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UMA VIDA NOS FOI DADA, PORÉM, NÓS MESMOS É QUEM NOS SALVAMOS

Vamos aos assuntos dos comentários sobre esta coluna no Portal de O TEMPO (www.otempo.com.br). Aliás, inspiro-me muito nesse espaço dos comentários para fazer as minhas matérias, espaço esse que já foi dito que é o maior fórum de religiões em jornais da América Latina.

Kardec disse que não há ressurreição, mas reencarnação. É que, no tempo dele, rigorosamente, entendia-se por ressurreição a do espírito junto com o corpo, isto é, a do dogma da ressurreição da carne. E como Kardec não aceitava essa ressurreição, ele completou dizendo que o que existe é a reencarnação. Mas pela Bíblia, a ressurreição é do espírito com seu corpo espiritual ou períspirito (1 Coríntios 15: 44), sem, pois, o corpo físico. Ressurreição essa que é no ‘mundo espiritual’ como a que aconteceu com Jesus quando disse: “Pai, em vossas mãos entrego meu espírito.” Porém, há também a ressurreição do espírito na carne, num corpo novo que nasce e não no mesmo corpo da vida anterior, ressurreição essa que nós poderíamos até denominar de ‘ressurreição-reencarnação’. E essa ‘ressurreição-reencarnação’ do espírito num corpo novo é exatamente o que se entende por reencarnação tanto na Bíblia como no entendimento de Kardec e de todo o mundo.

Há divergências na Bíblia. Para o maior biblista atual do mundo e membro do Seminário de Jesus, o americano Bart D. Ehrman, autor de “O Que Jesus Disse? O Que Jesus não Disse? – Quem Mudou a Bíblia e Por Quê”, a Bíblia tem cerca de quatrocentas mil alterações. Tudo isso aconteceu para adaptá-la às doutrinas, às vezes absurdas, surgidas entre os teólogos no decorrer dos séculos, o que é causa da grande divisão existente entre os cristãos. E ainda há pessoas que pensam que até uma vírgula na Bíblia foi ditada por Deus, dizendo que ela é literalmente a palavra de Deus, o que é um dos grandes erros do judaísmo e do cristianismo. A Igreja ensina hoje que a Bíblia é a palavra de Deus, mas escrita por homens, os quais nunca são infalíveis!

Quando se diz que quem tem ‘fé’ em Jesus Cristo está salvo, a tradução das palavras grega “pistis” e latina “fides” por ‘fé’ em português melhor seria traduzida por ‘fidelidade’, ou seja, fidelidade a Deus e a Jesus, pois ‘fé no sentido de crença’ em Deus e em Jesus até os espíritos maus a têm! Deixando, pois, bem clara essa passagem bíblica, melhor a diríamos assim: Quem tem fidelidade a Jesus e a Deus Pai salva-se.

Uma das grandes polêmicas entre os cristãos envolve o ensino de Jesus segundo o qual nós mesmos é quem conseguimos a nossa salvação pelas boas obras praticadas por nós: “A cada um será dado de acordo com suas obras” (Mateus 16: 27), enquanto que para são Paulo vale a doutrina de que a salvação é de graça, doutrina essa muito comodista e que foi muito exaltada por Santo Agostinho e Lutero, e que chamaríamos de “doutrina da preguiça”, e que é muito difundida, hoje, entre alguns meios evangélicos.

Embora admiremos e respeitemos muito o apóstolo dos gentios, preferimos seguir o ensino ou o evangelho do excelso Mestre, pois ele é tão importante para nós que Jesus até deu sua vida para nós, ao decidir vir ao nosso mundo trazê-lo para nós. É que somente com a vivência desse ensino evangélico é que nós vamos fazer a parte que nos toca fazer, a fim de que seja acelerada a nossa evolução espiritual e a consequente conquista da nossa Salvação!

PS: Recomendamos “Adeus à Morte Sacrificial – Repensando o Cristianismo”, de Meinrad Limbeck, Ed. Vozes, 2016.

A RESSURREIÇÃO NOS CÉUS E AS OUTRAS DENOMINADAS DE APARIÇÕES

Ressurreição ou ressurgimento é o ato de surgir de novo. E o que surge de novo ou ressurge é o espírito que já surgiu antes.
Para os judeus da época de Jesus, a ressurreição era a reencarnação, inclusive para o rei Herodes. E Jesus considerava-a uma verdade, pois teve várias oportunidades para condená-la, mas jamais o fez. Será que Jesus cometeu o pecado de omissão por não a ter condenado? Não. Ele não a condenou, justamente, porque ela é mesmo uma verdade! E eis uma das provas bíblicas de que, realmente, tanto o povo judeu como Herodes consideravam a ressurreição como sendo a reencarnação (são Mateus 6: 14 a 16): “… porque o nome de Jesus já se tornara notório, e alguns diziam: João Batista (que já havia morrido) ressuscitou dentre os mortos e, por isso, nele (Jesus) operam forças miraculosas. Outros diziam: É Elias; ainda outros: É profeta como um dos profetas (do passado). Herodes, porém, ouvindo isto disse: É João Batista, a quem eu mandei decapitar, que ressurgiu (ressuscitou)”.
Há três tipos de ressurreição. Um acontece na hora da morte do corpo, quando o espírito ressuscita no mundo espiritual donde ele veio para dar vida a um novo corpo humano. Um exemplo bíblico dessa ressurreição do espírito é a do próprio Jesus que disse na hora de sua morte: “Pai, em vossas mãos entrego meu Espírito” (Lucas 23: 46). Outro tipo de ressurreição é conhecido também por aparição ou aparições do espírito através do seu períspirito, nome criado por Kardec. E há o terceiro tipo de ressurreição do espírito na carne, muito comum, pois é a reencarnação, crença encontrada, também, entre os judeus da época de Jesus, a que já nos referimos.
Quando o espírito desencarna, ele mantém consigo o períspirito como sendo o seu corpo, e através do qual ele ressuscita ou aparece aqui no mundo físico para nós e, às vezes, até materializado.
E, praticamente, o perispírito é conhecido em todas as civilizações com seus vários nomes: Corpo bioplásmico (Rússia); corpo glorioso, corporeidade, corporalidade e corpo pancósmico (Igreja); aura (Orígenes); corpo espiritual (são Paulo); corpo vital da alma (Tertuliano); corpo fluídico (Leibnitz); Rouach (Kabala); corpo astral ou vestrum (Paracelso); luz ódica (Reichenbach); boadhas (Zen Avesta); carne sutil da alma (Pitágoras); corpo aéreo ou ígneo (Plotino); imago (latinos); eldôlon e corpo luminoso (gregos); fantasma póstumo (Dassier); pnenumá (santo Hilário, são Basílio de Cesaréia, santo Atanásio, são Cirilo de Alexandria, são Bernardo e santo Agostinho); nephesh (Israel); Khi (China); Mediador Plástico (Cudwerth); Ka (Egito); Linga Sharira, Kama-Rupa e Mano-Maya-Rosha (Índia) etc.
A Bíblia diz que foi só a partir do terceiro dia, depois de sua morte, que Jesus ressuscitou. É a ressurreição Dele no nosso mundo físico, chamado mundo dos vivos, a qual pode acontecer também com qualquer um de nós e comumente chamada de fantasma e assombração.
Em 1 Coríntios 15: 44, lemos que a ressurreição não é do corpo físico. Também em 1 Pedro 3: 18, este apóstolo diz sobre Jesus: “…morto, sim, na carne, mas vivificado (ressuscitado) no espírito.”
Pela Bíblia, a ressurreição de Jesus e a nossa não são da carne, mas realmente dos espíritos com seus respectivos perispíritos.
E terminamos repetindo que, na Bíblia, não há a ressurreição ‘da carne’, mas ‘na carne’, ou seja, o fenômeno da reencarnação!
PS: Recomendo “Repensar a ressurreição”, Andrés Torres Queiruga, Ed. Paulinas.
NOTA: “Presença Espírita na Bíblia” com este colunista, na TV Mundo Maior, por parabólica e www.tvmundomaior.com.br

A FÉ CONTRÁRIA À CIÊNCIA É FRACA E ACABA SUFOCADA PELA RAZÃO

São Tomás de Aquino, o maior filósofo da cristandade, ensinou que a fé não pode violentar a razão, pois ambas vêm de Deus. (Mais detalhes na “Carta Encíclica Fides et Ratio” – Fé e Razão –, página 60, de são João Paulo II, 2ª Edição, Paulinas, 1998.

Vamos enriquecer, com mais alguns dados, a coluna “Unidas pela Ciência: Possessão, Xenoglossia e a Reencarnação”, de 20-3-17.

O estudo científico de hoje da xenoglossia inclui pormenores interessantes. Vejamos alguns exemplos, de modo sintetizado, de xenoglossia responsiva (muito ativa), que tem por base a reencarnação ou, então, a possessão. Pela reencarnação, é quando o indivíduo (médium) fala (psicofonia) ou escreve (psicografia) numa língua estrangeira desconhecida dele na vida presente, mas conhecida por ele de outra sua reencarnação; e pela possessão, que pode ser também de um espírito bom conhecedor da língua estrangeira em que se manifesta (capítulo XIV item 48, da “Gênese” de Kardec).

As pesquisas de xenoglossia, quando envolvem a reencarnação da entidade do paranormal ou médium em uma vida sua passada são comprovadas por certidões de nascimento registradas em cartórios dos seus antepassados, como os pais, avós, bisavós, trisavós, tetra avós, sogros, esposos ou esposas, irmãos, tios, sobrinhos, sua profissão, os países ou regiões em que a língua estrangeira era falada na época em que a entidade manifestante viveu. E há casos de possessões passageiras e outras longas (de vários dias). E elas podem repetir-se durante anos. E um detalhe, os familiares desses paranormais ou médiuns chegam mesmo a aprender um pouco da língua estrangeira falada por eles. (Para saber mais: “Xenoglossia”, do médico, psiquiatra e parapsicólogo canadense Ian Stevenson, que se transferiu para os Estados Unidos onde se tornou diretor do Departamento de Psiquiatria e Parapsicologia da Universidade de Virgínia. Esse seu livro registra também a participação de vários cientistas Ph.D, assessores de Stevenson em seus trabalhos, que incluem também uma vasta pesquisa sobre a reencarnação, em cerca de 40 países, constante de uma obra de 1.300 páginas, ainda não lançada no Brasil. Recomenda-se também “Xenoglossia”, do cientista italiano Ernesto Bozzano.

E na Bíblia, temos também exemplos de xenoglossia. “Como os ouvimos falar, cada um em nossa ‘própria’ língua materna” (Atos 2: 8). Outro exemplo é “Pois os ouviam falando em línguas…” (Atos 10: 46). Os discípulos gentios, ainda não batizados, é que falaram em línguas estrangeiras desconhecidas deles. Trata-se, pois, de fenômenos de xenoglossia, como aconteceu também em 1 Coríntios 14: 14. “…pois cada um ouvia, na sua própria língua, os discípulos falarem” (Atos 2, 1-6). “…falarão novas línguas.” (Marcos 16: 17). E lembramos que a tradução diz que eles receberam ‘o Espírito Santo’, quando a tradução correta é receberam ‘um espírito santo’, ou seja, cada um recebeu ‘um espírito santo’ que falava. São Jerônimo preferia dizer na sua Vulgata Latina “spiritus bonus” (um espírito bom).

E aqui fica o lembrete para que não confundamos a xenoglossia bíblica e espírita com a glossolalia dos sonambúlicos carismáticos e evangélicos com seus blablablás e gemidos, interpretados por eles como sendo manifestações do próprio Santo Espírito de Deus, o que não está de acordo com a razão e a Ciência!

PS: Agora em DVD: “Nos Passos do Mestre”, da Fundação Espírita André Luiz (FEAL), direção de André Marouço. http://www.mundomaior.com.br/

OS DOIS PENTECOSTES E OS FENÔMENOS MEDIÚNICOS DE XENOGLOSSIA

Os espíritos comunicam-se conosco por meio dos pneumáticos (profetas ou médiuns). E têm que ser examinados (1 João 4: 1), para sabermos se são bons ou maus. Mas parte dos cristãos, em um erro milenar, tem considerado maus, exceto o de Deus, todos os espíritos manifestantes aos quais eles chamam de “demônios” e não os tendo como espíritos humanos, quando pelos originais bíblicos em grego: “daimones” (“demônios”), eles são sim almas ou espíritos humanos.

E o Espírito de Deus mesmo nunca se manifesta, pois quem vir Deus não continua vivo (Êxodo 33: 20); e o próprio Jesus diz: “Ninguém jamais viu a Deus, a não ser aquele que lá de cima desceu.” (João 1: 18). Assim, os cristãos que dizem receber o Santo Espírito do próprio Deus estão totalmente errados. Aliás, se alguém receber o Espírito do próprio Deus, ele não só morre, mas desintegra-se!

Quando, pois, alguém diz palavras sem nexo ou fica num bla bla bla ou gemidos, não se trata da manifestação do Santo Espírito de Deus, mas de um espírito, o que tem o nome de glossolalia. É como se falasse para o ar (1 Coríntios 14: 9).

Porém existe a xenoglossia (comunicação de um espírito humano falando uma língua estrangeira desconhecida através de um médium ou profeta: “Dou graças a Deus, porque falo em ouras línguas mais do que todos vós.” (1 Coríntios 14: 18). Como se vê, Paulo nos ensina que falar mesmo em outras línguas não é bla bla bla! Mas tem que haver intérprete que conheça a língua e possa interpretá-la para si e para os outros. E ele acentua que é melhor profetizar do que falar em outras línguas. (1 Coríntios 14: 39). Esse dom espiritual ou mediúnico de falar em línguas estrangeiras, inclusive algumas línguas já mortas como o sânscrito e o latim, e que o médium não conhece, é estudado hoje pela Parapsicologia ou Psicotrônica, principalmente nos meios espíritas científicos.

Quando em português se diz ‘o Espírito Santo’, é tradução errada da Bíblia, pois nela o correto em grego é ‘um espírito santo’ ou um dos espíritos humanos bons (Jesus, Nossa Senhora, são Paulo, são Judas Tadeu, são José, são Vicente de Paulo, são Francisco de Assis, Bezerra de Menezes, Eurípedes Barsanulfo, santa Tereza de Calcutá, são João XXIII, são João Paulo II, Gandhi, Chico Xavier e bilhões de espíritos desconhecidos.

Em Pentecostes, estavam reunidos com os apóstolos, num mesmo lugar, estrangeiros de várias nações, os quais entenderam as suas respectivas línguas estrangeiras faladas por espíritos através dos apóstolos: De repente, com um vento forte e línguas como que de fogo, mas não fogo mesmo, os apóstolos receberam espíritos santos falando em várias línguas que foram entendidas pelos estrangeiros presentes (Atos 2: 1 a 13).

E outro Pentecostes aconteceu com os gentios, que não eram, pois, cristãos, com os quais houve também o fenômeno de línguas (Atos 10: 44 a 48), confirmando o que dizem Joel e Pedro: “Derramarei de meu espírito sobre toda a carne” (Atos 2: 17). Mas parte dos cristãos, erradamente, ainda diz que só Deus se manifesta, e que todos os outros espíritos manifestantes são maus. Então estaria Deus apoiando os espíritos maus, deixando que apenas eles se manifestem para fazer mal a nós, e emudecendo os espíritos bons que podem fazer-nos bem? Não e não, pois Deus é bom!

PS: PS: Agora em DVD, o filme espírita “Nos Passos do Mestre”, da Mundo Maior Filmes, da Fundação Espírita André Luiz (FEAL) e dirigido por André Marouço. http://www.mundomaior.com.br/

ENTENDENDO QUE A RESSURREIÇÃO BÍBLICA É A MESMA REENCARNAÇÃO

Até a época de Kardec, entendia-se que a ressurreição bíblica era sempre do corpo, pois não havia ainda um melhor conhecimento da Bíblia. Além disso, era muito forte a crença no dogma dessa ressurreição da carne contida no Credo Niceno-Constantinopolitano, que respeitamos. Mas hoje, como está acontecendo com outros dogmas, que respeitamos também, ele está caindo num esvaziamento. Em várias dioceses, durante as missas, não se diz mais “creio na ressurreição da carne”, isto é, do corpo, mas “creio na ressurreição dos mortos”, o que já é um grande passo no sentido de se reconhecer que a ressurreição é mesmo do espírito como diz a Bíblia, e não do corpo.

Paulo, no capítulo 15: 45 de 1 Coríntios, explica de modo muito claro, que temos dois corpos, um espiritual e um carnal e que ressuscita o corpo espiritual. Mas ele chama a atenção para o fato de que somente depois de que o que é ainda corruptível se tornar incorruptível e se transformando no corpo glorioso da ressurreição (atualmente, Corpo Pancósmico para a Igreja), o que quer dizer que só depois que o espírito tornar-se já purificado. E esse estado de purificação ocorre, quando cada indivíduo tornar-se um verdadeiro discípulo do excelso Mestre e digno, pois, de passar pela porta estreita, símbolo da salvação.

O que Deus e Jesus tinham de fazer para essa nossa salvação já foi feito do melhor modo possível, cabendo a nós, agora, fazermos a nossa parte. Foi por isso que Deus nos criou com inteligência e livre arbítrio, ou seja, para entendermos o evangelho que seu Enviado todo especial veio trazer para nós, evangelho esse que é como se fosse um passaporte para a nossa entrada na parte de alegria e felicidade do mundo espiritual.

Reafirmamos que, realmente, no tempo de Kardec, a ressurreição só era entendida como sendo do corpo com seu respetivo espírito. Mas como ficou claro, segundo a Bíblia, a ressurreição é do espírito com apenas o corpo sutil ou de quintessência (matéria não densa, mas muito tenra). E esse corpo sutil, com o qual o espírito ressuscita, é o que a doutrina espírita chama de períspirito. Popularmente, ele é denominado de aura e corpo astral. Ele foi descoberto, por volta do ano de 250, pelo médium vidente grego do início do cristianismo, Orígenes, que, por ser um grande gênio no conhecimento da Bíblia e da Teologia Cristã daquele tempo, foi cognominado o “Santo Agostinho do Oriente”.

Diante das ideias erradas da ressurreição do corpo, Kardec foi intuído para dizer que ela não existia e que, na verdade, o que existia era a reencarnação, ou seja, é o espírito que ressuscita, enquanto que o corpo simplesmente volta para a terra de onde ele veio (Gênese 3: 19); e como ensina de modo mais completo o Eclesiastes 12: 7: “Ao morrer o homem, seu copo volta à terra que o deu e seu espírito, a Deus que o deu.” E Paulo (1 Coríntios 15: 50), mais uma vez, confirma que junto de Deus não há lugar para a matéria: “Isto afirmo, irmãos, que carne e sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção (a carne, a matéria) herdar a incorrupção”, o que confirmamos com Jesus: “A carne para nada aproveita” (João 63: 6).

Há dois tipos de ressurreição. Quando desencarna, o espírito ressuscita no mundo espiritual onde fica aguardando oportunidade de nova reencarnação, ou seja, a ressurreição do espírito na carne!

PS: Una-se à Fundação Espírita André Luiz (FEAL) na campanha contra o aborto e o suicídio: http://amigosdaboanova.com.br/Espiritismo

A FÉ EM JESUS CRISTO SALVA; ENTRETANTO, FÉ NÃO É SÓ CRENÇA

É muito conhecida a frase: “Quem tiver fé em Jesus Cristo, está salvo.” Por essa frase se entende que a salvação ou libertação é muito fácil. Mas será que é mesmo assim tão fácil?

Caberia aos líderes religiosos que estudam grego levar aos seus fiéis melhor esclarecimento no entendimento dos textos bíblicos. O de que vamos tratar é um exemplo de que, lamentavelmente, esse esclarecimento não acontece, quando já deveria ter acontecido há muitos séculos.

Os evangelhos foram escritos em grego. E a palavra grega evangélica “pistis”, traduzida por fé no português, significa também fidelidade.

E são Jerônimo, na sua Vulgata Latina, traduziu-a para o latim por “fides”. E “fides” em latim significa também fidelidade, além de fé. Quem tiver fé em Jesus Cristo se salva, às vezes, melhor se diria: Quem tiver fidelidade a Jesus Cristo, se salva. Ora, quem tiver fidelidade a Jesus Cristo, estudando e pondo em prática o seu evangelho, realmente, se liberta ou se salva.

Porém, ser fiel mesmo a Jesus Cristo, na fase atual de nossa evolução humana, não é fácil. Poderíamos dizer que quem é fiel a Ele de fato são as pessoas que são desapegadas em todo o sentido da palavra, o que acontece com aquelas pessoas que até renunciam a si próprias. E eis dois exemplos que nos deixam essa questão bíblica bem clara: “Assim, pois, todo aquele que dentre vós não renuncia a tudo quanto tem, não pode ser meu discípulo.” (Lucas 14: 33); e “Dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome sua cruz e siga-me.” (Luca 9: 23). A expressão “pegar sua cruz” significa aceitar ou colher o sofrimento do carma ou do mal feito no passado desta encarnação ou de outra. Sim, pois, ninguém consegue escapar da lei evangélica e cósmica de causa e efeito. Se alguém semear o mal, tem que colher o mal. “Em verdade te digo que não sairás dali, enquanto não pagares o último centavo.” (São Mateus 5: 26). O maior Mestre nos ensina nessa passagem que somos nós mesmos é que pagamos os nossos pegados, desde o primeiro até o último.

É verdade que são Paulo nos diz que o sangue de Jesus lava ou anula os nossos pecados, influenciado que ele foi pelos rituais de purificação do judaísmo e outras religiões da Palestina e de outras nações vizinhas dela. Devemos respeitar as ideias paulinas, mas aceitemos a verdade maior do Mestre dos mestres, que tinha até ojeriza para rituais de sacrifícios. “Misericórdia quero e não sacrifícios.” (São Mateus 9: 13). Mas reitero que devemos respeitar o pensamento paulino de sacrifícios, pois ele acreditava na eficácia dos sacrifícios de sangue derramado, que, às vezes, denomino de teologia do sangue. E esse pensamento de Paulo foi levado, inclusive, para os evangelhos, pois as cartas dele foram os primeiros textos escritos do Novo Testamento, cujos autores se basearam muito nesses textos paulinos.

Quem tem mesmo fidelidade a Jesus Cristo, obviamente, acredita de fato no ensino Dele. Assim, nesse caso, a fidelidade a Ele vem até à frente da fé Nele. Pode-se dizer, portanto, que essa fé verdadeira em Jesus Cristo salva mesmo, mas não uma simples fé ou crença Nele. Tal fé seria, pois, igual ou semelhante àquela conhecida de são Tiago: “A fé sem obras é morta” (Tiago: 2: 26). A fé, pois, só no sentido de acreditar não salva mesmo ninguém. Aliás, até o “diabo” crê em Jesus Cristo, e como crê!

PS: “Presença Espírita na Bíblia” com este colunista, na TV Mundo Maior, por parabólica digital e internet.

N O T A

A presente crise brasileira está realmente atingindo as atividades de muitos setores do nosso país. Nós espíritas e simpatizantes do Espiritismo façamos, pois, um esforço extra para ajudarmos a Rádio Boa Nova e a TV Mundo Maior a darem a volta por cima nessa crise que, lamentavelmente, as atinge de cheio.

Precisamos fazer alguma coisa para que esses dois grandes veículos midiáticos possam continuar mantendo no ar a sua programação normal, que é indispensável para a difusão dos postulados espíritas.

Se sabemos que a maior caridade que podemos fazer para com a Doutrina dos Espíritos codificada por Kardec é a sua divulgação, então, está na hora, pois, de nós cumprirmos o nosso dever, fazendo o que pudermos para com essas duas instituições, que representam os maiores veículos do mundo de divulgação da nossa querida Doutrina. Vamos, portanto, agir, a partir de agora, fazendo o que pudermos para salvá-las!

O ECLESIASTES SERIA UMA PSICOFONIA DO ESPÍRITO DE SALOMÃO?

Apesar de o cristianismo, não tanto o Judaísmo, ter feito silêncio durante séculos sobre a mediunidade na Bíblia, ela foi descoberta por pesquisadores bíblicos leigos e independentes.

Na Bíblia, tanto no Velho Testamento, como no Novo, são muitos os casos de fenômenos mediúnicos. Os espíritos bons eram confundidos até com o próprio Deus, que os judeus chamavam de Javé, e os maus ou não amigos dos judeus eram tidos como deuses falsos ou pagãos. Mas na verdade, todos eram espíritos humanos, que se comunicavam com as pessoas, sacerdotes ou não, possuidoras dos dons proféticos ou mediúnicos (1 Coríntios capítulo 12), e que, mais tarde, os teólogos cristãos passaram a denominar de dons do Espírito Santo trinitário ou Terceira Pessoa da Santíssima Trindade, doutrina essa que provocou muitas polêmicas entre os teólogos e que, por isso, como aconteceu com outras doutrinas, também polêmicas, foi transformado por eles em dogma. E ai de quem negasse publicamente um dogma!

Um exemplo desses fenômenos mediúnicos, espirituais ou proféticos é o da entrega das Tábuas dos Dez Mandamentos ao grande médium ou profeta Moisés por um espírito já angélico, quando ainda muitos pensam que foi o Espírito do próprio Deus (Atos 7: 30). E, por oportuno, informamos que é muito comum um espírito manifestar-se em forma de uma luz ou fogo, daí a sarça ardente.

Todos os espíritos manifestantes bons ou maus são humanos. Vejamos exemplos disso. Um é o caso do profeta Samuel que, mesmo depois de morto, ainda profetizou. (Eclesiástico 46: 20). Outro exemplo é o da manifestação do espírito, também de Samuel, quando ele, através da médium de En-Dor, comunica-se com Saul (1 Samuel 28: 15). Alguns líderes religiosos, com ideias fixas de demônios e contrários ao que diz o texto bíblico, afirmam que não foi o espírito de Samuel que se manifestou, mas o de um demônio. O que vale mais o que afirma a Bíblia ou o que ensinam esses tais de líderes religiosos fanáticos contra o espiritismo? Ademais, demônio (“daimon” em grego na Bíblia) é alma ou espírito humano. E, nesse mesmo capítulo 28 de 1 Samuel, temos também um exemplo de que deus (plural deuses) com a letra inicial minúscula, é espírito humano, pois o texto bíblico diz referindo-se ao espírito de Samuel: “…Vejo um deus que sobe da terra.” (1 Samuel 28: 13).

E vejamos agora o assunto que deu o título a esta coluna. Coélet é o autor do Eclesiastes, porém, não é um nome próprio de uma pessoa, mas de profissão de pregador para uma reunião de pessoas. Daí que a palavra grega Eclesiastes, da mesma raiz de “eclesia”, significa também igreja ou reunião de pessoas para ouvirem um pregador.

Segundo a opinião mais aceita pelos estudiosos desse livro Eclesiastes, ele foi escrito por volta do ano 280 a.C. Mas uns dão-lhe a data de 580 a.C. E outros atribuem-lhe vários autores. Diante dessas opiniões diferentes, ousamos apresentar mais uma. Se Coélet ou Eclesiastes (pregador) se identifica como filho de Davi e rei de Israel, o que tem levado muitos biblistas à hipótese de que se trata de Salomão, por que não se admitir a da mediunidade de psicofonia, isto é, a de que o espírito de Salomão se manifestava através do pregador Coélet ou Eclesiastes, se hoje, por essa mediunidade, se sabe que os espíritos podem se manifestar através de médiuns oradores psicofônicos?

PELA BÍBLIA, O QUE IMPORTA É O ESPÍRITO, POIS O CORPO É PÓ

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Os teólogos dos primeiros séculos do cristianismo e até mesmo os próprios apóstolos e autores do Novo Testamento, nem sempre conhecedores dos verdadeiros ensinamentos que o Enviado de Deus nos trouxe, ensinaram doutrinas erradas.

É que temos uma tendência para as coisas materiais do nosso ego. E Jesus sabia disso: “Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.” (São Mateus 6: 33). E essa nossa tendência material está presente também, frequentemente, no nosso entendimento das passagens bíblicas, ora interpretadas literalmente, quando deveriam ser figuradamente, e vice-versa. Aliás, atualmente São feitas interpretações forçadas absurdas de passagens da Bíblia, para que elas deem sustentação às várias doutrinas criadas pelos teólogos. Daí tantas divisões no cristianismo!

E um detalhe: na Bíblia há até textos de autores materialistas. Vejamos dois exemplos. “Pois os saduceus declaram não haver ressurreição, nem anjo nem espírito; ao passo que os fariseus admitem todas essas coisas.” (Atos 23: 8); e “Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tão pouco terão recompensa, porque a sua memória jaz no esquecimento.” (Eclesiastes 9: 5). Os textos materialistas citados nos demonstram que a Bíblia jamais pode ser considerada, na íntegra, a palavra de Deus. Mas, ela contém muitas coisas de Deus, por isso, não a consideremos jamais inútil! Somente, devemos ter o cuidado de não a colocarmos acima de Deus, evitando assim a prática da bibliolatria como acontece com muitos irmãos nossos evangélicos, que falam mais nela e parecem amá-la mais do que ao próprio Deus! Assim, louvemos e amemos a Bíblia, mas com moderação!

E é muito importante que atentemos para o fato de que, atualmente, se cometem muitos erros bíblicos escandalosos tanto de modificações dos seus textos como de interpretações forçadas literais e alegóricas deles. Com o pretexto de usarem uma linguagem mais moderna, fazem interpolações nos textos bíblicos e cortes neles para adaptarem-nos às doutrinas teológicas. Essas irregularidades têm acontecido mais nas traduções para a nossa Língua Portuguesa, porque no Brasil, o espiritismo é muito forte, e a Bíblia possui várias passagens espíritas. E um detalhe, a presença de católicos (e entre eles padres) nos centros espíritas é, hoje, maior do que dos próprios espíritas! E há neles, também hoje, nas cidades grandes e de porte médio, uma boa frequência de protestantes e evangélicos.

Muitas correntes evangélicas e protestantes pregam que a ressurreição é do corpo quando, pela Bíblia (1 Coríntios 15: 44 e 50), ela é do espírito e do corpo espiritual (períspirito). Elas são influenciadas pela citação antiga do Credo (Símbolo Niceno-Constantinopolitano) da Igreja. Acontece que a Igreja tem dito hoje: “Creio na ressurreição dos mortos”, não mais, pois, da carne. E que os mortos vão ressuscitar, vão mesmo! Inclusive, eles ressurgem ou ressuscitam também quando seus espíritos reencarnam, pois, na reencarnação, a ressurreição é do espírito na carne!

Abandonemos a religião de cultura materialista, e abracemos a de cultura espiritualista (Eclesiastes 12: 7), cientes de que, no mundo espiritual, a ressurreição definitiva é também do espírito, pois lá, matéria não tem vez!

PS: No seu centro espírita ou auditório de sua cidade, apresente o filme espírita: “Nos Passos do Mestre”: http://nospassosdomestreofilme.com.br

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