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Chega de discurso ou…faça o que digo mais não faça o que faço!

Walmir Rosário

Torço para que esse governo que ocupa – temporariamente – o Centro Administrativo Firmino Alves dê certo. Até porque votei nele. Não por firmes convicções, mas para evitar um mal maior. E o governo da “mudança” tomou posse com a promessa de por fim às práticas anteriores, principalmente aquelas empreendidas pela turma de Azevedo. Entretanto, para nossa surpresa, tudo anteriormente pregado foi esquecido, a exemplo de todos que chegam ao poder.

A transição foi perfeita: o prefeito que sai fez e o que entra aprova. Os desmandos, os “erros” e o modus operandi criticados no programa televisivo, um dos instrumentos determinantes na vitória eleitoral foram sendo esquecidos, ou melhor, assovacados. O que era visto como um vil metal sem valor algum passou reluzir que nem ouro. A mentira se transformou em verdade.

E a sequência governamental foi inaugurada com a publicação de um decreto de emergência, prática nunca antes observada nas gestões anteriores. O que mesmo justificaria a decretação de um “estado de emergência”. A tórrida seca que assola o Nordeste brasileiro? Chuva? Catástrofe natural? Não, nada disso, apenas a simples possibilidade de efetuar as tão famosas contratações e compras emergenciais, sem licitação, pelo prazo 90 dias, enquanto se arrumam as coisas para colocar no governo os amigos do rei.

Como sempre acontece, troca-se a empresa de coleta de lixo sob o argumento de que o novo valor contratado será menor do que o que atualmente é coletado. Ora, essa prática é useira e vezeira por todos os prefeitos argumentando que a nova empresa fará – inicialmente – por um valor menor e melhor o serviço. Falácia! Aos poucos e longe das vistas de estranhos ao poder não demora a serem firmados os competentes aditivos e tudo acabará como dantes. Daqui a quatro anos tudo estará igual.

Quando este sair, o novo também usará da mesma artimanha, aquinhoando outra empresa com a coleta de lixo, que prometerá fazer o serviço por preço menor. Sabe-se que tais empresas, em verdade, assumem – implicitamente – o compromisso com o projeto político do grupo de quem está no poder e com sua reeleição futura.

Se na coleta de lixo o assunto é mudança, na saúde nem tanto. Passados dois meses e meio, ou 75 dias, os postos de saúde estão ainda inoperantes em sua maioria, o hospital de base não encontrou seu equilíbrio desejado, ao contrário, segue capengando ainda mais com as nomeações; e o tão falado apoio do governo do estado não aconteceu. Nem vai, pois eles não são loucos para confiar nas promessas de Jaques Wagner. O salário dos servidores do HBLEM somente foi pago mediante pressão e greve dos servidores, sem o apoio explícito do sindicato, agora no outro lado do balcão.

Ainda assim tiveram melhor sorte do que os servidores da administração municipal, que a despeito de estarem mais pertos do prefeito viram seus salários de dezembro parcelados em seis vezes, e mesmo assim com valores a menor sob o argumento de uma suposta auditoria. Calada a boca dos servidores, a promessa de valorização da categoria caiu por terra. A maioria dos barnabés municipais está arrependida pela mudança, pois estão vendo os remanescentes da turma de Azevedo fazendo coisas do arco da velha. Desfilando por todos os setores, indistintamente.

No início do mandato, com uma jogada de marketing o prefeito jurou, de pés juntos, que somente nomearia metade dos cargos comissionados e até à primeira vista cumpriu. Mas um olhar atento revela a verdadeira face dessa história. Hoje se serve e utiliza a mesma estrutura administrativa utilizada pela (des)administração Azevedo, em alguns casos com os mesmos servidores (os de sempre). Ao que tudo indica, a equipe do prefeito estava preparada para o discurso, mas não para o exercício diário. Trocando em miúdos, sequer desceram do palanque.

Uma das práticas mais nefastas utilizadas pela turma de Azevedo era a “seleção pública”, que tem sua previsão legal para hipóteses de emergência – olha o decreto de emergência cumprindo seu papel – e não para a colocação de cabos eleitorais da campanha como hoje se vê, em menosprezo ao do concurso público, que é a regra a ser seguida, pelo menos para um governo que se dizia moralizador e defensor de novas práticas na política. Devem ter aprendido o mistério da ressurreição!

Já foram fabricados dois processos seletivos, que apesar das tímidas incursões do Ministério Público (MP), se mantém firmes. Foram 200 apadrinhados na Secretaria da Educação e mais 500 em via de ingresso para as Secretarias da Assistência Social e da Saúde. Contratando novos médicos, assistentes, serviços gerais, advogados, dentre outros.

Essa prática é um grande retrocesso, já que no final da gestão de Fernando Gomes o quadro de servidores municipais foi dimensionado (diziam que muito maior do que o necessário), resultando na elaboração e aprovação pela Câmara Municipal de leis que criaram os empregos públicos e os cargos em comissão previstos para o município. Tudo feito sob o olhar atento do MP.

Acredita-se que a estrutura administrativa municipal ideal, correta e legal é aquela existente nas leis municipais. Fora dela, em princípio, tudo é ilegal. Mas, muito mais do que uma questão de legalidade é saber o que justifica a mudança na estrutura e o aumento do quadro de pessoal cerca de cinco anos depois. O contingente soma mais de cinco mil servidores municipais na administração centralizada e descentralizada.

Quando usou dos mesmos métodos, o governo Azevedo foi duramente criticado, e com razão. Ele inchou a folha com mais de mil temporários apadrinhados, o que era motivo de ataques ferrenhos dos opositores e da imprensa, resultando inclusive em inúmeras ações judiciais promovidas pelo MP que obtiveram êxito, mas que perderam o objeto pelo fim da gestão, quando todos os vínculos foram encerrados. Ao final, é claro, a conta do acerto desses contratos ficou para a viúva. Vamos ver esse filme novamente? Com a palavra o MP.

Pelo andar da carruagem, a valorização dos servidores que estão com os salários defasados atrasados e desmotivados, vai para o beleléu. Isso devido ao novo inchaço da folha de pagamentos com inclusão de pessoas fora da estrutura administrativa, viabilizada pelas novas e suspeitas seleções, cujos vencedores todos antecipadamente já conhecem.

Se houve pelo governo atual, nesses três primeiros meses de cultos e orações, um estudo rigoroso que concluiu por um aumento no quadro de pessoal dos servidores, que se mudem as leis e se realize novo concurso público, dentro da legalidade e da moralidade prometidas para a gestão pública municipal.

Os apadrinhados continuam do mesmo jeito e nos mesmos lugares. Se a sociedade reclama dos altos índices da dengue está coberta de razão, pois, por mais que declare fazer, o prefeito ainda mantém dois agentes de combate a endemias dando expediente como garçom, em seu gabinete.

Será que a sociedade terá que se acostumar com esse tipo política, na qual o discurso feito em campanha não tem nunca que corresponder com a prática no exercício do cargo público. Chega de discurso, pois, somos sabedores que na política, assim como na vida cotidiana existem pobres de princípios e de caráter, adeptos do façam o que digo, mas não o que faço!

Assim, não terá oração que chegue!

Jornalista, advogado e editor do www.ciadanoticia.com.br

Do Público ao Privado

PMDB QUER UMA BOQUINHA

Renato Costa se esforça para manter o PMDB longe da "boquinha"

Por mais que se esforce uma parte do diretório do PMDB de Itabuna, outra banda não vê a hora de ser incorporada à pesada folha de pagamento da Prefeitura de Itabuna. Essa promessa, repetida inúmeras vezes pelo prefeito Capitão Azevedo, tem acendido um farol de grandes proporções nos olhos dos peemedebistas ávidos por uma boquinha na viúva municipal, ainda mais sem a necessidade de bater ponto.

O PMDB de Itabuna ainda não se mudou de armas e bagagens para o colo de Azevedo graças à obstinação do médico e ex-deputado estadual Renato Costa, um dos poucos homens de fazem política de forma séria e abnegada. É bem verdade que uma pequena facção do PMDB já se encontra nos braços de Azevedo e na folha da Prefeitura, mas não está sendo levada em conta, tendo em vista que há anos continuam ocupando os mesmos cargos, apesar nunca terem passado por um concurso.

PT, A OBSESSÃO DE JABES I

Em entrevista concedida nesta sexta-feira (9) ao programa Alerta Geral, apresentado pelo radialista Gil Gomes, na Rádio Santa Cruz, em Ilhéus, o ex-prefeito Jabes Ribeiro repetiu a mesma ladainha de sempre: quer o Partido dos Trabalhadores (PT) com ele nas próximas eleições. E, sem se fazer de rogado explicou que está negociando a vinda do partido com Everaldo Anunciação, Josias Gomes, Jonas Paulo (presidente estadual do PT), Geraldo Simões, e até com o governador Jaques Wagner.

E Jabes garantiu aos ouvintes que também não terá nenhuma dificuldade fechar a negociação com os petistas ilheenses. “Interessa-me o PT nesse processo. Só não quero conversar com esse governo de Newton Lima, de Mario Alexandre e Ângela, esse governo deles é desastroso, com quase 90% de rejeição”, falou. Jabes deve ter se lembrado do última vez em que esteve no Palácio do Paranaguá, sendo repudiado por mais de 90% da população. Deve ter passado um filme triste em sua cabeça.

PT, A OBSESSÃO DE JABES II

Jabes Ribeiro deixou claro que a negociação mantida entre ele – Partido Progressista (PP) e o Partido dos Trabalhadores (PT) – abrange várias cidades da Bahia “Aqui em Ilhéus quero o PT comigo, precisamos dessa união, unir forças para a Ilhéus do futuro, é isso que o governador quer”, garantiu. Entretanto, até o presente momento, o governador Jaques Wagner não emitiu qualquer sinal de que Jabes seria seu candidato.

E o ex-prefeito foi além, provocando o PT ilheense, dando a entender que quem manda no partido é o governador Jaques Wagner e outros “caciques”. Pelo teor das declarações de Jabes, na hora certa os militantes petistas de Ilhéus “enfiarão a viola no saco”, e passarão a cerrar fileiras com ele. “Tenho a tarefa de participar desse debate da política 2012 com a orientação do governador Wagner, que quer uma base consolidada”, expressou.

PT, A OBSESSÃO DE JABES III

Jabes Ribeiro ainda deixou claro que a prática da política “coronelista” que pretende dar continuidade não se restringe a Ilhéus, cidade que para chegar ao poder não se importa em “rifar” outros correligionários, a exemplo de Roberto Barbosa (Minas Aço) em Itabuna, até agora o candidato definido. “Vamos analisar a política com racionalidade, chega dessa conversinha pra boi dormir. Estou conversando com o PT estadual e com lideres do PT local, e posso dizer que estou muito otimista”.

Ilhéus, para Jabes Ribeiro, é apenas parte de um projeto de poder pessoal seu e do PP. Para chegar ao Palácio Paranaguá, onde esteve hospedado por 14 anos, faz conchavos com partidos, pouco importando as questões futuras da cidade. Ilhéus e “Chorrochó das Cabeceiras” são municípios que recebem o mesmo peso político e na visão deles – políticos do PT e PP – pouco importa as diferenças e onde o que importa é lotear os cargos e prefeituras como se fosse o quintal de sua casa.

REBELADOS I

Militantes do PT de Ilhéus já trabalham com a possibilidade de um grande rompimento com as lideranças e o primeiro prejudicado poderá ser o deputado federal Josias Gomes. Seus liderados não estão nada satisfeitos com o fato de não serem ouvidos nos debates sobre o futuro político de Ilhéus, dentro de fora do partido. Em outras palavras: se sentiram lesados na confiança e prometem que não caminharão pacificamente como se fossem uma manada sendo conduzida ao matadouro.

O grande prejudicado, Josias Gomes, perderia uma base eleitoral de cerca de cinco mil votos, não estaria preocupado, haja vista a conquista de outras bases eleitorais no sertão baiano, consideradas mais seguras do ponto de vista de continuidade. Outro deputado federal a ser atingido seria Geraldo Simões, que não mais transita com facilidade nas diversas tendências do seu partido, situação que estaria sendo agravada dentro de seu próprio reduto.

REBELADOS II

Geraldo Simões e Alisson Mendonça poderão percorrer caminhos opostos

A única dúvida é se existem no PT baiano deputados com coragem e cacife político suficiente para bancar a uma candidatura própria à Prefeitura de Ilhéus em 2012. Para que essa possibilidade realmente aconteça, é preciso que seja uma liderança expressiva, com capacidade de organização e facilidades, melhor dizendo, livre trânsito nos meios capitalistas para conseguir os investimentos necessários para fazer frente às despesas inerentes.

A sobrevivência política de Alisson Mendonça depende dessa capacidade de articulação. Ele tem dito em todas as entrevistas que concede e nas conversas com os “companheiros” de que vem conseguindo adesões importantes e de peso político, a exemplo do ministro Afonso Florence, do deputado federal Valmir Assunção e do deputado estadual Rosemberg Pinto, pra começo de conversa.

É aguardar para ver se o governador Jaques Wagner, Jonas Paulo, Josias Gomes e Everaldo Anunciação não derruba o “barraco” da turma de Alisson.

UM MATADOURO CHAMADO HBLEM

Familiares de pacientes internados no Hospital de Base Luiz Eduardo Magalhães (HBLEM), em Itabuna, estão indignados com a falta de medicamentos, qualidade dos alimentos e dos insumos servidos. Pior do que a qualidade ou a falta deles, a maneira de que são tratados pelo pessoal de enfermagem deixa pacientes e familiares estarrecidos.

Não são poucas as reclamações de pacientes e familiares em relação ao pessoal de enfermagem, que trata os doentes com indiferença, falta de respeito e desídia profissional. O medicamento é jogado à distância e quando se trata de pílula, não vem acompanhada da água. Nesse caso, o paciente, se tiver condições físicas, é obrigado a pedir as os colegas de enfermaria um pouco da água porventura deixada pelos parentes.

Uma infâmia!

UM PARAÍSO CHAMADO HBLEM

Se para os pacientes o HBLEM é considerado “matadouro”, para apaniguados do prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo, a situação é totalmente inversa, podendo ser comparada a um verdadeiro paraíso. Numa condição inversa da falta de recursos dispensados para atender aos pacientes, os dirigentes e ocupantes de cargos de confiança ganham salários muito acima dos praticados no mercado.

Mas não bastam bons salários para a legião de apaniguados. Outras regalias também fazem parte do pacote de bondades oferecido pelo prefeito Capitão Azevedo, que incluem a desnecessidade de obedecer a um horário do expediente normal e até mesmo sua dispensa do trabalho. Nesses casos estão incluídos os conhecidos “fantasmas”, conforme vem sendo denunciados pelos veículos de comunicação e assentidas pelo prefeito.

UM CURRAL ELEITORAL CHAMADO HBLEM I

O apoio do PV não é garantia da nomeação de Glebão

A irresponsabilidade com os recursos públicos não fica restrita à falta de gestão, existência dos “fantasmas”, descaso dos funcionários e o péssimo tratamento dispensados aos pacientes. Para coroar esse festival de desprezo pela vida humana e com o sofrido dinheiro do contribuinte, o prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo, resolveu inovar e transformou o Hospital de Base Luiz Eduardo Magalhães num “curral eleitoral”.

A última aprontada pelo prefeito Azevedo foi a contratação do ex-candidato a vereador e deputado estadual Glebão, pela bagatela de R$ 3 mil mensais. Glaby Carvalho de Andrade, nome que aparece na folha do HBLEM, traz em sua bagagem o pretenso apoio do Partido Verde (PV) para a campanha de reeleição de Azevedo, o que não poderá ser uma verdade verdadeira no momento da campanha.

UM CURRAL ELEITORAL CHAMADO HBLEM II

O uso político do HBLEM pelo prefeito Capitão Azevedo fica mais evidenciado com hospital servindo de cabide de emprego para pessoal contratado sem concurso. Essa é a “moeda de troca” utilizada pelo prefeito para obrigar os contratados a trabalharem, não no hospital, mas como cabos-eleitorais em sua permanente campanha. Tudo feito às claras e com o dinheiro do otário contribuinte.

Em que pese as dificuldades vividas pelo hospital, o prefeito nada faz para aumentar o repasse dos recursos para o seu funcionamento e se contenta apenas em brigar com os petistas estaduais. Pouco importa para o prefeito a saúde dos itabunenses. Pelas ações que têm feito, o que vale mesmo é o uso político e eleitoral que o HBLEM pode proporcionar, para o desespero de pacientes e familiares.

UM CURRAL ELEITORAL CHAMADO HBLEM III

Sozinho, Glebão teria pouca valia, mas traz consigo o fato de ter sido um candidato com boa votação pelo PV e, no caso do HBLEM, o apoio de um grupo poderoso de médicos. São justamente os médicos “padrinhos” de Glebão que interessa ao prefeito Azevedo para diminuir a pressão exercidas por eles na área da saúde, o que o secretário Geraldo Magela ainda não conseguiu, apesar das diversas tentativas.

Para Glebão, que costuma fazer campanhas ricas, foi destinado um cargo exclusivo para a situação, bem remunerado, para fazer caixa para sua campanha. Mais e melhor do que a remuneração, o cargo a ser exercido por Glebão é talhado para o ato de fazer política, permitindo o contato direto com as pessoas, oferecendo uma das melhores mercadorias vendidas pela saúde: a  marcação de consultas.

DISCURSO FAZ DE CONTA

O discurso bolorento e descabido de Azevedo sobre a saúde em Itabuna não chega a lugar nenhum e nem mesmo consegue emocionar às pessoas mais sensíveis. O discurso é um e a prática é exatamente contrária ao que prega, faltando apenas chorar lágrimas de crocodilo em frente às câmaras dos canais de televisão ou às plateias em eventos que promove ou participa com esse intuito.

Ao invés de investir o dinheiro da saúde na saúde da população, Azevedo gasta com a contratação de cabos-eleitorais, ao ponto de inchar a folha de pagamento do Hospital de Base, que do valor de R$ 570 mil saltou, num período inferior a um ano, para R$ 816 mil. O que demonstra claramente a irresponsabilidade, são os números e índices que distingue os reajusta salariais dos servidores, míseros 6% na última campanha salarial, acrescentando à folha de pagamento R$ 34,2mil. Uma falácia que não encontra a mínima sustentação.

CARGOS DA CEPLAC

O diretor da Ceplac, Jay Wallace, não foi muito feliz na sua tentativa de “vender” mais um pedaço do órgão para o PT. Falta ao dirigente sensibilidade e conhecimento dos meandros políticos, ainda mais quando o Governo Federal é composto por dois partidos PT e PMDB (presidenta e vice). Na ânsia de continuar mantido no cargo, não pestanejou em “rifar” o cargo dos colegas da Superintendência Regional no Estado da Bahia, de forma sorrateira.

Jay Wallace não contava com os “vazamentos” das notícias em Brasília, o que resultou no pedido de exoneração de todos os membros da direção da Superintendência. Além do dissabor de ter que enfrentar a censura dos colegas de trabalho, ainda teve que ouvir poucas e boas do ministro da Agricultura recém-empossado, lembrando-o que os cargos de direção são de indicação política, cabendo, tão somente ao PMDB.

ORÇAMENTO DA CEPLAC

Servidores da Ceplac acostumados ao bom andamento do serviço público não estão nada satisfeitos com o canibalismo exercido pelo diretor Jay Wallace com o orçamento destinado ao Sul da Bahia. Aos poucos, os recursos estão sendo transferidos para as superintendências regionais da Ceplac na Amazônia, em detrimento dos serviços de extensão e pesquisa realizados na Bahia, que possui a maior produção de cacau do Brasil.

Recentemente, uma frota de veículos foi transferida para as unidades da Amazônia, enquanto as unidades da Bahia continuam com carros bastantes “surrados”. O mesmo, segundo os ceplaqueanos, acontece em relação à conservação das unidades na sede e no interior, e equipamentos. Falta à Ceplac na Bahia o compromisso dos políticos dos diversos partidos. Esses, buscam a Ceplac apenas para se beneficiar de ações e situações.

BOA NOTÍCIA

Os preços das passagens aéreas vendidas no Brasil de julho de 2010 a junho de 2011 são os mais baixos da série histórica, iniciada em 2002, na comparação mês a mês com o ano anterior, o que mostra uma queda progressiva a cada um desses 12 meses. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (9), pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e fazem parte do relatório de Yield Tarifa Aérea Doméstico. Em junho de 2011, o Yield Tarifa Aérea Doméstico – valor médio que o passageiro paga para voar um quilômetro em território nacional – atingiu cerca de R$ 0,34, redução aproximada de 14,56% em relação ao mesmo mês do ano passado. Quando comparado com o valor aferido em julho de 2002, a redução chega a 47%.

A Tarifa Aérea Média – valor médio pago pelo passageiro por uma viagem aérea em território brasileiro – foi de R$ 271,37 em junho de 2011. Apesar de apresentar aumento de 1,97% em relação a junho de 2010, em relação a junho de 2002 o valor da tarifa aérea média caiu 33,40%. Os valores são calculados com base nos dados das tarifas comercializadas pelas empresas aéreas, mensalmente registradas na Anac, e atualizados pelo IPCA. São considerados os dados dos bilhetes de passagem do transporte aéreo doméstico regular de passageiros, comercializados junto ao público em geral, independentemente de escalas ou conexões; e desconsiderados os bilhetes oferecidos gratuitamente, decorrentes de programas de fidelização (milhas), vinculados a pacotes turísticos ou a tarifas corporativas, tarifas diferenciadas oferecidas a empregados e tarifas diferenciadas de crianças.

CONTAM POR AÍ…

Convidado do Município de Ilhéus para vir a Ilhéus participar de um fórum de debates, o deputado federal Fernando Gabeira se transformou, como sempre, numa atração à parte. Não tão somente pela sua história, mas, sobretudo pelas propostas inovadoras para a política brasileira, a exemplo do que faz até hoje, haja vista sua constante capacidade de transformação em relação ao presente e ao futuro.

Em Ilhéus, durante toda sua estada, sempre esteve cercado pela imprensa, inclusive a nacional, e não se fazia de rogado ao tratar dos mais diversos assuntos ligados à política e economia nacional internacional, analisando estruturas e conjunturas, construindo cenários futuros. E assim passou a ser o maior e mais importante personagem do evento, inibindo figuras importantes da vida política e econômica brasileira.

E não era para menos. Jornalista experiente, político defensor de questões consideradas controversas, polêmicas, verdadeiros tabus, o casamento homossexual, a descriminalização da maconha e profissionalização da prostituição, Gabeira tem muito a falar por onde anda. Ainda mais quando a questão é sua história  a exemplo da militância política clandestina e as ações na luta armada durante o período da ditadura militar, quando participava do Movimento Revolucionário Oito de Outubro.

Membro fundador do Partido Verde (PV), Gabeira é um esquerdista histórico, tanto que alternou sua militância também no Partido dos Trabalhadores (PT) em diversas eleições. Por essas e outras, Gabeira tinha muito que contar e os jornalistas a perguntar. E esse assédio ficou mais evidenciado durante sua palestra no auditório do hotel em que também se hospedava.

No meio de sua palestra, todas as questões que sempre defendeu foram postas, para delírio dos presentes. Num desses temas, como era de se esperar, a crescente utilização da maconha, não se restringindo ao “cigarrinho maldito”, como se referem alguns, mas em diversas atividades econômicas. O cânhamo passava a ser visto como commodities e não mais como um problema de polícia ou política social.

Tanto era assim, que uma das demonstrações feitas pelo deputado federal Fernando Gabeira era o seu próprio tênis, fabricado com cânhamo, nome vulgar da Cannabis sativa, arbusto que fornece as folhas para a produção do velho cigarrinho de maconha. E a plateia ficou ouriçada com o exemplo dado pelo deputado. A notícia, por certo, ganharia as manchetes dos rádios, jornais e televisões do mundo inteiro, como efetivamente ganhou.

Mas essa não era a preocupação de um expectador em especial, que não perdia um lance do deputado Gabeira, era o repórter-fotográfico Mário de Queiroz, o conhecido Mário Bandeira, identificado como um dos usuários da maconha na sua versão enroladinha. Após os cliques de praxe, sempre buscando o melhor ângulo, Mário finalmente se aproxima de Gabeira e diz baixinho:

– Deputado, deputado, vamos subir ao seu apartamento para darmos uma fumada no seu tênis? – incentivou Mário de Queiroz.

Como era de se esperar, Gabeira respondeu com toda a tranquilidade:

– Olha, Mário, atualmente só uso maconha no tênis. Cânhamo, melhor dizendo – e seguiu respondendo as perguntas dos jornalistas.

Saúde com as “burras” cheia de dinheiro em Itabuna

Jorge Solla disponibiliza os recursos do Estado

A assinatura de quatro contratos com as principais unidades hospitalares de Itabuna foi o motivo da visita do secretário da Saúde do Estado da Bahia, Jorge Solla, ao município, na tarde de terça-feira (10).

A formalização destes contratos representa um investimento de R$ 11 milhões do Governo do Estado, e tem por finalidade ampliar a oferta de diversos serviços e melhorar as condições de assistência à saúde da população dos municípios da região Sul da Bahia.

A visita de Jorge Solla começou com a assinatura do 2º termo aditivo para o Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães (Hblem). Este termo prevê um investimento da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) em torno de R$ 3,6 milhões/ano e a realização de cirurgias bariátricas (cinco ao mês), ampliação do número de neurocirurgias, tomografias e mamografias, além da implantação do serviço de Organização de Procura de Órgãos (OPO), estrutura fundamental para a captação de órgãos e tecidos para transplante.

CONVÊNIOS

Com a assinatura de mais este aditivo, o valor repassado pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) ao Hblem chega a R$ 2 milhões/mês. Vale lembrar que, em 2008, a unidade recebia da Sesab o total de R$ 800 mil/mês. O montante atual representa um aumento de 150%, em menos de três anos, dos valores destinados pelo Governo do Estado ao hospital.

Na sequência, o secretário Jorge Solla assinou com a Santa Casa de Misericórdia, convênios para os hospitais Manoel Novaes, Calixto Midlej Filho e São Lucas, totalizando o valor anual de R$ 7,4 milhões. Os recursos destinados pela Sesab para estas três instituições, mantidas pela Santa Casa de Misericórdia de Itabuna, representam aproximadamente R$ 56 milhões/ano.

No Manoel Novaes o convênio será para a realização de procedimentos clínicos e cirúrgicos, atendimento de urgência referenciada e não referenciada e serviço de apoio diagnóstico e terapêutico.

Com relação ao Hospital São Lucas, o contrato visa a execução de serviços complementares de saúde nas áreas ambulatorial e hospitalar. Já no Calixto Midlej serão executados serviços de alta complexidade cardiovascular, nefrologia, neurocirurgia, oncologia, retirada de órgãos e tecidos e cirurgia bariátrica.

Só tomógrafo do HBLEM funciona

Tomógrafo atende à população regional

Até que enfim! Pela primeira vez nos últimos tempos o Hospital de Base de Itabuna entra na mídia com uma notícia boa. É que nesta Quinta-Feira Santa o secretário municipal da Saúde, Geraldo Magela, anunciou que que há mais de 30 dias apenas o tomógrafo do Hospital de Base está funcionando em Itabuna.

Segundo Magela informou ao prefeito Capitão Azevedo, todos os pacientes de Itabuna, inclusive os da Santa Casa de Misericórdia de Itabuna (SCMI) estão utilizando o tomógrafo do hospital de Base.

O fato inusitado desse fato é que a prestação do serviços do Hospital de Base de Itabuna é totalmente gratuito, mesmo para os pacientes da Santa Casa de Misericórdia, que por ser particular pagam pelo procedimento, que agora não é cobrado no HBLEM.

Números atestam produtividade do HBLEM

Apesar de atravessar um período de dificuldades gerando mídia negativa, o Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães, em Itabuna, apresenta um dado surpreendente.

No site do Ministério da Saúde (MS), um boletim informativo referente às despesas com Autorizações de Internação Hospitalar (AIHs) de média e alta complexidade em 2010, o HBLEM aparece com uma demanda atendida de R$ 6.171.407,71, à frente dos hospitais de Porto Seguro (R$ 5.528.505,82), Jequié (R$ 3.797.102,58) e Ilhéus (R$ 3.168.640,01).

A produtividade poderia ser ainda maior caso as glosas (produtividade não reconhecida e, por isso, não paga) referentes à AIHs do mês de dezembro fossem levadas em conta.

Com isso, os números seriam ampliados em mais R$ 16.332,00. Se levados em conta, o HBLEM teria superado Vitória da Conquista, que em 2010 teve com internações um gasto de R$ 6.172.104,35. Com isso, os registros do Ministério da Saúde, somados ao relatório da Sesab, atestam que o Hospital de Base é a unidade de maior produtividade no Sul, Extremo Sul e Sudoeste da Bahia.

Por si só, os números oficiais ratificam a reivindicação do aumento de até R$ 2 milhões no repasse mensal para o hospital de Base.

Essas informações estão disponíveis no site do MS, podendo ser acessados na fonte MS/Datasus/Tabwin/SIHDB, e/ou acessar, para constatar a glosa de dezembro, <http://www.saude.ba.ba.gov.br/prestadores/sihd­­­_resumo_valores_aprovados>.

Estado e União querem o HBLEM

HBLEM, o hospital desejado por todos

A campanha pela estadualização do Hospital de Base Luiz Eduardo Magalhães (HBLEM) vem tomando corpo junto ao Governo do Estado e até no Governo Federal. A questão é polêmica, pois obriga o Município a abrir mão de sua competência. Em vista disso, o prefeito Azevedo e o secretario Magela protocolaram pedido especial de uma audiência com o Ministro da Saúde para tratar do assunto.

Segundo o Secretário, nesse encontro será demonstrada, tecnicamente, a inviabilidade da estadualização do Hospital, assunto já tratado com o secretário estadual da Saúde, Jorge Solla, e técnicos da Sesab.

Na análise do secretario da Saúde de Itabuna, a solução definitiva para o HBLEM passa por um incremento regular no aporte dos recursos hoje destinados ao Hospital e não envolvem simplesmente o controle de sua gestão. “É preciso afastar as questões meramente políticas partidárias e analisar o aspecto técnico, sobretudo quando o assunto envolve a saúde da população”, declarou.

O prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo, se encontra nesta sexta-feira (18), juntamente com o secretário Geraldo Magela, em Salvador, onde participam de uma reunião com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Na Pauta, além de tratar sobre questões ligadas ao apoio do ministério da saúde às ações de combate a dengue no município, também serão entregues, oficialmente, duas novas ambulâncias para a renovação da frota do Samu de Itabuna.

Melhor chamar o açougueiro

Pacientes que chegam ao Hospital de Base Luiz Eduardo Magalhães (HBLEM), em Itabuna, estão reclamando da falta de ortopedistas. Na verdade, eles existem, mas “não se dão ao luxo” ir pro batente durante o seu plantão e somente aparecem se, por acaso, aparecer alguém com fatura exposta.
Com isso, caso dê entrada no hospital um paciente acidentado com uma costela perfurando o pulmão, fígado ou outro órgão vital, a ordem é morrer e não ser socorrido pelos ortopedistas.
Ou os médicos não têm o menor respeito pela vida dos seus semelhantes ou, do contrário, estão desafiando a direção do hospital e o secretário da Saúde, que assumiram prometendo moralizar os serviços de saúde de Itabuna.

vereadores debatem HBLEM

Crise preocupa o vereador Vane

A crise do Hospital de Base Luiz Eduardo Magalhães e a proposta de estadualização pelo governo do Estado serão discutidos na próxima terça-feira (26) na Câmara de Vereadores de Itabuna. A sessão especial que será às 18 horas foi um pedido do vereador Claudevane Leite e subscrito por todos os vereadores.

De acordo com Claudevane, o Hblem vive o seu pior momento e a situação do hospital está insustentável “A proposta de estadualização é uma alternativa viável, porém precisa ser discutida”, afirmou.

Vane completou ainda que a maior unidade médico-hospitalar pública do sul da Bahia está com muitas dívidas e passa por um sucateamento na sua estrutura. “A estadualização é vista pelo governo baiano como única saída para reverter o quadro, mas é preciso ouvir as opiniões e decidir pelo que for melhor para população”, concluiu.

Para discutir o assunto foram chamados representantes da Secretaria de Saúde do Estado e do município, sindicatos, associações, Conselho Municipal de Saúde e a sociedade civil organizada.

Vereadores querem estadualizar HBLEM

A criação de uma comissão em apoio à estadualização do Hospital de Base, tendo como integrantes o Ministério Público Estadual, OAB, Câmara de Vereadores, sindicatos, Conselho Municipal de Saúde e Conselho Regional de Medicina (Cremeb) está sendo proposta.

Na última quarta-feira (18), os vereadores Wenceslau Júnior, Claudevane Leite e Ricardo Bacelar participaram da reunião com o secretário de Saúde do Estado, Jorge Solla  para decidir se a gestão do Hospital de Base passará para o Governo do Estado.

O vereador Ricardo Bacelar considerou que o município precisa se posicionar se tem condições de administrar os recursos. “Não importa nesse momento se é o Estado, ou o Município que será o responsável. É a vida das pessoas que está em jogo, o problema é a saúde pública”, afirmou.

Segundo Claudevane Leite, o Hospital de Base vive uma crise interna, com a má gestão do município. “Não é admissível um hospital do porte do base, está batendo na porta da Sesab todo mês, para pedir algodão, injeção, agulha e o pior, luvas, essencial nos procedimentos hospitalar o que vem colocando em risco a vida dos pacientes”, ressaltou.

O vereador Wenceslau Júnior também se posicionou a favor da comissão. “Sou a favor da democracia. Se o prefeito quer a consulta popular então que assim seja”. Wenceslau completou que é notório que o Estado conta com melhores condições para gerir o maior hospital do sul e extremo sul da Bahia e que atende mais de 110 municípios.

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