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Acreditar não é fácil!

Walmir Rosário*

Costumo comparar os políticos petistas aos motoqueiros. Acreditam que podem fazer de tudo como se fossem os “donos do mundo”. No caso dos motoqueiros, todo o carro que lhe aparece à frente é considerado um perigo iminente, mesmo que não lhe constitua ameaça. A rua é toda minha. No caso dos petistas não é diferente e a cada risco eleitoral que se avizinha, pousam de vítima e protestam como um bebê desmamado.

Esse é o jogo da comunicação política estudada com afinco e posta em prática pelo Partido dos Trabalhadores (PT), especializado a criar factoides, mesmo os de somenos importância, provocando grande repercussão política. Estereótipos à parte, agora o PT traz de volta a propaganda para incutir no eleitor o medo de volta ao passado. Por passado entendam o PSDB.

Essa prática não é nova! Faz parte da política do quanto pior melhor e é capaz de produzir os resultados desejados, suscitando o medo no eleitorado. Constantemente, a velha e boa central de boatos entra em ação com estórias de que se candidato fulano ou beltrano ganhar a eleição acabará o Bolsa Família, maior programa de renda do Brasil.

Embora todos saibam que isso não é verdade, uma ação desse tipo causa uma comoção sem precedentes, com resultados comparados a uma guerra civil. Essas “afirmações” repetidas com exaustão se transformam em “verdade absoluta”, haja vista a boataria que provocou uma corrida às casas lotéricas e aos terminais da Caixa Econômica Federal.

O PT é o partido que sempre soube utilizar a chamada “rádio peão”, com a finalidade de espalhar notícias utilizando meios de comunicação populares não tradicionais, com mensagens subjetivas e dissimuladas. Meios esses, diga-se de passagem, bastante utilizados nos confrontos ideológicos.

Outro fato marcante é o da estrepitosa vaia tomada pela presidenta Dilma Rousseff durante a abertura da Copa do Mundo. Um protesto que considero de muito mau gosto e desrespeitoso, intimidação própria de quem não tem nenhum princípio ou respeito.

Mas se hoje os petistas são “vidraças” já foram “estilingues” e que o digam os amigos de hoje José Sarney, Collor de Mello, Maluf, e até Waldyr Pires quando ainda era do PMDB, sem falar no ainda adversário FHC. Esse exemplo entra aqui somente para mostrar que fatos e atos como esse têm precedentes vergonhosos.

E cada vez mais as redes sociais são utilizadas pelos militantes para disseminar factoides, assacar contra opositores. E o fazem com a competência de quem foi à guerra para vencer, não importando os meios. Eles são perfeitamente justificados pelos fins.

Os partidos de oposição esperneiam mas ainda não aprenderam a se comunicar com o eleitorado através dos veículos nada convencionais. Não aprenderam que o rádio, o jornal e a televisão são pautados pelas redes sociais.

É a internet que informa, em primeira mão, embora nem sempre com responsabilidade, mas de forma eficaz. A ética, tão requerida contra os ataques adversários, agora se transforma em artigo de luxo, que não entra na cesta básica das ferramentas de comunicação.

E nesta luta desigual da contrainformação ou informação irresponsável, perde o eleitorado brasileiro, que cada vez menos crê nos políticos tradicionais. Enfim, nem sempre a melhor maneira de comunicar é a forma mais indicada para os partidos.

*No meio do tiroteio da informação

Forte, mas nem tanto…

Walmir Rosário

A célebre frase dita pelo engenheiro militar, jornalista e escritor Euclides da Cunha, afirmando que “O sertanejo é, antes de tudo, um forte” não tem sido levada ao pé-da-letra pelas nossas maiores autoridades.

Para eles, o nordestino teria o dom da ressurreição ou da imortalidade. Certo que alguns nordestinos ostentaram e ostentam o título de imortal, concedido por algumas academias, inclusive a conceituada Academia Brasileira de Letras.

Talvez, quem sabe, vendo a longevidade do ex-tudo José Sarney, maranhense, e, portanto, nordestino, esse povo de Brasília confunda a assertiva de Euclides da Cunha lá em Canudos.

Essa confusão tem criado sérios problemas para os nordestinos que teimam em viver no polígono da seca (se é que ali se vive). De fome e de sede eles não morrerão, acreditam aquela gente que se instala na presidência da República.

Mas não é assim que a banda toca e a cada dia presenciamos o tratamento desigual proporcionado aos nordestinos. Mas se eles já ganham o Bolsa-família, que querem mais? Devem perguntar.

No balaio de bondade distribuído pela presidenta Dilma Rousseff para os nordestinos está a prorrogação das dívidas com os bancos, como se bastasse na próxima chuva “chover em abundância rios de leite e ribanceiras de cuscuz”.

Não é bem assim, dona Dilma, falta água para beber, tanto para as pessoas (gente, mesmo…) e os animais, que já foram considerados pelo ministro Rogério Magri (portanto de Brasília) seres humanos.

Falta comida, pois as plantações têm sido perdidas há anos, e agora nem mesmo semente existe para ser plantada. O nordestino pode ser um forte, mas, com fome é difícil lutar. O nordestino também sente muita piedade e dor profunda de ver seus animais morrendo de fome, de sede.

E sabe o motivo, presidenta: Porque desde que Dom Pedro (os dois) eram monarcas que prometem acabar com a seca no Nordeste. E essas promessas passaram a ser feitas pelos presidentes desde que o império ruiu.

Se grande parte da criação morreu (gado, animais de monta e serviço, aves, etc.) foi por falta de ração, do simples milho que a Conab não teve a competência de transportar.

Mas a culpa é creditada na simples licitação para o transporte. Como os nordestinos não encontram o amparo da Fifa para a copa do mundo de 2014, o jeito é esperar, mesmo no leito de morte, a ajuda chegar.

Tivesse o apadrinhamento da Fifa, não precisaria licitação, como para construir e reformar estádios, aeroportos, dentre outros equipamentos para mostrarmos aos gringos a partir da copa das confederações.

Mas não se avexe, não, presidenta Dilma, que os nordestinos que morrerem de fome alguns sequer farão parte das estatísticas oficiais, por falta, inclusive de documentação. Muitos, sequer, possuem certidão de nascimento, para serem considerados brasileiros, nossos conterrâneos.

E tem mais, a seca até que tem seu lado bom. Sim, nossa imprensa vai lá conversa com dois ou três, filma e fotografa a miséria. E o nordestino aparece no Jornal Nacional e nas redes nacionais. Com dignidade, é bom que se diga.

Resignado, pede a Deus que mande chuva, mostra a criação morta ou desfalecendo, sua agonia que não acaba. Entra ano e sai ano, a necessidade é a mesma: água, só água para animais e vegetais.

E, em Brasília, as providências são adotadas com todas as pompas, sempre dois ou três anos após a necessidade, mas é assim mesmo. Os técnicos do governo têm de planejar com rigor, com base no banco de dados existente, para não fugir das técnicas rigorosas da economia e administração.

De repente, governos acompanham a presidenta e anunciam os programas que deverá ser disponibilizados e executados. Bonitos, bem feitos, com competência para solucionar todos os problemas do mundo.

Mas aí tem outro porém: como quem planeja não executa, surgem as dúvidas de como suprir a falta de documentação, a capacidade de contratação, a dificuldade do fiel cumprimento dos termos do contrato.

O governo (Brasília) diz que fez sua parte, destinando o dinheiro; o governo (bancos oficiais) diz que há recursos disponíveis, mas que não pode executar por falta das condições legais. “Como posso colocar dinheiro bom em coisa ruim”.

Ora, ruim é quem aufere lucro com a seca e não o nordestino que trabalha dia e noite para plantar e colher sua safra, criar seus bodes, carneiros e bois, produzir leite e carne, embora não tenha comida para oferecê-los no período da seca.

Como sempre o governo chega tarde na hora da ajuda. Para reparar esse erro, chega cedo antes da eleição, pede votos, garante que o Bolsa-família não vai acabar, desde que o nordestino vote neles.

Novas promessas são feitas. Como o nordestino, homem simples, acredita nos milagres de Deus e dos seus santos, porque não acreditar nos milagres prometidos pelos homens.

Ele empenha a palavra e honra votando neles. Eles, eleitos, nem sempre podem fazer o que prometeram. Problemas de governo, de burocracia que costuma emperrar os processos. “Nossa parte já foi feita”, mostram na televisão.

E o nordestino não tem a quem reclamar. Nem mesmo de Euclides da Cunha, que não se encontra mais entre nós para explicar o objetivo de sua frase, dita em outro contexto.

É assim que a banda toca!

Jornalista, advogado e editor do www.ciadanoticia.com.br

Sinal dos tempos

Walmir Rosário

O Senado Federal defendeu-se com altivez da sanha avassaladora dos ocupantes do Governo Federal, demonstrando à Nação que nem tudo está perdido na política brasileira. Agora, ao impor uma derrota acachapante ao governo Lula, na votação da Medida Provisória sobre o aumento do salário mínimo, parece que se inverteram os papéis: o Senado, que tem o dever constitucional de representar o Estado, assumiu também a responsabilidade de defender o povo, reservada à Câmara Federal.

De uma vez por todas, os senadores desnudaram as artimanhas políticas – o jogo do poder – praticadas para aprovar projetos de interesse do governo ou de grupos corporativos. É o toma lá, dá cá. E a derrota foi se tornando realidade a partir de alguns próprios parlamentares petistas, como o vice-presidente do Senado, Paulo Paim, defensor intransigente de um salário mínimo digno para o trabalhador brasileiro. Também atuaram com maestria os hoje oposicionistas Jefferson Péres, Pedro Simon, Almeida Lima e Heloísa Helena.

Tal como fogo de monturo, a rejeição à proposta do governo Lula foi crescendo paulatinamente e contagiando senadores de partidos de esquerda, centro-esquerda e direita, até ganhar status de “guerra” contra a opressão ao assalariado. Pouco adiantou – ou, ao contrário influiu decisivamente –, as seduções vindas do Planalto no sentido de sensibilizar os senadores com propostas de liberação de verbas e cargos para apaniguados, que sempre levaram as contas do País a rombos homéricos.

O PT, partido de dogmas, por pouco menos do que rebeldias como essa expulsou seus melhores quadros, considerados “PO” (puros de origem) e árduos defensores da filosofia defendida durante muito tempo à população brasileira. E agora, qual será a atitude do presidente José Genoíno e outros “cardeais vermelhos?” Serão entregues à Santa Inquisição partidária? Expulsão? Ou será que já está se acostumando às constantes derrotas impostas?

Além dos opositores como Antônio Carlos Magalhães e a troupe do PFL, o governo ainda recebeu golpes violentos no fígado do ex-aliado José Sarney, que escolheu a hora certa para aplicar o troco. O presidente do Senado não digeriu bem a falta de apoio do Planalto para a aprovação da reeleição das Presidências da Câmara e Senado, mas como político experiente esperou a hora certa de aplicar um corretivo ao governo Lula, aliado de conveniência.

Foram 12 votos contrários vindos da base aliada, inclusive do PT. Será que o governo aprendeu a lição? Resta saber agora qual será o comportamento do PT e do Palácio do Planalto em relação à política que manterá daqui pra frente com o Congresso Nacional. Os senadores já demonstraram que em política os acordos são feitos para serem cumpridos. Não basta dizer que o salário mínimo é o maior dos últimos anos, é preciso aprová-lo com um valor nominal maior.

Com a volta da Medida Provisória para a Câmara Federal, a tropa de choque do governo Lula voltará a atacar os deputados com mais veemência de que antes. Mas qual será a receptividade, já que o governo se encontra altamente fragilizado? As seduções que serão feitas aos deputados serão mais carinhosas do que as lançadas aos vetustos senadores? Em poucos dias teremos condição de saber se a lição dada pelo Senado também contagiou os ilustres deputados federais, eleitos para representar o povo brasileiro.

Caso o poder de persuasão do governo Lula não seja suficiente e a Câmara mantenha o salário mínimo no valor de R$ 275,00, qual será a reação do governo? Quebrar a Previdência, como tem dito? Ou simplesmente vetar a decisão do Congresso Nacional? Neste caso, o salário mínimo voltará a valer os míseros R$ 240,00 de antes e o presidente Lula terá feito a opção mais fácil: quebrar, de vez, o sofrido trabalhador brasileiro. Como está escrito na Bíblia Sagrada: é o sinal dos tempos.

Jornalista, advogado e editor do www.ciadanoticia.com.br

Publicado no Jornal Agora em 20-06-2004

 

Renan Calheiros de volta – tome a bolsa dê-me a alma

Walmir Rosário

O Senado Federal não trai o costume do Congresso Nacional e elege Renan Calheiros mais uma vez presidente daquela Casa. Foram 56 votos angariados pelo PT, contra 18 dados a Pedro Taques, além de dois contra e duas abstenções.

Calheiros, por certo, substituirá Sarney à altura, com todas as mesuras e serviços prestados ao Palácio do Planalto, para não fugir à regra, numa demonstração de que ainda está em alta a troca da bolsa pela alma, haja vista o fim da ideologia política.

E nesse sentido inovou o Partido dos Trabalhadores ao chegar à Presidência da República, monetarizando a troca de favores, o famoso “toma-lá-dá-cá”, cujo feito de porte pode ser visto no chamado “Mensalão”, que tanto trabalho proporcionou à Procuradoria Geral da República (PGR) e ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Acinte maior e que soa como um escárnio ao povo brasileiro foi o discurso do novo presidente do Senado, Renan Calheiros, prometendo lisura na administração daquela Casa, diligenciando, com independência, a apresentação e votação dos processos que dormitam nas prateleiras, incluído, aí, os vetos presidenciais em matérias de interesse relevante para o Brasil.

Como tem boca fala o que quer, a palavra ética foi dita várias vezes por Renan Calheiros, embora todas as vezes tenha soado como falsa, tal e qual uma nota de R$ 30,00. Tivesse vivo e no gozo de suas prerrogativas políticas, o baiano Ruy Barbosa, o teria expulsado do Senado nos mesmos moldes com que Jesus Cristo enxotou os vendilhões do Templo.

Vendilhões, aliás, seria a palavra mais apropriada para nomear grande parte dos nossos congressistas, eleitos pelo povo brasileiro para representa-los, seja a eles próprios ou através da representação dos Estados. Mas como traição é uma palavra riscada do dicionário desses senhores, que comercializam as ações do mandato a quem der mais.

E quem disse isso foi o ex-presidente Lula – que hoje não sabe mais de nada – quando disse, em alto e bom som, que no Congresso, mais especificamente na Câmara Federal existiam 300 picaretas. Essa frase foi imortalizada na composição de Herbert Viana e interpretada pelos Paralamas do Sucesso no EP “Vamo Batê Lata”. Como Lula à época era deputado, longe de nós desmenti-lo.

Mas o vexame da eleição de Renan Calheiros – que deveremos aturar por dois anos – não se restringiu a ele e o senador também por Alagoas, Collor de Mello, deu um espetáculo à parte ao criticar o Procurador-geral da República, Roberto Gurgel, por apresentar, poucos dias antes, denúncia contra o seu colega alagoano.

Collor disse considerar “estranho” que a denúncia tenha sido feita tão perto do momento da eleição daquela Casa. Para ele, o procurador não teria autoridade para a iniciativa, inclusive porque ele próprio é alvo de denúncia que tramita no Senado – que tem prerrogativa para aprovar e cassar cargos de diversas autoridades. Collor, que foi cassado da Presidência da República, deve integrar a bancada dos hoje bem mais de 300 picaretas.

Sabido porque aprendeu todas as treitas durante todo esse tempo em que desfrutou da coisa pública, o ex-presidente da República e do Senado, José Sarney, preferiu permanecer calado. Do alto de sua experiência, sabe ele que logo-logo estará esquecido e todos os holofotes estarão recaindo no seu sucessor, que já demonstrou sobejamente ter encravado no seu DNA o péssimo e arraigado costume de se beneficiar, indevidamente dos recursos públicos, conforme as denúncias da Procuradoria Geral da República.

A eleição de Calheiros mobilizou toda a cúpula do PT, inclusive seu criminoso-mor – segundo o Supremo Tribunal Federal (STF) – o ex-ministro José Dirceu. O PMDB, que possui o recorde de espertalhões por metro quadrado, continuará atendendo e avalizando o projeto de roubalheira nacional, se beneficiando das generosas migalhas que caem da mesa de comensais do Palácio do Planalto.

E segue o enterro do sofrido e besta povo brasileiro!

Jornalista, advogado e editor do www.ciadanoticia.com.br

Novo CP amplia opções de aborto

As reuniões da comissão de juristas foram marcadas por protestos de segmentos contrários

Do Senado Federal

A comissão de juristas instituída pelo presidente do Senado, senador José Sarney, para elaborar o anteprojeto do novo Código Penal aprovou, nesta sexta-feira (9), propostas de mudanças nos artigos que tratam do aborto e dos crimes contra a dignidade sexual. As sugestões vão integrar texto a ser transformado em projeto de lei.

Depois de quase seis horas de debates, os especialistas decidiram manter como crime a interrupção intencional da gravidez, mas com a ampliação dos casos em que a prática não é punida. As mudanças propostas foram criticadas por um grupo de manifestantes que se postou ao fundo da sala da comissão protestando contra o aborto.

Atualmente o aborto é permitido apenas em gravidez resultante de estupro e no caso de não haver outro meio para salvar a vida da mulher. O anteprojeto passa a prever cinco possibilidades: quando a mulher for vítima de inseminação artificial com a qual não tenha concordância; quando o feto estiver irremediavelmente condenado por anencefalia e outras doenças físicas e mentais graves; quando houver risco à vida ou à saúde da gestante; por vontade da gestante até a 12ª semana da gestação (terceiro mês), quando o médico ou psicólogo constatar que a mulher não apresenta condições de arcar com a maternidade.

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ENTREVISTA: RENATO COSTA – Presidente do PMDB de Itabuna

“Itabuna precisa de um prefeito-estadista”

Abrigo de políticos com posições das mais diferenciadas, o PMDB está longe de ser considerado um partido ideológico. E o presidente da legenda em Itabuna, Renato Costa, tem plena consciência dessa condição e diz que não se sente constrangido em pertencer ao partido, que convive com políticos do nível de um José Sarney e Renan Calheiros, da chamada “banda podre”, bem como Pedro Simon e Jarbas Vasconcelos, considerados políticos “do bem”. Se em nível nacional essa convivência é possível, em Itabuna não se foge à regra e os peemedebistas terão várias pré-candidaturas a escolher, colocadas pelas várias tendências. Para Renato Costa, Itabuna precisa sair do marasmo político que se encontra elegendo um prefeito com visão de estadista e para isso não descarta conversar com outras agremiações, embora considere muito cedo para se falar em coligações. Ele garante que o partido deverá ter candidato próprio, porém não partirá para uma candidatura suicida. A seguir, os principais assuntos da entrevista concedida aos jornalistas José Adervan e Walmir Rosário.

Jornal Agora – O PMDB lançou várias pré-candidaturas, inclusive de duas mulheres: Leninha Duarte e Maruse Xavier, que prometem uma boa disputa interna. Quais serão os critérios de escolha da candidatura à Prefeitura de Itabuna?

Renato Costa – Em março deste ano, a direção nacional do PMDB recomendou que nas grandes e médias cidades o partido lance candidatura própria. Dentro dessa diretriz, a Executiva se reuniu e resolveu abrir o espaço para que todos os filiados com pretensões a se candidatarem lançassem suas pré-candidaturas, o que considero um procedimento bastante democrático. Como filiados do naipe de Ubaldo Dantas e Fernando Gomes, que possuem um grande cabedal de votos, se mostraram desinteressados, foram colocados os nomes de João Xavier, um quadro de tradição, o meu nome, a pedido de Geddel Vieira Lima, e o do advogado Rui Correia. Depois disso, outros peemedebistas foram colocando seus nomes.

Também conversamos com lideranças de outros partidos, a exemplo de Vane do Renascer (Claudivane Leite), que optou se filiar ao PRB (Partido Republicano do Brasil), e Leninha Duarte, que deixou o PPS (Partido Popular Socialista), e veio para o PMDB. Próximo ao dia 24 de setembro, data em que apresentamos os pré-candidatos, o advogado Edmilton Carneiro, que estava se filiando ao partido, também colocou o seu nome à disposição, bem como Maruse Xavier. Claro que as pré-candidaturas são informais, e estamos estabelecendo uma agenda até o fim do ano para o afunilamento das candidaturas.

J. A. – Quais os critérios para a escolha do candidato?

R. C. – Ainda não temos os critérios definidos, mas não é da tradição do PMDB a realização de prévias, ferramenta não utilizada pelo partido, mas desses nomes o que a sociedade sinalizar como o de maior musculatura, será levado à convenção, que avaliará se terá reais condições de disputar e será oficializado. Porém, caso a convenção avalie que esse nome não tenha viabilidade, dirá quais os rumos a serem tomados. Mas a nossa realidade é lançar candidatura própria, e se alguém de outro partido falar em oferecer a vice numa chapa, responderemos que se quiser vir que venha, pois o PMDB abre uma vaga para isso.

J. A. – Como o PMDB é um partido composto por várias correntes e de pensamento político dos mais diversos, existe a possibilidade de que essas pré-candidaturas encontrem dificuldades, surgindo a necessidade de consenso, a exemplo do seu nome. Nesse caso, estaria disposto a partir para o sacrifício?

R. C. – Pelo que conheço do PMDB, essa seria uma possibilidade muito remota, pois já fui candidato a prefeito algumas vezes e sei que ainda prevalece a polarização de duas candidaturas: a do atual prefeito e a do ex-prefeito Geraldo Simões, então como presidente do partido, vou trabalhar para viabilizar a melhor candidatura posta.

“Não vamos caminhar para uma candidatura suicida”

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Caetano pede a aprovação da Emenda 29 e da distribuição dos royalties

Os presidentes do Senado e Câmara apoiam o movimento

Durante a abertura do Movimento Nacional Municipalista que acontece em Brasília, no Congresso Nacional, nestes dias 13 e 14 de setembro, o prefeito Luiz Caetano, presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB) pediu a aprovação imediata da Emenda 29 e da derrubada do veto da distribuição dos royalties do petróleo. O prefeito esteve acompanhado do secretário Extraordinário de Articulação com Estado e União, Joelson Meira.

“Agora é a hora de cobrarmos dos deputados e senadores que no ano passado foram atrás de cada um nós em busca de nosso voto e do nosso eleitorado. Fizemos a nossa parte, agora eles precisam fazer a deles e aprovar estes dois projetos de suma importância para melhoria da saúde pública nos municípios, no caso da Emenda 29. Com a derrubada do veto dos royalties os municípios receberão recursos suficientes para gerir o desenvolvimento do país a partir da base”, afirmou Caetano que foi aplaudido de pé.

Luiz Caetano ainda salientou que, “é preciso que esta Casa aprove projetos imediatos que promovam uma compensação financeira para os municípios que tiveram perdas do FPM com base no Censo/IBGE 2010. Se continuar da forma que está, só cortando verba, centenas de municípios brasileiros terão suas contas reprovadas, pois não haverá como manter os índices para saúde, educação e folha de pessoal com os cortes que houve”.

De acordo com a Confederação Nacional dos Municípios, aproximadamente 65 senadores já assinaram o pedido para que a Emenda 29 e a derrubada do veto da distribuição dos royalties do petróleo entrem em pauta urgente/urgentíssima.

Depois da abertura do movimento, Caetano, juntamente com os outros presidentes de uniões e associações municipalistas se reuniram com o presidente do Senado, José Sarney e logo em seguida com o presidente da Câmara, Marco Maia.

Do Público ao Privado

O MASCATE DA POLÍTICA I

O governador Wagner e o prefeito de Itamaraju, Manoel Pedro, em mais uma promessa

O governador da Bahia, Jaques Wagner, adotou uma tática utilizada pelo Partido dos Trabalhadores (PT), e que deu certo, culminando com a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva na eleição presidencial de 2002: viajar pelo Brasil, se “vendendo” ao povo mais simples e carente do país, no sentido de desmistificar o estigma do PT e seus candidatos. Pois o Wagner está usando da mesma estratégia para arregimentar os apoios com vistas a eleger o maior número possível de candidatos aliados na eleição municipal de 2012.

Em Ilhéus já deu o seu recado e disse como queria manter a coligação, encabeçada, de preferência, com o PT e o PSB, além dos outros partidos com representação no Município. Em cada uma dessas visitas, brinca com os políticos, diz o que os eleitores querem ouvir, promete obras e serviços e sai radiante com o “trabalho” que fez junto à população.

O MASCATE DA POLÍTICA II

Além de Ilhéus, o governador fez carinho em outra dezena de prefeitos, aos quais promete juras de amor eterno e muitas obras a inaugurar até o termino do mandato deles. Nada mal para quem é bastante criticado em todo o estado pela exiguidade de obras e serviços, apesar das veiculação constante de propaganda no rádio e na TV.

Para a oposição, a Bahia real é bastante diferente da Bahia que aparece na televisão, onde são veiculadas obras do Governo Federal (parceria) e da iniciativa privada, a exemplo do Porto Sul. Em Itabuna, por exemplo, a oposição diz que já tem a campanha de governador de 2014 na ponta da língua, toda ela baseada na publicidade oficial que trabalha com o mote “tem, tem, tem”.

O MASCATE DA POLÍTICA III

Durante a campanha eleitoral do próximo ano e de 2014, os partidos de oposição ao governador Jaques Wagner prometem “copiar” a melodia da música “tem, tem, tem”, fazendo uma paródia com a letra. A intenção é mostrar aos eleitores de Itabuna e região que tudo que o Governo do Estado mostra na televisão nada tem a ver com o que acontece na cidade.

Segundo os políticos, os marqueteiros deverão criar jingles e clipes mostrando as obras inacabadas e as não iniciadas, com um texto comprometedor, mais ou menos parecido com isso. “Venha comigo, venham a ver que o Governo da Bahia faz de maldade com a população”. Aí entra a musiquinha tem, tem, tem, e a locução. “Em Itabuna tem um centro de convenções inacabado, tem, tem, tem!; em Itabuna tem um teatro inacabado, tem, tem, tem!”. E a criatividade fica por conta dos marqueteiros.

REGIÃO METROPOLITANA I

O debate foi oportuno para conhecer a propostas e a realidade

Valeu a iniciativa da AmItabuna, presidida pelo advogado municipalista Alah Góes, em promover um evento bastante esclarecedor sobre a finalidade de uma Região Metropolitana (RM). A qualidade dos palestrantes foi de excelente qualidade e a informação repassada aos presentes foram decisivas para que os membros da sociedade regional, pelo menos dos municípios envolvidos na Indicação apresentada pelo deputado estadual Coronel Gilberto Santana, possam tomar posições, a favor ou conta, a depender do ponto de vista de cada um.

Uma das críticas que tem sido feita ao trabalho apresentado por Gilberto Santana é quanto à quantidade dos municípios participantes, quando a realidade demonstra que é decisivo para o sucesso de uma RM o agrupamento de poucos municípios, que tenham problemas comuns e que possam se completar. Não adiantaria criar uma RM com cidades de regiões diferentes, o que iria dar mais complexidade aos projetos, dificultando, portanto as soluções apresentadas para a realização de obras e serviços em conjunto.

REGIÃO METROPOLITANA II

Desde a promulgação da Constituição do Estado da Bahia, em 1989, por iniciativa dos deputados Daniel Gomes e Antônio Menezes (autor e relator), foi incluída a criação da Região Metropolitana de Itabuna, mas não saiu do papel. Agora, a partir da indicação de n° 18.466/11 do deputado Coronel Santana, a Região Metropolitana do Sul da Bahia, envolvendo as cidades de Itabuna e Ilhéus, além dos municípios circunvizinhos poderá ser criada, dependendo apenas da elaboração de um projeto de Lei, de iniciativa do governador do Estado, para ser encaminhada ao Poder Legislativo.

Por conta disso, foram realizadas discussões e esclarecimentos a população em torno do que consiste uma RM e os seus benefícios com a criação de uma gestão compartilhada. De acordo com Allah Góes, a análise, que foi feita por dois especialistas em Região Metropolitana, a professora titular da USP, Adélia de Souza, e o professor da UFRN, Aldo Aluízio Dantas da Silva, serviu para atestar a possibilidade de se formar uma RM com dois Pólos (Itabuna e Ilhéus).

REGIÃO METROPOLITANA III

Na abertura das discussões, a professora Adélia de Souza expôs sobre a importância e a necessidade urgente de instituir uma Região Metropolitana no Sul da Bahia, pelo papel que ela pode desempenhar no estado baiano de interligação entre o Centro-Oeste e Sul do Brasil. “Eu acho que ela tem um papel estratégico no contexto nacional muito importante, e é assim que tem que ser verificada a RM. Não se pode olhar para dentro é preciso olhar para o país e para o funcionamento do Mundo”, destacou a professora que foi uma das artífices da Região Metropolitana de São Paulo, em 1968.

Em seguida, o professor da Aldo Aluízio Dantas da Silva, que é grapiúna da cidade de Coaraci, discutiu alguns conceitos relativos à formação e implantação da Região Metropolitana do Sul da Bahia. Durante a sua apresentação foram expostos argumentos técnico-científicos no sentido da criação dessa região, além de mostrar que é necessário criar um organismo de gestão coletiva, com a finalidade de evitar o planejamento de forma extemporânea.

REGIÃO METROPOLITANA IV

O presidente da Amurc, Cláudio Dourado, informou que a entidade vem trabalhando no sentido de promover a Região Metropolitana junto aos municípios filiados, por considerar as condições favoráveis para prospectar recursos e implantar infraestrutura conjunta. Para isso, tem-se buscado o melhor entendimento no que consiste a RM e os seus benefícios, que poderão se concentrar na coleta de lixo, serviços de infraestrutura, segurança pública, telefonia, dentre outros, razão pela qual abraçou, juntamente com a AmItabuna, a iniciativa de realizar este evento.

Com a criação da Região Metropolitana, Dourado acredita no desenvolvimento das ações políticas nos municípios. “Nós teremos ações descentralizadas, não só no eixo entre Ilhéus e Itabuna, mas eles irão ter participações objetivas tanto na questão administrativa, educacional, e na indústria, no sentido de ter uma administração compartilhada, em condições bem mais confortáveis para essas regiões”.

ALICE DE NOVO NO DEM

A presidenta do diretório municipal do Democratas (DEM) em Itabuna, Maria Alice Araújo, será reconduzida ao cargo na convenção que a agremiação política realiza neste sábado (16), a começar pela chapa única, que deverá ser eleitpor aclamação. Apesar de alguns membros de “alto coturno” ter ensaiado candidatura, a intenção não entusiasmou os membros da Executiva ou do Diretório.

Há 37 anos atuando na política partidária em Itabuna, Maria Alice Araújo conhece os caminhos e meandros da arte política, como tem demonstrado fartamente. Fiel ao amigo Fernando Gomes, que deixou o DEM para voltar ao PMDB, ela preferiu dar continuidade ao trabalho desenvolvido no diretório, principalmente para dar suporte à administração municipal. Da sede do DEM, no bairro Jardim Vitória, ele recebe os correligionários, dá as ordens aos cabos-eleitorais e se comunica com os eleitores dos bairros mais distantes.

AZEVEDO É O CANDIDATO

A todos Maria Alice garante que o DEM continua com antes e que o atual prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo, é o candidato do partido na eleição de 2012. Segundo Alice, o partido está coeso e não existe a possibilidade de um bate-chapa, até por ser o prefeito candidato natural, a não ser que acontecimentos outros venham a ocorrer.

Entretanto, apesar da convicção da presidenta do DEM, Maria Alice, existe um personagem trabalhando no submundo político para tentar viabilizar o seu nome. Apesar do esforço que vem sendo empreendido por esse filiado, será muito difícil conseguir derrubar o de Azevedo, que deverá se manter no DEM. Mas que esse personagem tenta furar o bloqueio é verdade, e todos sabem que é ele, inclusive o prefeito, que o mantem numa secretaria, segundo dizem, por pressões e mais pressões.

O DEM FAZ QUE NÃO VÊ

E não é que Azevedo será obrigado a continuar filiado ao DEM para não correr risco de perder o mandado? Pois é, mas que ele tentou “pular a cerca”, até que tentou, e muito, mas não conseguiu o seu intento, por pura falta de confiança nos dirigentes dos partidos que flertou. Em todos eles é considerado um político que não honra a palavra e os compromissos assumidos, em decorrência de sua atuação na campanha eleitoral passada.

Quis “namorar” com todos os partidos e candidatos, mas foi incapaz de “pedir a mão em casamento”. Para os dirigentes desses partidos, Capitão Azevedo traiu a todos, com “conversa mole”, através de “juras de amor eterno”, desfeitas assim que aparecia outro pretendente. Definitivamente, não foi aceito no Partido Popular (PP), muito menos no recém-criado Partido Social Democrata (PSD), comandado na Bahia pelo vice-governador Otto Alencar.

Ainda vai ter que se explicar com o deputado federal ACM Neto, que até agora não “engoliu” as desculpas esfarrapadas dadas por conta da traição partidária aos candidatos do DEM.

CONVOCAÇÃO COMPULSÓRIA

As convocações de servidores para as empreitaedas são frequentes

E para abrilhantar a convenção do DEM, o prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo, reuniu todos os ocupantes de cargos de confiança e funcionários do quadro que gozam da regalia de função gratificada (os famosos FGs) na sede do clube dos servidores, a Usemi. No encontro, a convocação pura e simples para que todos compareçam, neste sábado (16), às 14 horas na sede do DEM, no Jardim Vitória.

Além do comparecimento, o prefeito ainda compeliu a todos que portem os documentos, a exemplo do título de eleitor, para procederam a filiação ao Democratas. Nas entrelinhas da convocação, o comparecimento será obrigatório para aqueles que pretendem continuar “gozando da confiança” do prefeito, o mesmo valendo para quem tem FG.

Afinal, o prefeito se comprometeu com Maria Alice em ajudar a realizar uma das maiores convenções já organizadas em Itabuna. Caneta na mão tem para isso, para desgosto dos convocados.

A TRAGÉDIA E A FARSA

Tem razão quem diz, a exemplo do sociólogo alemão Karl Marx, que a história acontece em forma de tragédia e só se repete como farsa. Em Ilhéus, essa frase cai como uma luva, quando o assunto é o movimento grevista deflagrado pelo Sindicato dos Servidores Público Municipais de Ilhéus (Sinsepi), e faz lembrar os tempos em que o deputado federal Geraldo Simões (PT) ainda dava as cartas nos movimentos paredistas.

Lá como cá, o modus operandi é o mesmo e por qualquer motivo fecham unidades da administração pública municipal sem qualquer aviso ou motivo relevante. No caso de Geraldo Simões quando era o todo-poderoso do Conselho das Entidades Representativas dos Funcionários da Ceplac, se tratava apenas de uma criação com membros de outras entidades, mas sem registro ou outra responsabilidade civil. Já no caso do Sinsepi a história é outra, por se tratar de um sindicato legalmente constituído e com direitos e deveres a serem observados.

Calma, gente!

JUSTIÇA CHEGA NA HORA

A população impedida de receber a assistência na área da saúde

A Justiça tarda, mas não falha, diz o velho ditado. Entretanto, em decisão liminar concedida na tarde desta sexta-feira (15), a vice-presidente do Tribunal Regional do Trabalho (5ª Região), desembargadora Maria Adna Aguiar do Nascimento, determinou a volta de pelo menos 50% do pessoal lotado nos postos de saúde de Ilhéus. A medida liminar atende ao pedido da Procuradoria-geral do Município de Ilhéus em ação de Dissidio Coletivo para Declaração de Ilegalidade de Greve, realizada nos postos de saúde do Município.

Caso não a determinação judicial não seja obedecida, foi estipulada uma multa diária de R$ 10 mil, ao Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Ilhéus. Na mesma decisão, a desembargadora agendou para a próxima quarta-feira (21), uma audiência de Conciliação entre a Prefeitura de Ilhéus e o Sinsepi.

BOA NOTÍCIA

Aos poucos, vão caindo os participantes do núcleo de corrupção do Ministério dos Transportes. Nesta sexta-feira (15), o ministro Paulo Sérgio Passos assinou portaria determinando o afastamento temporário de Sadok e a abertura de um processo de administrativo que pode resultar na demissão dele do serviço público. O ministério divulgou nota sobre o assunto: “O ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, decidiu afastar temporariamente o diretor-executivo do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit) que estava respondendo pela Diretoria Geral do órgão. Ao mesmo tempo, constituiu Comissão de Processo Administrativo Disciplinar para apuração dos fatos noticiados pelo jornal Estado de São Paulo, na edição do dia 15 de julho de 2011”.

Sadok acumulava o cargo de diretor-geral interino do Dnit em substituição a Luiz Antônio Pagot, que tirou férias após ameaça de ser demitido em meio ao escândalo de corrupção no Ministério dos Transportes.

A mulher de Sadok, Ana Paula Batista Araújo, é dona da Construtora Araújo, contratada para cuidar de obras nas rodovias BR-174, BR-432 e BR-433, todas em Roraima e ligadas a convênios com o Dnit, principal órgão executor do Ministério dos Transportes. A aplicação de aditivos, que aumentam prazos e valores, ocorreu em todos os contratos. Sadok trabalhou em Roraima em 2001, no antigo Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER), como diretor de obras.

CONTAM POR AÍ…

Corria aí o fim dos anos de chumbo com a volta do Brasil ao estado democrático de direito, quando os movimentos sociais começaram a ser organizados na Ceplac. Inevitavelmente, chegaram as greves, diante da falta de sensibilidade (falta de costume) da direção de empresas públicas (até privadas) em ouvir e negociar as reivindicações dos trabalhadores. Era a queda-de-braço entre as duas partes: patrões e empregados, os primeiros acreditando que a força ainda imperava, enquanto os segundo tinham convicção de que era chegado o momento de testar as afirmações do presidente general Figueiredo de que o país caminhava para uma democracia, “nem que fosse na marra”. Quem sabe faz a hora não espera acontecer, exatamente como na música de Geraldo Vandré.

Saem os militares, entram os civis, capitaneado por José Sarney – instrumento dos militares, que soube “pongar” na redemocratização do país com a campanha Diretas Já! – após a morte de Tancredo Neves. Junto com ele, sobem pela rampa do Palácio do Planalto os militantes do PMDB, responsáveis pela luta contra a ditadura, apesar de um tanto desfigurado com o acréscimo da “letra P” ao velho MDB cansado de guerra.

Em Ilhéus, um dos próceres do partido, o médico e deputado Jorge Viana reivindica a indicação da direção da Ceplac prometendo “virar a instituição de cabeça pra baixo” e impor novos ritmos. Para tanto, nomeia o advogado Josuelito Brito secretário-geral e busca ex-funcionários do órgão considerados injustiçados para imprimir o novo projeto. Entre eles, eis que chega o engenheiro agrônomo Ubaldino Dantas, ex-chefe do Departamento de Extensão (Depex), para dirigir a Coordenadoria-regional para a Bahia e Espírito Santo.

Homem afeito ao diálogo e costumeiro cumpridor da palavra empenhada, Ubaldino Dantas prevê a mudança de costumes na relação trabalhista e atende às reivindicações dos funcionários cedendo o ginásio de esportes da Ceplac para a realização da primeira assembleia. Lá na presença de mais de mil ceplaqueanos vindos de escritórios locais e estações experimentais da região, celebram a volta da democracia e fundam o Conselho das Entidades Representativas dos Funcionários da Cepalc, formada pela Associação dos Funcionários da Ceplac (AFC), Sociedade dos Engenheiros Agrônomos do Cacau (Seac) e Sociedade dos Técnicos Agrícolas do Cacau (Stac).

E o coordenador-regional Ubaldino Dantas era uma das pessoas mais aguardadas na assembleia, que demorava a começar e causava ansiedade nos presentes, dada a importância histórica do ato. Lá pras tantas, quase no fim da tarde, eis que chega Ubaldino, faz discurso pró-funcionários e deixa o encontro. Dava para notar a apreensão dos ocupantes de cargos de confiança, que após a saída de Ubaldino resolveram voltar ao prédio da coordenadoria.

Lá tomaram conhecimento da realidade e dos fatos ocorridos antes da assembleia. Pressionado pelo secretário-geral Josuelito Brito a não permitir a realização da assembleia dentro da área e no horário do expediente, Ubaldino Dantas não cedeu e garantiu a palavra empenhada, mesmo pagando um alto preço: a exoneração do cargo de coordenador e do quadro técnico da Ceplac, que tinha ocupado muito recentemente.

Ao invés de aceitar as pressões, Ubaldino preferiu a demissão por telefone e foi assistir a assembleia história da redemocratização da Ceplac. Um sujeito de fibra, sem sombra de dúvida.

Aécio critica governos do PT e chama oposição às falas

Aécio mobiliza a oposição (foto Moreira Mariz Agência Senado)

Em um discurso impecável e recheiado de comparações dos vários momentos políticos vividos pelo país após a redemocratização (pós 64), o senador mineiro Aécio Neves (PSDB) traçou um raio X da política e da economia brasileira de 85 até os dias de hoje.

Aécio demonstrou que entre os interesses do Brasil e do partido prevalece os do PT, em detrimento das grandes causas, citando passagens históricas de Tancredo Neves, José Sarney, Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso.

O discurso de Aécio foi considerado o início do período legislativo deste ano e um grande chamamento à oposição ao governo petista. Rebatendo alguns apartes, Aécio citou como maus exemplo a “gastança” desenfreada de Lula para eleger sua sucessora, a também petista Dilma Rousseff.

Para o sendor goiano Demóstenes Torres (DEM) Aécio fez um “discurso de estadista” e que a bancada governista já admite a possibilidade de ele ser candidato à Presidência da República. Ele questionou se a oposição estivesse hoje no poder teria interferido na administração da Vale, como fez o governo da presidente Dilma Rousseff. Para Demóstenes, é preciso impedir que o Brasil se torne um dos países menos desenvolvidos do mundo, pois o ensino foi ideologizado e o analfabetismo cresce. Demóstenes afirmou que as bandeiras da oposição são excelentes. “O senador Itamar Franco (PPS-MG) tem toda razão. Não adianta tentar se esconder na oposição ou tentar ser igual ao governo”, assinalou.

Para Aécio Neves, a oposição tem de pautar sua atuação sobre três valores: coragem, “para resistir à tentação da demagogia e do oportunismo”; responsabilidade, para poder cobrar responsabilidade do governo; e ética, “não só a das denúncias e a da transparência e da verdade, mas uma ética mais ampla, íntima, capaz de orientar nossas posições, nossas ações e compromissos, todos os dias”.

Com informações da Agência Senado.

Sarney eleito de novo

Sarney vai para mais um "sacrifício"O senador José Sarney (PMDB-AP) exercerá o seu quarto mandato à frente da Casa. Com 70 votos, ele foi reeleito, nesta terça-feira (1º), presidente do Senado Federal pelos próximos dois anos. Aos 80 anos, ele disputou o cargo com o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), de apenas 38 anos, que exerce seu primeiro mandato e obteve oito votos. Houve ainda dois votos em branco e um nulo.

O nome de Sarney foi apresentado, durante a segunda reunião preparatória, pelo líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL). O presidente reeleito preferiu não fazer uso da palavra para defender a sua plataforma perante os senadores, uma vez que, como ressaltou Renan, havia sido celebrado um grande acordo para a escolha do novo presidente.

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