CIA DA NOTÍCIA

Posts Tagged ‘Lula’

Dois pesos e duas medidas

Walmir Rosário

Pouca diferença faz se Lula, Zé Dirceu, Dilma, Pallocci, Aécio Neves, Michel Temer, dentre outros menos votados tenham pedido dinheiro de origem suja para as campanhas políticas. Todos devem ser enquadrados de acordo com as leis brasileiras que tratam da questão, sem qualquer distinção como prevê a nossa constituição.

Se aos petistas as provas já foram apresentadas, o mesmo está acontecendo com o presidente (agora licenciado) do PSDB, Aécio Neves, e ao encontro do atual presidente da República. Aliás, com todos os defeitos legais da gravação, quem ficou mal na fita foi Michel Temer, que recebeu, na calada da noite em sua casa, um dos maiores corruptores da história do Brasil.

Se não houve acertos criminosos, como o presidente faz questão de dizer, no mínimo, quebrou a liturgia do cargo. Como diz o provérbio: “À mulher de César não basta ser honesta, deve parecer honesta”. E assim não agiu nosso presidente, ignorando todas os ritos reservados a quem ocupa cargo de tamanha relevância.

Dois pesos e duas medidas é o tratamento que nos impõe os membros do Partido dos Trabalhadores (PT) para os crimes cometidos pelos políticos contra a economia popular e o Brasil. Caso o criminoso seja filiado ao PSDB, DEM, PP, ou que outra agremiação seja, pode condenar que não é preciso a apresentação de provas material ou intelectual.

Por outro lado, se os denunciados pelos mesmo crimes de corrupção pertencem aos quadros do PT, a negativa é veemente e se rasga o Código Penal, apesar de todas as evidência e provas apontarem que eles são culpados. Chegam ao extremo de considerar ídolos aqueles que metem a mão no erário em causa própria e/ou do seu partido.

Pior ainda do que considerava o filósofo florentino Nicolau Machiavel, de que os fins justificam os meios (na verdade: “qualquer iniciativa é válida quando o objetivo é conquistar algo importante). Só que essa importância não é atribuída ao país, ao Brasil, mas a um projeto de governo que tem como principal meta desapropriar os bens do povo em benefício deles próprios e do partido.

Eu diria – melhor, digo – que os petistas sempre foram seguidores fiéis de Josef Stalin, secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética e do Comitê Central a partir de 1922 até a sua morte em 1953. Entre os feitos do ditador soviético estão o assassinato em massa dos adversário ou ex-amigos, chegando ao ponto de cunhar a frase: “A morte de uma pessoa é uma tragédia; a de milhões, uma estatística”.

A paranoia dos petistas é idêntica ao do ditador soviético, que se livrava de todos, subordinados, simpatizantes ou quem simplesmente ele determinasse que não deveria mais viver. No Brasil ainda não chegamos a tanto, mas estamos trilhando o mesmo caminho, como o tal projeto de poder, interrompido com o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Até agora, com o que nos tem mostrado a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, indícios são fartos e as provas dos atos de corrupção desenfreada são mais que contundentes. Mesmo diante da tais evidências, o comportamento é um só: não negam o recebimento do dinheiro ao partido, que dizem terem sido as doações legais, embora tenham saído de empresas públicas e privadas de forma sorrateira.

A negativa dos dirigentes e militantes petistas (ressalvo muitos que se encontram envergonhados) chega a ser patética, quando defendem os seus companheiros apanhados no crimes. Em qualquer país do mundo, seriam vistos como desleal ou desonesto com os “companheiros” e o partido, aqui, se transformam em verdadeiros heróis.

Uma das frases que já se tornaram corriqueiras no Brasil é que, enquanto os eleitores de diversos partidos se indignam com os líderes que prevaricam os querem presos, os do PT criam fã clube para idolatrarem. Claro que toda a regra tem exceção, mas está provado ser esta uma posição tomada na defesa dos seus bandidos de estimação.

É mais uma jabuticaba brasileira.

Radialista, jornalista e advogado.

Publicada originalmente no www.costasulfm.com.br

Mais um muro da vergonha que cai

Walmir Rosário*

Aos poucos, mais um bastião do comunismo vai ruindo. Cuba, a ilha de Fidel, sustentada por décadas pelos rublos da antiga União Soviética e mais recentemente com os dólares do BNDES, pulula com a chegada do capitalismo ianque. Se para os que ainda continuam lá já é um motivo de alívio e alegria, imagine para os que estão fora do país e são explorados pelo seu governo.

Refiro-me mais claramente aos profissionais da medicina que estão trabalhando no Brasil, através do Programa Mais Médicos, pelo contrato firmado entre os dois países pelos malfadados governos Dilma e Raul Castro. Pelo acordo, os médicos trabalham, são mal remunerados, enquanto o governo cubano fica com grande parte do pagamento que seria devido aos médicos.

Um contrato vergonhoso, um verdadeiro golpe para os trabalhadores da medicina que são enviados a países como o Brasil para trabalhar, num sistema análogo ao da escravidão, já que parte da remuneração fica para o governo. E mais, os parentes dos médicos que estão aqui – mas que continuam residindo em Cuba – sofrem pressões pelos que não pretendem mais voltar.

E o imbróglio teve mais um capítulo com a suspensão de mais de 700 médicos que deveriam vir ao Brasil, para substituir quantidade igual que voltaria à ilha. É que, os que estão aqui, finalmente conheceram o que é viver num país democrático, trabalhando sem ter pressões políticas e a única obrigação é pagar os seus impostos em dia (além de cumprir a legislação).

Após três anos de Brasil, os médicos cubanos resolveram desobedecer às ordens do ditador e permanecer como residentes no Brasil por tempo indeterminado, isto é, com ânimo definitivo. E 88 deles já recorreram à Justiça para permanecer em solo brasileiro, trabalhando no mesmo programa, porém recebendo toda a remuneração a que faz jus.

A repercussão do comportamento dos médicos que se encontram no Brasil e não pretendem voltar para o regime comunista ditatorial de Cuba é muito grande, tanto assim que o governo não quer enviar o novo grupo. O receio é que os novos também pretendam adotar o Brasil como seu novo país, principalmente agora que não tem o apoio do ex-governo petista.

E dentre os motivos para que os médicos tomassem tal atitude, estão em viver numa democracia (apesar dos pesares nos nossos políticos) e serem explorados na sua remuneração pelo próprio país. É que de acordo com o contrato firmado entre o Brasil e Cuba, parte dos salários dos médicos vai diretamente para o erário do governo cubano, uma tunga exploratória da classe trabalhadora.

Outra revolta dos médicos cubanos é que precisam ser submetidos, aqui, às ordens da ditadura cubana, com todos os tipos de restrições, a exemplo de viver e se relacionar com a comunidade brasileira. E quem se queixa disso são os médicos que não pretendem retornar a Cuba, vivendo sobre a pesada vigilância de colegas, esses tidos como agentes do governo cubano.

E as proibições não se limitam à simples convivência social, mas, também de ordem afetiva como amorosa. É o ditador cubano quem decide quem deve se relacionar com quem. Esse comportamento é próprio dos países comunistas, que limitam, inclusive, a quantidade de filhos, a exemplo do que até hoje acontece na China.

Agora, o Governo Brasileiro terá mais esse imbróglio pela frente para resolver. A intenção do Ministério da Saúde é reduzir a dependência dos médicos cubanos contratados com o governo de Raul Castro, o que já vem acontecendo. Tudo para evitar a falta de assistência médica em locais distantes dos grandes centros.

Hoje, o programa Mais Médicos conta com cerca de mil médicos a menos que no ano passado. A previsão é que cada um deles permanecesse no país por cerca de três anos. Essa estratégia teria como objetivo evitar que cubanos estreitassem os laços com o Brasil e não pretendessem voltar à ilha, como realmente está acontecendo.

Como disse o ex primeiro ministro inglês, Winston Churchill, “A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas”. Ao que parece os médicos cubanos do programa Mais Médicos aprenderam mais cedo do que se esperava. E olhe que a intenção dos petistas é que eles viessem aqui para lutar por uma ditadura…

*Jornalista, radialista e advogado

Publicada originalmente no site www.costasulfm.com.br

PT contra PT – é o que se anuncia para o momento

Walmir Rosário

Uma guerra fratricida sem precedentes é o que se vislumbra nos altos escalões do Partido dos Trabalhadores (PT). É a famosa luta do PT contra o PT. Mas não a que estamos acostumados a assistir, e sim a hegemonia de uma de suas correntes. Como fogo de monturo, ela foi deflagrada desde a posse de Dilma Rousseff à Presidência, porém vem se acirrando a cada dia, a cada protesto, a cada pescoço degolado.

Ficou mais evidente agora, depois dos protestos que assolam as ruas do país. De um lado, o bloco petista dos descontentes, que ainda não se conforma com essa maneira petista de governar. Afinal, não foi para isso que lutaram contra a ditadura. Saíram os militares, entraram os burgueses, como sempre acontece, o que tem causado grande descontentamento, embora não reclamem de forma clara, agem à sorrelfa. Sem falar na luta intestina pelos corredores e salas do Palácio do Planalto.

Esta última é a mais acirrada, pois age nas sombras em busca de um espaço no sol do poder. É o PT contra o PT. Disto ninguém tem dúvida. Afinal são mais de uma dezena de correntes e tendências com pensamentos filosóficos dos mais díspares. Embora algumas poucas não causem preocupações, tendo em vista a pequena capacidade de mobilização interna e externa, outra cresce e se agiganta como uma verdadeira Hidra de Lerna. E já amedronta.

A luta interna pelo poder está sendo desnudada para a sociedade a cada protesto, a cada reivindicação vinda das ruas. E não se limita a encontrar soluções para a redução dos R$ 0,20 da tarifa dos transportes urbanos, pois algumas medidas – falhas e inconsistentes – foram tomadas, a exemplo da desoneração de impostos. A verdadeira briga, a de cachorros grandes, como se diz na gíria, está nas ações políticas.

E nessa luta renhida travada entre o PT contra o PT é que estão sendo colocadas as “cascas de bananas” para a presidenta Dilma Rousseff pisar. E ela tem escorregado em todas. Qualquer aluno do terceiro semestre dos cursos de Direito ou Ciências Políticas teriam interpretado de forma diferente as ações anunciadas pela presidenta, todas em flagrante desrespeito à Constituição Federal. Um vexame.

Quem teria aconselhado a presidenta Dilma a dirigir à Nação tamanhos impropérios? Com certeza não foram os técnicos da Presidência da República – incluindo, aí seus ministérios e órgãos de assessoria –, pois possuem quadros de competência comprovada. E esses erros crassos foram sendo repetidos à exaustão, como se o Brasil não vivesse sob a égide do estado democrático de direito, obrigando ministros ir a públicos para os desconcertantes a desmentidos institucionais, do tipo: “não foi bem isso que queria dizer”.

Dilma e Lula. PT contra o PT. Com todos os desmentidos e dissimulações, fica cada vez mais evidenciado e provado os desencontros. No núcleo duro do Palácio do Planalto as discordâncias estão cada vez mais expostas. O grupo fiel a Lula acredita que ainda deve obediência ao ex-presidente e mostra o desconforto do relacionamento com a presidenta, que possui métodos bastante diferentes de governar, distribuindo broncas a torto e a direito, o que não deixa de ser uma falta de respeito com o subordinado.

Se é incompetente, o remédio mais adequado é a exoneração, o que nunca acontece. Esse comportamento evidencia que, apesar da caneta e do diário oficial à disposição, a presidenta não pode agir como queria, ou seja: com os colaboradores de sua estrita confiança. Se essas dificuldades permeiam a relação interpartidária, avaliem em relação aos partidos da base aliada, com desejos e pensamentos dos mais diversos.

As reações da presidenta Dilma Rousseff são vistas e sentidas por todos os brasileiros e mais diretamente no Planalto Central. Queixam-se os “lulistas” da falta do afago do ex-presidente, considerado líder inconteste do partido e que soube ganhar o respeito de outras lideranças e dos brasileiros pelo comportamento. Já da presidenta Dilma a reclamação é decorrente da frieza no tratamento, chegando a ser considerado desprezo, em determinadas situações. “Uma gerente”, dizem.

Mas voltando às ruas, não se pode excluir desses movimentos filiados de diversos partidos políticos, a exemplo do PCdoB, PCB, PCO, PSTU, dentre outros, e até mesmo do PT. Todos reclamam da falta de atendimento adequado pela máquina pública, que não presta os serviços na conformidade da cobrança dos tributos. E aí é que está o cerne da questão: Enquanto odos os brasileiros demonstraram entender o recado, o Governo Federal fez de conta que de que nada daquilo era com ele e que passaria incólume ao recado das ruas.

Daí que volto a insistir na guerra do PT contra o PT. Um partido com o histórico do PT pode não ter expertise em governar, mas não pode desconhecer a voz das ruas, apesar de todo o processo de aburguesamento. Se a “parte gerente” não soube auscultar as massas, é até admissível o erro de interpretação; mas a “parte líder” não entender a origem dos acontecimentos ou fazer “vistas grossas” aos protestos, não faz parte de nenhum manual.

Se Dilma é a gerente, Lula é o líder. Enquanto a primeira não correu da raia, mesmo sendo atropelada pelo “fogo amigo”, o mesmo não se pode dizer do líder, que se “fingiu de morto”, tomou um avião de saiu flanando pela África e Europa, sob o patrocínio de empresas multinacionais.

Lá fora, claro que ele não sabe de nada. Aqui, coube ao seu amigo e compadre, o deputado federal Devani Ribeiro (PT-SP) aceitou fazer um dos serviços recomendados por Lula, para denegrir o Governo Dilma, alardeando: “Quem pediu plebiscito? O que falta no governo Dilma é gestão. As pessoas querem transporte de qualidade, saúde e educação. Dinheiro tem. É só investir”, berrou.

Com isso, ficou com compaixão de pessoas sérias filiadas e militantes petistas, que, na base, tentam levar a sério o partido que ajudaram a construir, e que agora tem que amargar comportamentos nada republicanos como esse. Mas é o preço que aceitam pagar.

Jornalista, advogado e editor do www.ciadanoticia.com.br

 

De ratos de redação a carrascos da imprensa

Walmir Rosário

Uma das imagens mais vistas nas redações brasileiras no período da ditadura militar – e até hoje – eram alguns personagens chamados naturalmente de “ratos-de-redação”, “chatos-de-galocha” ou outros adjetivos que o valham. Essas peregrinações diárias tinham como objetivo conseguir nos veículos de comunicação – órgãos capachos do capitalismo, segundo eles – alguns espaços para divulgarem, em muitos casos, material de origem duvidosa.

E traziam material para as possíveis notícias nas várias editorias. Cultura, esportes, reclamações e denúncias diversas e até política. De início, a política sindical; depois partidária. Antes de mostrar o que tinha ido ali fazer, gastava uns 10 tostões de proza tentando agradar, entrava na seara das dificuldades econômicas, cuspia fogo na tirania da inflação, creditando tudo às mazelas do maldito capitalismo.

Entregavam o material, o repórter lia, faziam algumas perguntas para complementar as lacunas, respondidas prontamente quando eram do interesse partidário. Quando não, geralmente o repórter ouvia alguns impropérios do tipo “é mais um burguesinho, um bajulador dos patrões da grande imprensa que vive cerceando os interesses dos trabalhadores”…e ia embora. De qualquer forma a notícia, quando boa, era publicada.

Outros, de forma dissimulada, chegavam às redações justamente no horário do fechamento, quando somente estavam sendo elaboradas a primeira página e a página da editoria de polícia, e avisavam que tinham a maior notícia do mundo. Quando ouviam que todas as páginas já tinham sido fechadas, retrucavam com a maior cara-de-pau: “Não tem um espaço nem na primeira página?”, perguntavam virando o rosto com vergonha.

Mas nem tudo continua com dantes, eis que esses rapazes e moças chegaram ao poder junto com o Partido dos Trabalhadores e seu leque de satélites, que incluem os PCs, PSB, dentre outros menos votados. Já em 1993, com a chegada desses partidos ao poder em Itabuna, a mudança foi de 360 graus, e as visitas às redações foram escasseando, mas as cobranças, não. Agora eram feitas por telefone, em formas de ameaças.

E essa prática continuou se acentuando com mais vigor após a posse de Lula no Palácio do Planalto. Mutatis mutandis (ou no velho português de guerra, mudando o que tem de mudar), o comportamento acompanhou o surrado brocardo romano. Ao invés de chegarem pisando macio, como antes, brandiam as folhas dos jornais com ameaças da pior espécie: “Nosso governo não admite isso não” e prometiam retirar até mesmo a publicidade do jornal.

Como nunca trabalhei num departamento comercial de um veículo de comunicação, apesar de conhecer sua importância no pagamento do nosso salário, nunca fui dado a me submeter a esse tipo de humilhação, parta de onde partir. Afinal, como sempre fui adepto à máxima que diz: “Um veículo de comunicação não deve ser temido, mas respeitado”, comportamento diferente não poderia ter.

Pois bem, a estratégia desses senhores mudou…e pra pior, diga-se de passagem, tornando-se muito mais perversa, principalmente para os coitados dos contribuintes brasileiros. Se antes prevalecia a humildade, depois a arrogância (que continuou), agora essas características estão reunidas no “assalto” ao dinheiro público. Sim, é isso mesmo que você leu, apesar do tipo penal definir assalto como ataque súbito utilizando a força ou ameaças, com o objetivo de roubar.

E o fazem de modo sub-reptício, dissimulado, utilizando como estratégia as táticas nazistas do ministro da Propaganda de Hitler, Joseph Goebbels, difusor da sentença “uma mentira repetida mil vezes se transforma em realidade”. Como no III Reich, a mensagem de ufanismo é dita e repetida dia e noite pelos seus militantes, como forma de atrair incautos dos mais diversos calibres para os seus pretensos feitos.

De repente, mais do que de repente, de forma milagrosa, o Brasil se transformou, como num passe de mágica, num paraíso escolhido por Deus (ou seria Lula?). Tudo o que antes existia ou foi feito de positivo para o seu crescimento e desenvolvimento não aconteceu. O Plano Real, execrado pelo PT e PCdoB em seu lançamento, virou coisa do PT. Os programas de combate à pobreza foram apropriados por eles de forma cínica.

Os prejuízos causados à Nação neste período são escondidos a sete chaves, embora na maioria das vezes sejam apresentados como os melhores do mundo, embora nos causem náuseas. Até mesmo os desmedidos e cínicos autores do Mensalão são defendidos como políticos puritanos e defensores do bravo e pobre povo brasileiro. Uma inversão de valores incutida na cabeça dos incautos dia e noite.

Dia e noite, mesmo. Pois além das mentiras transformadas em matérias jornalísticas enviadas em forma de releases às redações, um bando de militantes desses partidos se apropria do Estado Brasileiro das mais diversas formas: através de suas cores e símbolos, do discurso nazista em que o governante é travestido de Estado, ou na simples partidarização e aparelhamento dos cargos.

Como bons alunos do ministro nazista Joseph Goebbels, dia e noite, esses senhores estão presentes nos veículos de comunicação social com o objetivo de enxovalhar a honra dos adversários ou quem se atreva a contradizê-los. Mas isso é pouco, pois grande parte de sua empreitada consiste em desbancar o Deus todo-poderoso para entronizar Lula, Dilma e José Dirceu no lugar da mais alta honra no reino da terra.

Mas fazem isso com o suado dinheiro dos contribuintes, haja vista que são pagos pelos gabinetes de senadores, deputados federais e estaduais, vereadores, governos federal, estaduais e municipais. Ganham do Estado, mas trabalham comodamente em suas casas para os partidos, sendo, portanto, sanguessugas do dinheiro público. E não difícil obter essas provas, basta acessar as redes sociais (twitter, facebook, blogs de opinião, dentre outras).

Será que essa prática difere muito do mensalão, crime perpetrado contra as finanças públicas? Acredito que não, pois honestidade não pode ser medida por grau: ou se é honesto, ou não. Nesse caso o que muda é o conceito do criminoso, que no jargão popular pode ser considerado um simples pé-de-chinelo ou um ladrão de colarinho branco. Sem falarmos nos chamados funcionários “fantasmas”, que grassam em nosso serviço público.

Para concluir minha indignação, gostaria de lembrar um pequeno trecho da carta enviada pelo Lord Acton ao Bispo M.Creighton, em 1887:  “E, lembre-se, quando se tem uma concentração de poder em poucas mãos, frequentemente homens com mentalidade de gangsters detêm o controle. A história provou isso. Todo o poder corrompe: o poder absoluto corrompe absolutamente.”

Mas não podemos negar que esta turma avançou no seu papel de carrascos: Às antigas práticas stalinistas foram somadas as nazistas e um exemplo é o projeto de Lei do Marco Regulatório da Imprensa (lei da mordaça). Só nos resta pedir clemência a Deus e votar corretamente nas próximas eleições.

Jornalista, advogado e editor do www.ciadanoticia.com.br

Coligado de Lula, Maluf é novo alvo do STF

Da Agência Brasil

Maluf e Lula em momento de intimidade

Maluf e Lula em momento de intimidade

O Supremo Tribunal Federal (STF) abriu inquérito para investigar se o deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) cometeu crime de caixa 2 na campanha eleitoral de 2010. O ministro Luiz Fux atendeu a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para aprofundar investigação iniciada na Justiça Eleitoral de São Paulo.

Há suspeita de que Maluf teve despesas de quase R$ 170 mil pagas pela empresa Eucatex, que pertence à sua família, sem declarar os gastos em sua prestação de contas. Apurações indicaram que a empresa Artzac prestou serviços à Eucatex, mas com destinação para a campanha de Maluf. A quantia corresponde a 21% do total gasto na campanha.

A operação resultou na rejeição das contas de Maluf na Justiça Eleitoral de São Paulo. Para aprofundar as apurações, a PGR pediu uma série de diligências ao STF, que foram atendidas por Fux e devem ser cumpridas no prazo de 60 dias da data da publicação do despacho, que é do dia 19 de fevereiro.

Entre as medidas, estão a solicitação, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de cópias de notas fiscais emitidas pela Artzac, assim como a oitiva do dono da empresa e do próprio Maluf.

A PERERECA DA POLÍCIA BAIANA

Do site do Cláudio Humberto                          

                                     MIGUEZIM DE PRINCESA

I
Não bastassem a violência
Do ladrão e da milícia,
Matança indiscriminada,
Morte por icterícia,
A Bahia se dá ao luxo
De dispensar a Polícia.

II
O Governo da Bahia,
Meio tonto de carnaval,
Resolveu bem na Quaresma
Publicar um edital
Exigindo virgindade
Para ser policial.

III
Depois de estimular
Tanta dança da bundinha,
Da boquinha da garrafa,
Cururu, pererequinha,
O governo quer formar
Um exército de santinhas.

IV
Soltam no Porto da Barra
A pergunta que não cala:
Pra que vale a virgindade,
Na rua, no mato ou na sala?
Será que é pra ter mais força
Quando disparar bala?

V
Lá em Água Meninos,
Onde o povo faz a feira,
Trocaram todo o estoque
De charque, vela e peixeira
Por cargas de pedra-ume
Para trancar a “porteira”.

VI
Minha amiga Sarajane,
Que vivia assanhadinha,
Dançando em Massaranduba
A dança da papudinha,
Já mudou o seu refrão,
Mandou fechar a rodinha.

VII
No bairro da Mata Escura,
Jonas Paulo senador
Exortou as companheiras,
Militantes de pudor,
A se inscrever no concurso
E mostrar o seu valor.

VIII
Foi aí que Cipriano,
Um petista de doer,
Disse que era mais fácil
O Lula gostar de ler
Do que encontrar uma virgem
Nas fileiras do PT.

IX
Será que um gênio baiano,
Inspirado no além,
Incorporado em Kadafi,
Pensou um dia também
Criar uma guarda de honra
E transformá-la em harém?

X
Na Bahia já aconteceu
A Guerra do Fim do Mundo;
Padre dá santo na missa,
Quenga sente amor profundo,
E Polícia usa perereca
Para prender vagabundo!

Meus ídolos

Non minus esset probanda medicina quae sanaret uitiosas partes rei publicae quam quae exsecaret” (“É preferível um remédio que cure as partes defeituosas da democracia do que um que as ampute”)

(Marcus Túlio Cícero in Cartas a Atiço, II,1.7)

Walmir Rosário

Desde pequeno tenho me inspirado em algumas pessoas de destaque na sociedade como forma de estimular minhas ações. O primeiro, meu e de todo o mundo que conheço, é o pai, aquele em que nos espelhamos e procuramos nos amoldar. Em seguida, outros ídolos despertam nossa consciência e os vamos incorporando ao nosso subconsciente.

De pronto, vou alertando para o fato de que nem sempre continuamos admirando nossos ídolos e podemos nos decepcionar com alguns deles, passando, às vezes, a ter uma relação de ódio ou desprezo. Outros atos, praticados pelos nossos heróis, são relevados por não possuírem tanta importância, mas sempre mágoa.

Ainda nos primeiros bancos escolares comecei a admirar meus ídolos, seja por terem bom desempenho nas arguições da tabuada, no sucesso com as meninas da classe ou por se destacarem pelo comportamento rebelde, tão em voga no início dos anos 50. Mais tarde, fui acrescentando novos ídolos, como os frades capuchinhos (Justo, Isaías e Apolônio), os mais legítimos representantes de Deus no meu querido bairro Conceição.

Confesso que até tentei ser um deles, primeiro como coroinha, após passar no vestibular de catecismo regido pela exigente professora Maria Zélia Couto. Depois, fui estudar nos seminários capuchinhos de Vitória da Conquista e Feira de Santana, mas confesso que a sabedoria divina soube me afastar do sacerdócio, do contrário estaria criando boas confusões para os bispos resolverem até hoje.

No futebol tive um monte deles, que tinha a oportunidade de admirá-los no velho campo da Desportiva. Volta e meia saía embevecido com os dribles em cima da linha de Fernando Riela, a virilidade das arrancadas de Santinho, a classe de Ebieser, as artimanhas de Tombinho, a elegância dos vôos de Plínio, a matada no peito e o petardo em gol de Danielzão.

Poderia aqui ficar falando sobre um monte deles, como sempre faço com meu amigo Neném (Jesuíno da Conceição), e faltaria espaço para tanto. Mais uma vez não tive como seguir o exemplo de meus ídolos no futebol, apesar da teimosia de tentar jogar no glorioso Botafogo de Rodrigo. Minha habilidade não era do gosto dos treinadores e achei mais acertado desistir. Na música, também amei meus ídolos, fossem eles Nélson Gonçalves, Elisete Cardoso, Dick Farney, Lúcio Alves, Tom Jobim, Agostinho dos Santos, Vinícius de Morais, Carlos Lira, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Clara Nunes, Raul Seixas, sem falar nos nossos domésticos Oswaldo Fahel, Marcelo e Rita Cezimbra. Com todo esse timaço, não consegui ter chance na música, embora também tentasse.

Na publicidade também tive meus ídolos. Sempre fiquei imaginando como o poeta, escritor jornalista e publicitário Orígenes Lessa tinha a capacidade de, num simples jingle, fazer com que os brasileiros passassem a escolher numa farmácia um determinado antigripal e antitérmico, apenas por lembrar da música: “Melhoral, Melhoral, é melhor e não faz mal”. Duda Mendonça foi outro. Inicialmente marqueteiro e depois publicitário (que não o vejo pessoalmente desde o enterro do Barão, em 1976), me decepcionou após seu envolvimento com o poder, ao ponto de dar uma carteirada (mal sucedida) num delegado da Polícia Federal, que o surpreendeu numa rinha de galo.

Na política, atividade que despertou meu interesse antes mesmo do Exame de Admissão ao Ginásio, tive e continuo tendo meus ídolos. É bem verdade que decepções não faltaram durante todos esses anos, mas desde os tempos do Colégio Estadual de Itabuna, ali em frente ao hoje CNPC, passei a cultivá-los na política estudantil, a começar por Jairo Muniz, que venceu uma campanha memorável. Antes disso, na política internacional vibrávamos com os feitos de Fidel Castro e Che Guevara; a rebeldia constitucional de Brizola, através dos seus discursos explosivos na rádio Mairink Veiga.

Ainda na política, tempos atrás, admirávamos a modernidade que chegou ao Brasil com a implantação da indústria automobilística, que nos surpreendia com as kombis e volkswagens conterrâneos, para o nosso orgulho. Lembro-me bem do dia da inauguração de Brasília, fato relevante para o Brasil e relatado na sala de aula (da Escola General Osório, no bairro Conceição) pela professora Lélia, como um dos grandes feitos da história. Nem com todo esse civismo consegui ser um político concorrente a cargos eletivos, seja do Executivo ou Legislativo. Entretanto, passei a atuar na retaguarda, como faço até hoje.

Pelo que se conhece da história, Juscelino Kubitschek foi um homem preparado para exercer o poder como Executivo. Primeiro, se elegeu prefeito de Belo Horizonte, deputado federal, senador, foi governador de Minas Gerais, cargos que exerceu com dinamismo, cercando-se, para isso, de assessores competentes, que por sua vez trouxeram profissionais de primeira linha, a exemplo do arquiteto Oscar Niemayer, responsável pela transformação da paisagem belorizontina. O interior do estado conheceu o desenvolvimento com a abertura de estradas e melhorias na infra-estrutura e no campo social.

Eleito presidente da República, Juscelino governou sob o lema 50 anos em cinco, levando desenvolvimento para os rincões mais longínquo do País. Como um estadista soube enfrentar com maestria as conspirações políticas contra o seu governo, inclusive dois levantes militares, em que rebelados e seus autores perdoados com a humildade própria dos grandes homens. Falar sobre Juscelino Kubitschek é “chover no molhado”. Infelizmente, o mesmo não pode ser dito do governo Lula, de resultados pífios na área social, como acontece em todos os governos de cunho populista-messiânico.

Diante dos fatos expostos, posso concluir que não adianta a Lula ter como ídolo político Juscelino Kubitschek, até porque nesta época não se interessava em política. Enquanto Juscelino foi se preparando para governar, galgando posições, Lula preferiu sair da direção “stalinista” do seu sindicato para assumir a Presidência da República, com uma pálida passagem pela Câmara dos Deputado, onde seu maior feito foi declarar que ali existiam “300 picaretas”. Muito pouco para quem pretende governar um País do tamanho do Brasil. Presidente, sua comparação com o ex-presidente Juscelino é apenas mais um fruto do marketing fantasioso que conseguiu lhe alçar à Presidência da República.

Ora, presidente, até por respeito aos mortos, deixe a memória do ex-presidente em paz. Melhor serviria ao Brasil encarar os problemas criados por V. Excelência e companheiros, respeitando os 53 milhões de eleitores decepcionados com seu ídolo. Ou como diziam os antigos.

Ora, Lula, me faça uma garapa!

Jornalista, advogado e editor do www.ciadanoticia.com.br

Publicado no Jornal Agora em 03-09-2005

 

 

Reforma agrária ou usurpação

Walmir Rosário

Não é preciso queimar as pestanas e chegar a conceitos jurídicos para dar sentido à pretendida reforma agrária executada na “marra” pelos diversos movimentos dos sem-terra, braço armado do Partido dos Trabalhadores (PT) e Partido Comunista do Brasil (PCdoB) na área rural. Enquanto a reforma agrária, nos países civilizados, é feita de forma pacífica, obedecendo a todos os trâmites legais, a do MST, MLT e outras “sopa de letras” é tentada levando medo e intranquilidade aos produtores rurais.

O mais incrível disso é saber serem os perseguidos agricultores brasileiros responsáveis diretos pela grande produção de alimentos, colocando o Brasil no topo da pirâmide da produtividade internacional, levando a balança comercial a superar todos os índices positivos. Dá ainda para garantir ter sido essa produção conseguida com recursos e tecnologia privados, principalmente nas áreas de grãos e pecuária.

Dos fatos ocorridos até agora se pode depreender que a questão, mais do que de natureza econômica tem forte componente político desestabilizador, com propostas do início do século passado, implantadas pelo regime comunista soviético. De lá pra cá, esse arcaico sistema de produção já deu o que tinha que dar, e nem mesmo o muro de Berlim resistiu às mudanças.

No Brasil, a história nos mostra o sucesso da reforma agrária executada naturalmente, a exemplo da região cacaueira, onde as fazendas foram feitas à custa do trabalho, sacrifício e dedicação dos sergipanos (grande maioria). O mesmo pode ser visto no Vale do Jequiriçá ou na região do Baixo Sul, onde predominam pequenas fazendas.

No Sudeste e Sul do Brasil não é diferente e todas as regiões agrícolas ricas foram fruto de colonização. O Norte do Paraná (Londrina, Maringá), parte do Rio Grande do Sul, Tocantins, Pará, Rondônia, entre outras, são exemplos de como produzir, gerar emprego e renda. Na colonização, compra-se a terra, faz-se a infraestrutura, planta-se, colhe-se e vende-se a produção.

Na reforma agrária pretendida pelo MST, a usurpação é o alvo principal, com o terrorismo implantado nas porteiras das fazendas e ameaças de tomar as terras já beneficiadas e estruturadas após anos de trabalho. Terras para a colonização existem, mas nem os técnicos do governo querem comprá-las, pagando preço justo, nem ao MST interessa, pois ficaria de fora o componente político.

Não existe um só assentamento do MST e congêneres que alcancem os índices mínimos de produtividade. Ao contrário, a Mata Atlântica preservada pela cacauicultura está sendo dizimada, os equipamentos adquiridos enferrujados, e as ervas daninhas tomando conta de pastos e outras culturas antes implantadas. O que fazem os técnicos e autoridades do governo para apurar essa situação. Nada.
Enquanto o presidente da República (fomentador do processo de invasões, chamadas gentilmente por ele durante muito tempo de ocupações) hoje discursa com sua eloqüência de assembléia, garantindo ter controle do processo, não permitindo reforma agrária na marra, os sem-terra mostram quem é que verdadeiramente manda no país. Logo após o falatório do presidente Lula no Mato Grosso, o MST invade uma propriedade no mesmo estado.

O chamado “abril vermelho” está mais presente do que nunca, desafiando, inclusive, os “beneméritos protetores” do MST, a exemplo do ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rosseto. Enquanto o ministro diz ter atendido as reivindicações, os sem-terra reclamam da morosidade e dos poucos recursos para o programa de assentamento.

O MST não diz, mas, na realidade, deixa entender que até agora o governo Lula não fez absolutamente nada em termos de assentamento e continua publicando os índices alcançados por FHC, também pequenos, mas efetivos. Será uma questão de inércia ou de incompetência administrativa? A nação brasileira, ao invés de “Fora ACM, Fora FHC”, precisa, na realidade, é de um grito uníssono de “Governa, Lula!”.

Jornalista, advogado e editor do www.ciadanoticia.com.br

Publicado no Jornal Agora em abril de 2004

Inspiração ditatorial

Walmir Rosário

Como se já não bastasse ao Partido dos Trabalhadores (PT) os enormes prejuízos morais causados ao Brasil, agora, o presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, tenta nos impingir o título de idiotas. Talvez nisso até ele tenha razão, afinal foram mais de 53 milhões de eleitores que cometeram a besteira de elegê-lo o maior mandatário do País.

Claro que a população brasileira, ou grande parte dela, ao votar em Lula, não lhe deu um “cheque em branco” ou avalizou a mudança no artigo 1º da Constituição Brasileira, uma cláusula pétrea, é bom que se diga, transformando-o num Estado (anti) Democrático de Direito. Esse mesmo artigo, no seu parágrafo único, diz, imperativamente: “Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”.

O presidente eleito democraticamente nós temos, e é o próprio Lula que vem extrapolando em suas ações, agindo como se o Estado fosse, em detrimento da construção de uma sociedade livre, justa e solidária, como preceitua o artigo 3º da Constituição Federal. Talvez a melhor definição do que Lula está fazendo tenha sido a manchete do Jornal do Brasil de sexta-feira (5), onde estampou: “O Brasil planta para Lula colher”.

É inconcebível que um País do porte do Brasil venha sendo tratado pelos petistas como uma republiqueta qualquer e não como uma verdadeira República, como eles mesmos gostam de se referir para ressaltar os seus feitos. O presidente da República não pode se dar o luxo de sair por aí ameaçando pessoas e partidos, principalmente os que são ou foram contras na eleição passada.

É preciso que a assessoria do presidente, se for competente, explique ao nosso maior mandatário que ele se tornou presidente de todos os brasileiros e não apenas dos eleitores que votaram em sua coligação. Afinal, durante os quatro anos em que durar o seu mandato, caso não sofra o impeachment, terá que se comportar como tal, até mesmo por força do simbolismo e da liturgia exigida pelo cargo.

Como um estadista que pretendia ser, caberia ao presidente, como vencedor da eleição, tratar com deferência os vencidos, numa demonstração de sabedoria e altivez, exemplo deixado ao longo da história. Mas, ao contrário do que sempre pregou, o partido e (ou) o presidente desrespeitam as instituições, oferecendo propina para facilitar os interesses do governo na Câmara Federal, conforme declaração do deputado Roberto Jefferson.

Ao invés de enfrentar as denúncias – que já ultrapassam além mar –, nosso presidente age ao sabor das análises de resultados de pesquisas, onde as estatísticas são manipuladas com fins escusos: o de desviar o foco e enganar, ainda mais, parte da população brasileira. Para cumprir esse ritual, viaja o país inteiro arrotando bravatas em discursos demagógicos, como uma espécie de “Antônio Conselheiro” dos tempos modernos.

Ao invés de prometer, como fazia Antônio Conselheiro, um rio de leite e uma ribanceira de cuscuz, Lula, ao contrário, pede ao povo mais votos, na próxima eleição, para se perpetuar no poder. E pede da forma mais vergonhosa possível, escamoteando a verdade, fazendo de conta que o mar de lama não lhe atinge, quando está mergulhando nele até a cabeça.

O mais grave disso tudo é que esses comícios são feitos com o dinheiro público, agora sem a intermediação do carequinha Marcos Valério. Esses comícios são pagos com o dinheiro do contribuinte, já cansado de pagar o avião e as mordomias, para que o presidente e seus apaniguados possam desfilar de norte a sul do país distribuindo mesuras com o chapéu alheio.

Se não fosse proibido fazer campanha política usando a máquina pública seria, no mínimo, antiético, palavra muito utilizada pelos “companheiros” do PT em épocas passadas. Mas o crime é muito mais do que eleitoral, pois representa o esbanjamento dos tributos pagos com sangue e suor pelos contribuintes.

Um agravante é que a inauguração dessas obras eleitoreiras, mesmo sendo antes do período eleitoral, custa mais dos que as casas entregues à comunidade carente. Como diz o ditado popular: “Com a pólvora dos outros, o tiro é muito mais forte”. Inspiração maior do que essa não poderiam ser de outra fonte que não o presidente venezuelano, Hugo Chavez. Fidel Castro é coisa do passado!

Jornalista, advogado e editor do www.ciadanoticia.com.br

Publicado no Jornal Agora em 05-08-2005

Casamento de cobra com jacaré

Walmir Rosário

O Partido dos Trabalhadores (PT), antes uma agremiação integrada por vestais políticas, finalmente foi desnudado e expulso, sem nenhuma cerimônia, do paraíso político e jogado ao purgatório, se aquecendo com o que sobra do fogo dos infernos. Os mais experientes articulistas políticos não conseguem entender as bruscas mudanças tomadas pelos petistas após a tomada do poder, obedecendo ao caminho das urnas, como requer a democracia.

Os pruridos de antes foram apagados da cartilha petista com a maior desfaçatez, eliminando até mesmo um estágio centrista do tipo neoliberal praticado por Fernando Henrique Cardoso e criticado por eles. Não havia tempo para essas formalidades e a guinada foi de 360 graus, até se chegar aos pés do Partido da Frente Liberal, o nefasto PFL de antes, satanizado antes e depois das eleições pelos “companheiros barbudinhos”.

A bem da verdade, Lula e os petistas não conseguiram nem mesmo se juntar ao PFL (a não ser na eleição de Nova Iguaçu, Rio de Janeiro), mas a um grupo liderado pelo senador Antonio Carlos Magalhães, um tipo de político que depende do poder para viver, como o peixe da água. Os meios utilizados para isso não importam, e sim os fins: promover uma ditadura civil no País, oprimindo a oposição, calando a voz de instituições, prevalecendo o absolutismo.

Aos eleitores resta saber quais os tipos perigosos de vírus ou bactéria que habitam o Planalto Central e contaminam um partido à primeira sentada no Trono Presidencial do Palácio da Alvorada. Em quem o eleitor vai agora acreditar? Nos partidos dos dogmas, da mentira, do esqueçam o que eu disse? É uma dúvida para ser tirada ainda nestas eleições de outubro próximo.

Como acreditar num partido como o PT, que diz explicitamente na sua propaganda eleitoral gratuita que, reeleito Geraldo Simões, a Fundação Marimbeta não vai acabar? Todos sabem que todos os cinco sítios do Menor Trabalhador foram implantados na administração de Ubaldo Dantas, quando era filiado ao PMDB. Durante esses anos nenhum sítio foi incorporado, apesar da miséria ter sido acentuada na periferia de Itabuna. Portanto, mais uma falácia, como também o é as três ambulâncias do Samu, cujas despesas da festa de entrega, com a presença do ministro da Saúde, Humberto Costa, daria para comprar mais outras 10 ambulâncias.

Outra tática utilizada pelo PT, tanto nos governos como nas campanhas eleitorais é sair na frente atacando pessoas e partidos, sem ética ou piedade, e ainda por cima entulha a Justiça Eleitoral com ações deslavadas e descabidas contra os adversários. Com isso, tenta impedir o trabalho da Justiça, para tentar sair incólume das agressões praticas. Não é honesto, não é ético.

Um partido não pode ter donos, mas perseguir posições definidas. Não deve ser hegemônico e cooptador, mas capaz de fazer alianças visando o benefício da população, governar com os coligados. Um das maiores demonstrações de desprendimento e espírito público foi dado pelo PMDB em Itabuna, ao se coligar com o PSB, mantendo Renato Costa na liderança da chapa, viabilizando uma candidatura com possibilidades reais de vitória.

Exemplos como esse são cada vez mais raros na seara política brasileira, onde os compromissos com a cidade, o estado, a nação, são relegados a segundo plano. Aliás, não é de hoje que o PMDB dá uma aula sobre convivência democrática partidária, abrigando na agremiação filiados das mais diversas tendências – esquerda, centro e direita, com suas subdivisões –, sem a prática de canibalismo entre as determinadas facções.

Na Bahia, o PMDB segue seu rumo, fazendo acordos políticos transparentes, defendendo a moralidade, chegando ao ponto de ter a coragem de cortar a própria carne quando atos espúrios contrários à sua filosofia, como os corriqueiros adesismos. Agir com pragmatismo não é vender a “alma ao satanás”, mas atuar de acordo sua capacidade de liderança na promoção do bem-estar social do povo.

Jornalista, advogado e editor do www.ciadanoticia.com.br

Publicado no Jornal Agora em 20-09-2004

 

Lula e o Velho Chico

Walmir Rosário

A insistência em realizar um projeto megalomaníaco como a transposição do rio São Francisco já se transformou numa obsessão para o presidente Lula e seu ministério, especialmente para o ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes. Até mesmo data para o início da obra está marcada: 1º de abril.

O Velho Chico, como é costumeiramente tratado pelos ribeirinhos, há décadas vem agonizando em seu “leito de morte”, sem que o governo se preocupe com sua revitalização, a começar pela sua nascente, na Serra da Canastra, em Minas Gerais. Desde lá, o desmatamento ameaça o fornecimento de água e ainda aumenta o assoreamento do leito, dificultando a navegação.

A cada ano os barcos que navegam o Velho Chico têm diminuído de calado, pois não mais conseguem flutuar sobre os bancos de areia, em profusão na maior parte do rio. Grande parte dos marinheiros que singravam em embarcações o trecho Pirapora, em Minas Gerais, até Juazeiro e Petrolina, na Bahia e Pernambuco, foram obrigados a mudar de atividade, devido à constante queda das condições de navegabilidade.

A obsessão do governo Lula pelo projeto de Transposição das Águas do Rio São Francisco nos remete a um passado não tão distante, quando os governantes da época da ditadura militar, em delírios de grandeza, buscavam, a todo o custo, uma obra gigantesca para marcar sua passagem pelo poder. Em nome do crescimento do Brasil se construiu a Transamazônica, se prometeu a Perimetral Norte, onde o ditador de plantão e assessores, munidos de machados e moto-serras derrubavam árvores para demonstrar o início da construção.

Hoje, ao que nos parece, o marketing do Governo Lula adota estilo idêntico para demonstrar que o “Brasil é um país que vai pra frente, how, how, how”. Os tempos são outros, mas os metidos são os mesmo, ou melhorados, para compensar o desenvolvimento dos meios de comunicação. Antes, os ditadores utilizavam a força, a censura à imprensa e, de forma sub-reptícia, propaganda subliminar, e até mesmo de alto impacto, conforme a definição estratégica de lançamento do produto desejado.

Agora, os métodos são parecidos, quase os mesmos, do tipo “os fins justificam os meios” e como verdadeiros discípulos bem aplicados de Maquiavel promovem negociatas, pre$$ionam meios de comunicação, repetem milhões de vezes a sua versão até que se torne uma verdade. Essa briga dialética tenta, à força, calar o Comitê da Bacia Hidrográfica do São Francisco, o Ministério Público, os técnicos de ONG’s e universidades cujos projetos não sejam os mesmos do governo.

A “comissão de convencimento” do governo mais se assemelha a uma tropa de choque, que abomina os princípios democráticos caso a “sua verdade” esteja sendo posta em xeque. Um só projeto de revitalização do Rio São Francisco foi apresentado, pois somente interessa a faraônica obra de transposição do rio. De um lado, a tropa de choque, de forma ardilosa, fomenta o conflito entre os estados banhados pelas águas São Francisco e as que esperam ser beneficiadas pela transposição.

E nessa guerrilha dialética, o argumento “os ricos querem matar de sede os nordestinos” foi resgatado da pregação de religiosos fanáticos dos séculos XIX e XX, tão em voga na caatinga, estabelecendo a dissensão entre os brasileiros. O mais interessante é que tudo isso é pago pelos contribuintes, interessados ou não nesta importante questão.

Por outro lado, o presidente Lula se apresenta como um fanático religioso iluminado com poderes terrenos e divinos que, parafraseando o beato Antonio Conselheiro, promete aos sofridos irmãos nordestinos “um rio de leite e uma ribanceira de cuscuz”, como se a transposição das águas do São Francisco fosse extirpar, de vez, todos os males que assolam o Nordeste brasileiro.

Ao completar dois anos de governo, o presidente Lula contempla o povo brasileiro com mais uma de suas brincadeiras pagas pelo povo brasileiro, com projetos do reino do faz-de-conta, a exemplo do Fome Zero, cujos recursos nunca conseguem chegar ao destino. Até agora, a única brincadeira do presidente que deu certo, foi a compra seu brinquedo preferido: um aviãozinho da Airbus.

 Jornalista, advogado e editor do www.ciadanoticia.com.br

Publicado no Jornal Agora em 15-01-2005

De quem eles têm medo?

Walmir Rosário

O Brasil assiste estarrecido – e calado – a mais uma grande arbitrariedade cometida pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, contra o patrimônio público e histórico nacional: o Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República. Mandando cercar o Alvorada, presidente Lula incorreu em dois crimes; o primeiro foi modificar, sem autorização, um projeto do arquiteto Oscar Niemayer; o segundo, atentar contra um patrimônio arquitetônico do povo brasileiro.

Ainda resta o descaso com o povo brasileiro (incluídos aí os turistas) que procura visitar uma das consideradas maravilhas da arquitetura moderna construída no planalto central do país. Nem mesmo no tempo da ditadura militar implantada em 64, quando o uso da força era uma realidade, motivada pelo medo da reação popular, nossos monumentos foram tão enxovalhados. Àquela época, as pessoas podiam visitar os palácios e todo o acervo da República e as autoridades não tinham o menor receio deles, por questões óbvias.

Entretanto, ao chegar ao poder um homem do povo, as atitudes são extremamente inversas das praticadas pelas que têm na segurança uma obcecação profissional. O Lula acostumado ao cheiro de povo, à companheirada da fábrica, aos amigos do bar da esquina, das peladas de fins de semana tornou-se paranóico e tenta isolar-se, no Palácio da Alvorada, longe de todos. O próprio presidente Lula deve lembrar da cerimônia de sua posse, quando passeou pelo eixo monumental no meio da multidão.

Nada aconteceu, presidente. O povo brasileiro possui boa índole e só pretende viver feliz, apesar de não possuir condições materiais para tanto. Mesmo assim, consegue fazer festa para o governante que lhe tira o emprego, que tira parte do seu salário em cobranças de taxas e previdência dos aposentados, que o senhor era contra. O povo brasileiro, presidente, é capaz de perdoar os males cometidos pelos governantes como o senhor, que vendeu ilusão, prometendo (como diria um nordestino como o senhor) um rio de leite e uma ribanceira de cuscuz.

Meu receio é que essa paranóia que lhe acomete possa ser uma verdade. Quem sabe, após uma série de reflexões, o senhor não tenha chegado à conclusão de que o povo pode se revoltar com suas falsas promessas e não implantar uma réplica da Revolução Francesa e guilhotiná-lo. Nada disso, o brasileiro, além de ordeiro, é dado à democracia, mesmo que em algumas ocasiões não possa exercê-la na sua plenitude.

Estou desconfiando, presidente, que essa sua paranóia e os milhares de erros cometidos deva ser culpa de assessores despreparados para o cargo, gente que não tem a mínima noção do que seja uma nação. Meu receio é que essa sua clausura tenha sido recomendação do prefeito de Itabuna, Geraldo Simões, que tem andado tanto aí por Brasília. Deve ser o Geraldo que anda incutindo essas idéias na sua cabeça, pois como ele também prometeu mundos e fundos e não fez nada só anda em carro blindado, com vidros fechados e cercado de segurança. Mas não ligue, não, presidente, basta V.Exa. fazer o que prometeu que o povo esquece tudo. É sempre assim.

 Jornalista, advogado e editor do www.ciadanoticia.com.br

Publicado no Jornal Agora em 04-09-2004

Taxa do cheque especial aumenta em agosto
 
A taxa média do cheque especial nos bancos em agosto foi de 13,52% ao mês (a.m.), alta de 0,06 ponto percentual em relação ao mês anterior, segundo pesquisa do Procon de São Paulo. A maior alta foi encontrada no Banco do Brasil
 
LEIA MAIS
 
Artista canavieirense se inspira nas belezas naturais de sua terra
Aos 35 anos, quatro dos quais dedicados à arte, Thiago tem despertado a atenção de turistas e nativos pela simplicidade de seus trabalho, com traços e entalhes precisos, retratando animais do bioma Mata Atlântica.
 
LEIA MAIS
Alto Beco do Fuxico festeja seus 30 anos
 
Saudosismo, amizade, cachaça da boa, cerveja bem gelada, mocofato preparado por Danilo, música de todos os gêneros e para atender todos os gostos. Esse foi o combustível que moveu membros da Confraria do Alto Beco do Fuxico, os acadêmicos da Academia de Letras, Artes, Música, Birita, Inutilidades, Quimeras, Utopia e Etc. (Alambique), além de outros frequentadores do Alto Beco do Fuxico.
 
LEIA MAIS