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o bahia esporte clube de itajuípe

Itajuípe sempre foi um celeiro de craques, desde que ainda era chamada de Pirangy. O futebol de Itabuna sempre soube onde buscar seus jogadores e muitos deles desfilaram como titulares na conceituada Seleção Amadora de Itabuna, por oito vezes campeã do certame intermunicipal baiano. À época também existia muita rivalidade entre as equipes de Itabuna e Itajuípe. Pois o Cláudio da Luz trouxe de presente essa “relíquia”, uma foto do Bahia Esporte Clube, de Itajuípe, da década de 1950, com a escalação quase que completa. Quem sabe, os mais experientes na idade completam a legenda da foto.

Em pé da esquerda para direita 4º. Jackson Hage Midlej 5º. Piaba e o irmão Almir do Correio 6º. Tirso Weyll 7º. Francisquinho Vinhas 9º. Cemi Hage 10º. Zé Vinhas Agachados 3º. Ivone Borracheiro 4º. Abel (irmão de Piaba) 6º. Daguia 7º. Marujo

(Em pé da esquerda para direita) 4º. Jackson Hage Midlej, 5º. Piaba e o irmão Almir do Correio, 6º. Tirso Weyll, 7º. Francisquinho Vinhas, 9º. Cemi Hage, 10º. Zé Vinhas, (Agachados) 3º. Ivone Borracheiro, 4º. Abel (irmão de Piaba), 6º. Daguia e 7º. Marujo

Clubes da Melhor Idade promovem encontro em Canavieiras

Clubes elegem a Rainha do Forró

Clubes da Melhor Idade elegem a Rainha do Forró

O Clube da Melhor Idade Alegria de Viver, de Canavieiras, foi o anfitrião dos Clubes da Melhor Idade de diversas cidades do Sul e Extremo Sul da Bahia. O encontro, realizado domingo (29 de junho), no Restaurante Alegria de Viver, na Praia da Atalaia, promoveu o 5º Forró Regional da Melhor Idade do Sul e Extremo Sul da Bahia.

O Forró da Melhor Idade é realizado todos os anos em uma das cidades do Sul e Extremo Sul da Bahia. Este ano, em Canavieiras, o evento foi animado pela cantora Iara Silva e Banda Maria Bretheira e a Banda JC Musical. Participaram do encontro cerca de 300 pessoas filiadas aos clubes da terceira idade de cinco grupos de Itabuna, Itajuípe, Buerarema, Ilhéus, Camacã, Uruçuca, dentre outras.

No 5º Forró Regional do Sul e Extremo Sul da Bahia da Melhor Idade foram comemorados os festejos juninos, incluindo São Pedro, e as vitórias da Seleção Brasileira na Copa do Mundo. O evento foi iniciado às 9 horas, com um café da manhã, e prosseguiu até as 17 horas, com comidas e bebidas típicas, além de um almoço com churrasco.

Durante o encontro, que contou com o apoio da Prefeitura de Canavieiras, foi realizado um sorteio de um balaio junino entre os participantes, cuja vencedora foi do Clube de Ilhéus. Outro evento bastante concorrido foi o concurso para a eleição da Rainha do Forró, sendo escolhida a candidata do Clube da Melhor Idade de Itajuípe.

O Clube da Melhor Idade Alegria de Viver, de Canavieiras, participa constantemente de diversos eventos em várias cidades da Bahia e do Brasil. O Clube também possui um grupo artístico que apresenta coreografias de dança e teatro. Em setembro próximo, o Clube da Melhor Idade de Canavieiras participará do 10º Encontro Regional, em Porto Seguro, e em novembro participa do Natal Luz, nas cidades da Serra Gaúcha.

Intermunicipal tem motivação especial este ano

Por Walmir Rosário

Teve início ontem às 17 horas, em Santo Amaro, com o jogo Santo Amaro 2 X 1 Feira de Santana, o Campeonato Intermunicipal de Seleções Amadoras da Bahia, versão 1993. Participam do Intermunicipal 81 seleções de todas as regiões da Bahia, transformando-o no maior campeonato amador do mundo. Pelo novo regulamento aprovado entre os clubes e a Federação Bahiana de Futebol (FBF), a seleção campeã do Intermunicipal irá disputar o Campeonato Baiano de Profissionais de 94 – 1ª Divisão –, o que vem incentivando os investimentos na contratação de bons jogadores.

O maior campeonato do mundo também é o mais organizado, recebendo toda a atenção por parte dos dirigentes da FBF. Isto pode ser visto durante a realização do Conselho Técnico, para definir o regulamento. Enquanto o arbitral da Divisão de Profissionais é realizado na sede da Federação Bahiana de Futebol, o de amadores teve como palco o luxuoso Hotel Méridien, reunindo dezenas de dirigentes e prefeitos.

Lucratividade

Ilhéus realiza um trabalho de base e prepara a geração do futuro para evitar investimentos altos no futebol

Ilhéus realiza um trabalho de base e prepara a geração do futuro para evitar investimentos altos no futebol

O intermunicipal pretende ser rico e lucrativo para a FBF. Para cada inscrição de seleção são cobrados Cr$ 8 milhões (oito milhões e cruzeiros), fora inscrições individuais e transferências de jogadores, entre outros serviços. Segundo o jornalista e diretor da Liga Itabunense de Futebol, Pedro Ivo Bacelar, antes mesmo de começar o campeonato propriamente dito a FBF já arrecadou mais de Cr$ 1 bilhão (um milhão de cruzeiros), sendo que cerca de 60% desse faturamento tem como origem o Sul da Bahia.

Os lucros vão além do que arrecada a entidade. Como o Intermunicipal está mais profissionalizado do que o Campeonato Baiano da divisão principal, jogadores, técnicos, preparadores físicos e até empresários vão fazendo o seu pé-de-meia, já que estariam condenados a ficar fora dos gramados por algum tempo e, consequentemente, desempregados. Cada vez mais o público entrará em contato com atletas conhecidos, oriundos de times como o Itabuna, Galícia, Jacuipense, Catuense, Serrano, Camaçari, e de equipes do Espírito Santo e Minas Gerais.

Prestígio eleitoral

Às vésperas da eleição da Federação Bahiana de Futebol os dirigentes mostram prestígio e buscam votos nas ligas interioranas. Mesmo que isso importe na descaracterização do Campeonato Intermunicipal, a FBF facilitou a utilização de até oito atletas profissionais por cada seleção. Afinal de contas, uma seleção campeã eleva o conceito, de dirigentes locais e do prefeito, sempre pronto para pagar as contas de sua equipe.

Além dos repasses de subvenções para as ligas, o prefeito ainda pode influir decisivamente na sucessão da FBF, haja vista ser o Palácio dos Esportes roteiro obrigatório dos prefeitos interioranos em suas viagens à capital do estado. Com isso, o presidente Marcos Andrade sai disparado na frente para eleger o seu vice, Pedro Roberto, que terá como adversário o ex-presidente Antônio Piton. O contraponto do Campeonato Intermunicipal ficou por conta das ligas de grandes cidades, como Vitória da Conquista, e Jequié, que não aceitaram as regras do jogo: competir num campeonato amador com seleções profissionais e realizado altos investimentos.

Muita ‘grana’ nas contratações

Entre as seleções que mais investiram visando ao primeiro lugar no Campeonato Intermunicipal estão as de Buerarema, Itajuípe, Coaraci e Itororó, que lutam desesperadamente por uma vaga no campeonato de profissionais, apesar de não possuírem infraestrutura, como grandes estádios futebol ou público suficiente para manter um time. Essas seleções gastaram muito na contratação de jogadores e comissão técnica, além de despesas com material esportivo de primeira qualidade, alojamentos, alimentação e transporte.

Contrato, luvas salários ou qualquer outro tipo de de remuneração tão comum no vocabulário esportivo não fazem parte do dicionário dos dirigentes de ligas ou de prefeitos. Exceção apenas para os chamados “bichos”, muitas das vezes progressivos, conforme o número de vitórias ou a classificação no campeonato. Entretanto, um técnico poderá receber salários de até Cr$ 80 milhões (oitenta milhões de cruzeiros) e mais as despesas, não contando, aí, os prêmios pelo desempenho da equipe, e um jogador profissional pode ganhar entre Cr$ 20 milhões a Cr$ 40 milhões de salário.

Buerarema

Considerado um “salvador” de times, o técnico Sapatão foi convocado para dirigir a outrora modesta Seleção de Buerarema. Junto com Sapatão também vieram o preparador físico Cleto Sauer, o massagista Santana, o roupeiro Napaeta, o treinador de goleiros Celso Adrião, todos ex-Itabuna, continuando apenas o supervisor Orlando da Hora, que já foi o treinador da seleção no campeonato passado.

Além da comissão técnica, o treinador Sapatão recrutou atletas em diversos times da Bahia, como o Galícia e o Camaçari, que dirigiu e salvo da “degola” em cima da hora. Somente do Camaçari vieram o goleiro Ferreira, Pita, Lima Baiano, Paulo Itaparica e Carlinhos Maracás; do Itabuna, Zé Luiz e Formigão (Araxá); além dos juniores Zé Mário e Rodrigo. Em Ilhéus o técnico foi buscar os amdores Nazaré (campeão baiano no intermunicipal de 87 pela Seleção de Itajuípe) e Ivan Baiano (outro campeão do ano passado pelo Linhares, do Espírito Santo).

Experiência

Em Buerarema os investimentos, entretanto, não ficaram restritos à contratação de jogadores profissionais. A Liga vem realizando um trabalho junto aos juniores. Dos atletas inscritos para o Intermunicipal cinco são provenientes dos clubes amadores da cidade – inclusive um atleta foi convado da equipe das “Puaias”, que disputou o Campeonato Rural do Município: o meio campo Watson. Segundo o zagueiro Zé Luiz, que também é irmão do prefeito Tarciso Brunelli, os investimentos são altos. Semente com salários são gastos em torno de Cr% 500 milhões mensais, o que daria inveja a muitos times profissionais.

Justifica Zé Luiz que em Buerarema a seleção encontra vários “protetores” como o prefeito Brunelli, empresário do ramo de distribuição de petróleo, e responsável pela seleção do ano passado, quando apenas era empresário. “Ainda temos a ajuda de parte do comércio e da própria prefeitura”, ressalta. Diz ainda Zé Luiz que o investimento maior da prefeitura foi a reforma do Estádio Antônio Carlos Magalhães, que recebeu cobertura na arquibancada, novos vestiários para os juízes, pintura e reforma do gramado.

Apesar de todas as contratações, a Seleção de Buerarema ainda não teve tempo suficiente para trabalhar em campo. Nas duas partidas amistosas disputadas contra a modesta Seleção de Ibicuí, perdeu por 2 X 1 fora de casa e empatou em 1 X 1 no estádio local. Segundo o preparador físicio Cleto Sauer, a seleção ainda não realizou um treino com todo o conjunto. Houve a contratação de outros jogadores e existe a escassez de tempo para prepará-los fisicamente. “Quem estava atuando no campeonato de profissionais está bem, mas quem estava parado ainda precisa de mais um tempo para chegar à forma física desejável”, afirma Cleto.

Profissionalismo é criticado

O alto nível de profissionalização das seleções amadoras é criticado por grande parte da imprensa e de alguns dirigentes de ligas. Para os defensores do amadorismo, a inclusão de jogadores profissionais descaracteriza o Campeonato Intermunicipal e ainda inibe a revelação de futuros craques, tão escassos no futebol de hoje. Parte dessa crítica é feita por dirigentes que reclamam a falta de apoio para um trabalho de base com a garotada da periferia das cidades, locais que tem revelado bons jogadores.

Ivo Badaró critica o profissionalismo existente hoje

Ivo Badaró critica o profissionalismo existente hoje

Para o diretor de Educação Física, Recreação e Desportos da Prefeitura de Ilhéus, Ivo Badaró, é inconcebível pagar altos salários aos atletas, enquanto o município ainda não pode fazer o mesmo com os professores. Para a Seleção Amadora de Ilhéus participar do Intermunicipal, a Prefeitura destinou apenas a modesta quantia de Cr$ 200 milhões (duzentos milhões de cruzeiros), constante no orçamento municipal, além da liberação de dois funcionários: o treinador Sérgio Vieira e o massagista. Outros tipos de ajuda concedidos são os veículos para o transporte da seleção durante os treinamentos e as partidas oficiais, além dos faturamento com a publicidade no estádio Mário Pessoa.

Juniores

Destaca Ivo Badaró que a Prefeitura de Ilhéus, ao invés de investir recursos para contratar jogadores profissionais, tem se preocupado em formar novos atletas em todas as modalidades esportivas. Especificamente no futebol, a Secretaria da Educação vem investindo nas equipes de base, realizando um trabalho semelhante ao do Matsubara do Paraná, recuperando e construindo campos de futebol na periferia da cidade. “Estão programados quatro Centros de Treinamento (CT’s) para trabalhar os garotos até eles poderem chegar à Vila Olímpica Mário Pessoa”, explica Badaró.

Para o técnico Sérgio Vieira, ex-campeão do Intermunicipal jogando pela Seleção de Itajuípe em 1987, a profissionalização do Intermunicipal é uma injustiça, pois impede o surgimento de novos valores. Sérgio garante que somente ganhou dinheiro com o futebol jogando pelas seleções amadoras de outras cidades, nunca pela Seleção de Ilhéus ou como profissional. “Dos 24 jogadores convocados para a seleção, seis deles já saíram para ganhar dinheiro em seleções de cidades vizinhas e apenas três jogadores da atual seleção já participaram de outros intermunicipais. O restante do time é todo formado por juniores”, explica.

Itabuna

Situação semelhante a de Ilhéus passa a Seleção de Itabuna: ela não tem recursos para enfrentar as seleções profissionalizadas. Para o técnico Amail Lins, a parada é dura, pois a primeira partida é justamente contra a Seleção de Buerarema. “Enquanto nós treinamos à noite porque os atletas trabalham em dois turnos, em Buerarema os jogadores fazem dois turnos, já que esse é o seu trabalho”, ironiza. Para entrar no Campeonato Intermunicipal, o Itabuna comprou Cr$ 160 milhões (cento e sessenta milhões de cruzeiros) de material esportivo (fiado) e os jogadores vão aos treinos graças aos vales-transportes oferecidos por uma empresa de ônibus. “Mesmo assim temos uma frequência de 100%”, garante o treinador Amail.

Segundo o jornalista e diretor da Liga Itabunense de Desportos Amador, Pedro Ivo Bacelar, uma das exigências da diretoria foi convocar somente os jogadores que participavam do Campeonato Amador Municipal. “Não temos nenhum atleta de fora ou que ganhe dinheiro. Todos eles pertencem aos 14 times da cidade”, frisa. Para o radialista esportivo Jorge Caetano, uma das exigências que deveriam ser impostas pela FBF para que a seleção fosse inscrita seria a realização de um campeonato local. “Temos bons jogadores, porém eles não aparecem por falta de equipes”, ressalta.

O técnico de Itajuípe, Alberto Leguelé, encara a profissionalização do Intermunicipal como um novo mercado para os jogadores e comissões técnicas, além de revelar nomes de cidades sem a tradição do futebol. Para ele, a FBF deveria aumentar o número de seleções e o calendário, participando todas as cidades que tenham estrutura. Quem concorda com Leguelé é o zagueiro Zé Luiz, de Buerarema. “Se o campeão do Intermunicipal vai subir para a Primeira Divisão, a profissionalização é necessária para a equipe pegar experiência”, avalia.

O Campeonato Intermunicipal tem sido um vasto mercado para suprir o período de “férias” dos campeonatos profissionais. Tem atraído jogadores de outros estados, como o lendário Jacozinho, oriundo do futebol alagoano. O troca-troca de clubes enchem os noticiários das emissoras de rádio, que chegam a dedicar cerca de 90% de sua programação esportiva ao Intermunicipal. O chefe da equipe esportiva da Rádio Difusora de Itabuna, Robério Menezes, comenta que a emissora transmite até sete partidas simultaneamente, o que garante audiência e faturamento.

João Xavier aponta solução

“Como a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) não permite mais de uma federação por estado, a única solução para se manter a atividade esportiva nas várias regiões da Bahia é a implantação de ligas regionais ou outra entidade que controle os clubes de futebol”. A afirmação é do ex-presidente do Itabuna Esporte Clube e secretário de Esportes e Turismo da Prefeitura de Itabuna, João Xavier. Para ele, a única maneira de se evitar a decadência do futebol baiano é a criação de campeonatos regionais paralelos, que vão se afunilando até chegar ao campeão estadual.

Garante Xavier que sua ideia vem encontrando receptividade entre os diversos dirigentes de futebol do Sul da Bahia, embora seja uma proposta que requeira estudos mais aprofundados. “Temos que sair da crise financeira, onde somente a Federação Bahiana ganha dinheiro com o futebol. Numa renda de Cr$ 20 milhões (vinte milhões de cruzeiros), por exemplo, somente Cr$ 667 e 220 cruzeiros ficam para o clube da casa”, protesta. Xavier afirma que a estrutura do Intermunicipal deveria ser profissional, já que acabaram com a essência do amadorismo. O campeonato de profissionais – completa –, é direcionado para Bahia e Vitória.

O dirigente observa que não tem sentido a prefeitura bancar uma seleção profissional, mascarando-a de amadora, pois não oferece recursos e condições para o surgimento de novos valores. “A prefeitura liberou cerca de Cr$ 300 milhões para a Seleção de Itabuna comprar material esportivo. Se não liberou mais é porque os recursos estão escassos”, diz. Para inverter a situação de decadência do esporte do esporte amador, Xavier informa que sua secretaria vai executar projetos de construção e recuperação de campos de futebol e contratar pessoal técnico para formar escolinhas. Ainda hoje Xavier vai manter uma reunião com as associações de bairros para discutir a criação do primeiro campeonato de futebol de campo entre os bairros da cidade.

Itajuípe quer ser bicampeã

Leguelé dirige ItajuípeCampeã em 1987, a Seleção de Itajuípe tem obtido ótimo desempenho no Campeonato Intermunicipal, tendo sido vice-campeã por três vezes. Este ano, mais uma vez, ela não deixa por menos e tentará repetir a façanha de 87, quando ganhou da Seleção de Santo Amaro na casa do adversário. Para repetir o feito, a Liga Itajuipense contratou o técnico Alberto Leguelé, que atuou por Camaçari, Lauro de Freitas, Riachão do Jacuípe, Leônico e Vitória (onde foi auxiliar técnico), e que aportou em Itajuípe com sete jogadores profissionais.

Uma vantagem considerada por Leguelé foi ter encontrado a base da equipe do ano passado, principalmente na defesa e no meio-de-campo, formados há muitos anos pelos jogadores Goiabão, Vivas, Du, Badon, Naldo, Edson, dentre outros. Entretanto, foram efetuadas as contratações de “homens-gols” como Uílton e Neridal, ambos do Galícia, mais os jogadores Havengá, Dumé, Quincas e André, vindos de outras seleções da região cacaueira. Nos dois primeiros jogos, a Seleção de Itajuípe goleou a Seleção de Floresta Azul por 4 X 0, repetindo a dose contra os profissionais do Itabuna.

Como não realiza um campeonato amador no município há cerca de cinco anos, a Seleção de Itajuípe vem se valendo da antiga base da década passada, reforçando-a com atletas de outras seleções e times profissionais. Mesmo assim, Itajuípe tem revelado alguns jogadores de bom nível, como Mário César e Edson, ambos da seleção do ano passado. Jogadores como Goiabão, Vivas, Du, Badon, por sua vez, aproveitam a folga do intermunicipal para jogarem em times profissionais como o Itabuna.

Confiança

Contando com dois jogadores para cada posição, o técnico Alberto Leguelé vem confiando no sucesso de sua equipe, que participará de um dos grupos mais modestos do Intermunicipal, estreando domingo contra a Seleção de Gongogi. “Estamos treinando muito, em dois turnos, até o começo do campeonato. A partir daí, os treinamentos se restringirão apenas à manutenção do preparo físico e à realização dos coletivos para aprimorar as jogadas e corrigir as falhas”, informa Leguelé.

Publicado no Correio da Bahia em 12-07-1993

Um ponteiro-direito que jogava por música

Walmir Rosário

Não tem que não tenha conhecido Lane, ponteiro-direito da Associação, Janízaros e Flamengo de Itabuna, nos anos 1950. Ponteiro de muitas firulas, e que gostava de fazer gols, todos comemorados com muito estilo e alegria. Marcar Lane era um suplício para os zagueiros, devido ao seu estilo brincalhão, mas que conduzia a bola com seriedade em direção ao gol.

Se tinham algumas pessoas que não gostavam de Lane eram justamente os zagueiros, o que ele considerava “jogadores de categoria inferior” – isso os dos times adversários, de sua equipe, não –, que só sabiam entrar no atacante para bater, machucar. E isso Lane detestava. Já imaginou receber uma falta e cair no campo molhado, sujar o calção? Nem pensar! Receber uma pancada na perna e baixar o meião…para ele essa era uma atitude inconcebível.

A equipe de Itabuna, com a camisa da Associação, foi campeã do Torneio Caixeral de 1957, vencendo Itapé por 3X2, gols de Juca Alfaiate, (2) e Lane (1). Em pé: (?) Vitor Baú, Sílvio Sepúlveda, Pedro Mangabeira, Lauxinho e Guaraí;agachados: Lane, Pedrinha, Juca Alfaiate, Macaquinho e Dioclécio

A equipe de Itabuna, com a camisa da Associação, foi campeã do Torneio Caixeral de 1957, vencendo Itapé por 3X2, gols de Juca Alfaiate, (2) e Lane (1). Em pé: (?) Vitor Baú, Sílvio Sepúlveda, Pedro Mangabeira, Lauxinho e Guaraí;agachados: Lane, Pedrinha, Juca Alfaiate, Macaquinho e Dioclécio

Os torcedores que tiveram a felicidade de presenciar Lane jogando uma partida são capazes de testemunhar a elegância com que entrava em campo e como saía, isso quando os zagueiros deixavam. Os roupeiros dos times por onde passou é que não gostavam muito das exigências de Lane em só receber o uniforme bem passado e engomado. Dizem, até, que ao ser contratado pelo clube, impunha ser o seu uniforme lavado e passado com todo o esmero por um conhecido profissional da pedra do Rio Cachoeira de nome João Brotinho, com fama aqui e em Itajuípe. Só assim ele entrava em campo.

Arlindo Monteiro Orrico era seu nome de batismo e certidão nascimento lavrada no cartório de Santo Antônio de Jesus, sua terra natal. Casado com dona Maria Isabel, com quem teve 12 filhos, viveu até os 83 anos, sempre esbanjando alegria por onde passava, brincando com os amigos, mesmo quando a situação lhe era adversa.

Chapista (funileiro, que conserta lataria de carros) de profissão, futebolista de primeira e músico da Euterpe Itabunense, a fama de Lane ultrapassava os limites do bairro Conceição, onde residia, e ia além das fronteiras de Itabuna. Um fim de semana sem festa e sem futebol era coisa que ele não admitia e fazia questão de não deixar passar isso em branco.

Os dias de sábado eram reservados para as festas, fosse tocando “caixa” na briosa Euterpe, onde desfilava com farda engalana, ou nas muitas orquestras e banda em que exerceu a função de baterista. Como fazia no futebol, na bateria ele não deixava por menos: atraía toda a atenção para si, realizando movimentos dignos de um malabarista.

Histórias e estórias

O músico Lane tocando "caixa" na Filarmônica Euterpe Itabunense

O músico Lane tocando “caixa” na briosa Filarmônica Euterpe Itabunense

Bater nos pratos e caixas de percussão com braços trocados era o que mais gostava. Dizem, até, que alguns músicos sem essas habilidades peculiares não gostavam de tocar junto com Lane, pois se sentiam menosprezados pela quantidade de aplausos dirigidos ao baterista. Restrições à parte, a plateia sempre vinha ao delírio nas noites mais inspiradas.

Contam os amigos mais chegados – com os quais dividia mesas nos muitos bares da cidade –, que certa feita, ao tocar numa conceituada orquestra itabunense, Lane resolveu embalar a festa. Lá pelas três horas da manhã, abandonou seu instrumento de trabalho – a bateria – e decidiu assumir o posto de crooner, imitando o astro americano Ray Charles.

Enquanto cantava, os assistentes da plateia, já devidamente embalados com o consumo de rabos-de-galo, sambas-em-Berlim, Ron Merino, cervejas e outras iguarias etílicas, começaram a jogar bolas de papel em sua direção. Com a elegância de sempre, Lane resolveu usar seus dotes futebolísticos e, com maestria, cabeceava cada bolinha de papel atirada em sua direção.

De repente, o violonista ao seu lado percebe o sangue jorrando da testa de Lane, que manchava o seu smoking. A orquestra para a música e seus colegas correm em sua direção para prestar socorro, temendo ser algum problema fatal, até descobrirem que não passava de um corte superficial. E foi o próprio Lane quem explicou:

– Eu fui cabeceando, cabeceando, até que jogaram uma taça…e aí não teve outro jeito – confessou.

Numa outra feita, Lane voltava para casa depois de mais uma noitada tocando num dos muitos clubes de Itabuna. Naquela época, dois eram os caminhos obrigatórios para se chegar ao bairro Conceição: a ponte do Tororó – por muitos também chamada de “ponte dos velhacos” – e a ponte velha, batizada de Miguel Calmon, local preferido pelos “amigos do alheio” daquela época para esperar os incautos escondidos nas guarda-vidas (recuos), um local perfeito para a tocaia.

E eis que surge Lane no início da ponte, caminhando despreocupadamente, até que, a chegar no meio, dois indivíduos surgem do guarda-vidas e anunciam o assalto.

Com o susto, Lane se desequilibrou e caiu, apoiando-se no chão para não sujar o terno de linho Branco S 120, todo engomado. Surpreso com a atitude da vítima, os dois ladrões se assustaram e disseram um pro outro:

– Vamos cair fora que o velho é capoeirista! – e saíram em debandada.

Lane não se fez de rogado, levantou, sacudiu a poeira das mãos e continuou seu caminho para chegar em casa.

Jornalista, advogado e editor do www.ciadanoticia.com.br

Publicado no Jornal Agora em 28-08-2003

O Botafogo de Rodrigo contra Bahia de Itajuípe

Walmir Rosário

A disputa entre o Botafogo do bairro Conceição e o Bahia de Itajuípe, em 1958 – foi considerado o jogo do ano na região cacaueira. A partida não valia por nenhum campeonato, ou torneio, mas valia uma aposta no valor de Cr$ 30 mil, uma quantidade de dinheiro para resolver o problema financeiro de qualquer um vivente.

A aposta foi feita entre Sílvio Sepúlveda, ex-goleiro, cartola e frequentador assíduo dos jogos da desportiva, onde ficou famoso por suas apostas, e Osvaldo Gigante, cartola do Bahia de Itajuípe. A todos ele desafiava, dando gols de vantagem, e quem se retrucasse dizendo que preferia apostar no clube proposto por ele, recebia outra resposta na mesma hora:

– Dou dois pra um – e Sílvio finalizava a pendenga.

A gloriosa equipe de 1958 do Botafogo do bairro Conceição

A gloriosa equipe de 1958 do Botafogo do bairro Conceição

Num jogo amistoso, o Bahia de Itajuípe caiu na besteira de ganhar do Botafogo de Rodrigo Antônio Figueiredo, o que para Sílvio teria sido apenas um pequeno acidente de percurso. Afinal, o Bahia, um time com uma dúzia de pernas-de-pau não poderia ser superior à equipe alvinegra com Patuca, Pedrinha, Dal (Tarzan), Pintadinho, Afrânio, Jonga, todos craques de primeira linha. Só uma revanche resolveria a pendenga.

Feita a aposta, dinheiro casado, o jogo foi marcado para 15 dias depois, tempo suficiente para arregimentar torcedores de toda a região. No domingo aprazado, o campo da Desportiva estava superlotado com as caravanas vinda de Itajuípe, Coaraci, Itapé, Ilhéus e até de Vitória da Conquista. Jogo duro, mastigado, jogadores seguindo à risca as recomendações de Sílvio Sepúlveda, pródigo nas recompensas pelas vitórias que lhe interessavam.

Apesar dos esforços dos botafoguenses, o primeiro tempo terminou com o placar de 2X0 para os visitantes, para o desespero de Sílvio e da torcida local. No vestiário, a preleção foi uma verdadeira aula de como virar o jogo e ganhar, de lambuja, outros Cr$ 500,00 de troco. Bastou umas duas substituições e mandar o time encarar o Bahia de homem pra homem. Uma moleza, segundo Sílvio, esclarecendo que bastaria Patuca segurar a defesa, Pedrinho controlar o meio-de-campo, abrir pra Jonga e enfiar a bola nos pés de Pintadinho, Afrânio e Esquerdinha. O resultado era sair para o abraço.

Dito e feito. No segundo tempo entrou Robertão, marcou o primeiro gol aos 35 minutos; Afrânio fez o segundo e, para o delírio da torcida, aos 42, próximo do fim do jogo, Esquerdinha recebe um lançamento de Pedrinha e enfia o terceiro gol no Bahia. A fatura estava liquidada. Agora, era só comemorar no Elite Bar e no Café das Meninas.

Pedrinha

Pedrinha dominava o meio campo

Pedrinha dominava o meio campo

Um dos melhores jogadores de meio-campo de Itabuna foi Pedrinha, ou Antônio Gonçalves de Oliveira, jogador do Botafogo de Rodrigo, do Fluminense, dentre outros. Famoso pelos seus lançamentos e a tabelinha que fazia com Mundeco, era de estilo clássico e atuava com responsabilidade. Essa equipe de 58, da qual fez parte, é considerada como uma das melhores da história esportiva de Itabuna.

Pedrinha deixou de jogar, mas não abandonou o futebol e é um grande colecionador de fotos de equipes esportivas, colaborando nas edições especiais do Jornal Agora.

Jornalista, advogado e editor do www.ciadanoticia.com.br

Publicado no Jornal Agora em 28-07-2003

Ciclistas de Ilhéus pedalam até Bom Jesus da Lapa

A viagem à Lapa já se tornou uma tradição de passeio e religião

Mantendo uma tradição que se iniciou em 1989, um grupo de ciclistas de Ilhéus partirá neste domingo (29), em direção à cidade de Bom Jesus da Lapa. O objetivo, além de viajar pelo interior da Bahia, é participar da tradicional romaria que leva milhares de pessoas de todo o Brasil até a Lapa.

Os ciclistas iniciaram a viagem às 6 horas deste domingo, da catedral, situada no centro de Ilhéus, logo após uma oração ecumênica, já que há ciclistas de diversos credos religiosos. Ao fim do primeiro dia de viagem dormirão em Ipiaú, a 143 km de distância. No segundo dia o percurso será de mais 120 km, distância que separa as cidades de Ipiaú e Pé de Serra. Já no terceiro dia de viagem, em pleno sertão, a previsão é ir de Pé de Serra a Brumado, avançando mais 165 km. No quarto dia de viagem deverão ser percorridos mais 142 km, de Brumado até Igaporã. Finalmente, no quinto dia de viagem os ciclistas percorrerão os últimos 100 km que separam esta cidade do destino final, Bom Jesus da Lapa, onde o grupo deverá chegar na quinta-feira, dia 2 de agosto. Ao final terão sido percorridos 670 quilômetros entre estradas de chão e, principalmente, de asfalto.

O grupo contará, neste ano, com cerca de 23 ciclistas, sendo um de Itapetinga, um de Iguaí, três de Itajuípe e os demais de Ilhéus. Também seguirão viagem dois carros de apoio, sendo um dotado de reboque com carreta para bagagens e, em caso de urgência, transporte de alguma bicicleta que apresente problemas. Nos carros estarão mais cinco pessoas da equipe de apoio, já incluídos os dois motoristas.

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Porto Sul e as novas oportunidades na região cacaueira da Bahia

“O Porto Sul é a certeza de que meu filho terá as oportunidades que eu não tive por causa da crise do cacau”. Assim a estudante de Serviço Social em Ilhéus, Kaline Viana, 27 anos, resumiu o sentimento de milhares de jovens de todo o sul da Bahia.

Grávida de cinco meses, à espera de um menino, Kaline acredita que seu primeiro filho vai nascer e crescer numa região com novas oportunidades, para que os jovens não precisem emigrar para outras regiões, ou mesmo outros estados, em busca de trabalho.

“O Porto Sul é a chance de uma vida melhor, e temos que nos capacitar para esse novo momento e nos inserir no mercado de trabalho”, disse Kaline, que defende que as empresas que se instalarão no sul da Bahia, além de valorizar a mão de obra local, adotem a política do primeiro emprego para a juventude.

Investimento de R$ 3,5 bilhões do Estado, em parceria com a Bahia Mineração, o Porto Sul está em fase de licenciamento ambiental pelo Ibama. Obtida a licença ambiental, a previsão é de que as obras comecem ainda este ano, com previsão de conclusão para 2014, juntamente com a Ferrovia Oeste-Leste.

Para o diretor do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Ilhéus, Dino Rocha, a população tem que apoiar iniciativas que trazem desenvolvimento, como o Porto Sul, pela capacidade de atração de novos empreendimentos e geração de empregos. “Não podemos depender apenas do setor público”.

A prefeitura de Ilhéus, com cerca de seis mil servidores, entre concursados e cargos de confiança, é a maior empregadora da cidade. “O futuro de Ilhéus passa pelo Porto Sul”, destacou Dino.

A presidente do Sindicato dos Comerciários de Ilhéus, Crismélia Mali Moreira da Silva, declarou que o setor emprega cerca de cinco mil pessoas, mas no período de baixa estação o número de demissões é elevado. “O Porto Sul será benéfico para o comércio, porque teremos um aquecimento da economia e movimento durante todo o ano”.

Ela considera fundamental a realização de cursos de qualificação profissional entre comerciários e prestadores de serviço e afirmou que o sindicato pretende estabelecer parcerias com o Sesc, Senac e outras instituições, “capacitando e valorizando a mão de obra regional”.

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A Reforma do Pacto Federativo

José Augusto Ferreira Filho

A coluna no jornal A Tarde do último domingo (17/06), assinada pelo jornalista Samuel Celestino, trouxe trechos da entrevista concedida pelo vice-governador e secretário de Infraestrutura do Estado da Bahia, Otto Alencar (PSD), destacando a preocupação daquele político baiano com as desigualdades provocadas pela má distribuição dos recursos no sistema federativo brasileiro.

De fato, já faz muito tempo que chiadeira é generalizada, externada pelos gestores dos estados e municípios. A bem da verdade, principalmente por aqueles entes federativos mais pobres e que não conseguem equilibrar suas contas. A maioria.

A Constituição de 1988, acertadamente, criou um sistema federativo diverso dos modelos até então existentes em outros países. O Brasil, país de dimensão continental, possui grandes diversidades regionais e exige um modelo descentralizado de administração pública, capaz de aperfeiçoar a distribuição dos recursos públicos em cada localidade.

Assim, o sistema federativo brasileiro, criado pela Constituição de 1988, concebeu quatro espécies de pessoas jurídicas de direito público, dentre elas os municípios, com o nítido objetivo de fortalecer a esfera local de poder.

Ora, mas se a ideia era trazer para próximo das populações de cada localidade desse país a execução das principais políticas públicas, tal premissa somente poderia dar certo se houvesse uma forte transferência de recursos para a implantação de tais políticas, nos estados e, sobretudo nos municípios, aliado a um rígido controle na aplicação desses recursos.

Afinal, como dizem por aí, ninguém mora na Bahia ou no Brasil. As pessoas moram efetivamente em suas cidades. Em Itabuna, em Ilhéus, em Itajuípe, em Salvador, etc. É no município que a população dorme e acorda, trabalha, vai ao médico – ou pelo menos tenta -, faz suas compras no comércio e matricula seus filhos nas escolas. É no município que se vive.

Hoje é fato inconteste que a distribuição das receitas, arrecadadas principalmente pela União, já não mais atende ao objetivo de valorizar o desenvolvimento nacional regionalizado, criando uma dependência cada vez mais nociva dos municípios, último executor das políticas públicas, para com os estados e a União.

Ao revés, a distribuição dos recursos e das responsabilidades, como atualmente postas nesse sistema federativo anômalo, tem sido frequentemente apontada como a responsável, ao longo dos últimos vinte anos de existência, por ter gerado uma infinidade de municípios literalmente falidos e cada vez mais impotentes em satisfazer as necessidades básicas de sua população, sobretudo a mais carente.

O Senado Federal, através de iniciativa do senador Pedro Taques (PDT), constituiu em fevereiro de 2012 uma comissão de especialistas, presidida pelo ex-ministro da Defesa e do STF, Nelson Jobim, com a finalidade de promover a reforma do pacto federativo, em atendimento às novas exigências de redução das desigualdades regionais e manutenção do equilíbrio entre o poder central da União e a descentralização de políticas e recursos públicos.

A aludida comissão tinha o prazo inicial de 90 dias para apresentar seu relatório final, apontando sugestões a serem apreciadas pelo Senado com vista a promover mudanças nas regras atuais de execução das políticas públicas e nos repasse dos recursos aos estados e municípios. Em 30 de maio de 2012 foi solicitada e concedida a prorrogação desse prazo, que agora tem o mês de setembro por termo final.

Resta-nos aguardar, pois promover qualquer alteração no quadro atual passará necessariamente pelo Congresso Nacional, que no momento tem seus holofotes virados para a CPMI do Cachoeira e um período eleitoral que se avizinha. Ou seja, a despeito da importância do tema da reforma do pacto federativo – com o perdão do trocadilho -, muita água ainda vai passar debaixo da ponte antes que os estados e municípios possam experimentar qualquer alteração no quadro atual.

Advogado

Audiências públicas do Porto Sul em seis cidades reúnem 4.600 pessoas

Itacaré foi uma das cidades onde a audiência foi realizada

Barro Preto, no Sul da Bahia, encerrou a série de audiências públicas promovidas pelo Ibama e Governo da Bahia para a apresentação do relatório de impacto ambiental e do projeto do Porto Sul, empreendimento de R$ 3,4 bilhões, que terá um porto público e um terminal privativo operado pela Bahia Mineração. Além da audiência pública realizada em outubro de 2011 em Ilhéus, com a participação de 3.780 pessoas, durante a semana aconteceram audiências também em Uruçuca, Itacaré, Itabuna, Coaraci e Itajuípe.

Ao todo, as audiências públicas nas seis cidades tiveram a participação de 4.600  pessoas, que somando-se a Ilhéus chega-se a um total de 8.400  inscritos. “Esse nível de participação demonstra o envolvimento da comunidade e a transparência com que o Governo da Bahia está conduzindo todo o processo de implantação do Porto Sul, com o máximo respeito à questão ambiental e às pessoas inseridas na área do empreendimento”, afirma Eracy Lafuente, coordenador de infra-estrutura da Casa Civil do Governo da Bahia.

Lafuente destaca ainda que “após a obtenção da licença ambiental, o Governo da Bahia vai agilizar o início das obras, já que esse empreendimento é considerado prioritário dentro da política de criação de novos pólos de desenvolvimento que criará condições para que o Sul da Bahia viva um novo ciclo econômico”.

O presidente da Bamin – Bahia Mineração, José Francisco Viveiros, afirmou que o saldo das audiências públicas é positivo. “O processo de licenciamento passa por estas audiências, que servem para responder as dúvidas sobre o nosso projeto. Fico feliz em deixar a população devidamente esclarecida”, disse, para, em seguida, concluir: “Tenho certeza de que a licença sairá pelas inúmeras manifestações de apoio que recebemos nestas audiências públicas. E que os próximos passos para a obtenção deste processo sejam dados com velocidade maior para que a gente possa começar este investimento ainda este ano”.

O superintendente do Ibama na Bahia, Célio Costa Pinto, fez uma avaliação positiva das audiências. ”A participação popular foi extremamente positiva. Conseguimos chamar a atenção para a importância do licenciamentos ambiental e foram apresentadas sugestões que contribuirão com a nossa equipe técnica na elaboração do relatório final”.

A licença ambiental concedida pelo Ibama antecede a licença de funcionamento, que permitirá o inicio das obras do Porto Sul.

O PORTO SUL

O Porto Sul,  associado a Ferrovia Oeste Leste (Fiol) representa a oportunidade de dotar a Bahia com  uma grande estrutura logística. São projetos que integrarão a Bahia e o Brasil, criando um novo eixo de desenvolvimento sustentável, estimulando o turismo, negócios, empregos e ativos ambientais. Para o interior, e a chance de viabilizar novas políticas públicas para a região Sul do estado.

O complexo logístico Porto Sul-Ferrovia Oeste Leste faz com que a grande área do centro-oeste brasileiro (Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Tocantins) diminua sua distância  para um porto de cerca de 300 quilômetros.

Com a operação através do Porto Sul, um porto que permite navios de calado de até 20 metros de profundidade,  que permite atracação de navios de  alta capacidade e desempenho de transporte, os custos de transporte para os produtores serão reduzidos significativamente. Isso ampliara a competitividade do produto baiano no exterior.

No oitavo ano de operação a previsão e de que o porto movimentara 66 milhões de toneladas/ano de soja, milho, algodão, minério, etanol e fertilizantes.

Audiência pública do Porto Sul em Uruçuca reúne 1.200 pessoas

Mais uma vez as informações foram prestadas

Uma série de audiências públicas foi iniciada na área de abrangência do empreendimento para a apresentação do Relatório de Impacto Ambiental do Porto Sul e o projeto da obra. A primeira audiência aconteceu na segunda-feira (28) e teve 1272 participantes que assinaram a lista de presença. Um dos participantes, Edvaldo Coelho, 68 anos, que mora em Ponta da Tulha, no município de Ilhéus, permaneceu atento durante todo o encontro realizado, na noite desta segunda-feira (28), em Uruçuca. Edvaldo disse que pretende comparecer às outras cinco audiências previstas para acontecerem até 2 de junho nas cidades de Itacaré, Itabuna, Itajuípe, Coaraci e Barro Preto.

Ao todo são sete audiências publicas nos municípios da área de abrangência do Porto Sul. A primeira aconteceu em Ilhéus, no mês de outubro de 2011, com a presença de 3.700 pessoas e foi considerada pelo Ibama uma das maiores já realizadas pelo órgão em todo o Brasil. “A ideia é valorizar o diálogo e a transparência com a sociedade”, afirmou o secretário extraordinário da Indústria Naval e Portuária, Carlos Costa. Ele explicou que o empreendimento integrará o sul da Bahia e o Brasil a um novo eixo de desenvolvimento sustentável, estimulando o turismo, gerando empregos e negócios para toda a região.

Para Priscila Nascimento, 26 anos, integrante do comitê de entidades sociais, as reuniões são importantes para a implantação do projeto. “Desde o ano passado, estamos nos reunindo com o Ibama e órgãos envolvidos na implantação do Porto Sul. Nós, jovens, queríamos saber como participar do projeto, que vai trazer mais empregos e outros para a população”.

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Cobertura online nas audiências

As audiências públicas para a apresentação do processo de licenciamento ambiental do projeto Porto Sul em seis cidades da Região Cacaueira, que estão na área de influência do empreendimento, terão cobertura on-line

Uma equipe fará a cobertura em tempo real das seis audiências, disponibilizando os conteúdos através do site www.portosul.ba.gov.br. Ao final dos encontros, o material consolidado será distribuído aos veículos de comunicação de todo o estado da Bahia.

As novas audiências, organizadas a partir de um entendimento entre o Governo da Bahia, responsável pela implantação do Porto Sul, que terá ainda um terminal privado da Bahia Mineração, e Ibama, acontecerão  de 28 de maio a 2 de junho em Uruçuca, Itacaré, Itabuna, Itajuipe, Coaraci e Barro Preto.

Prefeito avalia matéria sobre Porto Sul

Newton Lima defende construção do complexo

O prefeito de Ilhéus, Newton Lima, avaliou como positiva a matéria de autoria do jornalista Daniel Rittner, na edição deste 14 de maio, do jornal Valor Econômico. Para o prefeito, a reportagem expõe ideias e demonstra os pontos de vista das pessoas que defendem e são contrários à implantação do Complexo Intermodal Porto Sul, considerado o maior investimento de infraestrutura da Bahia.

Na entrevista concedida ao jornalista, Newton Lima ressaltou que o megaprojeto representa a redenção do desenvolvimento de Ilhéus, tendo em vista a geração dos cerca de 2.600 empregos que deverão ser gerados durante a implantação. “Após a construção o complexo irá manter 1.700 empregos, sendo grande parte desse contingente de pessoal com um nível salarial considerável”, disse.

Para o prefeito, finalmente chegou a hora de Ilhéus recuperar a economia regional, que sofreu por todos esses anos com o aparecimento da vassoura-de-bruxa, fungo que praticamente dizimou a lavoura de cacau de todo o Sul da Bahia. “O aquecimento do mercado de trabalho embala os sonhos de Ilhéus, que jamais se recuperou dos efeitos da vassoura-de-bruxa, a praga responsável por dizimar a produção de cacau no fim dos anos 80”, comemora.

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Taxa do cheque especial aumenta em agosto
 
A taxa média do cheque especial nos bancos em agosto foi de 13,52% ao mês (a.m.), alta de 0,06 ponto percentual em relação ao mês anterior, segundo pesquisa do Procon de São Paulo. A maior alta foi encontrada no Banco do Brasil
 
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Aos 35 anos, quatro dos quais dedicados à arte, Thiago tem despertado a atenção de turistas e nativos pela simplicidade de seus trabalho, com traços e entalhes precisos, retratando animais do bioma Mata Atlântica.
 
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Alto Beco do Fuxico festeja seus 30 anos
 
Saudosismo, amizade, cachaça da boa, cerveja bem gelada, mocofato preparado por Danilo, música de todos os gêneros e para atender todos os gostos. Esse foi o combustível que moveu membros da Confraria do Alto Beco do Fuxico, os acadêmicos da Academia de Letras, Artes, Música, Birita, Inutilidades, Quimeras, Utopia e Etc. (Alambique), além de outros frequentadores do Alto Beco do Fuxico.
 
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