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Cabeça de robalo – o manjar dos deuses

A iguaria, de origem canavieirense, também é desejada por presidentes da República, governadores de Estado, reis e até por “pobres mortais”

Por Walmir Rosário

Cabeça de Robalo elaborada pelo Restaurante Alegria de Viver

Cabeça de Robalo elaborada pelo Restaurante Alegria de Viver, o prato tradicional da gastronomia de Canavieiras

Os deuses gostam de dendê, tanto isso é verdade que um dos pratos mais desejados da riquíssima gastronomia canavieirense é a “cabeça de robalo”. Disto não se tem qualquer dúvida. A incerteza de quem ainda não foi apresentado a esse manjar dos deuses é apenas em relação à matéria-prima, pois os pobres mortais que ainda não tiveram o prazer de degustá-lo não concebem, à primeira vista – ou audição – de como os deuses poderiam apreciar uma parte do peixe cheia de ossos e espinhas.

À primeira vista da iguaria, desfaz-se a incerteza com a imagem, saliva-se a boca, aguça-se o paladar, despertando o primeiro dos sete pecados capitais: a gula. Pessoas de gosto refinado e alto conhecimento gastronômico contam que é impossível de controlar os instintos. Chegam ao ponto de afirmar o ato de comer cabeça de robalo, está longe ser ser um pecado capital, e é, sim, uma virtude, pondo por terra a teoria desenvolvida pelo Papa Gregório Magno no século VI.

E têm razão os nobres defensores desta tese. Pra início de conversa, a cabeça de robalo é um prato exclusivo da gastronomia canavieirense, onde os manguezais são considerados os maiores e mais ricos do Brasil, dada a sua diversidade. Não é por acaso que o caranguejo – Ucides cordato – de Canavieiras é tido e havido como o mais gostoso crustáceo de toda a costa brasileira.

E as virtudes gastronômicas da cabeça de robalo ultrapassaram as fronteiras de Canavieiras e Costa do Cacau, chegando a Salvador, Brasília, outros estados e até países. Passou pelas cozinhas e chegou aos salões de banquetes de palácios republicanos e conquistou – definitivamente – a realeza. Por dois anos seguidos o Rei e a Rainha da Suécia, Carlos XVI Gustavo e Sílvia vieram desfrutar do verão de Canavieiras, onde o Rei praticou a pesca do marlim e o casal se deliciou de algumas vezes com a iguaria.

Hoje deitada em berço esplêndido, a cabeça de robalo nasceu em casa tosca, como relata Edelzuita Maria Santana, que aprendeu a preparar esse prato com sua mãe. Aos poucos, a cabeça de robalo deixava de ser apenas um prato inusitado para ganhar status de prazer culinário. Do modesto bar e restaurante “Fundo de Quintal”, ganhou o mundo.

Dona Edelzuíta foi a criadora do prato mais famoso de Canavieiras

Dona Edelzuíta foi a criadora do prato mais famoso de Canavieiras

Nas histórias contadas pelo historiador Antônio Tolentino (Tolé), era muito comum eles levarem os colegas do Banco do Brasil para comer a novidade e eles comerem tudo e ainda perguntarem “Quando é que vem essa cabeça de robalo, pois já comemos toda a entrada?”. Para eles isso era motivo de constantes brincadeiras e que ganhava o mundo.

O Raimundo Antônio Tedesco, conta em suas reminiscências, que quando a cabeça de robalo se tornou amplamente conhecida, tentaram até mudar o seu nome para top less, numa alusão à moda criada na Inglaterra em que as mulheres ficam com os seios à mostra na praia. “Mas esse nome não pegou e o que prevaleceu mesmo foi cabeça de robalo.

Surfando na onda do marketing concebido pelo prefeito de Canavieiras à época (e atual), Almir Melo, que cunhou o slogan “Canavieiras para todos, Canes para os íntimos”, a cabeça de robalo também ganhou rápida ascensão. Em um Carnaval, Almir Melo encomendou 600 cabeças de robalo, que foram consumidas vorazmente, para o desespero dos convidados.

O prefeito Almir Melo é muito “cobrado” pelas autoridades, a exemplo de Jaques Wagner e até mesmo do ex-presidente Lula (recentemente em Salvador) quando se encontra com eles. Em Feira de Santana, durante a entrega de caminhões e máquinas aos municípios baianos, até a presidenta Dilma manifestou sua predileção pela iguaria, quando foi informada pelo governador:

É ele o prefeito de Canavieiras que nos manda a cabeça de robalo!”, disse Wagner.

E assim a presidenta Dilma deu uma pequena pausa na cerimônia para manifestar seu desejo em voltar a receber uma boa remessa de cabeça de robalo. Na alta corte de Brasília, aliás, faz tempo em que os presidentes se deliciavam com a novidade canavieirense, levada, pelo que dizem, por político Antônio Carlos Magalhães.

Matérias foram elaborados e publicadas nos veículos de comunicação, para o desespero de dona Edelzuita, que não aguentava mais para atender a tantas encomendas. “Almir foi o grande incentivador e divulgador da cabeça de robalo e já cheguei a ir a Salvador, convidada por um dos políticos mais famosos da Bahia, para preparar na festa de casamento. “Foi sucesso absoluto”.

Com o aumento das encomendas – que teria de despachar, inclusive por via aérea –, aos poucos, ela foi passando o conhecimento para outras pessoas e atualmente algumas pessoas se destacam no preparo da cabeça de robalo. Uma delas é Conceição de Oliveira, que diz ser o melhor caranguejo para a cabeça de robalo o catado de dezembro a agosto, principalmente nos meses em que não têm a letra “r” no nome.

Segundo Conceição, é preciso observar a melhor época para preparar a cabeça de robalo, respeitando, inclusive o período do “defeso”. Nesta época, diz ela, somos muito cobradas pelos clientes, mas não podemos transgredir a lei e nem vender um produto que não seja de qualidade.

Gostoso de comer, trabalhoso de fazer. Assim é a cabeça de robalo. Mas é a lei da oferta e da procura, pregada pela economia. No caso de cabeça de robalo, não se economiza atenção na hora de lavar e escovar bem a carapaça, quebrar as pernas e “catar” (tirar a “carne” das patas do caranguejo). Abra a carapaça com uma faquinha e retire tudo que tem dentro, inclusive o fel; tempere as “carnes” até o tempero murchar e recoloque no lugar.

Os temperos são: coentro e cheiro verde, tomate, cebola, pimentão, pimenta-de-cheiro, camarão, biri-biri, leite de coco e dendê. Leve a panela ao fogo, vá colocando o dendê e o leite de coco aos poucos. Deixe cozinhar como moqueca, e com o caldo faça um pirão. Depois é só servir com pirão e arroz branco. Mas, em vez de tentar prepará-lo, se torna mais fácil comprá-lo (congelado) numa das tantas especialistas canavieirenses, ou pronto no Restaurante Alegria de Viver, por exemplo, e desfrutá-lo, à beira-mar. É mais garantido.

E desta maneira, pode usar e abusar dos pecados capitais, a exemplo da luxúria, deixando-se dominar pelas paixões; a preguiça, após comer à vontade; a vaidade, pelo orgulho de ter comido bem … e muito…. Quanto à inveja, deixe que os outros que não provarão possam ter por você. Com certeza, lhe darão razão no futuro.

Almir Melo no ninho petista

Nas hostes petistas I

Rui Costa e Almir Melo, juntos no Clube Social de Ilhéus

Rui Costa e Almir Melo, juntos no Clube Social de Ilhéus

O prefeito de Canavieiras, Almir Melo, participou neste domingo (4), no Clube social de Ilhéus, do 20ª Plenária do Programa de Governo Participativo 2014, da pré-candidatura de Rui Costa ao Governo do Estado pelo Partido dos Trabalhadores (PT). Apesar da surpresa de alguns petistas ao ver Almir Melo em evento petista, o prefeito de Canavieiras circulava com desenvoltura e tranquilidade entre os políticos de diversos partidos que estão juntos na pré-campanha.

Mais desembaraçado ficou Almir Melo ao ouvir elogios tantos dos anfitriões, a começar pelo prefeito de Ilhéus, Jabes Ribeiro, passando pelo deputado federal João Leão, o vice-governador Otto Alencar e o pré-candidato petista ao Governo do Estado, Rui Costa. Mais do que ser reconhecido e elogiado, Almir foi chamado à mesa para os salamaleques de praxe.

Nas hostes petistas II

Almir Melo – filiado ao PMDB –, ao que tudo indica, não subirá no palanque da coligação que tem Paulo Souto como pré-candidato a governador e Geddel Vieira Lima pré-candidato ao Senado. Por razões históricas, Almir não ocupa o mesmo palanque de Souto, embora tenha jurado fidelidade a Geddel, presidente do  seu PMDB.

Para quem não lembra, foi Almir Melo o anfitrião do lançamento da candidatura de Jaques Wagner na sua primeira campanha ao Governo do Estado da Bahia. Para ele, não é nenhuma novidade o relacionamento com a chapa petista, pois foi um apoiador de primeira hora em 2006.

 

Itabunenses decretam: prazos de validade de Vane, Wagner e Dilma estão vencidos

Walmir Rosário –

Por mais que torçam o nariz para o que escrevo, peço, humildemente, ao prefeito de Itabuna e seus colaboradores clemência. Não para essa humilde pessoa. Não, não é pra mim, mas para Itabuna, que não aguenta mais ser vilipendiada por seguidos governos. Nem dá tempo de esquecer o anterior, que o presente toma as vestes, hábitos e costumes do que passou.

Não fossem os políticos os encarregados de elaborar as leis, estaria eu e mais uns dois desavisados com barraquinha montada na praça Adami tomando assinaturas dos passantes num abaixo assinado. Seria um documento de origem popular, igual ao que aprovou a lei da ficha-limpa (ou seria suja?), para criar o Código de Proteção e Defesa do Eleitor.

Se criariam, ou não, é impossível saber, mas teríamos feito nossa parte. Enquanto isso não é possível, o eleitor vai se virando como pode, até chegar ao tempo de considerar seu voto padrão Fifa. Pra mim, essa história de colocar um político por quatro anos no poder e não poder cassá-lo, por meio do voto, não é uma perfeição da democracia. Melhor seria a introdução do parlamentarismo como forma de governo.

Como ainda não dispomos desses instrumentos de defesa do Estado e do povo, o jeito é esperar as próximas eleições (majoritária e proporcional) e alugar nossos palácios municipais por mais quatro anos. Entretanto, não podemos nos descuidar da eterna vigilância aos que teimam em permanecer contrariando a vontade do povo. As urnas não mentem! Jamais!

Para não dizer que minto, aumento ou invento, me socorro de pesquisa realizada pela empresa Sócio-Estatística, na qual a população de Itabuna reprovou a condução das gestões do prefeito de Itabuna, Vane; do governador da Bahia, Jaques Wagner, e da presidente da República, Dilma Rousseff. A aferição foi feita no período de 19 a 24 de julho de 2013, coordenada pelo sociólogo Agenor Gasparetto. Comparada com a anterior, realizada em março deste ano, o cenário político-eleitoral descambou para o negativo, embora o novo cenário ainda possa ser bem pior.

Na análise do itabunense, o prefeito Vane é visto como positivo por míseros 5,8% contra 61,2% de percepção negativa. Esse começo ruim de gestão vem reabilitando a imagem do ex-prefeito Capitão Azevedo, que terminou desgastado como prefeito. Esse é o triste quadro político-administrativo de Itabuna.

Mas, como nada ruim não possa piorar, a população, quando perguntada sobre o futuro, ainda acredita que haverá melhora.  Os esperançosos somam 48%. Já os realistas somam 27% e os que acham que ficará como está somam 21%. Afora 4% que não se definiram. Como homem religioso que diz ser, Vane precisa ter fé de que será capaz de reverter situação, mas fé por si só não será suficiente, para confirmar a expectativa da população. Esta análise não é deste escrevedor e sim do sociólogo responsável pela pesquisa.

Se em nível municipal estamos “perdidos no mato e sem cachorro”, cenário diferente não acontece em relação ao governador Jaques Wagner. Na avaliação do itabunense, este, sim é um caso (ou voto) perdido. Não é de hoje que a percepção de sua administração tende ao negativo.  Hoje, possui 17,6% de avaliação positiva e 44,1%, de negativa. Trata-se de um quadro crônico em Itabuna. Como nenhum investimento está previsto para o município, a reversão tende a ser mais difícil. Quem sabe um milagre de Lula?

Nem a presidenta Dilma Rousseff com seu moderno, poderoso e rico avião voa em céu de brigadeiro nos ares de Itabuna. As pesquisas revelam, em âmbito nacional, que o cenário mudou. Quebrou o encanto e a partir de agora a situação é bem mais complexa e difícil. Hoje, em avaliação positiva (conceitos ótimo e bom) soma 30,4% contra 27,9% de avaliação negativa (conceitos ruim e péssimo).

O mandato dos deputados também foi objeto de avaliação da Sócio-Estatística. Nela, o Coronel Santana foi avaliado positivamente por 23,7% e negativamente por 21.2%. Augusto Castro, 31,2% de avaliação positiva contra 16,5% de avaliação negativa. Já Geraldo Simões foi avaliado positivamente por 28,8% e, negativamente, por 37,4%.

Observa-se que se a Razão em cargos majoritários pode ser fatal, mas não é grave para cargos proporcionais, uma vez que são muitas as vagas em disputa, ao contrário naquelas em que há lugar para apenas um. Assim, não ser amado por muitos enquanto postulante a deputado não chega a ser um obstáculo instransponível para a eleição, não podendo se dizer o mesmo para quem postula cargos majoritários, como prefeito, governador e presidente, por exemplo. Esta análise é do sociólogo Agenor Gasparetto.

Pelo cenário aferido e apresentado, a população de Itabuna não concorda com os rumos dados pelo prefeito, governador e presidenta (como gosta de ser chamada), considerando-os pífios, enganadores. Estas palavras são adjetivações que faço, partindo da premissa que as promessas de campanha devem ser cumpridas.

É pouco tempo, podem rebater alguns, mas não devemos esquecer que o “costume do cachimbo deixa a boca torta”. Haja vista o exemplo das promessas de Jaques Wagner, até hoje não cumpridas, embora seu discurso apareça nos comerciais de mídia impressa, rádio e televisão como o governador que mais realizou obras na Bahia.

O povo não é bobo, apesar de fazer algumas “apostas” esdrúxulas, de vez em quando.

 Jornalista, advogado e editor do www.ciadanoticia.com.br

Chega de discurso ou…faça o que digo mais não faça o que faço!

Walmir Rosário

Torço para que esse governo que ocupa – temporariamente – o Centro Administrativo Firmino Alves dê certo. Até porque votei nele. Não por firmes convicções, mas para evitar um mal maior. E o governo da “mudança” tomou posse com a promessa de por fim às práticas anteriores, principalmente aquelas empreendidas pela turma de Azevedo. Entretanto, para nossa surpresa, tudo anteriormente pregado foi esquecido, a exemplo de todos que chegam ao poder.

A transição foi perfeita: o prefeito que sai fez e o que entra aprova. Os desmandos, os “erros” e o modus operandi criticados no programa televisivo, um dos instrumentos determinantes na vitória eleitoral foram sendo esquecidos, ou melhor, assovacados. O que era visto como um vil metal sem valor algum passou reluzir que nem ouro. A mentira se transformou em verdade.

E a sequência governamental foi inaugurada com a publicação de um decreto de emergência, prática nunca antes observada nas gestões anteriores. O que mesmo justificaria a decretação de um “estado de emergência”. A tórrida seca que assola o Nordeste brasileiro? Chuva? Catástrofe natural? Não, nada disso, apenas a simples possibilidade de efetuar as tão famosas contratações e compras emergenciais, sem licitação, pelo prazo 90 dias, enquanto se arrumam as coisas para colocar no governo os amigos do rei.

Como sempre acontece, troca-se a empresa de coleta de lixo sob o argumento de que o novo valor contratado será menor do que o que atualmente é coletado. Ora, essa prática é useira e vezeira por todos os prefeitos argumentando que a nova empresa fará – inicialmente – por um valor menor e melhor o serviço. Falácia! Aos poucos e longe das vistas de estranhos ao poder não demora a serem firmados os competentes aditivos e tudo acabará como dantes. Daqui a quatro anos tudo estará igual.

Quando este sair, o novo também usará da mesma artimanha, aquinhoando outra empresa com a coleta de lixo, que prometerá fazer o serviço por preço menor. Sabe-se que tais empresas, em verdade, assumem – implicitamente – o compromisso com o projeto político do grupo de quem está no poder e com sua reeleição futura.

Se na coleta de lixo o assunto é mudança, na saúde nem tanto. Passados dois meses e meio, ou 75 dias, os postos de saúde estão ainda inoperantes em sua maioria, o hospital de base não encontrou seu equilíbrio desejado, ao contrário, segue capengando ainda mais com as nomeações; e o tão falado apoio do governo do estado não aconteceu. Nem vai, pois eles não são loucos para confiar nas promessas de Jaques Wagner. O salário dos servidores do HBLEM somente foi pago mediante pressão e greve dos servidores, sem o apoio explícito do sindicato, agora no outro lado do balcão.

Ainda assim tiveram melhor sorte do que os servidores da administração municipal, que a despeito de estarem mais pertos do prefeito viram seus salários de dezembro parcelados em seis vezes, e mesmo assim com valores a menor sob o argumento de uma suposta auditoria. Calada a boca dos servidores, a promessa de valorização da categoria caiu por terra. A maioria dos barnabés municipais está arrependida pela mudança, pois estão vendo os remanescentes da turma de Azevedo fazendo coisas do arco da velha. Desfilando por todos os setores, indistintamente.

No início do mandato, com uma jogada de marketing o prefeito jurou, de pés juntos, que somente nomearia metade dos cargos comissionados e até à primeira vista cumpriu. Mas um olhar atento revela a verdadeira face dessa história. Hoje se serve e utiliza a mesma estrutura administrativa utilizada pela (des)administração Azevedo, em alguns casos com os mesmos servidores (os de sempre). Ao que tudo indica, a equipe do prefeito estava preparada para o discurso, mas não para o exercício diário. Trocando em miúdos, sequer desceram do palanque.

Uma das práticas mais nefastas utilizadas pela turma de Azevedo era a “seleção pública”, que tem sua previsão legal para hipóteses de emergência – olha o decreto de emergência cumprindo seu papel – e não para a colocação de cabos eleitorais da campanha como hoje se vê, em menosprezo ao do concurso público, que é a regra a ser seguida, pelo menos para um governo que se dizia moralizador e defensor de novas práticas na política. Devem ter aprendido o mistério da ressurreição!

Já foram fabricados dois processos seletivos, que apesar das tímidas incursões do Ministério Público (MP), se mantém firmes. Foram 200 apadrinhados na Secretaria da Educação e mais 500 em via de ingresso para as Secretarias da Assistência Social e da Saúde. Contratando novos médicos, assistentes, serviços gerais, advogados, dentre outros.

Essa prática é um grande retrocesso, já que no final da gestão de Fernando Gomes o quadro de servidores municipais foi dimensionado (diziam que muito maior do que o necessário), resultando na elaboração e aprovação pela Câmara Municipal de leis que criaram os empregos públicos e os cargos em comissão previstos para o município. Tudo feito sob o olhar atento do MP.

Acredita-se que a estrutura administrativa municipal ideal, correta e legal é aquela existente nas leis municipais. Fora dela, em princípio, tudo é ilegal. Mas, muito mais do que uma questão de legalidade é saber o que justifica a mudança na estrutura e o aumento do quadro de pessoal cerca de cinco anos depois. O contingente soma mais de cinco mil servidores municipais na administração centralizada e descentralizada.

Quando usou dos mesmos métodos, o governo Azevedo foi duramente criticado, e com razão. Ele inchou a folha com mais de mil temporários apadrinhados, o que era motivo de ataques ferrenhos dos opositores e da imprensa, resultando inclusive em inúmeras ações judiciais promovidas pelo MP que obtiveram êxito, mas que perderam o objeto pelo fim da gestão, quando todos os vínculos foram encerrados. Ao final, é claro, a conta do acerto desses contratos ficou para a viúva. Vamos ver esse filme novamente? Com a palavra o MP.

Pelo andar da carruagem, a valorização dos servidores que estão com os salários defasados atrasados e desmotivados, vai para o beleléu. Isso devido ao novo inchaço da folha de pagamentos com inclusão de pessoas fora da estrutura administrativa, viabilizada pelas novas e suspeitas seleções, cujos vencedores todos antecipadamente já conhecem.

Se houve pelo governo atual, nesses três primeiros meses de cultos e orações, um estudo rigoroso que concluiu por um aumento no quadro de pessoal dos servidores, que se mudem as leis e se realize novo concurso público, dentro da legalidade e da moralidade prometidas para a gestão pública municipal.

Os apadrinhados continuam do mesmo jeito e nos mesmos lugares. Se a sociedade reclama dos altos índices da dengue está coberta de razão, pois, por mais que declare fazer, o prefeito ainda mantém dois agentes de combate a endemias dando expediente como garçom, em seu gabinete.

Será que a sociedade terá que se acostumar com esse tipo política, na qual o discurso feito em campanha não tem nunca que corresponder com a prática no exercício do cargo público. Chega de discurso, pois, somos sabedores que na política, assim como na vida cotidiana existem pobres de princípios e de caráter, adeptos do façam o que digo, mas não o que faço!

Assim, não terá oração que chegue!

Jornalista, advogado e editor do www.ciadanoticia.com.br

OAB DÁ PITÍ EM WAGNER

Wagner sentiu o golpe

A Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Bahia, emitiu nota de repúdio, publicada no site da Ordem, considerando a exigência de comprovação da virgindade para dispensa do exame ginecológico “extremamente, abusiva e desarrazoada em virtude da grave violação ao inciso III do art. 1º da Constituição Federal de 1988, que consagra o Princípio da Dignidade da Pessoa Humana, bem como ao art. 5º do citado Diploma Legal, que dispõe sobre o Princípio da Igualdade e o Direito a Intimidade, Vida Privada, Honra e Imagem”.

Wagner quer implantar um harém?

Uma imagem vale mais que mil palavras

Dizem, aos cochichos, por todo o Centro Administrativo da Bahia que o governador Jaques Wagner estaria impressionado com os costumes do oriente médio, onde os muçulmanos mantêm enormes haréns.

Como os muçulmanos podem exigir saber quais as condições e as experiências adquiridas pelas mulheres que irão incluir no seu harém, aqui, nosso governador não se fez de rogado, passou a incluir tal costume na contratação de servidoras do estado.

Isso só pra mostrar quem tem a força da caneta. Mas as reações vieram de quase todos os lados, principalmente dos inimigos de Chávez, Lula e Dilma, que passaram a questionar se o governador queria implantar um harém nas terras do São Salvador.

Gabrielli afunda a Petrobras e ainda quer governar a Bahia

Walmir Rosário

Idolatrada pela sua competência, a Petrobras demonstrou que deve ser uma empresa blindada contra más administrações. E os motivos vão desde aos cuidados que se deve ter com os recursos públicos, bem como com os investimentos privados.

Sim, além da União ser o maior acionista, milhares de brasileiros também são investidores das ações da empresa, muito desses recursos fruto do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) dos trabalhadores. E eles adquiriram as ações após serem incentivados pela propaganda governamental.

Se antes a Petrobras era um modelo de gestão a ser seguido, agora, pelo menos com José Sérgio Gabrielli na Presidência da estatal petrolífera, a empresa mostrou sua fragilidade. E isso foi o resultado dos desmandos praticados durante o governo Lula e parte de Dilma Rousseff.

Ainda bem que a presidenta defenestrou Gabrielli da presidência antes que os estragos nas finanças e na credibilidade da Petrobras fosse pro brejo. A Petrobras foi usada sem qualquer escrúpulo como moeda de troca do governo sob o argumento interno de controle da inflação, além de uma política facista cujo pano de fachada era o nacionalismo.

A Petrobras de Lula, Dilma (que reconheceu o erro a tempo) e Gabrielli amargou prejuízos incalculáveis, praticando preços irreais com a realidade do mercado. E observem que possuímos os combustíveis mais caros do mundo, bastando observar os preços praticados nos países vizinhos, a exemplo da Argentina, Paraguai e Uruguai, esses últimos sem produção do óleo bruto.

De forma grosseira e antinacionalista, a Petrobras foi usada para encobrir os grandes índices de tributos embutidos no preço final desembolsado pelo consumidor brasileiro. É o núcleo duro das finanças do Governo Federal tramando contra o Brasil apenas para mostrar uma falsa competência, a de saber administrar.

E não sou eu – que nem economista sou – quem diz, e sim a presidente da Petrobras, Graça Foster, que foi forçada a admitir aos investidores, e desde que assumiu a presidência, há cinco meses, vem formulando uma política de acordo com a paridade de preços do marcado internacional. E, apesar dos reajustes, os preços ainda estão muito aquém.

Todo o trabalho de sucateamento da Petrobras feito pela dupla Lula e Grabrielli, fez com que as ações que antes valiam mais de R$ 40,00 antes da capitalização, em 2010, cheguem a ser negociadas hoje a menos de R$ 20,00. A empresa, como um todo, saiu do seu modelo de eficiência administrativa para ser de uso político eleitoral do Partido dos Trabalhadores (PT).

E o PT é o mesmo partido que teciam críticas ferrenhas contra os governos e as administrações anteriores da Petrobras quando o mercado era completamente desfavorável. Como diz o ditado: “Quem nunca comeu mel, quando come se lambuza”. Este é o Raio X, ou a tomografia da maior empresa brasileira, que vem sendo desmoralizada – ou pelo menos tentada – pelo governo petista.

Se os preços dos combustíveis são escamoteados, as atrocidades praticadas de forma explícita nos investimentos da Petrobras são ainda maiores. Exemplos como os prejuízos obtidos com a gatunagem pelo presidente da Bolívia (da mesma laia de Lula), o cacaleiro Evo Morales, são absorvidos pelo contribuinte brasileiro da mesma forma como uma manada é dirigida ao matadouro.

Outra tunga praticada contra as finanças da Petrobras foi a compra de 50% das ações da Pasadena Refining System Inc., proprietária de refinaria em Pasadena, no Texas (EUA), totalmente desfasada tecnologicamente. Somente nessa transação a empresa teve um prejuízo de mais de US 1 bilhão. Nessa aquisição o mercado internacional deu risadas da (in)competência e do apetite negocial dos brasileiros.

Avaliação – Mas quem é esse José Sérgio Gabrielli que ficou famoso pelas besteiras cometidas na presidência da estatal melhor avaliada e que ainda é, apesar dos desmando, o orgulho do provo brasileiro? Como não conheço esse senhor a fundo, somente posso dizer das notícias obtidas no final dos anos 1980 e começo de 1990, quando ainda não tinha alçado voos maiores.

A imprensa baiana que cobria a Assembleia Legislativa dava boas risadas, bem como os seus colegas, das trapalhadas que ele cometia quando ainda era um “aspone” lotado no gabinete do então deputado estadual Geraldo Simões. O próprio Geraldo dirigia impropérios contra as trapalhadas cometidas por Gabrielli, chamando-o de incompetente, para esconder outros adjetivos e impropérios.

Com o tempo, Gabrielli é convocado por Lula, quem sabe a pedido de Jaques Wagner e outros militantes da ainda corrente “Articulação” para presidir a Petrobras. Por sua vez, Geraldo Simões dava a entender que a indicação do ex-colaborador (nem tanto) teria sido sua, o que nunca foi confirmada até o festival de besteiras cometidas.

Vem Dilma, dá um basta na pajelança contra a Petrobras e o governador Jaques Wagner dá guarida a Gabrielli, que retornar à Bahia no status de candidato a candidato ao governo do Estado. Mas como Wagner não é burro, destinou a Gabrielli a tomação de conta de projetos fantasiosos como a ponte de Itaparica, o metrô de Salvador, dentre outras brincadeirinhas de governo.

Esse é o cara (de pau).

Jornalista, advogado e editor do www.ciadanoticia.com.br

Prudência e caldo de galinha…

Walmir Rosário

A Câmara de Ilhéus é uma das últimas casas legislativas a eleger sua Mesa Diretora. E o processo eleitoral é um dos mais complicados, deixando os analistas políticos impedidos de arriscar o resultado por antecipação, embora se vislumbre. O jogo político jogado nos bastidores é complexo, dado o grande número de interesses em jogo.

Para início de conversa, não existem dois lados – situação e oposição –, mas uma divisão de grupos, cujas motivações vão desde a afinidade pessoal até as oportunidades criadas com o resultado das últimas eleições. E como a vitória de Jaques Wagner vem tornando a decisão mais difícil!

Não se trata de incursões do governador eleito ou do seu staff junto aos legisladores ilheenses, mas do que espera o presidente eleito desfrutar em termos de benesses advindas do Palácio de Ondina. Em princípio, não comungo essa ideia, pois todos os esforços nesse sentido caberão ao Executivo Municipal, a quem compete formular as parcerias.

O que considero mais estranho no processo eleitoral do Legislativo ilheense é que o seu desfecho está, de certo modo, fora do alcance da Casa Legislativa, dependendo dos líderes políticos que já exerceram cargos majoritários no Município e/ou no Parlamento Federal. Têm esses políticos o dever de restabelecer um debate político de forma mais ampla, o que não vem acontecendo.

Essa responsabilidade recai exatamente sob os ombros de Jabes Ribeiro, político com amplo currículo, capaz de fazer inveja em muitos dos detentores de mandatos. Jabes, não custa relembrar, exerceu a vice-liderança do PSDB no Congresso, quando o líder era o então senador José Serra, tendo, portanto, estofo, jogo de cintura, sabedoria. Melhor dizendo: sabe onde as cobras dormem.

Derrotado nas últimas eleições, quando pleiteava uma vaga na Assembléia Legislativa, Jabes Ribeiro entrou em hibernação e faz ouvidos de mercador quando incitado a falar sobre o seu futuro político. Mesmo que somente seja para esclarecer as fofocas de bastidores dando conta de sua saída do PFL e a volta ao PMDB, antigo reduto, embora aí também tenha adversários encastelados. Mas nada muito significativo, pois a política é a arte de quebrar lanças… Ou como dizia o caudilho Leonel Brizola: “A arte de engolir sapos”.

O silêncio obsequioso de Jabes Ribeiro pode até ajudar suas conversas com o travesseiro, mas em nada contribui para o futuro de Ilhéus, especialmente após a derrota do grupo carlista, do qual atualmente faz parte. Não acredito que a inteligência de Jabes seja direcionada para a política de terra arrasada, na qual os valores se invertem, privilegiando-se o “quanto pior, melhor”.

Ao longo desses últimos dois anos, Jabes tem repetido que Ilhéus fez uma escolha e, embora não tenha sido a melhor, a população vai ter de aguentar os quatro anos. Embora não tenha feito um exercício de futurologia, é certo que Jabes utilizou as assertivas da lógica para elaborar a sua proposição, o que vem se confirmando.

Apesar de negar com veemência a sua participação nesse processo, ninguém, de sã consciência, jamais ousaria atestar sua falta de interesse em tão importante pleito. Ainda mais, tratando-se da eleição da Mesa Diretora para o biênio 2007/08, período preparatório para as eleições municipais.

O que interessa ao político Jabes Ribeiro? Manter-se alheio e omisso ao cenário político ilheense? Não é fácil acreditar numa decisão desse calibre, até porque ele já deu demonstrações claras de que seu apoio seria dado ao vereador Jailson Nascimento.

Por sua vez, Jailson Nascimento também é o candidato preferido dos vereadores petistas, não porque acreditem ser esse vereador o melhor e o mais indicado, mas para seguir o que está escrito na cartilha do PT. Isto quer dizer que o PT  fechou questão e é tradição a obediência da bancada após a aprovação.

Tiraria algum proveito político Jabes Ribeiro fazer essa aliança com o PT, por mais pontual que seja? Hegemônico, o PT não abriria mão da candidatura majoritária, nem mesmo abriria algum espaço para Jabes Ribeiro, por conhecer sobejamente seu potencial nos vários embates políticos realizados no decorrer destes anos.

Como diz o ditado: “Gato escaldado de água fria tem medo”. E o PT de Ilhéus não iria incorrer num primarismo sem precedentes.

Jornalista, advogado e editor do www.ciadanoticia.com.br

Publicado no Jornal Agora em 25-11-2006

Criação de Beijupirá é alternativa de sustentabilidade

A criação do beijupirá é um reforço para a economia regional

Um protocolo de intenções que vai beneficiar direta e indiretamente 70 famílias e 40 cooperados envolvidos com a aquicultura no Baixo Sul da Bahia foi assinado na manhã desta quinta-feira (8), pela Secretaria da Agricultura (Seagri)/Bahia Pesca, Pratigi Alimentos e a Casa Familiar das Águas do Baixo Sul (CFA). A parceria pretende desenvolver pesquisa aplicada ao cultivo do peixe Beijupirá familiar na região, buscando melhorar as condições de produtividade das atividades de aquicultura, através do envolvimento das comunidades do entorno.

A assinatura aconteceu no estande da Bahia Pesca, no Centro de Convenções de Salvador e faz parte da programação daIII Aquapesca Brasil, maior feira internacional do setor, que começou nesta quarta-feira (07) e vai até a próxima sexta-feira (09), com o objetivo de discutir os avanços e as oportunidades de negócios do setor. O evento reuniu durante a abertura o ministro da Pesca e da Agricultura, Marcelo Crivella, o governador da Bahia, Jaques Wagner, o secretário de Agricultura da Bahia, Eduardo Salles,  e o presidente da associação de pescadores da Bahia, José Carlos Rodrigues.

A parceria firmada consiste na elaboração de pesquisa para a criação do Beijupirá em tanques rede e no desenvolvimento de ração apropriada para o peixe, que não está tão bem adaptado às condições brasileiras quanto às outras espécies. Além disso, promoverá a integração das comunidades no projeto. “A Tilápia, em um ano, pesa 1kg. O Beijupirá, no mesmo período, atinge 6kg. Diante disso, o nosso desafio é ter mais rentabilidade com o custo de produção reduzido e, para isso, é preciso fazermos pesquisas”, destacou o presidente da Bahia Pesca Isaac Albagli.

Prefeito cobra compromisso do governador com Ilhéus

Ofício enviado em março pelo prefeito para Jaques Wagner

O prefeito de Ilhéus, Newton Lima, enviou nesta terça-feira (16) o Ofício 098/12 reiterando o Ofício 043, de 28 de março deste ano, em que formalizou ao governador Jaques o pedido de pavimentação asfáltica para ruas e avenidas de Ilhéus.

Segundo Newton Lima, os ofícios são apenas a formalização da promessa feita pelo governador Jaques Wagner de beneficiar Ilhéus com a pavimentação asfáltica nas ruas e avenidas da cidade, que sofrem um grande desgaste devido ao alto fluxo de veículos (automóveis, caminhões e ônibus) que transitam na rodovia BA-001, que cruzam a cidade de Ilhéus no sentido Norte/Sul, aliado aos que chegam pela BA-415.

O grande fluxo desses veículos nas ruas e avenidas de Ilhéus provocam um grande desgaste no pavimento e no saneamento básico (esgoto sanitário e rede de águas pluviais). “Essa é uma promessa feita pelo governador e que estamos cobrando sua execução, bem como das obras como a segunda ponte ligando o centro ao bairro do Pontal, dentre outras realizadas ao longo desses anos”, concluiu o prefeito.

Prefeito quer Derba asfaltando ruas de Ilhéus

O movimento intenso de carros que transitam nas ruas e avenidas de Ilhéus provoca os buracos

O prefeito de Ilhéus, Newton Lima, enviou ofício ao governador do Estado da Bahia, Jaques Wagner, solicitando a pavimentação asfáltica de diversas ruas e avenidas da cidade. No documento, o chefe do Executivo ilheense destaca a necessidade de novas obras de infraestrutura em decorrência da formação de verdadeiros corredores de veículos pesados em inúmeros pontos da cidade.

“Estamos embasando esta solicitação no fato de que um grande número de veículos, entre automóveis, ônibus e caminhões, transitam na BA-001, cruzando a cidade no sentido Norte/Sul, aliados aos que chegam pela BR-415. Esse enorme fluxo de veículos, como não poderia deixar de ser, causa um impacto significativo na pavimentação dos nossos logradouros”, explica o prefeito de Ilhéus. “Em função disso, solicitamos ao Governo do Estado que determine ao Departamento de Infraestrutura de Transportes da Bahia (Derba) a proceder a pavimentação asfáltica das ruas e avenidas que vêm sendo largamente utilizadas pelos usuários das rodovias citadas”, completa Newton Lima.

Anexo ao ofício, o chefe do Executivo ilheense também encaminhou ao Governo do Estado uma planilha e uma mapa indicando os logradouros que estão necessitando de intervenções que visam amenizar alguns problemas, como, por exemplo, os relacionados à questão da mobilidade urbana. De pronto, o governador Jaques Wagner acusou o recebimento do ofício, encaminhando o pleito para a Secretaria Estadual de Infraestrutura (Seinfra) para os estudos iniciais.

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Movimento em defesa do Porto Sul será realizado no dia 20 de abril

A formas de mobilização foram decididas durante a reunião

Os municípios do Sul da Bahia das áreas de influências diretas e indiretas do Porto Sul estarão realizando no próximo dia 21 de abril, em Ilhéus, um manifesto em defesa da implantação do Complexo Intermodal e contra a decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) que determinou ao Ibama que realize audiências públicas em Itacaré e Uruçuca para discutir sobre os impactos ambientais do empreendimento. A proposta será mostrar que a sociedade regional não vê necessidade de novas audiências públicas, já que o encontro realizado pelo Ibama no dia 29 de outubro do ano passado, no Centro de Convenções de Ilhéus, reuniu 3.778 pessoas e foi a segunda maior audiência pública realizada pelo Ibama para discutir sobre os impactos ambientais.

A ideia de se realizar o manifesto surgiu após a decisão do TRF-1 de determinar a realização de mais duas audiências, o que, na avaliação dos mais diversos segmentos regionais, nada mais é que uma tentativa de atrasar o início das obras do Porto Sul. A decisão saiu após análise de pedido de antecipação de tutela apresentado ao TRF pelo Ministério Público Federal. O primeiro entendimento era que uma audiência de amplitude regional, realizada em Ilhéus no ano passado, fosse suficiente. Mas procuradores federais discordaram, entrando com ação para que audiências ocorressem também em Uruçuca e Itacaré.

Diante dos prejuízos que essas novas audiências trarão para a região, representantes dos mais diversos municípios do Sul da Bahia se reuniram esta semana no Salão Nobre do Palácio Paranaguá, em Ilhéus, para discutir a realização do manifesto. Nesse encontro ficou definido que serão adotadas três principais linhas de ação. A primeira foi de se criar uma comissão formada por prefeito e lideranças políticas de diversos municípios regionais para visitar o Ministério Público Federal na tentativa de mostrar que a audiência pública realizada em outubro do ano passado contou com a representatividade de todas as cidades das áreas de influências diretas e indiretas do Porto Sul.

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Taxa do cheque especial aumenta em agosto
 
A taxa média do cheque especial nos bancos em agosto foi de 13,52% ao mês (a.m.), alta de 0,06 ponto percentual em relação ao mês anterior, segundo pesquisa do Procon de São Paulo. A maior alta foi encontrada no Banco do Brasil
 
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Alto Beco do Fuxico festeja seus 30 anos
 
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