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DEPUTADO ATACA JORNALISTA, MAS NÃO EXPLICA PEDIDO DE DEMISSÃO

DO PIMENTA BLOG

Geraldo Simões negou ter pedido cabeça de jornalista na bandeja da Bamin

O deputado federal Geraldo Simões (PT) concedeu entrevista à sua emissora, a Rádio Difusora, e pela primeira vez falou sobre o suposto pedido feito por ele à Bahia Mineração (Bamin) para que demitisse o assessor de comunicação, Ricardo Ribeiro, do Pimenta.

No programa Cacá Ferreira, o parlamentar insistiu em negar que tenha feito o pedido, embora a assessores o deputado tenham falado que o fez no momento em que consumia bebida alcoólica e que “voltaria atrás” (confira mais abaixo). Na entrevista, o parlamentar disse ter feito a “descoberta” de que o jornalista trabalhou no governo municipal e acusou Ricardo Ribeiro de ser “caneta paga” de opositores, para criticá-lo.

O deputado ainda afirmou que foi ele quem deu o primeiro emprego ao jornalista ao contratá-lo para a assessoria de comunicação, em 2001, quando assumiu a prefeitura de Itabuna. Sarcástico e destilando arrogância, Geraldo disse que Ricardo aprendeu a escrever na prefeitura.

O parlamentar ameaçou interpelar o jornalista para provar que foi ele quem pediu sua demissão. Também afirmou que, seguindo conselho de um advogado, avalia entrar com ação por difamação.

O blog teve acesso a mensagens de texto, trocadas por celular entre o jornalista e um diretor da Bamin, que confirmam o pedido feito pelo deputado à empresa.

“TRABALHO COM ISENÇÃO E ÉTICA”

Ricardo Ribeiro rebateu o argumento do deputado, que o acusa de estar a serviço de adversários, e lembra que quando participou do governo municipal, entre 2009 e 2010, decidiu afastar-se do blog, fato que é confirmado por Davidson Samuel, também do PIMENTA. “O blog tem postura crítica ao governo. Eu não misturo as coisas e nunca coloquei o blog a serviço de assessoria de imprensa, prova disso é que o PIMENTA continua independente e criticando a administração municipal quando ela merece ser criticada”, ressalta Ricardo.

Quanto à afirmação de Geraldo de ter sido a prefeitura o primeiro emprego do jornalista, Ricardo lembra que o convite para participar do governo de Geraldo, no período 2001 a 2004, partiu do jornalista Daniel Thame.

- Tive grandes colegas na Assessoria de Comunicação, a exemplo de Cláudio Rodrigues, Daniel Thame, Maurício Maron e Antônio Lopes, mas meu primeiro emprego foi no Jornal Agora, onde trabalhei com Joel Filho, Vera Rabelo, José Adervan, entre outros, e de fato aprendi os primeiros passos da profissão . Nunca pedi emprego ou qualquer outra coisa a Geraldo Simões. Fui convidado a trabalhar na assessoria por Daniel Thame, e foi por mérito e não por apadrinhamento. A indicação foi técnica, porque Daniel conhecia e conhece meu trabalho – assinala Ricardo, que também foi editor do programa Jornal das Sete, da Morena FM, antes de integrar a assessoria.

CRONOLOGIA

A ligação do deputado Geraldo Simões para pedir a cabeça do jornalista foi feita no sábado, 14. O parlamentar telefonou para Armando Santos, do Conselho da Presidência da Bamin. Este acionou o diretor de Relações Institucionais da empresa, Frederico Souza.

O diretor de Relações Institucionais da Bamin, então, ligou para o jornalista na noite de sábado e perguntou se Ricardo conhecia Geraldo e se tinha alguma coisa contra o deputado. Geraldo disse ao diretor Armando Santos que o assessor de comunicação passava “24h do dia” batendo nele e no PT de Itabuna.

Logo após receber a ligação, Ricardo enviou mensagem a Frederico afirmando ter entendido o porquê do pedido do deputado. A razão foi um artigo em que defendia o direito do PCdoB de ter candidatura própria em Itabuna e criticava a “arrogância do PT” de Itabuna.

Ricardo enviou mensagem ao diretor de Relações Institucionais e disse que iria pedir desligamento para não causar constrangimentos à empresa. Frederico respondeu-lhe que não era necessário chegar a esse ponto, pois as coisas seriam contornadas. “Diante da resposta, fui trabalhar na segunda-feira, mas à noite eu recebi a ligação da gerência de comunicação em Ilhéus, informando sobre o desligamento”.

O jornalista disse que não gostaria de envolver o nome da empresa e que o centro de todo o problema está no ato de perseguição do deputado. “A empresa está em momento de fragilidade e que fica sensível a pedidos como este. Não vou julgar a empresa, porque o mais grave nessa história é o ato grotesco de perseguição promovido pelo senhor Geraldo Simões”, afirma.

Barrakitika resiste e completa 31 anos

Um dos famosos Carnaval dos Carnavais promovido pelo Clube RM na Barrakitika, com música saudosista

A extensão do lar. Assim é considerado o bar que cada um frequenta. Há quem diga que todo o mundo tem um botequim para chamar de seu. E é verdade. Em Ilhéus, um desses espaços etílicos é a Barrakitika, comandada com competência por Bruno Susmaga há 31 anos.

Claro que existem botequins para todos os gostos, indo desde o tradicional pé-sujo, o dos frequentadores no pé-do-balcão, até os mais sofisticados, que exibem um cardápio de fazer inveja aos mais refinados. Pois a Barrakitika está incluída nesse grupo, com uma cozinha maravilhosa, bebidas das mais variadas, daquelas que dá pra fazer um tour pelo mundo inteiro.

Porém, como não é só comida e bebida que faz o homem feliz, o botequim precisa ter alma. Sim, isso mesmo, alma, o mesmo que aquela sensação agradável que sentimos quando aconchegado, não importando o lugar, desde que rodeado de amigos, bom papos, histórias mil. E na Barrakitika isso tem de sobra, senão, vejamos:

Qual o botequim que se dá ao luxo de ser porta de entrada e saída (claro) e corredor da Casa dos Artistas, onde se exercita o mais fino teatro de Ilhéus? Qual o melhor local para sediar o Clube RM (ou dos Rolas Murchas, como queiram), com reuniões ordinárias a partir do meio dia de todos os sábados e um grito de Carnaval (também no sábado)? Somente na Barrakitika, especialmente localizada no providencial Beco das Marchinhas.

Até mesmo o todo-poderoso presidente da Academia de Letras, Artes, Música, Birita, Inutilidades, Quimeras, Utopia e Etc. (Alambique) – com todos os poderes que lhe são revestidos como ser imortalcoolizado – já utilizou os serviços da Barrakitika para lançar o livro “A Mulher do Lobisomem”, com direito a sessão de autógrafos e tudo mais que tem direito.

E para mim a Barrakitika não podia ser indiferente, frequentador que sou dos botequins. Tanto, assim que em 27 de novembro de 2004, publiquei uma crônica no Jornal Agora, sobre a democracia reinante nos botequins, incluindo, aí a Barrakitika. Para os saudosistas que queira relembrar…não façam cerimônia.

Democracia a toda prova

Walmir Rosário*

Nada melhor do que jogar conversa fora num botequim. Quem conhece a filosofia dos frequentadores dessas extensões do trabalho e de casa sabe que não existe nada melhor do que uma boa discussão para voltar pra casa aliviado das tensões após um dia de trabalho estafante. Até hoje não sei por que cargas d’água os médicos (principalmente os cardiologistas) não prescrevem para os estressados candidatos a pontes de safena uma passadinha diária num dos muitos botequins da cidade.

Botequim que se preza deve oferecer aos clientes boas e variadas bebidas, cerveja gelada e tira-gostos de se comer “rezando”. Taí uma receita que não falha e depende apenas de acrescer uma boa dose de atendimento exemplar, que o sucesso está assegurado. Com todos esses ingredientes, bons clientes chegarão aos borbotões, e como o homem é um ser gregário, aí é só ir fazendo a seleção natural.

Eu mesmo conheço vários em diversas cidades, aos quais faço questão de frequentar sempre que retorno, pois vejo os amigos, fico a par das notícias passadas e ainda posso fazer previsões para o futuro. Em Ilhéus, até hoje “choro” o desaparecimento do Sancho Pança, reduto de vários “tribos”, que se reuniam em vários ambientes.

Mas como Secundino decidiu mudar de ramo, mudaram-se também os clientes para a não menos gostosa Barrakitika, que resiste bravamente até hoje, reunindo artistas e intelectuais das mais diversas expressões, boêmios de todos os naipes, executivos e até quem não gosta de nada disso e só quer beber em paz. Aos poucos, esses importantes redutos vão caindo, enquanto outros, como os botecos do Beco do Fuxico, em Itabuna, a exemplo do ABC da Noite, Whiskitório, e o Ithyel (hoje, Artigos para Beber, de Eduardo), vão ficando como os últimos bastiões da democracia.

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Capitão Azevedo zomba dos itabunense

Ao ser perguntado pelo Jornal Agora como viu a decisão do juiz da Vara da Fazenda Pública, Gustavo Pequeno, em afastar por 90 dias os três ex-membros da mesa diretora da Câmara de Itabuna, os vereadores Clóvis Loyola, Roberto de Souza e Ricardo Bacelar, dissimulou e falou um monte de besteiras. Isso mesmo, a palavra “besteira” não é qualquer falta de respeito ao cargo ou ao cidadão (se assim merecer esse título), mas uma simples constatação.

“Eu não sei, não tenho noção do que está acontecendo. Como o caso está no Judiciário, acho que as partes devem se comportar de acordo com a legislação brasileira. Não tenho acompanhado os fatos. Mas, como estamos num país de pleno direito democrático, acho que cada um deve ter seus direitos respeitados”. (disse ao jornal).

Para uma pessoa com formação em educação física e direito (pasmem), com um mandato de vice-prefeito e, em seguida, prefeito, a resposta pode ser considerada a maior asneira do ano, apesar dos 11 meses que ainda faltam para terminar 2012.

No mínimo, Azevedo está tentando proteger os vereadores acusados de “meter a mão” no erário público e que conta com a “parceria” do prefeito, através de acordo de sustentação do governo. Exemplo disso, são os vereadores Ricardo Bacelar, quem sempre posou de oposição, em público, e de situação em gabinetes fechados.

O outro, Roberto de Souza, considerado o “algoz” do prefeito Azevedo na Câmara, passou para o lado dele, defendendo-o “com unhas e dentes”, após a indicação de sua esposa (de Roberto) para a presidência da Fundação Itabunense de Cidadania e Cultura (Ficc), além de outros apaniguados. Já o Clóvis Loyola, nem precisa comentários. É hors-concours!, como diria o colunista social Ibrahim Sued, de saudosa memória.

ENTREVISTA: DAVIDSON MAGALHÃES, PRÉ-CANDIDATO A PREFEITO DE ITABUNA

O desenvolvimento como obsessão

Davidson Magalhães, o ex-vereador que um dia detonou a máfia itabunense que traficava crianças para o exterior, especialmente para a Itália, está de volta ao debate político local. E mais do que isso, é um dos nomes cotados para disputar a eleição de prefeito ano que vem. Mas antes disso, o hoje presidente da Bahiagás tem um desafio pela frente: convencer a turma do PC do B a indicá-lo como candidato do partido. Se chegar lá, Davidson promete fazer uma campanha limpa e centrada em propostas inovadoras, voltadas para o futuro de Itabuna. “Estamos insistindo num projeto de reconstrução da cidade,” a fim de “prepará-la para esse novo cenário socioeconômico que está se montando, com a implantação da Universidade Federal do Sul da Bahia”. A seguir os principais trechos da entrevista que Davidson Magalhães concedeu ao Agora.

Jornal Agora – Como estão os entendimentos internos, no PC do B, visando à definição do candidato à sucessão de Azevedo?

Davidson Magalhães – Parece que estamos terminando uma etapa desse debate sobre a eleição do ano que vem. Essa fase é a fase em que os partidos promovem filiações e organizam o fechamento de suas respectivas chapas proporcionais, e também buscam definir os candidatos majoritários. Vamos entrar numa segunda fase em que cada partido vai buscar o fortalecimento da sua candidatura majoritária para a disputa em 2012. É normal os grandes, médios e pequenos partidos lançarem os seus candidatos para buscar espaço político e se fortalecer para a formalização de acordos políticos. Isso tudo está dentro do jogo político. Quanto a nós, do PC do B, estamos afunilando as nossas candidaturas. Tínhamos três, mas agora só temos duas e, aos poucos, vamos afunilar para a decisão de uma candidatura, já que estamos entendendo que no campo de esquerda nós reunimos as melhores condições para aglutinar as forças políticas desse campo e do campo de centro-esquerda e apresentar um projeto novo para Itabuna.

J. A. – O que vocês imaginam para esse projeto?

D. M. – Nós estamos insistindo num projeto de reconstrução da cidade e de prepará-la para esse novo cenário socioeconômico que está se montando, e agora mais reforçado ainda, com a implantação da Universidade Federal do Sul da Bahia. Portanto, é uma nova dimensão, é uma nova visão de administração. E nós estamos nos preparando politicamente para esse enfrentamento.

J. A.– Por falar em enfrentamento político, o PC do B não teme ser responsabilizado por uma eventual vitória do prefeito Azevedo, caso vocês não se unam mesmo ao PT?

D. M. – Eu, pessoalmente, tive uma conversa com o governador Jaques Wagner – e é importante que eu diga isso –, na qual falei do projeto nosso para Itabuna. Falei de uma forma muita franca que o PC do B terá candidato a prefeito de Itabuna e ele está ciente disso. Não fez nenhuma objeção. A propósito, hoje alguns setores do governo percebem claramente que a melhor possibilidade de vitória, de retomada da Prefeitura, é com uma candidatura liderada pelo PC do B. Longe de desestimular ou ameaçar a candidatura do nosso partido, o governador tem tido uma postura bastante democrática, até porque o governador sabe que estamos inseridos num mesmo projeto. Agora, existem muitos boatos, muita conversa que não correspondem a verdade. Chegaram a dizer que o governador não viria a Itabuna para a inauguração da central de distribuição da Bahiagás, e ele veio. Também disseram que se ele viesse nem falaria. Pois ele veio e falou. Ao fazer isso, o governador deu mais uma demonstração de que estamos unidos no mesmo projeto em nível estadual e federal, e não há porque romper com isso. O governador, repito, teve – e continua tendo – um comportamento ético em relação aos parceiros políticos de aliança.

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Nazal oferece banquete na filiação à Alambique

Foto de Waldyr Gomes

Os novos acadêmicos fazem o juramento e são empossados

O ilheense José Nazal volta a Itabuna, desta vez para brindar convidados no evento de filiação de novos acadêmicos da Academia de Letras, Artes, Música, Birita, Inutilidades, Quimeras, Utopia e ETC. (Alambique) com um lauto buffet de especialidades árabes.

A filiação dos novos acadêmicos teve como palco a sede do Jornal Agora, durante as conhecidas e disputadas “Sextas-feiras Festivas do Agora”, com a presença de diversos convidados. Não faltaram cachaças de primeira de origens variadas e cerveja Backer (último lançamento em Itabuna).

No maravilhoso buffet elaborado por José Nazal, quibe cru, quibe frito, pasteis, homus tahine e charutinhos enrolados com repolho e couve. A única reclamação foi a ausência notada da coalhada seca, por absoluta falta de tempo hábil para o preparo.

Na solenidade, o presidente e vice-presidente da Alambique, Daniel Thame e Walmir Rosário, respectivamente, empossaram os novos acadêmicos. Após o juramento, José Nazal (único ilheense a tomar posse até agora), Roberta Oliveira, Cláudio Soares, José Adervan e Sérgio Lima.

A direção da Alambique – diante das insistentes solicitações – busca uma data para agendar a realização de uma assembleia extraordinária em Ilhéus, por ocasião de uma das reuniões sabáticas da Turma dos RMs (rolas murchas) na Barrakitica, um dos maiores redutos da boemia ilheense.

CONFIRA OUTRAS FOTOS NO:

DO BLOG CONFRARIA DO ALTO BECO DO FUXICO

Do Público ao Privado

PRA QUEM JABES MANDA RECADO? I

Posicionamento de Jabes Ribeiro é considerado equivocado

O ex-prefeito de Ilhéus, Jabes Ribeiro, manda recado para algumas correntes políticas da cidade. De quebra, cita nome de pessoas, muito deles ex-correligionários, outros nem tanto, mas que ele acredita que poderia “turbinar” sua campanha para retornar ao Palácio Paranaguá como seu mais alto mandatário.

Na verdade, como sempre, Jabes usa metáforas e alegorias políticas para mandar seus recados. De tanto fazer isso, haja vista os anos que passou no poder, tanto na Prefeitura quanto no parlamento ou Governo do Estado, que os políticos ilheenses, seus ex-liderados ou não, conseguem decifrá-los de pronto, ou seja, no primeiro momento.

PRA QUEM JABES MANDA RECADO? II

Só que os métodos utilizados por Jabes Ribeiro são ultrapassados e relembram os velhos tempos da ditadura militar, através da pressão intelectual e material, como se somente ele fosse profundo conhecedor das artes da política. Verdadeiramente, os recados mandados por Jabes podem ser entendidos pelo avesso, pois ele mesmo é sabedor de que não se “chuta cachorro morto” por absoluta ser desnecessário.

A estratégia é outra: atirar no que viu e matar o que não viu. E para empreender essa empreitada não está sozinho e se aliou à outras correntes políticas que pretendem ampliar a participação no latifúndio político-eleitoral ilheense. No caso de Jabes, a história é um pouco diferente e ele tem convicção ser essa sua última cartada para ainda continuar demonstrando que “estaria vivo” e dando as cartas.

PRA QUEM JABES MANDA RECADO? III

Um desses aliados de Jabes Ribeiro nessa empreitada é o deputado federal Geraldo Simões, que nunca conseguiu impor sua liderança (na verdade, liderança se conquista) em Ilhéus. Por isso, os recados mandados por Jabes tem destino certo, quando se trata das pessoas, mas de conteúdo totalmente diverso.

Quando Jabes diz que não quer nada com quem participa do Governo Newton Lima, leia-se, por favor, “saia daí urgente para fragilizar o governo que eu garanto ‘uma boquinha’ se me ajudar a chegar à Prefeitura”. E essa mensagem chega de forma desesperadora, haja vista serem os destinatários petistas ligados ao deputado federal Josias Gomes.

PRA QUEM JABES MANDA RECADO? IV

Apesar de Jabes alardear aos quatro cantos que é o candidato preferido do governador Jaques Wager, seus adversário dizem essa “cantiga já furou o disco de tanto tocar”, embora ninguém tenha ouvido, uma só vez, nem mesmo por ouvir dizer. O que preocupa o ex-alcaide é a aproximação do governador com o prefeito Newton Lima, propondo a continuidade da coligação PSB-PT.

E essa atitude do governador atingiu, em cheio Jabes Ribeiro, que acusou o golpe, ao saber que o candidato preferido de Wagner – com diversas insinuações e afirmações – é o deputado federal Josias Gomes. E o PSB, ao entender a mensagem, saiu na frente lançando a pré-candidatura do vereador Alcides Kruschewsky ao Palácio Paranaguá. Para tanto, Alcides deixou o cargo de secretário de Governo e Assuntos Estratégicos para retornar ao Legislativo.

PRA QUEM JABES MANDA RECADO? V

Como dizem as “raposas políticas” que política e coligações não são feitas com fígado, a estratégia utilizada pelo ex-prefeito de Ilhéus é uma ação que beira ao desespero. Embora lhe pareça bonito ir às emissora de rádio fazer ameaças ou prometer coisas fantasiosas, cada vez mais Jabes cava sua sepultura para enterrar, de vez sua carreira política.

Esquece Jabes, porém a população de Ilhéus lembra bem, as sucessivas derrotas contabilizadas por ele durante sua carreira política. E isso fica bastante evidenciada nas pesquisas de opinião realizadas no município, que o apontavam com cerca de 90% de rejeição. Esse índice, tende a aumentar a cada aparição desastrosa do ex-alcaide, que vem agindo na contramão do marketing político ao invés de juntar espalha apoios, esnoba votos.

PRA QUEM JABES MANDA RECADO? VI

Magno Lavigne promete desnudar Jabes Ribeiro

A demonstração do “soco recebido no fígado” foi dada nesta última semana quando concedeu entrevistas ao radialista Vila Nova, no programa O Tabuleiro, e ao jornalista Maurício Maron, do site Jornal Bahia Online. Neles, Jabes destila veneno, esnoba pessoas. Chegou ao cúmulo de dizer que profissionais e políticos em atuação em governo dialoguem com ele, como se essas pessoas estivessem cometendo traições, conspirações contra as organizações a que servem.

Com isso, Jabes demonstra que em política existem adversários e não inimigos. No mínimo, deve ter tomado essas lições (erradas, por sinal) com o deputado federal Geraldo Simões, que se notabilizou pela prática de tentar desconstruir fatos e pessoas que não rezem por sua cartilha. Mas o tiro saiu pela culatra e na certa terá troco, por ter sido o atingido o sindicalista Magno Lavigne, atual secretário de Governo e Assuntos Estratégicos, condutor do processo político do governo Newton Lima e que alimentará a campanha eleitoral do próximo ano.

PRA QUEM JABES MANDA RECADO? VII

Na visão – caolha, por sinal – de Jabes Ribeiro, todos os partidos e os políticos ilheenses estão equivocados e teriam que alisar os bancos de sua escolinha. Como que se reencarnasse num novo Collor de Mello, Jabes desanca sobre as pessoas como se todos tivessem a obrigação de lhe dever subserviência, prometendo, tal e qual um Antônio Conselheiro repaginado, “um rio de leite e uma ribanceira de cuscuz” para os amigos e as profundezas do infernos para os inimigos.

Tirando os arroubos messiânicos, Jabes se recolhe ao trabalho de vender o seu partido, o PP (Partido Progressista) a prefeituras, não importando quais sejam. Basta que para isso lhe seja dado em troco qualquer tipo de adesão para que tente voltar à Prefeitura de Ilhéus, ou vice-versa. Como tem se perenizado o ditado que “a voz do povo é a voz de Deus”, não custa a qualquer um acreditar o ex-alcaide bate de frente com as circunstâncias.

Diante das circunstâncias, Jabes pode ser comparado a um professor (ops) que reprova todos os alunos, considerando-os incompetentes para aprender o que ele acha que ensina.

AZEVEDO É O CANDIDATO

Wally não está na foto, Wally sumiu, onde será que está Wally

Não agradou a todos os filiados do Democratas (DEM) o resultado da convenção do partido, que escolheu os membros do diretório e da executiva municipal. Um deles, que se considerava um “poderoso cardeal”, se esquivou de aparecer, já que previa o resultado. Em nenhuma das fotos foi visto, apesar das providências que vinha tomando no sentido de reverter o quadro.

De forma sorrateira, esse pretenso “cardeal” vinha visitando e mandando recados para lideranças políticas e jornalistas, prometendo mundo e fundos em troca de apoio numa futura (2012) campanha a prefeito de Itabuna. Sem prestígio e sem voto, o indigitado acredita que o dinheiro amealhado nessa administração seria mais do que suficiente para “comprar” lideranças e jornalistas.

E bem na cara de Azevedo.

SOU EU, MAS NÃO DIGA I

Ao elaborar uma matéria jornalística sobre a repercussão sobre a diminuição do território e do aumento da renda do ilheense, o Jornal Bahia Online produziu uma matéria curiosa: a fonte, que se dizia economista e professor da Uesc, pediu para não ser identificada. E tinha razão essa fonte, por saber que sua análise seria uma das mais absurdas, demonstrando falta de conhecimento sobre o assunto.

Na sua resposta, o incógnito professor da Uesc, cujo departamento para que trabalha não produz estudo algum sobre a economia regional, disse que ao “dedicar ao planejamento os louros da pesquisa do IBGE divulgada na semana passada, é jogar a sujeira para debaixo do tapete”. E foi mais além: “Se a cidade fosse efetivamente planejada, os recursos públicos não teriam sofrido quedas tão acentuadas” e tentou justificar sua teoria na “total incapacidade de se planejar as ações do município, com obras inacabadas e na falta de condições de se anunciar “o que vai se fazer daqui a uma hora”.

SOU EU, MAS NÃO DIGA II

Ao que tudo indica, o incógnito professor desconhece o sistema tributário e fiscal do país, que transformou as prefeituras em meras pedintes. A arrecadação do bolo tributário não representa sua divisão que obedece critérios econômicos, porém mesclados com as “bondades” chamadas de sociais. Enfim (no popular), quem arrecada mais é obrigado a dividir com os municípios cuja produção de tributos seja deficiente.

Não bastasse isso, faltou ao incógnito professor de economia da Uesc apresentar as variáveis responsáveis pelos resultados positivos e negativos da arrecadação. As condições que provocaram a queda da arrecadação não foram proporcionadas pelo município, ou pela falta de planejamento. Esqueceu o escondido economista que todos os recursos investidos em Ilhéus por outros entes federativos são fruto de prospecção das autoridades municipais e nem sempre são liberados conforme cronograma estabelecido.

Por último, município algum faz grandes negócios, ganha na loteria ou recebe vultuosas heranças, embora tenha que arcar com as dívidas deixadas pela sucessivas administrações, honrando o pagamento de precatórios trabalhistas e acordo para o pagamento de calotes dados à Previdência Social e demais encargos, a exemplo do FGTS.

Na academia o que deveria prevalecer é a teoria apresentada em forma de artigos científicos, monografias, dissertações ou teses. Melhor, ainda, se assinadas.

HBLEM – O OBJETO DE DESEJO

Não é de agora que o Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães (HBLEM de Itabuna) se transformou em objeto de desejo das autoridades do município e do Estado da Bahia. Mas, ao contrário do que se espera, a preocupação não é para torna-lo eficiente no atendimento à população e sim pelo poder que a administração do hospital representa.

Implantado pelo prefeito Fernando Gomes para atender à população de Itabuna e região, com recursos do Município, Estado e União, o Hospital de Base foi concebido para ser referência em diversas especialidades, além de atendimento de traumas, notadamente resultantes de acidentes rodoviários. Entretanto, o que mais tem interessado às autoridades são os cargos de confiança que poderão se indicados e o uso da máquina administrativa.

HBLEM – OBJETO DE DISCÓRDIA

Geraldo Magela e Andres Alonso estão juntos, mas quilômetros os distanciam

Em recente reunião para analisar a situação do Hospital de Base e propor soluções, o diretor do Departamento de Regulação da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia, Andres Alonso, garantiu que o Governo do Estado só pode ajudar se o município lhe entregar o hospital. “Quando o Estado não tem a propriedade da unidade, ele tem que pagar pela tabela SUS; quando a unidade é dele, paga-se pelo que custa”, disse.

Para o Governo do Estado, a questão não é a simples aritmética, e sim o poder que representaria o hospital para o governo petista estadual. Pouco importa aos representantes do Estado que o HBLEM tenha apenas uma fonte de receita: o SUS, ou que atenda a população de outras cidades. Por outro lado, o governo municipal também não abre mão do poder que exerce, nem mesmo esclarece as constantes denúncias de corrupção naquele importante equipamento hospitalar.

O povo que se dane.

LUTA CONTRA MISÉRIA

Durante o 5° Encontro Regional de Capacitação do TCM-BA com Gestores Municipais que acontece nesta sexta-feira (22), no Centro de Cultura João Gilberto, na cidade de Juazeiro, com a presença de mais de 350 pessoas, oriundas de 36 municípios da região, sendo 14 prefeitos, o prefeito Luiz Caetano, presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), convocou os gestores para unirem forças na luta pelos royalties do petróleo e para acabar com a miséria no Brasil.

Luiz Ca etano informou que, “o preço do petróleo só tem aumentado e com isso o valor dos royalties, mas o Rio de Janeiro quer tudo para ele. Mas, é preciso que o país entenda que o petróleo é uma riqueza nacional que deve ser distribuída entre todos. Principalmente entre os municípios mais pobres, que têm um IDH muito baixo. Esse pode ser o passo mais importante para o sucesso do programa Brasil Sem Miséria”.Falando sobre o programa do governo Federal, Brasil Sem Miséria, que pretende acabar com a pobreza no país, Caetano afirmou que, “na segunda-feira estarei com Wagner e Dilma lança o programa na Bahia. Mas, essa luta precisa ser intensificada a nível municipal, pois para acabarmos com a miséria isso deve começar nos municípios. Nós prefeitos devemos fazer uma busca ativa em nossas cidades para descobrir as famílias que ainda não são assistidas por nenhum programa federal, estadual ou municipal para cadastramos no Brasil Sem Miséria”.

BOA NOTÍCIA

O Jornal Agora completa neste 28 de julho próximo 30 anos (Bodas de Pérola) de circulação. Para comemorar o feito, promove, na noite de quarta-feira (27), uma grande festa na Associação Atlética Banco do Brasil (AABB de Itabuna), com direito a boa música, gastronomia e homenagens.

Na grande festa do Jornal Agora serão homenageadas 30 personalidades da região. “Estamos nos dedicando para fazer o melhor e comemorarmos ao lado dos amigos e parceiros do jornal, que há 30 anos vem travando grande lutas em prol da nossa região. Esperamos brindar a todos com uma grande festa e que todos se sintam abraçados com nosso carinho”, ressaltou a diretora de Marketing do Agora, Roberta Oliveira.

As festas promovidas por José Adervan são conhecidas pela qualidade.

CONTAM POR AÍ…

Campanha política de 2010 para eleger presidente, senadores, deputados federais e estaduais e governador. Em Ilhéus, a base aliada de Dilma Rousseff e Jaques Wagner e transbordava de adesões, mas como política é uma arte que requer muita astúcia, algumas lideranças, para garantir prestígio seja qual for o resultado das urnas, dão uma no cravo e outra na ferradura.

Bastante precavida, a deputada estadual Ângela Sousa fez dobradinha com alguns deputados federais, a depender da cidade, sendo que em Ilhéus o acordo foi fechado com o deputado federal Geraldo Simões e, apesar do seu partido pertencer à coligação que tinha como candidato a governador Geddel Vieira Lima, fez campanha para Dilma e Wagner.

Já o vice-prefeito de Ilhéus, Mário Alexandre, filiado ao PSDB, “armou seu barraco” na campanha de José Serra e Paulo Souto, pulando a cerca – por motivo justo – quando se tratava dos votos que teria que dar à mãe, Ângela Sousa, e a Geraldo Simões, além dos candidatos a senadores Lídice da Mata e Walter Pinheiro.

Mesmo com os candidatos diferenciados, Marão não contava conversa e com a mesma disposição que organizava e participava das caminhadas de Serra e Souto, não dispensava os “arrastões” de Dilma e Wagner que tinha a participação de Ângela Sousa.

Médico dos mais conhecidos e conceituados, Mário Alexandre, pela disposição que sempre apresentava, entusiasmava tanto os participantes da caminhada quanto os moradores ou transeuntes, tratando todos pelos nomes. Pródigos nos abraços, perguntava pela família e pedia o voto.

Na reta final da campanha, numa dessas caminhadas realizada no bairro do Pontal, tudo corria tranquilamente e a adesão dos moradores era praticamente total, para delírio das lideranças. Foi aí, então, que aconteceu o inesperado.

O vereador petista licenciado e secretário da Indústria, Comércio e Planejamento, Alison Mendonça, após ter se refrescado do sol quente com alguns goles de cerveja, sente vontade de ir ao banheiro e, passando em frente à casa de um amigo, pede licença para satisfazer suas necessidades fisiológicas.

Ao sair, se depara com uma paisagem totalmente diferente da que deixou. Todas as propagandas da coligação petista coladas estavam cobertas pelos cartazes dos candidatos da coligação PSDB-DEM. Atônito, Alisson, que ficou pra trás, ligou para um “companheiro” que ia à frente e ligou pelo celular:

– Nosso pessoal não está fazendo a “colagem”? – perguntou.

– Você está gozando de minha cara, claro que sim, qual é o problema – retrucou.

Foi aí que o da frente parou de caminhar e Alisson, que ia atrás, se encontraram e presenciaram a turma da campanha de José Serra e Paulo Souto, coordenados por Mário Alexandre, colando os cartazes de sua coligação justamente em cima dos cartazes da coligação petista.

Na próxima caminhada não mais foi visto o vice-prefeito Marão na caminhada da coligação petista. Os cuidados foram redobrados, com uma turma tomando conta da retaguarda.

Fôlego de sete gatos

Davidson se prepara para encarar a campanha

O presidente da Bahigás, Davidson Magalhães, dá sinal de que vem se preparando para andar os quatro cantos de Itabuna na próxima campanha política. Tido como um forte pré-candidato a prefeito, Davidson foi flagrado na manhã deste domingo (3) pelo diretor-comercial do Jornal Agora, Robson Nascimento, em pleno jogging na avenida Beira-rio.

Vestindo uma camisa do Vitória (não sei porque não a do Botafogo), o comunista empreendia uma corrida, sem, no  entanto, descuidar de cumprimentar os amigos e futuros eleitores. Desde quinta-feira Davidson está cumprindo um périplo de viagens, palestras e entrevistas, além da comemoração dos 89 anos do PCdoB, comemorado neste sábado (2), na AABB de Itabuna.

Fotógrafo por excelência, Robson Nascimento não portava uma máquina fotográfica para registrar o fôlego de sete gatos (que tem sete vidas) do comunista Davidson Magalhães. Uma pena!

Vane não se dobra aos caprichos de Geraldo Simões

Sinceridade de Vane não agrada o PT de Geraldo Simões

O vereador Claudivane Leite (Vane do Renascer) é um dos vereadores mais bem avaliados na Câmara de Itabuna. Essa aprovação é resultado do desempenho de um mandato exercido com transparência e muito trabalho, sem se dobrar aos caprichos do diretório do PT de Itabuna, sob o comando de Geraldo Simões.

Sua atuação, segundo ele gosta de dizer, é centrada nos princípios da dignidade da pessoa humana, sempre baseado nos compromissos assumidos com a sociedade. Entretanto, essa independência não agrada a setores do PT, que promete, sistematicamente, agir contra o posicionamento do vereador, embora não tenha conseguido encontrar “falhas” para concretizar a ameaça.

Agora mesmo, Vane é apontado como um dos possíveis “prefeituráveis” de Itabuna, fato que, de novo desagrada Geraldo Simões, cuja vaga já destinou a sua mulher, a também petista Juçara Feitosa. Em entrevista ao Jornal Agora desta sexta-feira (1º), Vane do Renascer diz que é assediado por 10 partidos e é candidato a prefeito de Itabuna.

A legenda para disputar o cargo ainda não é conhecida, pois ele mesmo não descarta sua saída do PT, partido considerado por ele como preferencial para abrigar sua candidatura, mas que encontra obstáculos. Dentro do PT uma corrente defende seu nome, mas todas “fichas” estão sendo jogadas para escolher Juçara como candidata.

De pronto, Vane vai logo avisando que não possui bens materiais para bancar uma grande campanha eleitoral, embora não descarte ir em busca de apoios para viabilizar sua candidatura. ”Nunca fiz política com dinheiro. Minhas campanhas são simples, verdadeiras, sem falsas promessas, mas com muita sinceridade e com muito compromisso e respeito ao eleitor”, disse na entrevista ao Jornal Agora.

Talvez seja esse o motivo que Geraldo Simões tanto rejeite na possível candidatura de Vane.

Geddel reage às declarações de Geraldo

Lúcio e Geddel dizem não a Geraldo Simões

Em entrevista ao Jornal Agora deste fim de semana, o ex-ministro da Integração, Geddel Vieira Lima, está de volta ao Governo Federal e mesmo assim não deixa de alfinetar seus adversários, inclusive Geraldo Simões, que considera um oportunista.

Ele não perdoa, entre outras coisas, as vaias patrocinadas pelo petista contra ele enquanto ocupava o cargo de ministro do Governo Lula e diz que bastou um aperto de mão trocado entre Geraldo e o deputado federal Lúcio Vieira Lima, seu irmão, para que o petista alardear que teria “comprado” o PMDB para as próximas eleições.

Geddel insinuou que Geraldo Simões não sabe reconhecer um ato civilizado, o de cumprimentar um adversário – não necessáriamente um inimigo – para tentar transformar o ato em um fato político. “Isso é apenas uma esperteza de Geraldo, que pode ser do jogo político, mas com certeza o PMDB não tem esse interesse”, garantiu.

Ainda sobre uma possível aliança entre o PT e PMDB, Geddel foi mais irônico e disse que Geraldo flerta com o apoio do PMDB, mas constrói um raciocínio para dizer que já aceita o apoio. “É o jeito do PT. Para receber, parece aquelas moças do antigo Bataclã; para apoiar é um horror”, alfinetou.

E Geraldo Simões vira anjo…

Geraldo, não adianta rezar e fazer tudo errado

Tal e qual satanás pregando quaresma, o deputado federal Geraldo Simões concede entrevista ao Jornal Agora, edição de quinta-feira (24), e utiliza as páginas centrais (quanto desperdício) para da forma mais dissimulada possível distribuir um “caldeirão de bondades”.

Como num passe de mágica, parece que se arrependeu das malvadezas que sempre praticou e tece elogios a Renato Costa (este, sim, um homem de bem e um político decente), a quem sempre espezinhou. Somente a título de lembrança, Renato é o autor intelectual e material da frase: “Geraldo é um inadimplente da palavra”.

De olho no tempo de televisão na campanha do próximo ano, na mesma entrevista, Geraldo Simões tece elogios ao PMDB de Geddel Vieira Lima, afirma ter iniciado conversa com o deputado federal Lúcio Vieira Lima, tudo com vistas a uma futura coligação.

E o saco de bondades não para por aí: Geraldo se reveste de bondade e considerou desnecessária a briga entre o PT e o PMDB, criada, em grande parte, por ele. E ainda por cima diz que atribuíram a ele as vaias dadas pelos petistas a Geddel durante evento de Lula em Itabuna. De memória fraca, Geraldo esqueceu a vaia promovida por ele em Ilhéus.

O eterno protetor de Itabuna

Na mesma entrevista, o “anjo de bondade” também diz só ter feito o bem a Itabuna, apesar de “ser um sofredor”, tendo sido prejudicado por todos, seja o governador da época, Paulo Souto, ou o presidente de então, Fernando Henrique Cardoso.

Disse que andou com um “pires na mão” em busca de dinheiro para Itabuna, mas somente recebeu negativa. Em nenhum momento falou sobre os recursos recebidos, inclusive do Governo Federal, cujo presidente era Fernando Henrique Cardoso, aquele mesmo que ele financiava a campanha “Fora FHC”.

Nem mesmo aqueles R$ 10 milhões para o abastecimento de água de Itabuna ele lembrou (deve ter sido simples esquecimento, claro). Esses recursos, que deveriam ser aplicados na captação de água, ele, Geraldo, aplicou um desvio de função e gastou na distribuição.

Acreditando que o itabunense tem praticado ingratidões contra ele, Geraldo credita todos os recursos do Governo Federal que estão sendo investidos na cidade ao seu trabalho como parlamentar. Mais uma vez Geraldo Simões acha que o itabunense é trouxa, desinformado.

Dias atrás, o seu colega de parlamento, o deputado federal Luiz Argôlo disse, publicamente, em alto e bom som, durante um almoço no Los Pampas, que era o próprio Geraldo Simões que colocava entraves para o ingresso de recursos dos governos Federal e Estadual para Itabuna.

Uma dessas obras prejudicadas por Geraldo é a barragem do rio Colônia, que será construída com a finalidade de solucionar o abastecimento de água de Itabuna, além de regularizar a vazão do rio. Além de Itabuna, a barragem também beneficia a economia do município de Itapé.

“O PT é meu e de Juçara”

Na malfadada entrevista, Geraldo Simões ainda faz pouco da inteligência do itabunense quando o assunto é política. Nesse tema, ressalta ainda mais o seu lado de “coronezinho”, desqualificando não só os adversários (o que seria até natural), mas também a base aliada.

É que Geraldo Simões “se acha dono” de Itabuna e não permite qualquer ensaio de candidatura político-eleitoral dos partidos que sempre o ajudaram, a exemplo do PCdoB, PSB, dentre outros que já foram (antigamente), considerados de esquerda.

Nesse caso, parte pra cima dos coligados, utilizando de todos os meios possíveis e imaginários para tirá-los do seu caminho, custe o que custar (nada contra o CQC, um dos melhores e mais inteligentes programas de televisão da atualidade.

Inteligência, aliás, não é coisa prezada por Geraldo Simões, que se considera dono e senhor absoluto do Partido dos Trabalhadores (PT) em Itabuna e somente admitem duas candidaturas, a sua e de sua mulher. Se não preza a inteligência, gosta mesmo é de ser cercado de gente bajuladora e que lhe façam constantes elogios fáceis e gratuitos. Um elixir para o seu ego.

E disso todos têm conhecimento.

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