CIA DA NOTÍCIA

Posts Tagged ‘PSDB’

PSDB ANUNCIA PRÉ-CANDIDATURA DE CLAUDIONOR DUTRA

Claudionor Dutra coloca nome à sucessão

O PSDB anunciou a pré-candidatura do Professor Claudionor Dutra à Prefeitura de Vitória da Conquista nas eleições de 2012. Em nota o partido apresentou o nome do professor e destacou o momento que passa o município e a importância das eleiçoes. O partido acredita que “os problemas que o município enfrenta precisam ser resolvidos com urgência e que a administração atual não consegue enxergá-los, por isso é preciso uma nova visão administrativa para Vitória da Conquista. A cidade passa por um ciclo de desenvolvimento e precisa ser preparada para o futuro, porém a Prefeitura não consegue ser eficiente e acompanhar esse crescimento. Por causa disso a mudança serve não somente para a busca de melhorias na administração pública municipal, mas também para a democracia, onde é fundamental a alternância de poder”, informa a nota.

Engenheiro agrônomo, Claudionor Dutra Neto, ou Ticolô, como é popularmente conhecido, tem 50 anos e é professor titular do curso de Agronomia da Uesb (Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia), Mestre em Desenvolvimento Sustentável em Políticas Públicas e Gestão Ambiental pela UNB (Universidade Nacional de Brasília) e Doutor em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Regional pela Universidade de Barcelona. Há oito anos é presidente da Coopmac (Cooperativa Mista Agropecuária Conquistense) onde promoveu um processo de reestruturação e fortalecimento. Em 2011 a Coopmac recebeu o prêmio de exposição mais organizada do Brasil com a ExpoConquista. Em 2010, Claudionor coordenou a campanha presidencial de José Serra em Vitória da Conquista, o candidato venceu com cerca de 82 mil votos contra cerca de 65 mil votos de Dilma Rousseff.

Partidos fazem plenária unificada

As direções dos Partidos PCdoB, PMDB, PMN, PDT, PRB, DEM, PSDB e PCB comunicam a realização, sexta-feira (9), às 18 horas, no salão da Associação dos Moradores do Teotônio Vilela, em Ilhéus, da II Plenária Unificada das Militâncias. A participação da população é livre.

ENTRE BICADAS E BOQUINHAS

Ricardo Ribeiro | ricardoribeiro@pimentanamuqueca.com.br

Ocorre que os acordos já estão feitos e exigem rendição imediata, inequívoca e total. Apenas isso impede que o PSDB mantenha o sonho de Adervan pelo menos até as convenções partidárias.

A disputa tucana que se trava entre o deputado Augusto Castro e o diretório do PSDB em Itabuna poderia ser resolvida de maneira muito simples. Sem querer ensinar missa a vigário, ou cardeal, reza o básico em política que, diante do impasse criado em torno da opção pela candidatura própria ou o apoio à reeleição do prefeito do DEM, o mais correto seria manter a pré-candidatura de Ronald Kalid e tentar fortalecê-la, mas já estabelecendo um prazo para verificar, no devido tempo, se o bico do tucano estará suficientemente crescido a ponto de lhe permitir entrar na guerra de 2012.

Por mais senões que se oponham ao nome do arquiteto, fulminá-lo preliminarmente, quando seu nome foi democraticamente indicado pelo diretório municipal, não parece correto. A candidatura própria é importante para a afirmação do partido, mas é claro que, chegando março ou abril do ano vindouro, apenas quem tiver condições razoáveis poderá seguir em frente.

Se hoje Kalid é um nome de pouca expressão, ninguém pode garantir o que será daqui a alguns meses, ainda que o fortalecimento do tucano dependa da ação do Imponderável de Almeida, parente do Sobrenatural de Almeida criado pelo teatrólogo e jornalista Nelson Rodrigues.

De qualquer forma, como já expressado, o PSDB não pode de antemão se excluir da disputa e entregar o ouro ao DEM, o que somente se dá neste momento em virtude de interesses eminentemente “cabidísticos” (de cabide de emprego). Não exatamente do partido, mas do deputado Augusto Castro, hoje proprietário da Secretaria Municipal da Saúde, onde delegou a função de secretário ao historiador Geraldo Magela.

Não fosse a presença do deputado na Secretaria, o PSDB estaria livre para afirmar sua candidatura, ainda que provisória e sujeita a uma futura capitulação em favor o DEM. Ocorre que os acordos já estão feitos e exigem rendição imediata, inequívoca e total. Apenas isso impede que o PSDB mantenha o sonho de Adervan pelo menos até as convenções partidárias.

Somente pelos acertos já firmados e afivelados entre o deputado e o prefeito é que o diretório municipal tucano foi solenemente desconsiderado e os correligionários se engalfinham num momento em que poderiam debater caminhos e estratégias de maneira mais tranquila.

Essa é a verdade.

Ricardo Ribeiro é um dos blogueiros do PIMENTA.

ENTREVISTA: Wenceslau Júnior – pré-candidato a prefeito de Itabuna

O PCdoB é independente e terá candidato próprio

O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) dispensa a condição de coadjuvante e pretende ser a estrela principal da eleição em diversas cidades brasileiras. Em Itabuna não é diferente, e o vereador e suplente de deputado estadual, Wenceslau Júnior participa da disputa interna do partido com Davidson Magalhães pela vaga de candidato a prefeito na convenção do próximo ano. Líder forjado nas lutas estudantis e nos movimentos populares, Wenceslau afirma que se preparou durante todo esse tempo para chefiar o Executivo itabunense. Advogado e professor de Direito, Wenceslau Júnior tem dois desafios: convencer “os camaradas” de que é o nome viável para vencer a eleição, bem como negociar uma ampla coligação com outros partidos. Ele também faz críticas aos prefeitos anteriores, que não privilegiaram o planejamento e diz que o seu partido vem demonstrando maturidade suficiente nas cidades em que administra. E manda um recado: O PCdoB terá candidato próprio e se o PT quiser que venha fazer parte da coligação. “Já apoiamos o PT por três vezes, agora chegou a vez dos petistas nos apoiar”, disse durante à entrevista concedida ao jornalista Walmir Rosário.

Jornal Agora – A candidatura do PCdoB é para valer mesmo, ou se trata de uma estratégia para conseguir cargo na chapa adversária?

Wenceslau Júnior – Definitivamente. O PCdoB tem feito avaliações e, levando em consideração ao acúmulo de forças que o partido vem somando sucessivamente nas eleições em que tem participado, entende que se credenciou a viabilizar uma candidatura com ampla possibilidade de fazer uma disputa com condições reais de vitória em Itabuna.

J. A. – O partido ainda não escolheu que nome lançar, mas o seu é considerado um dos prováveis, junto com o de Davidson Magalhães. Como se dará essa escolha?

W. J. – Não temos tradição em realizar prévias para a escolha de candidaturas. O PCdoB trabalha dentro da análise da realidade, observando o potencial eleitoral, a capacidade de articulação política que possa viabilizar o projeto.  Portanto, estão postos meu nome e o de Davidson Magalhães, mas posso garantir que não há uma disputa interna em torno disso, ao contrário, existe uma unidade em torno do projeto e a depender do cenário da época da escolha, o nome adequado ao momento será escolhido.

J. A. – Notícias veiculadas na mídia dão conta de que o PCdoB estaria sofrendo uma pressão muito grande, para não concorrer com candidatura própria à Prefeitura de Itabuna e apoiar o candidato do PT. O partido conseguirá ficar imune às pressões e caminhar num “voo solo”?

W. J. – Essas notícias de que o PCdoB vem sofrendo pressões para apoiar outros partidos, inclusive o PT, não são verdadeiras, pelo contrário. Nas conversas que tivemos com o governador Jaques Wagner e com as lideranças do PT, em nenhum momento fizeram qualquer tipo de consideração a esse respeito, até porque o próprio PT ainda tem dificuldades políticas em função do nome apresentado como candidato a prefeito de Itabuna. Nós entendemos que o PCdoB é um partido que está na base do governo de Dilma Rousseff e do governador Jaques Wagner, e que tem autonomia para participar, enquanto legenda, de qualquer eleição com candidatura própria ou até apoiar candidatura de outro partido que não seja o do PT, desde que essa candidatura esteja presente nas bases de qualquer um dos dois governos.

J. A. – Pelo que deixou a entender, o PT estaria em condições desfavoráveis para enfrentar uma eleição à Prefeitura de Itabuna?

W. J. – Em Itabuna existe uma análise negativa sobre a viabilidade da candidatura do PT, cujo índice de rejeição é muito grande, enquanto o nível de aceitação não é considerado dos melhores. Pelos cenários possíveis de se vislumbrar, os eleitores estão em busca de um novo nome, uma nova proposta de administração, uma nova forma de governar a cidade. Pelas pesquisas, a população demonstra uma rejeição muito grande nos dois modelos conhecidos: o que está presente (administração do Capitão Azevedo) e nos que por aqui já passaram (Geraldo Simões e Fernando Gomes).

No caso do PT, o partido já teve a oportunidade de governar a cidade por duas vezes, e ao que parece não deixou saudades, pois, em nenhum momento das pesquisas se apresenta como sendo uma novidade. O eleitor não demonstra aprovação pelo modelo apresentado anteriormente e nem mesmo acredita que poderá realizar alguma mudança significativa. Portanto, é uma relação desfavorável, do ponto de vista do eleitor, que somada à dificuldade que o próprio PT tem em agregar forças políticas amplas em torno de um projeto para Itabuna.

Read the rest of this entry »

ENTREVISTA: RENATO COSTA – Presidente do PMDB de Itabuna

“Itabuna precisa de um prefeito-estadista”

Abrigo de políticos com posições das mais diferenciadas, o PMDB está longe de ser considerado um partido ideológico. E o presidente da legenda em Itabuna, Renato Costa, tem plena consciência dessa condição e diz que não se sente constrangido em pertencer ao partido, que convive com políticos do nível de um José Sarney e Renan Calheiros, da chamada “banda podre”, bem como Pedro Simon e Jarbas Vasconcelos, considerados políticos “do bem”. Se em nível nacional essa convivência é possível, em Itabuna não se foge à regra e os peemedebistas terão várias pré-candidaturas a escolher, colocadas pelas várias tendências. Para Renato Costa, Itabuna precisa sair do marasmo político que se encontra elegendo um prefeito com visão de estadista e para isso não descarta conversar com outras agremiações, embora considere muito cedo para se falar em coligações. Ele garante que o partido deverá ter candidato próprio, porém não partirá para uma candidatura suicida. A seguir, os principais assuntos da entrevista concedida aos jornalistas José Adervan e Walmir Rosário.

Jornal Agora – O PMDB lançou várias pré-candidaturas, inclusive de duas mulheres: Leninha Duarte e Maruse Xavier, que prometem uma boa disputa interna. Quais serão os critérios de escolha da candidatura à Prefeitura de Itabuna?

Renato Costa – Em março deste ano, a direção nacional do PMDB recomendou que nas grandes e médias cidades o partido lance candidatura própria. Dentro dessa diretriz, a Executiva se reuniu e resolveu abrir o espaço para que todos os filiados com pretensões a se candidatarem lançassem suas pré-candidaturas, o que considero um procedimento bastante democrático. Como filiados do naipe de Ubaldo Dantas e Fernando Gomes, que possuem um grande cabedal de votos, se mostraram desinteressados, foram colocados os nomes de João Xavier, um quadro de tradição, o meu nome, a pedido de Geddel Vieira Lima, e o do advogado Rui Correia. Depois disso, outros peemedebistas foram colocando seus nomes.

Também conversamos com lideranças de outros partidos, a exemplo de Vane do Renascer (Claudivane Leite), que optou se filiar ao PRB (Partido Republicano do Brasil), e Leninha Duarte, que deixou o PPS (Partido Popular Socialista), e veio para o PMDB. Próximo ao dia 24 de setembro, data em que apresentamos os pré-candidatos, o advogado Edmilton Carneiro, que estava se filiando ao partido, também colocou o seu nome à disposição, bem como Maruse Xavier. Claro que as pré-candidaturas são informais, e estamos estabelecendo uma agenda até o fim do ano para o afunilamento das candidaturas.

J. A. – Quais os critérios para a escolha do candidato?

R. C. – Ainda não temos os critérios definidos, mas não é da tradição do PMDB a realização de prévias, ferramenta não utilizada pelo partido, mas desses nomes o que a sociedade sinalizar como o de maior musculatura, será levado à convenção, que avaliará se terá reais condições de disputar e será oficializado. Porém, caso a convenção avalie que esse nome não tenha viabilidade, dirá quais os rumos a serem tomados. Mas a nossa realidade é lançar candidatura própria, e se alguém de outro partido falar em oferecer a vice numa chapa, responderemos que se quiser vir que venha, pois o PMDB abre uma vaga para isso.

J. A. – Como o PMDB é um partido composto por várias correntes e de pensamento político dos mais diversos, existe a possibilidade de que essas pré-candidaturas encontrem dificuldades, surgindo a necessidade de consenso, a exemplo do seu nome. Nesse caso, estaria disposto a partir para o sacrifício?

R. C. – Pelo que conheço do PMDB, essa seria uma possibilidade muito remota, pois já fui candidato a prefeito algumas vezes e sei que ainda prevalece a polarização de duas candidaturas: a do atual prefeito e a do ex-prefeito Geraldo Simões, então como presidente do partido, vou trabalhar para viabilizar a melhor candidatura posta.

“Não vamos caminhar para uma candidatura suicida”

Read the rest of this entry »

PSDB filia dissidentes do PHS

Allah promove o desembarque no ninho tucano

O Partido Humanista da Solidariedade (PHS) foi em busca de abrigo na base aliada de Jaques Wagner e terminou perdendo uma série de pré-candidatos às eleições de 2012. Em Itabuna, o Partido da Social Democracia (PSDB) lucrou com essa mudança de ares, colocando em seus quadros cerca de 15 eleitores, todos pré-candidatos a vereador. A nova galera tucana faz parte da AmeItabuna, e a negociação com o PSDB foi realizada pelo advogado Allah Góes e José Adervan, presidente do partido.

A filiação dos dissidentes do PHS ao PSDB é mais um golpe aplicado contra a disposição do deputado federal Geraldo Simões em “alugar” partidos para compor sua base de coligações na eleição do próximo ano, quando pretende, mais uma vez, empurrar “goela abaixo” dos itabunenses (petistas ou não), a candidatura de sua esposa Juçara Feitosa. Em outras cidades baianas, a mudança de rumo do PHS também promoveu baixas nos seus diretórios.

Os partidos satélites ou de aluguel

Walmir Rosário

Os pequenos partidos – para alguns, na forma jocosa, nanicos – dificilmente elegem candidatos nas eleições, mas participam de todas elas, sempre atuando como coadjuvante dos maiores. Esquerda ou direita – quando ainda exista a ideologia – é apenas uma questão de somenos importância, o que vale mesmo é o apoio recebido para encarar a campanha.

Como a cada eleição os custos sobem de forma estratosférica, mais esses pequenos partidos se submetem aos maiores, que entre outras benesses oficiais fazem jus ao Fundo Partidário, que distribui somas vultosas. Mas nem todos os partidos pequenos podem ser colocados no mesmo balaio, sob o risco de cometermos uma irresponsabilidade.

Desses partidos considerados satélites, alguns conseguiram a maioridade eleitoral e disputam eleições com amplas possibilidades de eleger candidatos às eleições majoritária e proporcional. Com isso, ganham status de independentes e passam a desfrutar das vantagens concedidas pelo Congresso Nacional aos partidos com representação nas duas casas.

Exemplos dessas agremiações são os Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e o Partido Socialista Brasileiro (PSB), que conquistaram a adesão dos eleitores com um discurso convincente e exemplar comportamento dos parlamentares e prefeitos no exercício do mandato. Em outras palavras, fizeram o dever de casa com perfeição.

Embora os partidos tenham abrangência nacional, nem todas as legendas conseguem desempenhos iguais em todos os estados da federação, seja por formação ideológica atávica ou mesmo pela capacidade de convencimento dos seus componentes. Talvez o único partido que nasceu pequeno e conseguiu crescer rapidamente foi o Partido dos Trabalhadores (PT), mas essa é outra história.

Um exemplo em Itabuna é o Partido Comunista do Brasil (PCdoB), que mesmo disputando as eleições como um satélite do PT, sempre conseguiu descolar do petismo, impondo uma supremacia parlamentar, elegendo mais vereadores. Com isso – ou em decorrência disso – cresceu, filiando cidadãos de todas as classes da sociedade.

E agora o PCdoB dá mais um exemplo de independência ao resistir às pressões feitas pelos petistas no sentido de que permaneça o status quo reinante e os comunistas não lance candidatura própria ao Executivo. Oferecem, em troca – como sempre – uma vaga na chapa, geralmente a de vice-prefeito, agregando mais algumas secretarias.

É pouco, muito pouco, uma proposta desonesta para os políticos de partidos que tenham e pretendam disseminar uma política de mudança de comportamento na administração pública. E as pressões são as mesmas, corriqueiras, do tipo “estamos conversando com as direções estadual e nacional para não implodir a base aliada”.

E esse comportamento não é exclusivo de Itabuna, pois ocorre em todas as cidades brasileiras, através de acordos “costurados” de cima pra baixo, o que leva à troca de partidos, sobretudo por conta das diferenças paroquiais. A igualdade entre a militância partidária somente aconteceu quando todos se perfilam para aplaudir os “caciques”. É assim que funciona.

Outro caso que merece uma reflexão é o do Partido Socialista do Brasil (PSB), o que mais cresceu nas duas últimas eleições – nacional e estadual – abre mão das conquistas e contenta em ser mais um “alternativo”, para usar uma expressão educada. No Sul da Bahia, apesar de ter elegido um prefeito, o de Ilhéus, continua na contramão de sua própria história.

Em Itabuna, na eleição municipal passada, o comportamento do PSB não foi dos mais eloquentes, mesmo indo às urnas com candidatura própria, utilizou um discurso de coadjuvante. E o exemplo negativo de Itabuna parece ter contaminado o velho PSB, para desgosto dos fiéis seguidores do lendário socialista João Mangabeira.

Agora mesmo, quem mais tem investido no PSB é o deputado federal Geraldo Simões, velho “cacique” do PT itabunense que, com a diminuição dos votos obtidos na última eleição para a Câmara Federal, pretende “alugar” a legenda. Somente no Sul da Bahia conseguiu abrigo para diversos dos seus apaniguados entre os pseudos socialistas.

E o deputado Geraldo Simões já “tomou de assalto” os diretórios do PSB de Itacaré, com o ex-prefeito Jarbas Barbosa; Floresta Azul, com o ex-prefeito Carlos Hamilton (Garrafão); Camacã, a ex-prefeita Debora Borges; Canavieiras, Dr. Juarez; Itapé, Pedro Jackson (Pedrão). Como esses personagens não fazem parte dos fiéis seguidores de João Mangabeira, no mínimo, deixam margens às desconfianças.

Dois questionamentos poderiam ser feitos ao deputado federal Geraldo Simões: ou ele estaria mudando de partido, ou seja, deixando o PT, legenda que lhe formou e manteve por todos esses anos; do contrário, estaria apenas inchando o PSB com quadros de outras ideologias – ou sem ideologia alguma – apenas para tomar conta da legenda, o que seria mais provável.

Nesse caso, a “pomba branca” já não seria mais imaculada.

Advogado, jornalista e editor do site www.ciadanoticia.com.br

Quem tem medo de Ronald Kalid?

Walmir Rosário

Cara feia, não dá risada no meio da rua, não cumprimenta as pessoas. Esses são três das características consideradas negativas para um candidato a qualquer dos cargos políticos existentes. Em Itabuna, um dos pretendentes ao cargo de prefeito pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Ronald Kalid, é distinguido por possuir justamente esses três atributos, ou mais.

Daí, se torna voz corrente em alguns grupos políticos e até de profissionais da imprensa, a impossibilidade de Ronald Kalid se eleger prefeito de Itabuna. Os motivos citados são os mesmos de sempre: não dá tapinha nas costas, beijinhos nos eleitores e tampouco promete rios de leite e ribanceira de cuscuz assim que consiga se eleger.

É assim que a banda toca. O mais absurdo é que as avaliações partam justamente de pessoas que tem o dever de conscientizar a população e não construir mitos para depois derrubá-los, num ato explícito de iconoclastia. Ascendeu a um cargo de destaque, vamos cortar seus pés, conforme a prática costumeira de tempos bem remotos. Criamos os mitos, mas não idolatramos.

E incrível que nos tempos atuais a modernidade ignore princípios filosóficos como os criados pelo Iluminismo, que procurou mobilizar o poder da razão a fim de reformar a sociedade, indo contra a intolerância e os abusos cometidos pela Igreja e do Estado. Entretanto, mais de 300 anos depois, estamos vendo esses absurdos de volta e em voga.

Até bem pouco tempo, a cooptação de políticos era uma prática largamente utilizada pelos políticos de situação, com a finalidade de convencer membros da oposição da importância dos projetos de governo. Com isso, aumentava o poder junto ao legislativo, tudo em nome da governabilidade. Artimanhas à parte, esse processo era feito com bastante discrição, para não despertar a ira dos políticos de partidos adversários.

Mas hoje os tempos são outros e, sequer terminada a apuração dos votos, os parlamentares “caem em campo” para se oferecer ao prefeito, governador ou presidente da República. Ao contrário de antes, o modus operandi mudou e o parlamentar que antes era o agente passivo, agora é ele o agente ativo, que age sem a menor cerimônia, sob a desculpa de que com a queda do muro de Berlim tudo em política é permitido, inclusive a esculhambação.

É claro que os políticos nunca foram santos ou anjinhos, mas prevalecia a fidelidade partidária e, pasmem, a ideologia. Esquerda e direita, quando eram sinônimos de vanguardismo e conservadorismo, respectivamente, tinham programas debatidos entre os diretórios e militantes e eram apresentados como se fosse uma constituição partidária a ser seguida. Os políticos que não queriam se submeter às regras desses partidos se filiavam em partidos considerados de centro e circulavam com desenvoltura em palanques divergentes, sem nenhum constrangimento.

Atualmente, três partidos se odeiam e tentam eliminar uns aos outros: Democratas (DEM), Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e Partido dos Trabalhadores (PT). DEM e PSDB possuem programas parecidos e se unem contra o PT, sendo que a recíproca é mais que verdadeira. Embora as diferenças possam parecer abissais, tem sido muito frequente a presença de “tucanos” se bandeando para as hostes petistas.

Na Bahia não é diferente e muitos desses parlamentares se ofereceram no primeiro momento ao Governo do Estado. Alguns aceitos, outros não. Este último grupo, talvez por não ter sido considerado confiável do ponto de vista da traição, se é que essa premissa é possível. Outro grupo também se sobressai pela capacidade de oferecer seus serviços – especializados, diga-se de passagem – a quem realizar o melhor pagamento.

Vende o partido sem consultar a executiva ou diretório, sob a desculpa de que a eleição e o mandato o conferiu prerrogativas suficientes para agir como déspota, em tempos em que perdura a democracia – mesmo a burguesa. Esquerda e direita é apenas uma simples orientação espacial representando lados opostos, até mesmo por falta de conhecimento de que houve a Revolução Francesa, com girondinos a jacobinos. Pouco importa.

O risco maior é perder o controle do partido, utilizado nas barganhas políticas nem sempre confessáveis. O partido é apenas um instrumento de negócio, composto por pessoas da estrita confiança e que não costumam fazer perguntas. Estão ali para servir ao chefe que lhe provêm através de cargos públicos de gabinete ou em sinecuras na máquina executiva. Caso haja divergência não haverá lugar para a convivência democrática das partes e uma das duas terá que procurar novo abrigo.

Mas voltando ao PSDB de Itabuna, a direção do partido, após ouvir a direção estadual, garante candidatura própria, dada a condição de grande partido e possuir um grande cabedal de eleitores. Entretanto, sem ouvir a maioria, filiado com mandato faz estardalhaço de que o partido será “negociado” ao DEM do Capitão Azevedo, não se sabe a que tipo de acordo ou quais os contratos que serão firmados.

O fato é que, apesar de ser considerado um profissional competente, um urbanista experimentado, um secretário de Viação e Obras que teve competência para mudar “a cara” de Itabuna, Ronald Kalid não é analisado por essas qualidades. Muda-se o conteúdo do debate, privilegiando-se a característica populista (negativa), desprezando-se a essência, o caráter e o preparo do candidato para ocupar um cargo público. Quanta pobreza de pensamento!

Daí que me pergunto: Por que e do que essas pessoas têm medo? De Ronald Kalid mudar o relacionamento político entre os partidos? Extinguir o relacionamento promíscuo entre os poderes executivo e legislativo? Dar dignidade ao relacionamento com os fornecedores, contrato com pessoas físicas e empresas? Não firmar contratos para prestação de serviços “amarrados” ao apoio político?

É essa a gerência da coisa pública que geralmente se quer, mas que não se costuma praticar. Enfim, resta apenas uma pergunta: Você quer votar num candidato a prefeito de Itabuna com esse perfil ou em alguém que consiga manobrar (como sempre) e ainda saia por aí distribuindo beijos e abraços? Minha preferência continua sendo pelo primeiro. E a sua?

Ainda é cedo de mais para lançarmos candidato (ou pré-candidato, para não incorrer em crime eleitoral), mas essas mal traçadas linhas têm apenas a finalidade de alertar eleitores e profissionais da mídia sobre o “lugar comum” das análises, feitas corriqueiramente de forma errônea.

Advogado, jornalista e editor do site www.ciadanoticia.com.br

Corrida ao Paranaguá – uma prova de fôlego

Walmir Rosário

O Partido dos Trabalhadores (PT) em Ilhéus até que tenta, mas não consegue fazer decolar uma candidatura majoritária ao Palácio Paranaguá. O que temos visto é que o partido ensaia, patina, porém não sai do lugar. Nem mesmo após o seu principal parceiro, o Partido Socialista Brasileiro (PSB), colocar “a bola na marca do pênalti e mandar o PT chutar em gol”. Não se o porquê, mas não tem dado certo.

O certo é que, atônitos, os petistas não têm conseguido esboçar uma reação à altura. Talvez porque as facilidades têm sido tamanhas e eles ainda não conseguiram lidar com a nova situação. Ser governo não é nada fácil, notadamente quando o principal executivo é de outro partido, o que causa a falsa impressão de continuar na oposição, apesar do contracheque no final de cada mês.

E o que digo não é nenhum demérito de ordem ética ou política. Simplesmente provoca uma crise de identidade do tipo “ser ou não ser”. “Eis a questão”. O motivo: A tendência majoritária em Ilhéus “Construindo um Novo Brasil” (CNB), liderada pelo deputado federal Josias Gomes, alimentou a ideia de fazer o deputado candidato a prefeito. Josias nega ter feito alguma promessa desse tipo; os militantes pensam e afirmam o contrário.

Na última segunda-feira (5), o deputado Josias Gomes veio a Ilhéus, distribuiu afagos aos militantes, sejam da sua CNB ou de outras tendências, embora não tenha dito nenhuma novidade. À imprensa disse que poderia ser candidato, mesmo tendo incentivado uma alternativa local, mas não descartava “ter que partir para o sacrifício” caso os “companheiros” não viabilizassem um nome à altura. Aos “companheiros” explicou o seu projeto de continuar na Câmara Federal, incentivou a incursão de outros nomes.

Entre os nomes citados por Josias para concorrer ao Palácio Paranaguá o de Alisson Mendonça foi o mais incentivado, inclusive jurou apoiá-lo nesta difícil empreitada. Nada mais que “um balão de ensaio”, acredita grande parte dos políticos ilheenses, conhecedores que são das diferenças internas do PT, embora não se conheça um nome para concorrer nesse páreo, haja vista a falta de mobilização interna e o estofo para tanto de alguns.

Dentre os petistas de destaque na política ilheense Alisson Mendonça é visto como o mais preparado, por acumular a experiência de dois mandatos como vereador e a presidência do legislativo. Acrescenta-se, ainda, o desempenho no cargo de secretário municipal da Indústria, Comércio e Planejamento, uma Pasta imponente e importante, exercida em sua plenitude, com a coragem e a atitude de quem sabe comandar.

Mas isso ainda é muito pouco para quem deseja chegar ao cargo executivo majoritário de Ilhéus. Não basta saber gerenciar, é preciso demonstrar liderança dentro e fora do partido. E isso talvez seja o “calcanhar de Aquiles” de Alisson Mendonça. Se no âmbito interno partidário conseguiu o apoio dos “companheiros” de outras tendências, inclusive do deputado estadual Rosemberg Pinto, que anda às turras com o deputado federal Geraldo Simões (padrinho político de Alisson), no âmbito externo a conversa é outra.

Dos partidos que compõem a base do governo federal e estadual até o presente momento não chegou uma só frase de solidariedade ou empolgação pela candidatura do vereador-secretário. Desconheço o resultado “das andanças” de Alisson para “vender seu peixe” junto aos atuais coligados, mas caso esses encontros tivessem prosperado as notícias, por certo, teriam sido conhecidas, tanto para afirmar a possibilidade de um futuro compromisso, ou pelo simples “vazamento” de algum dos interessados.

Dos partidos políticos com pré-candidaturas postas, o Partido Progressista (PP) não descarta conversar com o PT, pelo contrário, fala até em dispor a vaga de vice. Será que é Alisson se contenta com isso? Aceitaria essa possibilidade? Encontraria abrigo na chapa do Partido Republicano Brasileiro (PRB) junto ao ex-companheiro Rui Carvalho? Convenceria o PSDB ou PSD (a definir) de Mário Alexandre a juntar os nomes numa mesma chapa? Caso cheguem a um bom termo, quem seria o protagonista e quem aceitaria atuar como coadjuvante?

Só o andamento das conversas mostrará quem terá “fôlego e jogo de cintura” para convencer os futuros coligados. De um lado, o PSB, parceiro de governo, conseguiu arregimentar 10, 11 partidos num encontro para debater a sucessão ilheense, não em torno de uma queda-de-braço, na qual o vencedor é considerado mais forte, mas em torno de ideias com a finalidade de elaborar um projeto comum para Ilhéus.

E nesse tabuleiro político, além das peças mais bem colocadas, a exemplo de Jabes Ribeiro, Rui Carvalho, Cacá Colchões, surge o vice-prefeito Mário Alexandre, que ganha musculatura e densidade eleitoral ao substituir – interinamente – o prefeito Newton Lima, acometido por problemas de saúde. Não se pode desconhecer a simpatia e o compromisso que o prefeito nutre pelo seu vice. Um handicap nada desprezível caso esse premissa passe a ser verdadeira.

Outra situação ainda não analisada é qual o comportamento do governador Jaques Wagner em relação à campanha política do próximo ano. Pela vontade de Jabes Ribeiro, o governador não deveria “se meter” na campanha, a não ser para indicar o nome do vice em sua chapa, mesmo que fosse Alisson Mendonça. Pelo que dizem os correligionários de Jabes, juntaria o que os une (no caso, a base de sustentação estadual e federal) e passaria a debater as diferenças, na busca de uma solução que interessasse a todos.

Em tese, parece fácil. Mas esse tratamento diferenciado agradaria aos outros partidos da base, que defendem os mesmos governos, mas que possuem interesses locais diferentes? Essas são perguntam que não querem calar, principalmente quando se trata da conquista do poder. Cada um desses partidos acredita ser chegada a hora de vencer. Todos eles consideram que reúnem as melhores propostas, as condições mais favoráveis, os melhores candidatos.

Nesse caso, qual seriam os argumentos mais convincentes para fazer esses partidos desistirem de chegar ou se manter no poder? Como costuma dizer o arquiteto Ronald Kalid, “Poder não se dá, poder se toma!”, qualquer deslize ou falta de habilidade das partes envolvidas será fatal para as pretensões. O resultado poderá ser desastroso, como num jogo em que o time com mais chances de vencer perca por WO (não entre em campo).

Advogado, jornalista e editor do site www.ciadanoticia.com.br

Oposição pressiona governo

As denúncias de irregularidades nos ministérios, publicadas nas últimas semanas, repercutiram no primeiro dia de trabalho após o recesso parlamentar. Enquanto o líder do governo, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), minimizou as denúncias, o líder do PSDB, Duarte Nogueira (SP), disse que a oposição pretende convidar, para audiência pública, os titulares de cinco postos de controle do governo para explicar como é feita a fiscalização.

O PSDB vai apresentar requerimento para convidar os chefes da Polícia Federal, da Controladoria-Geral da União (CGU), do Ministério Público Federal, da Procuradoria da República em Brasília e do Ministério Público que atua junto ao Tribunal de Contas da União (TCU). “Essas cinco autoridades atuam no controle interno e externo do governo e nós queremos saber em que nível se encontram as ações de fiscalização em todos esses escândalos que já surgiram”, disse.

‘AO’ quer abrigo em ninho “tucano”

Antônio Olímpio pretende ser "tucano"

Antônio Olímpio Rhem da Silva (AO) pode deixar o Partido Popular Socialista (PPS) e embarcar no Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Junto com ele, deixaria o PPS um grande número de filiados, descontentes com os atuais rumos do partido em Ilhéus, sobretudo com o vereador Reinaldo Oliveira (Zé Neguinho).

Antônio Olímpio foi prefeito de Ilhéus por dois mandatos, além de deputado estadual. Atualmente exerce a Presidência da Fundação do Mar e da Mata (Maramata) e tem bastante influência na política ilheense. Além de AO, o vereador Marcus Flávio (filho de AO) também ingressaria nas fileiras peessedebistas.

E AO já avisou ao jornalista José Adervan que pretende fazer uma grande cerimônia no ato político de filiação ao PSDB. “Quero ‘tucanos de alta plumagem’ em Ilhéus para ‘abençoar’ nosso ingresso no partido”, diz, prometendo uma grande festa cívica.

Aécio critica governos do PT e chama oposição às falas

Aécio mobiliza a oposição (foto Moreira Mariz Agência Senado)

Em um discurso impecável e recheiado de comparações dos vários momentos políticos vividos pelo país após a redemocratização (pós 64), o senador mineiro Aécio Neves (PSDB) traçou um raio X da política e da economia brasileira de 85 até os dias de hoje.

Aécio demonstrou que entre os interesses do Brasil e do partido prevalece os do PT, em detrimento das grandes causas, citando passagens históricas de Tancredo Neves, José Sarney, Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso.

O discurso de Aécio foi considerado o início do período legislativo deste ano e um grande chamamento à oposição ao governo petista. Rebatendo alguns apartes, Aécio citou como maus exemplo a “gastança” desenfreada de Lula para eleger sua sucessora, a também petista Dilma Rousseff.

Para o sendor goiano Demóstenes Torres (DEM) Aécio fez um “discurso de estadista” e que a bancada governista já admite a possibilidade de ele ser candidato à Presidência da República. Ele questionou se a oposição estivesse hoje no poder teria interferido na administração da Vale, como fez o governo da presidente Dilma Rousseff. Para Demóstenes, é preciso impedir que o Brasil se torne um dos países menos desenvolvidos do mundo, pois o ensino foi ideologizado e o analfabetismo cresce. Demóstenes afirmou que as bandeiras da oposição são excelentes. “O senador Itamar Franco (PPS-MG) tem toda razão. Não adianta tentar se esconder na oposição ou tentar ser igual ao governo”, assinalou.

Para Aécio Neves, a oposição tem de pautar sua atuação sobre três valores: coragem, “para resistir à tentação da demagogia e do oportunismo”; responsabilidade, para poder cobrar responsabilidade do governo; e ética, “não só a das denúncias e a da transparência e da verdade, mas uma ética mais ampla, íntima, capaz de orientar nossas posições, nossas ações e compromissos, todos os dias”.

Com informações da Agência Senado.

Taxa do cheque especial aumenta em agosto
 
A taxa média do cheque especial nos bancos em agosto foi de 13,52% ao mês (a.m.), alta de 0,06 ponto percentual em relação ao mês anterior, segundo pesquisa do Procon de São Paulo. A maior alta foi encontrada no Banco do Brasil
 
LEIA MAIS
 
Artista canavieirense se inspira nas belezas naturais de sua terra
Aos 35 anos, quatro dos quais dedicados à arte, Thiago tem despertado a atenção de turistas e nativos pela simplicidade de seus trabalho, com traços e entalhes precisos, retratando animais do bioma Mata Atlântica.
 
LEIA MAIS
Alto Beco do Fuxico festeja seus 30 anos
 
Saudosismo, amizade, cachaça da boa, cerveja bem gelada, mocofato preparado por Danilo, música de todos os gêneros e para atender todos os gostos. Esse foi o combustível que moveu membros da Confraria do Alto Beco do Fuxico, os acadêmicos da Academia de Letras, Artes, Música, Birita, Inutilidades, Quimeras, Utopia e Etc. (Alambique), além de outros frequentadores do Alto Beco do Fuxico.
 
LEIA MAIS