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PT manda “descer o cacete” em futuros médicos

A PM “mete bronca” nos estudantes de medicina da FTC de Salvador (Foto de A Tarde)
O que seria um simples protesto contra a péssima Faculdade de Tecnologia e Ciências (FTC), na avenida Paralela, em Salvador, terminou num massacre do Polícia Militar, que não economizou porrada, tiros com balas de borracha e bombas com gás lacrimogêneo.
A atuação da PM foi mais uma demonstração da dubiedade das ações diferentes da polícia comandada por Wagner, que protege as manifestações dos índios e sem-terras, e o governo ainda gasta o dinheiro público para a ajudar nas invasões de prédios públicos.
Enquanto índios e sem-terras aprontam como querem, outras parcelas da sociedade são tratadas na base da porrada, como se marginais fossem, a exemplo do aparato totalmente desproporcional. O motivo é um só: quem não é da turma dos petistas toma pau.
Já os índios, MST, MLT e outras dessas siglas estão liberadas para promover arruaças, intimidar a sociedade, invadir fazendas, tocar fogo em casas, máquinas e outros equipamentos, matar gado, tudo considerado legal, para essas quadrilhas formadas e incentivadas pelo PT E PCdoB como seus “braços armados”.
Agora pergunta-se: Qual o porquê na diferença do tratamento dado nas ações? Será que a FTC merece tratamento especial, apesar dos costumeiros calotes?
ACORDA, WAGNER !
A greve dos professores da rede pública de ensino do Estado da Bahia, iniciada em 11 de abril, completa nesta segunda-feira (25), 76 dias de paralisação.
Trata-se de uma greve motivada pelo não cumprimento de um acordo assinado no fim de 2011 pelo Governo do Estado da Bahia, onde este se comprometeu a repassar para a remuneração dos professores da rede estadual um percentual de 22,22% de reajuste.
Este percentual, diga-se, é o mesmo que o Governo Federal já repassou para o Governo do Estado, reajustando o valor pago por cada aluno matriculado na rede pública de ensino. Ou seja, a Bahia já está recebendo da União estes 22,22%. Falta, portanto, cumprir o acordo que o Estado firmou com seus professores.
Porém, não é só a ausência do repasse que surpreende. Soma-se a isto o posicionamento do Governo do Estado diante de tais fatos.
Desde o início do movimento grevista, o governador não recebeu a direção do Sindicato nem uma única vez! Nas poucas vezes que o governo se dirigiu à categoria, utilizou-se dos meios de comunicação, para tentar desmobilizar o movimento.
Além disso, cortou os salários, o acesso ao Credicesta (Cesta do Povo) e aos empréstimos bancários, na tentativa de sufocar o economicamente o movimento. E – talvez a pior medida de todas – fez aprovar na Assembleia Legislativa a Lei 12.578/2012 que mutilou a categoria, expulsando do atual Plano de Carreira todos os professores não licenciados, colocando-os em um quadro de extinção e isolando-os profissionalmente.
Porém, o que causa forte impacto, não só para os professores como também para a população baiana, não são as ações em si, mas de quem elas vêm.
Se o Governador da Bahia fosse Geddel Vieira Lima, homem historicamente ligado ao empresariado e de um pragmatismo político já conhecido, não haveria grande surpresa. Da mesma forma, se o eleito fosse Paulo Souto, que já foi Governador do Estado apoiado por ACM, não haveria maior espanto. Entretanto, tais medidas, vindas do ex sindicalista e ex parceiro dos movimentos sociais que hoje ocupa o governo, são absolutamente desconcertante.
As atitudes citadas expressam o real programa de governo Wagner para a educação pública. Mais do que mil publicações e discursos, o fato de um governador sequer negociar com uma categoria em greve, que paralisa um milhão e trezentos mil alunos, mostra o nível de importância que ele dá à educação pública, o quanto ele se importa com aqueles que não podem colocar os filhos em uma escola particular, o quanto ele dá valor à qualidade do ensino público.
Ninguém faz greve porque gosta. No Brasil, frequentemente, este é o único meio de uma categoria do setor público conseguir avanços sociais. E greve não é novidade para ninguém.
Entretanto, quando um governador não negocia e permite que um milhão e trezentos mil estudantes entrem no terceiro mês sem aulas, algo errado, que passa de todos os limites, está acontecendo.
Acorda, Wagner!
Graduado em História e em Direito pela Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc). e-mail juliogomesbr@ig.com.br




