CIA DA NOTÍCIA

Posts Tagged ‘Hospital de Base Luiz Eduardo Magalhães’

Val Cabral deixa os verdes e embarca na nau peemedebista

Sem papas na língua, o radialista Val Cabral vai "cantar em outra freguesia"

Militante histórico do Partido Verde, o radialista Val Cabral deixa o partido, pondo fim a uma polêmica interna envolvendo diversos “verdes”, entre eles o ex-presidente da Emasa, Alfredo Melo, e, por último Glebão.

Glaby Carvalho de Andrade, o Glebão, filiado ao PV, foi nomeado por R$ 3 mil mensais para o cargo com influência na marcação de consultas, no Hospital de Base Luiz Eduardo Magalhães, como parte de um acordo feito entre um grupo de médicos e o prefeito de Itabuna Capitão Azevedo.

A saída de Val Cabral não se restringe à problemática local e sim a uma tendência nacional: a resistência interna “aos donos do partido”, que pretendem mantê-lo como um apêndice do PT.

Assim como Val Cabral, outras lideranças deixam o PV, seguindo o mesmo caminho trilhado pela ex-candidata à Presidência da República, Marina Silva, inconformada com a tendência adesista.

No próximo sábado (24), às 19 horas, no Itabuna Esporte Clube, Val Cabral é um dos políticos que ingressarão nas fileiras peemedebistas, com o aval de Geddel Vieira Lima. Para a realização do ato solene está confirmada a vinda do deputado federal e presidente do PMDB baiano, Lúcio Vieira Lima, além de outros dirigentes.

Do Público ao Privado

PMDB QUER UMA BOQUINHA

Renato Costa se esforça para manter o PMDB longe da "boquinha"

Por mais que se esforce uma parte do diretório do PMDB de Itabuna, outra banda não vê a hora de ser incorporada à pesada folha de pagamento da Prefeitura de Itabuna. Essa promessa, repetida inúmeras vezes pelo prefeito Capitão Azevedo, tem acendido um farol de grandes proporções nos olhos dos peemedebistas ávidos por uma boquinha na viúva municipal, ainda mais sem a necessidade de bater ponto.

O PMDB de Itabuna ainda não se mudou de armas e bagagens para o colo de Azevedo graças à obstinação do médico e ex-deputado estadual Renato Costa, um dos poucos homens de fazem política de forma séria e abnegada. É bem verdade que uma pequena facção do PMDB já se encontra nos braços de Azevedo e na folha da Prefeitura, mas não está sendo levada em conta, tendo em vista que há anos continuam ocupando os mesmos cargos, apesar nunca terem passado por um concurso.

PT, A OBSESSÃO DE JABES I

Em entrevista concedida nesta sexta-feira (9) ao programa Alerta Geral, apresentado pelo radialista Gil Gomes, na Rádio Santa Cruz, em Ilhéus, o ex-prefeito Jabes Ribeiro repetiu a mesma ladainha de sempre: quer o Partido dos Trabalhadores (PT) com ele nas próximas eleições. E, sem se fazer de rogado explicou que está negociando a vinda do partido com Everaldo Anunciação, Josias Gomes, Jonas Paulo (presidente estadual do PT), Geraldo Simões, e até com o governador Jaques Wagner.

E Jabes garantiu aos ouvintes que também não terá nenhuma dificuldade fechar a negociação com os petistas ilheenses. “Interessa-me o PT nesse processo. Só não quero conversar com esse governo de Newton Lima, de Mario Alexandre e Ângela, esse governo deles é desastroso, com quase 90% de rejeição”, falou. Jabes deve ter se lembrado do última vez em que esteve no Palácio do Paranaguá, sendo repudiado por mais de 90% da população. Deve ter passado um filme triste em sua cabeça.

PT, A OBSESSÃO DE JABES II

Jabes Ribeiro deixou claro que a negociação mantida entre ele – Partido Progressista (PP) e o Partido dos Trabalhadores (PT) – abrange várias cidades da Bahia “Aqui em Ilhéus quero o PT comigo, precisamos dessa união, unir forças para a Ilhéus do futuro, é isso que o governador quer”, garantiu. Entretanto, até o presente momento, o governador Jaques Wagner não emitiu qualquer sinal de que Jabes seria seu candidato.

E o ex-prefeito foi além, provocando o PT ilheense, dando a entender que quem manda no partido é o governador Jaques Wagner e outros “caciques”. Pelo teor das declarações de Jabes, na hora certa os militantes petistas de Ilhéus “enfiarão a viola no saco”, e passarão a cerrar fileiras com ele. “Tenho a tarefa de participar desse debate da política 2012 com a orientação do governador Wagner, que quer uma base consolidada”, expressou.

PT, A OBSESSÃO DE JABES III

Jabes Ribeiro ainda deixou claro que a prática da política “coronelista” que pretende dar continuidade não se restringe a Ilhéus, cidade que para chegar ao poder não se importa em “rifar” outros correligionários, a exemplo de Roberto Barbosa (Minas Aço) em Itabuna, até agora o candidato definido. “Vamos analisar a política com racionalidade, chega dessa conversinha pra boi dormir. Estou conversando com o PT estadual e com lideres do PT local, e posso dizer que estou muito otimista”.

Ilhéus, para Jabes Ribeiro, é apenas parte de um projeto de poder pessoal seu e do PP. Para chegar ao Palácio Paranaguá, onde esteve hospedado por 14 anos, faz conchavos com partidos, pouco importando as questões futuras da cidade. Ilhéus e “Chorrochó das Cabeceiras” são municípios que recebem o mesmo peso político e na visão deles – políticos do PT e PP – pouco importa as diferenças e onde o que importa é lotear os cargos e prefeituras como se fosse o quintal de sua casa.

REBELADOS I

Militantes do PT de Ilhéus já trabalham com a possibilidade de um grande rompimento com as lideranças e o primeiro prejudicado poderá ser o deputado federal Josias Gomes. Seus liderados não estão nada satisfeitos com o fato de não serem ouvidos nos debates sobre o futuro político de Ilhéus, dentro de fora do partido. Em outras palavras: se sentiram lesados na confiança e prometem que não caminharão pacificamente como se fossem uma manada sendo conduzida ao matadouro.

O grande prejudicado, Josias Gomes, perderia uma base eleitoral de cerca de cinco mil votos, não estaria preocupado, haja vista a conquista de outras bases eleitorais no sertão baiano, consideradas mais seguras do ponto de vista de continuidade. Outro deputado federal a ser atingido seria Geraldo Simões, que não mais transita com facilidade nas diversas tendências do seu partido, situação que estaria sendo agravada dentro de seu próprio reduto.

REBELADOS II

Geraldo Simões e Alisson Mendonça poderão percorrer caminhos opostos

A única dúvida é se existem no PT baiano deputados com coragem e cacife político suficiente para bancar a uma candidatura própria à Prefeitura de Ilhéus em 2012. Para que essa possibilidade realmente aconteça, é preciso que seja uma liderança expressiva, com capacidade de organização e facilidades, melhor dizendo, livre trânsito nos meios capitalistas para conseguir os investimentos necessários para fazer frente às despesas inerentes.

A sobrevivência política de Alisson Mendonça depende dessa capacidade de articulação. Ele tem dito em todas as entrevistas que concede e nas conversas com os “companheiros” de que vem conseguindo adesões importantes e de peso político, a exemplo do ministro Afonso Florence, do deputado federal Valmir Assunção e do deputado estadual Rosemberg Pinto, pra começo de conversa.

É aguardar para ver se o governador Jaques Wagner, Jonas Paulo, Josias Gomes e Everaldo Anunciação não derruba o “barraco” da turma de Alisson.

UM MATADOURO CHAMADO HBLEM

Familiares de pacientes internados no Hospital de Base Luiz Eduardo Magalhães (HBLEM), em Itabuna, estão indignados com a falta de medicamentos, qualidade dos alimentos e dos insumos servidos. Pior do que a qualidade ou a falta deles, a maneira de que são tratados pelo pessoal de enfermagem deixa pacientes e familiares estarrecidos.

Não são poucas as reclamações de pacientes e familiares em relação ao pessoal de enfermagem, que trata os doentes com indiferença, falta de respeito e desídia profissional. O medicamento é jogado à distância e quando se trata de pílula, não vem acompanhada da água. Nesse caso, o paciente, se tiver condições físicas, é obrigado a pedir as os colegas de enfermaria um pouco da água porventura deixada pelos parentes.

Uma infâmia!

UM PARAÍSO CHAMADO HBLEM

Se para os pacientes o HBLEM é considerado “matadouro”, para apaniguados do prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo, a situação é totalmente inversa, podendo ser comparada a um verdadeiro paraíso. Numa condição inversa da falta de recursos dispensados para atender aos pacientes, os dirigentes e ocupantes de cargos de confiança ganham salários muito acima dos praticados no mercado.

Mas não bastam bons salários para a legião de apaniguados. Outras regalias também fazem parte do pacote de bondades oferecido pelo prefeito Capitão Azevedo, que incluem a desnecessidade de obedecer a um horário do expediente normal e até mesmo sua dispensa do trabalho. Nesses casos estão incluídos os conhecidos “fantasmas”, conforme vem sendo denunciados pelos veículos de comunicação e assentidas pelo prefeito.

UM CURRAL ELEITORAL CHAMADO HBLEM I

O apoio do PV não é garantia da nomeação de Glebão

A irresponsabilidade com os recursos públicos não fica restrita à falta de gestão, existência dos “fantasmas”, descaso dos funcionários e o péssimo tratamento dispensados aos pacientes. Para coroar esse festival de desprezo pela vida humana e com o sofrido dinheiro do contribuinte, o prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo, resolveu inovar e transformou o Hospital de Base Luiz Eduardo Magalhães num “curral eleitoral”.

A última aprontada pelo prefeito Azevedo foi a contratação do ex-candidato a vereador e deputado estadual Glebão, pela bagatela de R$ 3 mil mensais. Glaby Carvalho de Andrade, nome que aparece na folha do HBLEM, traz em sua bagagem o pretenso apoio do Partido Verde (PV) para a campanha de reeleição de Azevedo, o que não poderá ser uma verdade verdadeira no momento da campanha.

UM CURRAL ELEITORAL CHAMADO HBLEM II

O uso político do HBLEM pelo prefeito Capitão Azevedo fica mais evidenciado com hospital servindo de cabide de emprego para pessoal contratado sem concurso. Essa é a “moeda de troca” utilizada pelo prefeito para obrigar os contratados a trabalharem, não no hospital, mas como cabos-eleitorais em sua permanente campanha. Tudo feito às claras e com o dinheiro do otário contribuinte.

Em que pese as dificuldades vividas pelo hospital, o prefeito nada faz para aumentar o repasse dos recursos para o seu funcionamento e se contenta apenas em brigar com os petistas estaduais. Pouco importa para o prefeito a saúde dos itabunenses. Pelas ações que têm feito, o que vale mesmo é o uso político e eleitoral que o HBLEM pode proporcionar, para o desespero de pacientes e familiares.

UM CURRAL ELEITORAL CHAMADO HBLEM III

Sozinho, Glebão teria pouca valia, mas traz consigo o fato de ter sido um candidato com boa votação pelo PV e, no caso do HBLEM, o apoio de um grupo poderoso de médicos. São justamente os médicos “padrinhos” de Glebão que interessa ao prefeito Azevedo para diminuir a pressão exercidas por eles na área da saúde, o que o secretário Geraldo Magela ainda não conseguiu, apesar das diversas tentativas.

Para Glebão, que costuma fazer campanhas ricas, foi destinado um cargo exclusivo para a situação, bem remunerado, para fazer caixa para sua campanha. Mais e melhor do que a remuneração, o cargo a ser exercido por Glebão é talhado para o ato de fazer política, permitindo o contato direto com as pessoas, oferecendo uma das melhores mercadorias vendidas pela saúde: a  marcação de consultas.

DISCURSO FAZ DE CONTA

O discurso bolorento e descabido de Azevedo sobre a saúde em Itabuna não chega a lugar nenhum e nem mesmo consegue emocionar às pessoas mais sensíveis. O discurso é um e a prática é exatamente contrária ao que prega, faltando apenas chorar lágrimas de crocodilo em frente às câmaras dos canais de televisão ou às plateias em eventos que promove ou participa com esse intuito.

Ao invés de investir o dinheiro da saúde na saúde da população, Azevedo gasta com a contratação de cabos-eleitorais, ao ponto de inchar a folha de pagamento do Hospital de Base, que do valor de R$ 570 mil saltou, num período inferior a um ano, para R$ 816 mil. O que demonstra claramente a irresponsabilidade, são os números e índices que distingue os reajusta salariais dos servidores, míseros 6% na última campanha salarial, acrescentando à folha de pagamento R$ 34,2mil. Uma falácia que não encontra a mínima sustentação.

CARGOS DA CEPLAC

O diretor da Ceplac, Jay Wallace, não foi muito feliz na sua tentativa de “vender” mais um pedaço do órgão para o PT. Falta ao dirigente sensibilidade e conhecimento dos meandros políticos, ainda mais quando o Governo Federal é composto por dois partidos PT e PMDB (presidenta e vice). Na ânsia de continuar mantido no cargo, não pestanejou em “rifar” o cargo dos colegas da Superintendência Regional no Estado da Bahia, de forma sorrateira.

Jay Wallace não contava com os “vazamentos” das notícias em Brasília, o que resultou no pedido de exoneração de todos os membros da direção da Superintendência. Além do dissabor de ter que enfrentar a censura dos colegas de trabalho, ainda teve que ouvir poucas e boas do ministro da Agricultura recém-empossado, lembrando-o que os cargos de direção são de indicação política, cabendo, tão somente ao PMDB.

ORÇAMENTO DA CEPLAC

Servidores da Ceplac acostumados ao bom andamento do serviço público não estão nada satisfeitos com o canibalismo exercido pelo diretor Jay Wallace com o orçamento destinado ao Sul da Bahia. Aos poucos, os recursos estão sendo transferidos para as superintendências regionais da Ceplac na Amazônia, em detrimento dos serviços de extensão e pesquisa realizados na Bahia, que possui a maior produção de cacau do Brasil.

Recentemente, uma frota de veículos foi transferida para as unidades da Amazônia, enquanto as unidades da Bahia continuam com carros bastantes “surrados”. O mesmo, segundo os ceplaqueanos, acontece em relação à conservação das unidades na sede e no interior, e equipamentos. Falta à Ceplac na Bahia o compromisso dos políticos dos diversos partidos. Esses, buscam a Ceplac apenas para se beneficiar de ações e situações.

BOA NOTÍCIA

Os preços das passagens aéreas vendidas no Brasil de julho de 2010 a junho de 2011 são os mais baixos da série histórica, iniciada em 2002, na comparação mês a mês com o ano anterior, o que mostra uma queda progressiva a cada um desses 12 meses. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (9), pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e fazem parte do relatório de Yield Tarifa Aérea Doméstico. Em junho de 2011, o Yield Tarifa Aérea Doméstico – valor médio que o passageiro paga para voar um quilômetro em território nacional – atingiu cerca de R$ 0,34, redução aproximada de 14,56% em relação ao mesmo mês do ano passado. Quando comparado com o valor aferido em julho de 2002, a redução chega a 47%.

A Tarifa Aérea Média – valor médio pago pelo passageiro por uma viagem aérea em território brasileiro – foi de R$ 271,37 em junho de 2011. Apesar de apresentar aumento de 1,97% em relação a junho de 2010, em relação a junho de 2002 o valor da tarifa aérea média caiu 33,40%. Os valores são calculados com base nos dados das tarifas comercializadas pelas empresas aéreas, mensalmente registradas na Anac, e atualizados pelo IPCA. São considerados os dados dos bilhetes de passagem do transporte aéreo doméstico regular de passageiros, comercializados junto ao público em geral, independentemente de escalas ou conexões; e desconsiderados os bilhetes oferecidos gratuitamente, decorrentes de programas de fidelização (milhas), vinculados a pacotes turísticos ou a tarifas corporativas, tarifas diferenciadas oferecidas a empregados e tarifas diferenciadas de crianças.

CONTAM POR AÍ…

Convidado do Município de Ilhéus para vir a Ilhéus participar de um fórum de debates, o deputado federal Fernando Gabeira se transformou, como sempre, numa atração à parte. Não tão somente pela sua história, mas, sobretudo pelas propostas inovadoras para a política brasileira, a exemplo do que faz até hoje, haja vista sua constante capacidade de transformação em relação ao presente e ao futuro.

Em Ilhéus, durante toda sua estada, sempre esteve cercado pela imprensa, inclusive a nacional, e não se fazia de rogado ao tratar dos mais diversos assuntos ligados à política e economia nacional internacional, analisando estruturas e conjunturas, construindo cenários futuros. E assim passou a ser o maior e mais importante personagem do evento, inibindo figuras importantes da vida política e econômica brasileira.

E não era para menos. Jornalista experiente, político defensor de questões consideradas controversas, polêmicas, verdadeiros tabus, o casamento homossexual, a descriminalização da maconha e profissionalização da prostituição, Gabeira tem muito a falar por onde anda. Ainda mais quando a questão é sua história  a exemplo da militância política clandestina e as ações na luta armada durante o período da ditadura militar, quando participava do Movimento Revolucionário Oito de Outubro.

Membro fundador do Partido Verde (PV), Gabeira é um esquerdista histórico, tanto que alternou sua militância também no Partido dos Trabalhadores (PT) em diversas eleições. Por essas e outras, Gabeira tinha muito que contar e os jornalistas a perguntar. E esse assédio ficou mais evidenciado durante sua palestra no auditório do hotel em que também se hospedava.

No meio de sua palestra, todas as questões que sempre defendeu foram postas, para delírio dos presentes. Num desses temas, como era de se esperar, a crescente utilização da maconha, não se restringindo ao “cigarrinho maldito”, como se referem alguns, mas em diversas atividades econômicas. O cânhamo passava a ser visto como commodities e não mais como um problema de polícia ou política social.

Tanto era assim, que uma das demonstrações feitas pelo deputado federal Fernando Gabeira era o seu próprio tênis, fabricado com cânhamo, nome vulgar da Cannabis sativa, arbusto que fornece as folhas para a produção do velho cigarrinho de maconha. E a plateia ficou ouriçada com o exemplo dado pelo deputado. A notícia, por certo, ganharia as manchetes dos rádios, jornais e televisões do mundo inteiro, como efetivamente ganhou.

Mas essa não era a preocupação de um expectador em especial, que não perdia um lance do deputado Gabeira, era o repórter-fotográfico Mário de Queiroz, o conhecido Mário Bandeira, identificado como um dos usuários da maconha na sua versão enroladinha. Após os cliques de praxe, sempre buscando o melhor ângulo, Mário finalmente se aproxima de Gabeira e diz baixinho:

– Deputado, deputado, vamos subir ao seu apartamento para darmos uma fumada no seu tênis? – incentivou Mário de Queiroz.

Como era de se esperar, Gabeira respondeu com toda a tranquilidade:

– Olha, Mário, atualmente só uso maconha no tênis. Cânhamo, melhor dizendo – e seguiu respondendo as perguntas dos jornalistas.

Hospital São Lucas detecta primeiro paciente para doação de órgãos na região

Atendimento no Hospital São Lucas

Na manhã desta quarta-feira (31), uma equipe da Central de Transplantes da Bahia está em Itabuna realizando a primeira retirada de órgãos e tecidos humanos para fins de transplantes. A partir de uma recente capacitação realizada e da instalação de um núcleo da Organização de Procura de Órgãos (OPO) na cidade, o Hospital São Lucas da Santa Casa de Misericórdia de Itabuna identificou a primeira paciente com potencial para doação, desencadeando o processo de notificação, registros e cumprimento de protocolos exigidos no procedimento.

De acordo com a enfermeira do Hospital São Lucas, Janaina Andrade, que identificou e notificou a paciente com potencial para doação, a confirmação do diagnóstico de morte encefálica e a agilidade nos procedimentos foram determinantes. “A paciente deu entrada na noite do domingo (28) e, já na segunda-feira, através de tomografia, foi confirmado o quadro de morte encefálica, tendo início o trabalho da OPO junto à família e na execução dos testes exigidos no protocolo de transplantes de órgãos e tecidos, confirmando o potencial para doação”, declarou Janaina.

De acordo com a enfermeira plantonista da OPO instalada no Hospital de Base Luis Eduardo Magalhães, Adriana, dois médicos e um instrumentador cirúrgico estão neste momento na sala de cirurgia do Hblem realizando o procedimento de retirada dos órgãos e tecidos que devem seguir para transplante. Ainda segundo ela, somente ao fim do procedimento serão informados a quantidade e quais órgãos estão aptos para doação.

Ainda segundo a enfermeira Janaina Andrade, registrada a solidariedade à família que autorizou a doação de órgãos, o trabalho da equipe do Hospital São Lucas é motivo de orgulho para toda a região. “Ter sido protagonista deste procediemnto pioneiro em nossa região com alto potencial para salvar e melhorar vidas deixa a todos da equipe do Hospital São Lucas cheios de orgulho”, declarou Janaina.

Do Público ao Privado

A SAÚDE VAI BEM…

Objeto de desejo do Estado e Município, o HBLEM não atinge seus objetivos

Os recursos para a saúde de Itabuna continuam o mesmo, o que mudou foram os administradores do dinheiro. O Hospital de Base Luiz Eduardo Magalhães (HBLEM), alvo de disputas pelo Governo do Estado e da Prefeitura de Itabuna, continua o mesmo, alvo das mesmas denúncias, sobretudo de ser um cabide de empregos, das compras feitas aos apadrinhados, sem contar das queixas dos pacientes sobre a falta de medicamentos simples e insumos banais como gaze, esparadrapo, mertiolate.

Para refrescar a memória dos mais absortos, basta uma simples pesquisa na internet (o Google ajudaria muito) sobre o que escreviam os veículos de comunicação à época sobre o tema. As brigas entre a direção do HBLEM e o secretário da Saúde eram constantes e sobre a falta de repasses dos recursos, que mais pareciam “cobertor curto”, quando cobria a cabeça, descobria os pés. O dinheiro era transferido de “conta-gotas”, conforme a origem das denúncias, se da falta de pagamento dos funcionários, se dos fornecedores de alimentos, se dos fornecedores de medicamentos. Nada mudou.

…OS POLÍTICOS VÃO MAL

A farsa montada pelos políticos (não podem ser chamados de autoridades) que ocupam a Prefeitura de Itabuna e o Governo do Estado chama cada vez mais a atenção pelo desserviço que prestam. A cada dia novas vítimas são feitas por conta das diferenças entre eles, causando, inclusive, a morte de dezenas de pessoas, conforme é noticiada nos veículos de comunicação, embora poucos se importem com a nefasta atitude.

Foi preciso a intervenção do Poder Judiciário para transferir pacientes do Hospital de Base de Itabuna, antes que morressem à míngua, sob os olhares do prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo, do governador Jaques Wagner, dos secretário municipal da Saúde, Geraldo Magela, secretário estadual da Saúde, Jorge Solla, além de deputados federais, estaduais e vereadores. Enquanto isso, parentes e amigos são tratados “a pão-de-ló” em hospitais públicos e particulares, com as mordomais de praxe.

ATÉ QUANDO?

O modelo do Hospital de Base Luiz Eduardo Magalhães não condiz com sua administração, aos cuidados do governo municipal, apesar de construído com recursos federais. Pela magnitude do hospital, o atendimento ultrapassa fronteiras, e sua clientela é oriunda de cerca de 100 municípios diferentes, além de ser referência em urgência e emergência (pronto-socorro), principalmente traumas, na maioria decorrente de acidentes automotivos.

Por ser um hospital desse porte, se torna muito difícil sua administração pelo município, através de uma fundação, haja vista que a realidade dos preços praticados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é impraticável. O valor pago não condiz com o serviço prestado, com o medicamento utilizado, mas, mesmo assim, os prestadores de serviço aceitam as condições, fazendo de conta fazem um serviço de qualidade, enquanto o SUS acredita que seus preços são condizentes.

E nesse faz de conta, o povo sofre e os políticos utilizam esse sofrimento para praticar a chantagem, utilizando os meios de comunicação para jogar a culpa em outras instâncias. E continua tudo com dantes, no Quartel de Abrantes.

CASAS BAHIA

Demorou, mas finalmente chegou a Itabuna a famosa rede varejista brasileira Casas Bahia. E chegou bem, provocando os concorrentes que fizeram um verdadeiro festival de preços baixos, para a alegria dos consumidores, que tiveram a oportunidade de comprar móveis e eletrodomésticos a preços bastante competitivos. Foi um delírio na avenida do Cinquentenário, com vendedores disputando consumidores no grito.

No grito, aliás, eram mostrados os preços dos produtos, principalmente aqueles do mix das Casas Bahia, oferecidos a “preço de banana” pelas redes Insinuante e Ricardo Eletro. Ora, se as empresas varejistas podem praticar esses preços, não seria mais oportuno mantê-los durante todo o tempo? Quem não gostou nada do festival da concorrência foram os garis, que tiveram muito trabalho para retirar todo o material promocional jogado na avenida.

FOI O MORDOMO

As recentes denúncias da existência de uma folha de pagamento de “servidores fantasmas” na Câmara de Ilhéus está prestes a tomar um rumo bastante conhecido: incriminar o “mordomo”, que no caso em questão o tesoureiro do Legislativo ilheense, isentando de culpa o presidente da Casa, Dinho Gás. Uma ardilosa engenharia política e contábil neste sentido está sendo formulada por assessores e consultores da Presidência da Câmara, mas promete não obter os efeitos desejados.

Para elaborar uma folha de pagamento de servidores “fantasmas” é necessária a participação de várias pessoas, ocupantes de cargos estratégicos, a exemplo de contabilidade, tesouraria, dirigentes e consultores. Uma só pessoa não teria condições de praticar essa falcatrua, pela impossibilidade da sequência de atos e procedimentos inerentes às contas públicas. Como a Câmara Municipal é uma casa onde se pratica política e o corporativismo é integral, muito difícil será a punição dos verdadeiros culpados, a não ser que o Ministério Público resolva agir.

POLÍTICA ILHEENSE EM DEBATE I

A união dos partidos políticos para a construção de um projeto político e administrativo para transformar Ilhéus numa cidade mais justa e que ofereça melhores condições de vida para a população foi a tônica dos discursos feitos durante a plenária realizada pela Executiva Municipal do Partido Socialista Brasileiro (PSB) de Ilhéus. O evento foi realizado na noite de quinta-feira (25), na Câmara de Vereadores, com a presença de militantes e representantes de 10 partidos.

Na abertura da plenária, o presidente do PSB de Ilhéus, vereador Alcides Kruschewsky, ressaltou que a união de pessoas de bem compromissadas com a cidade é uma tarefa complexa, porém necessária para manter Ilhéus num rumo de desenvolvimento. “Nós do PSB temos a responsabilidade desta construção e continuaremos mantendo entendimentos não só com os partidos da base aliada, mas com todas as agremiações que têm como projeto não deixar que Ilhéus possa retroceder”, pregou.

POLÍTICA ILHEENSE EM DEBATE II

O PSB propôs a união em torno de um projeto comum para Ilhéus

O próximo passo para dar continuidade ao processo de convergência política é a realização de um seminário, em setembro próximo, com a participação de personalidades políticas de expressão nacional para debater questões importantes com a sociedade. “Os adversários de Ilhéus apostam na incapacidade de elaborarmos um projeto comum e temos que nos despir de vaidades para construí-lo, em nome de Ilhéus”, disse o secretário de Governo e Ações Estratégicas da Prefeitura de Ilhéus, Magno Lavigne.

O representante do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Roland Lavigne, frisou que há anos vem lutando para construir um projeto conjunto para Ilhéus e lembrou que já desistiu de candidatura própria para se unir a outras forças progressistas. O vereador Marcus Flávio, do PPS, concordou com Roland e disse que os políticos não podem permitir que Ilhéus volte a enveredar por caminhos incertos, para beneficiar grupos e famílias, em detrimento da coletividade.

POLÍTICA ILHEENSE EM DEBATE III

Para o médico Rui Carvalho, ex-vereador e ex-candidato a prefeito de Ilhéus, atualmente filiado ao Partido Republicano Brasileiro (PRB), hoje é preciso, mais do que nunca, a aglutinação de forças para colocar Ilhéus no rumo certo. “Sem a aglutinação das forças não será possível provocar as mudanças necessárias à política ilheense. Estou completando 30 anos de militância política, muitos deles no PSB, e estou disposto a me integrar nesse esforço conjunto”, se comprometeu.

A deputada estadual Ângela Sousa (PSC) alertou que não se conquista sozinho e que o PSB está consciente disso, tanto que promove um evento político com a finalidade de elaborar uma agenda política para o futuro de Ilhéus. “Nossa cidade tem sofrido bastante com os malfeitos do passado, cometido pelos que não se contentaram e querem voltar para cometer os mesmos erros, mas não vamos permitir”, garantiu. O vice-prefeito Mário Alexandre também disse estar disposto a integrar esse projeto, no sentido de promover as melhorias que Ilhéus merece.

PSDB e PSB I

Roland Lavigne diz que o PSDB está pronto para colaborar com o desenvolvimento de Ilhéus

Ex-deputado estadual e ex-deputado federal, o médico Roland Lavigne deu uma demonstração de que pretende continuar na luta por Ilhéus. Filiado ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Roland participou, quinta-feira (25), da reunião plenária convocada pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), na Câmara de Vereadores.

Em seu discurso, Roland Lavigne deixou claro que continua na trincheira em defesa da cidade e relatou seu desprendimento e apego a candidatura ou cargos quando desistiu de ser candidato a prefeito para apoiar Rui Carvalho. Com isso, Roland fez ver aos presentes que a vaidade é um pecado que os políticos não podem cometer, sob pena de prejudicar um projeto bem intencionado.

PSDB e PSB II

No seu pronunciamento, Roland Lavigne deixou claro que vai apoiar a melhor proposta para Ilhéus e deixou nas entrelinhas sua preferência. Mesmo sem ter “cicatrizada todas as feridas” de campanhas passadas, não se fez de rogado em afirmar que que somará às fileiras dos partidos progressistas ali reunidos e elogiou a ação do PSB em conclamar todas as forças compromissadas com Ilhéus para a construção de um projeto comum para Ilhéus.

A presença de Roland na plenária do PSB foi precedida de uma “costura política” do vereador e presidente do PSB, Alcides Kruschewsky, e do secretário de Governo e Ações Estratégicas, Magno Lavigne. Em um almoço, os dois pessebistas fizeram um relato das propostas do partido para Ilhéus, que ultrapassa os interesses individuais e partidários, e que têm o objetivo de formular um projeto comum.

PSDB e PSB III

Um dos argumentos utilizados por Alcides e Magno é de que o PSB possui um programa a ser seguido. Eles explicaram que os interesses de Ilhéus estão acima da participação no governo municipal ou estadual. “Somos governo, mas essa situação não impede que possamos divergir e contribuir apresentando ideias. Essa é uma condição inerente à política e dela não abriremos mão”, ressaltou.

Diante das conjunturas apresentadas, Roland Lavigne se comprometeu a participar da união de forças pela construção de um projeto para Ilhéus. “Vamos engrossar as fileiras dos que querem fazer política com decência e responsabilidade, com o compromisso de afastar os que querem apenas se aproveitar de Ilhéus em benefício próprio”, definiu.

OS JAPONESES E JABES I

A pré-campanha política em Ilhéus começa a ganhar contornos hilários e que podem decidir o pleito. Em entrevista recente, um dos irmãos de Jabes, que chegou a ser vereador, disse que a eleição de Ilhéus será Jabes Ribeiro contra um “caminhão de japonês”.  E o troco começou a ser dado nesta quinta-feira (25), durante plenária do PSB, que reuniu 10 partidos, todos com propostas de se unirem em torno de uma grande proposta para Ilhéus.

Pelo tom dos discursos, a iniciativa promete formar um projeto coletivo, com a participação desses partidos, tanto da base dos governos federal e estadual, como outros que se afinam com essas propostas. A proposição é caminharem juntos em outubro do próximo ano, através de uma ampla coligação, na qual os candidatos ao executivo serão escolhidos dentre os considerados mais viáveis, com base nos índices das pesquisas de intenção de voto.

OS JAPONESES E JABES II

Além do desejo de contribuir com o futuro de Ilhéus, os dirigentes e militantes desses partidos também têm em conjunto impedir que os futuros ocupantes do Palácio Paranaguá sejam pessoas descompromissadas com a cidade. Em bom português: pessoas que têm como objetivo apenas utilizar a máquina pública em proveito próprio e dos amigos mais chegados, como dizem ter acontecido em tempo não muito remoto.

Nos discursos proferidos ficou bastante evidenciado que o grupo adversário (ou, em alguns casos, inimigo) é o liderado pelo ex-prefeito Jabes Ribeiro, que tem feito constantes provocações nas entrevistas concedidas aos programas de rádio da cidade. As provocações atingiram o âmago dos militantes dos diversos partidos, que prometem marchar juntos, em torno de ideais e princípios desenvolvimentistas, os quais deverão ser elaborados de forma coletiva, com base no conteúdo programático dos partidos envolvidos.

BOA NOTÍCIA

Num momento em que grandes fabricantes internacionais desistem de competir com o iPad e retiram seus tablets do mercado, empresas brasileiras se preparam para lançar seus produtos. A Positivo Informática anunciou esta semana que planeja colocar o seu tablet no mercado em setembro. Essa é a mesma meta da Aoix, de Caçador (SC). A Positivo e a Aoix estão entre as companhias que já tiveram seu Processo Produtivo Básico (PPB) publicado pelo governo. Com isso, elas podem se beneficiar da redução de impostos oferecida para os tablets fabricados localmente. As multinacionais Samsung e Motorola já têm fabricação local.

Hoje o público de maior renda é disputado pelo iPad, da Apple, e o Galaxy Tab, da Samsung, mas os tablets que mais vendem são aparelhos de baixo custo, importados da China de forma nem sempre legal, disponíveis a cerca de R$ 300,00. A HP anunciou na semana passada a decisão de deixar de fabricar o seu tablet TouchPad. A Dell também desistiu do Streak 5. Nesse cenário, há espaço para produtos brasileiros? “Tem mercado para tudo”, disse Jovelci Gomes, presidente da Aoix. “Alguns vão querer um iPad. Outros vão querer um tablet brasileiro, que gera empregos no Brasil, sai pela metade do preço e tem um ano de garantia.”

CONTAM POR AÍ…

A redemocratização do país, após a ditadura militar iniciada em 1964, deixou muitos ensinamentos, entre eles o que não se deve fazer durante uma negociação. De início, mostra que falar a verdade é fundamental e que as diferenças devem ser conquistas na base da demonstração de fatos, situações e apresentação de números, principalmente quando o assunto em questão é a negociação entre patrões e empregados. Ganha quem tem mais argumentos, quem tem a força das classes ou categorias e a opinião pública. Isto se tiver “gordura a queimar”.

Um exemplo significativo dessa realidade pode ser demonstrado através de uma negociação entre a Comissão Executiva do Plano de Recuperação da Lavoura Cacaueira (Ceplac) e o Conselho das Entidades Representativas dos Funcionários, emperrada graças ao endurecimento de ambos os lados. Não havia mais clima, isto porque as partes não possuíam a experiência necessária para se debruçar sobre o problema, fechar questão sobre os assuntos que poderiam ser acordados de pronto e continuar discutindo os divergentes, como se faz há algum tempo, de forma civilizada.

Nesse impasse, o pessoal da Ceplac de braços cruzados, dirigentes preocupados e ameaçando os funcionários, que por sua vez pouca importância davam à hierarquia. De cada lado, pescoços empinados, olhares ameaçadores, mas que nada resolvia, pelo contrário, aumentava o isolamento. Emissários de ambos os lados se procuravam, conversavam, falavam sobre as boas intenções, a importância do entendimento, a continuidade da instituição, constantemente ameaçada de extinção. A muralha parecia intransponível.

Mas eis que o então Conselho Consultivo dos Produtores de Cacau (CCPC), braço político da Ceplac dirigido pelos cacauicultores, resolve intervir para chegar a um bom termo. Na presidência do órgão o cacauicultor Humberto Salomão Mafuz, advogado dos mais experientes, grande tribuno e considerado um dos maiores defensores da lavoura de cacau. Um negociador por excelência.

A primeira rodada de negociações no ainda imponente prédio do CCPC foi cercada de desconfianças, principalmente pelas gentilezas dos também funcionários da Ceplac ali lotados, a toda hora oferecendo chocolate e cafezinho e ávidos por melhores salários e condições de trabalho condizentes. Os tapetes das salas de recepção e reuniões da presidência incomodavam os grevistas, muitos deles oriundos da área de operação da Ceplac – operários rurais, dentre outros profissionais – não acostumados à suntuosidade e que se sentiam incomodados com os pés afundando naquelas peças. Para causar um sentimento de diferença ainda maior, os dirigentes do Conselho das Entidades ainda diziam que os tapetes tinham sido importados da Pérsia, a peso de ouro, dinheiro que poderia muito bem ter sido destinado a aumentar os salários dos pobres trabalhadores.

Dois dias após, a segunda rodada de negociação corria mais tranquila, com os ânimos serenados e alguns pontos da pauta considerados de consenso e que poderiam ser cumpridos sem a necessidade de intervenção do ministro ou do presidente da República. Um avanço. Nesse clima, o presidente Salomão Mafuz continuava sua peroração descortinando as dificuldades da lavoura, que obrigada os produtores a enfrentarem dificuldades em cima de dificuldades. Para ele, já tinha se passado o tempo em que o cacaueiro era considerado a árvore dos frutos de ouro, como contada pelas histórias de tempos muitos remotos. Sem contar no aumento do número de doenças e pragas que se instalavam na região cacaueira, outrora considerada o “eldorado” das ricas terras do sul da Bahia.

Além das dificuldades do campo, Salomão Mafuz ainda reclamava das dificuldades com o acesso ao crédito, com os bancos dificultando a liberação dos recursos providenciais para produzir o cacau, responsável pela geração de divisas para o Brasil.

– Somos uns abnegados e estamos lutando contra a atual conjuntura nacional, que não ajuda, sofrendo com o câmbio desfavorável, sem falar nas adversidades climáticas e a insensibilidade do governo.  Para completar, a greve da Ceplac ainda impede que os extensionistas mandem para o Banco do Brasil os laudos para a liberação dos contratos de investimento e custeio. É uma lástima, mas vamos resolver essa pendência para o bem da lavoura – discursava Mafuz para o comando de greve.

De repente, adentra à sala de reuniões da presidência do CCPP um contínuo, antigo funcionário da Ceplac, conhecido como “Cabaret”, ávido para se descumprir do mandado que assumira ao ser enviado em missão ao Banco do Brasil.

– Dr. Mafuz, Dr. Mafuz, o gerente do Banco do Brasil pediu que o senhor assinasse esse contrato de penhor com urgência para liberar o dinheiro para sua fazenda. Ele disse que para eu levar de volta ainda de manhã! – disse Cabaret, convicto do serviço que teria prestado ao superior.

E eis que um olhava para o outro sem entender bem o que se passava, até que todos caíram na gargalhada. Inclusive Mafuz, sua diretoria e os chefes do comando de greve. Porém, Mafuz, um homem de muitas habilidades e recursos não perdeu o bom humor e emendou:

– Vocês estão vendo como o cacauicultor sofre? Não bastavam os problemas da lavoura, agora temos também os funcionais! – arrematou.

E mais meia hora de negociação e a diretoria da Ceplac atendeu aos apelos feitos por Salomão Mafuz em benefício dos funcionários. Bastou uma simples assembleia e os funcionários da Ceplac retornaram ao trabalho.

Só tomógrafo do HBLEM funciona

Tomógrafo atende à população regional

Até que enfim! Pela primeira vez nos últimos tempos o Hospital de Base de Itabuna entra na mídia com uma notícia boa. É que nesta Quinta-Feira Santa o secretário municipal da Saúde, Geraldo Magela, anunciou que que há mais de 30 dias apenas o tomógrafo do Hospital de Base está funcionando em Itabuna.

Segundo Magela informou ao prefeito Capitão Azevedo, todos os pacientes de Itabuna, inclusive os da Santa Casa de Misericórdia de Itabuna (SCMI) estão utilizando o tomógrafo do hospital de Base.

O fato inusitado desse fato é que a prestação do serviços do Hospital de Base de Itabuna é totalmente gratuito, mesmo para os pacientes da Santa Casa de Misericórdia, que por ser particular pagam pelo procedimento, que agora não é cobrado no HBLEM.

Números atestam produtividade do HBLEM

Apesar de atravessar um período de dificuldades gerando mídia negativa, o Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães, em Itabuna, apresenta um dado surpreendente.

No site do Ministério da Saúde (MS), um boletim informativo referente às despesas com Autorizações de Internação Hospitalar (AIHs) de média e alta complexidade em 2010, o HBLEM aparece com uma demanda atendida de R$ 6.171.407,71, à frente dos hospitais de Porto Seguro (R$ 5.528.505,82), Jequié (R$ 3.797.102,58) e Ilhéus (R$ 3.168.640,01).

A produtividade poderia ser ainda maior caso as glosas (produtividade não reconhecida e, por isso, não paga) referentes à AIHs do mês de dezembro fossem levadas em conta.

Com isso, os números seriam ampliados em mais R$ 16.332,00. Se levados em conta, o HBLEM teria superado Vitória da Conquista, que em 2010 teve com internações um gasto de R$ 6.172.104,35. Com isso, os registros do Ministério da Saúde, somados ao relatório da Sesab, atestam que o Hospital de Base é a unidade de maior produtividade no Sul, Extremo Sul e Sudoeste da Bahia.

Por si só, os números oficiais ratificam a reivindicação do aumento de até R$ 2 milhões no repasse mensal para o hospital de Base.

Essas informações estão disponíveis no site do MS, podendo ser acessados na fonte MS/Datasus/Tabwin/SIHDB, e/ou acessar, para constatar a glosa de dezembro, <http://www.saude.ba.ba.gov.br/prestadores/sihd­­­_resumo_valores_aprovados>.

Estado e União querem o HBLEM

HBLEM, o hospital desejado por todos

A campanha pela estadualização do Hospital de Base Luiz Eduardo Magalhães (HBLEM) vem tomando corpo junto ao Governo do Estado e até no Governo Federal. A questão é polêmica, pois obriga o Município a abrir mão de sua competência. Em vista disso, o prefeito Azevedo e o secretario Magela protocolaram pedido especial de uma audiência com o Ministro da Saúde para tratar do assunto.

Segundo o Secretário, nesse encontro será demonstrada, tecnicamente, a inviabilidade da estadualização do Hospital, assunto já tratado com o secretário estadual da Saúde, Jorge Solla, e técnicos da Sesab.

Na análise do secretario da Saúde de Itabuna, a solução definitiva para o HBLEM passa por um incremento regular no aporte dos recursos hoje destinados ao Hospital e não envolvem simplesmente o controle de sua gestão. “É preciso afastar as questões meramente políticas partidárias e analisar o aspecto técnico, sobretudo quando o assunto envolve a saúde da população”, declarou.

O prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo, se encontra nesta sexta-feira (18), juntamente com o secretário Geraldo Magela, em Salvador, onde participam de uma reunião com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Na Pauta, além de tratar sobre questões ligadas ao apoio do ministério da saúde às ações de combate a dengue no município, também serão entregues, oficialmente, duas novas ambulâncias para a renovação da frota do Samu de Itabuna.

Rio do Engenho, cachaça de Ilhéus para o mundo
 
Atualmente, a Rio do Engenho produz cinco variedades de cachaça. A prata, mais rústica, sem ser envelhecida, descansada em alambiques de aço inox por seis meses e um forte sabor de cana; a Rio de Engenho Black; a Ouro e a Acqua Benta, envelhecidas por dois anos; e a Reserva, tipo especial, envelhecida por três anos.
 
LEIA MAIS
 
Projetos culturais da Bahia ganham R$ 14 milhões
A Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult) divulgou o resultado da seleção pública de projetos de Demanda Espontânea. O número de projetos inscritos e a qualidade das propostas apresentadas levaram a Secult a buscar um aumento no valor dos recursos, de forma a contemplar um número maior de projetos nessa seleção.
 
LEIA MAIS
Alto Beco do Fuxico festeja seus 30 anos
 
Saudosismo, amizade, cachaça da boa, cerveja bem gelada, mocofato preparado por Danilo, música de todos os gêneros e para atender todos os gostos. Esse foi o combustível que moveu membros da Confraria do Alto Beco do Fuxico, os acadêmicos da Academia de Letras, Artes, Música, Birita, Inutilidades, Quimeras, Utopia e Etc. (Alambique), além de outros frequentadores do Alto Beco do Fuxico.
 
LEIA MAIS