CIA DA NOTÍCIA

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E Geraldo derrotou o PT…

Walmir Rosário

A arrogância e prepotência própria dos coronéis da política interiorana do início do século passado incrustaram em Geraldo Simões após sua permanência no poder. Não sei bem como qual nome científico mais adequado para isso, mas posso assegurar que tal prática é maléfica ao comportamento e a perfil dos políticos, e pior ainda para o povo, para a Nação.

Determinados membros do Partido dos Trabalhadores, cuja proposta inicial era a implantação da ética e moralidade na política brasileira, se desviaram de seus propósitos, abandonaram os dogmas contidos nos seus estatutos, copiaram, de forma desavergonhada, nas práticas que abominavam. Passaram de guardiões da moralidade a praticantes das mesmas mazelas por eles denunciadas, só que feitas com mais intensidade.

Na economia, essa voracidade famélica poderia ser explicada através do princípio da demanda reprimida, transpostas para o campo da ética por Geraldo Simões durante a sua primeira administração da Prefeitura de Itabuna. Os “meninos” que promoviam badernas para reclamar, apedrejando ônibus, entupindo fechaduras com cola araldite e massa plástica, se mudaram para os palacetes do Góes Calmon. Em volta das piscinas e whisky on the rocks as análises passaram a ser vistas por outro prisma, naturalmente de forma conservadora, mas confortável, e à bordo de carros luxuosos, os New Civic de hoje.

Aconselhados pela classe conservadora e pelos efeitos etílicos do mais puro malte das montanhas escocesas – com o reforço de uma legítima vodca russa –, a “república sindicalista” foi revestida de luxo e riqueza, rasgando os escritos de Karl Marx e condenando a mais valia ao fogo do inferno. Nada como os encantos da burguesia, principalmente quando se chega à condição de new rich.

Aos poucos, os companheiros das greves da Ceplac foram sendo defenestrados, talvez por não saberem como se comportar nas mansões e os operários de campo, auxiliares de serviços gerais, dentre outros piqueteiros foram substituídos pelo todo-poderoso Geraldo Simões pela fina flor da cacauicultura. Pela mão providencial de Martinelli, foi introduzido aos salões da nobreza, deixando de fora a plebe ignara.

Do alto da montanha, não dava mais para mirar, como antigamente, os velhos companheiros, estes perifericamente afastados. Os tempos são outros. Ao invés da força bruta dos piquetes, Geraldo Simões, o então prefeito, passou a se utilizar das artimanhas do poder dominante. Aos poucos, os Giltons, Veridianos, foram sendo substituídos pelos espertos doutores, ávidos para continuar encastelados no poder.

Mesmo conhecendo a derrota nas urnas, Geraldo foi incapaz de fazer uma reflexão para saber onde errou, fazer um mea culpa, reunir antigos colaborados, refazer seu exército. Mas não, preferiu os novos amigos, estes com mais experiência de vida e palavra fácil, capazes de massagear o ego do chefe com elogios fáceis e tapinhas nas costas. Não há quem resista!

E mais cabeças foram sendo cortadas. O “colégio de cardeais” petista passou a ostentar nomes conhecidos da velha oligarquia antes conhecida e combatida, e assumiram cargos importantes. Rei morto, rei posto, e Nelson Simões, Eliezar Correia, Everaldo Anunciação, Josias Gomes, tiveram seus nomes lançados no rol dos degredados. Sem qualquer explicação, deixaram de ser considerados da turma de “minha pedinha”.

Generais de outros exércitos tiveram de despir os velhos pijamas listrados para integrar o staff geraldiano. A cada reforço recrutado em Salvador e Brasília, mais uma cabeça interiorana rolava. E os reflexos foram sendo sentidos nas bases, notadamente entre os ceplaqueanos, responsáveis pela rápida ascensão do técnico agrícola em político influente e consequentemente uma das mais promissoras fortunas da Bahia.

Relegados ao degredo pelo Politiburo de Geraldo Simões, aos poucos seus desafetos foram sendo reabilitados. Ao assumir a Presidência do PT em Ilhéus, Eliezer Correia foi responsável pelo crescimento do partido. Everaldo Anunciação é hoje um dos homens fortes da candidatura de Walter Pinheiro em Salvador. Nelson Simões braço-direito do governador Jaques Wagner, e por aí afora…

O desafeto maior de Geraldo, Josias Gomes, foi, sem dúvida, o deputado federal mais atuante do Sul da Bahia, somente podendo ser comparado com o médico ilheense Jorge Viana. A disposição de trabalho de Josias no projeto de implantação do PT na Bahia despertou um sentimento de inveja e ciúmes ao vislumbrar uma ameaça ao seu projeto político individualista. Mesmo fora da Presidência estadual do PT, Josias continua sendo o homem de mais prestígio entre lideranças e militância no estado.

Ao desprezar todos os militantes petistas da Bahia, lançou seu último empreendimento da política coronelista, ao impor sua mulher como candidata a prefeita de Itabuna. Pela primeira vez os petistas se rebelaram e não seguiram a orientação partidária e o PT votou contra o PT, apesar da questão fechada.

Por último, Geraldo pensou que desafiaria a maioria do povo, inclusive o governador do Estado, que se posicionou contra a candidatura de Juçara Feitosa, pensando que voltaria a ganhar a eleição. Errou por prepotência, prejudicou o PT por arrogância. Manda a lei natural que cada um pague por seus pecados, como diz o ditado… “a justiça tarda mais não falha”.

E assim, assistindo a reabilitação e o crescimento dos desafetos, Geraldo Simões ainda vai ter que devolver “sua Secretaria da Agricultura” para o governador e ainda aturar seu ex-assessor parlamentar na Assembléia Legislativa, José Sérgio Gabrielli, hoje presidente da Petrobrás, ser lançado candidato ao Senado na vaga pretendida por “minha Pedinha”. Será o tiro de misericórdia. Ao derrotar o PT, Geraldo também será atingido.

Jornalista, advogado e editor do www.ciadanoticia.com.br

Publicado no Jornal Agora em 11-10-2008

O preço alto da dubiedade

Walmir Rosário

Dizem que a justiça tarda, mas não falha. Essa máxima da sabedoria popular é inconteste e frequentemente demonstra continuar valendo. Não foi à toa que os eleitores de Itabuna se negaram a entregar a administração de Itabuna a Juçara Feitosa, uma malsinada e frustrada tentativa de Geraldo Simões se perpetuar no poder da capitania hereditária de Itabuna (certamente é como ele vê a nossa cidade).

Prova de que o povo estava certo são as declarações feitas pela candidata derrotada sobre os subsídios aprovados pela Câmara Municipal para os agentes políticos municipais (prefeito, vice, secretários e vereadores) na gestão que terá início em janeiro de 2009.

A matéria, apreciada e aprovada pelos vereadores, faz parte dos direitos e deveres dos parlamentares municipais e é revista de quatro em quatro anos, antes mesmo da eleição. Não existe nenhuma proibição que seja apreciada após o pleito, mas recomenda a ética que não se legisle em causa própria.

Entra ano, sai ano, e os novos subsídios dos agentes públicos sequer são lembrados à sociedade com tanta ênfase. E não foi diferente neste ano de 2008, quando o Agora publicou os novos valores. Não houve um só segmento da sociedade que tenha se levantado contra os subsídios do prefeito, vice, secretários municipais e vereadores.

Pois bem, somente agora, passada a refrega da campanha eleitoral, o assunto vem à tona. E não emergiu de seu mérito – valores maiores ou menores, bem como percentuais aplicados –, e sim como uma cópia mal-acabada da repercussão de ato de igual teor patrocinado pela Câmara Municipal de Salvador.

Lá, o assunto mereceu destaque por conta do veto do prefeito João Henrique ao seu próprio subsídio, considerado exagerado por ele. Aqui, a assessoria de marketing do secretário Geraldo Simões, que não pôde disputar as eleições pela sua condição de “ficha suja”, colocou a cópia mal-feita do episódio do veto na boca da sua mulher. E como seria de se esperar, o tema não foi abordado com a responsabilidade que merece e sim em forma de politicagem mesquinha, própria dos atores envolvidos na pretensa denúncia. Diante o barulho feito pela petista em função de um ato rotineiro da administração pública, poderíamos dizer que montanha pariu um rato.  Mas é preciso lembrar também que a atitude da petista é de uma monumental irresponsabilidade. Senão, vejamos:

A Constituição da República Federativa do Brasil, promulgada em 5 de outubro de 1988, preceitua, taxativamente, no seu artigo 29, V: “subsídios do Prefeito, do Vice-Prefeito e dos Secretários Municipais fixados por lei de iniciativa da Câmara Municipal, observado o que dispõem os arts. 37, XI, 39, § 4º, 150, II, 153, III, e 153, § 2º, I”. Portanto, não se admite que uma candidata a prefeita, que já exerceu cargo de secretária municipal, desconheça o processo de reajuste dos subsídios do prefeito e secretários.

Pior ainda do que o simples desconhecimento de dona Juçara Feitosa sobre o assunto é o fato de ela dar declarações sobre um assunto de forma equivocada, com o interesse apenas em desqualificar uma determinada pessoa, no caso seu principal adversário na eleição.

Numa democracia, passada a refrega eleitoral, reconhece-se a derrota, parabeniza-se o vencedor e assume-se a disposição de colaborar para o bem da cidade, estado ou país. Assim aconteceu esta semana nos Estados Unidos, quando o derrotado John McCain saudou o vitorioso Barack Obama.

Mas Geraldo Simões e dona Juçara não estão acostumados com democracia, sistema que abominam, pelo que demonstrou o comportamento de ambos quando ocuparam o poder. Sempre agiram assim quando elite sindical, manipulando a massa levantadora de braço nas assembleias, ou com a empáfia própria dos déspotas, assim que foram guindados à Prefeitura de Itabuna.

Os mesmos petistas que declaravam greves a todo instante e por qualquer motivo, sequer hesitaram ao convocar a Polícia Militar para reprimir o movimento paredista dos funcionários públicos municipais. Aliados de antes ficaram confinados nos sindicatos. Tendo como pretexto uma suposta governabilidade e visando apenas a própria sobrevivência política, rechaçaram as lutas de classe e, bem no estilo da esquerda festiva, denunciaram “manobras golpistas de grupos reacionários que tentam impedir o avanço do socialismo”.

Triste e moribundo discurso de quem não tem projeto algum de governo, mas – e tão somente – de poder. Ficam perdidos no deslumbramento dos encantos da burguesia e agarram-se às práticas e estratégias que antes condenavam com veemência. Mas a dubiedade tem um alto preço: vivem como peixes fora d’água, tentando manter um estilo de vida que, como “socialistas”, fingidamente deploram.

E mesmo com um pé na elite palaciana, Geraldo (o mentor) e Juçara (a sua marionete) não resistem a uma conspiração, ainda que de mentirinha (afinal, criar factóides políticos é uma forma de estar em evidência). Falam, aumentam, inventam, injuriam, distorcem, caluniam. Mesmo que para tanto tenham que mentir para os seus 40.610 eleitores…

Jornalista, advogado e editor do www.ciadanoticia.com.br

Publicado no Jornal Agora em 08-11-2008

Os ex-amigos de Geraldo

Ultimamente vem crescendo bastante o número dos ex-amigos do deputado federal Geraldo Simões. Mas ele não os perdoa, estraçalha a todos. E essa prática faz parte do seu “embornal de maldades”, com larga tradição desde os tempos da Ceplac.

Para tentar eleger sua esposa, Juçara Feitosa, Geraldo demonstra que é capaz de tudo e já passou o “rolo compressor” no ex-aliado Wenceslau Júnior, pré-candidato pelo PCdoB à Prefeitura de Itabuna. É que Geraldo Simões não se conforma com a independência dos comunistas, que ele sempre considerou como massa de manobra.

Agora, dizem que a “bola-da-vez” é o vereador Claudivane Leite (Vane do Renascer), também pré-candidato a prefeito de Itabuna, que corre o risco de ser atropelado pela máquina de “moer“ pilotada por um conhecido político da região, conforme disse o blog Cena Bahiana, que deve ter preferido declinar o nome do algoz.

Velhas práticas e procedimentos que deixa o rabo de fora. Nem é preciso mandar fazer o exame do DNA.

É o que dá não escolher os amigos e aliados!

Geraldo Simões acusado de pedir demissão de jornalista da Bamin

DO JORNAL BAHIA ONLINE

Geraldo Simões não admite críticas à postura coronelista de fazer política

O deputado federal Geraldo Simões, do PT da Bahia, está sendo acusado de ter “pedido a cabeça” de um jornalista sulbaiano, depois de ter lido – e não gostado –  um artigo publicado no site Pimenta na Muqueca, onde o profissional defendia o direito do PCdoB de Itabuna de disputar, com uma candidatura própria, as eleições deste ano. Ricardo Ribeiro, que integrava a equipe de comunicação da Bahia Mineração (Bamin), foi demitido ontem no final da tarde, após ser chamado a atenção por superiores, já no dia da publicação, sobre o conteúdo do artigo. Geraldo Simões é um dos parlamentares que defendem a implantação do Porto Sul e é considerado político influente junto à Bamin.

No artigo, Ribeiro – que antes de ingressar na Bamin já era um dos sócios do site – critica o Partido dos Trabalhadores por não aceitar a candidatura do PCdoB e afirma que a sigla, nestes momentos em que não tem o total domínio sobre a situação, “se arvora de um autoritarismo patriarcal e vê a liberdade dos comunistas como rebeldia”. O jornalista fala também de pressões por todos os lados para que o PCdoB desista da candidatura própria para apoiar os petistas e lembra o histório de uma certa subserviência do PCdoB aos interesses políticos do PT em Itabuna.

O tom usado pelo jornalista não teria agradado Simões, principal liderança do PT em Itabuna, que lançará sua esposa, Juçara Feitosa, ao cargo majoritário neste ano. Ele teria ligado para a direção da Bamin, falado do seu descontentamento com a opinião do jornalista e pedido providências. Procurado pela direção da Bamin, Ribeiro afirmou que não queria criar nenhum constrangimento para a empresa e que, se necessário fosse, pediria imediatamente para se afastar da função. Um dirigente da Bamin teria dito apenas que ele tomasse mais cuidado com o que escrevia, mas, ontem, logo após um dia de trabalho, ele foi comunicado da decisão de afastá-lo.

Ainda hoje, após a demissão de Ricardo, o jornalista Davidson Samuel, também do Pimenta, escreveu um outro artigo criticando a postura de Geraldo Simões e falando que sua forma de agir lembra outros tempos da política baiana. “O parlamentar tem gasto parte do seu tempo maquinando maldades. Como se velho carlista fosse, agora também age pedindo cabeça de profissionais que ousam discordar dos seus métodos”. O artigo é duro e fala que o parlamentar troca a empatia de ontem pela arrogância de hoje e questiona: “que ganho há em agir como mau caráter?”

Entidades representativas do sul da Bahia desde cedo manifestam apoio ao profissional de comunicação. Esta, sem dúvida, parece ser uma semana a ser esquecida pela Bamin. Antes deste episódio, a empresa recebeu críticas do próprio governo da Bahia. O secretário da Casa Civil, Rui Costa, não gostou do tom usado pelo presidente da Bamin, José Viveiros, que condicionou a permanência do projeto Porto Sul em Ilhéus. Viveiros disse que “vai complicar se Porto Sul não sair até 2014”. Rui Costa reagiu: “o tom dele é ameaçador. Mas é bom lembrar que o minério da Bahia pertence mesmo ao povo baiano”, rebateu.

Jornal Bahia Online tentou contato com o deputado Geraldo Simões. Mas não obteve sucesso.

Geraldo, o mal-educado

Geraldo Simões, o dissimulado

Um fato acontecido durante a realização da Sessão Itinerante da Assembleia Legislativa do Estado da Bahia (Alba), em Itabuna, demonstra claramente a personalidade do deputado federal Geraldo Simões.

Junto com o empresário Helenilson Chaves, Simões – um dos campeões de vaia – também era um dos homenageados da Alba se encontraram durante o evento. Após os cumprimentos, o que tinha tudo para ser começo de um bom bate-papo, se transformou numa absurda grosseria.

Ao perguntar ao deputado se realmente ele teria comprado a Rádio Difusora, ou se seria apenas mais uma onda de boatos, o deputado federal Geraldo Simões, de forma mal-educada, apenas deu as costas ao empresário, que ficou sem entender nada.

Com certeza, com as proximidades da eleição, o deputado “minha pedinha” ainda baterá às portas do empresário para solicitar alguma ajuda para a campanha política de Juçara Feitosa à Prefeitura de Itabuna.

Dissimulado como é, fará de conta que não aconteceu nada.

PSDB filia dissidentes do PHS

Allah promove o desembarque no ninho tucano

O Partido Humanista da Solidariedade (PHS) foi em busca de abrigo na base aliada de Jaques Wagner e terminou perdendo uma série de pré-candidatos às eleições de 2012. Em Itabuna, o Partido da Social Democracia (PSDB) lucrou com essa mudança de ares, colocando em seus quadros cerca de 15 eleitores, todos pré-candidatos a vereador. A nova galera tucana faz parte da AmeItabuna, e a negociação com o PSDB foi realizada pelo advogado Allah Góes e José Adervan, presidente do partido.

A filiação dos dissidentes do PHS ao PSDB é mais um golpe aplicado contra a disposição do deputado federal Geraldo Simões em “alugar” partidos para compor sua base de coligações na eleição do próximo ano, quando pretende, mais uma vez, empurrar “goela abaixo” dos itabunenses (petistas ou não), a candidatura de sua esposa Juçara Feitosa. Em outras cidades baianas, a mudança de rumo do PHS também promoveu baixas nos seus diretórios.

O candidato sou eu

O vereador petista Claudevane Leite, mais conhecido como Vane do Renascer, é o entrevistado da semana na 19ª edição da revista CONTUDO, que chega às bancas já na manhã deste sábado (11). Ao contrário das declarações do deputado federal Geraldo Simões e da presidente do PT em Itabuna, Miralva Moitinho, o edil considera que deveria ser ele o candidato a prefeito da cidade pelo seu partido. E argumenta: é o único petista a ter uma vaga na Câmara e também deve ser levada em conta a alta rejeição ao nome de Juçara Feitosa, considerada a “candidata natural”, por ter obtido 40 mil votos na eleição de 2008.

Mas “Vane” está decidido. Caso sua candidatura não se viabilize pelo PT, vai deixar a sigla e procurar outro ninho político. Ele prefere não adiantar qual será seu destino, mas revela estar sendo sondado por vários partidos.

A edição da publicação também trata de cinema. Alunos do 8º semestre do curso de Comunicação Social da Uesc (Universidade Estadual de Santa Cruz) prepararam o curta-metragem “A Fórmula”, que tem no elenco ninguém menos do que o global Vladimir Brichta.

Como este domingo, 12 de junho, é dedicado aos corações apaixonados, CONTUDO dá algumas dicas para que a noite dos namorados seja apimentada e inesquecível. Tudo isso e muito mais você confere adquirindo a revista na banca mais próxima.

Do Público ao Privado

A ASSESSORIA DE PALOCCI I

A Rede Globo de Televisão colocou o Jornal Nacional desta sexta-feira (3) à disposição do ministro-chefe da Casa Civil, Antônio Palocci. Acuado pelas denuncias de enriquecimento através de sua empresa de consultoria, com a utilização de informações privilegiadas, enfim, Palocci fala sobre o caso, como sempre, com exclusividade à Rede Globo, numa edição cuidadosamente editada.

A entrevista faz lembrar o mesmo trabalho prestado pelo Jornal Nacional à candidatura de Fernando Collor de Mello, após o debate com seu adversário, então candidato Luís Inácio Lula da Silva. Lá, com cá, o trabalho de assessoria da Rede Globo foi tratado como assunto de grande relevância – e deveria ser, mesmo, caso fossem feitas perguntas mais profundas e que tocassem mais fundo na questão – pelos profissionais mais experientes.

A ASSESSORIA DE PALOCCI II

A título de lembrança, o jornal Folha de São Paulo demonstrou, em reportagem, que o ministro Palocci aumentou 20 vezes o seu patrimônio em apenas quatro anos – de 2006 a 2010. Assim que foi publicada a matéria, o ministro se negou a dar explicações sob o argumento de que as informações estaria sob sigilo contratual, como se o país estivesse lhe pedindo mais uma consultoria – esta gratuita – e não cobrando uma postura ética e adequada a um parlamentar que dispõe de informações privilegiadas e que não poderia repassá-las a empresas privadas por questões éticas.

Nos meios políticos de Brasília a entrevista concedida ao Jornal Nacional é debatida sob dois prismas: o da oposição, que considerou totalmente insuficiente e vazia as explicações. Com isso, aumenta o coro pelo pedido de exoneração de Antônio Palocci, tendo em vista que a crise instalada por ele no governo Dilma continua. A entrevista de Palocci era esperada, porém os esclarecimentos deveriam ser feitos quanto aos nomes de seus clientes, como era sua consultoria, quanto recebeu por isso. Como nada disso foi esclarecido, o aumento do patrimônio do ministro continua envolto em mistério, o que não é nada salutar para um homem público e com atuação no “coração” do governo.

A ASSESSORIA DE PALOCCI III

Já entre a base do governo Dilma, a entrevista de Antônio Palocci no Jornal Nacional foi perfeita, haja vista que suas atividades privadas foram feitas quando ele não era ministro. Esquecem, no entanto, os amigos de Palocci, que ele era deputado federal quando prestou os tais serviços. Pelo prisma dos amigos, Palocci não divulgou números nem os nomes das empresas para quem trabalhou, mas ressaltou que ele não pode expor os clientes dele.

Para os amigos de Palocci, o ministro teria atacado o problema de frente, o que não é verdade. Em nenhum momento da entrevista as questões foram abordadas de forma clara e com informações convincentes. Ao não revelar os clientes o ministro reforça a suspeita de prática de atos ilícitos, a exemplo de que não tenha havido simples consultoria e sim tráfico de influência ou lobby.

Atualmente é muito comum as megafusões de empresas, operações que precisam passar pelo crivo dos órgãos de controle do Governo Federal. Nesta linha de investigação, os políticos de oposição acreditam que seria possível se chegar à elucidação do “caso Palocci”, revelando toda a origem do exagerado faturamento do então deputado.

MORDAÇA NA IMPRENSA

Capitão Azevedo bota a imprensa para "pegar no tranco"

O desrespeito à Constituição Brasileira quanto à liberdade de imprensa, cuja data é 7 de junho, continua sendo praticado abertamente. Em Itabuna não é diferente e alguns veículos de comunicação estão promovendo ajustes em seu quadro de pessoal e conteúdo editorial para satisfazer alguns clientes. Entre os anunciantes que estão promovendo uma verdadeira “limpeza ideológica”, está a Prefeitura de Itabuna, sob o comando do Capitão Azevedo, que não admite qualquer tipo de crítica à (des) administração.

Algumas “cabeças já foram cortadas” e outras ainda estão sob a guilhotina à espera da ordem do Capitão Azevedo para que os carrascos completem seus serviços.

O TRONO DO SHEIK

Ricardo Ribeiro e Gerson Marques "pedem à benção" diariamente ao Sheik Saldanha

Reina com absoluta segurança em Ilhéus o Sheik Saldanha, detentor da marca “Dabay é aqui”, que dá nomes aos seus majestosos eventos. Pela manhã, religiosamente, o Sheik senta-se numa das esquinas mais movimentadas de Ilhéus, a do quarteirão da rua Jorge Amado com a praça J. J. Seabra e Santos Dumont (em frente ao Palácio Paranaguá), onde cumprimenta os amigos logo às primeiras horas da manhã.

No trono do sheik, como está sendo chamada a mesa cativa de Saldanha, sentam-se políticos, jornalistas, cacauicultores, industriais e outras pessoas importantes e de influência na sociedade ilheense. Após alguns cafezinhos, novos convidados participam da mesa, que está ficando famosa na Lanchonete Doce Amado. O local está sendo disputado por ser considerado o point da informação e dos mexericos políticos.

Já está rivalizando com o cafezinho da praça do Teatro Municipal de Ilhéus.

CONTAS APROVADAS

A Câmara Municipal de Ilhéus aprovou, por unanimidade, as contas do prefeito Newton Lima relativas ao exercício de 2008. A Comissão de Finanças, Orçamento, Obras e Serviços Públicos da Câmara concluiu em seu parecer, que não haveria necessidade de opinar pela rejeição, pois o relatório do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) recomendou, apenas, a adoção de medidas administrativas de ajuste, muitas delas adotadas pelo gestor à época e, pelas circunstâncias específicas desse caso, alheias à atuação do prestador das contas.

O AVAL A RUY MACHADO

Ruy Machado gasta o dinheiro da Câmara de Itabuna para esconder o relatório

Mesmo com um relatório pronto e acabado – pelo custo da bacatela de R$ 40 mil –, o presidente da Câmara de Itabuna, Ruy Machado, não apresenta esse documento à sociedade, incluída ai a imprensa. Em busca de aval, o presidente já entregou à Subsecção da OAB de Itabuna e ao Ministério Público. O relatório, segundo quem já passou as vistas nele, mostra uma série de desmandos praticados pelas sucessivas direções do Legislativo, que agiam com o dinheiro público como se seus fossem.

Ruy Machado, que se elegeu prometendo transparência na administração do Legislativo, continua mais fechado do que seus colegas anteriores, e pelo andar da carruagem não estaria disposto a cumprir as promessas feitas antes de chegar ao “planalto”. Enquanto isso, Ruy vai se mantendo vivo com os “segredos” contidos no relatório de auditoria que tem em mãos. Corre o risco de se tornar mais um na multidão.

A EDUCAÇÃO DE JUÇARA

Falta competência a Juçara para falar sobre educação

Sem ter o que falar, por ser desprovida de consistência política e capacidade de análise, a pré-candidata do PT à Prefeitura de Itabuna, Juçara Feitosa, deu entrevista NA Rádio Jornal de Itabuna para avaliar o governo Azevedo. Nada mais fácil não fosse a seara em que se meteu a julgar: a Secretaria da Educação. Mas como “macaco não olha pro rabo”, Juçara se esqueceu, ou não sabe mesmo, que as (des)administrações do seu marido, Geraldo Simões prestaram um grande desserviço nessa área.

É dele – Geraldo Simões – a decisão de passar de ano e série os alunos de qualquer jeito, mesmo que não tenham aprendido, sequer, ler ou assinar o seu nome. Somente essa medida causou um prejuízo enorme à população escolar, hoje formada por analfabetos funcionais, que não sabem ler nem mesmo o itinerário dos ônibus urbanos, mas possuem um diploma de conclusão do ensino fundamental.

Uma lástima a entrevista de Juçara. Melhor seria continuar calada. Mas como não aprendeu dar educação nem em casa…

INCOMPETÊNCIA RECONHECIDA

Finalmente o Governo Federal reconheceu sua incompetência para continuar administrando os aeroportos brasileiros sem a participação do setor privado, para que os grandes aeroportos brasileiros apresentem condições condizentes com o desenvolvimento do País, e não apenas para atender às necessidades da realização da Copa do Mundo em 2014 e dos Jogos Olímpicos em 2016.

Após reunião da presidente Dilma Rousseff com os governadores e os prefeitos das cidades-sede da Copa, começou a ser delineado o papel que o setor privado e o Estado devem desempenhar para a modernização dos terminais aeroportuários. A partir do segundo semestre de 2012, os Aeroportos de Guarulhos, de Viracopos e de Brasília passarão a ser administrados e operados por empresas privadas, sendo aberta a participação do capital estrangeiro.

INDICAÇÃO NO STF

A Câmara Federal analisa proposta que modifica a forma de indicação dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Hoje, os 11 ministros são escolhidos pelo presidente da República e aprovados pelo Senado. Pela proposta, a aprovação pelo Senado será mantida, mas à Presidência caberá a escolha para somente duas vagas.

As outras nove vagas serão divididas entre: o Superior Tribunal de Justiça (STJ), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Procuradoria Geral da República (PGR), a Câmara dos Deputados e o Senado Federal. A medida está prevista na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 17/11.

O autor da proposta, deputado Rubens Bueno (PPS-PR), argumenta que o STF exerce um papel não somente jurídico, mas também político. “Não se pretende aqui condenar as motivações políticas adotadas pela instância máxima do Poder Judiciário. Pelo contrário, há que se destacar a importância dessas motivações nas decisões jurídicas. Exatamente por isso é que se torna imperioso assegurar sua total independência”, disse.

BOA NOTÍCIA

A Comissão de Defesa do Consumidor realiza na próxima quarta-feira (8), às 14h30, audiência pública para discutir o controle exercido pelo governo sobre as operadoras de cartão de crédito. A intenção é esclarecer quais órgãos são responsáveis pela fiscalização do setor e as medidas adotadas para evitar práticas lesivas ao consumidor.

Foram convidados o presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, a diretora do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça, Juliana Pereira da Silva, e a procuradora-regional da República Valquíria Quixadá Nunes.

Os internautas poderão participar do debate. A reunião será transmitida ao vivo pela Agência Câmara e os interessados já podem enviar perguntas para os convidados pelo e-mail pergunte@camara.gov.br.

CONTAM POR AÍ…

O ano de 2006 foi histórico para Ilhéus. Jabes Ribeiro termina o seu governo de forma melancólica, com inúmeras dívidas sem pagar e sua rejeição beirando os 90%. Com isso, o seu “inimigo político número 1”, Valderico Reis cresce nas pesquisas de opinião de voto em níveis assustadores.

Há quem até hoje afirme que Valderico foi o candidato escolhido por Jabes para ser sucessor, tamanha a confiança que tinha em dar a volta por cima, apostando na péssima administração que faria na Prefeitura de Ilhéus. Seria a glória retornar ao Palácio Paranaguá nos braços do povo, literalmente.

Do outro lado, o Partido dos Trabalhadores (PT) pretendia “melar” os planos de Jabes Ribeiro, elegendo o médico Rui Carvalho prefeito de Ilhéus. Alianças com os partidos de esquerda, principalmente com o PCdoB, que teimou em indicar o candidato a vice-prefeito e disso não abria mão.

E o camarada Gustavo César (Gustavão) foi o escolhido para fazer Dr. Rui, foi uma tormenta, e o candidato petista não queria de forma nenhuma aceitar o parceiro de chapa. Chega a turma do deixa disso e argumenta a capacidade de aglutinação de Gustavão entre os outros partidos e simpatizantes de esquerda, lembrando que tinha sido questão fechada, mas nenhum argumento satisfazia Dr. Rui.

Foi aí então que os coordenadores da campanha exigiram que Rui Carvalho desse “nome aos bois”, ou melhor, contasse os motivos da recusa, pois até aquele momento ninguém sabia o porquê.

– Voltem lá e peça aos comunistas outro candidato a vice. Vejam bem, uma chapa dessas vai ser execrada pela sociedade, inclusive no marketing político. Imagine, nossa chapa vai ser chamada de “o belo e o fera” – disse, numa referência ao conto dos Irmãos Grimm.

Claro que o “belo” era o próprio e o fera, Gustavão.

Diante das perspectivas de uma grande vitória nas eleições, os coordenadores voltam ao comando dos “cururus” e, meios sem jeito, explicam a situação, contando a terminante recusa do Dr. Rui em aceitar o candidato a vice. Não restavam dúvidas que era preciso fazer mais um sacrifício para sair vitoriosos na eleição.

Pensa daqui, pensa dali e não conseguem encontrar um candidato com os atributos de estética (beleza) exigidos por Dr. Rui, até que se lembraram do “velho militante” comunista com domicílio eleitoral em Ilhéus e que tivesse um forte apelo na sociedade.

E encontraram o professor, escritor, jornalista e poeta Jorge Araujo (sem acento no u), como a saída para o impasse. Afinal, que defeitos o exigente candidato petista iria colocar num intelectual acima de qualquer suspeita, e ainda por cima com obras literárias consagradas?

Mas como os traços físicos exteriores de Jorge Araujo não preenchiam os padrões imaginados pelos coordenadores de campanha como sendo os exigidos pelo Dr. Rui, fecharam questão e astuciaram toda a argumentação necessária.

Lá chegando, ao dar o nome do candidato a candidato a vice, Dr. Rui franziu o cenho, e antes que sentenciasse a negativa, disseram:

– Olhe, Dr. Rui, nós sabemos que Jorge Araujo não é nenhum modelo de encanto físico, mas que possui uma beleza interior isso ninguém pode negar – emendaram.

E a chapa foi formada sem maiores constrangimentos.

O espetáculo da Sucessão na Contudo

O espetáculo da sucessão municipal. Ainda falta um ano e meio para a eleição, mas os diretórios municipais de partidos já preparam suas armas em Itabuna. Ou seriam as atrações para um grande espetáculo? Quem serão os candidatos a empunhar bandeiras e protagonizar caminhadas artísticas, para aparecer na televisão? Esse é o assunto abordado na capa da 14ª edição da revista CONTUDO, que chega às bancas na manhã deste sábado (30).

Outra matéria mostra que o deputado federal Geraldo Simões, líder do PT local, bate pé firme que a candidata a prefeita será Juçara Feitosa. Ela, por sua vez, finge que a campanha ainda não começou, mas já esboça um discurso de candidata, tendo a defesa da mulher entre suas bandeiras. Mas o que acha o vereador Claudevane Leite (Vane do Renascer), diante dessa articulação? Na verdade, o edil já está sendo cortejado pelo PRB. O jogo embolou, hein?

Como se pode ver, o caldeirão da política está fervendo em Itabuna. E a revista CONTUDO, como sempre faz, está colada nessa ebulição.

GERALDO, O PT E O EFEITO FUX

De uma hora pra outra, a esposa do deputado federal Geraldo Simões (PT) – foto – , Juçara Feitosa, aparentemente deixou de ostentar a condição de candidata absoluta do partido à sucessão municipal de 2012. Unanimidade ela nunca foi, mas seu nome era uma imposição do parlamentar, que já governou o município em duas ocasiões, perdeu a eleição de 2004 e tentou com a mesma Juçara em 2008, quando esta somou cerca de 40 mil votos, atrás de Azevedo (DEM), vitorioso com seus mais de 52 mil votos.

A tentativa de repetir a fórmula Juçara vem causando mais desentendimento do que a aglutinação de forças políticas em torno de um projeto comum. Aliás, o PCdoB, aliado histórico do PT, critica este partido por estar em Itabuna com uma estratégia de poder personalista e sem interesse de construir uma aliança em torno de projetos.

Na festa de aniversário de 89 anos do Partido Comunista, o presidente do diretório local, vereador Wenceslau Júnior, cutucou: “nós não estamos impondo um nome, pois queremos discutir um projeto de desenvolvimento para Itabuna e temos três pré-candidatos em condições de governar o município”, afirmou. Geraldo Simões estava presente. Juçara, não.

Seguindo o script, o petista também foi sozinho à abertura do Seminário de Marketing e Propaganda, evento da Associação Comercial de Itabuna. Este fato, como de praxe, gerou especulações de que pode estar em processo uma mudança de planos. Será que, diante da rejeição ao nome de Juçara, o deputado tentará pela quarta vez disputar a Prefeitura de Itabuna?

Outro fator que pode ter mudado os planos da família Simões é o “Efeito Fux”. No dia 23 de março, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, desempatou o julgamento sobre a Lei da Ficha-Limpa, empurrando sua validade para 2012. O deputado, que estava ameaçado de degola, respirou, mas ainda corre o risco de não poder ser candidato no ano que vem, quando a lei poderá valer para impedir a candidatura de quem já teve condenação em órgão colegiado.

Simões ainda corre risco, mas muita gente acredita que o julgamento do STF fragilizou a Lei da Ficha Limpa, que estaria, ela sim, ameaçada de morrer de inanição até 2012. Aí todos poderão ser candidatos e o deputado petista terá condição de submeter novamente seu nome ao crivo do eleitorado. No caso, a opção fica a depender de outros cálculos…

Ricardo Ribeiro

Do Política ETECETERA

Eleições amarradas em Ilhéus e Itabuna

A ampliação da base de sustentação dos governos Federal e Estadual está causando problemas nos possíveis candidatos a prefeitos das cidades de Ilhéus e Itabuna.

É que o deputado federal Geraldo Simões, com receio de perder a eleição nas duas cidades, está tentando “amarrar” chapas com um candidato no PT na cabeça, no caso em Itabuna, onde sua mulher Juçara Feeitosa seria a escolhida, enquanto em Ilhéus o PT indicaria o vice.

A “armação” de Geraldo Simões está causando uma mudança no comportamento dos pré-candidatos, promovendo uma corrida em busca de novos partidos.

Alguns desses pré-candidatos são pessoas com fortes ligações com Geraldo Simões e estariam agindo a seu mando. Um deles, considerado forte empresário, teria procurado abrigo junto ao PCdoB para garantir sua candidatura em Ilhéus.

Os comunistas ficaram de analisar a solicitação, mas deverá ser muito difícil os “cururus” darem guarida ao falso “vermelhinho”.

A ARROGÂNCIA DO PT CONTINUA

Ricardo Ribeiro*

Ninguém pode desconsiderar a força do PT no campo da esquerda em Itabuna, ainda mais com suporte estadual e federal. Mesmo assim, a maneira como o partido procura afirmar essa força confirma uma arrogância já apontada neste blog.

A soberba se revela nas respostas do deputado federal Geraldo Simões, em entrevista concedida ao PIMENTA. Em toda a conversa, o político deixa claro que não haverá brechas para partidos aliados que pretendam ocupar a cabeça de uma chapa com apoio do  PT. Esta legenda continua reivindicando para si o protagonismo do bloco de centro-esquerda em Itabuna.

Vá lá que reivindique, mas o tratamento aos aliados chega a ser desrespeitoso. O PCdo(0,4%)B, por exemplo, é menosprezado como partido, e o “companheiro” Claudevane Leite – que ensaia uma pré-candidatura, terá que se enquadrar à sua pouca importância dentro do PT. Se for às prévias, como sugere o deputado, será atropelado pelo já conhecido rolo-compressor. Caso se mostre rebelde e insista em ser candidato, a porta da rua é serventia da casa. Tudo de acordo com os princípios democráticos.

Sobrou arrogância também quando o deputado atribui à equipe de marketing da campanha todo o ônus da derrota de Juçara Feitosa em 2008. Os pobres marqueteiros arcaram com a responsabilidade integral pela pouca aceitação do “produto”, sem direito nem sequer a uma reflexão sobre as qualidades e defeitos inerentes ao mesmo. Mas isso é praxe: quando no governo, alguns políticos também costumam responsabilizar a comunicação e/ou o marketing pelos desacertos deles.

Em gozo de juízo perfeito, ninguém vai imaginar que o PT entregue graciosamente o cavalo selado, quando dispõe de todas as condições para tomar a rédea do processo. Isso não existe em política. O que incomoda é a tal da arrogância, de quem afirma que uma pesquisa feita a um ano e dez meses das eleições pode determinar que todos os partidos de esquerda se posicionem a reboque do PT.

A petista Juçara Feitosa chegou a estar em primeiro lugar na eleições de 2008, até ser atropelada por um inusitado Capitão Azevedo, que de pulo em pulo chegou a uma vitória com ampla margem de votos. Mas, e as pesquisas?

E Geraldo Simões, que em 1992 começou a corrida sucessória com 2% das preferências e terminou com uma belíssima vitória, de lavar a alma de quem não aguentava mais o fernandismo…

Para felicidade do PT, o partido naquela época se apresentava com mais humildade.

Publicado no Política Etcetera.

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