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Professores cantam samba da “traição” para o prefeito de Itabuna

Vane ainda não consegue enxergar a importância dos professores
Enquanto a Prefeitura realizava, na manhã desta sexta-feira (10), uma espécie de homenagem às mães servidoras, os professores da Rede Municipal, também concursados e que não foram convidados pela secretária da Administração para o evento, realizavam uma manifestação cobrando do Governo melhores salários e condições de trabalho.
Cantando o samba da traição, os professores dizem não ao reajuste de 5,57% proposto pelo Prefeito Vane, bem como pediram mais respeito e melhores condições de trabalho. De acordo com o Simpi (sindicato da categoria), o número de denúncias revela que muitas escolas estão sem as mínimas condições de funcionamento. “Nas escolas estão faltando papéis para realização das atividades, zeladores, água, porteiros, merenda, e em algumas até papel higiênico”, declara a sindicalista Carminha Oliveira. Além dessas
reivindicações, os professores se manifestaram contrários a possibilidade de mudança do regime jurídico celetista para estatutário e cantavam com revolta “você pagou com traição a quem sempre te deu a mão”, conhecido como o samba da traição.
Estava acordado entre Sindicato e Governo um encontro entre os técnicos de ambas as partes para solução do impasse, entretanto, devido a ausência do contador da Prefeitura, Juscelino da Silva, não houve ainda uma negociação. Dessa forma, os professores resolveram manter a “operação tartaruga” até quarta feira (15) onde trabalharão apenas meio período. Na quinta (16) farão uma parada e realizarão também, uma assembleia no turno da tarde na Câmara de Vereadores seguida de passeata nas principais
vias da cidade.
Na sexta as escolas também não deverão funcionar. “Estamos em luta e o movimento tende a crescer ainda mais. Segunda às 16h30min estaremos na Câmara de Vereadores entregando um parecer técnico aos vereadores que comprova a possibilidade do prefeito reajustar o nosso salário em 15% parcelado em três vezes. Além disso, teremos novas assembleias e ações de protesto”, finaliza Norma Guimarães, presidente do sindicato.
VANE E OS FERIADOS CATÓLICOS

Vane o o bispo de Itabuna, Don Ceslau Stanula, antes da eleição
A vinculação do prefeito de Itabuna com o protestantismo tem rendido discussões entre muitos itabunenses.
Vane tem se recusado a participar de eventos profanos, a exemplo da tradicional Lavagem do Beco do Fuxico. Também não esteve presente na católica Procissão de São José (padroeiro da cidade).
Acima do político, eleito por pessoas de indistintas religiões, Vane coloca o homem de fé específica (o estado é laico, o homem público não).
A postura (um direito individual) tem gerado boatos.
Nessa semana, funcionários públicos do município questionam o prefeito por não decretar ponto facultativo na próxima quinta-feira, 28, véspera da Sexta-Feira da Paixão, feriado nacional e católico.
Alguns servidores dizem que o gestor, membro da Assembléia de Deus, não quer adiantar o início do feriadão por discordância religiosa.
Por se tratar de um boato, é possível que não seja verdade. Talvez Vane queira mais trabalho dos funcionários, mais atenção com o povo.
Porém, a rejeição a manifestações culturais fora do mundo protestante e o fato de estar rodeado de pastores reforçam a boataria.
Mistério sobre ausência de Vane em procissão é desvendado
Prefeito teria tremido com receio do rigor do cerimonial do Charles Henri. É o que dizem
Em recentes conversas palacianas assessores e puxa-sacos de plantão explicavam o verdadeiro motivo da ausência do prefeito de Itabuna, Claudivane Leite (Vane do Renascer) na procissão do padroeiro de Itabuna, São José.
Explicam os assessores, que o prefeito não foi à procissão devido à religião que professa ou à proibição dos pastores empregados por ele na prefeitura de Itabuna. O motivo teria sido outro, de ordem social.
À boca pequena, nos corredores, os puxa-sacos de plantão confessam que o prefeito Vane deu caruara para não participar da procissão com receio de não acertar desempenhar o cerimonial elaborado pelo colunista social Charles Henri, mandatário e todo-poderoso da procissão de São José, que somente libera um lugar para carregar o andor do santos aos amigos mais chegados, mesmo assim se treinarem para tanto e o desempenho for satisfatório.
“Manda quem pode, obedece quem tem juízo”. O prefeito sabe bem que essa máxima vale muito nas esferas de poder.
Sorry, periferia – teria dito o saudoso colunista Ibrahim Sued. Em sociedade se sabe de tudo!
O prefeito e o povo
Walmir Rosário
Uma cena do programa eleitoral gratuito exibido na televisão me chamou a atenção. Não que ela seja especial, mas pela empáfia do candidato à reeleição pelo PT de Itabuna, Geraldo Simões. Enquanto milhares de pessoas vivem à margem da miséria, grande parte deles passando fome, o prefeito Geraldo Simões aparece numa mansão cinematográfica de sua propriedade, tomando um lauto café da manhã.
Claro que o prefeito Geraldo Simões tem todo o direito de viver bem, comer bem, subir na vida, o que têm feito com grande maestria, e isto está mostrado no rol de suas propriedades, que inclui outra mansão da praia ilheense (Luzimares), apartamento em Salvador e por aí afora. Como um administrador de empresas deve ter aprendido como ganhar dinheiro e guardá-lo, aplicando em bens de grande retorno.
É certo que durante o tempo em que passou trabalhando na Ceplac não chegava a receber um polpudo salário, sempre defasado, e tanto que, para repor essas perdas salariais, o então sindicalista Geraldo Simões promovia uma greve em cima de outra. Só assim o pessoal do governo resolvia se sensibilizar aos reclames dos trabalhadores. Até hoje os governos agem assim, seja em nível federal, estadual ou municipal.
Mas ao entrar na política, a situação mudou e o prefeito Geraldo Simões deu uma demonstração de competência e passou a acumular bens, o que lhe permite usar e gozar deles, amealhando ao longo desses anos. Entretanto, para um homem público, a ostentação de riqueza não é um bom negócio, pois o eleitor passa a se achar muito distante, causando prejuízos irrecuperáveis na urna.
Na minha santa ignorância (ou burrice científica), talvez eu não tenha a percepção de que um representante do povo, o prefeito de Itabuna tenha agido com as melhores das intenções, no sentido de educar a população para os hábitos alimentares sadios e as boas maneiras à mesa. O que há de se reclamar de uma fausta refeição matinal ingerida pelo prefeito Geraldo Simões? Afinal, como representante do povo, conclui-se que ao ver ele se alimentar, todo povo sinta-se de barriga cheia. Nada mais natural.
O que não se pode perder de vista é que, para ganhar a campanha eleitoral, o prefeito Geraldo Simões, que não se encontra confortável na preferência popular, gasta rios de dinheiro para conseguir seu intento. Uma das primeiras ações cometidas por sua coligação foi poluir visualmente a avenida do Cinquentenário com a propaganda eleitoral. Em toda a cidade não há um poste ou arame entre postes que não ostente os sinais da opulenta publicidade.
Como munícipe, isso me causa certo constrangimento, principalmente ao comparar o atual estado de sujeira que se encontra a cidade. O lixo é depositado em cada esquina sem a menor cerimônia e até hoje não se viu qualquer tipo de campanha educativa neste sentido. Num flagrante desrespeito à Constituição Federal, o prefeito prefere fazer propaganda de asfaltamento com lama asfáltica em cima da pavimentação já existente, uma estratégia utilizada para burlar a legislação.
Os pobres de Itabuna, que não são poucos, agradeceriam se parte dos recursos utilizados pela campanha de Geraldo Simões em sua rica propaganda fosse destinada a programas sociais, beneficiando essa gente desempregada. Não se trata de distribuir cestas básicas, com a nítida intenção de comprar votos, mas de investir na geração de emprego e renda. Ajuda decente como manda os princípios éticos e religiosos.
Não basta tratar todos como irmãos, tem que agir como irmão, ensinar a pescar, oferecer condições dignas de vida. Não será com o assistencialismo eleitoreiro que o itabunense há de se orgulhar de sua cidadania.
Jornalista, advogado e editor do www.ciadanoticia.com.br
Publicado no Jornal Agora em 28-08-2004
Metamorfose política
Walmir Rosário
O patrulhamento ideológico parecia coisa do passado, com aposentadoria compulsória marcada, de papel passado, com a entrada do país no regime democrático. Mas, de repente, estamos de volta ao passado, principalmente com a eleição, para cargos executivos, de companheiros e camaradas, velhos adeptos dessa abominável prática.
O conceito filosófico do bem contra o mal, utilizado com sucesso pelo que esperávamos fosse a última vez, na eleição indireta à Presidência da República, da qual participaram Tancredo Neves e Paulo Salim Maluf. Ledo engano. Até hoje, a luta do bem contra o mal é invocada aos quatro cantos de acordo com as conveniências da hora.
E o pior: sem levar em conta os conceitos filosóficos, e sim, e apenas, o contexto maquiavélico de que o fim justifica os meios. Nesse caso, todos os direitos individuais inerentes à cidadania dos adversários são jogados na lata do lixo e ele é simplesmente lançado no fogo dos infernos, condenado pelas “santas inquisições” de nossa época.
Em Itabuna, como no resto do país, esse é um fato corriqueiro, quando são ameaçados os interesses políticos de um candidato. Que relate essa experiência o político Davidson Magalhães, um dos grandes quadros do PCdoB baiano, execrado em praça pública e nos meios de comunicação durante a eleição municipal de 1996.
Por não ter se submetido aos caprichos do prefeito de Itabuna, à época, Geraldo Simões, e resolvido a concretizar um sonho legítimo de candidatar-se à Prefeitura de Itabuna, foi chamado de “laranja”, alcunha pejorativa que ainda paga. Por mais que tenha demonstrado lisura e competência política e administrativa nos cargos exercidos, ainda carrega a pecha indevida.
O mesmo vem acontecendo com o ex-prefeito Fernando Gomes, acusado pelos petistas de “vender” espaço de vice-prefeito na sua chapa para políticos sem voto, mas com recursos suficientes para alavancar uma campanha. Na hora do anúncio, Fernando Gomes surpreendeu seus adversários, indicando o capitão José Nilton Azevedo, um militar de folha limpa tanto na corporação que tem Tiradentes como patrono, quanto em outras por onde passou.
Em seguida, a bola da vez foi o deputado estadual capitão Fábio, antes considerado um “milico” a serviço de ACM, e, posteriormente, um possível aliado do PT e candidato a vice-prefeito na chapa encabeçada por Geraldo Simões. Defeitos que tinha foram jogados em “baixo do tapete” e as qualidades ressaltadas pelas ruas e botequins de Itabuna. De condenado às profundas dos infernos foi elevado à condição de santo com lugar garantido no céu, sem sequer passar pelo purgatório.
Mas os quinze minutos de fama do capitão Fábio nas hostes petistas duraram pouco. Bastou uma simples conversa com as lideranças do PFL baiano, como o governador Paulo Souto e Antônio Carlos Magalhães, para que o castelo de areia geraldista caísse por terra, derrubado por uma onda avassaladora de argumentos. De anjo passou a demônio, sem direito a defesa nem explicações.
Lamentações a parte, a lógica prevaleceu e o capitão Fábio, homem forjado no cumprimento do dever e na hierarquia continuou onde estava, no ninho em que nasceu. Qual o pecado cometido pelo capitão Fábio? Não ter cedido às pressões políticas do PT? Ter continuado fiel aos seus princípios políticos? Não ter atendido ao chamamento e ao “canto da sereia” (legítimo numa campanha) de Geraldo Simões? É uma resposta para ser dada com o tempo.
Muito se gastou com tinta em jornais para endeusar e satanizar o capitão Fábio, que continua incólume em sua trajetória política, para o desgosto de alguns e regozijo de outros. Entretanto, ficou uma lição: não menosprezar a inteligência dos adversários, por menor que sejam pelas mínimas condições que apresentem. Em política, a conversa é uma arte que deve ser cultivada, os acordos devem ser propostos e, se aceitos, cumpridos.
A inteligência de ACM, mais uma vez, foi posta à prova e ele continuou a demonstrar que na arte de fazer política experiência ainda faz muita diferença. Nada como uma vitória para se comemorar ou uma derrota para ser meditada.
Jornalista, advogado e editor do www.ciadanoticia.com.br
Publicado no Jornal Agora em 23-06-2004
Itabuna quer mais
Walmir Rosário
O prefeito de Itabuna, Fernando Gomes, deu uma boa notícia à população esta semana, com a publicação do edital para licitação dos serviços da Zona Azul no centro da cidade. Não é de hoje que Itabuna necessita do disciplinamento do trânsito na Avenida do Cinquentenário e adjacências, especialmente nas áreas de estacionamento, um dos pontos em que os problemas se apresentam com maior intensidade, principalmente nas grandes cidades e nas médias também, como é o caso de Itabuna.
Com isso, Fernando Gomes vai cumprindo os compromissos assumidos com a população durante a campanha eleitoral. Já estão em andamento projetos arrojados, a exemplo da construção de um centro de convenções e de um teatro, ambos com obras iniciadas e um custo previsto de R$ 18 milhões. Essas realizações colocam Itabuna numa posição de vanguarda cultural, posto que já não ocupava há alguns anos.
O ainda candidato Fernando Gomes se penitenciou com os itabunenses por não ter dado a devida atenção à cultura e garantiu, se eleito fosse, construir, em regime prioritário, o centro de convenções, um teatro e uma biblioteca, esta no centro da cidade e em fase de projeto. Honrando essas promessas, Fernando deixa de lado o estigma de achar que “cultura é frescura”, declaração que lhe foi atribuída pelos seus adversários políticos.
Já que estamos falando de quebra de tabus, outra promessa de palanque eletrônico (horário eleitoral da televisão) feita por Fernando Gomes também gerou dúvidas e descrédito na oposição: o meio ambiente. No entanto, está sendo cumprida e começa pelo Cachoeira, rio que desperta o saudosismo dos mais velhos e campanhas empedernidas de ambientalistas festivos, os chamados “eco-bobos”, causadores de muito barulho e pouca ação.
E o velho Cachoeira, de tantos banhos, travessias, pescarias e lavadeiras, volta a ter dignidade, com o início agora do reflorestamento de suas margens em toda a sua extensão no município. Ainda é muito pouco, dizem alguns, cobertos de razão. Mas é o ponta pé inicial para a “ressurreição” do rio, que se completará com a sua despoluição, após o tratamento dos esgotos ali despejados.
Reconheço que ainda é cedo para cobrar a solução para todos os problemas de Itabuna, que vêm se arrastando ao longo dos anos, com a conivência dos governos anteriores. Mas não posso deixar de reconhecer que Itabuna é uma cidade cosmopolita e, como tal, não merece mais continuar com a aparência de um arruamento de casas, onde impera a lei do mais forte, como se no velho oeste americano estivéssemos.
Ações para melhorar a vida da cidade podem ser empreendidas sem necessariamente requerer investimentos financeiros altos, tão escassos nos municípios brasileiros. Todos sabem, inclusive o prefeito Fernando Gomes, que quanto antes essas ações sejam colocadas em prática, melhor. Caso as medidas desagradem, há bastante tempo para que novos e bons hábitos sejam assimilados pela população.
Claro que a implantação da Zona Azul não resolverá o problema do estacionamento do centro da cidade, mas irá fazer com que comerciantes e profissionais estabelecidos nos centro utilizem, no dia-a-dia, os seus veículos de forma racional. Mas isso só não irá bastar para melhorar a qualidade de vida dos itabunenses se a Prefeitura insistir em conceder licenças de construção de prédios para escritórios ou apartamentos sem garagens.
Os transtornos causados pelas construções erguidas em desconformidade com os modernos padrões urbanos causam enormes malefícios à população e aos clientes do comércio, sobretudo aqueles que se deslocam de outras cidades e não encontram sequer estacionamento. Escorraçados, vão em busca de outro local para realizar suas compras.
E os pedestres? Ah! Esses sofrem horrores ao tentar andar pelas calçadas, ocupadas pelas bancas de camelôs atulhadas de mercadorias do Paraguai. Perigo maior são os carros estacionados nas calçadas, como se elas fossem para ele construídas e não para o “passeio” de pedestres. Em alguns casos, lojas, armazéns, revendas de veículos e hotéis se apossam das calçadas para transformá-las em estacionamento de clientes.
Com a municipalização do trânsito, todos os poderes serão conferidos ao prefeito (alguns já os têm, como não permitir o estacionamento nas calçadas), tornando-o apto a coibir práticas inadequadas já incorporadas por amplas faixas da sociedade. Enquanto não são corrigidos erros de planejamento urbano já consagrados entre nós, seria de bom alvitre a prefeitura incentivar a construção de garagens coletivas, devolvendo ao cidadão o direito que lhe foi tirado de caminhar tranquilamente pelas calçadas.
Aos carros a rua, aos pedestres a calçada!
Jornalista, advogado e editor do www.ciadanoticia.com.br
Publicado no Jornal Agora em 14-05-2005
De quem eles têm medo?
Walmir Rosário
O Brasil assiste estarrecido – e calado – a mais uma grande arbitrariedade cometida pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, contra o patrimônio público e histórico nacional: o Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República. Mandando cercar o Alvorada, presidente Lula incorreu em dois crimes; o primeiro foi modificar, sem autorização, um projeto do arquiteto Oscar Niemayer; o segundo, atentar contra um patrimônio arquitetônico do povo brasileiro.
Ainda resta o descaso com o povo brasileiro (incluídos aí os turistas) que procura visitar uma das consideradas maravilhas da arquitetura moderna construída no planalto central do país. Nem mesmo no tempo da ditadura militar implantada em 64, quando o uso da força era uma realidade, motivada pelo medo da reação popular, nossos monumentos foram tão enxovalhados. Àquela época, as pessoas podiam visitar os palácios e todo o acervo da República e as autoridades não tinham o menor receio deles, por questões óbvias.
Entretanto, ao chegar ao poder um homem do povo, as atitudes são extremamente inversas das praticadas pelas que têm na segurança uma obcecação profissional. O Lula acostumado ao cheiro de povo, à companheirada da fábrica, aos amigos do bar da esquina, das peladas de fins de semana tornou-se paranóico e tenta isolar-se, no Palácio da Alvorada, longe de todos. O próprio presidente Lula deve lembrar da cerimônia de sua posse, quando passeou pelo eixo monumental no meio da multidão.
Nada aconteceu, presidente. O povo brasileiro possui boa índole e só pretende viver feliz, apesar de não possuir condições materiais para tanto. Mesmo assim, consegue fazer festa para o governante que lhe tira o emprego, que tira parte do seu salário em cobranças de taxas e previdência dos aposentados, que o senhor era contra. O povo brasileiro, presidente, é capaz de perdoar os males cometidos pelos governantes como o senhor, que vendeu ilusão, prometendo (como diria um nordestino como o senhor) um rio de leite e uma ribanceira de cuscuz.
Meu receio é que essa paranóia que lhe acomete possa ser uma verdade. Quem sabe, após uma série de reflexões, o senhor não tenha chegado à conclusão de que o povo pode se revoltar com suas falsas promessas e não implantar uma réplica da Revolução Francesa e guilhotiná-lo. Nada disso, o brasileiro, além de ordeiro, é dado à democracia, mesmo que em algumas ocasiões não possa exercê-la na sua plenitude.
Estou desconfiando, presidente, que essa sua paranóia e os milhares de erros cometidos deva ser culpa de assessores despreparados para o cargo, gente que não tem a mínima noção do que seja uma nação. Meu receio é que essa sua clausura tenha sido recomendação do prefeito de Itabuna, Geraldo Simões, que tem andado tanto aí por Brasília. Deve ser o Geraldo que anda incutindo essas idéias na sua cabeça, pois como ele também prometeu mundos e fundos e não fez nada só anda em carro blindado, com vidros fechados e cercado de segurança. Mas não ligue, não, presidente, basta V.Exa. fazer o que prometeu que o povo esquece tudo. É sempre assim.
Jornalista, advogado e editor do www.ciadanoticia.com.br
Publicado no Jornal Agora em 04-09-2004
A saúde na UTI
Walmir Rosário
Muito se tem falado sobre a atual situação da saúde em Itabuna. Mesmo com a municipalização plena, hoje gerida pela Prefeitura, o sistema vem mostrando suas falhas estruturais e conjunturais, desabando seus malefícios na cabeça da população desassistida, como sempre acontece.
Grande parte das mazelas do sistema de saúde é causada pelo modelo gerencial, que prioriza um grande volume dos escassos recursos da saúde, para a propaganda. Quem assiste televisão, ouve rádio ou lê os jornal acredita estar vivendo num mar de tranquilidade, diante das (des)informações passadas ao público comum.
Todos os problemas foram resolvidos pela administração Geraldo Simões e adoecer nesta cidade se transforma num privilégio. Pessoas (previamente escolhidas) dão depoimentos de que foram bem atendidas e num tempo recorde, bem diagnosticadas, bem tratadas, receberam os medicamentos de graça e não vêem a hora de retornar aos hospitais.
Esse tipo de desinformação deveria ser vista com outros olhos pelas autoridades do Poder Judiciário e do Ministério Público, zelosos guardiões da Constituição Federativa do Brasil. Ao que parece, esse tipo de propaganda não está estribada no parágrafo 1º do artigo 37 da Carta Magna, que diz: “A publicidade dos atos, programa, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos”.
Essa parte do artigo 37 foi transformada em “letra morta” pelas autoridades, que não têm dado nenhum respaldo ao preceito constitucional e os crimes cometidos pelos administradores públicos grassam sem qualquer cobrança. A agravante, nisso tudo é que a população passa a receber informações falsas e vão digerindo essas “meias verdades” até que elas se tornem uma “verdade inteira”, como dizia o ministro das comunicações de Hitler, Goebels.
O cidadão não precisa acreditar neste humilde foliculário, basta se dirigir a um dos postos de saúde e tentar marcar uma consulta. Um exame, então, é coisa para muitos meses, caso não use do jeitinho brasileiro, ou seja “amigo do rei”. Uma simples dor de dente não é resolvida antes de, pelo menos, 15 dias. Se for uma radiografia dentária é o tempo de um parto de égua.
Caso o sujeito tente ser atendido num hospital, é necessário passar por um estágio preparatório de paciência, orar com bastante antecedência para São José, padroeiro desta cidade, e todos os santos juntos, no sentido de que eles deem uma forcinha. Feito isso, poderá chegar ao pronto-socorro da Santa Casa e aguardar um só médico plantonista dar conta de todos os casos que chegam: acidentados, doenças das mais generalizadas, e outras misérias do cotidiano.
Caso seja recomendado a ir para o Hospital de Base, aí são outros quinhentos. Nesse caso, haja paciência. Após o demorado atendimento, o que não é culpa do pessoal (médico, enfermeiros e atendentes), que também sofre com essa situação esdrúxula, o paciente ainda corre risco de ser internado. Aí é onde mora o perigo.
Além do risco de infecção hospitalar, os equipamentos estão em estado de miséria, com camas enferrujadas, sem lençóis, e colchões sem forro. Falta de tudo, desde medicamentos, em alguns casos tomados emprestados de outros hospitais, até profissionais.
De antemão, vou logo alertando que essas mal traçadas linhas foram escrevinhadas com o objetivo de dar conhecimento ao prefeito Geraldo Simões e ao secretário da Saúde, Paulo Bicalho, da realidade da saúde em Itabuna.
Caso essas autoridades não reconheçam na minha humilde pessoa a devida competência para tanto, por ser considerado radical ao extremo quando se trata de cidadania, poderei apresentar uma pessoa mais qualificada, um cidadão acima de qualquer suspeita para relatar o que se passou com ele numa peregrinação para prestar socorro a um doente. Trata-se de uma ilustre figura, aposentado do Banco do Brasil, e bem estabelecido na cidade, comandando a Livraria Oásis.
Podem perguntar a Aécio José dos Santos, que ele, além de confirmar o que escrevi, ainda acrescentará outras tantas informações preciosas para tentar tirar a saúde de Itabuna da UTI. Não se acanhem, seu Aécio é pessoa de fino trato, sabe receber bem e dará uma grande contribuição à Administração Pública.
Jornalista, advogado e editor do www.ciadanoticia.com.br
Publicado no Jornal Agora em 17-07-2004
Atuais vereadores querem contas de Azevedo
Está provocando um enorme corre-corre e centenas de telefonemas entre os suplentes empossados na Câmara de Itabuna com a finalidade de conseguirem votar as contas do prefeito Capitão Azevedo.
Mesmo assim, ao que parece, os obstáculo$ são muitos e a garantia pelo $erviço a ser prestado não é de 100%. Há desconfiança de todos os lados, com receio de que a matéria volte a ser apreciada pelo outra turma – a que não assumiu o compromisso e pode voltar a qualquer momento.
Nesse caso, aí é que a matéria legislativa vai azedar de vez.
Saúde de Azevedo inspira cuidados; “caiu a ficha” da derrota
Neste final de semana, finalmente, “caiu a ficha” do prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo, sobre o resultado da eleição municipal. E a reação de Azevedo não foi das melhores, requerendo, inclusive, cuidados médicos na área psíquica.
O problema foi causado pela derrota na eleição municipal, quando perdeu o assento e o poder no Centro Administrativo Firmino Alves para Claudivane Leite (Vane do Renascer). A derrota, entretanto, só foi digerida uma semana após, devido, ao que parece, à dificuldade de Azevedo em assimilar fatos e consequências.
Aliás, o mesmo comportamento foi observado quando o Capitão Azevedo se sagrou vencedor no pleito eleitoral de 2008. Após uma semana, quando finalmente “caiu a ficha”, Azevedo se isolou da família, correligionários e amigos, ao perceber o tamanho da responsabilidade que teria de assumir.
Esse fato ocorrido em 2008 foi confidenciado a duas pessoas pelo prefeito eleito, que disse – à época – não se sentir seguro e nem saber qual a dimensão da responsabilidade. Ao que parece, não buscou especialistas médicos para diagnosticar a causa do problema que sofre.
O fato se repetiu agora, só que com o efeito contrário, o que o obrigou a se consultar com um especialista da área psíquica. Mesmo confidenciando o ocorrido a amigos, o prefeito derrotado não explicou se o médico teria concluído o diagnóstico o se ainda continuará sendo examinado para que o profissional médico possa chegar a uma conclusão.
No poder, Azevedo não confiava nos seus colaboradores diretos, mesmos os técnicos experientes e conhecidos. Esse comportamento ficava mais evidenciado quando sofria pressão da família Burgos – que se dizia “dona” de grande parte do “latifúndio municipal” –, principalmente quando alertava ao prefeito sobre a possível reabertura de um processo de compra de votos.
Azevedo tinha olhos e ouvidos para determinadas pessoas – pouquíssimas e sem competência –, a exemplo do soldado Pinheiro, que se considerava o maior expert político. Pinheiro é o mesmo que, no cargo de segurança e motorista, correu ao perceber que Azevedo estava sendo assaltado na porta de sua casa e foi obrigado a se defender sozinho.
Uma visão míope, caolha e estereotipada de ver e analisar os fatos.
Caixa aprova “Minha Casa, Minha Vida” em Itabuna, no território ilheense

O conjunto habitacional está sendo construído de área dos dois municípios
As dificuldades pelo prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo, além de criar problemas para os municípios e sua população, chega agora ao Governo Federal. Recentemente, a Caixa Econômica Federal aprovou a construção de um conjunto residencial de prédios com apartamentos localizados nos dois municípios, embora conste como sendo apenas de Itabuna.
Num voo recente feito pelo Chefe de Gabinete da Prefeitura de Ilhéus e também fotógrafo, José Nazal, ficou evidenciado o imbróglio. Através do registro feito pelas lentes das potentes máquinas de Nazal dá para ver, com toda clareza, o local onde passa a linha da divisa entre os dois municípios.
Só resta saber como a Prefeitura de Itabuna aprova um projeto de construção de prédios de apartamentos em território alheio…Caso tenha conhecimento fica configurada o crime de improbidade administrativa.
Confira nas fotos de José Nazal com as respectivas datas:

A situação da mesma área no ano passado pelas lentes de José Nazal
Azevedo e Santana “armam” na Alba

Azevedo e Santana não se deram bem, pelo menos agora
Deu o maior rebu a reunião da Comissão Especial para Assuntos Territoriais e Emancipação da Assembleia Legislativa da Bahia. O que seria apenas uma reunião rotineira se transformou numa “armação” para votar o projeto da mudança dos limites territoriais entre Ilhéus e Itabuna.
Tudo porque o deputado estadual Coronel Gilberto Santana (PTN) colocou na ordem do dia da Comissão, sem a anuência dos outros deputados, o projeto encaminhado pela Superintendência de Estudos Sociais e Econômicos da Bahia (SEI). Como os deputados ligados a Ilhéus não se encontravam presentes, a intenção do Coronel Santana era modificar, a seu bel prazer, o trabalho da SEI.
Pela proposta apresentada pelo deputado Coronel Santana, Ilhéus perderia parte do território, incluindo o Makro, o Atacadão e a Ceplac. Imediatamente, os deputados Carlos Brasileiro e Fátima Nunes (PT), Ronaldo Carletto (PP), Ângela Sousa (PSD) e Pedro Tavares (PMDB), se articularam e conseguiram manter o projeto da SEI.
A posição técnica foi defendida pelo diretor-geral da SEI, Geraldo Reis, desagradando ao deputado Coronel Santana, que não conseguindo o intento, teria dirigido palavras ofensivas aos técnicos da SEI, alegando que eles estavam em favor de Ilhéus. Imediatamente os técnicos da SEI exigiram respeito. Junto ao deputado Santana estava o prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo.





