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Greve de vigilantes ou de bancos?

Walmir Rosário

De antemão, vou logo avisando: o título acima está correto, pois desta vez não são os bancários que protagonizam o fechamento dos bancos em todo o Brasil. Entretanto, prospera uma dúvida de quem, na realidade, pode ser responsável pelo fechamento dos bancos: os próprios banqueiros ou os sindicatos de vigilantes espalhados pelo país afora?

Na minha simples visão, são os banqueiros, que economizam milhões de reais nas contas de água, luz, telefone, horas extras dos bancários, como normalmente acontece nos movimentos paredistas. Esta greve, tida como dos vigilantes, apresenta um componente diferente, nem mesmo os funcionários de confiança dos bancos aparecem para o expediente interno.

E mais, serviço como o depósito via caixas eletrônicos estavam sendo feitos nos terminais, bem como nos correspondentes bancários (lotéricas, farmácias e outros agentes). Pela primeira vez no histórico anual de greves bancárias isso acontece (deve ser uma inovação). Entretanto, o que não “fecha a conta” é que o acontecimento se dá numa greve que não é dos bancários.

Confesso que não nunca cheguei a conversar com amigos bancários (tenho-os muitos) se realmente eles acreditam que a segurança de suas vidas pode ser creditada aos vigilantes. Tenho diversas e fortes razões para não acreditar, até mesmo pelo histórico das notícias publicadas na imprensa sobre os assaltos a bancos e carros fortes.

De acordo com as notícias, as primeiras vítimas dos assaltantes são justamente os vigilantes, cuja maioria é formada por pessoal sem o devido preparo, sem armas apropriadas e estratégia de enfrentamento. Chego até a pensar que o serviço de vigilância bancária é apenas o cumprimento de alguma portaria (ou coisa que a valha) emitida pelo Banco Central para que as agências possam funcionar.

Ganham os trabalhadores, que recebem um salário para o sustento de suas famílias – mesmo que isso importe não ter a certeza de que chegará no fim do dia em casa –, se locupletam as empresas, embolsando por um serviço que nem sempre tem competência para tal. Com disse antes, são as primeiras vítimas, obrigadas a entregarem as armas, e os que assim não procedem tombam mortos no valoroso exercício da profissão.

Não sou de ir muito às agências bancárias, pois não sou um cliente do jeito que gostam os gerentes dessas instituições, daqueles que tenham muita disposição para emprestar dinheiro barato e tomar empréstimos a juros mais altos. Nem poderia, dado ao meu perfil financeiro e econômico inadequado para as operações. Mesmo assim, sempre que vou, observo atentamente a postura desses trabalhadores.

Geralmente se recusam a conversar com um cliente, mesmo que para dar uma informação, sob a alegação de que é expressamente proibido. Concordo, pois um dos requisitos do vigilante é estar atento, vigilante, para não ser pego de surpresa pelos bandidos. Contudo, esse comportamento não tem o mínimo valor, caso seja solicitado por um bancário a orientar uma fila ou coisa que valha. Como diz o ditado: manda quem pode, obedece quem tem juízo.

Mas voltando ao assunto, se não estou enganado, quem tem a obrigação legal de promover a segurança neste Brasil varonil – de norte a sul, leste a oeste – é o Estado e não o particular. Em nada deveria mudar o comportamento do expediente bancário numa greve de vigilantes, pois as polícias existem exatamente com essa finalidade.

Recuso-me a acreditar – e acredito que os bancários também – que estaremos mais seguros com os vigilantes do que com a Polícia Militar, cujos quadros são formados em segurança. Acredito, ainda, que o trabalho de inteligência das Polícias (militar, civil e federal) daria conta de manter os bancários, clientes e o dinheiro em segurança.

Sei que a greve é o último instrumento a ser lançado mão pelos trabalhadores, entretanto, uma pergunta que deve ser respondida por quem de direito é: a greve prejudica a quem? Aos banqueiros? Não. Aos ricos? Nem um pouco, pois continuam utilizando os serviços bancários, atendidos pelos gerentes. Aos mais pobres? Sim, pois são exatamente esses que não possuem os meios e as tecnologias para receber dinheiro e pagar as contas.

Como sempre, os trabalhadores fazem greve para prejudicar seus semelhantes, enquanto banqueiros e empresários do ramo da vigilância continuam na boa. E tudo sob os olhares complacentes das nossas autoridades, que não necessitam descer dos tronos e pedestais para tratar com o vil metal nas agências bancárias.

Radialista, jornalista e advogado.

Publicada originalmente no www.costasulfm.com.br

WAGNER, A ALEGRIA DA DIREITA NA BAHIA

Julio Cezar de Oliveira Gomes*

A Bahia elegeu o governador Jaques Wagner com a expectativa de ter à frente do estado um governante democrático, que rompesse com a prática do autoritarismo de tão triste memória entre os baianos e fosse sensível aos clamores de movimentos sociais, adotando um trato diferenciado para com os trabalhadores, sobretudo aqueles do serviço público, reconhecendo-lhes direitos, cumprindo a legislação e honrando acordos.

Isso explica o apoio maciço a Wagner quando das eleições, dado pelos movimentos populares, assim como pelos servidores públicos civis e militares, outorgando-lhe expressiva votação.

Pois bem. Uma vez eleito, Wagner passou a afastar seu governo destas bases de apoio, de forma crescente e contínua.

Primeiro indispôs-se com os professores universitários, após uma greve desgastante para servidores e Governo. Depois enfrentou com rigor excessivo a paralização dos policiais militares, afastando-se deles e de suas famílias. Por último, insiste em não negociar com os professores da rede estadual, em greve desde o dia 11 de abril – portanto há mais de um mês – mostrando uma face extremamente autoritária frente às reivindicações desses setores.

Este autoritarismo repressivo pode ser constatado, entre outras ações, pelo corte sem critérios feito nos salários dos servidores em greve, somados à suspensão dos empréstimos consignados e do Credicesta, numa tentativa de minar pela inanição o movimento reivindicatório. São ações de retaliação que nem mesmo os governos carlistas jamais ousaram fazer na Bahia.

Com setores do movimento popular não é diferente. Que o digam as lideranças populares que têm dificuldade crescente em dialogar com um governo cada vez mais fechado em torno da figura do Governador.

Ao agir desta forma, em episódios como a votação e aprovação da nova legislação referente ao Planserv e, mais recentemente, na votação da reforma do Plano de Cargos do Magistério Público Estadual, o governo Wagner, além de posicionar o Executivo de forma contrária aos interesses das categorias citadas, também força aos deputados estaduais a se posicionarem publicamente contra os servidores.

Desmoralizando seu passado de lutas sindicais e populares, o governador fortalece os setores mais conservadores que abriga em seu governo na mesma medida que expõe e fragiliza aos políticos de esquerda que o apoiam, e que se veem na terrível situação de ter de optar entre ficar ao lado do povo e de suas bases eleitorais, ou ao lado de um governo cada vez mais autoritário.

Ao romperem com os setores populares, tanto Wagner quanto os deputados que o apoiam empurram o governo da Bahia para uma posição reacionária, oposta aos interesses da maioria do povo da Bahia manifestado nas urnas.

As consequências destas atitudes junto à população são previsíveis. Ao deixar de identificar-se com a esquerda personificada por Wagner a população tenderá a buscar outros representantes para eleger.

Nesse processo de descredenciamento político, decerto que não serão partidos de esquerda como PSTU, PCO, PSOL ou mesmo o histórico PCdoB que tenderão a crescer, e sim partidos que adotam um viés claramente conservador.

A médio prazo, é o próprio prestígio da Presidente Dilma que poderá ficar comprometido na Bahia, já que seu partido, nestas plagas, torna-se sinônimo de autoritarismo.

O campo de direita existente no governo Wagner deve estar adorando tudo isto, pois não se desgasta ao votar contra servidores públicos, já que sua base de apoio político é outra. Além disso, o Governador consolida-se como parceiro privilegiado do campo conservador, do qual tende a se tornar refém, por ser este o setor político que mais se fortalece no Governo Estadual.

Finalmente, a população se lembrará de que no campo conservador e autoritário há outras opções políticas na Bahia, historicamente muito mais referenciadas com tais condutas. Como se vê, Wagner não joga na lata do lixo somente seu passado político, mas a história de luta e o futuro da esquerda na Bahia.

A Direita tem todos os motivos para comemorar!

*Ggraduado em História e em Direito pela Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc). e-mail juliogomesbr@ig.com.br

Secretário defende mais diálogo

O secretário da Saúde de Ilhéus, Jorge Arouca, admitiu que não é prudente a deflagração de greve pelos médicos do Samu e ressaltou que a secretaria sempre adotou uma postura de diálogo e negociações foram realizadas. “Existem problemas, mas o prefeito vem adotando uma postura democrática e apresentando soluções”. A categoria tem como principais reivindicações aumento salarial, o adicional de insalubridade e o pagamento de férias atrasadas.

Jorge Arouca afirmou que a Secretaria da Saúde passa por processo de reestruturação, com ajustes em diversos setores, inclusive administrativos e financeiros. Quanto às reivindicações feitas pelo pessoal do Samu, o secretário explicou que o serviço atravessa uma crise conjuntural em todo o Brasil e não apenas em Ilhéus. “Nosso maior problema hoje é o atraso no repasse dos recursos dos governos federal e estadual referentes ao custeio do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência.

O secretário informou que o município de Ilhéus não recebe o repasse dessas verbas há três meses, acumulando um déficit de cerca de R$ 400 mil. “Apesar dessas dificuldades, temos honrado o pagamento com recursos próprios, inclusive quitamos o 13º salário e o pagamento referente ao mês de dezembro”, disse.

‘Gatos pingados’ fazem campanha para Dilma em frente à Ceplac

Pra fazer campanha, a turma do PT aparece logo cedo

O que restou de petistas na Ceplac amanheceu o dia na porta da sede regional da Ceplac, na rodovia Ilhéus-Itabuna, com bandeiras e panfletos. Entretanto, por mais que se esforçassem, não conseguiram mobilizar ou sensibilizar os colegas eleitores.

A turma é a mesma que acompanha Geraldo Simões em sua proposta de esvaziar e desmoralizar a Ceplac, apesar das resistências internas, que têm barrado as pretensões do deputado. Ao entrarem na Ceplac, os colegas estranharam os que estavam à frente do portão, logo cedo, já que somente aparecem nesse horário caso haja uma assembleia, ou campanha política.

Parecia até àquela época em que Geraldo Simões esvaziava pneus de carros de trabalho da Ceplac, a exemplo dos ônibus, e colocavam “araldite” nas fechaduras. “Por qualquer motivo declaravam greve, deixando a Ceplac sem funcionar por dias e semanas. Isso mostra a falta de compromisso deles com a instituição que sempre garantiu salário e prestígio para se eleger”, declarou um ceplaqueano.

saúde de ilhéus paga amanhã

Os recursos repassados pelo governo federal referentes ao Piso de Atenção Básica (PAB) foram depositados nesta terça-feira (19), na conta da Prefeitura de Ilhéus e amanhã (20) o salário dos servidores será regularizado, o que garante a normalização dos serviços da atenção básica. A secretaria municipal da Saúde informa que Ilhéus está em dia com as informações destinadas ao banco de dados nacionais e o atraso é de inteira responsabilidade do governo federal.

Apenas seis dos principais postos de saúde de Ilhéus estão fechados desde sexta-feira (15), por conta da paralisação dos profissionais da saúde da área de atenção básica. A principal reivindicação dos servidores é quanto ao atraso no repasse de recursos federais utilizados para o pagamento salarial da categoria. Os seis postos não estão prestando atendimentos à população entre 23 unidades básicas e 14 postos de Saúde da Família.

Taxa do cheque especial aumenta em agosto
 
A taxa média do cheque especial nos bancos em agosto foi de 13,52% ao mês (a.m.), alta de 0,06 ponto percentual em relação ao mês anterior, segundo pesquisa do Procon de São Paulo. A maior alta foi encontrada no Banco do Brasil
 
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Aos 35 anos, quatro dos quais dedicados à arte, Thiago tem despertado a atenção de turistas e nativos pela simplicidade de seus trabalho, com traços e entalhes precisos, retratando animais do bioma Mata Atlântica.
 
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Alto Beco do Fuxico festeja seus 30 anos
 
Saudosismo, amizade, cachaça da boa, cerveja bem gelada, mocofato preparado por Danilo, música de todos os gêneros e para atender todos os gostos. Esse foi o combustível que moveu membros da Confraria do Alto Beco do Fuxico, os acadêmicos da Academia de Letras, Artes, Música, Birita, Inutilidades, Quimeras, Utopia e Etc. (Alambique), além de outros frequentadores do Alto Beco do Fuxico.
 
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