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Reforma eleitoral

José AdervanAdervan

Durante o período de exceção militar, quando o país viveu uma de suas fases mais angustiantes em termos políticos (1964/1985), foram extintas todas as siglas partidárias e apenas dois segmentos passaram a ser representados na vida pública: a ARENA e o MDB. Ou seja, um representava os militares e todos os resquícios de uma ditadura e o outro, a oposição, com todas as suas mordaças e limitações, designadas pelo militarismo, com direito a repressão e coisas do gênero. Por simples lembrança, caiu a ditadura, venceu o MDB da resistência ao totalitarismo.

Vez por outra nossos políticos costumam ressuscitar – de maneira um pouco mais branda – aquele período de exceção, pois nunca aceitaram o debate das ideias como salutar para o exercício da democracia e preferem impor suas vontades, tendo em vista a perspectiva eleitoral, onde quem possa ter o voto, mesmo comprado ou tendo uma ficha policial um tanto escamoteada, tem a preferência e não importam os valores éticos e morais de quem não possui o dom de encantar os eleitores com promessas que jamais serão cumpridas, mas que representa o sonho da sociedade ainda não corrompida.

Daí, a figura das Comissões Provisórias – onde se tira e bota dirigentes ao talante do “líder”, aquele que tem o domínio estadual de qualquer partido – em detrimento de eleições democráticas, que forma o Diretório, a Executiva e seus diversos poderes, onde se constitui o verdadeiro espírito partidário, que é a identidade do cidadão com o partido escolhido e que, a cada dois anos, passa por uma reformulação que incentiva a participação dos filiados e amplia o conceito da agremiação e da própria democracia. Não é à toa o desprestígio da classe política junto ao eleitor.

A Comissão Provisória, como o próprio nome indica, deveria ser uma resolução atípica, quando não houvesse candidatos dispostos a gerir o partido, ou pela insubordinação ou por apoios a candidatos fora da agremiação, ou então, quando se formasse um grupo de pessoas dispostas a seguir a orientação filosófica e doutrinária da sigla que não estivesse formada na cidade. Exemplo típico: o novo partido criado pelo ex-prefeito de S. Paulo, Gilberto Kassab, ou o da ex-senadora Marina Silva, ainda à deriva no plano nacional.

O PSDB de Itabuna há tempos está regularizado, com suas diretrizes estabelecidas e, de certa forma, obedecidas. Nos últimos quatro anos coube-me a honra de presidir o partido. Desde 1992 não apresentávamos candidato a prefeito, quando Ubaldo Dantas foi derrotado por Geraldo Simões. Em 1996, apresentamos um candidato a vice, numa chapa com o PCdoB. Em 2000, foi formada uma chapa vitoriosa com Geraldo/Ubaldo. Em 2004, ficamos de fora. E em 2008 apresentei o meu nome, mesmo enfrentando dificuldades de toda ordem, e elegemos um vereador, coisa que não acontecia desde 1996.

Portanto, o ninho tucano de Itabuna, com todas as limitações, estava vivo e levamos o nome do candidato Augusto Castro, eleito, mas inexperiente e neófito político. Logo esgarçou o seu capital ao buscar uma briga de poder partidário sem necessidade, pois o apoio que lhe foi dado não tinha restrições. Mas, para mostrar força, passou a anunciar que tomaria o partido, pelos blogs a seu “dispor”, apesar de ter estimulado a minha reeleição. Não conseguiu tomar o PSDB e passou a hostilizar as decisões do Diretório quanto à candidatura própria para a Prefeitura de Itabuna, criando um cisma desnecessário e pouco inteligente, pela fragilização tucana, no novo cenário político da cidade. Interessava, muito mais, os bons negócios com o governo do militar de plantão, para onde tinha indicado o então secretário da Saúde, Geraldo Magela, com ótimos dividendos.

Agora, já mais experiente, foi buscar o apoio do deputado Jutahy Magalhães para evitar a eleição do novo Diretório Municipal, com a provável constituição de uma Comissão Provisória, sem passar pelo crivo do eleitor filiado ao PSDB. E já pensa em colocar a “coroa” na cabeça, apesar da recomendação de discutir a situação com o “PSDB histórico de Itabuna, com grande experiência de luta em favor do partido”, observação do deputado Antônio Imbassahy.

E Augusto Castro, que se arvorava em campeão de votos em Itabuna, ficou com medo de uma nova derrota dentro do PSDB, pois sabia que dentro do partido ele não conta com a maioria dos filiados e ganha uma sigla fracionada, dividida, mas perde, além de tudo, o respeito de quem fica, podendo ser derrotado na primeira tentativa de formar um Diretório Municipal pelo voto direto e soberano. Esse é o problema dos títeres. Mas como o sonho de Poder é mais alto, certamente, terá de pedir a Jutahy Magalhães, velho conhecido da ARENA, que faça tantas quantas necessárias intervenções para formar novas Comissões Provisórias, só para manter o pequeno e incompetente “ditadorzinho” no comando do PSDB de Itabuna.

Por sugestão, recomendaríamos ao deputado federal Jutahy Magalhães, pelo grande prestígio que desfruta em âmbito nacional, a retirada da palavra democracia da sigla tucana, pois não soa bem termos no PSDB – Partido da Social Democracia Brasileira – algo que não se coaduna com a vocação ditatorial do deputado, uma questão de DNA, que vem como herança do velho general Juracy Montenegro de Magalhães, em quem teria votado quando disputou uma eleição de forma democrática, mas que governou a Bahia durante a república tenentista de Getúlio Vargas, período em que se acostumou a não questionar ordens recebidas dos superiores, assim como não gostava de ser questionado nas ordens dadas aos seus subalternos. E, no PSDB, a palavra de Jutahy Magalhães é uma ordem. E como nunca gostei de receber ordens, mas discutir sugestões, só vejo o caminho da retirada, pois sob o comando de Augusto Castro no PSDB de Itabuna seria regredir em minha caminhada. Retroceder, jamais…

Jornalista e político

PSDB de Itabuna desafia estadual e diz que quer Ronald Kalid

Ronald Kalid é o nome dos tucanos à prefeitura

Mesmo ameaçado de dissolução, o diretório do Partido Social Democrata Brasileiro (PSDB) em Itabuna rechaçou a resolução editada pelo diretório estadual obrigando uma coligação com o DEM de Capitão Azevedo.

Numa reunião do diretório realizada na noite desta quinta-feira (17), os tucanos itabunense por 17 a um decidiram que o arquiteto Ronald Kalid deverá ser indicado pré-candidato a prefeito de Itabuna.

Caso haja uma intervenção, como promete na resolução, a esmagadora maioria tucana deixará o partido. Na reunião desta quinta-feira ficou evidenciada a cisão interna entre o deputado estadual Augusto Castro e os membros do partido.

Segundo eles, o deputado apenas usou o partido para sua eleição e pretende agir ditando ordens, o que eles não admitem. Pelo andar da carruagem, a direção estadual deverá promover a intervenção, no sentido de manter os acordos de Augusto Castro com Capitão Azevedo.

Mas os tucanos itabunense prometem fazer uma revoada sem precedentes e promover uma grande mobilização para demonstrar a ditadura partidária. Isto quer dizer que sairão atirando. E devem ter bastante munição para colocar uma proposta como essa. Ainda resta uma conversa de José Adervan com o diretório estadual para que sejam decididos os rumos do partido em Itabuna.

“Tucanos” itabunenses prometem revoada

Augusto Castro quer impor coligação ao tucanos e Adervan defende candidatura própria

Caso a direção estadual obrigue o diretório do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) a compor com o DEM do Capitão Azevedo na eleição de outubro próximo, os tucanos itabunense prometem uma revoada sem precedentes.

E essa opção parece ser a opção mais próxima, haja vista que a maioria esmagadora do diretório e executiva “tucana” defende candidatura própria à Prefeitura de Itabuna. Até mesmo o pré-candidato já está escolhido: o arquiteto Ronald Kalid.

Entretanto, o presidente estadual do PSDB, Sérgio Passos, encaminhou uma resolução, na qual não deixa qualquer opção: os “tucanos” devem fecham coligação com o DEM ou a Comissão Provisória (ou diretório) sofrerá intervenção.

A proposta de coligação com o DEM de Capitão Azevedo somente é defendida pelo deputado estadual Augusto Castro, que mantêm diversos negócios e acordos com o prefeito de Itabuna. Nesses acordos existem a nomeação de apaniguados para diversos cargos e até contrato jurídico.

Para bagunçar a decisão dos “tucanos”, Augusto Castro chegou a propor que o presidente do diretório, José Adervan, aceitasse ser o candidato a vice na chapa encabeçada por Azevedo. A proposta foi considerada pelos “tucanos” como indecorosa, politicamente.

Para os fundadores do partido, a ideia de Augusto Castro é apenas defender os seus negócios e eles não se submeterão aos seus caprichos. De pronto, Adervan rechaçou a sugestão, considerando ser apenas um “balão-de-ensaio” desprovido de qualquer elemento democrático. “Toda e qualquer decisão do PSDB tem de ser construída de forma conjunta e não de forma autoritária e antidemocrática como quer o deputado”, avaliou José Adervan.

PC do B se afasta do PT e fica mais perto do PSDB de Conquista

Nome de Claudionor cresce junto a eleitores e partidos

O rompimento anunciado entre o PCdoB e o PT, aliados históricos em Vitória da Conquista, terceiro maior reduto eleitoral da Bahia, pode mudar os rumos da campanha eleitoral no município. Isso porque o PCdoB tende a se aliar ao PSDB, dando força à campanha do professor Claudionor Dutra, que desponta como candidato de oposição nas eleições de outubro.

O nome do deputado estadual Jean Fabrício Falcão, uma das lideranças do PC do B na cidade, é cotado para ocupar a vaga de vice na chapa encabeçada por Claudionor. Em declaração ao um site de notícias local, Claudionor Dutra foi bastante enfático sobre a possibilidade de ter Fabrício como seu vice. “O deputado Jean Fabrício é um político de diálogo e engrandeceria enormemente a nossa chapa”, disse.

Após cerca de 20 anos de aliança, o PC do B optou por não mais continuar na base do governo petista, em Conquista. A relação entre os dois partidos na cidade vinha se desgastando desde as eleições de 2010 e se acentuou nos últimos meses. O partido já colocou à disposição, inclusive, os cargos de confiança que mantém na prefeitura.

A notícia foi destaque no site Política Livre.

Pré-campanha de Claudionor Dutra agrada eleitor

Claudionor Dutra (Ticolô)

O crescimento da pré-candidatura de Claudionor Dutra (PSDB) vem se acentuando no meio político. Tanto que ele foi considerado pelo secretário de Governo, Edwaldo Alves (PT), como homem jovem e mais competente para disputar as eleições 2012 pela oposição. As declarações foram dadas em entrevista ao blog da Cidade.

Um dos articuladores políticos da sucessão municipal por parte do Partido dos Trabalhadores, o secretário de Governo, Edwaldo Alves, fez vários comentários sobre o encontro da oposição e criticou a falta de modernidade entre os membros do grupo. “Essa reunião que eles fizeram ontem é uma reunião do passado e não uma reunião do futuro, porque moro em Vitória da Conquista há 15 anos e vi figuras que eu não conheci na política, e olhe que converso com todos os setores sociais, com partidos políticos, com vereadores, com deputados”, disse.

Leia o que o secretário disse sobre o pré-candidato Claudionor Dutra: “Acho que o fato político daquela reunião foi a ausência do Claudionor Dutra, que não está querendo coligação com esse atraso. Porque, se a gente analisar bem, daquele grupo que está lá, o Ticolô representaria o mínimo de modernidade, porque ele é um empresário, participa de movimentos empresariais, é uma pessoa com quem podemos ter uma conversa de alto nível. O resto é uma Conquista que não existe mais”, apontou.

Os elogios do secretário mostram que nome do pré-candidato Claudionor Dutra tem grande conceito e respaldo no meio político, seja na oposição ou na situação. O nome do presidente da Coopmac até momento é considerado por muitos políticos como o mais adequado da oposição para disputar governo municipal em 2012.

PSDB ANUNCIA PRÉ-CANDIDATURA DE CLAUDIONOR DUTRA

Claudionor Dutra coloca nome à sucessão

O PSDB anunciou a pré-candidatura do Professor Claudionor Dutra à Prefeitura de Vitória da Conquista nas eleições de 2012. Em nota o partido apresentou o nome do professor e destacou o momento que passa o município e a importância das eleiçoes. O partido acredita que “os problemas que o município enfrenta precisam ser resolvidos com urgência e que a administração atual não consegue enxergá-los, por isso é preciso uma nova visão administrativa para Vitória da Conquista. A cidade passa por um ciclo de desenvolvimento e precisa ser preparada para o futuro, porém a Prefeitura não consegue ser eficiente e acompanhar esse crescimento. Por causa disso a mudança serve não somente para a busca de melhorias na administração pública municipal, mas também para a democracia, onde é fundamental a alternância de poder”, informa a nota.

Engenheiro agrônomo, Claudionor Dutra Neto, ou Ticolô, como é popularmente conhecido, tem 50 anos e é professor titular do curso de Agronomia da Uesb (Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia), Mestre em Desenvolvimento Sustentável em Políticas Públicas e Gestão Ambiental pela UNB (Universidade Nacional de Brasília) e Doutor em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Regional pela Universidade de Barcelona. Há oito anos é presidente da Coopmac (Cooperativa Mista Agropecuária Conquistense) onde promoveu um processo de reestruturação e fortalecimento. Em 2011 a Coopmac recebeu o prêmio de exposição mais organizada do Brasil com a ExpoConquista. Em 2010, Claudionor coordenou a campanha presidencial de José Serra em Vitória da Conquista, o candidato venceu com cerca de 82 mil votos contra cerca de 65 mil votos de Dilma Rousseff.

Aluga-se um partido – paga-se bem

José Adervan - teimoso ou obstinado?

A cada dia que passa a política itabunense cria contornos dignos da desmoralização. E quem vivencia isso de perto é o outrora “glorioso” Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), responsável pelo soerguimento da economia e da política brasileira.

Os “tucanos” ficaram 10 no poder maior da República, com assento na Presidência (dois anos com Itamar Franco e oito com Fernando Henrique Cardoso), mas, pelo que se observa, continuam neófitos na política. Pelo menos no que concerne aos “tucanos” baianos.

Em Itabuna, os “tucanos”, ou quem se aboletou na legenda, despreza o poder e tenta alugar o partido ao prefeito Capitão Azevedo, do DEM. Se antes o prefeito alugou apenas um “puxadinho”, agora quer ocupar todo o “patrimônio” político do PSDB.

Desde a posse de Azevedo que o deputado estadual Augusto Castro “vende” seus préstimos ao prefeito. Não contente, quer entregar o partido inteiro, à custa de empregos para apaniguados (não precisa trabalhar), além de negócios outros, bastante lucrativos, por sinal.

Na esteira, eis que aparece outro “tucano”, esse reprovado nas urnas, João Almeida, ávido para fazer mais um “negocinho” com o prefeito Capitão Azevedo. Mas essas transações não envolvem coisas particulares e sim coisas e instituições públicas, todas conseguidas através do suado trabalho dos pobres contribuintes.

Mas a insistência do deputado estadual e do ex-deputado federal esbarra na teimosia de presidente do Diretório Municipal do PSDB, o jornalista José Adervan, que defende candidatura própria. O negócio de Adervan é promover o crescimento do partido, fazendo com que volte ao centro do poder.

Já o negócio dos deputados, atuais ou ex, é promover o crescimento individual (deles, claro), usando as benesses da máquina pública para tentar voltar a Brasília, do caso do ex, ou de permanecer na “crista da onda”, caso do estadual, não importando que preço pagar.

Quanto ao partido: simples, afundando um, muda para outro, de preferência que tenha condições de ser manobrado como o anterior.

Quem tem medo de Ronald Kalid?

Walmir Rosário

Cara feia, não dá risada no meio da rua, não cumprimenta as pessoas. Esses são três das características consideradas negativas para um candidato a qualquer dos cargos políticos existentes. Em Itabuna, um dos pretendentes ao cargo de prefeito pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Ronald Kalid, é distinguido por possuir justamente esses três atributos, ou mais.

Daí, se torna voz corrente em alguns grupos políticos e até de profissionais da imprensa, a impossibilidade de Ronald Kalid se eleger prefeito de Itabuna. Os motivos citados são os mesmos de sempre: não dá tapinha nas costas, beijinhos nos eleitores e tampouco promete rios de leite e ribanceira de cuscuz assim que consiga se eleger.

É assim que a banda toca. O mais absurdo é que as avaliações partam justamente de pessoas que tem o dever de conscientizar a população e não construir mitos para depois derrubá-los, num ato explícito de iconoclastia. Ascendeu a um cargo de destaque, vamos cortar seus pés, conforme a prática costumeira de tempos bem remotos. Criamos os mitos, mas não idolatramos.

E incrível que nos tempos atuais a modernidade ignore princípios filosóficos como os criados pelo Iluminismo, que procurou mobilizar o poder da razão a fim de reformar a sociedade, indo contra a intolerância e os abusos cometidos pela Igreja e do Estado. Entretanto, mais de 300 anos depois, estamos vendo esses absurdos de volta e em voga.

Até bem pouco tempo, a cooptação de políticos era uma prática largamente utilizada pelos políticos de situação, com a finalidade de convencer membros da oposição da importância dos projetos de governo. Com isso, aumentava o poder junto ao legislativo, tudo em nome da governabilidade. Artimanhas à parte, esse processo era feito com bastante discrição, para não despertar a ira dos políticos de partidos adversários.

Mas hoje os tempos são outros e, sequer terminada a apuração dos votos, os parlamentares “caem em campo” para se oferecer ao prefeito, governador ou presidente da República. Ao contrário de antes, o modus operandi mudou e o parlamentar que antes era o agente passivo, agora é ele o agente ativo, que age sem a menor cerimônia, sob a desculpa de que com a queda do muro de Berlim tudo em política é permitido, inclusive a esculhambação.

É claro que os políticos nunca foram santos ou anjinhos, mas prevalecia a fidelidade partidária e, pasmem, a ideologia. Esquerda e direita, quando eram sinônimos de vanguardismo e conservadorismo, respectivamente, tinham programas debatidos entre os diretórios e militantes e eram apresentados como se fosse uma constituição partidária a ser seguida. Os políticos que não queriam se submeter às regras desses partidos se filiavam em partidos considerados de centro e circulavam com desenvoltura em palanques divergentes, sem nenhum constrangimento.

Atualmente, três partidos se odeiam e tentam eliminar uns aos outros: Democratas (DEM), Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e Partido dos Trabalhadores (PT). DEM e PSDB possuem programas parecidos e se unem contra o PT, sendo que a recíproca é mais que verdadeira. Embora as diferenças possam parecer abissais, tem sido muito frequente a presença de “tucanos” se bandeando para as hostes petistas.

Na Bahia não é diferente e muitos desses parlamentares se ofereceram no primeiro momento ao Governo do Estado. Alguns aceitos, outros não. Este último grupo, talvez por não ter sido considerado confiável do ponto de vista da traição, se é que essa premissa é possível. Outro grupo também se sobressai pela capacidade de oferecer seus serviços – especializados, diga-se de passagem – a quem realizar o melhor pagamento.

Vende o partido sem consultar a executiva ou diretório, sob a desculpa de que a eleição e o mandato o conferiu prerrogativas suficientes para agir como déspota, em tempos em que perdura a democracia – mesmo a burguesa. Esquerda e direita é apenas uma simples orientação espacial representando lados opostos, até mesmo por falta de conhecimento de que houve a Revolução Francesa, com girondinos a jacobinos. Pouco importa.

O risco maior é perder o controle do partido, utilizado nas barganhas políticas nem sempre confessáveis. O partido é apenas um instrumento de negócio, composto por pessoas da estrita confiança e que não costumam fazer perguntas. Estão ali para servir ao chefe que lhe provêm através de cargos públicos de gabinete ou em sinecuras na máquina executiva. Caso haja divergência não haverá lugar para a convivência democrática das partes e uma das duas terá que procurar novo abrigo.

Mas voltando ao PSDB de Itabuna, a direção do partido, após ouvir a direção estadual, garante candidatura própria, dada a condição de grande partido e possuir um grande cabedal de eleitores. Entretanto, sem ouvir a maioria, filiado com mandato faz estardalhaço de que o partido será “negociado” ao DEM do Capitão Azevedo, não se sabe a que tipo de acordo ou quais os contratos que serão firmados.

O fato é que, apesar de ser considerado um profissional competente, um urbanista experimentado, um secretário de Viação e Obras que teve competência para mudar “a cara” de Itabuna, Ronald Kalid não é analisado por essas qualidades. Muda-se o conteúdo do debate, privilegiando-se a característica populista (negativa), desprezando-se a essência, o caráter e o preparo do candidato para ocupar um cargo público. Quanta pobreza de pensamento!

Daí que me pergunto: Por que e do que essas pessoas têm medo? De Ronald Kalid mudar o relacionamento político entre os partidos? Extinguir o relacionamento promíscuo entre os poderes executivo e legislativo? Dar dignidade ao relacionamento com os fornecedores, contrato com pessoas físicas e empresas? Não firmar contratos para prestação de serviços “amarrados” ao apoio político?

É essa a gerência da coisa pública que geralmente se quer, mas que não se costuma praticar. Enfim, resta apenas uma pergunta: Você quer votar num candidato a prefeito de Itabuna com esse perfil ou em alguém que consiga manobrar (como sempre) e ainda saia por aí distribuindo beijos e abraços? Minha preferência continua sendo pelo primeiro. E a sua?

Ainda é cedo de mais para lançarmos candidato (ou pré-candidato, para não incorrer em crime eleitoral), mas essas mal traçadas linhas têm apenas a finalidade de alertar eleitores e profissionais da mídia sobre o “lugar comum” das análises, feitas corriqueiramente de forma errônea.

Advogado, jornalista e editor do site www.ciadanoticia.com.br

PSDB DE ITABUNA EM PÉ DE GUERRA

Há algum tempo que vem prosperando a discórdia entre os tucanos itabunenses. De um lado, o presidente do Diretório Municipal do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), José Adervan; de outro, o recém-eleito deputado estadual Augusto Castro. As diferenças entre eles são gritantes. Enquanto Adervan quer o partido crescendo, participando dos destinos políticos de Itabuna, Augusto Castro pretende mantê-lo atrelado ao prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo, filiado ao Democratas.

E Augusto Castro não discute o futuro do PSDB dentro do partido, mas através dos blogs. E tem razão o deputado. No partido, ao apresentar a proposta que vem defendendo, sofreria uma derrota acachapante. Por isso, age de forma velada, plantando notas na imprensa, somente aparecendo quando os veículos de comunicação não têm como esconder a fonte. Os companheiros tucanos, que lutaram para eleger Augusto Castro deputado, agora perderam o valor. Mas esse é o preço pago por quem milita na política. Não deveria ser, mas é.

Nessa guerra, a troca de farpas entre o presidente José Adervan e o deputado Augusto Castro toma grande proporções e promete um final nem tão feliz como se esperava. Em resposta às declarações do deputado, o jornalista e presidente Adervan publica na edição desta quarta-feira (14) do Jornal Agora, artigo em que responde às pretensões do deputado, refutando a condição de “vaca de presépio” que o deputado pretende impingir aos tucanos itabunense. A seguir, o artigo de Adervan, já publicado no blog http://agoranarede.net/.

“PSDB de Itabuna não é subsidiária dos interesses pessoais de Augusto Castro”

Adervan não aceita interferência antidemocrática de Augusto Castro

O presidente do PSDB de Itabuna, jornalista José Adervan de Oliveira, reagiu às declarações do deputado Augusto Castro, que insiste em dizer que Itabuna não terá candidatura própria do PSDB. Adervan declara textualmente que o deputado estadual Augusto Castro terá de conseguir apoio para dissolver a atual Executiva tucana para conseguir e, assim, ditar as regras eleitorais para o partido seguir feito “vaca de presépio”.

“Somente assim, depois de assumir o controle total e absoluto do PSDB, poderá nominar seus pré-candidatos a prefeito sem consultar os membros do Diretório”. Adervan diz que, caso Augusto Castro tenha essa força e poder, poderá por em prática seus propósitos. “Do contrário, terá de ouvir democraticamente as decisões emanadas da Diretoria Executiva do PSDB de Itabuna, hoje propensa a trabalhar pela candidatura própria do filiado Ronald Kalid que, inclusive, já foi presidente do PSDB, e seguindo determinação majoritária do Diretório Nacional”, reafirma Adervan.

Deputado não é ditador

José Adervan observa que o deputado Augusto Castro ainda não conseguiu entender como se desenvolve o processo democrático livremente aceito no País. As decisões são sempre colegiadas, ouvindo os membros do partido e nunca poderão ser ditadas no calor dos seus interesses pessoais, visando defender uma negociação que possa lhe render bons dividendos. A eleição para a Assembleia Legislativa define que o eleito passe a se defender os grandes interesses e causas populares.

Ronald Kalid é pré-candidato do PSDB em Itabuna

A eleição do Diretório e, por conseguinte, da Executiva, garante à nova diretoria defender os interesses partidários e, no momento em que se inicia o processo democrático para a escolha de candidatos a prefeito e vereadores, é natural que o PSDB se defina por uma candidatura própria, sobretudo, por ter um filiado disposto a colocar seu nome na arena política, na busca do melhor para a cidade e, nesse caso, o nome de Ronald Kalid começa a cair no gosto da população que analisa o candidato como o resgate político-administrativo que Itabuna tanto anseia.

Embate democrático

Ninguém de bom senso pode recusar aos filiados uma candidatura que represente o PSDB, a menos que interesses maiores, pessoais, possam interferir no processo. E nada mais democrático que Augusto Castro defender o nome do Capitão Azevedo, numa coligação com o DEM, da mesma forma que o Diretório tucano escolher como representante a pessoa de Ronald Kalid que, durante alguns anos foi presidente do partido. O que não pode haver é uma ordem ditatorial do deputado Augusto Castro, sem ouvir o Diretório, e apenas para defender seus próprios interesses, afirma José Adervan, presidente do PSDB de Itabuna.

Sérgio Passos

Sérgio Passos quer candidatura do PSDB

O presidente estadual do PSDB, Sérgio Passos, foi ouvido por José Adervan: “A prioridade, sejam em pequenos, médios e grandes municípios, é lançar candidaturas próprias. O partido se faz mais forte e contribui para o desenvolvimento  das administrações municipais, por conseguinte, de todo o estado”.

Corrida ao Paranaguá – uma prova de fôlego

Walmir Rosário

O Partido dos Trabalhadores (PT) em Ilhéus até que tenta, mas não consegue fazer decolar uma candidatura majoritária ao Palácio Paranaguá. O que temos visto é que o partido ensaia, patina, porém não sai do lugar. Nem mesmo após o seu principal parceiro, o Partido Socialista Brasileiro (PSB), colocar “a bola na marca do pênalti e mandar o PT chutar em gol”. Não se o porquê, mas não tem dado certo.

O certo é que, atônitos, os petistas não têm conseguido esboçar uma reação à altura. Talvez porque as facilidades têm sido tamanhas e eles ainda não conseguiram lidar com a nova situação. Ser governo não é nada fácil, notadamente quando o principal executivo é de outro partido, o que causa a falsa impressão de continuar na oposição, apesar do contracheque no final de cada mês.

E o que digo não é nenhum demérito de ordem ética ou política. Simplesmente provoca uma crise de identidade do tipo “ser ou não ser”. “Eis a questão”. O motivo: A tendência majoritária em Ilhéus “Construindo um Novo Brasil” (CNB), liderada pelo deputado federal Josias Gomes, alimentou a ideia de fazer o deputado candidato a prefeito. Josias nega ter feito alguma promessa desse tipo; os militantes pensam e afirmam o contrário.

Na última segunda-feira (5), o deputado Josias Gomes veio a Ilhéus, distribuiu afagos aos militantes, sejam da sua CNB ou de outras tendências, embora não tenha dito nenhuma novidade. À imprensa disse que poderia ser candidato, mesmo tendo incentivado uma alternativa local, mas não descartava “ter que partir para o sacrifício” caso os “companheiros” não viabilizassem um nome à altura. Aos “companheiros” explicou o seu projeto de continuar na Câmara Federal, incentivou a incursão de outros nomes.

Entre os nomes citados por Josias para concorrer ao Palácio Paranaguá o de Alisson Mendonça foi o mais incentivado, inclusive jurou apoiá-lo nesta difícil empreitada. Nada mais que “um balão de ensaio”, acredita grande parte dos políticos ilheenses, conhecedores que são das diferenças internas do PT, embora não se conheça um nome para concorrer nesse páreo, haja vista a falta de mobilização interna e o estofo para tanto de alguns.

Dentre os petistas de destaque na política ilheense Alisson Mendonça é visto como o mais preparado, por acumular a experiência de dois mandatos como vereador e a presidência do legislativo. Acrescenta-se, ainda, o desempenho no cargo de secretário municipal da Indústria, Comércio e Planejamento, uma Pasta imponente e importante, exercida em sua plenitude, com a coragem e a atitude de quem sabe comandar.

Mas isso ainda é muito pouco para quem deseja chegar ao cargo executivo majoritário de Ilhéus. Não basta saber gerenciar, é preciso demonstrar liderança dentro e fora do partido. E isso talvez seja o “calcanhar de Aquiles” de Alisson Mendonça. Se no âmbito interno partidário conseguiu o apoio dos “companheiros” de outras tendências, inclusive do deputado estadual Rosemberg Pinto, que anda às turras com o deputado federal Geraldo Simões (padrinho político de Alisson), no âmbito externo a conversa é outra.

Dos partidos que compõem a base do governo federal e estadual até o presente momento não chegou uma só frase de solidariedade ou empolgação pela candidatura do vereador-secretário. Desconheço o resultado “das andanças” de Alisson para “vender seu peixe” junto aos atuais coligados, mas caso esses encontros tivessem prosperado as notícias, por certo, teriam sido conhecidas, tanto para afirmar a possibilidade de um futuro compromisso, ou pelo simples “vazamento” de algum dos interessados.

Dos partidos políticos com pré-candidaturas postas, o Partido Progressista (PP) não descarta conversar com o PT, pelo contrário, fala até em dispor a vaga de vice. Será que é Alisson se contenta com isso? Aceitaria essa possibilidade? Encontraria abrigo na chapa do Partido Republicano Brasileiro (PRB) junto ao ex-companheiro Rui Carvalho? Convenceria o PSDB ou PSD (a definir) de Mário Alexandre a juntar os nomes numa mesma chapa? Caso cheguem a um bom termo, quem seria o protagonista e quem aceitaria atuar como coadjuvante?

Só o andamento das conversas mostrará quem terá “fôlego e jogo de cintura” para convencer os futuros coligados. De um lado, o PSB, parceiro de governo, conseguiu arregimentar 10, 11 partidos num encontro para debater a sucessão ilheense, não em torno de uma queda-de-braço, na qual o vencedor é considerado mais forte, mas em torno de ideias com a finalidade de elaborar um projeto comum para Ilhéus.

E nesse tabuleiro político, além das peças mais bem colocadas, a exemplo de Jabes Ribeiro, Rui Carvalho, Cacá Colchões, surge o vice-prefeito Mário Alexandre, que ganha musculatura e densidade eleitoral ao substituir – interinamente – o prefeito Newton Lima, acometido por problemas de saúde. Não se pode desconhecer a simpatia e o compromisso que o prefeito nutre pelo seu vice. Um handicap nada desprezível caso esse premissa passe a ser verdadeira.

Outra situação ainda não analisada é qual o comportamento do governador Jaques Wagner em relação à campanha política do próximo ano. Pela vontade de Jabes Ribeiro, o governador não deveria “se meter” na campanha, a não ser para indicar o nome do vice em sua chapa, mesmo que fosse Alisson Mendonça. Pelo que dizem os correligionários de Jabes, juntaria o que os une (no caso, a base de sustentação estadual e federal) e passaria a debater as diferenças, na busca de uma solução que interessasse a todos.

Em tese, parece fácil. Mas esse tratamento diferenciado agradaria aos outros partidos da base, que defendem os mesmos governos, mas que possuem interesses locais diferentes? Essas são perguntam que não querem calar, principalmente quando se trata da conquista do poder. Cada um desses partidos acredita ser chegada a hora de vencer. Todos eles consideram que reúnem as melhores propostas, as condições mais favoráveis, os melhores candidatos.

Nesse caso, qual seriam os argumentos mais convincentes para fazer esses partidos desistirem de chegar ou se manter no poder? Como costuma dizer o arquiteto Ronald Kalid, “Poder não se dá, poder se toma!”, qualquer deslize ou falta de habilidade das partes envolvidas será fatal para as pretensões. O resultado poderá ser desastroso, como num jogo em que o time com mais chances de vencer perca por WO (não entre em campo).

Advogado, jornalista e editor do site www.ciadanoticia.com.br

Do Público ao Privado

A SAÚDE VAI BEM…

Objeto de desejo do Estado e Município, o HBLEM não atinge seus objetivos

Os recursos para a saúde de Itabuna continuam o mesmo, o que mudou foram os administradores do dinheiro. O Hospital de Base Luiz Eduardo Magalhães (HBLEM), alvo de disputas pelo Governo do Estado e da Prefeitura de Itabuna, continua o mesmo, alvo das mesmas denúncias, sobretudo de ser um cabide de empregos, das compras feitas aos apadrinhados, sem contar das queixas dos pacientes sobre a falta de medicamentos simples e insumos banais como gaze, esparadrapo, mertiolate.

Para refrescar a memória dos mais absortos, basta uma simples pesquisa na internet (o Google ajudaria muito) sobre o que escreviam os veículos de comunicação à época sobre o tema. As brigas entre a direção do HBLEM e o secretário da Saúde eram constantes e sobre a falta de repasses dos recursos, que mais pareciam “cobertor curto”, quando cobria a cabeça, descobria os pés. O dinheiro era transferido de “conta-gotas”, conforme a origem das denúncias, se da falta de pagamento dos funcionários, se dos fornecedores de alimentos, se dos fornecedores de medicamentos. Nada mudou.

…OS POLÍTICOS VÃO MAL

A farsa montada pelos políticos (não podem ser chamados de autoridades) que ocupam a Prefeitura de Itabuna e o Governo do Estado chama cada vez mais a atenção pelo desserviço que prestam. A cada dia novas vítimas são feitas por conta das diferenças entre eles, causando, inclusive, a morte de dezenas de pessoas, conforme é noticiada nos veículos de comunicação, embora poucos se importem com a nefasta atitude.

Foi preciso a intervenção do Poder Judiciário para transferir pacientes do Hospital de Base de Itabuna, antes que morressem à míngua, sob os olhares do prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo, do governador Jaques Wagner, dos secretário municipal da Saúde, Geraldo Magela, secretário estadual da Saúde, Jorge Solla, além de deputados federais, estaduais e vereadores. Enquanto isso, parentes e amigos são tratados “a pão-de-ló” em hospitais públicos e particulares, com as mordomais de praxe.

ATÉ QUANDO?

O modelo do Hospital de Base Luiz Eduardo Magalhães não condiz com sua administração, aos cuidados do governo municipal, apesar de construído com recursos federais. Pela magnitude do hospital, o atendimento ultrapassa fronteiras, e sua clientela é oriunda de cerca de 100 municípios diferentes, além de ser referência em urgência e emergência (pronto-socorro), principalmente traumas, na maioria decorrente de acidentes automotivos.

Por ser um hospital desse porte, se torna muito difícil sua administração pelo município, através de uma fundação, haja vista que a realidade dos preços praticados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é impraticável. O valor pago não condiz com o serviço prestado, com o medicamento utilizado, mas, mesmo assim, os prestadores de serviço aceitam as condições, fazendo de conta fazem um serviço de qualidade, enquanto o SUS acredita que seus preços são condizentes.

E nesse faz de conta, o povo sofre e os políticos utilizam esse sofrimento para praticar a chantagem, utilizando os meios de comunicação para jogar a culpa em outras instâncias. E continua tudo com dantes, no Quartel de Abrantes.

CASAS BAHIA

Demorou, mas finalmente chegou a Itabuna a famosa rede varejista brasileira Casas Bahia. E chegou bem, provocando os concorrentes que fizeram um verdadeiro festival de preços baixos, para a alegria dos consumidores, que tiveram a oportunidade de comprar móveis e eletrodomésticos a preços bastante competitivos. Foi um delírio na avenida do Cinquentenário, com vendedores disputando consumidores no grito.

No grito, aliás, eram mostrados os preços dos produtos, principalmente aqueles do mix das Casas Bahia, oferecidos a “preço de banana” pelas redes Insinuante e Ricardo Eletro. Ora, se as empresas varejistas podem praticar esses preços, não seria mais oportuno mantê-los durante todo o tempo? Quem não gostou nada do festival da concorrência foram os garis, que tiveram muito trabalho para retirar todo o material promocional jogado na avenida.

FOI O MORDOMO

As recentes denúncias da existência de uma folha de pagamento de “servidores fantasmas” na Câmara de Ilhéus está prestes a tomar um rumo bastante conhecido: incriminar o “mordomo”, que no caso em questão o tesoureiro do Legislativo ilheense, isentando de culpa o presidente da Casa, Dinho Gás. Uma ardilosa engenharia política e contábil neste sentido está sendo formulada por assessores e consultores da Presidência da Câmara, mas promete não obter os efeitos desejados.

Para elaborar uma folha de pagamento de servidores “fantasmas” é necessária a participação de várias pessoas, ocupantes de cargos estratégicos, a exemplo de contabilidade, tesouraria, dirigentes e consultores. Uma só pessoa não teria condições de praticar essa falcatrua, pela impossibilidade da sequência de atos e procedimentos inerentes às contas públicas. Como a Câmara Municipal é uma casa onde se pratica política e o corporativismo é integral, muito difícil será a punição dos verdadeiros culpados, a não ser que o Ministério Público resolva agir.

POLÍTICA ILHEENSE EM DEBATE I

A união dos partidos políticos para a construção de um projeto político e administrativo para transformar Ilhéus numa cidade mais justa e que ofereça melhores condições de vida para a população foi a tônica dos discursos feitos durante a plenária realizada pela Executiva Municipal do Partido Socialista Brasileiro (PSB) de Ilhéus. O evento foi realizado na noite de quinta-feira (25), na Câmara de Vereadores, com a presença de militantes e representantes de 10 partidos.

Na abertura da plenária, o presidente do PSB de Ilhéus, vereador Alcides Kruschewsky, ressaltou que a união de pessoas de bem compromissadas com a cidade é uma tarefa complexa, porém necessária para manter Ilhéus num rumo de desenvolvimento. “Nós do PSB temos a responsabilidade desta construção e continuaremos mantendo entendimentos não só com os partidos da base aliada, mas com todas as agremiações que têm como projeto não deixar que Ilhéus possa retroceder”, pregou.

POLÍTICA ILHEENSE EM DEBATE II

O PSB propôs a união em torno de um projeto comum para Ilhéus

O próximo passo para dar continuidade ao processo de convergência política é a realização de um seminário, em setembro próximo, com a participação de personalidades políticas de expressão nacional para debater questões importantes com a sociedade. “Os adversários de Ilhéus apostam na incapacidade de elaborarmos um projeto comum e temos que nos despir de vaidades para construí-lo, em nome de Ilhéus”, disse o secretário de Governo e Ações Estratégicas da Prefeitura de Ilhéus, Magno Lavigne.

O representante do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Roland Lavigne, frisou que há anos vem lutando para construir um projeto conjunto para Ilhéus e lembrou que já desistiu de candidatura própria para se unir a outras forças progressistas. O vereador Marcus Flávio, do PPS, concordou com Roland e disse que os políticos não podem permitir que Ilhéus volte a enveredar por caminhos incertos, para beneficiar grupos e famílias, em detrimento da coletividade.

POLÍTICA ILHEENSE EM DEBATE III

Para o médico Rui Carvalho, ex-vereador e ex-candidato a prefeito de Ilhéus, atualmente filiado ao Partido Republicano Brasileiro (PRB), hoje é preciso, mais do que nunca, a aglutinação de forças para colocar Ilhéus no rumo certo. “Sem a aglutinação das forças não será possível provocar as mudanças necessárias à política ilheense. Estou completando 30 anos de militância política, muitos deles no PSB, e estou disposto a me integrar nesse esforço conjunto”, se comprometeu.

A deputada estadual Ângela Sousa (PSC) alertou que não se conquista sozinho e que o PSB está consciente disso, tanto que promove um evento político com a finalidade de elaborar uma agenda política para o futuro de Ilhéus. “Nossa cidade tem sofrido bastante com os malfeitos do passado, cometido pelos que não se contentaram e querem voltar para cometer os mesmos erros, mas não vamos permitir”, garantiu. O vice-prefeito Mário Alexandre também disse estar disposto a integrar esse projeto, no sentido de promover as melhorias que Ilhéus merece.

PSDB e PSB I

Roland Lavigne diz que o PSDB está pronto para colaborar com o desenvolvimento de Ilhéus

Ex-deputado estadual e ex-deputado federal, o médico Roland Lavigne deu uma demonstração de que pretende continuar na luta por Ilhéus. Filiado ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Roland participou, quinta-feira (25), da reunião plenária convocada pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), na Câmara de Vereadores.

Em seu discurso, Roland Lavigne deixou claro que continua na trincheira em defesa da cidade e relatou seu desprendimento e apego a candidatura ou cargos quando desistiu de ser candidato a prefeito para apoiar Rui Carvalho. Com isso, Roland fez ver aos presentes que a vaidade é um pecado que os políticos não podem cometer, sob pena de prejudicar um projeto bem intencionado.

PSDB e PSB II

No seu pronunciamento, Roland Lavigne deixou claro que vai apoiar a melhor proposta para Ilhéus e deixou nas entrelinhas sua preferência. Mesmo sem ter “cicatrizada todas as feridas” de campanhas passadas, não se fez de rogado em afirmar que que somará às fileiras dos partidos progressistas ali reunidos e elogiou a ação do PSB em conclamar todas as forças compromissadas com Ilhéus para a construção de um projeto comum para Ilhéus.

A presença de Roland na plenária do PSB foi precedida de uma “costura política” do vereador e presidente do PSB, Alcides Kruschewsky, e do secretário de Governo e Ações Estratégicas, Magno Lavigne. Em um almoço, os dois pessebistas fizeram um relato das propostas do partido para Ilhéus, que ultrapassa os interesses individuais e partidários, e que têm o objetivo de formular um projeto comum.

PSDB e PSB III

Um dos argumentos utilizados por Alcides e Magno é de que o PSB possui um programa a ser seguido. Eles explicaram que os interesses de Ilhéus estão acima da participação no governo municipal ou estadual. “Somos governo, mas essa situação não impede que possamos divergir e contribuir apresentando ideias. Essa é uma condição inerente à política e dela não abriremos mão”, ressaltou.

Diante das conjunturas apresentadas, Roland Lavigne se comprometeu a participar da união de forças pela construção de um projeto para Ilhéus. “Vamos engrossar as fileiras dos que querem fazer política com decência e responsabilidade, com o compromisso de afastar os que querem apenas se aproveitar de Ilhéus em benefício próprio”, definiu.

OS JAPONESES E JABES I

A pré-campanha política em Ilhéus começa a ganhar contornos hilários e que podem decidir o pleito. Em entrevista recente, um dos irmãos de Jabes, que chegou a ser vereador, disse que a eleição de Ilhéus será Jabes Ribeiro contra um “caminhão de japonês”.  E o troco começou a ser dado nesta quinta-feira (25), durante plenária do PSB, que reuniu 10 partidos, todos com propostas de se unirem em torno de uma grande proposta para Ilhéus.

Pelo tom dos discursos, a iniciativa promete formar um projeto coletivo, com a participação desses partidos, tanto da base dos governos federal e estadual, como outros que se afinam com essas propostas. A proposição é caminharem juntos em outubro do próximo ano, através de uma ampla coligação, na qual os candidatos ao executivo serão escolhidos dentre os considerados mais viáveis, com base nos índices das pesquisas de intenção de voto.

OS JAPONESES E JABES II

Além do desejo de contribuir com o futuro de Ilhéus, os dirigentes e militantes desses partidos também têm em conjunto impedir que os futuros ocupantes do Palácio Paranaguá sejam pessoas descompromissadas com a cidade. Em bom português: pessoas que têm como objetivo apenas utilizar a máquina pública em proveito próprio e dos amigos mais chegados, como dizem ter acontecido em tempo não muito remoto.

Nos discursos proferidos ficou bastante evidenciado que o grupo adversário (ou, em alguns casos, inimigo) é o liderado pelo ex-prefeito Jabes Ribeiro, que tem feito constantes provocações nas entrevistas concedidas aos programas de rádio da cidade. As provocações atingiram o âmago dos militantes dos diversos partidos, que prometem marchar juntos, em torno de ideais e princípios desenvolvimentistas, os quais deverão ser elaborados de forma coletiva, com base no conteúdo programático dos partidos envolvidos.

BOA NOTÍCIA

Num momento em que grandes fabricantes internacionais desistem de competir com o iPad e retiram seus tablets do mercado, empresas brasileiras se preparam para lançar seus produtos. A Positivo Informática anunciou esta semana que planeja colocar o seu tablet no mercado em setembro. Essa é a mesma meta da Aoix, de Caçador (SC). A Positivo e a Aoix estão entre as companhias que já tiveram seu Processo Produtivo Básico (PPB) publicado pelo governo. Com isso, elas podem se beneficiar da redução de impostos oferecida para os tablets fabricados localmente. As multinacionais Samsung e Motorola já têm fabricação local.

Hoje o público de maior renda é disputado pelo iPad, da Apple, e o Galaxy Tab, da Samsung, mas os tablets que mais vendem são aparelhos de baixo custo, importados da China de forma nem sempre legal, disponíveis a cerca de R$ 300,00. A HP anunciou na semana passada a decisão de deixar de fabricar o seu tablet TouchPad. A Dell também desistiu do Streak 5. Nesse cenário, há espaço para produtos brasileiros? “Tem mercado para tudo”, disse Jovelci Gomes, presidente da Aoix. “Alguns vão querer um iPad. Outros vão querer um tablet brasileiro, que gera empregos no Brasil, sai pela metade do preço e tem um ano de garantia.”

CONTAM POR AÍ…

A redemocratização do país, após a ditadura militar iniciada em 1964, deixou muitos ensinamentos, entre eles o que não se deve fazer durante uma negociação. De início, mostra que falar a verdade é fundamental e que as diferenças devem ser conquistas na base da demonstração de fatos, situações e apresentação de números, principalmente quando o assunto em questão é a negociação entre patrões e empregados. Ganha quem tem mais argumentos, quem tem a força das classes ou categorias e a opinião pública. Isto se tiver “gordura a queimar”.

Um exemplo significativo dessa realidade pode ser demonstrado através de uma negociação entre a Comissão Executiva do Plano de Recuperação da Lavoura Cacaueira (Ceplac) e o Conselho das Entidades Representativas dos Funcionários, emperrada graças ao endurecimento de ambos os lados. Não havia mais clima, isto porque as partes não possuíam a experiência necessária para se debruçar sobre o problema, fechar questão sobre os assuntos que poderiam ser acordados de pronto e continuar discutindo os divergentes, como se faz há algum tempo, de forma civilizada.

Nesse impasse, o pessoal da Ceplac de braços cruzados, dirigentes preocupados e ameaçando os funcionários, que por sua vez pouca importância davam à hierarquia. De cada lado, pescoços empinados, olhares ameaçadores, mas que nada resolvia, pelo contrário, aumentava o isolamento. Emissários de ambos os lados se procuravam, conversavam, falavam sobre as boas intenções, a importância do entendimento, a continuidade da instituição, constantemente ameaçada de extinção. A muralha parecia intransponível.

Mas eis que o então Conselho Consultivo dos Produtores de Cacau (CCPC), braço político da Ceplac dirigido pelos cacauicultores, resolve intervir para chegar a um bom termo. Na presidência do órgão o cacauicultor Humberto Salomão Mafuz, advogado dos mais experientes, grande tribuno e considerado um dos maiores defensores da lavoura de cacau. Um negociador por excelência.

A primeira rodada de negociações no ainda imponente prédio do CCPC foi cercada de desconfianças, principalmente pelas gentilezas dos também funcionários da Ceplac ali lotados, a toda hora oferecendo chocolate e cafezinho e ávidos por melhores salários e condições de trabalho condizentes. Os tapetes das salas de recepção e reuniões da presidência incomodavam os grevistas, muitos deles oriundos da área de operação da Ceplac – operários rurais, dentre outros profissionais – não acostumados à suntuosidade e que se sentiam incomodados com os pés afundando naquelas peças. Para causar um sentimento de diferença ainda maior, os dirigentes do Conselho das Entidades ainda diziam que os tapetes tinham sido importados da Pérsia, a peso de ouro, dinheiro que poderia muito bem ter sido destinado a aumentar os salários dos pobres trabalhadores.

Dois dias após, a segunda rodada de negociação corria mais tranquila, com os ânimos serenados e alguns pontos da pauta considerados de consenso e que poderiam ser cumpridos sem a necessidade de intervenção do ministro ou do presidente da República. Um avanço. Nesse clima, o presidente Salomão Mafuz continuava sua peroração descortinando as dificuldades da lavoura, que obrigada os produtores a enfrentarem dificuldades em cima de dificuldades. Para ele, já tinha se passado o tempo em que o cacaueiro era considerado a árvore dos frutos de ouro, como contada pelas histórias de tempos muitos remotos. Sem contar no aumento do número de doenças e pragas que se instalavam na região cacaueira, outrora considerada o “eldorado” das ricas terras do sul da Bahia.

Além das dificuldades do campo, Salomão Mafuz ainda reclamava das dificuldades com o acesso ao crédito, com os bancos dificultando a liberação dos recursos providenciais para produzir o cacau, responsável pela geração de divisas para o Brasil.

– Somos uns abnegados e estamos lutando contra a atual conjuntura nacional, que não ajuda, sofrendo com o câmbio desfavorável, sem falar nas adversidades climáticas e a insensibilidade do governo.  Para completar, a greve da Ceplac ainda impede que os extensionistas mandem para o Banco do Brasil os laudos para a liberação dos contratos de investimento e custeio. É uma lástima, mas vamos resolver essa pendência para o bem da lavoura – discursava Mafuz para o comando de greve.

De repente, adentra à sala de reuniões da presidência do CCPP um contínuo, antigo funcionário da Ceplac, conhecido como “Cabaret”, ávido para se descumprir do mandado que assumira ao ser enviado em missão ao Banco do Brasil.

– Dr. Mafuz, Dr. Mafuz, o gerente do Banco do Brasil pediu que o senhor assinasse esse contrato de penhor com urgência para liberar o dinheiro para sua fazenda. Ele disse que para eu levar de volta ainda de manhã! – disse Cabaret, convicto do serviço que teria prestado ao superior.

E eis que um olhava para o outro sem entender bem o que se passava, até que todos caíram na gargalhada. Inclusive Mafuz, sua diretoria e os chefes do comando de greve. Porém, Mafuz, um homem de muitas habilidades e recursos não perdeu o bom humor e emendou:

– Vocês estão vendo como o cacauicultor sofre? Não bastavam os problemas da lavoura, agora temos também os funcionais! – arrematou.

E mais meia hora de negociação e a diretoria da Ceplac atendeu aos apelos feitos por Salomão Mafuz em benefício dos funcionários. Bastou uma simples assembleia e os funcionários da Ceplac retornaram ao trabalho.

‘AO’ quer abrigo em ninho “tucano”

Antônio Olímpio pretende ser "tucano"

Antônio Olímpio Rhem da Silva (AO) pode deixar o Partido Popular Socialista (PPS) e embarcar no Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Junto com ele, deixaria o PPS um grande número de filiados, descontentes com os atuais rumos do partido em Ilhéus, sobretudo com o vereador Reinaldo Oliveira (Zé Neguinho).

Antônio Olímpio foi prefeito de Ilhéus por dois mandatos, além de deputado estadual. Atualmente exerce a Presidência da Fundação do Mar e da Mata (Maramata) e tem bastante influência na política ilheense. Além de AO, o vereador Marcus Flávio (filho de AO) também ingressaria nas fileiras peessedebistas.

E AO já avisou ao jornalista José Adervan que pretende fazer uma grande cerimônia no ato político de filiação ao PSDB. “Quero ‘tucanos de alta plumagem’ em Ilhéus para ‘abençoar’ nosso ingresso no partido”, diz, prometendo uma grande festa cívica.

Rio do Engenho, cachaça de Ilhéus para o mundo
 
Atualmente, a Rio do Engenho produz cinco variedades de cachaça. A prata, mais rústica, sem ser envelhecida, descansada em alambiques de aço inox por seis meses e um forte sabor de cana; a Rio de Engenho Black; a Ouro e a Acqua Benta, envelhecidas por dois anos; e a Reserva, tipo especial, envelhecida por três anos.
 
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