CIA DA NOTÍCIA

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Dilma mistura água e óleo

César e Dilma juntos comprova que água e óleo se misturam: quem tinha razão?

Uma das questões mais complicada da química foi resolvida de forma bem simples, sem se recorrer à polaridade das moléculas da água (H2O) e do óleo. O processo químico utilizado para isso o da política e os petistas já estão bem homogeneizados com o baiano César Borges.

O processo não irá concorrer a nenhum Prêmio Nobel, muito menos deverá fazer esse bem todo esperado pelos palacianos e uma banda nem tão saudável do Partido da República (PR). A soma esperada é apenas a troca de interesses. O ministro do Transporte que entra, César Borges, é da mesma turma do senador amazonense Alfredo Nascimento, que já ocupou o cargo.

A finalização do processo químico já tinha começado num daqueles liquidificadores do Palácio do Planalto comandados por Valdemar Costa Neto, Lula e Dilma. Na primeira passada no liquidificador, César Borges foi ocupar a vice-presidência do Banco do Brasil. Agora, que acertaram o ponto da mistura, é promovido ao ministério mais mal falado do Brasil.

Atanazado pelos petistas na eleição de 2010 para o Senado, Cesar Borges, que ocupava o primeiro lugar nas pesquisas, foi espezinhado pelos partidos PT, PSB e PCdoB, até ser derrotado nas urnas. Como prêmio de consolação por ter “baixado o cangote” e aderido aos velhos inimigos, vira ministro. Agora, só resta vir a Itabuna de braços dados com Geraldo Simões e declarar juras de amor eterno.

Os restos mortais de ACM estão retorcidos na tumba pelo comportamento sem pudor algum dos seus “meninos”. Vade retro satanás!

De ratos de redação a carrascos da imprensa

Walmir Rosário

Uma das imagens mais vistas nas redações brasileiras no período da ditadura militar – e até hoje – eram alguns personagens chamados naturalmente de “ratos-de-redação”, “chatos-de-galocha” ou outros adjetivos que o valham. Essas peregrinações diárias tinham como objetivo conseguir nos veículos de comunicação – órgãos capachos do capitalismo, segundo eles – alguns espaços para divulgarem, em muitos casos, material de origem duvidosa.

E traziam material para as possíveis notícias nas várias editorias. Cultura, esportes, reclamações e denúncias diversas e até política. De início, a política sindical; depois partidária. Antes de mostrar o que tinha ido ali fazer, gastava uns 10 tostões de proza tentando agradar, entrava na seara das dificuldades econômicas, cuspia fogo na tirania da inflação, creditando tudo às mazelas do maldito capitalismo.

Entregavam o material, o repórter lia, faziam algumas perguntas para complementar as lacunas, respondidas prontamente quando eram do interesse partidário. Quando não, geralmente o repórter ouvia alguns impropérios do tipo “é mais um burguesinho, um bajulador dos patrões da grande imprensa que vive cerceando os interesses dos trabalhadores”…e ia embora. De qualquer forma a notícia, quando boa, era publicada.

Outros, de forma dissimulada, chegavam às redações justamente no horário do fechamento, quando somente estavam sendo elaboradas a primeira página e a página da editoria de polícia, e avisavam que tinham a maior notícia do mundo. Quando ouviam que todas as páginas já tinham sido fechadas, retrucavam com a maior cara-de-pau: “Não tem um espaço nem na primeira página?”, perguntavam virando o rosto com vergonha.

Mas nem tudo continua com dantes, eis que esses rapazes e moças chegaram ao poder junto com o Partido dos Trabalhadores e seu leque de satélites, que incluem os PCs, PSB, dentre outros menos votados. Já em 1993, com a chegada desses partidos ao poder em Itabuna, a mudança foi de 360 graus, e as visitas às redações foram escasseando, mas as cobranças, não. Agora eram feitas por telefone, em formas de ameaças.

E essa prática continuou se acentuando com mais vigor após a posse de Lula no Palácio do Planalto. Mutatis mutandis (ou no velho português de guerra, mudando o que tem de mudar), o comportamento acompanhou o surrado brocardo romano. Ao invés de chegarem pisando macio, como antes, brandiam as folhas dos jornais com ameaças da pior espécie: “Nosso governo não admite isso não” e prometiam retirar até mesmo a publicidade do jornal.

Como nunca trabalhei num departamento comercial de um veículo de comunicação, apesar de conhecer sua importância no pagamento do nosso salário, nunca fui dado a me submeter a esse tipo de humilhação, parta de onde partir. Afinal, como sempre fui adepto à máxima que diz: “Um veículo de comunicação não deve ser temido, mas respeitado”, comportamento diferente não poderia ter.

Pois bem, a estratégia desses senhores mudou…e pra pior, diga-se de passagem, tornando-se muito mais perversa, principalmente para os coitados dos contribuintes brasileiros. Se antes prevalecia a humildade, depois a arrogância (que continuou), agora essas características estão reunidas no “assalto” ao dinheiro público. Sim, é isso mesmo que você leu, apesar do tipo penal definir assalto como ataque súbito utilizando a força ou ameaças, com o objetivo de roubar.

E o fazem de modo sub-reptício, dissimulado, utilizando como estratégia as táticas nazistas do ministro da Propaganda de Hitler, Joseph Goebbels, difusor da sentença “uma mentira repetida mil vezes se transforma em realidade”. Como no III Reich, a mensagem de ufanismo é dita e repetida dia e noite pelos seus militantes, como forma de atrair incautos dos mais diversos calibres para os seus pretensos feitos.

De repente, mais do que de repente, de forma milagrosa, o Brasil se transformou, como num passe de mágica, num paraíso escolhido por Deus (ou seria Lula?). Tudo o que antes existia ou foi feito de positivo para o seu crescimento e desenvolvimento não aconteceu. O Plano Real, execrado pelo PT e PCdoB em seu lançamento, virou coisa do PT. Os programas de combate à pobreza foram apropriados por eles de forma cínica.

Os prejuízos causados à Nação neste período são escondidos a sete chaves, embora na maioria das vezes sejam apresentados como os melhores do mundo, embora nos causem náuseas. Até mesmo os desmedidos e cínicos autores do Mensalão são defendidos como políticos puritanos e defensores do bravo e pobre povo brasileiro. Uma inversão de valores incutida na cabeça dos incautos dia e noite.

Dia e noite, mesmo. Pois além das mentiras transformadas em matérias jornalísticas enviadas em forma de releases às redações, um bando de militantes desses partidos se apropria do Estado Brasileiro das mais diversas formas: através de suas cores e símbolos, do discurso nazista em que o governante é travestido de Estado, ou na simples partidarização e aparelhamento dos cargos.

Como bons alunos do ministro nazista Joseph Goebbels, dia e noite, esses senhores estão presentes nos veículos de comunicação social com o objetivo de enxovalhar a honra dos adversários ou quem se atreva a contradizê-los. Mas isso é pouco, pois grande parte de sua empreitada consiste em desbancar o Deus todo-poderoso para entronizar Lula, Dilma e José Dirceu no lugar da mais alta honra no reino da terra.

Mas fazem isso com o suado dinheiro dos contribuintes, haja vista que são pagos pelos gabinetes de senadores, deputados federais e estaduais, vereadores, governos federal, estaduais e municipais. Ganham do Estado, mas trabalham comodamente em suas casas para os partidos, sendo, portanto, sanguessugas do dinheiro público. E não difícil obter essas provas, basta acessar as redes sociais (twitter, facebook, blogs de opinião, dentre outras).

Será que essa prática difere muito do mensalão, crime perpetrado contra as finanças públicas? Acredito que não, pois honestidade não pode ser medida por grau: ou se é honesto, ou não. Nesse caso o que muda é o conceito do criminoso, que no jargão popular pode ser considerado um simples pé-de-chinelo ou um ladrão de colarinho branco. Sem falarmos nos chamados funcionários “fantasmas”, que grassam em nosso serviço público.

Para concluir minha indignação, gostaria de lembrar um pequeno trecho da carta enviada pelo Lord Acton ao Bispo M.Creighton, em 1887:  “E, lembre-se, quando se tem uma concentração de poder em poucas mãos, frequentemente homens com mentalidade de gangsters detêm o controle. A história provou isso. Todo o poder corrompe: o poder absoluto corrompe absolutamente.”

Mas não podemos negar que esta turma avançou no seu papel de carrascos: Às antigas práticas stalinistas foram somadas as nazistas e um exemplo é o projeto de Lei do Marco Regulatório da Imprensa (lei da mordaça). Só nos resta pedir clemência a Deus e votar corretamente nas próximas eleições.

Jornalista, advogado e editor do www.ciadanoticia.com.br

O inadimplente da palavra

Walmir Rosário

Com a ampliação do processo democrático no País muda-se a cultura e os políticos e instituições são obrigados a auscultar a sociedade. A Ceplac, por exemplo, terá que mudar sua postura de descaso para com a sociedade e passar a ouvi-la, até porque já se torna visível, embora que ainda pálido, o nascimento de uma bancada do cacau, hoje formada pelos deputados federais Josias Gomes e Geddel Vieira Lima, embora outros já comecem a se interessar pelo assunto.

O mesmo acontece no restante da administração pública e nos mandatos parlamentares, com o surgimento de grupos de pressão de toda a natureza, seja através da ONGs, associações ou partidos políticos. É a democracia a responsável pela formação de coligações para eleger candidatos e coalizões para garantir a governabilidade.

De há tempos se tornou comum, logo após uma eleição, a coligação não se transformar em coalização de forças, principalmente em relação ao poder executivo. Ganha a eleição, o prefeito, governador ou presidente faz seu o governo, não admitindo a participação dos coligados, principalmente nas questões relativas ao planejamento e correção dos rumos. Afinal, como diz o ditado popular, se conselho fosse bom, seria vendido a preços altos.

Ninguém é obrigado a costurar acordos, fazer compromissos, mas a ética recomenda que todos os acordos feitos deverão ser cumpridos, custe o que custar. Entretanto, essa regra está se transformando em exceção e a obrigação contraída foi jogada na lata do lixo. É banalização do crime, do princípio da honradez. Hoje, os acordos são feitos para não serem cumpridos.

Um dos últimos exemplos disso pode ser demonstrado através da coligação engendrada pelo presidente do PT baiano, Josias Gomes, para fazer Geraldo Simões prefeito de Itabuna, reunindo a maior coligação da história política da cidade. Hoje, dos nove partidos coligados, apenas dois – os nanicos PCdoB e PDT – continuam fazendo parte da Administração Municipal e da coligação que tenta a reeleição do prefeito.

O afastamento de todos esses partidos só pode ter como motivo alguma intransigência do prefeito Geraldo Simões, acostumado a dirigir a Prefeitura como se fosse o diretório itabunense do PT, onde sempre obteve maioria. A sua facção, a Articulação, sempre açambarcou todos os cargos importantes e decisórios, distribuindo outros de somenos importância para os chamados (por eles) grupos xiitas.

Entretanto, a mesma estratégia não deu certo na administração de Itabuna, e com a força avassaladora do poder político e financeiro tomou de “assalto” desde a Câmara Municipal até os mais recônditos escalões político-administrativos. Nesse caso, prevaleceria, na opinião do prefeito Geraldo Simões, a simples concessão do emprego público, não importando a proposta de governo pregada na campanha eleitoral.

Aos poucos, os partidos foram perdendo o encanto de realizar uma grande administração e o PV foi o primeiro a deixar o Centro Administrativo Municipal, sendo seguido pelo PSB, PMDB, PSDB, entre outros. Em que pese a participação do deputado federal e presidente do PT baiano, Josias Gomes, atuando como bombeiro, não conseguiu apagar o fogo e a grande coligação se esfacelou.

O prejuízo do PT será ainda maior caso o prefeito Geraldo Simões teime em levar adiante o seu projeto narcisista, no qual o que realmente interessa não são a economia, o desenvolvimento regional, o bem-estar do povo, e sim o culto à sua personalidade. O PT, que pavimentou sua chegada ao poder com muito sacrifício, estará fadado ao descrédito caso fique conhecido como um partido sem outro projeto que não seja sua hegemonia no poder.

Mesmo não sendo homem de permitir “sombras” próximas de si, seria bom ao prefeito Geraldo Simões se espelhar na grande capacidade de trabalho do deputado Josias Gomes, que tem demonstrando competência no desempenho do mandato, e eficiência nas lutas em que vem travando. Se o prefeito permitisse ao deputado ter conduzido o processo com os aliados, talvez sua administração fosse eficiente e sua reeleição garantida.

Mas como diz o ditado, “se conselho fosse bom, não seria dado, mas vendido”.

Jornalista, advogado e editor do www.ciadanoticia.com.br

Publicado no Jornal Agora em 26-07-2004

 

Casamento de cobra com jacaré

Walmir Rosário

O Partido dos Trabalhadores (PT), antes uma agremiação integrada por vestais políticas, finalmente foi desnudado e expulso, sem nenhuma cerimônia, do paraíso político e jogado ao purgatório, se aquecendo com o que sobra do fogo dos infernos. Os mais experientes articulistas políticos não conseguem entender as bruscas mudanças tomadas pelos petistas após a tomada do poder, obedecendo ao caminho das urnas, como requer a democracia.

Os pruridos de antes foram apagados da cartilha petista com a maior desfaçatez, eliminando até mesmo um estágio centrista do tipo neoliberal praticado por Fernando Henrique Cardoso e criticado por eles. Não havia tempo para essas formalidades e a guinada foi de 360 graus, até se chegar aos pés do Partido da Frente Liberal, o nefasto PFL de antes, satanizado antes e depois das eleições pelos “companheiros barbudinhos”.

A bem da verdade, Lula e os petistas não conseguiram nem mesmo se juntar ao PFL (a não ser na eleição de Nova Iguaçu, Rio de Janeiro), mas a um grupo liderado pelo senador Antonio Carlos Magalhães, um tipo de político que depende do poder para viver, como o peixe da água. Os meios utilizados para isso não importam, e sim os fins: promover uma ditadura civil no País, oprimindo a oposição, calando a voz de instituições, prevalecendo o absolutismo.

Aos eleitores resta saber quais os tipos perigosos de vírus ou bactéria que habitam o Planalto Central e contaminam um partido à primeira sentada no Trono Presidencial do Palácio da Alvorada. Em quem o eleitor vai agora acreditar? Nos partidos dos dogmas, da mentira, do esqueçam o que eu disse? É uma dúvida para ser tirada ainda nestas eleições de outubro próximo.

Como acreditar num partido como o PT, que diz explicitamente na sua propaganda eleitoral gratuita que, reeleito Geraldo Simões, a Fundação Marimbeta não vai acabar? Todos sabem que todos os cinco sítios do Menor Trabalhador foram implantados na administração de Ubaldo Dantas, quando era filiado ao PMDB. Durante esses anos nenhum sítio foi incorporado, apesar da miséria ter sido acentuada na periferia de Itabuna. Portanto, mais uma falácia, como também o é as três ambulâncias do Samu, cujas despesas da festa de entrega, com a presença do ministro da Saúde, Humberto Costa, daria para comprar mais outras 10 ambulâncias.

Outra tática utilizada pelo PT, tanto nos governos como nas campanhas eleitorais é sair na frente atacando pessoas e partidos, sem ética ou piedade, e ainda por cima entulha a Justiça Eleitoral com ações deslavadas e descabidas contra os adversários. Com isso, tenta impedir o trabalho da Justiça, para tentar sair incólume das agressões praticas. Não é honesto, não é ético.

Um partido não pode ter donos, mas perseguir posições definidas. Não deve ser hegemônico e cooptador, mas capaz de fazer alianças visando o benefício da população, governar com os coligados. Um das maiores demonstrações de desprendimento e espírito público foi dado pelo PMDB em Itabuna, ao se coligar com o PSB, mantendo Renato Costa na liderança da chapa, viabilizando uma candidatura com possibilidades reais de vitória.

Exemplos como esse são cada vez mais raros na seara política brasileira, onde os compromissos com a cidade, o estado, a nação, são relegados a segundo plano. Aliás, não é de hoje que o PMDB dá uma aula sobre convivência democrática partidária, abrigando na agremiação filiados das mais diversas tendências – esquerda, centro e direita, com suas subdivisões –, sem a prática de canibalismo entre as determinadas facções.

Na Bahia, o PMDB segue seu rumo, fazendo acordos políticos transparentes, defendendo a moralidade, chegando ao ponto de ter a coragem de cortar a própria carne quando atos espúrios contrários à sua filosofia, como os corriqueiros adesismos. Agir com pragmatismo não é vender a “alma ao satanás”, mas atuar de acordo sua capacidade de liderança na promoção do bem-estar social do povo.

Jornalista, advogado e editor do www.ciadanoticia.com.br

Publicado no Jornal Agora em 20-09-2004

 

O que rola no Facebook

TAPAR O SOL

Por Ferreira Gullar

“O julgamento do STF realiza-se à vista de milhões de telespectadores. Não é uma conspiração”

GOSTARIA DE deixar claro que não tenho nada de pessoal contra o ex-presidente Lula, nem nenhum compromisso partidário, eleitoral ou ideológico com ninguém. Digo isso porque, nesta coluna, tenho emitido, com alguma frequência, opiniões críticas sobre a atuação do referido político, o que poderia levar o leitor àquela suposição.

Não resta dúvida de que tenho sérias restrições ao seu comportamento e especificamente a certas declarações que emite, sem qualquer compromisso com a verdade dos fatos. E, se o faço, é porque o tenho como um líder político importante, capaz de influir no destino do país. Noutras palavras, o que ele diz e faz, pela influência de que desfruta, importa a todos nós.

E a propósito disso é que me surpreende a facilidade com que faz afirmações que só atendem a sua conveniência, mas sem qualquer compromisso com a verdade. É certo que o faz sabendo que não enganará as pessoas bem informadas, mas sim aquelas que creem cegamente no que ele diga, seja o que for.

Exemplo disso foi a entrevista que deu a um repórter do “New York Times”, quando voltou a afirmar que o mensalão é apenas uma invenção de seus adversários políticos. E vejam bem, ele fez tal afirmação quando o Supremo Tribunal Federal já julgava os acusados nesse processo e já havia condenado vários deles. Afirmar o que afirmou em tais circunstâncias mostra o seu total descompromisso com a verdade e total desrespeito com às instituições do Estado brasileiro.

Pode alguém admitir que a mais alta corte de Justiça do país aceitaria, como procedentes, acusações que fossem meras invenções de políticos e jornalistas irresponsáveis?

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Convenções em Itajuípe

DO CORREIO ITAJUIPENSE

Os partidos políticos que indicarão candidatos ao pleito 2012 realizarão suas convenções partidárias nos dias 29 e 30 do corrente. No dia 29, no plenário da Câmara Municipal de Itajuípe, estarão realizando suas convenções, em horários distintos, o PT, PSB, PP, PTdoB, PSDB, PTB e o  PTN.

No dia 30, no plenário da Câmara Municipal, estarão reunidos o PMDB/PV; o PPS, na avenida Dr. Montival Lucas (Barcaça); o PTC, na rua Osvaldo Cruz; e o PDT, na rua Frei Bento de Souza.

Também no dia 30, estarão realizando as suas convenções o PHS, PSD, DEM, PRTB, PR e PSDC, na rua Thomaz de Aquino; e o PSC, PRB e PRP, na rua Monteiro Lobato.

Nas convenções serão confirmados os lançamentos dos candidatos a prefeito: Gilka Badaró, Graciela Dantas, Demétrio Barra, Júnior da Auto Peças, Luiz Pedro, Pastor José Reis e o vereador Vinicyus Guimarães.

No 5 de julho (quita-feira) será o último dia para os partidos e coligações apresentarem no Cartório Eleitoral, até as 19 horas, o requerimento de registro de candidatos a prefeito, vice-Prefeito e  a vereador. Na sexta-feira (6) serão permitidos aos partidos a veiculação da propaganda eleitoral.

ENTREVISTA: Wenceslau Júnior – pré-candidato a prefeito de Itabuna

O PCdoB é independente e terá candidato próprio

O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) dispensa a condição de coadjuvante e pretende ser a estrela principal da eleição em diversas cidades brasileiras. Em Itabuna não é diferente, e o vereador e suplente de deputado estadual, Wenceslau Júnior participa da disputa interna do partido com Davidson Magalhães pela vaga de candidato a prefeito na convenção do próximo ano. Líder forjado nas lutas estudantis e nos movimentos populares, Wenceslau afirma que se preparou durante todo esse tempo para chefiar o Executivo itabunense. Advogado e professor de Direito, Wenceslau Júnior tem dois desafios: convencer “os camaradas” de que é o nome viável para vencer a eleição, bem como negociar uma ampla coligação com outros partidos. Ele também faz críticas aos prefeitos anteriores, que não privilegiaram o planejamento e diz que o seu partido vem demonstrando maturidade suficiente nas cidades em que administra. E manda um recado: O PCdoB terá candidato próprio e se o PT quiser que venha fazer parte da coligação. “Já apoiamos o PT por três vezes, agora chegou a vez dos petistas nos apoiar”, disse durante à entrevista concedida ao jornalista Walmir Rosário.

Jornal Agora – A candidatura do PCdoB é para valer mesmo, ou se trata de uma estratégia para conseguir cargo na chapa adversária?

Wenceslau Júnior – Definitivamente. O PCdoB tem feito avaliações e, levando em consideração ao acúmulo de forças que o partido vem somando sucessivamente nas eleições em que tem participado, entende que se credenciou a viabilizar uma candidatura com ampla possibilidade de fazer uma disputa com condições reais de vitória em Itabuna.

J. A. – O partido ainda não escolheu que nome lançar, mas o seu é considerado um dos prováveis, junto com o de Davidson Magalhães. Como se dará essa escolha?

W. J. – Não temos tradição em realizar prévias para a escolha de candidaturas. O PCdoB trabalha dentro da análise da realidade, observando o potencial eleitoral, a capacidade de articulação política que possa viabilizar o projeto.  Portanto, estão postos meu nome e o de Davidson Magalhães, mas posso garantir que não há uma disputa interna em torno disso, ao contrário, existe uma unidade em torno do projeto e a depender do cenário da época da escolha, o nome adequado ao momento será escolhido.

J. A. – Notícias veiculadas na mídia dão conta de que o PCdoB estaria sofrendo uma pressão muito grande, para não concorrer com candidatura própria à Prefeitura de Itabuna e apoiar o candidato do PT. O partido conseguirá ficar imune às pressões e caminhar num “voo solo”?

W. J. – Essas notícias de que o PCdoB vem sofrendo pressões para apoiar outros partidos, inclusive o PT, não são verdadeiras, pelo contrário. Nas conversas que tivemos com o governador Jaques Wagner e com as lideranças do PT, em nenhum momento fizeram qualquer tipo de consideração a esse respeito, até porque o próprio PT ainda tem dificuldades políticas em função do nome apresentado como candidato a prefeito de Itabuna. Nós entendemos que o PCdoB é um partido que está na base do governo de Dilma Rousseff e do governador Jaques Wagner, e que tem autonomia para participar, enquanto legenda, de qualquer eleição com candidatura própria ou até apoiar candidatura de outro partido que não seja o do PT, desde que essa candidatura esteja presente nas bases de qualquer um dos dois governos.

J. A. – Pelo que deixou a entender, o PT estaria em condições desfavoráveis para enfrentar uma eleição à Prefeitura de Itabuna?

W. J. – Em Itabuna existe uma análise negativa sobre a viabilidade da candidatura do PT, cujo índice de rejeição é muito grande, enquanto o nível de aceitação não é considerado dos melhores. Pelos cenários possíveis de se vislumbrar, os eleitores estão em busca de um novo nome, uma nova proposta de administração, uma nova forma de governar a cidade. Pelas pesquisas, a população demonstra uma rejeição muito grande nos dois modelos conhecidos: o que está presente (administração do Capitão Azevedo) e nos que por aqui já passaram (Geraldo Simões e Fernando Gomes).

No caso do PT, o partido já teve a oportunidade de governar a cidade por duas vezes, e ao que parece não deixou saudades, pois, em nenhum momento das pesquisas se apresenta como sendo uma novidade. O eleitor não demonstra aprovação pelo modelo apresentado anteriormente e nem mesmo acredita que poderá realizar alguma mudança significativa. Portanto, é uma relação desfavorável, do ponto de vista do eleitor, que somada à dificuldade que o próprio PT tem em agregar forças políticas amplas em torno de um projeto para Itabuna.

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ENTREVISTA: RENATO COSTA – Presidente do PMDB de Itabuna

“Itabuna precisa de um prefeito-estadista”

Abrigo de políticos com posições das mais diferenciadas, o PMDB está longe de ser considerado um partido ideológico. E o presidente da legenda em Itabuna, Renato Costa, tem plena consciência dessa condição e diz que não se sente constrangido em pertencer ao partido, que convive com políticos do nível de um José Sarney e Renan Calheiros, da chamada “banda podre”, bem como Pedro Simon e Jarbas Vasconcelos, considerados políticos “do bem”. Se em nível nacional essa convivência é possível, em Itabuna não se foge à regra e os peemedebistas terão várias pré-candidaturas a escolher, colocadas pelas várias tendências. Para Renato Costa, Itabuna precisa sair do marasmo político que se encontra elegendo um prefeito com visão de estadista e para isso não descarta conversar com outras agremiações, embora considere muito cedo para se falar em coligações. Ele garante que o partido deverá ter candidato próprio, porém não partirá para uma candidatura suicida. A seguir, os principais assuntos da entrevista concedida aos jornalistas José Adervan e Walmir Rosário.

Jornal Agora – O PMDB lançou várias pré-candidaturas, inclusive de duas mulheres: Leninha Duarte e Maruse Xavier, que prometem uma boa disputa interna. Quais serão os critérios de escolha da candidatura à Prefeitura de Itabuna?

Renato Costa – Em março deste ano, a direção nacional do PMDB recomendou que nas grandes e médias cidades o partido lance candidatura própria. Dentro dessa diretriz, a Executiva se reuniu e resolveu abrir o espaço para que todos os filiados com pretensões a se candidatarem lançassem suas pré-candidaturas, o que considero um procedimento bastante democrático. Como filiados do naipe de Ubaldo Dantas e Fernando Gomes, que possuem um grande cabedal de votos, se mostraram desinteressados, foram colocados os nomes de João Xavier, um quadro de tradição, o meu nome, a pedido de Geddel Vieira Lima, e o do advogado Rui Correia. Depois disso, outros peemedebistas foram colocando seus nomes.

Também conversamos com lideranças de outros partidos, a exemplo de Vane do Renascer (Claudivane Leite), que optou se filiar ao PRB (Partido Republicano do Brasil), e Leninha Duarte, que deixou o PPS (Partido Popular Socialista), e veio para o PMDB. Próximo ao dia 24 de setembro, data em que apresentamos os pré-candidatos, o advogado Edmilton Carneiro, que estava se filiando ao partido, também colocou o seu nome à disposição, bem como Maruse Xavier. Claro que as pré-candidaturas são informais, e estamos estabelecendo uma agenda até o fim do ano para o afunilamento das candidaturas.

J. A. – Quais os critérios para a escolha do candidato?

R. C. – Ainda não temos os critérios definidos, mas não é da tradição do PMDB a realização de prévias, ferramenta não utilizada pelo partido, mas desses nomes o que a sociedade sinalizar como o de maior musculatura, será levado à convenção, que avaliará se terá reais condições de disputar e será oficializado. Porém, caso a convenção avalie que esse nome não tenha viabilidade, dirá quais os rumos a serem tomados. Mas a nossa realidade é lançar candidatura própria, e se alguém de outro partido falar em oferecer a vice numa chapa, responderemos que se quiser vir que venha, pois o PMDB abre uma vaga para isso.

J. A. – Como o PMDB é um partido composto por várias correntes e de pensamento político dos mais diversos, existe a possibilidade de que essas pré-candidaturas encontrem dificuldades, surgindo a necessidade de consenso, a exemplo do seu nome. Nesse caso, estaria disposto a partir para o sacrifício?

R. C. – Pelo que conheço do PMDB, essa seria uma possibilidade muito remota, pois já fui candidato a prefeito algumas vezes e sei que ainda prevalece a polarização de duas candidaturas: a do atual prefeito e a do ex-prefeito Geraldo Simões, então como presidente do partido, vou trabalhar para viabilizar a melhor candidatura posta.

“Não vamos caminhar para uma candidatura suicida”

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Os partidos satélites ou de aluguel

Walmir Rosário

Os pequenos partidos – para alguns, na forma jocosa, nanicos – dificilmente elegem candidatos nas eleições, mas participam de todas elas, sempre atuando como coadjuvante dos maiores. Esquerda ou direita – quando ainda exista a ideologia – é apenas uma questão de somenos importância, o que vale mesmo é o apoio recebido para encarar a campanha.

Como a cada eleição os custos sobem de forma estratosférica, mais esses pequenos partidos se submetem aos maiores, que entre outras benesses oficiais fazem jus ao Fundo Partidário, que distribui somas vultosas. Mas nem todos os partidos pequenos podem ser colocados no mesmo balaio, sob o risco de cometermos uma irresponsabilidade.

Desses partidos considerados satélites, alguns conseguiram a maioridade eleitoral e disputam eleições com amplas possibilidades de eleger candidatos às eleições majoritária e proporcional. Com isso, ganham status de independentes e passam a desfrutar das vantagens concedidas pelo Congresso Nacional aos partidos com representação nas duas casas.

Exemplos dessas agremiações são os Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e o Partido Socialista Brasileiro (PSB), que conquistaram a adesão dos eleitores com um discurso convincente e exemplar comportamento dos parlamentares e prefeitos no exercício do mandato. Em outras palavras, fizeram o dever de casa com perfeição.

Embora os partidos tenham abrangência nacional, nem todas as legendas conseguem desempenhos iguais em todos os estados da federação, seja por formação ideológica atávica ou mesmo pela capacidade de convencimento dos seus componentes. Talvez o único partido que nasceu pequeno e conseguiu crescer rapidamente foi o Partido dos Trabalhadores (PT), mas essa é outra história.

Um exemplo em Itabuna é o Partido Comunista do Brasil (PCdoB), que mesmo disputando as eleições como um satélite do PT, sempre conseguiu descolar do petismo, impondo uma supremacia parlamentar, elegendo mais vereadores. Com isso – ou em decorrência disso – cresceu, filiando cidadãos de todas as classes da sociedade.

E agora o PCdoB dá mais um exemplo de independência ao resistir às pressões feitas pelos petistas no sentido de que permaneça o status quo reinante e os comunistas não lance candidatura própria ao Executivo. Oferecem, em troca – como sempre – uma vaga na chapa, geralmente a de vice-prefeito, agregando mais algumas secretarias.

É pouco, muito pouco, uma proposta desonesta para os políticos de partidos que tenham e pretendam disseminar uma política de mudança de comportamento na administração pública. E as pressões são as mesmas, corriqueiras, do tipo “estamos conversando com as direções estadual e nacional para não implodir a base aliada”.

E esse comportamento não é exclusivo de Itabuna, pois ocorre em todas as cidades brasileiras, através de acordos “costurados” de cima pra baixo, o que leva à troca de partidos, sobretudo por conta das diferenças paroquiais. A igualdade entre a militância partidária somente aconteceu quando todos se perfilam para aplaudir os “caciques”. É assim que funciona.

Outro caso que merece uma reflexão é o do Partido Socialista do Brasil (PSB), o que mais cresceu nas duas últimas eleições – nacional e estadual – abre mão das conquistas e contenta em ser mais um “alternativo”, para usar uma expressão educada. No Sul da Bahia, apesar de ter elegido um prefeito, o de Ilhéus, continua na contramão de sua própria história.

Em Itabuna, na eleição municipal passada, o comportamento do PSB não foi dos mais eloquentes, mesmo indo às urnas com candidatura própria, utilizou um discurso de coadjuvante. E o exemplo negativo de Itabuna parece ter contaminado o velho PSB, para desgosto dos fiéis seguidores do lendário socialista João Mangabeira.

Agora mesmo, quem mais tem investido no PSB é o deputado federal Geraldo Simões, velho “cacique” do PT itabunense que, com a diminuição dos votos obtidos na última eleição para a Câmara Federal, pretende “alugar” a legenda. Somente no Sul da Bahia conseguiu abrigo para diversos dos seus apaniguados entre os pseudos socialistas.

E o deputado Geraldo Simões já “tomou de assalto” os diretórios do PSB de Itacaré, com o ex-prefeito Jarbas Barbosa; Floresta Azul, com o ex-prefeito Carlos Hamilton (Garrafão); Camacã, a ex-prefeita Debora Borges; Canavieiras, Dr. Juarez; Itapé, Pedro Jackson (Pedrão). Como esses personagens não fazem parte dos fiéis seguidores de João Mangabeira, no mínimo, deixam margens às desconfianças.

Dois questionamentos poderiam ser feitos ao deputado federal Geraldo Simões: ou ele estaria mudando de partido, ou seja, deixando o PT, legenda que lhe formou e manteve por todos esses anos; do contrário, estaria apenas inchando o PSB com quadros de outras ideologias – ou sem ideologia alguma – apenas para tomar conta da legenda, o que seria mais provável.

Nesse caso, a “pomba branca” já não seria mais imaculada.

Advogado, jornalista e editor do site www.ciadanoticia.com.br

PT usa Banco do Brasil para eleição em São Paulo

O uso desmedido das empresas e instituições do Governo Federal está preocupando os congressistas da oposição e da própria base aliada. Nesta quinta-feira (29), o coordenador da bancada do Distrito Federal no Congresso, o senador Rodrigo Rollemberg (PSB) convocou reunião com deputados e senadores do Distrito Federal para estudar maneiras de reverter o esvaziamento do Banco do Brasil em Brasília e a transferência de diretorias e servidores para São Paulo.

Segundo reportagem publicada quinta-feira (29) no jornal Correio Braziliense, a operação de esvaziamento — que seria coordenada na surdina pelo deputado Ricardo Berzoini (PT-SP) — tem o objetivo de favorecer o PT nas eleições de São Paulo.

Com notícia do IG

Corrida ao Paranaguá – uma prova de fôlego

Walmir Rosário

O Partido dos Trabalhadores (PT) em Ilhéus até que tenta, mas não consegue fazer decolar uma candidatura majoritária ao Palácio Paranaguá. O que temos visto é que o partido ensaia, patina, porém não sai do lugar. Nem mesmo após o seu principal parceiro, o Partido Socialista Brasileiro (PSB), colocar “a bola na marca do pênalti e mandar o PT chutar em gol”. Não se o porquê, mas não tem dado certo.

O certo é que, atônitos, os petistas não têm conseguido esboçar uma reação à altura. Talvez porque as facilidades têm sido tamanhas e eles ainda não conseguiram lidar com a nova situação. Ser governo não é nada fácil, notadamente quando o principal executivo é de outro partido, o que causa a falsa impressão de continuar na oposição, apesar do contracheque no final de cada mês.

E o que digo não é nenhum demérito de ordem ética ou política. Simplesmente provoca uma crise de identidade do tipo “ser ou não ser”. “Eis a questão”. O motivo: A tendência majoritária em Ilhéus “Construindo um Novo Brasil” (CNB), liderada pelo deputado federal Josias Gomes, alimentou a ideia de fazer o deputado candidato a prefeito. Josias nega ter feito alguma promessa desse tipo; os militantes pensam e afirmam o contrário.

Na última segunda-feira (5), o deputado Josias Gomes veio a Ilhéus, distribuiu afagos aos militantes, sejam da sua CNB ou de outras tendências, embora não tenha dito nenhuma novidade. À imprensa disse que poderia ser candidato, mesmo tendo incentivado uma alternativa local, mas não descartava “ter que partir para o sacrifício” caso os “companheiros” não viabilizassem um nome à altura. Aos “companheiros” explicou o seu projeto de continuar na Câmara Federal, incentivou a incursão de outros nomes.

Entre os nomes citados por Josias para concorrer ao Palácio Paranaguá o de Alisson Mendonça foi o mais incentivado, inclusive jurou apoiá-lo nesta difícil empreitada. Nada mais que “um balão de ensaio”, acredita grande parte dos políticos ilheenses, conhecedores que são das diferenças internas do PT, embora não se conheça um nome para concorrer nesse páreo, haja vista a falta de mobilização interna e o estofo para tanto de alguns.

Dentre os petistas de destaque na política ilheense Alisson Mendonça é visto como o mais preparado, por acumular a experiência de dois mandatos como vereador e a presidência do legislativo. Acrescenta-se, ainda, o desempenho no cargo de secretário municipal da Indústria, Comércio e Planejamento, uma Pasta imponente e importante, exercida em sua plenitude, com a coragem e a atitude de quem sabe comandar.

Mas isso ainda é muito pouco para quem deseja chegar ao cargo executivo majoritário de Ilhéus. Não basta saber gerenciar, é preciso demonstrar liderança dentro e fora do partido. E isso talvez seja o “calcanhar de Aquiles” de Alisson Mendonça. Se no âmbito interno partidário conseguiu o apoio dos “companheiros” de outras tendências, inclusive do deputado estadual Rosemberg Pinto, que anda às turras com o deputado federal Geraldo Simões (padrinho político de Alisson), no âmbito externo a conversa é outra.

Dos partidos que compõem a base do governo federal e estadual até o presente momento não chegou uma só frase de solidariedade ou empolgação pela candidatura do vereador-secretário. Desconheço o resultado “das andanças” de Alisson para “vender seu peixe” junto aos atuais coligados, mas caso esses encontros tivessem prosperado as notícias, por certo, teriam sido conhecidas, tanto para afirmar a possibilidade de um futuro compromisso, ou pelo simples “vazamento” de algum dos interessados.

Dos partidos políticos com pré-candidaturas postas, o Partido Progressista (PP) não descarta conversar com o PT, pelo contrário, fala até em dispor a vaga de vice. Será que é Alisson se contenta com isso? Aceitaria essa possibilidade? Encontraria abrigo na chapa do Partido Republicano Brasileiro (PRB) junto ao ex-companheiro Rui Carvalho? Convenceria o PSDB ou PSD (a definir) de Mário Alexandre a juntar os nomes numa mesma chapa? Caso cheguem a um bom termo, quem seria o protagonista e quem aceitaria atuar como coadjuvante?

Só o andamento das conversas mostrará quem terá “fôlego e jogo de cintura” para convencer os futuros coligados. De um lado, o PSB, parceiro de governo, conseguiu arregimentar 10, 11 partidos num encontro para debater a sucessão ilheense, não em torno de uma queda-de-braço, na qual o vencedor é considerado mais forte, mas em torno de ideias com a finalidade de elaborar um projeto comum para Ilhéus.

E nesse tabuleiro político, além das peças mais bem colocadas, a exemplo de Jabes Ribeiro, Rui Carvalho, Cacá Colchões, surge o vice-prefeito Mário Alexandre, que ganha musculatura e densidade eleitoral ao substituir – interinamente – o prefeito Newton Lima, acometido por problemas de saúde. Não se pode desconhecer a simpatia e o compromisso que o prefeito nutre pelo seu vice. Um handicap nada desprezível caso esse premissa passe a ser verdadeira.

Outra situação ainda não analisada é qual o comportamento do governador Jaques Wagner em relação à campanha política do próximo ano. Pela vontade de Jabes Ribeiro, o governador não deveria “se meter” na campanha, a não ser para indicar o nome do vice em sua chapa, mesmo que fosse Alisson Mendonça. Pelo que dizem os correligionários de Jabes, juntaria o que os une (no caso, a base de sustentação estadual e federal) e passaria a debater as diferenças, na busca de uma solução que interessasse a todos.

Em tese, parece fácil. Mas esse tratamento diferenciado agradaria aos outros partidos da base, que defendem os mesmos governos, mas que possuem interesses locais diferentes? Essas são perguntam que não querem calar, principalmente quando se trata da conquista do poder. Cada um desses partidos acredita ser chegada a hora de vencer. Todos eles consideram que reúnem as melhores propostas, as condições mais favoráveis, os melhores candidatos.

Nesse caso, qual seriam os argumentos mais convincentes para fazer esses partidos desistirem de chegar ou se manter no poder? Como costuma dizer o arquiteto Ronald Kalid, “Poder não se dá, poder se toma!”, qualquer deslize ou falta de habilidade das partes envolvidas será fatal para as pretensões. O resultado poderá ser desastroso, como num jogo em que o time com mais chances de vencer perca por WO (não entre em campo).

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O PT está com Newton, mas pode cair no colo de Jabes

Walmir Rosário

O Partido dos Trabalhadores (o PT ilheense) está numa sinuca de bico. Desempenha uma missão política, mas pode ser que não tenha como entregar a mercadoria faturada: o apoio ao candidato à sucessão do prefeito Newton Lima. É bem verdade que os petistas abandonam um projeto sem pestanejar caso ordens superiores determinem. “Somos soldados do partido”, costumam explicar.

Desta vez não será muito diferente, apesar dos projetos que dormem nas gavetas de militantes e pretendentes ao cargo de autoridade máxima do município. Eles foram pensados, repensados e elaborados com muitas discussões, contudo, raramente poderão ser executados, por culpa pura e simples dos próprios petistas.

Simplesmente o nome tido e havido como o ideal para ganhar uma eleição “pulou fora do barco” e não admite, sob qualquer hipótese, emprestar seu nome à empreitada: ser candidato a prefeito de Ilhéus. O nome do desistente: Josias Gomes, deputado federal e líder da corrente maioral do PT ilheense, que antes da eleição chegou a alimentar essa esperança, transferindo seu domicílio eleitoral para Ilhéus.

Agora, com as benesses que o cargo lhe dispensa, agraciado que é como um dos representantes, ou “homens de ouro” do todo-poderoso José Dirceu, não admite, sequer, discutir intramuros essa possibilidade. Para ele, simplesmente, melhor seria embarcar num chamado “projeto B”, mantendo os “companheiros” nos cargos disponíveis da administração municipal.

As posições a serem ocupadas serão as mesmas, mas o autor do projeto futuro atende por outro nome: Jabes Ribeiro, do Partido Progressista (PP). Não que considerem o melhor e o mais apropriado para governar Ilhéus, apesar da experiência acumulada em 14 anos em que esteve mandando e desmandando no Palácio Paranaguá, mas o projeto mais viável, tendo em vista as posições nas pesquisas de intenção de voto.

O desembarque do projeto de coligação com o PSB de Newton Lima, que mantém as posições inalteradas, e o embarque no barco de Jabes Ribeiro tem outro propósito: tratar a política ilheense de forma eleitoreira, colocando-o no mesmo balaio de outras cidades baianas. Nas cidades em que o PT vai bem, o PP apoia, mudando as posições de acordo as conveniências.

O futuro da cidade pouco importa para os “caciques” petistas, que não fazem questão de avaliar a construção político-eleitoral executada anos a fio. A contabilidade eleitoral demonstra que a posição tomada pela direção estadual do PT caminha na contramão, ao desprezar a densidade conquistada nas últimas campanhas. Mesmo tendo perdido as duas eleições, o cabedal de votos dos petistas cresceu de 22 para 27 mil votos.

Uma das muitas máximas é que não se faz política olhando para o retrovisor, mas desprezar sua história e seus ganhos acumulados pode levar ao suicídio eleitoral. Ainda mais quando o candidato preferido pelos dirigentes estaduais e nacionais pode nem mesmo viabilizar sua candidatura, caso não seja o ungido pelo governador Jaques Wagner. E esse é o único sustentáculo da pré-campanha de Jabes.

Os argumentos utilizados pelos “caciques” petistas são frágeis e não se sustentam numa simples plenária realizada com a base ilheense. A começar pela aliança com o PSB, adversários da eleição e coligados de hoje, contra qualquer possibilidade da volta de Jabes ao poder. O sentimento da base não admite essa aliança e nem mesmo discute a tese de apresentar um candidato a vice.

O que está em jogo não é o “antijabismo”, até pelo simples fato de haver condições reais de vitória da coligação firmada entre o PT e o PSB, agora, com finalidade administrativa, e política, para o futuro. Entretanto, o cortejo ainda deixa os petistas atônitos, principalmente quando lembrado os conchavos que podem ser feitos por cima, isto é, pelo governador, que pretende ampliar a base de sustentação na Assembleia Legislativa e os prefeitos das maiores cidades do estado.

A verdade é que existe a possibilidade de uma ação feita de cima pra baixo, sempre colocando um militante do PT como vice. E essa estratégia é posta diante da ameaça da candidatura do médico Rui Carvalho, hoje filiado ao Partido Republicano Brasileiro (PRB). Dr. Rui – queira ou não – é um candidato que empolga as bases com suas propostas de romper com o status quo reinante.

Não pode ser descartada a história de Rui Carvalho, mas setores do PT ilheense preferem – e fazem todo o esforço – no sentido de viabilizar uma candidatura própria. Para viabilizar esse voo, pretendem “fazer política 24” horas por dia e conseguir bons resultados nas futuras pesquisas de intenção de voto. Nesse caso, ofereceria ao PSB um lugar honroso na chapa majoritária: o de vice-prefeito, com garantia de duas ou três secretarias.

Quem tem se esforçado para colocar em seu nome na praça é o vereador licenciado e atual secretário da Indústria, Comércio e Planejamento, Alisson Mendonça, ligado ao deputado Geraldo Simões. E quem mais incentiva Alisson é justamente a facção contrária dentro da mesma corrente, liderada por Josias Gomes, diante da indefinição.

Alisson também já angariou a simpatia de seus companheiros e até de correntes mais a esquerda, como a liderada pelo ministro do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence, haja vista a cultura petista de ampliar o poder hoje existente. E essa equação é simples: “Se já temos o governo federal e o estadual, porque não o municipal”, ainda mais quando se trata de uma cidade importante como Ilhéus.

Caso persista a ideia dos “caciques” petistas em jogar “goela abaixo” dos “companheiros” de Ilhéus a candidatura de Jabes Ribeiro, por certo haverá grande resistência e possibilidades de intermináveis rachas. Os rachas são previsíveis e poderá beneficiar as candidaturas do PSB e do PRB, que poderão caminhar juntos.

E os “companheiros” estão certos, pois ainda lembram de quando ofereceram o vice para Jabes Ribeiro, após intermináveis juras de fidelidade e amor eterno. Eleitos, o companheiro José Henrique Abobreira foi nomeado secretário da Agricultura e só, somente só. Afinal, quem manda é o prefeito, que detém a caneta e a chave que liga o diário oficial.

Pior do que perder uma eleição é ganhar e não governar.

Advogado, jornalista e editor do site www.ciadanoticia.com.br

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