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Governo do Estado se faz de morto e impacienta a Bamin
Walmir Rosário
Já não são tão cordiais as relações entre as altas cúpulas do Governo do Estado da Bahia e da Bahia Mineração (Bamin). O motivo é um só: a omissão do governo em relação ao cronograma de implantação do Projeto do Complexo Intermodal do Porto Sul.
Desde o ano passado que a Bamin vem revelando impaciência com o certo descaso do Governo do Estado em relação à entrega da área para que as obras do Porto Sul sejam iniciadas. Os prazos concedidos são vencidos e nenhuma – ou quase nenhuma – ação é feita.
De novo – apesar dos desmentidos do prefeito de Ilhéus – a Bamin promete “enfiar a viola no saco” e ir tocar em outra freguesia, apesar dos grandes investimentos feitos. E os recursos foram poucos, investidos em estudos, ações de comunicação pública e social.
Essa apreensão gerada com a possível saída da Bamin do Complexo Intermodal do Porto Sul, o que inviabilizaria o projeto, resultou numa reunião de emergência entre empresários, instituições e o Governo do Estado. Por certo, novas promessas serão feitas, embora sem a certeza do cumprimento.
Outro grande dispêndio da Bamin foi efetivado para capacitar a população do entorno do empreendimento, preparando-os para o exercício de novas atividades, o que representa uma evolução no cumprimento das compensações sociais.
Pelo que vi durante as campanhas eleitorais dos anos de 2010 e 2012, candidatos faziam questão – principalmente os do Partido dos Trabalhadores (PT) – de externar o seu apoio ao Porto Sul. Essas ações, geralmente, são uma recíproca pelo apoio recebido.
Mas é preciso fazer uma ressalva quando ao apoio aos políticos, pois tudo deve ter sido feito dentro da lei, já que uma empresa desse porte não se daria ao luxo de desprezar a lei vigente. Ainda mais quando tem pela frente uma série de “inimigos” ao seu projeto.
Esses inimigos, diga-se de passagem, são de alto coturno e estão espalhados em diversas atividades econômicas, que vão desde aos interesses na privatização dos portos até aos “conservacionistas”, proprietários de muitas áreas no litoral norte de Ilhéus e sul de Itacaré.
São megaempresários que construíram suas mansões de luxo e não querem ser importunados com um porto por perto. Há, ainda, os que possuem grandes “áreas de engorda”, destinadas à implantação de condomínios superluxuosos, camuflados com um marketing pesado sob o paradigma da defesa da ecologia.
Entre os pós e os contras, dentro da própria estrutura dos governos do Estado da Bahia e Federal estão os “amigos e inimigos” do Porto Sul. É o PT contra o próprio PT; é o PCdoB contra o próprio PCdoB. Além de outros menos votados. Ou seja, esses partidos dão uma no cravo e outra na ferradura.
Como expectador de luxo, assisti a grande parte dessas ações empreendias para a concretização dos estudos de implantação do Complexo Intermodal do Porto Sul. Diante disso, posso assegurar a constante falta de um diálogo – por parte do Governo do Estado, o que é inerente aos petistas – com as comunidades envolvidas.
Essa temeridade era vista por parte das pessoas que compunham o Governo do Município de Ilhéus e pela própria Bamin (mas nunca dita em público) que, ao contrário, mantinha um diálogo constante com toda a comunidade, seja ela diretamente ou indiretamente envolvida no projeto.
Acompanhei de perto os estudos e as preocupações do então Chefe de Gabinete do Prefeito Newton Lima, José Nazal, que apresentou a todo o tempo e hora vasta documentação e estudos necessários. Isto demonstra que as partes envolvidas colaboraram, inclusive a população de Ilhéus, que se mobilizou a favor do projeto.
Neste caso, o único devedor é o Governo do Estado, que sempre claudicou em suas ações. E o resultado é danoso para Ilhéus, que perde um grande investimento. Para a Bahia, nem tanto, pois a empresa poderá utiliza o Porto de Aratu, como sempre desejaram quase todos os interessados do contra.
Mas a Bahia pode perder se a Bamin encontrar maiores facilidades para operar em outro porto, em outro estado da federação. Como uma empresa privada investe seu próprio recurso – e não o do contribuinte, no caso do Estado –, as situações são revistas, observando-se os benefícios que serão auferidos pela continuidade da empresa.
Mas o que o ilheense está sofrendo se expandirá para outros municípios vizinhos, que também perderão os investimentos previstos para a implantação de diversas plantas industriais ligadas à operação no (e do) Complexo Intermodal do Porto Sul. Os itabunense, inclusive, coloquem as “barbas de molho”, com a promessa dos recursos para a construção da Barragem do Rio Colônia.
Ao que tudo indica os R$ 60 milhões prometidos já minguaram para apenas R$ 17 milhões, e como sempre acontece, a estrutura de comunicação do Governo do Estado – por certo – massificará uma grande campanha publicitária para mostrar que estamos no melhor lugar do mundo. Ou seria no melhor dos mundos?
Não me esqueci da ponte que liga o centro ao bairro do Pontal, mas essa é outra história.
Jornalista, advogado e editor do www.ciadanoticia.com.br
Do Público ao Privado

IRRESPONSABILIDADE…
Objeto da mídia em todas as campanhas políticas, sejam elas nacional, estadual ou municipal, uma segunda ponte ligado o centro de Ilhéus ao bairro do Pontal foi colocado no Plano Diretor do Município pelo então prefeito Nerival Rosa Barros e que passou a vigorar em 1969. De lá pra cá, pouco ou nada foi feito para tornar o projeto (ou sonho) em realidade pelos sucessivos prefeitos que passaram pelo Palácio Paranaguá.
Apenas, quando convinha, às vésperas da eleição, o assunto voltava à baila com a simples finalidade eleitoreira. Como papel aceita qualquer tipo de tinta, se escreve o que quer, quando quer e da maneira que quer, mesmo que isso seja apenas para enganar o eleitor, a população de Ilhéus foi, sucessivamente, sendo ludibriada pelos governantes municipais. E o povo sofrendo durante todos esses anos.
…OU INCOMPETÊNCIA
Da nova ponte idealizada pelo prefeito Nerival Rosa Barros e não aceita pelo prefeito João Alfredo Amorim, o certo é que os sucessivos prefeitos não tiveram a capacidade de vislumbrar o futuro de Ilhéus. A situação foi ainda agravada com a construção da BA-001, ligando Ilhéus a Canavieiras e BR-101, ampliando o volume de investimentos imobiliários (empresariais e residenciais) no litoral sul.
O certo mesmo é que foram incompetentes para elaborar projeto e “vende-lo” aos governos Federal e Estadual, colocando nos respectivos orçamentos. Essa situação só mudou após a posse do prefeito Newton Lima, que elegeu a segunda ponte ligando o centro da cidade ao bairro do Pontal como uma das prioridades de seu governo. E o trabalho realizado durante esse tempo foi coroado de êxito, com o anúncio da construção da ponte pelo governador Jaques Wagner, que prometeu o início da obra antes de Newton Lima entregar o cargo ao seu sucessor.
CONVITE OFICIAL
Durante o discurso que fez na abertura do III Festival do Chocolate em Ilhéus, o governador Jaques Wagner declarou seu amor pela cidade e sua dívida com a população. Segundo Wagner, Ilhéus é uma das cidades mais bonitas e convidativas à tranquilidade da Bahia e que merece todo o apoio dele (Estado) e da União para torna-la ainda mais agradável.
Em seguida, o governador Jaques Wagner convidou o prefeito Newton Lima para participar, junto com ele, dos eventos nacionais e internacionais de cunho turístico, a exemplo do Salão do Turismo que será realizado em São Paulo, agora em julho. Outra exigência de Wagner é que Newton Lima participe, em outubro próximo, do Salão do Chocolate, em Paris. A ida do prefeito, segundo o governador, é de relevância para a realização do Salão do Chocolate de Paris, na Bahia, com desdobramentos para Ilhéus. Na agenda o embarque conjunto.
WAGNER ESCALA TIMES

Jaques Wagner e Newton Lima acertam o "time" para ganhar o campeonato
E Jaques Wagner foi a “bola da vez” desta semana em Ilhéus. Além das providências administrativas anunciadas, escalou os times do campeonato político da sucessão municipal. Entre os times prontos para jogar a final estão o PT e PSB, com importantes reforços à vista, cuja convocação já está em andamento.
Pelo que ficou patente, a tabelinha PT-PSB está consolidada diante da contínua troca de passes entre o prefeito Newton Lima e o governador Jaques Wagner. Foi só Newton cruzar a bola para Wagner fazer o gol de cabeça, anunciando a segunda ponte Ilhéus-Pontal. Outras partidas ainda serão jogadas até a eleição, com a promessa de goleada nos times adversários.
BOLA MURCHA
Enquanto o jogo principal está sendo jogado, jogadores de times de segunda divisão estão com a bola murcha. Deputados e políticos sem mandato – estes por culpa exclusiva do repúdio da torcida – não entraram em campo, ou melhor, sequer apareceram no estádio.
As anunciadas amizades com os cartolas e as promessas de contratações de reforços estão cada vez mais foram de cogitação. Agora, cabe exclusivamente às agremiações PT e PSB contratar novos craques e realizar acordos com outras equipes para dominar o campeonato municipal. A torcida já percebeu que o jogo começou a virar.
JORNALISTAS PROTESTAM
Já não dá mais para aturar as entrevistas coletivas concedidas por autoridades nas cidades do Sul da Bahia. Pra começo de conversa, os penetras são em número bem superior aos de profissionais de imprensa, que tem seu direito ao exercício da profissão cerceado pelas participações de quem não tem nada a ver com a questão.
Se isso ainda não bastasse, é preciso aturar o humor da autoridade a ser “sabatinada”, principalmente por querer ser perguntado somente com perguntas de seu agrado. Nesta quarta-feira (6), no Centro de Convenções de Ilhéus, o governador Jaques Wagner nem mesmo chegou já era anunciada a última pergunta, apesar de terem sido feitas apenas três.
É mais salutar não “armar o circo”.
GABRIELA?
Após extensa frequência no curso de discurso de Lula, o governador Jaques Wagner tenta aplicar, na prática, a técnica aprendida com o ex-presidente, a começar pela exclusão do “S” do plural das palavras. Outro ensinamento posto em prática é o discurso em tom de gozação, mesmo que atinja outras pessoas que não tenham dado motivo para tal.
Tentando demonstrar conhecimento sobre Ilhéus, a literatura e os personagens de Jorge Amado, o governador Wagner chegou a se referir em “Gabriela e seus dois maridos” (o correto seria Gabriela, cravo e canela), ao invés de “Dona Flor e seus dois maridos”. Claro que foi apenas um ato falho, afinal, esses dois livros são bastante conhecidos e lidos pela grande maioria, mas não pega bem num discurso oficial, logo na “terra da Gabriela”.
AEROPORTO I
Existe consenso entre os técnicos de que o aeroporto internacional de Ilhéus deve ser construído em um local diferente do que estava programado, nas proximidades do Porto Sul. O local escolhido inicialmente teria uma construção muito cara e poderia ter problemas com a liberação pelo Ibama, por estar próximo à uma área de proteção ambiental.
Pelos que se comenta, o aeroporto internacional seria construído num platô próximo da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), livre de problemas ambientais e localizado junto ao acesso ao Porto Sul através do acesso ao Complexo Intermodal do Porto Sul, a ser construída com a duplicação da BR-415.
AEROPORTO II
O local em estudo também teria outras conveniências, a começar pela distância de outros centros alimentadores de passageiros, como Itabuna, Itacaré, além da própria Ilhéus. Para que tudo funcione em perfeita sintonia, basta dar andamento ao projeto viário, com o semianel rodoviário que permitiria os acessos norte e sul de Ilhéus, nas proximidades do posto da Polícia Rodoviária Estadual.
Esse local, aliás, não é desconhecido e há muito fazia parte dos estudos realizados pelo Derba, sob a coordenação do engenheiro Saulo Pontes, agora diretor do órgão. Agora, só resta mobilizar a área política e econômica dos governos Federal e Estadual para que finalizem os projetos e iniciem as obras do Complexo Intermodal Porto Sul. A região cacaueira se desenvolveria com muito mais rapidez.
R M DO CACAU

A Região Metropolitana do Cacau começa a ser debatida pela população envolvida
Prevista na Constituição do Estado da Bahia desde 1989, a Região Metropolitana do Cacau poderá sair do papel, a exemplo do que já aconteceu com Feira de Santana. Os deputados estaduais Antônio Menezes e Daniel Gomes (autor e relator) foram os responsáveis por inserir a RM no artigo 61 das disposições transitórias da Constituição Estadual e agora poderão ver o fruto do seu trabalho amadurecer.
Indicação do deputado estadual Coronel Gilberto Santana está na pauta do dia e a RM do Cacau já começa a ser debatida. Nesta sexta-feira (8), um fórum promovido pela AmItabuna e Amurc, no auditório da FTC de Itabuna, discutiu o tema, com a presença de autoridades e lideranças regionais. Dois professores da Universidade de São Paulo (USP), Maria Adélia Aparecida de Souza e Aldo Aloísio Dantas, deram palestra sob o assunto, seguido de um amplo debate. Entre as ausências notadas os 12 vereadores de Itabuna. O vereador Wenceslau Júnior era a única presença.
O FIM DA MAIS VALIA I
Virou moda os sindicatos de trabalhadores agirem de acordo com os interesses dos patrões. Pelas bandas das terras grapiúnas há muito se presencia esse “adjutório”, com os trabalhadores entrarem em greve e nela continuarem até que os patrões – empresas de ônibus – consigam o aumento nas passagens, pagas com o dinheiro suado da classe trabalhadora.
Agora, a moda foi aderida pelos trabalhadores da limpeza pública, que cruzam os braços até que a empresa consiga aumento no contrato ou simplesmente a quitação das faturas em atrasos nas prefeituras. Mesmo sem ter participação nos lucros da empresa, eles param as atividades e passam a cobram o pagamento dos seus salários às prefeituras.
O FIM DA MAIS VALIA II
As empresas, que cobram para realizar o serviço e lucram com isso – o que é natural – fazem de conta que não tem nada a ver com a greve. O mesmo acontece com o sindicato, que evita utilizar todos os procedimentos legais para formalizar a paralisação.
E a empresa responsável pela coleta de lixo de Ilhéus serve perfeitamente para ilustrar essa constatação. Nesta sexta-feira (8), em greve, os trabalhadores da empresa PortoCorp, ao serem entrevistados pelo repórter Luky Rey, se apressaram a explicar que o sindicato não teria nada a ver com a paralisação, que era coisa tão somente deles. Mas não mediram palavras para afirmar que tinham todo o apoio do sindicato.
Quer dizer: fazem o jogo da empresa e ainda burlam a legislação trabalhista por não ter necessidade de cumprir os procedimentos estipulados na Consolidação das Leis do Trabalho. Uma inovação e tanto!
QUASE OITENTÃO

O Teatro Municipal de Ilhéus completa seus 79 anos, muito dos quais nem tão bem vividos. Neste domingo (10), às 19 horas, o presidente da Fundação Cultural de Ilhéus, Maurício Corso, convida à comunidade regional para a solenidade de comemoração.
Na programação artistas regionais.
ENCONTRO DE MUSEUS
Após disputar com os municípios de Porto Seguro e Cachoeira, Ilhéus foi escolhida para sediar o 3º Encontro Estadual de Museus. Esta é a primeira vez que uma cidade do interior baiano sedia o evento, que na última edição reuniu representantes de 37 cidades do estado. Este ano, o encontro traz o tema “Museu, Território e inclusão sociocultural” e deve atrair um público ainda maior, de acordo com as expectativas da organização do evento. Nesta quinta-feira (7) parte da equipe organizadora do evento recebeu uma visita técnica dos diretores do Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Cultural (Ipac) da Bahia, Ana Coelho e Cristiano Cardoso.
BOA NOTÍCIA
Os investimentos em Ilhéus não param e agora a boa notícia fica por conta do retorno das operações da empresa de informática Bitwey ao Polo de Informática de Ilhéus. A empresa, que se encontra em recuperação econômico-financeira anuncia a “volta ao lar”, anunciando providências a serem tomadas, a exemplo da venda da planta industrial de maior porte para investir na antiga fábrica.
Com a volta da Bitwey a Ilhéus amplia a perspectiva da geração de novos empregos em todos os níveis de conhecimento. A notícia é comemorada também pelo que representa a empresa para a cidade e que foi uma das pioneiras e incentivadoras da implantação do Polo de Informática de Ilhéus.
CONTAM POR AÍ…
O radialista Elival Saldanha, conhecido como o “Gogó de Ouro” de Ilhéus, se notabilizou pela sua voz, é claro, mas sempre enriquece o seu currículo com outras nuances. Promotor de eventos artísticos no passado, em tempos mais recentes assumiu a realização de festas etílico-gastronômicas em Ilhéus, a exemplo da Feijoada e da Peixada do Jornal Foco Bahia, além do camarote Dubai é Aqui, no Carnaval ilheense.
Mas isso não é tudo para o velho Saldanha, que adora participar de uma entrevista coletiva. E mais, é sempre o primeiro a perguntar, ou melhor, fazer uma pergunta através de um lauto elogio, a pleno pulmões com a voz que Deus lhe deu. E não abre mão dessa primazia, que proporciona uma “boa” dor de cabeça nos assessores da autoridade a ser entrevistada.
E assim aconteceu durante a coletiva concedida pelo governador Jaques Wagner na abertura do Festival do Chocolate, no Centro de Convenções de Ilhéus. Como estavam presentes 15 profissionais de imprensa, a luta era traçar uma estratégia para dissuadir Saldanha de fazer a primeira pergunta, o que não funcionou, para o desespero dos jornalistas Daniel Thame, Maurício Maron e Isaac Jorge, coordenadores do evento.
Pois Saldanha não se fez de rogado e abriu a coletiva com sua pergunta saudação por cerca de três minutos. De bom humor, após os elogios fáceis, Wagner respondeu à pergunta e em seguida acenou para Isaac encerrar a coletiva com apenas oito minutos, para desespero de quem não tinha conseguido fazer uma só pergunta.
Estado inicia estudos sobre nova ponte

Técnicos da Prefeitura e Estado verificam localização
O arquiteto Ademar de Freitas, da secretaria estadual de Desenvolvimento Urbano (Sedur), visitou na manhã desta sexta-feira (8) as praias do Cristo, na avenida Soares Lopes, e da Maramata, no bairro Nova Brasília, com o objetivo de iniciar estudos técnicos visando à elaboração do projeto executivo da construção de uma segunda ponte em Ilhéus. Esta semana, durante a abertura do III Festival do Chocolate da Bahia, que acontece até domingo (10) no Centro de Convenções, o governador Jaques Wagner afirmou que a obra será iniciada antes do término do mandato do prefeito Newton Lima.
Durante a visita aos locais que poderão receber a obra, o representante da Sedur esteve acompanhado pelos secretários municipais de Planejamento, Alisson Mendonça, e de Segurança, Transporte e Trânsito, Marcelo Barreto, além de membros do Escritório de Projetos da Prefeitura de Ilhéus, os arquitetos Alan Dick e Marilene Lapa e a engenheira civil Elza Carvalho. Na oportunidade, Alisson Mendonça lembrou que a localização da segunda ponte de Ilhéus, equipamento que deverá desafogar de forma substancial o tráfego de veículos no centro da cidade, encontra-se definida no Plano Diretor de 1969.
O secretário municipal de Planejamento enfatizou ainda que o início dos estudos preliminares, voltados para a elaboração do projeto executivo da segunda ponte, acontece dois dias depois do governador Jaques Wagner ratificar mais uma vez o compromisso assumido em 2010 com o prefeito Newton Lima e com a população ilheense. “Além da segunda ponte, teremos, com certeza, outras obras estruturantes, fundamentais para prepararmos o município para esse novo momento que se aproxima com a implementação do Complexo Intermodal e dos projetos interligados”, disse.
A idéia é de que a segunda ponte de Ilhéus tenha cerca de 520 metros e seja marcada por quatro faixas (duas em cada sentido), ciclovia, passeios para pedestres e um moderno sistema de iluminação pública. “Além disso, estaremos trabalhando para que o projeto contemple um equipamento moderno, mas que não venha a ‘competir’ com a paisagem da cidade. Ou seja, uma ponte bonita, mas, ao mesmo tempo, discreta”, diz o arquiteto da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur), Ademar de Freitas.
Vereador cobra promessa de campanha a governador

A deputada Fátima Nunes, Edmon Lucas e Paulo Carqueija, durante a entrega do documento ao governador
O vereador Paulo Carqueija (PT) protocolou ofício solicitando ao governador da Bahia, Jaques Wagner, informações sobrea as providências tomadas em relação à construção de uma segunda ponte ligando o centro de Ilhéus ao bairro do Pontal. O documento foi entregue semana passada pelo vereador e a deputada estadual Fátima Nunes (PT), ao Chefe de Gabinete do governador, Edmon Lucas.
Em resposta ao ofício, o governador Jaques Wagner comunicou ao vereador Paulo Carqueija que já solicitou ao Departamento de Infraestrutura de Transportes da Bahia (Derba), para estudar a viabilidade da obra. A construção de uma nova ponte foi uma promessa assumida pelo governador com o vereador e a comunidade, em outubro do ano passado, durante a campanha eleitoral em que buscava a reeleição para o mais alto cargo executivo do Estado.
Inconformado com a resposta inconsistente prestada pelo governador, o vereador Paulo Carqueija voltou a cobrar a Jaques Wagner informações mais concretas sobre as providências, a exemplo da situação do projeto arquitetônico, estudos sobre a localização, impacto ambiental e previsão orçamentária para a realização da obra. “Estamos reivindicando uma obra urgente, tendo em vista a situação caótica em que se encontra o tráfego em Ilhéus, notadamente na ligação entre o centro e a zona sul”, revelou.
No documento, o vereador relata que a atual ponte Lomanto Júnior, inaugurada em 1965, e reformada no governo anterior de Wagner, lembrando que ela serve não só de comunicação entre os diversos bairros da Ilhéus, mas, também, de outras cidades do Sul da Bahia servidas pela BR-001, a exemplo de Una, Santa Luzia, Canavieiras, dentre outras.
Carqueija diz a Wagner que ponte é urgente
Paulo Carqueija voltou a cobrar ações mais concretas do governador, haja vista o compromisso assumido pelo candidato Jaques Wagner perante a comunidade – durante a campanha eleitoral – de executar uma nova ponte Ilhéus-Pontal, importante obra neste mandato. “Ilhéus deu a resposta nas urnas e por isso estamos aguardando as providências necessárias para o cumprimento do pleito”, argumenta o vereador.
A ausência de uma nova ponte vem causando inúmeros congestionamentos no tráfego, transtornos para o dia-a-dia dos ilheenses, turistas e usuários de nossas estradas, inibindo investimentos turísticos, imobiliários e comerciais na zona sul da cidade. O vereador disse, ainda, que, como é de amplo conhecimento do governador, no bairro do Pontal também está implantado o aeroporto Jorge Amado, e os constantes estrangulamentos na mobilidade urbana causam constrangimentos e estagnação do desenvolvimento turístico e comercial de Ilhéus.
Na resposta ao governador, Paulo Carqueija aponta que a atual situação ocasiona sérios transtornos e prejuízos à comunidade Ilheense, o que não se coaduna com a filosofia de mudança implantada neste Governo, cujos resultados positivos são evidenciados a cada dia. “Nosso partido, o PT, tem se notabilizado pelas conquistas econômicas e sociais e a firmeza com que trata os compromissos assumidos e não será em Ilhéus que desvirtuaremos desta filosofia”, concluiu o vereador.



