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Greve, não, violência contra trabalhadores

Walmir Rosário*

Não me lembro quem disse isso: “Duas coisas que só existem no Brasil: Jabuticaba e comunista pregando democracia.” Essa sábia frase demonstra exatamente quem pregou e fez a greve de sexta-feira (28 de abril). Por mais que se esforcem, não conseguiram explicar que o fechamento dos estabelecimentos comerciais e industriais e de serviços foi decorrente de adesão dos trabalhadores.

Nada disso, o fechamento dos meios produtivos foi resultado medo da violência perpetrada pelos vândalos do PT, PCdoB, PSOL e outras siglas que enganam os trabalhadores, com barricadas e incendiando ônibus. E caso não agissem com a violência e o vandalismo próprios dos piores bandidos e quadrilhas como a dos sem-terra, atemorizando a verdadeira classe trabalhadora, não conseguiriam uma única adesão.

Greve, nada mais é do que o último instrumento do trabalhador para buscar benefícios para a categoria, após reivindicações não atendidas e até mesmo falta de negociação. Em assembleia, os trabalhadores decidem aprovar a paralisação e, segundo a legislação de nosso país, seguem um rito de comunicação prévia às empresas.

É lícito a categoria convencer os colegas que foram voto vencido por discordar da greve. Para isso, as chamadas “comissões de convencimento” se postam na porta do estabelecimento para convencer a adesão ao movimento. Greve, antes de tudo é um direito e não uma obrigação do trabalhador às determinações do seu sindicato ou grupos políticos.

Entretanto, como os trabalhadores brasileiros não concordaram com uma greve política, feita apenas para tentar escamotear os roubos praticados pelo PT e seus coligados, as centrais sindicais e sindicatos resolveram partir para a agressão. Mesmo assim, numa prova inequívoca de que não concordavam com a greve saíram de casa para trabalhar, embora não encontrassem transporte.

Nesse caso, cada um se virou como podia. Seguiu caminhando, de transporte alternativo ou de carona. Prova maior do repúdio dos trabalhadores à greve não poderia ter. A adesão para o fechamento das empresas ficou por conta das ações criminosas dos bandidos travestidos de sindicalistas, que entupiram fechadoras com todos os tipos de cola, dentre outras ameaças.

O mais incrível é que quem não trabalha e vive parasitando nos sindicatos às custas dos trabalhadores, tentavam impedir quem trabalha de seguir o labor do seu cotidiano. É a tal da jabuticaba: Quem não faz nada luta contra contra quem os sustenta. E com o pretexto de mentiras como luta de classe. Tudo tão falso como uma nota de três reais, apenas luta de parasitas contra quem produz.

Além do prejuízo que causam aos trabalhadores e ao país como um todo, agem fora da lei, e numa afronta sem precedentes aos que lhes sustentam, dizem defender a democracia. Bem próximo, exemplos de Ilhéus e Itabuna demonstram a violência, quando obrigavam o fechamento dos estabelecimentos comerciais, inclusive as farmácias.

O descalabro é tanto que os que promoveram o maior roubo às instituições brasileiras tentam, agora, estraçalhar a consciência do trabalhador, chamando-os de idiotas. Apesar de violentos, agem como os batedores de carteira dos grandes centros, que agem em bandos, roubam o cidadão e sob o pretexto de ajudar, e dizem que o ladrão é aquele que está caminhando à frente.

Mudar o Brasil é tarefa árdua, mas não impossível. Basta deixarmos de ser alienados, elegendo quem passa o tempo todo nos roubando, inclusive a consciência; idolatrando quem nos menospreza; desvalorizando quem nos ensina; não ouvindo quem sempre nos protegeu. São ações simples, mas que precisam ser praticadas, para que possamos deixar de alimentar os parasitas.

Aliás, essa ação criminosa que foi chamada de greve geral, inclusive pela imprensa, é uma amostra do que são capazes essas aves que rapinam o dinheiro do trabalhador. Eles praticaram mais essa insanidade com o temor das reformas trabalhistas no Congresso Nacional, que irá tirar as “boquinhas” ou melhor, “bocões” resultante da contribuição e imposto sindical.

Sem essa dinheirama, os pelegos terão que se transformar em representantes dos trabalhadores, já que não receberão os bilhões de reais descontados anualmente de quem lhes bancam. O mesmo vale para as entidades sindicais patronais. Ambos, se transformam em simples negociadores dos direitos dos seus representados (o que deveriam ser).

Na democracia, a real, não a jabuticaba dos petistas e comunistas, ainda dá para promover uma verdadeira mudança, basta querer, e através do voto!

*Radialista, jornalista e advogado.

Publicada originalmente no www.costasulfm.com.br

POPULAÇÃO EXPULSA INVASORES DO MST

Algo de muito interessante se passa em Santa Catarina e, em certa medida, se espalha Brasil afora. O Estado, é verdade, abriga o único autointitulado “núcleo bolivariano” do país, na UFSC. Mas vocês sabem como costumam ser as universidades quando sequestradas pela extrema esquerda, né? Há coisas que só acontecem por lá e não refletem o espírito da população. Há três dias, em Florianópolis, houve um “protesto contra os protestos”. Cansada de ser refém de movimentos que decidem a toda hora paralisar os transportes e os serviços públicos, parte da população se revoltou e decidiu… protestar contra quem protesta. Que bom! É um sinal de que a sociedade está viva e ainda não sucumbiu às minorias extremistas.
No dia 21 do mês passado, houve outro evento muito interessante, já noticiado em vários lugares. Mas agora há o vídeo, que, a meu ver, não circulou o suficiente. O resumo é o seguinte: militantes do MST, de organizações ditas de sem-teto, do PSOL e do PCdoB ocupavam um terreno particular às margens da SC- 401. Foram retirados de lá e alojados numa área na cidade de “Palhoça”, na região metropolitana de Florianópolis. Se queriam terra para trabalhar, lá havia bastante. Mas a ideia não era bem essa.
Solertes, os membros da invasão autointitulada “Ocupação Amarildo” resolveram se transferir para o bairro Rio Vermelho, em Florianópolis, em plena ilha, bem pertinho do mar. Sabem como é… Foram chegando, ocupando, levantando cerca, fazendo porteira… Ocorre, meus caros, que a população local não aceitou!
Não! Não foram os “ricos” do Rio Vermelho que se opuseram (e também tinham esse direito), mas os pobres mesmo, os trabalhadores, os que ganham a vida com o suor do seu rosto. A população não teve dúvida: organizou-se e pôs os invasores para correr.
VEJA O VÍDEO

Conflito é “empurrado com a barriga” pelo governo

Invasões de fazendas fomentam protestos

Pelo andar da carruagem, o processo sobre o conflito entre pseudos índios e produtores rurais de Buerarema, Una e Ilhéus está fadado a dormir nas gavetas do Governo Federal por um bom tempo. Enquanto isso, novas propriedades deverão ser invadidas com a complacência dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, criando novos órfãos e desempregados.

Essa, pela menos, é a tática utilizada pelos sucessivos governos quando não pretendem solucionar os problemas. Daí, criam comissões de estudo, propõem novos relatórios, todos sem qualquer conclusão, o que não deve se aplicar a caso em questão, haja vista o enorme prestígio que os pseudos índios dispõem junto às autoridades.

A título de lembrança, mesmo com o grande número de sentenças proferidas pelo judiciário, os cacauicultores sofrem com atitude idêntica, e, constantemente, são surpreendidos com ações judiciais, apesar da suspensão dos prazos pelo governo. E com a adoção dessa prática, o Brasil vai se tornando o campeão dos conflitos agrários, na maioria provocado pelos braços armados do PT e PCdoB – movimento dos sem-terra e pseudos índios.

O móvel do crime

A missão seria privilegiar pré-candidato do PRB

Circula nos bastidores da política itabunense uma versão sobre a exoneração do secretário da Saúde de Itabuna, Renan Araujo. Segundos os comentários, o motivo mais forte teria sido a possibilidade de o Partido Republicano do Brasil (PRB) tomar para administração da secretaria do Partido Comunista do Brasil (PCdoB).

O “olho grande” do pastores e bispos da Igreja Universal é em função da mudança da gestão do Sistema Único da Saúde (SUS) em Itabuna passar para a “gestão plena”, ou seja: todos os recursos passam, a partir desta quinta-feira, 1º de agosto, a ser gerido pelo secretário da Saúde. Muito dinheiro e mais serviços que poderão ser prestados à população.

Nesta briga estão as possibilidades de eleição do bispo Marinho com os votos de Itabuna, que ainda não obteve sufrágio expressivo na cidade, apesar do poderio da Igreja Universal. Eles estão de olho no potencial de votos do comunista Davidson Magalhães, atual presidente da Bahiagás, com base eleitoral privilegiada em Itabuna.

Daí as reclamações feitas peloex-secretário Renan Araujo em relação às rasteiras e puxadas de tapete que vinha tomando com grande intensidade, diariamente, por fontes ligadas à Igreja Universal. Faltou apenas combinar com a população a migração de votos de Davidson para o bispo Marinho, em troca do atendimento de saúde.

PT contra PT – é o que se anuncia para o momento

Walmir Rosário

Uma guerra fratricida sem precedentes é o que se vislumbra nos altos escalões do Partido dos Trabalhadores (PT). É a famosa luta do PT contra o PT. Mas não a que estamos acostumados a assistir, e sim a hegemonia de uma de suas correntes. Como fogo de monturo, ela foi deflagrada desde a posse de Dilma Rousseff à Presidência, porém vem se acirrando a cada dia, a cada protesto, a cada pescoço degolado.

Ficou mais evidente agora, depois dos protestos que assolam as ruas do país. De um lado, o bloco petista dos descontentes, que ainda não se conforma com essa maneira petista de governar. Afinal, não foi para isso que lutaram contra a ditadura. Saíram os militares, entraram os burgueses, como sempre acontece, o que tem causado grande descontentamento, embora não reclamem de forma clara, agem à sorrelfa. Sem falar na luta intestina pelos corredores e salas do Palácio do Planalto.

Esta última é a mais acirrada, pois age nas sombras em busca de um espaço no sol do poder. É o PT contra o PT. Disto ninguém tem dúvida. Afinal são mais de uma dezena de correntes e tendências com pensamentos filosóficos dos mais díspares. Embora algumas poucas não causem preocupações, tendo em vista a pequena capacidade de mobilização interna e externa, outra cresce e se agiganta como uma verdadeira Hidra de Lerna. E já amedronta.

A luta interna pelo poder está sendo desnudada para a sociedade a cada protesto, a cada reivindicação vinda das ruas. E não se limita a encontrar soluções para a redução dos R$ 0,20 da tarifa dos transportes urbanos, pois algumas medidas – falhas e inconsistentes – foram tomadas, a exemplo da desoneração de impostos. A verdadeira briga, a de cachorros grandes, como se diz na gíria, está nas ações políticas.

E nessa luta renhida travada entre o PT contra o PT é que estão sendo colocadas as “cascas de bananas” para a presidenta Dilma Rousseff pisar. E ela tem escorregado em todas. Qualquer aluno do terceiro semestre dos cursos de Direito ou Ciências Políticas teriam interpretado de forma diferente as ações anunciadas pela presidenta, todas em flagrante desrespeito à Constituição Federal. Um vexame.

Quem teria aconselhado a presidenta Dilma a dirigir à Nação tamanhos impropérios? Com certeza não foram os técnicos da Presidência da República – incluindo, aí seus ministérios e órgãos de assessoria –, pois possuem quadros de competência comprovada. E esses erros crassos foram sendo repetidos à exaustão, como se o Brasil não vivesse sob a égide do estado democrático de direito, obrigando ministros ir a públicos para os desconcertantes a desmentidos institucionais, do tipo: “não foi bem isso que queria dizer”.

Dilma e Lula. PT contra o PT. Com todos os desmentidos e dissimulações, fica cada vez mais evidenciado e provado os desencontros. No núcleo duro do Palácio do Planalto as discordâncias estão cada vez mais expostas. O grupo fiel a Lula acredita que ainda deve obediência ao ex-presidente e mostra o desconforto do relacionamento com a presidenta, que possui métodos bastante diferentes de governar, distribuindo broncas a torto e a direito, o que não deixa de ser uma falta de respeito com o subordinado.

Se é incompetente, o remédio mais adequado é a exoneração, o que nunca acontece. Esse comportamento evidencia que, apesar da caneta e do diário oficial à disposição, a presidenta não pode agir como queria, ou seja: com os colaboradores de sua estrita confiança. Se essas dificuldades permeiam a relação interpartidária, avaliem em relação aos partidos da base aliada, com desejos e pensamentos dos mais diversos.

As reações da presidenta Dilma Rousseff são vistas e sentidas por todos os brasileiros e mais diretamente no Planalto Central. Queixam-se os “lulistas” da falta do afago do ex-presidente, considerado líder inconteste do partido e que soube ganhar o respeito de outras lideranças e dos brasileiros pelo comportamento. Já da presidenta Dilma a reclamação é decorrente da frieza no tratamento, chegando a ser considerado desprezo, em determinadas situações. “Uma gerente”, dizem.

Mas voltando às ruas, não se pode excluir desses movimentos filiados de diversos partidos políticos, a exemplo do PCdoB, PCB, PCO, PSTU, dentre outros, e até mesmo do PT. Todos reclamam da falta de atendimento adequado pela máquina pública, que não presta os serviços na conformidade da cobrança dos tributos. E aí é que está o cerne da questão: Enquanto odos os brasileiros demonstraram entender o recado, o Governo Federal fez de conta que de que nada daquilo era com ele e que passaria incólume ao recado das ruas.

Daí que volto a insistir na guerra do PT contra o PT. Um partido com o histórico do PT pode não ter expertise em governar, mas não pode desconhecer a voz das ruas, apesar de todo o processo de aburguesamento. Se a “parte gerente” não soube auscultar as massas, é até admissível o erro de interpretação; mas a “parte líder” não entender a origem dos acontecimentos ou fazer “vistas grossas” aos protestos, não faz parte de nenhum manual.

Se Dilma é a gerente, Lula é o líder. Enquanto a primeira não correu da raia, mesmo sendo atropelada pelo “fogo amigo”, o mesmo não se pode dizer do líder, que se “fingiu de morto”, tomou um avião de saiu flanando pela África e Europa, sob o patrocínio de empresas multinacionais.

Lá fora, claro que ele não sabe de nada. Aqui, coube ao seu amigo e compadre, o deputado federal Devani Ribeiro (PT-SP) aceitou fazer um dos serviços recomendados por Lula, para denegrir o Governo Dilma, alardeando: “Quem pediu plebiscito? O que falta no governo Dilma é gestão. As pessoas querem transporte de qualidade, saúde e educação. Dinheiro tem. É só investir”, berrou.

Com isso, ficou com compaixão de pessoas sérias filiadas e militantes petistas, que, na base, tentam levar a sério o partido que ajudaram a construir, e que agora tem que amargar comportamentos nada republicanos como esse. Mas é o preço que aceitam pagar.

Jornalista, advogado e editor do www.ciadanoticia.com.br

 

DILMA E O MARKETING DO ‘MORDE E ASSOPRA’

A presidenta Dilma usa dois pesos e duas medidas para o agronegócio brasileiro

Nesta segunda-feira (10), pela manhã, ouviu pela primeira vez o programa “Café com a Presidenta”. Ouvi e não gostei pela forma que pretende utilizar os meios de comunicação, neste caso o rádio, para “vender” seu peixe, este “podre”.

Ao responder uma pergunta do apresentador, nossa presidenta disse que a atividade agrícola é uma das mais importantes do Brasil e arrematou informando que de cada quatro produtos consumidos no mundo um é produzido neste Brasil “varonil”.

Até aí tudo certo, tudo bem. Só que ela esqueceu de dizer que pouco faz para que esse sucesso seja maior. Não disse que é o PT, o seu partido que tenta barrar a produção agropecuária brasileira, que poderia ser bem mais competitiva.

Não informou aos ouvintes que, apesar desse sucesso, os homem do campo tem que enfrentar as constantes invasões de suas fazendas pelos índios e pseudos índios, que recebem todo o apoio para essas atividades criminosas, pouco importando os direitos assegurados na legislação brasileira.

A presidenta Dilma também não mencionou nada sobre as crescentes invasões do chamado movimento sem-terras mantidos e incentivados pelo PT e PCdoB, às fazendas produtivas, o que resulta na grande insegurança jurídica para quem realmente produz.

Enquanto pseudos índios e sem-terras invadem fazendas – apesar da teimosia de jornalistas nomearem essa atividade de ocupação -, fecham estradas, queimam casas e máquinas, matam gado de raça para comer como churrasco, os verdadeiros proprietários não conseguem fazer valer seus direitos.

Caso fechem alguma rodovia em protesto, os agropecuarista são rechaçados pela polícia, com ordens judiciais, ou não, com todo o aparato utilizado para desfazer qualquer manifestação. Já índios e sem-terrar recebem proteção, e apoio do Estado em logística, inclusive avião e alimentação.

Embora os métodos sejam diferentes, a presidenta Dilma “morde” quem realmente produz, mas “assopra” para comemorar a teimosia dos homens do agronegócio em produzir, apesar da condições adversas promovidas pelo PT e os partidos da base de sustentação política da presidenta.

Assim é bom e fica mais fácil aparecer.

PT manda “descer o cacete” em futuros médicos

A PM “mete bronca” nos estudantes de medicina da FTC de Salvador (Foto de A Tarde)

O que seria um simples protesto contra a péssima Faculdade de Tecnologia e Ciências (FTC), na avenida Paralela, em Salvador, terminou num massacre do Polícia Militar, que não economizou porrada, tiros com balas de borracha e bombas com gás lacrimogêneo.

A atuação da PM foi mais uma demonstração da dubiedade das ações diferentes da polícia comandada por Wagner, que protege as manifestações dos índios e sem-terras, e o governo ainda gasta o dinheiro público para a ajudar nas invasões de prédios públicos.

Enquanto índios e sem-terras aprontam como querem, outras parcelas da sociedade são tratadas na base da porrada, como se marginais fossem, a exemplo do aparato totalmente desproporcional. O motivo é um só: quem não é da turma dos petistas toma pau.

Já os índios, MST, MLT e outras dessas siglas estão liberadas para promover arruaças, intimidar a sociedade, invadir fazendas, tocar fogo em casas, máquinas e outros equipamentos, matar gado, tudo considerado legal, para essas quadrilhas formadas e incentivadas pelo PT E PCdoB como seus “braços armados”.

Agora pergunta-se: Qual o porquê na diferença do tratamento dado nas ações? Será que a FTC merece tratamento especial, apesar dos costumeiros calotes?

 

O peixe e as peixadas de Vane

Na guerra das piabas, quem nunca comeu mel, quando experimenta se lambuza (foto Na chapa quente)

De pronto, quero dizer que o prefeito Vane nada tem a ver com o que vou escrevinhar, a não ser suas claudicações em torno da administração de todos os itabunenses, sejam eles cristãos (católicos e demais professantes de  igrejas evangélicas), agnósticos, ateus e mais que o valham. Mas diz respeito, sobretudo, aos seus secretários, cujo chefe e dono da caneta é ele como prefeito.

Pra começar a polêmica, não teríamos a distribuição de peixes às pessoas carentes, tradição em muitas cidades. Após diversas quedas-de-braço, enfim, cedeu. A seguir, novo problema: quem receber o peixe, como fazer a entrega das corvinas da semana santa sem a prática da politicagem assistencialista? Mais um abacaxi para descascar!

Mas o discurso, na prática, é diferente, e qualquer doutor sabe disso. Por último, vazou as briguinhas pela entrega política do peixe. Como em sociedade tudo se sabe, o presidente da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (FICC), José Roberto, é acusado de boicotar a distribuição de peixe em alguns locais e por algumas lideranças: do PCdoB, é claro.

Ao se explicar e tentar passar a culpa a um assessor e o líder comunista, deixou evidenciado que o faça o que digo, mas não faça o que faço é voz corrente no governo municipal de Itabuna.

Só pra entender: “O que tem o presidente da FICC com distribuição de peixe? Essa não seria uma atribuição da secretaria da Assistência Social? Ou o presidente da FICC tem especialização neste mister?”.

Na guerra das piabas, como chama o Pimenta Blog, está por demais claro que “quem nunca comeu mel, como experimenta se lambuza”.

SEM INJUSTIÇAS

Mantenho a notícia acima intacta, pois já deve ter sido lida por um grande número de pessoas, porém faço aqui uma retificação justa e necessária: O Roberto  autor da briguinha do peixe não se trata de José Roberto, o Presidente da FICC e sim Roberto, que teria sido motorista de Vane durante a campanha e que deve estar num desses cargos do gabinete.

Portanto nossas desculpas e o reparo feito à pessoa de José Roberto da FICC, que nada teve com o problema e entrou nessa notícia apenas por um erro de informação.

Dilma mistura água e óleo

César e Dilma juntos comprova que água e óleo se misturam: quem tinha razão?

Uma das questões mais complicada da química foi resolvida de forma bem simples, sem se recorrer à polaridade das moléculas da água (H2O) e do óleo. O processo químico utilizado para isso o da política e os petistas já estão bem homogeneizados com o baiano César Borges.

O processo não irá concorrer a nenhum Prêmio Nobel, muito menos deverá fazer esse bem todo esperado pelos palacianos e uma banda nem tão saudável do Partido da República (PR). A soma esperada é apenas a troca de interesses. O ministro do Transporte que entra, César Borges, é da mesma turma do senador amazonense Alfredo Nascimento, que já ocupou o cargo.

A finalização do processo químico já tinha começado num daqueles liquidificadores do Palácio do Planalto comandados por Valdemar Costa Neto, Lula e Dilma. Na primeira passada no liquidificador, César Borges foi ocupar a vice-presidência do Banco do Brasil. Agora, que acertaram o ponto da mistura, é promovido ao ministério mais mal falado do Brasil.

Atanazado pelos petistas na eleição de 2010 para o Senado, Cesar Borges, que ocupava o primeiro lugar nas pesquisas, foi espezinhado pelos partidos PT, PSB e PCdoB, até ser derrotado nas urnas. Como prêmio de consolação por ter “baixado o cangote” e aderido aos velhos inimigos, vira ministro. Agora, só resta vir a Itabuna de braços dados com Geraldo Simões e declarar juras de amor eterno.

Os restos mortais de ACM estão retorcidos na tumba pelo comportamento sem pudor algum dos seus “meninos”. Vade retro satanás!

Reforma eleitoral

José AdervanAdervan

Durante o período de exceção militar, quando o país viveu uma de suas fases mais angustiantes em termos políticos (1964/1985), foram extintas todas as siglas partidárias e apenas dois segmentos passaram a ser representados na vida pública: a ARENA e o MDB. Ou seja, um representava os militares e todos os resquícios de uma ditadura e o outro, a oposição, com todas as suas mordaças e limitações, designadas pelo militarismo, com direito a repressão e coisas do gênero. Por simples lembrança, caiu a ditadura, venceu o MDB da resistência ao totalitarismo.

Vez por outra nossos políticos costumam ressuscitar – de maneira um pouco mais branda – aquele período de exceção, pois nunca aceitaram o debate das ideias como salutar para o exercício da democracia e preferem impor suas vontades, tendo em vista a perspectiva eleitoral, onde quem possa ter o voto, mesmo comprado ou tendo uma ficha policial um tanto escamoteada, tem a preferência e não importam os valores éticos e morais de quem não possui o dom de encantar os eleitores com promessas que jamais serão cumpridas, mas que representa o sonho da sociedade ainda não corrompida.

Daí, a figura das Comissões Provisórias – onde se tira e bota dirigentes ao talante do “líder”, aquele que tem o domínio estadual de qualquer partido – em detrimento de eleições democráticas, que forma o Diretório, a Executiva e seus diversos poderes, onde se constitui o verdadeiro espírito partidário, que é a identidade do cidadão com o partido escolhido e que, a cada dois anos, passa por uma reformulação que incentiva a participação dos filiados e amplia o conceito da agremiação e da própria democracia. Não é à toa o desprestígio da classe política junto ao eleitor.

A Comissão Provisória, como o próprio nome indica, deveria ser uma resolução atípica, quando não houvesse candidatos dispostos a gerir o partido, ou pela insubordinação ou por apoios a candidatos fora da agremiação, ou então, quando se formasse um grupo de pessoas dispostas a seguir a orientação filosófica e doutrinária da sigla que não estivesse formada na cidade. Exemplo típico: o novo partido criado pelo ex-prefeito de S. Paulo, Gilberto Kassab, ou o da ex-senadora Marina Silva, ainda à deriva no plano nacional.

O PSDB de Itabuna há tempos está regularizado, com suas diretrizes estabelecidas e, de certa forma, obedecidas. Nos últimos quatro anos coube-me a honra de presidir o partido. Desde 1992 não apresentávamos candidato a prefeito, quando Ubaldo Dantas foi derrotado por Geraldo Simões. Em 1996, apresentamos um candidato a vice, numa chapa com o PCdoB. Em 2000, foi formada uma chapa vitoriosa com Geraldo/Ubaldo. Em 2004, ficamos de fora. E em 2008 apresentei o meu nome, mesmo enfrentando dificuldades de toda ordem, e elegemos um vereador, coisa que não acontecia desde 1996.

Portanto, o ninho tucano de Itabuna, com todas as limitações, estava vivo e levamos o nome do candidato Augusto Castro, eleito, mas inexperiente e neófito político. Logo esgarçou o seu capital ao buscar uma briga de poder partidário sem necessidade, pois o apoio que lhe foi dado não tinha restrições. Mas, para mostrar força, passou a anunciar que tomaria o partido, pelos blogs a seu “dispor”, apesar de ter estimulado a minha reeleição. Não conseguiu tomar o PSDB e passou a hostilizar as decisões do Diretório quanto à candidatura própria para a Prefeitura de Itabuna, criando um cisma desnecessário e pouco inteligente, pela fragilização tucana, no novo cenário político da cidade. Interessava, muito mais, os bons negócios com o governo do militar de plantão, para onde tinha indicado o então secretário da Saúde, Geraldo Magela, com ótimos dividendos.

Agora, já mais experiente, foi buscar o apoio do deputado Jutahy Magalhães para evitar a eleição do novo Diretório Municipal, com a provável constituição de uma Comissão Provisória, sem passar pelo crivo do eleitor filiado ao PSDB. E já pensa em colocar a “coroa” na cabeça, apesar da recomendação de discutir a situação com o “PSDB histórico de Itabuna, com grande experiência de luta em favor do partido”, observação do deputado Antônio Imbassahy.

E Augusto Castro, que se arvorava em campeão de votos em Itabuna, ficou com medo de uma nova derrota dentro do PSDB, pois sabia que dentro do partido ele não conta com a maioria dos filiados e ganha uma sigla fracionada, dividida, mas perde, além de tudo, o respeito de quem fica, podendo ser derrotado na primeira tentativa de formar um Diretório Municipal pelo voto direto e soberano. Esse é o problema dos títeres. Mas como o sonho de Poder é mais alto, certamente, terá de pedir a Jutahy Magalhães, velho conhecido da ARENA, que faça tantas quantas necessárias intervenções para formar novas Comissões Provisórias, só para manter o pequeno e incompetente “ditadorzinho” no comando do PSDB de Itabuna.

Por sugestão, recomendaríamos ao deputado federal Jutahy Magalhães, pelo grande prestígio que desfruta em âmbito nacional, a retirada da palavra democracia da sigla tucana, pois não soa bem termos no PSDB – Partido da Social Democracia Brasileira – algo que não se coaduna com a vocação ditatorial do deputado, uma questão de DNA, que vem como herança do velho general Juracy Montenegro de Magalhães, em quem teria votado quando disputou uma eleição de forma democrática, mas que governou a Bahia durante a república tenentista de Getúlio Vargas, período em que se acostumou a não questionar ordens recebidas dos superiores, assim como não gostava de ser questionado nas ordens dadas aos seus subalternos. E, no PSDB, a palavra de Jutahy Magalhães é uma ordem. E como nunca gostei de receber ordens, mas discutir sugestões, só vejo o caminho da retirada, pois sob o comando de Augusto Castro no PSDB de Itabuna seria regredir em minha caminhada. Retroceder, jamais…

Jornalista e político

Governo do Estado se faz de morto e impacienta a Bamin

Walmir Rosário

Já não são tão cordiais as relações entre as altas cúpulas do Governo do Estado da Bahia e da Bahia Mineração (Bamin). O motivo é um só: a omissão do governo em relação ao cronograma de implantação do Projeto do Complexo Intermodal do Porto Sul.

Desde o ano passado que a Bamin vem revelando impaciência com o certo descaso do Governo do Estado em relação à entrega da área para que as obras do Porto Sul sejam iniciadas. Os prazos concedidos são vencidos e nenhuma – ou quase nenhuma – ação é feita.

De novo – apesar dos desmentidos do prefeito de Ilhéus – a Bamin promete “enfiar a viola no saco” e ir tocar em outra freguesia, apesar dos grandes investimentos feitos. E os recursos foram poucos, investidos em estudos, ações de comunicação pública e social.

Essa apreensão gerada com a possível saída da Bamin do Complexo Intermodal do Porto Sul, o que inviabilizaria o projeto, resultou numa reunião de emergência entre empresários, instituições e o Governo do Estado. Por certo, novas promessas serão feitas, embora sem a certeza do cumprimento.

Outro grande dispêndio da Bamin foi efetivado para capacitar a população do entorno do empreendimento, preparando-os para o exercício de novas atividades, o que representa uma evolução no cumprimento das compensações sociais.

Pelo que vi durante as campanhas eleitorais dos anos de 2010 e 2012, candidatos faziam questão – principalmente os do Partido dos Trabalhadores (PT) – de externar o seu apoio ao Porto Sul. Essas ações, geralmente, são uma recíproca pelo apoio recebido.

Mas é preciso fazer uma ressalva quando ao apoio aos políticos, pois tudo deve ter sido feito dentro da lei, já que uma empresa desse porte não se daria ao luxo de desprezar a lei vigente. Ainda mais quando tem pela frente uma série de “inimigos” ao seu projeto.

Esses inimigos, diga-se de passagem, são de alto coturno e estão espalhados em diversas atividades econômicas, que vão desde aos interesses na privatização dos portos até aos “conservacionistas”, proprietários de muitas áreas no litoral norte de Ilhéus e sul de Itacaré.

São megaempresários que construíram suas mansões de luxo e não querem ser importunados com um porto por perto. Há, ainda, os que possuem grandes “áreas de engorda”, destinadas à implantação de condomínios superluxuosos, camuflados com um marketing pesado sob o paradigma da defesa da ecologia.

Entre os pós e os contras, dentro da própria estrutura dos governos do Estado da Bahia e Federal estão os “amigos e inimigos” do Porto Sul. É o PT contra o próprio PT; é o PCdoB contra o próprio PCdoB. Além de outros menos votados. Ou seja, esses partidos dão uma no cravo e outra na ferradura.

Como expectador de luxo, assisti a grande parte dessas ações empreendias para a concretização dos estudos de implantação do Complexo Intermodal do Porto Sul. Diante disso, posso assegurar a constante falta de um diálogo – por parte do Governo do Estado, o que é inerente aos petistas – com as comunidades envolvidas.

Essa temeridade era vista por parte das pessoas que compunham o Governo do Município de Ilhéus e pela própria Bamin (mas nunca dita em público) que, ao contrário, mantinha um diálogo constante com toda a comunidade, seja ela diretamente ou indiretamente envolvida no projeto.

Acompanhei de perto os estudos e as preocupações do então Chefe de Gabinete do Prefeito Newton Lima, José Nazal, que apresentou a todo o tempo e hora vasta documentação e estudos necessários. Isto demonstra que as partes envolvidas colaboraram, inclusive a população de Ilhéus, que se mobilizou a favor do projeto.

Neste caso, o único devedor é o Governo do Estado, que sempre claudicou em suas ações. E o resultado é danoso para Ilhéus, que perde um grande investimento. Para a Bahia, nem tanto, pois a empresa poderá utiliza o Porto de Aratu, como sempre desejaram quase todos os interessados do contra.

Mas a Bahia pode perder se a Bamin encontrar maiores facilidades para operar em outro porto, em outro estado da federação. Como uma empresa privada investe seu próprio recurso – e não o do contribuinte, no caso do Estado –, as situações são revistas, observando-se os benefícios que serão auferidos pela continuidade da empresa.

Mas o que o ilheense está sofrendo se expandirá para outros municípios vizinhos, que também perderão os investimentos previstos para a implantação de diversas plantas industriais ligadas à operação no (e do) Complexo Intermodal do Porto Sul. Os itabunense, inclusive, coloquem as “barbas de molho”, com a promessa dos recursos para a construção da Barragem do Rio Colônia.

Ao que tudo indica os R$ 60 milhões prometidos já minguaram para apenas R$ 17 milhões, e como sempre acontece, a estrutura de comunicação do Governo do Estado – por certo – massificará uma grande campanha publicitária para mostrar que estamos no melhor lugar do mundo. Ou seria no melhor dos mundos?

Não me esqueci da ponte que liga o centro ao bairro do Pontal, mas essa é outra história.

Jornalista, advogado e editor do www.ciadanoticia.com.br

Greve de vigilantes ou de bancos?

Sem segurança dentro dos bancos

Quem souber para que serve um vigilante numa agência bancária, que informe, por favor: Em uma análise mais simplória, esses profissionais que deveriam promover a segurança, não a fazem, até mesmo por falta de preparo.

Talvez a melhor serventia seja tratar mal os clientes da agência, criando problemas e se julgando uma completa “otoridade”. E, por incrível que pareça, são eles mesmos quem mandam no banco, conforme mostra esse movimento paredista.

Na esteira da greve dos vigilantes, os bancários aproveitam para tirar sua casquinha e não trabalharem: Ora, um banco não só movimenta valores físicos, dinheiro em espécie, e sim uma série de negócios que não chamam a atenção dos assaltantes.

Se um cliente do banco necessite tirar uma dúvida, trocar um cartão magnético ou utilizar outro serviço, está impedido de entrar na agência e, até mesmo os funcionários que estão do lado de fora se negam a dar uma informação.

Ao que parece, os bancários aproveitam a greve dos vigilantes para fazer a sua, embora sua única reivindicação seja a de não prestar o serviço aos clientes que pagam os seus salários.

Um exemplo da desnecessidade dos vigilantes são as agências lotéricas, que mantêm suas portas abertas sem eles. Agora, com a greve dos vigilantes, a segurança é dada pela Polícia Militar, postada à frente das agências. Será que a PM não merece ser vista pelos bancos e bancários como os que inibem as ações desses assaltantes e os prendem depois que assaltam os bancos?

Será que são ordens da CUT? PT? PCdoB?

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