CIA DA NOTÍCIA

Posts Tagged ‘Gustavo Lisboa’

“Matou a família e foi ao cinema”

Azevedo e Fernando Gomes juntos, foto cada vez mais difícil

Para quem pensa que a visita de Fernando Gomes ao prefeito Capitão Azevedo é um sinal de apoio à reeleição do alcaide, “pode tirar o cavalinho da chuva”. É o que dizem pessoas muito próximas do ex-prefeito de Itabuna, ao analisar a visita feita por ele nesta sexta-feira (9) ao Centro Administrativo Firmino Alves, que sedia a Prefeitura.

Esses amigos dizem que Fernando Gomes não foi à Prefeitura para manter nenhum tipo de conversa com Azevedo e sim tratar de negócios com alguns dos seus ex-colaboradores que ocupam cargos no governo municipal. Entre esses amigos, o secretário da Fazenda, Geraldo Pedrassoli, o secretário da Educação, Gustavo Lisboa, o secretário da Administração, Maurício Athayde, e o superintendente da Agência de Regulação, Controle de Fiscalização dos Serviços Públicos do Município de Itabuna (Arsepi), Jorge Vasconcelos.

Como Fernando Gomes estava na Prefeitura, alguns desses secretários ligaram para o prefeito Azevedo, pedindo, encarecidamente, que voltasse para a Prefeitura, já que seria uma ótima oportunidade de demonstrar que Fernando Gomes poderia emprestar apoio político-eleitoral. E assim Azevedo fez.

Como Fernando Gomes é um político que sabe separar adversários de inimigos, cumprimentou Azevedo, bateu papo, e até brincou com o atual prefeito, uma cria sua que se insurgiu contra o criador. Prova disso é que Fernando Gomes não se furta de tecer críticas à péssima administração de Azevedo, que teria preterido alguns nomes indicados por Fernando, chamados depois para a administração com a finalidade de “salvar” o governo.

Premiação e cantatas encerram 11ª edição do Pátria Amada

Evento de premição do Pátria Amada

Com a solenidade de premiação dos vencedores, realizada na última terça-feira (6), e as Cantatas de Natal, que serão promovidas nesta quinta e sexta-feira (8 e 9), a Secretaria da Educação (SEC) de Itabuna encerra a 11ª Edição do Concurso do Programa Pátria Amada, desenvolvido entre os alunos e professores da Rede Municipal de Ensino. Desta vez, a temática abordada no concurso foi as novas Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) – “Educação.Com Ciências e Tecnologia”.

O secretário da Educação, Gustavo Lisboa enfoca que a proposta do Pátria Amada é promover, a partir da abordagem de temas ligados ao desenvolvimento humano na escola, a construção de uma sociedade mais igualitária, justa e fraterna. “Essa contribuição do Natal vem no sentido de fortalecer a família, é um momento especial de reflexão sobre as relações pessoais, aos atos cometidos, sobre a conduta social e o que as famílias precisam atentar para que todos vivam em harmonia”, elucida o secretário.

O secretário da Educação, Gustavo Lisboa enfoca que a proposta do Pátria Amada é promover, a partir da abordagem de temas ligados ao desenvolvimento humano na escola, a construção de uma sociedade mais igualitária, justa e fraterna. “Essa contribuição do Natal vem no sentido de fortalecer a família, é um momento especial de reflexão sobre as relações pessoais, aos atos cometidos, sobre a conduta social e o que as famílias precisam atentar para que todos vivam em harmonia”, elucida o secretário.

Comissão vem discutir Ufesba

O funcionamento da Ufesba começa a ser discutido

Uma comissão integrada pelos professores Luis Rogério Leal Bastos, Dirceu Martins, Marcelo Embiruçu, Joana Angélica Guimarães da Luz e Eduardo Luiz Andrade Mota, da Universidade Federal da Bahia, chega à Itabuna na quinta-feira (10) para uma audiência pública no auditório da FTC sobre o projeto de implantação da Universidade Federal do Sul da Bahia (Ufesba), que segundo o projeto 2207, em tramitação na Câmara Federal, terá sua reitoria em Itabuna e campi em Porto Seguro e Teixeira de Freitas.

O anúncio foi feito pelo secretário da Educação de Itabuna, Gustavo Lisboa, ao participar na Câmara Municipal de Itabuna, de um Seminário de Implantação da Ufesba, coordenado pelo vereador Wenceslau Júnior e com as participações do vice-prefeito de Itabuna, Antônio Vieira; do professor Antônio Simões, da Secretaria de Ensino Superior do MEC –Sesup; da deputada federal Alice Portugal, do PCdoB; da pró-reitora de graduação da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), Dinalva Melo; da vice-reitora da Uesc, Adélia Pinheiro e do representante dos estudantes da Uesc, Tiago Fernandes.

EXCLUSIVA – Cursos para UFESBA serão discutidos ainda este mês

O secretário Gustavo Lisboa está empolgado com a implantação da Ufesba

Um amplo debate com a sociedade regional está agendado para o período de 25 a 28 de outubro com a finalidade de debater os cursos que deverão ser oferecidos pela Universidade Federal do Sul da Bahia (Ufesba). a informação foi prestada pelo secretário da Educação de Itabuna, Gustavo Lisboa, que esteve em Brasília para acertar a realização do encontro.

Segundo Gustavo Lisboa, por determinação do Ministério da Educação, a Ufesba será tutelada pela Universidade Federal da Bahia (Ufba) e, de acordo com informações prestadas pelo Chefe de Gabinete da Reitoria da Ufaba, Fernando Rego, todos os esforços serão envidados para  acelerar a elaboração de uma proposta para a Ufesba.

Reuniões com essa finalidade já foram realizadas nas cidades de Porto Seguro e Teixeira de Freitas, que abrigarão campi da Ufesba. Na opinião do professor Gustavo Lisboa, a nova universidade representa o maior avanço na área intelectual do Sul da Bahia, região que vem se desenvolvendo e que terá a oportunidade de formatar cursos capazes de formar os profissionais responsáveis pela inovação necessária do Sul e Extremo Sul.

Educação promove encontro

Diretores e coordenadores das escolas da rede municipal de ensino  participaram, na manhã desta terça-feira (30), do III Encontro de Gestores Municipais, promovido pela Secretaria da Educação (SEC) de Itabuna. O evento foi realizado no auditório da Faculdade de Tecnologia e Ciência (FTC) e serviu para informar e orientar os participantes sobre as ações desenvolvidas pela da SEC do município.

De acordo com a assessora do Departamento de Educação Básica, Tânia Maria Souza, esse tipo de encontro também está previsto no calendário anual de eventos da SEC e serve para tratar de assuntos que interessam a todos os envolvidos com a educação básica no município, desde professores, coordenadores e diretores aos alunos do ensino fundamental.

Do Público ao Privado

O TRIUNFO DAS NULIDADES I

Ramiro Aquino desnuda os bastidores dos palanques

Esta semana, em artigo publicado na imprensa, o jornalista, radialista e cerimonialista Ramiro Aquino expôs, com todas as cores, a intolerância dos petistas que governam a Bahia. Numa espécie de “tomografia computadorizada”, do comportamento nada condizente com o discurso, a assessoria do governador Jaques Wagner dá uma demonstração de como tratar com desprezo os pobres mortais.

Para embasar o artigo, Ramiro Aquino fez comparações – vividas e presenciadas em palanques – das assessorias e cerimoniais dos governos de Antônio Carlos Magalhães e Paulo Souto. A empáfia dos petistas do “núcleo duro” de Jaques Wagner é de uma arrogância ímpar, tratando, não só os profissionais de imprensa, marketing e promoções, bem como autoridades convidadas para os eventos.

O TRIUNFO DAS NULIDADES II

Em Itabuna, a turma da arrogância de Jaques Wagner chegou ao cúmulo de barrar o Bispo Diocesano de Itabuna, Dom Ceslau Stanula, de uma cerimônia no Hospital Calixto Midlej Filho, onde a Santa Casa de Misericórdia de Itabuna e o Governo do Estado celebravam um convênio. Nem mesmo nos tempos da ditadura militar que assolou o Brasil durante 21 anos se viu falta de respeito tamanho.

Não consta nos anais da história, mesmo nos tempos em que a ditadura militar mais recrudesceu, tamanha estupidez, ao se desrespeitar a maior autoridade eclesiástica da cidade, numa cerimônia eminentemente política e realizada apenas para “passar manteiga na boca de gato”, como se diz comumente na gíria. Não havia, sequer, a desculpa de assuntos restritos da “segurança nacional”, como gostavam de dizer os militares.

O TRIUNFO DAS NULIDADES III

Enquanto em palanque o governador Jaques Wagner diz coisas amenas e beira à pilheria, no sentido de continuar o discurso do ex-presidente Lula, seus asseclas distribuem arrogância, ignorância, mal educação. É o poder em mãos erradas, mal utilizado por pessoas despreparadas e que não conseguem sobreviver por muito tempo, haja vista o mal-estar que conseguem causar em muitas pessoas em tão pouco tempo.

E essa arrogância de má uso do poder está em todos os segundos, terceiros, quartos escalões, que formam um verdadeiro “cordão dos bajuladores”, o conhecido puxa-saco, que querem mostrar serviço prestando um desserviço aos que servem. Como bem disse Ramiro Aquino, chegam ao extremo da truculência, seja ela de ordem física ou moral, na tentativa de afastar pessoas dos “chefes”. Em virtude do despreparo, têm medo da própria sombra.

O TRIUNFO DAS NULIDADES IV

No caso de Itabuna, durante a inauguração do Sest/Senat, a animosidade entre a comitiva do governador Jaques Wagner começou ainda no auditório da FTC, por ocasião da assinatura simbólica do convênio do programa “Todos pela Escola”. Lá, como dissemos aqui na semana passada, um “borra-botas” da Secretaria da Educação (não seria o lugar ideal para lotar uma pessoa dessa) tentou criar um atrito entre o secretário da Educação da Bahia, Osvaldo Barreto, e o secretário da Educação de Itabuna, Gustavo Lisboa, mas sem sucesso devido ao alto nível dos dois personagens.

Mas, durante a inauguração, não perderam tempo, e num ato de estrelismo, desconhecem pessoas, tentam desqualificar autoridades, e assim procederam com o prefeito de Itabuna. Se existem diferenças que as “costuras” sejam feitas pelos ”bombeiros políticos”, que conhecem do mister e não pelos pretensos profissionais de cerimonial, de jornalismo, de marketing. Lembro-me muito bem da preocupação do “cacique” Antônio Carlos Magalhães ao recomendar que em seu palanque subissem todas as lideranças locais, apesar das divergências existentes entre eles. É a arte de “ciscar pra dentro”, não a de espalhar.

O TRIUNFO DAS NULIDADES V

Se nos muitos palanques do governador Jaques Wagner acontece esses entreveros com frequência, imagine a “seleção étnica” feita antes de o avião pousar no aeroporto. Os profissionais de imprensa são tratados com má educação pelo fotógrafo do governador, um tal de Manu Dias, pessoa sem princípios e totalmente despreparado para a função que exerce ou que demonstra exercer.

Acredita ele, o tal Manu, que a imprensa das cidades do interior da Bahia são integradas por profissionais incompetentes, sem preparo, ou bajuladores da sua espécie. Olha para o equipamento dos fotógrafos, para os gravadores dos repórteres como a desdenhar da qualidade, comparando-os com o que porta, talvez de propriedade do Governo do Estado. Saiba, Manu Dias, a importância desses profissionais, com a mesma formação dele, acredito, na elaboração e divulgação das matérias jornalísticas do Governo do Estado, em grande parte promessas, muitas das quais feitas para não serem cumpridas.

A FALSA VISÃO DA ESTADISTA

A imprensa internacional ficou estarrecida com o volume de corrupção no Governo Federal do Brasil e pelo baixo índice de punição dos culpados. Mais, ainda, sobre o comportamento das autoridades brasileiras em relação à escolha de ministros e demais cargos de confiança sem a devida preocupação quanto a questões simples e primária como a ética e honradez. Dessas pessoas, pelo menos se espera, dependem o presente e o futuro do país.

Entretanto, para refutar qualquer insinuação ou repercussão das matérias divulgadas pela imprensa internacional, a presidenta Dilma Rousseff, grande promotora da “limpeza ética”, tenta desconstruir as informações com um argumento singelo e que não se sustenta. Para a presidenta, “Estrangeiro não conhece a política brasileira”. Sim, presidenta, até aí a senhora está certíssima, pois, infelizmente, a política brasileira está “atolada” de pessoas e atos nefastos, que dificulta a um cidadão de qualquer país do mundo aceitar “a farra feita com o dinheiro público”.

O desentendimento é somente em relação à política brasileira, que permite a roubalheira de forma arraigada e sem punição.

NAMORO PRA CASAR I

As conversas se repetem, mas nem todos atores participam

Ultimamente tem aumentado os encontros realizados pela base governista municipal de Ilhéus com os partidos afinados no propósito de que Ilhéus não retroceda e se curve às velhas e nada saudáveis práticas de fazer política. Têm dividido frequentemente uma mesma mesa o vereador Alcides Kruschewsky, do  Partido Socialista Brasileiro (PSB), o secretário municipal de Governo e Ações Estratégicas, Magno Lavigne (PSB), e até mesmo o médico Rui Carvalho, pré-candidato a prefeito pelo Partido Republicano Brasileiro (PRB) e o vice-prefeito Mário Alexandre.

Pelo andamento e frequência das conversas, o “namoro” tem se mostrado firme e promete “casamento”, haja vista que os propósitos são idênticos. De um lado, o PSB com seu pré-candidato, de outro o PRB, também com pretendente ao Palácio Paranaguá. Nessa esteira, outros partidos e pessoas conversam sobre a sucessão, a exemplo de Cacá Colchões, que poderá ampliar essa coligação.

NAMORO PRA CASAR II

Como sempre, quem parece não se manter muito interessado nessas conversas é o Partido dos Trabalhadores (PT), que está sob “fogo cruzado”. “Chovem balas” por todos os lados, como é próprio das facções do partido, dividido entre as lideranças de Josias Gomes, sumido da região cacaueira; Geraldo Simões, que mesmo chefiando a parte mais fraca consegue fazer zoada; e a ameaça de bombas vindas do Palácio de Ondina.

Partido de tantos caciques locais, o PT sofre ao “provar do próprio veneno” ao ser submetido às pressões de instâncias superiores, onde decidem “bispos e cardeais” e enfiam coligações e candidatos “goela abaixo” dos militantes, que se tornam massa de manobra da elite palaciana. Por enquanto, nada dizem, nada ouvem, nada enxergam.

Mas, na hora certa, os petistas ouvem o recado dos chefes, desprezam os valores pregados, e como uma boiada rumo ao matadouro, entram na campanha imposta de cima pra baixo. Como dizem os entendidos: “Manda quem pode, obedece quem tem juízo”.

A CONTRAMÃO DE AZEVEDO I

Para alguns políticos, a nomeação de Sandra para a Ficc é uma vingança do prefeito Capitão Azevedo contra Roberto de Souza

As últimas nomeações feitas pelo prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo, dão sinais límpidos e claros que para ele Itabuna pouco importa e o alvo a ser atingido é a reeleição, custe o que custar. Com isso, loteia a prefeitura, abrigando amigos e inimigos, não importando qual o tamanho do botim a ser conquistado por cada um deles.

O último exemplo dado comtempla o vereador Roberto de Souza, que até pouco tampo atrás prometia cassar Azevedo pelos desmandos praticados contra a administração pública. A ameaça se estendia por um estágio do prefeito na cadeia, tendo em vista o “alto grau das irregularidades cometidas com o dinheiro público”. Mas hoje isso é coisa do passado, que não deve ser lembrada para não causar constrangimentos a ambas as partes.

A CONTRAMÃO DE AZEVEDO II

É verdade que os arroubos do vereador Roberto de Souza cessaram, não por ter modificado seu pensamento, mudado de ideia ou ter novo ponto de vista após analisar as denúncias feitas anteriormente e considerá-las injustas, descabidas. Nada disso, pelo contrário, sua percepção continua a mesma, só que a interpretação é outra totalmente diversa da que expunha num passado nem tão recente.

Sem o poder na mão, já que perdeu a hegemonia de anos e anos na administração da Câmara, na qual mandava e desmandava, controlando, com seu grupo, as mesas diretoras que passavam, ficou sem pai nem mãe, como se diz na gíria. A intuição política ou a necessidade de sobrevivência apontou-lhe novos rumos, pousos mais seguros, pastos mais verdejantes para o exercício da política e a possibilidade de reeleição.

A CONTRAMÃO DE AZEVEDO III

Enquanto o vereador Roberto de Souza resolveu parte de seus problemas políticos e financeiros, indicando sua esposa Sandra de Souza para a presidência da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (Ficc), Capitão Azevedo ganha novas dores de cabeça. Sim, isso mesmo. A base aliada está irada com o ingresso do adversário – chamado antes de inimigo – na chamada “batucada”, enquanto eles, que “deram o sangue” a vida inteira sequer conseguem combustível político suficiente para o dia-a-dia.

A revolta é geral, pois quando Roberto de Souza era o todo-poderoso da Câmara de Vereadores, tratava os colegas da oposição como “vereadores canela seca”, sem direito às mordomias existentes na Casa, destinadas apenas aos amigos e correligionários. Os recursos para as viagens diversas sobre o pretexto de participação em congressos e seminários eram apenas para a base aliada, que dava sustentação à mesa diretora. É certo que alguns vereadores conseguiam “furar esse bloqueio” com promessas de outros mimos, interesses maiores, mas eram apenas alguns.

A CONTRAMÃO DE AZEVEDO III

Se esses problemas são contornáveis, outros são considerados impossíveis ou podem requerer mais trabalho, a exemplo da pouca afeição da presidenta da Ficc às artes, ao conhecimento da cultura e das políticas culturais. Se com Cyro de Mattos, que conhece do riscado, já era ruim, imagine sem ele. Não pela presença física, mas pela falta de intimidade com os projetos, pela habilidade em percorrer os caminhos e meandros da política para conseguir os recursos necessários.

De antemão, nada tenho contra a dona Sandra e tampouco desqualifico sua competência para transpor as dificuldades que surgirão no desempenho do cargo, mas alerto apenas para as qualificações necessárias e as credenciais exigidas. Não espere a presidenta que os artistas das mais diversas linguagens e expressões atuem como serviçais ou cabos eleitorais. Pelo contrário, o público, ou melhor, clientes da Ficc são pessoas que conhecem a sua cidadania e os deveres do Estado para com a cultura.

A CONTRAMÃO DE AZEVEDO IV

As cobranças surgirão e serão muitas, vindas de todos os lugares, mesmo os mais recônditos, e sobre todas as formas de expressão. Não acredito ter conhecimento a presidenta Sandra de Souza da realidade cultural dos bairros itabunenses, o que se faz de cultura no Corbiniano Freire, no Novo Horizonte, no Maria Pinheiro, no Pedro Gerônimo ou no São Lourenço. Ainda existe a cultura do Góes Calmon, do Jardim Vitória, cuja responsabilidade do Estado pe provê-las.

Não sei a origem dos recursos que estarão à disposição da Ficc, mas vou logo avisando: não virão do tesouro municipal, cujo governo trata a cultura a “pão e água”, quando muito. Azevedo, quando muito, acredita apenas no pagamento dos salários dos cargos de confiança ou empregados do quadro. Quanto ao restante, segundo ele, deve vir da inventividade do ocupante do cargo, mesmo que não tenha condições de autorizar uma diária para se deslocar a Salvador para apresentar um projeto.

Por fim, há quem diga que a vingança é um prato que se come frio e que agora o prefeito Capitão Azevedo se vingará de todas as perseguições feitas por Roberto de Souza contra ele, quando ainda era o todo-poderoso da Câmara.

Tem sentido!

UM CENTENÁRIO DE PROBLEMAS

Como sempre, os problemas regionais são tratados de forma grosseira, sem responsabilidade, por não haver interesse da população em cobrar dos governantes as promessas feitas e não cumpridas. Um exemplo disso é o Porto de Ilhéus, que completa 100 no mesmo estado de penúria. Bastaria uma pesquisa nos jornais das mais diversas datas para observarmos que a audiência pública realizada pela Câmara de Ilhéus é apenas mais uma das tantas mobilizações feitas nesses anos que se somam a 100.

O olhar operoso dos sindicalistas, a boa vontade dos vereadores em buscar soluções não encontram eco e sensibilidade entre as prioridades eleitas pelos governantes. Aqui se apresentam os problemas, que são minorados pelos representantes da Codeba. Rebatem os problemas com reclamações contra a burocracia, apresentam relatórios, dizem que os recursos estão disponíveis, mas as obras não saem. É a tática utilizada pelo poder: “não ir de encontro ao povo, enchê-lo de promessas e ir levando com a barriga”.

BOA NOTÍCIA

Esta veio do jornal O Estado de São Paulo, edição deste sábado (20). “A presidente Dilma Rousseff deu demonstrações de ignorar a inquietação do PT nos bastidores com o impacto político da “faxina” iniciada em julho em ministérios e autarquias federais. Dilma afirmou que o governo federal irá continuar a combater os “malfeitos” na máquina pública e ressaltou que a base aliada no Congresso Nacional também não concorda com a existência de irregularidades na administração federal. Parte do PT, conforme reportagem do Estado publicada sexta-feira (19), teme que as medidas carimbem o governo Lula como corrupto.

A presidente voltou a defender presunção da inocência e destacou que o governo federal respeita os direitos individuais e a dignidade humana. Ela comentou ainda reportagem publicada ontem no site da revista inglesa The Economist, segundo a qual a “faxina” que vem sendo promovida pela presidente na Esplanada dos Ministérios pode lhe trazer problemas no Congresso Nacional.

CONTAM POR AÍ…

Vascaíno até a medula, o prefeito de Ilhéus, Newton Lima, não abre mão de suas convicções quando o assunto é o seu time de coração. Esportista de quatro costados, Newton não dispensa uma partida de futebol, que vai desde o simples “baba” até jogos de futebol de quadra, passando pelo futebol de salão. Não importa o motivo do jogo, ele se apresenta para fazer seus gols e jogar conversa fora com uma cervejinha depois do jogo, como sempre fez, desde a juventude.

Como bom vascaíno, Newton Lima detesta os adversários, especialmente os do Rio de Janeiro, velhos conhecidos do Campeonato Carioca, Taça Guanabara, e porque não do Campeonato Brasileiro, onde todos disputam entre si. Mas, um destes times cariocas é o que ele mais detesta: o Flamengo, cuja torcida gosta de “tirar sarro” dos torcedores adversários, além da algazarra que fazem durante os jogos, barulheira que é ampliada geometricamente quando vencem um jogo.

Mas a rivalidade entre vascaínos e flamenguistas vai além das disputas das partidas e se estende pelo dia-a-dia, com gozações de ambos os lados. Como dizem que o Flamengo tem uma torcida superior – numericamente – a do Vasco, os cruzmaltinos costumam sofrer com mais intensidade. Pior do que as algazarras durante os jogos, é ouvir dos flamenguistas que o Vasco – orgulho dos “portugueses cariocas” é o campeão entre os vice-campeões do Rio de Janeiro, haja vista o acúmulo de derrotas nas partidas decisivas das várias edições do Campeonato Carioca e da Taça Guanabara.

Pois bem, se a simples gozação “ninguém aguenta”, imagine passar por outros tipos de constrangimento. Ainda mais quando o torcedor é político, classe conhecida por tentar agradar – indistintamente – aos pretensos eleitores, seja a que título for. Mas quando o assunto é futebol, a velha rivalidade entre os times do chamado “Clássico dos Milhões” – uma referência à quantidade de torcedores que consegue reunir numa partida –, o “buraco é mais embaixo”, como diria o filósofo carioca “Neném Prancha”.

Dias desses, ao participar do velório de um grande amigo, Newton Lima – católico fervoroso que é – cantava e rezava com outros presentes, seguido o ritmo do Padre Cristo, que “encomendava” a alma do finado a Deus. Lá pras tantas, não é que o Padre Cristo – também deve ser flamenguista – puxa o hino do Flamengo, considerando que seria uma última homenagem ao finado, torcedor fanático do time da Gávea.

Enquanto grande parte dos presentes fez coro acompanhando o Padre Cristo, Newton Lima parou – de chofre, como se diz – e ficou quieto. Ao seu lado, o secretário de Governo, Magno Lavigne, flamenguista de quatro costados, a título de gozação, tenta entusiasmar o prefeito a cantar o hino do Flamengo.

– Canta, Newton, canta, todo o mundo está olhando. Lembre-se que é uma última homenagem a um amigo – provocava.

E Newton Lima permanecia calado, sem esboçar qualquer reação, apesar dos constantes apelos do colaborador.

Enquanto não acabou a música, Newton permaneceu impassível. Na saída, não se conteve e disse a Magno Lavigne:

– Ora, Magno, o amigo precisava de oração, o que fizemos, quanto a time de futebol é assunto para os que ficam – e saiu sem falar mais nada.

Gustavo Lisboa não quer candidatura, pelo menos por enquanto

Gustavo Lisboa já definiu outra prioridade, pelo menos, por enquanto

O secretário da Educação de Itabuna, Gustavo Lisboa, não admite, em qualquer hipótese, se candidatar a cargos eletivos, de qualquer nível, tampouco assumir novas obrigações em instituições diversas. Lisboa, que é professor da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), tem como prioridade a realização do seu doutorado em educação, em área ligada à administração municipal.

Em vista disso, apesar de conversas sobre política com qualquer pessoa, de início, vai logo avisando de seus objetivos e desconstruindo as argumentações apresentadas para que se candidate à Prefeitura de Itabuna. Filiado ao Democratas, é o “candidato” preferido do ex-prefeito Fernando Gomes, com quem conversou recentemente, inclusive sobre política e a campanha do próximo ano.

Entretanto, ao contrário do que se divulgou, Gustavo Lisboa, ao receber o convite para almoçar com Fernando Gomes, por questões éticas, comunicou o convite ao prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo, a quem também disse qual o assunto que iria conversas e qual a resposta que daria.

Por enquanto, os partidos podem tirar o “cavalo da chuva”, até que Gustavo Lisboa emplaque o título de doutor. Infelizmente, Itabuna vai ter que esperar mais um pouco para ter um administrador que saiba cumprir os compromissos assumidos com a população.

Gustavo Lisboa é secretário da Educação de Itabuna pela segunda vez consecutiva e é considerado um administrador cuidadoso e exigente, planejador, e que sabe ouvir clientes e colaboradores. Durante esses quase sete anos à frente da Pasta, a Educação vem conseguindo avanços significativos, o que é reconhecido pelos adversários.

Do Público ao Privado

TODOS PELA ESTUPIDEZ I

Apesar do nome “Todos pela Escola”, o programa da Secretaria da Educação do Governo do Estado da Bahia poderia ser chamado de “Todos pela Estupidez”, fosse observado pelas atitudes do seu coordenador, Clóvis Caribé. Em Itabuna o coordenador deu uma grande demonstração do seu despreparo para coordenar um programa de educação, haja vista sua intolerância e seu radicalismo com representantes de prefeituras cujos prefeitos não pertencem à base aliada ao Governo do Estado.

Ao lançar o programa em Itabuna, no dia 28 de julho deste ano, por ocasião do dia em que se comemoravam os 101 anos da cidade, o despreparado Clóvis Caribé, não viu com “bons olhos” o bate-papo entre o secretário da Educação do Estado, Osvaldo Barreto, e o secretário da Educação de Itabuna, Gustavo Lisboa. A atitude imbecil de Clóvis Caribé tinha apenas um motivo: a raiva pela simples razão do Município de Itabuna não ter aderido, de imediato, ao programa.

TODOS PELA ESTUPIDEZ II

Assim que foi encerrada a solenidade de lançamento, com a assinatura representativa de dois prefeitos da região ao programa “Todos pela Escola”, os dois secretários, amigos de antes, conversavam animadamente sobre assuntos diversos, inclusive educação. Ao avistar os dois, Clóvis Caribé, de imediato, passou a assacar, raivosamente, contra o secretário de Itabuna, Gustavo Lisboa, se dirigindo ao secretário Osvaldo Barreto.

Secretário, não adianta o senhor perder tempo com esse cara. Ele não quer nada com o programa o que demonstra que não tem responsabilidade com a educação de Itabuna assacou Clóvis Caribé.

Atônito, o secretário Osvaldo Barreto fez um gesto de desagrado pela atitude imbecil de Clóvis Caribé e continuou a conversa com Gustavo Lisboa, como se nada tivesse acontecido.

Isso foi o bastante para que Clóvis Caribé voltasse à carga de forma mais raivosa ainda, creditando a Gustavo Lisboa não ter aderido ao programa por razões partidárias, já que Itabuna tem como prefeito um filiado do Democratas (DEM). E Caribé teve como resposta de Gustavo:

É secretário, eu estava avaliando o programa, mas diante da agressividade e da estupidez do seu coordenador, é impossível qualquer tipo de conversa futura. Se é deste modo que a educação é tratada por esse moço, coitado do povo baiano – finalizou a conversa Gustavo.

BRINCANDO COM A SAÚDE I

O Hospital de Base é alvo de cobiça por parte dos governos municipal e estadual

Enquanto as autoridades municipais e estaduais disputam o poder sobre o Hospital de Base Luiz Eduardo Magalhães (HBLEM), a população de Itabuna e região, que depende do atendimento médico para preservar sua vida sofre sem conseguir ser atendida. A briga mesquinha é para saber quem dá mais para o outro gastar e manter seus apaniguados nos cargos de confiança existentes e recebendo salários a peso de ouro.

E a queda-de-braço travada entre o prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo, e o governador do Estado, Jaques Wagner, beira às raias do absurdo. Azevedo quer mais dinheiro para o HBLEM, um hospital municipal que não tem outra fonte de receita se não o Sistema Único de Saúde (SUS). De hipótese alguma o prefeito de Itabuna e sua equipe concordam em estudar novas fontes de receita ou novos métodos de gestão para o combalido hospital, que presta um serviço ruim à população, por não dispor das condições ideais de atendimento, a exemplo de uma equipe médica satisfeita, corpo funcional idem, e materiais e equipamentos à disposição.

BRINCANDO COM A SAÚDE II

Pelo andar da carruagem, a população ainda vai ter muito que esperar, se não morrer antes. Nenhuma das duas partes propõe um pacto ou uma proposta diferente, senão a de “me dê o dinheiro para eu gastar”, do lado do prefeito; e “me dê o hospital que administro e coloco dinheiro no caixa”, esta proposta pelo Governo do Estado.

A disputa é apenas pela municipalização ou estadualização do Hospital de Base Luiz Eduardo Magalhães. Nada além desse propósito. Enquanto Capitão Azevedo diz que precisa de R$ 1 milhão a mais por mês para manter o hospital, Jaques Wagner diz que tem dinheiro suficiente para investir no HBLEM, mas só se administrar o hospital. A conclusão é que nem Azevedo acredita que Wagner tem competência para administrar o HBLEM, nem Wagner tem confiança em deixar o dinheiro para Azevedo administrar.

BRINCANDO COM A SAÚDE III

Enquanto a queda-de-braço persiste, as desconfianças mútuas são lançadas ao vento, o povo padece. Nada, nada, entretanto, parece comover as duas autoridades (municipal e estadual) para as vidas ceifadas por falta de atendimento médico. O que mais interessa é o dinheiro que poderão administrar, os afilhados que poderão manter nos cargos, as vantagens políticas que irão auferir com a miséria alheia, diga-se, de passagem, provocada por eles mesmos.

Agora, além do prefeito e governador, também tentam se apoderam do botim resultante da guerra sofrida com o Hospital de Base os deputados federal e estadual. O primeiro deles foi Augusto Castro, que “vendeu” proposta milagreira ao prefeito Capitão, e emplacou o atual secretário da Saúde, Geraldo Magella, prometendo mundos e fundo e prazo para trazer de volta a gestão plena do SUS.       

BRINCANDO COM A SAÚDE IV

Ledo engano. Aos poucos, a comunidade foi conhecendo o currículo do secretário Magella, desfazendo o mito de gestor capaz de abrir gabinetes em Salvador e Brasília, mandar e desmandar nas autoridades da saúde. Outro mito desfeito é o poder exercido pelo deputado Augusto Castro – padrinho político de Magella – quanto à influência junto ao Governo do Estado e Federal para devolver a gestão plena.

Em seguida, foi mostrado à comunidade que o “salvador da pátria” prometido a Azevedo tinha sido um dos algozes da saúde de Itabuna, tendo contribuindo, decisivamente, para retirar a gestão plena da Prefeitura de Itabuna. Ou seja, o feitiço voltou-se contra o feiticeiro. Quem agiu em conjunto com petistas e comunista contra a gestão plena do SUS Itabuna não conseguiu reverter o quadro.

BRINCANDO COM A SAÚDE V

O deputado Augusto Castro, que tentou se aproveitar da situação, não avaliou que a questão era política e não de ordem econômica, estas suas “velhas conhecidas” às quais se propõe a resolvê-las para os municípios junto aos governos do Estado e Federal. Desta vez a questão é outra, bem mais complicada, por se tratar de questão político-partidária, com desdobramentos na eleição municipal de 2012.

Ao Capitão Azevedo, que tem como consultores políticos o soldado Pinheiro, a secretária Joelma e Carlos Burgos, faltou ouvir alguém mais experiente em política, para saber que, da forma que agiu na campanha eleitoral não conseguiria formar uma base parlamentar. Tentou “enrolar” os candidatos com apoios fictícios e o resultado foi pífio, não conseguindo eleger um deputado de Itabuna, além do fato de, praticamente, todos eles pertencer às bases governistas. Ouvem as reivindicações, mas não conseguem modificar o status quo.

BRINCANDO COM A SAÚDE VI

O mesmo recado serve também para o deputado estadual Coronel Gilberto Santana, que vem trazendo comissões da Assembleia Legislativa para conhecer e debater os problemas de diversos municípios, incluídos, aí, Itabuna. Santana, em que pese sua boa vontade em fazer tudo de acordo com o regimento da Assembleia Legislativa, não conseguirá o seu intento, pelo menos por agora, às vésperas da campanha político-eleitoral de 2012.

O poder executivo não respeita os problemas do povo. Essa é uma realidade própria dos governos impostos pela força ou pela enganação, através da farsa do populismo, continuada nas administrações, com o controle dos meios de comunicação e das lideranças. Esses governos têm como características principais o “complexo de Jeca”, atuando sempre na defensiva, buscando ser reconhecido como o “coitadinho”, reclamando de tudo e de todos, quando colocado em xeque pelos seus erros.

INVERSÃO DE VALORES I

Nove senadores já se inscreveram para falar na sessão Plenária do Senado de segunda-feira (16) em apoio às ações da presidente da República, Dilma Rousseff, no combate à corrupção. A informação é do senador Pedro Simon (PMDB-RS), que está à frente do que chamou de “movimento” de suporte à chefe do Poder Executivo, atualmente às voltas com pressões em sua própria base parlamentar contra uma ação moralizadora, segundo o noticiário.

Além do próprio Simon, estão inscritos Cristovam Buarque (PDT-DF), Ana Amélia Lemos (PP-RS), Paulo Paim (PT-RS), Marcelo Crivella (PRB-RJ), Pedro Taques (PDT-MT), Wilson Santiago (PMDB-PB), Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) e Eduardo Braga (PMDB-AM). Conforme a assessoria do parlamentar peemedebista, Simon conta ainda com Luiz Henrique (PMDB-SC), Casildo Maldaner (PMDB-SC) e Roberto Requião (PMDB-PR), entre outros.

INVERSÃO DE VALORES II

A notícia acima parece ser um acinte e soa estranho por ser a corrupção uma prática nociva não só à democracia, mas à vida em sociedade, principalmente num país do tamanho e importância no contexto internacional como o Brasil. O correto é não haver esse tipo de prática na máquina pública, mas, em existindo, o correto é a devida providência a ser tomada pelas polícias e a Justiça.

Dentro da normalidade democrática não seria cabível esse tipo de apoio, de forma explícita e anormal de uma das casas legislativas, no caso o Senado Federal. Esse esforço dos senadores não deveria tomar o tempo dos debates no plenário, para não parecer que o combate à corrupção dependa do apoio político de deputados e senadores ao poder executivo.

LEILÃO EM ILHÉUS

Numa promoção conjunta, a Associação de Criadores de Ilhéus e a Rancho Leilões realizam no sábado e domingo (20 e 21 de agosto), no Parque de Exposições de Ilhéus, leilões mistos com animais de reconhecida qualidade. O evento, segundo o presidente da Associação Ilheense dos Criadores, João Bittencourt Neto, tem a finalidade de melhorar a qualidade genética dos animais no município, aumentando a produção na zona rural.

No sábado (21), a partir das 19 horas, será realizado o leilão de 40 lotes de muares, ovinos e animais de sela de diversas raças, a exemplo de mangalarga marchador, pampa, quarto de milha, dentre outros, puros e meio sangue. Explica João Bittencourt, que os compradores terão facilidade de pagamento, pois cada lote será parcelado em 10 prestações iguais e sem juros. No domingo (21), a partir das 13 horas, será realizado o leilão de 80 animais bovinos selecionados, das raças leiteiras Gir, Girolando, Holandesa, oriundos de planteis de criadores dos estados de Minas Gerais e Bahia. Todas as fêmeas possuem comprovação de prenhes ou paridas. Neste mesmo dia também serão leiloados cinco touros da raça Gir, de alta qualidade.

A GRANA DE VOLTA

A Receita Federal libera nesta segunda-feira (15) o dinheiro do terceiro lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2011. Serão liberadas também restituições de lotes residuais das declarações  de 2010, 2009 e 2008.  Para saber se está nos lotes, o contribuinte deve consultar a página da Receita (www.receita.fazenda.gov.br) na internet ou o ReceitaFone (146).

Do exercício de 2011, serão creditadas restituições para um total de 1.772.511 contribuintes, com correção de 3,92%. Do lote residual do exercício de 2010, serão creditadas restituições para 30.521 contribuintes, com correção de 14,07%, e do de 2009, para 19.122, com correção de 22,53%. Do lote de 2008, as restituições serão pagas a 5.794 contribuintes e corrigidas em 34,60%.

REFORMA POLÍTICA I

Cerca de 60 entidades estão empenhadas no preparo de uma Proposta de Lei de Iniciativa Popular para fazer a reforma política no Brasil. Nesta semana, as assinaturas começarão a ser coletadas, aproveitando a Marcha das Margaridas que espera reunir em Brasília, na próxima quarta-feira (17), cerca de 70 mil mulheres.

Para ser apresentada à Câmara dos Deputados e tramitar como projeto de lei no Congresso, mais de 1 milhão de assinaturas são necessárias. A Constituição Federal exige que a iniciativa popular seja subscrita por, no mínimo, 1% do eleitorado nacional e que essas assinaturas sejam distribuídas pelo menos por cinco estados. Além disso, a proposta tem que contar com o apoio de 0,3% dos eleitores de cada um desses estados.

REFORMA POLÍTICA II

As entidades estão reunidas no Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral. A proposta traz conceitos que vão desde a simplificação do trâmite das iniciativas populares, até o polêmico financiamento público exclusivo de campanha, uma forma considerada fundamental pelas entidades para combater a corrupção, os chamados “caixa 2″ e os abusos de poder econômico durante as eleições.

Outra novidade proposta na plataforma é a criação do veto popular, que seria usado quando a população discordar de uma lei aprovada pelo Parlamento. Nesse caso, o veto popular terá que seguir o mesmo rito da coleta de assinaturas da iniciativa popular, previsto atualmente pela Constituição Federal, e depois a proposta terá que ser submetida a um referendo.

BOA NOTÍCIA

Com todos os “furacões” acontecendo por ai, felizmente uma promessa do governo é levada a sério pelas empresas, que vem popularizando os tablets desde o início do ano. Finalmente, os primeiros equipamentos com impostos reduzidos começam a chegar ao mercado. A Motorola baixou o preço do tablet Xoom e a Samsung começou a vender o Galaxy Tab 10.1. As empresas estão entre as cinco que já tiveram o Processo Produtivo Básico (PPB) aprovado pelo governo. Sem isso, não é possível se beneficiar da redução de tributos.

As outras três são a Positivo Informática, a MXT e a Aiox. Segundo o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, existem mais quatro PPBs que estão para ser publicados. Segundo Mercadante, 25 empresas já expressaram interesse em fabricar tablets no País. Desde a terça-feira passada, a Motorola reduziu em R$ 300 o preço do Xoom. O modelo com conexão Wi-Fi passou de R$ 1.899 para R$ 1.599 e o preço do modelo com Wi-Fi e 3G passou de R$ 2.299 para R$ 1.999.

CONTAM POR AÍ…

Em 2006 os partidos se preparavam para lançar seus candidatos aos diversos cargos eletivos, entre eles os de deputados federal e estadual. Em Ilhéus, o Partido dos Trabalhadores (PT) tinha como grande trunfo para a Assembleia Legislativa da Bahia, o nome do médico Rui Carvalho, que vinha de uma excepcional campanha a prefeito e era considerado “pule de dez” pelos petistas ilheenses.

Como sempre, nem tudo no PT são flores, concordâncias, o que levanta discussões e intermináveis debates. No meio desta análise, as diversas correntes (ou facções) promovem intermináveis reuniões, que embora nada resolvam têm a finalidade de marcar um novo encontro, para, é claro, discutirem ainda mais.

E neste debate saia de tudo: de que Rui Carvalho seria um neopetista, portanto deveria ficar de “quarentena” até que pudesse ser considerado um petista “sangue puro”, como se não já tivesse disputado eleição pelo partido, inclusive a prefeito. Mas isso é considerado normal dentro do partido e os petistas não abrem mão de mostrar que faz parte da democracia, embora se saiba que quem mandam mesmo são as elites partidárias.

E são elas – as elites – que começam a conversar com o candidato a candidato a deputado estadual Rui Carvalho, ou simplesmente Dr. Rui. Essas conversas chegaram a mais de uma dezena e consumiram algumas semanas de bate-papo, algumas sabatinas e há quem afirme que até mesmo interrogatórios, a depender do representante da facção.

E essas conversas, a depender do interlocutor, eram realizadas nos mais diferentes locais, desde a sede do diretório a um bar qualquer, pois também era conveniente – de acordo com as partes – que, de início, fossem quebradas algumas arestas. E nada melhor do que uma rodada de cerveja, após um aperitivo, para nivelar os ânimos. Etilicamente falando, nada mais providencial para dar início a um debate, principalmente os de cunho político-eleitoral.

Mas, a depender da liderança, essa conversa reservada pode acontecer num local mais aconchegante, notadamente se o interlocutor for considerado um dos “cardeais” do partido. Na casa do candidato, por exemplo, cercada de mimos e com direito a mordomais nunca antes dispensadas a outros simples mortais. Sim, isso faz parte do debata democrático, embora alguns prefiram dizer que é uma prática desigual, coisa inventada pelo capitalismo selvagem para enganar os incautos. Pura inveja.

Pois é, mas nesse dia Dr. Rui iria receber nada mais nada menos do que o ex-prefeito de Itabuna, deputado estadual, federal e novamente candidato à Câmara Federal. Whisky do melhor (acima dos 18 anos, como convêm e determina o cerimonial), bons canapés e outros acepipes de entrada, dois a três pratos de resistência (geralmente um de peixe, um de lagosta e outro de carne), vinhos de boas e reconhecidas origens, licores finos. Nada melhor para impressionar.

E eis que na hora marcada toca a campainha e chega o ilustre convidado e adentra à mansão do Outeiro, com bela vista para o mar de Ilhéus, cercada de plantas, muitas delas produtoras de alimentos. Ciceroneado por Dr. Rui, Geraldo Simões se mostrava encantado a cada parte da casa visitada, elogiando o bom gosto do anfitrião, “homem simples, mas de bom gosto”, conforme ressaltava Geraldo.

Mas o que mais chamou a atenção do visitante foi um pé de fruta-pão, planta muito comum nos quintais de antigamente, mas raridade nos dias de hoje. Por ser técnico de agropecuária de formação, Geraldo Simões elogiou a planta e demonstrando conhecimento declinou, inclusive, num arroubo de sabedoria, o nome científico da árvore: “Artocarpus altilis”. Claro que fazia de tudo para impressionar o dono da casa.

Barriga cheia, conversa feita, martelo batido, ponta do prego virada, enfim, foi sacramentada a garantia da aprovação do nome de Rui Carvalho como um dos candidatos a deputado federal pelo PT. Pelas contas feitas no calor de fino vinho do porto, Dr. Rui seria o campeão de votos, sairia consagrado de Ilhéus e visitaria outros municípios muito mais para garantir votos para a legenda, pedir votos para os colegas, além de visitar os amigos botafoguenses.

Mas nem tudo são flores, três dias após a visita de Geraldo Simões o médico ilheense começou a sentir que seu pé de fruta-pão começou a definhar e Dr. Rui, resolveu fazer uma inspeção mais apurada na planta. Bastou chamar um engenheiro agrônomo amigo seu para analisar o pé de fruta-pão que o diagnóstico foi incisivo, por parte do ceplaqueano.

– Dr. Rui, o problema é mais grave do que pensávamos, seu pé de fruta-pão foi atacado pela vassoura-de-bruxa – sentenciou.

A partir dessa data Dr. Rui começou a ter um pressentimento de que havia no algo mais do que os aviões de carreira. E, infelizmente, os prognósticos não foram exatamente os esperados. Talvez a candidatura tenha sido acometida por fungos e pragas da política.

Pátria Amada premia destaques

Gustavo Lisboa diz que programa resgata o patriotismo

O talento dos estudantes da Escola Zacarias Dantas, localizada no setor rural do município de Itabuna, foi um show a parte na solenidade de premiação do 10º Concurso Pátria Amada, realizada na terça-feira (14), no auditório da FTC Itabuna. A Escola foi vencedora da categoria “Era Uma Vez” do teatro.

Diante de uma platéia formada por estudantes do Ciclo da Infância, Creche e Pré-Escola, professores, pais e autoridades municipais os pequenos atores não se intimidaram e fizeram bonito apresentando a montagem teatral baseada no clássico da literatura infantil Chapeuzinho Vermelho, sendo aplaudidos calorosamente de pé ao final da apresentação.

Presidindo a solenidade, o secretário da Educação, Gustavo Joaquim Lisboa, ressaltou a importância da 10ª edição do Pátria Amada ao propor práticas de incentivo à leitura nas escolas da Rede Pública Municipal de Ensino. Ele lembrou que em todas as suas edições, o Pátria Amada já distribuiu mais de R$ 500 mil em prêmios, graças às parcerias estabelecidas pelo governo municipal com empresas privadas.

“Porém, o Programa se destaca como uma das iniciativas implementadas pela Prefeitura de Itabuna que, além de resgatar e promover valores de patriotismo e exercício de cidadania, conseguiu instituir no ambiente das escolas mais alegria, despertando talentos artísticos nas áreas de literatura, teatro, música, sem falar no incentivo à pesquisa por parte dos educadores”, frisou Lisboa.

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Porteiro é afastado de escola

O secretário da Edcuação de Itabuna, Gustavo Lisboa, determinou, nesta terça-feira (14) o afastamento de um porteiro de uma escola da rede municipal e solicitou que a Corregedoria do Município abra sindicância e posterior inquérito administrativo para demiti-lo por justa causa.

O porteiro – lotado na escola Rainha dos Anjos, no bairro Nova Califórnia – é acusado de ter estuprado uma criança de nove anos há cerca de um ano. Ouvido pela titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), Ivete Santana, ele teria assumido o crime.

A criança teria ficado em silêncio todo esse tempo por temer as ameaças feitas pelo porteiro, que prometeu matá-la caso o denunciasse aos pais.

A história de Itabuna em livro

Mais uma novidade de Agenor Gasparetto

A editora Via Literarum, capitaneada pelo sociólogo Agenor Gasparetto lança mais uma novidade no mercado editorial: são as histórias dos municípios baianos contadas em livro didáticos.

O conteúdo dos livros é recheado de histórias – contadas por um menino como numa viagem imaginária, de forma participativa – com a abordagem de história, geografia, ciências e aspectos sociais.

O primeiro livro a ser lançado – dentro de 30 dias – será o do município de São Francisco do Conde, no Recôncavo baiano, cidade de larga tradição histórica. O livro trará a história do município de Itabuna.

Segundo o editor Agenor Gasparetto, assim que conheceu o projeto, o secretário da Educação de Itabuna, Gustavo Lisboa, abraçou a ideia e daqui a quarto meses o livro será lançado.

Do Público ao Privado

A GUERRA NA SANTA CASA I

A eleição para a Provedoria da Santa Casa de Misericórdia de Itabuna já começa a dar o que falar. Ao invés da escolha de “irmãos” para dirigir a entidade mantenedora dos hospitais Calixto Midlej Filho, Manoel Novais e São Lucas, o pleito promete se transformar numa guerra que nada tem de santa.

A guerra fraticida, se que assim pode ser chamada, divide os irmãos da entidade em dois grupos: o dos médicos e dos não médicos, cumprindo a profecia que dizem ter sido feita por Calixto Midlej Filho, de que quando “um médico fosse escolhido provedor a Santa Casa regrediria”.

A GUERRA NA SANTA CASA II

Verdade ou não, a tal profecia é dita a boca pequena em Itabuna e nesta eleição estará mais forte que nunca. De um lado, o candidato do grupo liderado pelo médico Sílvio Porto, que é o também médico Silvany Chaves. Do outro, o candidato do atual provedor, Renan Moreira, que indicou o nome do empresário do ramo de combustíveis, Carlos Azevedo, conhecido como Carlinhos Bavil.

O babado é forte e dizem que as ações pré-eleitorais já esquentaram e valerá a máxima pros amigos tudo, pros inimigos os rigores da lei. Traduzindo: os irmãos que não estiverem em dia, mas que apoiam a chapa contrária ao provedor ficará de fora da eleição. Entretanto, o mesmo argumento não valerá para os que apoiam o candidato do provedor.

Ou seja, bordoada nos peitos será considerado simples chute na canela.

A GUERRA NA SANTA CASA III

Qual será a causa de tanta briga por parte desses grupos que pretendem assumir a provedoria de uma entidade que há anos vive em constante dificuldade, sem recursos para honrar o pagamento de funcionários e fornecedores? Na certa, benemerência não deverá fazer parte da intenção desses “anjinhos”.

O certo é que a cada eleição é um “Deus nos acuda” e provoca um fratricídio na base. Além do período eleitoral, é muito comum “esse delito” também é visto com frequência durante o mandato. O último aconteceu durante a negativa de um dos irmãos da diretoria não aceitar por sua assinatura numa prestação de contas. O mais grave é que esse irmão ocupava o cargo relevante para atestar o tal documento.

DISSE-ME-DISSE I

Davidson, Sena e Wenceslau, os três pré-candidatos do PCdoB estão na berlinda

O PCdoB de Itabuna é o partido da moda e seus próceres desfilam como candidatos em toda a mídia regional. De repente, os comunistas, após desfraldarem a bandeira da independência partidária, passaram a desfrutar de prestígio junto à comunidade e são disputados por outros partidos, até mesmo pelo Partido dos Trabalhadores (PT), que não admite perder tão importante aliado.

Impossível não abrir um jornal, ouvir uma emissora de rádio ou um blog para não dar de cara com as pré-candidaturas do PCdoB itabunense. As noticias diárias dão ânimos aos candidatos a candidatos ao mesmo tempo em que causam certo desgaste, principalmente em virtude de não haver consistência na apresentação do nome a disputar a eleição.

DISSE-ME-DISSE II

Davidson Magalhães, Wenceslau Júnior ou Luiz Sena? Qual dos três tem “farinha no saco” para vencer a convenção? Mas essa é apenas a primeira fase, pois o mais importante é convencer e empolgar o eleitor, através da demonstração de competência individual e dos apoios institucionais, o que “abre portas” para prospecção de recursos e desenvolvimento da campanha.

Na imprensa, o partido ainda está sujeito ao “fogo amigo” dos concorrentes, por mais camaradas que sejam. Se esse comportamento é possível interna corporis, imagine o fogo cruzado vinda dos adversários externos. Faltando mais de um ano para as convenções, o leitor mais desatento fica “grilado” com o desencontro de notícias, algumas dadas sob a forma de especulação, enquanto outras atendem a interesses dos mais variados.

DISSE-ME-DISSE III

Num mesmo veículo de comunicação um determinado nome é dado como o pré-candidato, enquanto no dia seguinte outro companheiro tem seu nome especulado. O PCdoB, um partido experiente, inclusive dado à elaboração de estratégias de guerrilha política, vai administrando as batalhas com bom humor, para desespero dos adversários.

Dentre os considerados “inimigos políticos” nenhum partido de direita, que não disputa o mesmo voto, nem vai para o corpo-a-corpo com o eleitor. O mais visado, o mais ferrenho opositor é o Partido dos Trabalhadores (PT), que em Itabuna tem dono com papel passado em cartório eleitoral: Geraldo Simões. Prudência e caldo de galinha não fazem mal a ninguém, principalmente na política.

O PT DE ILHÉUS E JABES I

Parte da militância petista de Ilhéus “corre da eleição como satanás da cruz”, como ilustra bem o ditado. Esse grupo, que é liderado por Geraldo Simões, apesar de minoria, quer fechar questão com o ex-prefeito Jabes Ribeiro, e considera de bom tamanho indicar o candidato a vice-prefeito da chapa.

Para isso, já prepara um nome para a vice de Jabes Ribeiro, prometendo sair da Administração Municipal, onde ocupa cargos importantes, a exemplo das secretarias da Saúde, de Planejamento, Comércio e Indústria, dentre outros cargos em várias secretarias. Só que, ao invés de entregar os cargos, os petistas somente ameaçam, na espera que apareçam mais uma boquinha para os companheiros.

Essa tática – a da chantagem política – é bem antiga e não mais mete medo nas criancinhas política do governo municipal.

O PT DE ILHÉUS E JABES II

Ruy e Joabs - parceria que não deu certo

Os petistas ilheenses sabem muito bem o que é uma coligação e “costumam dançar conforme a música”. Explicando: agem de acordo com a situação. Caso os companheiros ocupem cargo majoritário, tratam o vice como “a décima terceira pessoa depois de ninguém”. Mas, se a situação fora inversa, promovem a maior choradeira e “pintam o diabo” para desqualificar o mais alto mandatário.

Basta lembrar o passado recente, em que o candidato a vice-prefeito na chapa petista encabeçada por Ruy Carvalho foi o irmão de Jabes, Joabs Ribeiro. O distanciamento entre os dois grupos ficou mais do que evidenciado, numa clara demonstração de que “água e óleo não se misturam” (pelo menos àquela época).

O PT DE ILHÉUS E JABES III

Caso essa pequena comparação não sirva como exemplo, do lado existem fatos que servem muito bem para ilustração. Os três vice-prefeitos de Jabes Ribeiro não teriam muita coisa para elogiar sobre o tempo em que passaram no poder. Todos eles teriam “muita ladainha” para rezar sobre o gabinete do Palácio Paranaguá.

Enfim, como é, de fato, na vida real, os candidatos prometem o que não devem e fazem o oposto do que prometem. Se esse fato for olhado pelo viés do exercício do poder, até que eles têm razão, já que o poder tem de ser exercido em sua plenitude. Quem quiser o poder que o tome, já que alguém de juízo perfeito não irá entregá-lo de “mão beijada”, como diz o ditado.

NADANDO DE BRAÇADA

Enquanto os partidos não se definem se terão candidatos próprios ou se coligarão e com quem, em Ilhéus, o ex-prefeito Jabes Ribeiro vai nadando de braçada em mar de almirante. Bem colocado nas pesquisas, não aparece no jogo para disputar bola dividida, mas está na primeira fila para comemorar o gol ou a partida ganha.

Pelo andar da carruagem, seu nome ganha mais espaço na mídia, principalmente após a realização de cada pesquisa, que mesmo sem ser registrada passa de mão em mão. Junto ao povão ele caminha com a mesma desenvoltura, volta e meia sobe num dos tantos morros, distribui beijos e abraços, come na panela nas casas mais humildes, enfim, faz o que sabe: política.

A NOVELA DA CÂMARA I

Mas uma vez a Câmara de Itabuna volta a ser estampada nas manchetes dos meios de comunicação sobre os desmandos praticados. E o motivo é um só: a falta de interesse dos vereadores em fiscalizar o que eles mesmos fazem. Seja por corporativismo, simples desinteresse ou falta de conhecimento, cada presidente que passa pelo Legislativo constrói o seu mundo, sem exceção.

Cada uma das mesas diretoras que passam pelo Legislativo formam os seus grupos de apoios internos, que passam a ser contemplados com as benesses do poder, a exemplo de viagens com polpudas diárias, dentre outros mimos concedidos. Outra maneira de manter a mesa diretora em permanente blindagem são as indicações de cargos para os gabinetes, cujos salários são divididos com os patronos, por pura filantropia de seus ocupantes.

A NOVELA DA CÂMARA II

Agora mesmo, o presidente do Legislativo, Ruy Machado, promete destruir (não é de hoje…) o seu desafeto político Roberto de Souza, com uma auditoria realizada na gestão do boneco Clóvis Loiola, comandado por Roberto. Vai dar na mesmice de sempre, quem sabe até que não surpreenda de ocorram algumas cassações?

Caso isso ocorra, a atual mesa diretora passa a ser conhecida pela bravura e lisura das ações, formando uma carapaça para se proteger das fiscalizações sobre seus atos. Ao se defender, passa ao ataque. Caso haja algum colega descontente, o presidente passa a culpar o chefe do executivo pelas dificuldades, desviando o foco da questão.

E continua tudo como dantes no quartel de Abrantes.

BOA NOTÍCIA

Gustavo Lisboa

Pela primeira vez na história do sindicalismo de Itabuna uma negociação com o município chegou a termo de maneira relâmpago. Sequer tinha chegado à mídia, professores da rede municipal de ensino e a secretaria da Educação chegaram a um acordo, ainda por cima com direito a elogios das duas partes entre elas (o que nunca tinha acontecido).

Enquanto os professores pediam, via sindicato, um aumento de 15%, mais do que de repente, o professor Gustavo Lisboa desmontou a queda-de-braço que se avizinhava com a contraproposta de 15,85%.

Essa é uma demonstração de que por pior que seja o governante e seu governo, nem todos são iguais. Ou seja, em toda a regra existem exceções. No caso em voga, gente competente para efetuar estudos e oferecer contraproposta decente, demonstrando comprometimento com o município.

Como normalmente se diz, o negócio só é bom quando interessa às duas partes. E foi o que aconteceu.

CONTAM POR AÍ…

Em 1992 o Partido dos Trabalhadores (PT) ganhou a eleição em Itabuna, elegendo Geraldo Simões, o que foi considerada uma grande “zebra” política. Afinal, em todas as pesquisas o PT disputava o último lugar com os candidatos Renato Costa e Dinailton Oliveira.

Na reta final da campanha, o impeachment de Collor levou os estudantes com “caras pintadas” às ruas e os partidos pequenos, dito de esquerda começaram a crescer nas pesquisas.

Em Itabuna não foi diferente. Na quinta-feira que antecedeu a eleição o PT promoveu uma caminhada na avenida do Cinquentenário, com a presença dos estudantes, reforçando o “fora Collor” e ganhou a adesão dos comerciários e da população em geral.

Foi o começo da apoteose, que se confirmou nas urnas, sem tomar conhecimento dos candidatos Oduque e Ubaldo, que se alternam nas primeiras posições.

Eleição ganha, restava apenas formar o governo e “sair para o abraço”, ou melhor, para administrar a cidade.

Mas como o PT se notabilizou pela renhida oposição que sempre fazia aos governos, seus militantes, notadamente os mais sectários, formados nos piquetes e greves, não admitiam a hipótese de ser governo.

Logo após uma das muitas passeatas e comemorações feitas, uma dessas turmas foi “bebemorar” no bar e restaurante Cinderela, ao lado da antiga prefeitura (ao lado do fórum).

Lá pelas tantas, após umas duas dúzias de birita, a turma começou a chorar copiosamente diante do mais grave problema existencial: deixar a oposição e ser governo.

Foi preciso muito convencimento dos dirigentes petistas, principalmente os da articulação (considerada a direita do PT) para convencer os companheiros sobre as vantagens de ser governo e revolucionar a administração municipal.

Dito isso, os companheiros se convenceram, pararam de chorar e até hoje estão adorando “os encantos da burguesia”.

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