedir a Jutahy Magalhães, velho conhecido da ARENA, que faça tantas quantas necessárias intervenções para formar novas Comissões Provisórias, só para manter o pequeno e incompetente “ditadorzinho” no comando do PSDB de Itabuna.

Por sugestão, recomendaríamos ao deputado federal Jutahy Magalhães, pelo grande prestígio que desfruta em âmbito nacional, a retirada da palavra democracia da sigla tucana, pois não soa bem termos no PSDB – Partido da Social Democracia Brasileira – algo que não se coaduna com a vocação ditatorial do deputado, uma questão de DNA, que vem como herança do velho general Juracy Montenegro de Magalhães, em quem teria votado quando disputou uma eleição de forma democrática, mas que governou a Bahia durante a república tenentista de Getúlio Vargas, período em que se acostumou a não questionar ordens recebidas dos superiores, assim como não gostava de ser questionado nas ordens dadas aos seus subalternos. E, no PSDB, a palavra de Jutahy Magalhães é uma ordem. E como nunca gostei de receber ordens, mas discutir sugestões, só vejo o caminho da retirada, pois sob o comando de Augusto Castro no PSDB de Itabuna seria regredir em minha caminhada. Retroceder, jamais…

Jornalista e político

E Geraldo derrotou o PT…

Walmir Rosário

A arrogância e prepotência própria dos coronéis da política interiorana do início do século passado incrustaram em Geraldo Simões após sua permanência no poder. Não sei bem como qual nome científico mais adequado para isso, mas posso assegurar que tal prática é maléfica ao comportamento e a perfil dos políticos, e pior ainda para o povo, para a Nação.

Determinados membros do Partido dos Trabalhadores, cuja proposta inicial era a implantação da ética e moralidade na política brasileira, se desviaram de seus propósitos, abandonaram os dogmas contidos nos seus estatutos, copiaram, de forma desavergonhada, nas práticas que abominavam. Passaram de guardiões da moralidade a praticantes das mesmas mazelas por eles denunciadas, só que feitas com mais intensidade.

Na economia, essa voracidade famélica poderia ser explicada através do princípio da demanda reprimida, transpostas para o campo da ética por Geraldo Simões durante a sua primeira administração da Prefeitura de Itabuna. Os “meninos” que promoviam badernas para reclamar, apedrejando ônibus, entupindo fechaduras com cola araldite e massa plástica, se mudaram para os palacetes do Góes Calmon. Em volta das piscinas e whisky on the rocks as análises passaram a ser vistas por outro prisma, naturalmente de forma conservadora, mas confortável, e à bordo de carros luxuosos, os New Civic de hoje.

Aconselhados pela classe conservadora e pelos efeitos etílicos do mais puro malte das montanhas escocesas – com o reforço de uma legítima vodca russa –, a “república sindicalista” foi revestida de luxo e riqueza, rasgando os escritos de Karl Marx e condenando a mais valia ao fogo do inferno. Nada como os encantos da burguesia, principalmente quando se chega à condição de new rich.

Aos poucos, os companheiros das greves da Ceplac foram sendo defenestrados, talvez por não saberem como se comportar nas mansões e os operários de campo, auxiliares de serviços gerais, dentre outros piqueteiros foram substituídos pelo todo-poderoso Geraldo Simões pela fina flor da cacauicultura. Pela mão providencial de Martinelli, foi introduzido aos salões da nobreza, deixando de fora a plebe ignara.

Do alto da montanha, não dava mais para mirar, como antigamente, os velhos companheiros, estes perifericamente afastados. Os tempos são outros. Ao invés da força bruta dos piquetes, Geraldo Simões, o então prefeito, passou a se utilizar das artimanhas do poder dominante. Aos poucos, os Giltons, Veridianos, foram sendo substituídos pelos espertos doutores, ávidos para continuar encastelados no poder.

Mesmo conhecendo a derrota nas urnas, Geraldo foi incapaz de fazer uma reflexão para saber onde errou, fazer um mea culpa, reunir antigos colaborados, refazer seu exército. Mas não, preferiu os novos amigos, estes com mais experiência de vida e palavra fácil, capazes de massagear o ego do chefe com elogios fáceis e tapinhas nas costas. Não há quem resista!

E mais cabeças foram sendo cortadas. O “colégio de cardeais” petista passou a ostentar nomes conhecidos da velha oligarquia antes conhecida e combatida, e assumiram cargos importantes. Rei morto, rei posto, e Nelson Simões, Eliezar Correia, Everaldo Anunciação, Josias Gomes, tiveram seus nomes lançados no rol dos degredados. Sem qualquer explicação, deixaram de ser considerados da turma de “minha pedinha”.

Generais de outros exércitos tiveram de despir os velhos pijamas listrados para integrar o staff geraldiano. A cada reforço recrutado em Salvador e Brasília, mais uma cabeça interiorana rolava. E os reflexos foram sendo sentidos nas bases, notadamente entre os ceplaqueanos, responsáveis pela rápida ascensão do técnico agrícola em político influente e consequentemente uma das mais promissoras fortunas da Bahia.

Relegados ao degredo pelo Politiburo de Geraldo Simões, aos poucos seus desafetos foram sendo reabilitados. Ao assumir a Presidência do PT em Ilhéus, Eliezer Correia foi responsável pelo crescimento do partido. Everaldo Anunciação é hoje um dos homens fortes da candidatura de Walter Pinheiro em Salvador. Nelson Simões braço-direito do governador Jaques Wagner, e por aí afora…

O desafeto maior de Geraldo, Josias Gomes, foi, sem dúvida, o deputado federal mais atuante do Sul da Bahia, somente podendo ser comparado com o médico ilheense Jorge Viana. A disposição de trabalho de Josias no projeto de implantação do PT na Bahia despertou um sentimento de inveja e ciúmes ao vislumbrar uma ameaça ao seu projeto político individualista. Mesmo fora da Presidência estadual do PT, Josias continua sendo o homem de mais prestígio entre lideranças e militância no estado.

Ao desprezar todos os militantes petistas da Bahia, lançou seu último empreendimento da política coronelista, ao impor sua mulher como candidata a prefeita de Itabuna. Pela primeira vez os petistas se rebelaram e não seguiram a orientação partidária e o PT votou contra o PT, apesar da questão fechada.

Por último, Geraldo pensou que desafiaria a maioria do povo, inclusive o governador do Estado, que se posicionou contra a candidatura de Juçara Feitosa, pensando que voltaria a ganhar a eleição. Errou por prepotência, prejudicou o PT por arrogância. Manda a lei natural que cada um pague por seus pecados, como diz o ditado… “a justiça tarda mais não falha”.

E assim, assistindo a reabilitação e o crescimento dos desafetos, Geraldo Simões ainda vai ter que devolver “sua Secretaria da Agricultura” para o governador e ainda aturar seu ex-assessor parlamentar na Assembléia Legislativa, José Sérgio Gabrielli, hoje presidente da Petrobrás, ser lançado candidato ao Senado na vaga pretendida por “minha Pedinha”. Será o tiro de misericórdia. Ao derrotar o PT, Geraldo também será atingido.

Jornalista, advogado e editor do www.ciadanoticia.com.br

Publicado no Jornal Agora em 11-10-2008

O prefeito e o povo

Walmir Rosário

Uma cena do programa eleitoral gratuito exibido na televisão me chamou a atenção. Não que ela seja especial, mas pela empáfia do candidato à reeleição pelo PT de Itabuna, Geraldo Simões. Enquanto milhares de pessoas vivem à margem da miséria, grande parte deles passando fome, o prefeito Geraldo Simões aparece numa mansão cinematográfica de sua propriedade, tomando um lauto café da manhã.

Claro que o prefeito Geraldo Simões tem todo o direito de viver bem, comer bem, subir na vida, o que têm feito com grande maestria, e isto está mostrado no rol de suas propriedades, que inclui outra mansão da praia ilheense (Luzimares), apartamento em Salvador e por aí afora. Como um administrador de empresas deve ter aprendido como ganhar dinheiro e guardá-lo, aplicando em bens de grande retorno.

É certo que durante o tempo em que passou trabalhando na Ceplac não chegava a receber um polpudo salário, sempre defasado, e tanto que, para repor essas perdas salariais, o então sindicalista Geraldo Simões promovia uma greve em cima de outra. Só assim o pessoal do governo resolvia se sensibilizar aos reclames dos trabalhadores. Até hoje os governos agem assim, seja em nível federal, estadual ou municipal.

Mas ao entrar na política, a situação mudou e o prefeito Geraldo Simões deu uma demonstração de competência e passou a acumular bens, o que lhe permite usar e gozar deles, amealhando ao longo desses anos. Entretanto, para um homem público, a ostentação de riqueza não é um bom negócio, pois o eleitor passa a se achar muito distante, causando prejuízos irrecuperáveis na urna.

Na minha santa ignorância (ou burrice científica), talvez eu não tenha a percepção de que um representante do povo, o prefeito de Itabuna tenha agido com as melhores das intenções, no sentido de educar a população para os hábitos alimentares sadios e as boas maneiras à mesa. O que há de se reclamar de uma fausta refeição matinal ingerida pelo prefeito Geraldo Simões? Afinal, como representante do povo, conclui-se que ao ver ele se alimentar, todo povo sinta-se de barriga cheia. Nada mais natural.

O que não se pode perder de vista é que, para ganhar a campanha eleitoral, o prefeito Geraldo Simões, que não se encontra confortável na preferência popular, gasta rios de dinheiro para conseguir seu intento. Uma das primeiras ações cometidas por sua coligação foi poluir visualmente a avenida do Cinquentenário com a propaganda eleitoral. Em toda a cidade não há um poste ou arame entre postes que não ostente os sinais da opulenta publicidade.

Como munícipe, isso me causa certo constrangimento, principalmente ao comparar o atual estado de sujeira que se encontra a cidade. O lixo é depositado em cada esquina sem a menor cerimônia e até hoje não se viu qualquer tipo de campanha educativa neste sentido. Num flagrante desrespeito à Constituição Federal, o prefeito prefere fazer propaganda de asfaltamento com lama asfáltica em cima da pavimentação já existente, uma estratégia utilizada para burlar a legislação.

Os pobres de Itabuna, que não são poucos, agradeceriam se parte dos recursos utilizados pela campanha de Geraldo Simões em sua rica propaganda fosse destinada a programas sociais, beneficiando essa gente desempregada. Não se trata de distribuir cestas básicas, com a nítida intenção de comprar votos, mas de investir na geração de emprego e renda. Ajuda decente como manda os princípios éticos e religiosos.

Não basta tratar todos como irmãos, tem que agir como irmão, ensinar a pescar, oferecer condições dignas de vida. Não será com o assistencialismo eleitoreiro que o itabunense há de se orgulhar de sua cidadania.

Jornalista, advogado e editor do www.ciadanoticia.com.br

Publicado no Jornal Agora em 28-08-2004

Já vai tarde

Walmir Rosário

Muito se tem falado sobre a exoneração do ex-diretor da Ceplac, Gustavo Moura, medida tomada recentemente pela ministra-chefa da Casa Civil, Dilma Rousseff. O assunto ganhou maior repercussão porque Moura foi substituído pelo pesquisador da Ceplac/Pará, Jay Wallace, desconhecido da maioria dos baianos, o que faz ressuscitar em alguns setores da cacauicultura a velha rivalidade entre a lavoura de cacau do Sul da Bahia e da Amazônia.

Nada mais inútil do que a volta dessa discussão, por ser inócua e não representar nada de novo na gestão da Ceplac. Se antes o poder de decisão da direção da Ceplac era determinante, hoje pouca diferença faz, basta analisar o poder de fogo detido pela direção do Órgão, notadamente quanto aos investimentos realizados em infra-estrutura nas cidades em que atuava.

Se antes a Ceplac era beneficiada por um orçamento calcado nos recursos auferidos pela contribuição cambial – a taxa de retenção de 10% sobre a venda do produto -, hoje vive com uma cuia na mão, solicitando a liberação dos recursos orçamentários, constantemente contingenciado pelos ministérios da Fazenda e Planejamento.

Antes, esses recursos eram repassados através de compromisso firmado entre a direção da Ceplac, governos estaduais, ministérios econômicos e até o presidente da República. Apesar do regime fechado, a Ceplac gozava de conceito junto aos altos escalões governamentais, notadamente pelo desempenho de suas atividades e os resultados positivos do trabalho da pesquisa, extensão e ensino profissionalizante.

Diferenças de época à parte, o certo é que a Ceplac fazia por merecer o conceito auferido junto aos segmentos sociais, diferente de hoje, por ter se tornado apenas mais um órgão governamental a serviço de pessoas oriundas do partido político de plantão. Esta Ceplac não serve à economia das regiões produtoras de cacau, à sociedade, e muito menos ao País.

A discussão sobre os dirigentes da Ceplac não devem se restringir às mesquinharias de políticos que agem como se a instituição fosse uma extensão de sua cozinha, onde manda e desmanda por si próprio ou através de asseclas subservientes. Também não pode recair sobre a naturalidade ou ocupação profissional do pretendente ao cargo.

Nos seus 50 anos de existência, a Ceplac foi dirigida por pessoas das mais diversas formações, cada uma delas cumprindo o seu papel, de acordo com sua capacidade intelectual e prestígio político. Cada um fez jus a ter seu nome lançado na história – uns pelas qualidades positivas, outros pela incapacidade, subserviência e falta de liderança.

E foi exatamente o que aconteceu com o último diretor, indicado como o primeiro representante dos cacauicultores e somente por essa condição nomeado. Nesses cinco anos, entretanto, nada de positivo acrescentou à história da Ceplac, a não ser o clima tenso e negativo, marcado por perseguições aos funcionários, ameaças de demissões, chegando ao extremo de assédio moral.

Para dirigir uma instituição como a Ceplac, não importa se o currículo do dirigente ateste ter nascido em qualquer região do Brasil ou de que país, bastando que tenha capacidade administrativa, bom trânsito nos meios políticos e governamentais e, sobretudo, se portar com dignidade no exercício da função.

Infelizmente, os atuais mandatários da Ceplac – a bem da verdade, Geraldo Simões – não sabem distinguir a importância e a supremacia de uma instituição sobre os homens que a dirigem. Se sabem, agem de forma criminosa, colocando a entidade a serviço de seus interesses pessoais e partidários, fato esse mais próximo da realidade institucional.

Pior ainda é tentar desviar a atenção da população do Sul da Bahia para a incapacidade de solucionar os problemas técnicos e econômicos da lavoura cacaueira, tentando espalhar que todos os programas do Governo descerão ralo abaixo com a exoneração do diretor ineficiente. Se em cinco anos não foi capaz sequer de planejar as atividades do Órgão, aglutinar servidores em torno de um projeto, de repente tentam aparecer como se salvador da lavoura fossem.

Nada mais enganadora e mentirosa do que a afirmação de que o PAC do Cacau seria desmantelado com a troca de comando. Anunciado como uma medida miraculosa e capaz de curar todos os males da economia cacaueira, o PAC do Cacau tem se mostrado mais um daqueles planos eleitoreiros, elaborados apenas com a finalidade de postergar a solução definitiva dos problemas.

Se a eficácia – ou a eficiência – do PAC do Cacau estará comprometida, certamente não será pela saída do ex-diretor da Ceplac e sim por não ter sido elaborado corretamente, além de ter se mostrado incapaz de atender às necessidades da lavoura de cacau. Não trouxe facilidade para o pagamento, tampouco ampliou a capacidade de endividamento do produtor de cacau, condição sine qua non para pagar as dívidas existentes e possibilitar a contratação de novos recursos.

Por mais esdrúxulo que pareça, o secretário da Agricultura da Bahia, Geraldo Simões, prefere colocar o carro adiante dos bois, na tentativa de manter a Ceplac entre o seu feudo político, a despeito da evolução do processo democrático. Com o diretor, já deveriam ter saído os ocupantes de outros cargos de confiança, facilitando, assim, a execução do programa administrativo do novo diretor, Jay Wallace.

Quanto aos empecilhos à execução do PAC do Cacau que poderiam ser causados pela saída dos apaniguados de Geraldo Simões da direção da Ceplac, nada se apresenta de forma tão mentirosa. Aos incautos, vale lembrar, a caneta que exonerou Gustavo Moura da direção da Ceplac foi a pertencente à ministra-chefa da Casa Civil, Dilma Rousseff, considerada a “Mãe do PAC”, a não ser que Geraldo Simões esteja afirmando que sua companheira tenha sido rebaixada à condição de simples madrasta.

 Jornalista, advogado e editor do www.ciadanoticia.com.br

Publicado no Jornal Agora em 12-07-2008

 

Vampiros da Ceplac

Walmir Rosário

A máxima “vão-se os anéis e ficam os dedos” não faz o menor sentido para a direção da Ceplac e, muito menos, para quem a indicou: o ex-prefeito de Itabuna, Geraldo Simões. Ao contrário, eles pouco se importam com a instituição Ceplac, sua importância para as regiões cacaueiras do Brasil e o que ela ainda poderá gerar de benefício para os agricultores e o próprio País.

Em matéria de minha autoria – embora sem assinatura – publicada na edição do fim de semana passado (5 a 7 de agosto), o Agora mostrou o descaso da atual direção da Ceplac em relação à institucionalização do órgão. A reportagem reproduz fielmente os passos dados pelo deputado federal Josias Gomes, em Brasília, acompanhado de Everaldo Anunciação (representando os funcionários) e do presidente da AproCeplac, Eduardo Magalhães. Ambos servidores da Ceplac, portanto.

Nesse périplo pelos ministérios, ouviram, em alto e bom som, as queixas dos técnicos encarregados de estudar a transformação da Ceplac em Fundação de Direito Público. A contrariedade dos especialistas – e compartilhada pelo ministro Paulo Bernardo (inclusive com documento publicado na reportagem) – era evidente em função da má-vontade ou ineficiência da direção da Ceplac para fornecer, simplesmente fornecer, informações indispensáveis à continuidade do processo de institucionalização.

Como se isto, por si só, não bastasse, os dirigentes da Ceplac ainda tentam, de todas as maneiras, emperrar o processo de transformação da Ceplac em Fundação, criando barreiras insuperáveis. Um desses obstáculos é a ampliação vertiginosa de cargos DAS (direção e assessoramento), cujo número foi simplesmente triplicado na versão elaborada por Gustavo Moura e seu assessor, Wellington Duarte, o Gamelão.

O imbróglio criado pelos dois dirigentes joga por água abaixo todos os passos dados pelos funcionários, através do Conselho das Entidades Representativas dos Funcionários da Ceplac, nos debates promovidos entre os próprios servidores e a comunidade. Isto porque cria um indesejável impacto no orçamento da União, o que dificulta enormemente a viabilidade da institucionalização.

Mas pouco se importam sobre o futuro da Ceplac o diretor Gustavo Moura e seu vice Wellington Duarte. Afinal, historicamente, Gustavo sempre se posicionou contra a instituição e muitos ainda devem lembrar de sua pregação pela extinção do órgão. Talvez agora tenha finalmente chegado a sua chance de sucatear a Ceplac a ponto de levá-la à inanição.

No tempo em que está à frente da instituição, Gustavo Moura jamais se preocupou com futuro da Ceplac, tampouco da cacauicultura, apesar de ter herdado fazendas de cacau. Ao invés de tentar passar para a história como um dirigente que contribuiu para sua institucionalização, agacha-se diante das benesses do poder e se contenta em se tornar um simples serviçal dos poderosos. No máximo, um estafeta (desculpem o termo os laboriosos funcionários dos Correios) e menino de recados a serviço de Geraldo Simões.

Certamente Gustavo se encaixou melhor no papel daquele cacauicultor a reclamar constantemente do governo, embora dele sempre recebesse as benesses concedidas aos amigos do poder. Pelo menos, mantinha as aparências. Quem sabe não falta ao atual diretor da Ceplac um conselho amigo para que deixe o cargo e explique a denúncia feita por Luiz Henrique Franco Timóteo, que o acusa de tentar introduzir a vassoura-de-bruxa na Costa do Marfim. Mas não, Gustavo Moura prefere sair furtivamente pelas portas do fundo.

Quanto a Wellington Duarte, o conhecido Gamelão, não é necessário tecer muitas considerações sobre o seu papel na direção da Ceplac. Sua vida pregressa na própria instituição e em outras por onde passou diz tudo. Na Prefeitura de Itabuna ou no Hospital de Base, sua trajetória não é das mais recomendáveis, com gestões desastrosas sob o ponto de vista administrativo e no trato com os colaboradores que os cercavam.

Na Ceplac, há muito que não trabalha e sempre destinou grande parte do seu tempo às atividades partidárias, apesar de receber mensalmente salário do Governo Federal. Dentre suas ações mais conhecidas, a pregação da desobediência civil era a mais importante, isso quando não ocupava cargo de confiança. Quando passou a receber um cargo DAS no contracheque, imediatamente se transformou no perseguidor de colegas.

Contra Wellington Duarte ainda pesa uma acusação também feita por Luiz Franco Timóteo e denunciada pela revista Veja: a de ser um dos membros da quadrilha responsável pela introdução criminosa da vassoura-de-bruxa no Sul da Bahia. Apesar de não haver provas concretas de sua cumplicidade no caso, a suspeição que paira sobre ele no mínimo torna  insustentável a sua manutenção no cargo.

Mas, voltando ao assunto em questão, teriam essas pessoas isenção para conduzir o processo de institucionalização da Ceplac? E vou além: teriam essas pessoas hombridade para dirigir a Ceplac? E eu mesmo respondo: Não. Por tudo que já fizeram, mostraram durante todo esse tempo que pouco importa para eles a Ceplac, seus técnicos e a tecnologia que pode ser gerada em benefício da lavoura cacaueira.

Repúdio

Não bastassem todas essas artimanhas praticadas pelos dois dirigentes e financiadas com o dinheiro público, Gustavo Moura e Wellington Duarte ainda se acham no direito de tentar enganar os ceplaqueanos e a comunidade do Sul da Bahia. Para tanto, contrata um jornalista, com os recursos da Ceplac, para enviar release aos jornais, contando versões imaginosas de suas pseudo-atuações na institucionalização da Ceplac.

Como é prática na turma de Geraldo Simões, a primeira ação é tentar desqualificar uma pessoa (no caso de Timóteo) ou uma ação (no caso da reportagem do Agora) para impor sua versão. Mais uma vez esse procedimento não obteve os resultados esperados. A primeira tentativa de escamotear a verdade deu-se com a publicação de nota oficial no site da Ceplac, prontamente repudiada pelos funcionários, tendo em vista a fragilidade dos argumentos.

Tal atitude dos funcionários foi prontamente referendada em assembléia, na qual reafirmaram a incapacidade de seus dirigentes em administrar um processo de tamanha magnitude, como é a institucionalização. No entender dos funcionários, o comportamento mentiroso dos dirigentes os transforma em adversários, pois tentaram esconder, inclusive, a posição de alguns tecnocratas do Ministério da Agricultura, ávidos em manter a Ceplac como o “Departamento Cacau” do Mapa, a exemplo do que acontece com o café, frutas, etc.

Os funcionários da Ceplac também já têm conhecimento de que Gustavo Moura e Wellington Duarte tentam, a todo custo, por vias sub-reptícias, mudar as propostas de institucionalização e até inviabilizar a reunião entre as superintendências da Ceplac, agendada para a próxima quinta-feira (17).

Os ceplaqueanos também têm consciência do trabalho feito pelo deputado federal Josias Gomes, junto com os representantes do Conselho das Entidades da Ceplac, no sentido de tornar a Ceplac uma autarquia ágil, eficiente e eficaz no seu mister: gerar tecnologia e desenvolvimento nas áreas de Mata Atlântica.

No mais, resta à região e aos ceplaqueanos distinguir o joio do trigo e dar um basta nos traidores do cacau.

 Jornalista, advogado e editor do www.ciadanoticia.com.br

Publicado no Jornal Agora em 12-08-2006

 

Geraldo I, o déspota

Walmir Rosário

Fatalidades sempre acontecem na vida das pessoas e com tal devem ser tratadas com todo o respeito que o caso e as pessoas envolvidas merecem. Nada mais justo e ético. Entretanto, esse mesmo fato pode ser denunciado quando uma das partes faz uso mesquinho e covarde da parte mais fraca, utilizando os benefícios em proveito próprio e de forma não recomendável.

Um dos casos que merece destaque é o atropelamento de um menor em Gandu, há 12 anos, por um veículo de propriedade do prefeito Geraldo Simões. Esse fato foi lembrado na edição de terça-feira (28) do Jornal Agora, merecendo a manchete principal, o que gerou reclamações por parte dos “geraldistas” mais exaltados, notadamente os que detêm cargos comissionados na Prefeitura de Itabuna.

Trata-se de mais um caso de paixão política, em alguns casos, de outros simples oportunismo de figuras dadas ao puxa-saquismo, onde o “chefe” não pode ser atingido, mesmo pelas verdades (é triste, mas isto é rigorosamente verdadeiro em pleno século XXI). Poucos se dão ao paciente trabalho de, sem emoção e sim com a razão, debruçar-se sobre a análise dos fatos, não do atropelamento em si, mas da guerra judicial travada no pagamento da indenização.

Em momento algum o Agora tratou o fato imputando a culpa do atropelamento a Geraldo Simões, tanto que foi noticiado o nome do condutor do carro, inocentado civilmente, já que a responsabilidade civil é do proprietário do veículo, Geraldo Simões. Como tal foi sentenciado e até hoje tenta se esquivar do pagamento do prejuízo causado, hoje com uma perna dez centímetros menor que outra, além de outras mazelas.

O que mais causa espécie é o tratamento dispensado por Geraldo Simões, seus assessores mais próximos e os marqueteiros. Numa dessas reuniões com a militância, o assunto, que deveria preocupar pela gravidade da questão social e não desdenhar de uma situação posta. Nessa reunião, a preocupação de Geraldo e dos assessores era apenas em relação às proporções e os prejuízos que o fato poderia ter causado em sua campanha eleitoral.

Para evitar a veiculação da “guerra” judicial, na qual o prefeito se recusa a pagar os 600 salários mínimos decretados em sentença como indenização por danos morais e materiais ao menor (à época) atropelado, Geraldo Simões acionou a Justiça Eleitoral, com a finalidade de proibir a exibição do caso no horário eleitoral gratuito. A motivo justificado foi o de que um fato passado há 12 anos poderia prejudicar a sua imagem e ser decisiva para a sua derrota na urnas em 3 de outubro. Desculpa esfarrapada e medíocre, como sua atuação na vida pública.

Em momento algum  Geraldo Simões se preocupou com as mazelas causadas num menor que teria todo um futuro pela frente. Não se discute o acaso, o infortúnio, mas a insensibilidade de quem prejudicou, mesmo sem ter a pretensão de fazê-lo, a vida de um ser humano. Aliás, preocupação desse tipo nunca foi o forte de Geraldo Simões durante toda a sua vida. Como sindicalista não conheceu leis, nunca atuou com ética e praticou desmandos na sociedade, ameaçando pessoas contrárias à filosofia pregada, inclusive promovendo danos contra o patrimônio público e privado durante as greves.

O que deixa a sociedade mais estarrecida é o seu desdém sobre a vida humana, sobre a miséria alheia. Enquanto tenta enganar os itabunenses na televisão chamando-os de “meu irmão” e “minha irmã”, prometendo uma Itabuna maravilhosa com sua pífia administração, pratica o anti-humanismo às escondidas. Ou como diz o ditado popular: “Age como um satanás pregando quaresma”.

Não há quem consiga enganar todo um povo e por muito tempo. Um dia a população vai juntando as peças até conhecer que seu “santo tem os pés de barro”. Infelizmente, diante do poder de persuasão, da disposição em gastar o dinheiro público na promoção social e praticar os desmandos contra quem se atreva a passar em frente, muitos não resistem.

Podemos, até, ter cometido erros, e se algum houve não foi por má-fé, mas sim com o intuito de defender a comunidade, da qual não abriremos mão em nenhuma hipótese, mesmo à custa de muito sacrifício. Mais cedo ou mais tarde a comunidade saberá julgar!

Jornalista, advogado e editor do www.ciadanoticia.com.br

Publicado no Jornal Agora em 02-10-2004

 

Geraldo, o santo

Walmir Rosário

Os acontecimentos recentes da cacauicultura do Sul da Bahia nos remetem à máxima de que “brasileiro tem memória fraca”. Não exatamente o brasileiro, mas as pessoas de um modo geral. Digo isto porque, por mais que me esforce, não consigo entender como grande parte dos cacauicultores baianos ainda tem dúvidas sobre os métodos utilizados pelos partidos de esquerda antes de chegarem ao poder.

Aos que nunca foram afeitos às questões político-partidárias, poderíamos até entender, não fosse a questões históricas sobre fatos e acontecimentos passados. O mais recente deles, para quem tem memória curta, foi a invasão da Câmara Federal por militantes do MLST, capitaneados por Bruno Maranhão, um alto ocupante da cúpula petista nacional. Portanto, nada de anormal entre as ações praticadas pelos membros do Partido dos Trabalhadores (PT), Partido Comunista do Brasil (PC do B) e congêneres.

A explicação acima sobre as ações dos chamados militantes de esquerda se trata tão-somente de ligar fatos históricos com as ações denunciadas pela revista Veja da introdução, de forma criminosa, do fungo Crinipellis perniciosa, causador da vassoura-de-bruxa nos cacauais baianos. Não seria a Veja leviana ao ponto de tentar destruir carreiras políticas sem que provas existam e que porventura possam ser apresentadas.

Não tenho nenhuma procuração da Veja para tratar do assunto, mas como jornalista tenho o dever e o direito de analisar a matéria, no sentido de identificar se o repórter “carregou nas tintas”, como se diz, ou tratou o assunto com imparcialidade. Pelo teor da matéria, está bastante visível o trabalho de apuração dos fatos, o que requereu muito tempo de perguntas e busca das respostas em todas as fontes – primárias, secundárias, pesquisas in loco, etc. –, o que certamente deve ter exigido um bom tempo de pesquisa. Sem esquecer que todas as fontes ou personagens envolvidos foram contatados e apresentaram suas versões. Fora disso, é simplesmente “chorar o leite derramado”.

Mas voltando à “vaca fria”, o que vimos, especialmente entre produtores rurais que participam da Lista Cacau, na rede mundial de computadores, era uma discussão inócua e descabida. Enquanto alguns questionavam a revista Veja sobre os motivos e conveniências da publicação da reportagem numa data próximas às eleições, outros faziam a defesa de forma arraigada e descabida de um dos denunciados, o ex-prefeito de Itabuna, Geraldo Simões.

Poucos tiveram o bom senso de estabelecer um paralelo entre o acontecimento e as pessoas supostamente envolvidas, já que denunciadas por um réu confesso, o técnico em Administração Luiz Henrique Franco Timóteo. O fato realmente existiu? Que interesse poderiam ter esses personagens sobre o fato denunciado? Qual a conexão possível entre os autores e o fato?

O resto é perfumaria, coisa de quem defende uma pessoa por ser amiga, liderada ou simples simpatizante político. Aos menos avisados ou distraídos, podemos lembrar que o currículo sindical e político do Geraldo Simões não dão motivos suficientes para uma boa defesa, embora em momento algum eu possa afirmar sua participação na introdução criminosa da vassoura-de-bruxa, mas sou testemunha de que ele sempre agiu como um destruidor de patrimônios alheios.

A começar pelas costumeiras e contumazes greves decretadas na Ceplac, quando, a qualquer hora ou por qualquer motivo, fechava a instituição, passando pelo comando greve geral em Itabuna. Em todos esses movimentos, sempre comandados com “mão-de-ferro” por Geraldo Simões, as fechaduras de portas e garagens eram entupidas com cola e durepox (e precisavam ser trocadas), pneus dos ônibus furados, pára-brisas e janelas quebradas, empresas obrigadas a fechar as portas ou teriam vitrines quebradas, dentre outras violências e constrangimentos impostos aos cidadãos.

Agora, sem consistência mesmo está a desculpa utilizada por um dos denunciados, Geraldo Simões, ao tentar se esquivar da acusação com a afirmação de que não conhece ou nunca teve contato com Luiz Timóteo. Ao invés de, com segurança, negar sua participação no ato criminoso, Geraldo apelou para uma tática utilizada pelas esquerdas: a de tentar desqualificar seu acusador.

Mas é óbvio de que Itabuna é pequena e a afirmação de Geraldo Simões não resiste a uma pesquisa em fotos ou vídeos históricos sobre os movimentos dos até então chamados de partidos de esquerda em Itabuna. Certamente lá estarão na mesma fila Geraldo Simões, do PT, e Luiz Timóteo, entre tantos outros companheiros do PDT.

Jornalista, advogado e editor do www.ciadanoticia.com.br

Publicado no Jornal Agora em 1º-06-2006

 

O preço alto da dubiedade

Walmir Rosário

Dizem que a justiça tarda, mas não falha. Essa máxima da sabedoria popular é inconteste e frequentemente demonstra continuar valendo. Não foi à toa que os eleitores de Itabuna se negaram a entregar a administração de Itabuna a Juçara Feitosa, uma malsinada e frustrada tentativa de Geraldo Simões se perpetuar no poder da capitania hereditária de Itabuna (certamente é como ele vê a nossa cidade).

Prova de que o povo estava certo são as declarações feitas pela candidata derrotada sobre os subsídios aprovados pela Câmara Municipal para os agentes políticos municipais (prefeito, vice, secretários e vereadores) na gestão que terá início em janeiro de 2009.

A matéria, apreciada e aprovada pelos vereadores, faz parte dos direitos e deveres dos parlamentares municipais e é revista de quatro em quatro anos, antes mesmo da eleição. Não existe nenhuma proibição que seja apreciada após o pleito, mas recomenda a ética que não se legisle em causa própria.

Entra ano, sai ano, e os novos subsídios dos agentes públicos sequer são lembrados à sociedade com tanta ênfase. E não foi diferente neste ano de 2008, quando o Agora publicou os novos valores. Não houve um só segmento da sociedade que tenha se levantado contra os subsídios do prefeito, vice, secretários municipais e vereadores.

Pois bem, somente agora, passada a refrega da campanha eleitoral, o assunto vem à tona. E não emergiu de seu mérito – valores maiores ou menores, bem como percentuais aplicados –, e sim como uma cópia mal-acabada da repercussão de ato de igual teor patrocinado pela Câmara Municipal de Salvador.

Lá, o assunto mereceu destaque por conta do veto do prefeito João Henrique ao seu próprio subsídio, considerado exagerado por ele. Aqui, a assessoria de marketing do secretário Geraldo Simões, que não pôde disputar as eleições pela sua condição de “ficha suja”, colocou a cópia mal-feita do episódio do veto na boca da sua mulher. E como seria de se esperar, o tema não foi abordado com a responsabilidade que merece e sim em forma de politicagem mesquinha, própria dos atores envolvidos na pretensa denúncia. Diante o barulho feito pela petista em função de um ato rotineiro da administração pública, poderíamos dizer que montanha pariu um rato.  Mas é preciso lembrar também que a atitude da petista é de uma monumental irresponsabilidade. Senão, vejamos:

A Constituição da República Federativa do Brasil, promulgada em 5 de outubro de 1988, preceitua, taxativamente, no seu artigo 29, V: “subsídios do Prefeito, do Vice-Prefeito e dos Secretários Municipais fixados por lei de iniciativa da Câmara Municipal, observado o que dispõem os arts. 37, XI, 39, § 4º, 150, II, 153, III, e 153, § 2º, I”. Portanto, não se admite que uma candidata a prefeita, que já exerceu cargo de secretária municipal, desconheça o processo de reajuste dos subsídios do prefeito e secretários.

Pior ainda do que o simples desconhecimento de dona Juçara Feitosa sobre o assunto é o fato de ela dar declarações sobre um assunto de forma equivocada, com o interesse apenas em desqualificar uma determinada pessoa, no caso seu principal adversário na eleição.

Numa democracia, passada a refrega eleitoral, reconhece-se a derrota, parabeniza-se o vencedor e assume-se a disposição de colaborar para o bem da cidade, estado ou país. Assim aconteceu esta semana nos Estados Unidos, quando o derrotado John McCain saudou o vitorioso Barack Obama.

Mas Geraldo Simões e dona Juçara não estão acostumados com democracia, sistema que abominam, pelo que demonstrou o comportamento de ambos quando ocuparam o poder. Sempre agiram assim quando elite sindical, manipulando a massa levantadora de braço nas assembleias, ou com a empáfia própria dos déspotas, assim que foram guindados à Prefeitura de Itabuna.

Os mesmos petistas que declaravam greves a todo instante e por qualquer motivo, sequer hesitaram ao convocar a Polícia Militar para reprimir o movimento paredista dos funcionários públicos municipais. Aliados de antes ficaram confinados nos sindicatos. Tendo como pretexto uma suposta governabilidade e visando apenas a própria sobrevivência política, rechaçaram as lutas de classe e, bem no estilo da esquerda festiva, denunciaram “manobras golpistas de grupos reacionários que tentam impedir o avanço do socialismo”.

Triste e moribundo discurso de quem não tem projeto algum de governo, mas – e tão somente – de poder. Ficam perdidos no deslumbramento dos encantos da burguesia e agarram-se às práticas e estratégias que antes condenavam com veemência. Mas a dubiedade tem um alto preço: vivem como peixes fora d’água, tentando manter um estilo de vida que, como “socialistas”, fingidamente deploram.

E mesmo com um pé na elite palaciana, Geraldo (o mentor) e Juçara (a sua marionete) não resistem a uma conspiração, ainda que de mentirinha (afinal, criar factóides políticos é uma forma de estar em evidência). Falam, aumentam, inventam, injuriam, distorcem, caluniam. Mesmo que para tanto tenham que mentir para os seus 40.610 eleitores…

Jornalista, advogado e editor do www.ciadanoticia.com.br

Publicado no Jornal Agora em 08-11-2008

Voto pago com ingratidão

Walmir Rosário

Até agora o candidato Geraldo Simões não tomou coragem de ir à Ceplac pedir votos aos companheiros. Também pudera! Desde que deixou a convivência dos ceplaqueanos – e com os votos deles – para tomar posse na Assembleia Legislativa, Prefeitura de Itabuna e Câmara Federal, esqueceu dos que o ajudaram a se eleger.

Hoje, na Ceplac, Geraldo Simões é visto como um político “copa do mundo”, daqueles que somente aparecem de quatro em quatro anos. Nesse caso, ainda há uma agravante: volta e meia ele aparece por lá para se utilizar, de forma eleitoreira, de alguns eventos programados pelo deputado federal Josias Gomes, a exemplo da vinda de ministros ou outros figurões do Governo Federal.

Nos mandatos, entretanto, Geraldo Simões não contemplou, ou sequer reivindicou coisa alguma para a Ceplac ou seus servidores. Ao contrário, algumas conquistas poderiam ter sido concretizadas, a exemplo da inclusão dos servidores no Plano de Carreira. Mas, como seria um avanço político do Governo Federal, ele, com outros parlamentares petistas, engrossaram o “caldo” e se recusaram a participar, sob o patético argumento de que outros servidores federais ficariam à margem do benefício.

Como esse assunto data de 1992, os ceplaqueanos podem fazer as contas para saber quanto prejuízo para eles o companheiro Geraldo Simões proporcionou como retribuição aos votos dados. Em 2002 e 2003 os ceplaqueanos “bateram no pau do canto”, como se diz na gíria futebolística, e mais uma vez não conseguiram almejar um direito líquido e certo. Somente em 2004, após vencer muitas ações na Justiça, e com o apoio fundamental do deputado Josias Gomes, veio, enfim, a reclassificação no tão sonhado PCC.

Na avaliação do DIAP (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar), o deputado Geraldo Simões teve uma atuação medíocre na Câmara Federal. A publicação deste estudo foi feita em todo Brasil, inclusive pela Folha de São Paulo, jornal que não teria nenhuma influência ou inimizade política com o candidato petista.

Como era originário da Ceplac, esperava-se de Geraldo Simões o empenho em defesa da cacauicultura, principal matriz econômica regional, e cultura que une cerca de 1,5 milhão de pessoas no Sul da Bahia. Como deputado federal eleito por esta região, nenhum discurso foi proferido no plenário da Câmara em torno do cacau, da Ceplac, dos salários dos ceplaqueanos. Sequer procurou “pagar” os estudos proporcionados pela Emarc de Uruçuca, o que permitiu o seu “salto” para a vida política.

A falta de liderança e aptidão política de Geraldo Simões ficou patente com a entrada em cena dos deputados Josias Gomes e Geddel Vieira Lima, demonstrando ser perfeitamente viável a luta pela cacauicultura, pela economia cacaueira. Em pouco mais de um mês, o trabalho empreendido pelos dois parlamentares foi mais profícuo do que décadas de blá-blá-blás pelas esquinas e assembleias. Com certeza, esse fato será lembrado nas próximas eleições.

Como prefeito de Itabuna, Geraldo Simões somente lembra passagens terríveis, como um fim de (des)governo, com seis meses de salários e fornecedores atrasados, todas as linhas telefônicas cortadas, lixo acumulado pelas ruas e muitas denúncias de malversação do dinheiro público. Nunca a Polícia e o Poder Judiciário trabalharam tanto para dar conta de documentos da Prefeitura, grande parte encontrada após busca e apreensão na casa de auxiliares de confiança do prefeito Geraldo Simões.

Esperava-se que esses lamentáveis fatos servissem de lição ao prefeito Geraldo Simões. Ledo engano. Fez caras e bocas de peregrino, calçou (aparentemente) as sandálias da humildade e conseguiu, como um bom ator de segunda categoria, enganar, mais uma vez, a população de Itabuna. Também jogou na lata do lixo a segunda chance dada pelos eleitores. Uma terceira, convenhamos, é um preço muito alto a ser pago pelo povo de Itabuna.

Jornalista, advogado e editor do www.ciadanoticia.com.br

Publicado no Jornal Agora em 25-09-2004

O inadimplente da palavra

Walmir Rosário

Com a ampliação do processo democrático no País muda-se a cultura e os políticos e instituições são obrigados a auscultar a sociedade. A Ceplac, por exemplo, terá que mudar sua postura de descaso para com a sociedade e passar a ouvi-la, até porque já se torna visível, embora que ainda pálido, o nascimento de uma bancada do cacau, hoje formada pelos deputados federais Josias Gomes e Geddel Vieira Lima, embora outros já comecem a se interessar pelo assunto.

O mesmo acontece no restante da administração pública e nos mandatos parlamentares, com o surgimento de grupos de pressão de toda a natureza, seja através da ONGs, associações ou partidos políticos. É a democracia a responsável pela formação de coligações para eleger candidatos e coalizões para garantir a governabilidade.

De há tempos se tornou comum, logo após uma eleição, a coligação não se transformar em coalização de forças, principalmente em relação ao poder executivo. Ganha a eleição, o prefeito, governador ou presidente faz seu o governo, não admitindo a participação dos coligados, principalmente nas questões relativas ao planejamento e correção dos rumos. Afinal, como diz o ditado popular, se conselho fosse bom, seria vendido a preços altos.

Ninguém é obrigado a costurar acordos, fazer compromissos, mas a ética recomenda que todos os acordos feitos deverão ser cumpridos, custe o que custar. Entretanto, essa regra está se transformando em exceção e a obrigação contraída foi jogada na lata do lixo. É banalização do crime, do princípio da honradez. Hoje, os acordos são feitos para não serem cumpridos.

Um dos últimos exemplos disso pode ser demonstrado através da coligação engendrada pelo presidente do PT baiano, Josias Gomes, para fazer Geraldo Simões prefeito de Itabuna, reunindo a maior coligação da história política da cidade. Hoje, dos nove partidos coligados, apenas dois – os nanicos PCdoB e PDT – continuam fazendo parte da Administração Municipal e da coligação que tenta a reeleição do prefeito.

O afastamento de todos esses partidos só pode ter como motivo alguma intransigência do prefeito Geraldo Simões, acostumado a dirigir a Prefeitura como se fosse o diretório itabunense do PT, onde sempre obteve maioria. A sua facção, a Articulação, sempre açambarcou todos os cargos importantes e decisórios, distribuindo outros de somenos importância para os chamados (por eles) grupos xiitas.

Entretanto, a mesma estratégia não deu certo na administração de Itabuna, e com a força avassaladora do poder político e financeiro tomou de “assalto” desde a Câmara Municipal até os mais recônditos escalões político-administrativos. Nesse caso, prevaleceria, na opinião do prefeito Geraldo Simões, a simples concessão do emprego público, não importando a proposta de governo pregada na campanha eleitoral.

Aos poucos, os partidos foram perdendo o encanto de realizar uma grande administração e o PV foi o primeiro a deixar o Centro Administrativo Municipal, sendo seguido pelo PSB, PMDB, PSDB, entre outros. Em que pese a participação do deputado federal e presidente do PT baiano, Josias Gomes, atuando como bombeiro, não conseguiu apagar o fogo e a grande coligação se esfacelou.

O prejuízo do PT será ainda maior caso o prefeito Geraldo Simões teime em levar adiante o seu projeto narcisista, no qual o que realmente interessa não são a economia, o desenvolvimento regional, o bem-estar do povo, e sim o culto à sua personalidade. O PT, que pavimentou sua chegada ao poder com muito sacrifício, estará fadado ao descrédito caso fique conhecido como um partido sem outro projeto que não seja sua hegemonia no poder.

Mesmo não sendo homem de permitir “sombras” próximas de si, seria bom ao prefeito Geraldo Simões se espelhar na grande capacidade de trabalho do deputado Josias Gomes, que tem demonstrando competência no desempenho do mandato, e eficiência nas lutas em que vem travando. Se o prefeito permitisse ao deputado ter conduzido o processo com os aliados, talvez sua administração fosse eficiente e sua reeleição garantida.

Mas como diz o ditado, “se conselho fosse bom, não seria dado, mas vendido”.

Jornalista, advogado e editor do www.ciadanoticia.com.br

Publicado no Jornal Agora em 26-07-2004

 

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