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Aguenta o tranco, Brasil!

Walmir Rosário*

A partir da tarde desta terça-feira (6), mais uma vez, o Brasil terá posto a prova a vida das instituições democráticas, com o julgamento das contas de campanha da chapa Dilma-Temer, referentes à eleição presidencial de 2014, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O resultado, ainda imprevisível para nós mortais, por certo será objeto de muitas lutas no judiciário.

Seja qual for o placar, a decisão será questionada no próprio TSE e, posteriormente, no Supremo Tribunal Federal (STF), encarregado das questões constitucionais. Nessas idas e vindas processuais, advogados, representantes do Ministério Público Federal e magistrados (ministros) dessas cortes ainda terão muito o que decidir.

E a cada movimento processual uma imensa torcida (pró e contra) também fará manifestações – seja nos bastidores dos poderes ou nas ruas, no sentido de mobilizar o país. Pelo que temos visto (espantados, é claro), os interessados diretos nessa briga lutam apenas pela sobrevivência política, no sentido de se manterem encastelados no poder.

O Brasil como Nação pouco importa para a maioria esmagadora deles, que tem meios e artifícios para ficar na “crista da onda”, seja qual o resultado. PT, PSDB, DEM, ou que sigla sobreviver, contará com a pronta adesão dos políticos, sempre dispostos a fazer um enorme sacrifício pela governabilidade, conforme dizem nos meios de comunicação.

Esse tal de espírito altruísta tão em voga nesses momentos nem sempre se encontra à disposição no dia a dia da vida política brasileira, na qual costuma prevalecer o interesse financeiro individual. Não fosse a “teimosia” de membros do Ministério Público, da Polícia Federal e de alguns juízes, os que hoje habitam, ou estão prestes a serem conduzidos às prisões, estariam fazendo discursos patrióticos para brasileiro ver.

O julgamento do TSE tem a finalidade de descobrir se a chapa Dilma-Temer usou de meios ilícitos para vencer a eleição, como movimentar a campanha com dinheiro escuso, resultado de propina solapada de instituições públicas. Mais do que ferir a lei eleitoral, sem a observância dos trâmites legais de doações, as “ricas ajudas” eram feitas com recursos resultantes de corrupção.

Para os simples mortais, a quem interessa o julgamento da chapa Dilma-Temer, cuja primeira mandatária já se encontra fora do poder, por contra de um processo de impeachment? É que agora, além da possibilidade de manter Dilma inelegível (o que o Senado não o fez), o julgamento poderá condenar o seu companheiro de chapa, Michel Temer, afastando-o do poder.

Mas não se empolguem os brasileiros com essa limpeza feita no mais alto posto da República em tamanha rapidez, sem antes confirmamos as decisões dos ministros magistrados do TSE. Nesse julgamento pode acontecer de tudo, inclusive nada, embora provas não faltem para tanto, amealhadas durante a operação Lava jato.

Questões objetivas e subjetivas são levantadas constantemente pelos vários grupos interessados e com as teses mais distintas, como se o roubo não fosse roubo só pela inteligência e elucubrações dos senhores juristas. Questões mais escabrosas ainda serão levantadas nas chamadas preliminares, com a intenção de fazer parar o processo, sem qualquer julgamento.

Enquanto os interessados em se manter no poder continuam guerreando nos mais altos tribunais, nós, do Brasil de verdade, simplesmente esperamos que o Brasil nos dê mais uma demonstração de que as nossas instituições são realmente democráticas. Esperamos que a economia continue dando com vida própria, confirmando que existe uma população que depende do trabalho para sobreviver.

E é justamente essa parcela da população que sofre com as indefinições que afetam a economia, pois não tem como se defender dos constantes aumentos de preços, principalmente nos supermercados. Esperamos que os nossos magistrados julguem com independência e rapidez necessária; que nossos parlamentares legislem com a consciência de Nação; e que o Executivo (seja quem for) continue tocando a máquina governamental com segurança e transparência.

Afinal, é assim que um grande país funciona no regime democrático, mesmo que um ministro peça vistas ao processo, o que não irá arrefecer os ânimos dos sofridos brasileiros.

Radialista, jornalista e advogado.

Publicada originalmente no www.costasulfm.com.br

Dois pesos e duas medidas

Walmir Rosário

Pouca diferença faz se Lula, Zé Dirceu, Dilma, Pallocci, Aécio Neves, Michel Temer, dentre outros menos votados tenham pedido dinheiro de origem suja para as campanhas políticas. Todos devem ser enquadrados de acordo com as leis brasileiras que tratam da questão, sem qualquer distinção como prevê a nossa constituição.

Se aos petistas as provas já foram apresentadas, o mesmo está acontecendo com o presidente (agora licenciado) do PSDB, Aécio Neves, e ao encontro do atual presidente da República. Aliás, com todos os defeitos legais da gravação, quem ficou mal na fita foi Michel Temer, que recebeu, na calada da noite em sua casa, um dos maiores corruptores da história do Brasil.

Se não houve acertos criminosos, como o presidente faz questão de dizer, no mínimo, quebrou a liturgia do cargo. Como diz o provérbio: “À mulher de César não basta ser honesta, deve parecer honesta”. E assim não agiu nosso presidente, ignorando todas os ritos reservados a quem ocupa cargo de tamanha relevância.

Dois pesos e duas medidas é o tratamento que nos impõe os membros do Partido dos Trabalhadores (PT) para os crimes cometidos pelos políticos contra a economia popular e o Brasil. Caso o criminoso seja filiado ao PSDB, DEM, PP, ou que outra agremiação seja, pode condenar que não é preciso a apresentação de provas material ou intelectual.

Por outro lado, se os denunciados pelos mesmo crimes de corrupção pertencem aos quadros do PT, a negativa é veemente e se rasga o Código Penal, apesar de todas as evidência e provas apontarem que eles são culpados. Chegam ao extremo de considerar ídolos aqueles que metem a mão no erário em causa própria e/ou do seu partido.

Pior ainda do que considerava o filósofo florentino Nicolau Machiavel, de que os fins justificam os meios (na verdade: “qualquer iniciativa é válida quando o objetivo é conquistar algo importante). Só que essa importância não é atribuída ao país, ao Brasil, mas a um projeto de governo que tem como principal meta desapropriar os bens do povo em benefício deles próprios e do partido.

Eu diria – melhor, digo – que os petistas sempre foram seguidores fiéis de Josef Stalin, secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética e do Comitê Central a partir de 1922 até a sua morte em 1953. Entre os feitos do ditador soviético estão o assassinato em massa dos adversário ou ex-amigos, chegando ao ponto de cunhar a frase: “A morte de uma pessoa é uma tragédia; a de milhões, uma estatística”.

A paranoia dos petistas é idêntica ao do ditador soviético, que se livrava de todos, subordinados, simpatizantes ou quem simplesmente ele determinasse que não deveria mais viver. No Brasil ainda não chegamos a tanto, mas estamos trilhando o mesmo caminho, como o tal projeto de poder, interrompido com o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Até agora, com o que nos tem mostrado a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, indícios são fartos e as provas dos atos de corrupção desenfreada são mais que contundentes. Mesmo diante da tais evidências, o comportamento é um só: não negam o recebimento do dinheiro ao partido, que dizem terem sido as doações legais, embora tenham saído de empresas públicas e privadas de forma sorrateira.

A negativa dos dirigentes e militantes petistas (ressalvo muitos que se encontram envergonhados) chega a ser patética, quando defendem os seus companheiros apanhados no crimes. Em qualquer país do mundo, seriam vistos como desleal ou desonesto com os “companheiros” e o partido, aqui, se transformam em verdadeiros heróis.

Uma das frases que já se tornaram corriqueiras no Brasil é que, enquanto os eleitores de diversos partidos se indignam com os líderes que prevaricam os querem presos, os do PT criam fã clube para idolatrarem. Claro que toda a regra tem exceção, mas está provado ser esta uma posição tomada na defesa dos seus bandidos de estimação.

É mais uma jabuticaba brasileira.

Radialista, jornalista e advogado.

Publicada originalmente no www.costasulfm.com.br

A res publica de quatro

Se Brasília sempre tem acordado em polvorosa nos últimos tempos, com as ações da Polícia Federal, nesta quarta-feira (17), nem chegou a conseguir tirar uma soneca. O medo, a apreensão tomava conta de alguns, enquanto a ânsia e a expectativa domina o restante do planalto central, após a notícia da delação dos irmãos Batista, do Grupo JBS, que abalou, mais uma vez, os alicerces da República.

Como acontecia corriqueiramente, eram os políticos localizados em Brasília que ficavam de quatro, mas com o avanço desenfreado da corrupção, o medo ficou estampado no Brasil inteiro. A denúncia dos irmãos Batista, líderes de uma dos maiores conglomerados frigoríficos do mundo, atingiu, em cheio o alto clero da política nacional, principalmente do PT, PMDB e PSDB, que gravaram uma conversa com o presidente Michel Temer.

Pela primeira vez, um membro do Ministério Público Federal (lotado no Tribunal Superior Eleitoral) também foi parar na prisão, acusado de favorecimento de empresas com informações privilegiadas. Aos poucos, a Operação Lava-jato, vai fechando o cerco e figurões até pouco tempo conhecidos como gente da melhor qualidade e reputação ilibada, vão sendo desmascarados.

Quanto aos políticos envolvidos, nunca restaram dúvidas que a cada dia, a cada operação, novos nomes seriam conhecidos, dada a facilidade com que as negociatas com a res publica eram acertadas. No Brasil, corrupção nunca foi uma novidade e os livros de história nos trazem informações desde o descobrimento do Brasil.

E, salvo melhor juízo, esse atavismo está fincado no DNA político dos brasileiros, haja vista fatos recentes, como em plena investigação do “Mensalão” a corrupção do governo federal (petista) se transformar na Lava-jato. À época, tomaram de assalto a Petrobras, maior empresa brasileira e símbolo de eficiência em todo o mundo.

E assim fizeram sem a menor cerimônia, loteando todos os contratos da empresa entre as empresas construtoras, que passaram a pagar polpudas contribuições para os partidos de sustentação do governo. Em alguns casos, até mesmo parlamentares de outros partidos também participavam do esquema, como um simples comensal.

Como a impunidade sempre reinou em nossa república, os políticos não acreditaram na Operação Lava-jato e continuaram a “operar” o dinheiro público, dentro dos mesmo moldes. Mais uma vez tivemos a comprovação de que o país estão mudando, com ações contra os senadores Zezé Perrela, Aécio Neves e sua irmã, e o deputado Rocha Loures. Nem mesmo o presidente Michel Temer escapou.

Entretanto, como circula nas redes sociais internet afora, se a corrupção sempre campeou com facilidade na política (ou entre determinados políticos), na era petista foi tratada com todas as pompas. De grade maioria sindicalista, os petistas trataram o governo federal com um grande sindicato, em que as regras de prestação de contas são definidas numa assembleia geral.

Como acontece no conhecido ditado “o costume do cachimbo deixa a boca torta”, o governo federal sob a égide petista transformou a res publica – coisa de todos – em “coisa nossa”, quem sabe inspirado na máfia italiana. Da soberania popular, passamos ao absolutismo, em que o déspota de plantão tudo podia.

E a República está de quatro. Não sabemos quais os desdobramentos, pois, se os poderes Executivo e Legislativo já não têm a confiança da população, ainda se comenta que as delações podem chegar ao Judiciário. Uma lástima, profunda decepção para os brasileiros que lutam para formar uma Nação, mas que constantemente são abalados por notícias altamente negativas.

No fundo, ninguém mais acredita que sobraria alguém em Brasília para apagar a luz, diante da intensidade dos fatos de corrupção que acometem os membros dos poderes constituídos. Nem mesmo um longe sinal de luz no fundo do túnel existe, dado a numerosa quantidade de deputados e senadores investigados na Operação Lava-jato.

Quem assumirá temporariamente a Presidência da República numa eventual vacância? O presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia? O presidente do Senado, Eunício Oliveira? A presidente do STF, ministra Carmem Lúcia? Não sabemos. Questão mais grave será a eleição – direta ou indireta – para escolher o próximo presidente, livre de todos os vícios.

Agora, com o incentivo para as delações do pessoal ligado ao BNDES, Antônio Palocci e et caterva, deveremos ter uma queda em cadeia do dominó da corrupção, com mais nomes de envolvidos. Não foi à toa que a Polícia Federal batizou essa fase da Operação Lava-jato de Patmos, em referência à ilha grega onde o apóstolo João teve visões do Apocalipse.

Radialista, jornalista e advogado.

Publicada originalmente no www.costasulfm.com.br

Greve, não, violência contra trabalhadores

Walmir Rosário*

Não me lembro quem disse isso: “Duas coisas que só existem no Brasil: Jabuticaba e comunista pregando democracia.” Essa sábia frase demonstra exatamente quem pregou e fez a greve de sexta-feira (28 de abril). Por mais que se esforcem, não conseguiram explicar que o fechamento dos estabelecimentos comerciais e industriais e de serviços foi decorrente de adesão dos trabalhadores.

Nada disso, o fechamento dos meios produtivos foi resultado medo da violência perpetrada pelos vândalos do PT, PCdoB, PSOL e outras siglas que enganam os trabalhadores, com barricadas e incendiando ônibus. E caso não agissem com a violência e o vandalismo próprios dos piores bandidos e quadrilhas como a dos sem-terra, atemorizando a verdadeira classe trabalhadora, não conseguiriam uma única adesão.

Greve, nada mais é do que o último instrumento do trabalhador para buscar benefícios para a categoria, após reivindicações não atendidas e até mesmo falta de negociação. Em assembleia, os trabalhadores decidem aprovar a paralisação e, segundo a legislação de nosso país, seguem um rito de comunicação prévia às empresas.

É lícito a categoria convencer os colegas que foram voto vencido por discordar da greve. Para isso, as chamadas “comissões de convencimento” se postam na porta do estabelecimento para convencer a adesão ao movimento. Greve, antes de tudo é um direito e não uma obrigação do trabalhador às determinações do seu sindicato ou grupos políticos.

Entretanto, como os trabalhadores brasileiros não concordaram com uma greve política, feita apenas para tentar escamotear os roubos praticados pelo PT e seus coligados, as centrais sindicais e sindicatos resolveram partir para a agressão. Mesmo assim, numa prova inequívoca de que não concordavam com a greve saíram de casa para trabalhar, embora não encontrassem transporte.

Nesse caso, cada um se virou como podia. Seguiu caminhando, de transporte alternativo ou de carona. Prova maior do repúdio dos trabalhadores à greve não poderia ter. A adesão para o fechamento das empresas ficou por conta das ações criminosas dos bandidos travestidos de sindicalistas, que entupiram fechadoras com todos os tipos de cola, dentre outras ameaças.

O mais incrível é que quem não trabalha e vive parasitando nos sindicatos às custas dos trabalhadores, tentavam impedir quem trabalha de seguir o labor do seu cotidiano. É a tal da jabuticaba: Quem não faz nada luta contra contra quem os sustenta. E com o pretexto de mentiras como luta de classe. Tudo tão falso como uma nota de três reais, apenas luta de parasitas contra quem produz.

Além do prejuízo que causam aos trabalhadores e ao país como um todo, agem fora da lei, e numa afronta sem precedentes aos que lhes sustentam, dizem defender a democracia. Bem próximo, exemplos de Ilhéus e Itabuna demonstram a violência, quando obrigavam o fechamento dos estabelecimentos comerciais, inclusive as farmácias.

O descalabro é tanto que os que promoveram o maior roubo às instituições brasileiras tentam, agora, estraçalhar a consciência do trabalhador, chamando-os de idiotas. Apesar de violentos, agem como os batedores de carteira dos grandes centros, que agem em bandos, roubam o cidadão e sob o pretexto de ajudar, e dizem que o ladrão é aquele que está caminhando à frente.

Mudar o Brasil é tarefa árdua, mas não impossível. Basta deixarmos de ser alienados, elegendo quem passa o tempo todo nos roubando, inclusive a consciência; idolatrando quem nos menospreza; desvalorizando quem nos ensina; não ouvindo quem sempre nos protegeu. São ações simples, mas que precisam ser praticadas, para que possamos deixar de alimentar os parasitas.

Aliás, essa ação criminosa que foi chamada de greve geral, inclusive pela imprensa, é uma amostra do que são capazes essas aves que rapinam o dinheiro do trabalhador. Eles praticaram mais essa insanidade com o temor das reformas trabalhistas no Congresso Nacional, que irá tirar as “boquinhas” ou melhor, “bocões” resultante da contribuição e imposto sindical.

Sem essa dinheirama, os pelegos terão que se transformar em representantes dos trabalhadores, já que não receberão os bilhões de reais descontados anualmente de quem lhes bancam. O mesmo vale para as entidades sindicais patronais. Ambos, se transformam em simples negociadores dos direitos dos seus representados (o que deveriam ser).

Na democracia, a real, não a jabuticaba dos petistas e comunistas, ainda dá para promover uma verdadeira mudança, basta querer, e através do voto!

*Radialista, jornalista e advogado.

Publicada originalmente no www.costasulfm.com.br

A VOLTA DOS MILITARES AO PODER: VOCÊ TEM SEDE DE QUÊ?

JuliJULIO GOMESo Cezar de Oliveira Gomes

Chama a atenção, neste momento pós eleitoral, o número considerável de pessoas que tem se manifestado, nas ruas, pelo retorno dos militares ao Poder, sinalizando explicitamente para uma volta ao regime que o Brasil já experimentou entre 1964 e 1995, conhecido como Ditadura Militar.

Tenho escutado com atenção o que dizem estas pessoas, que elencam uma série de motivos para justificar suas proposições e, ao analisar o que dizem, a primeira coisa que salta aos olhos é que suas queixas começam com questões políticas, mas se estendem muito além, abarcando inúmeros outros aspectos da vida dos brasileiros. A impressão que tenho é de que talvez a insatisfação seja menos com o rumo da política, e mais com o que acontece em relação a estes últimos assuntos. Vejamos:

Após as tradicionais – e mais do que justas – críticas à roubalheira que sempre existiu no Brasil e que durante governos recentes se tornou mais visível, os defensores daquilo que denominam como “intervenção militar” se perdem em argumentos pueris do tipo “estamos virando uma república bolivariana” ou “é preciso tirar o PT para acabar com a roubalheira”, sem nem mesmo saber quem foi Simon Bolívar; e promovendo, infantilmente, a ideia de que toda a corrupção teve seu início e fim no PT, e que os demais partidos e políticos nunca participaram disso.

Depois das queixas políticas o que ouvimos são afirmações do tipo: “Hoje em dia não existe mais respeito”, “a criminalidade está tomando conta do país”, “é preciso dar valor a quem trabalha, e não a quem nada produz” ou “ninguém respeita mais às famílias” e outras do mesmo gênero. E quanto a estas últimas afirmações, receio que estas pessoas estejam certíssimas!TV, 

Vivemos uma crise de respeito sem precedentes, onde todos querem ter direitos, mas ninguém quer respeitar os direitos dos outros. Ninguém respeita mais a inocência das crianças. Casais se agarram em público como se estivessem dentro do motel, e isto vale tanto para casais homo quanto heterossexuais. A criminalidade avança como nunca e o criminoso, sempre impune, além de ser tratado como um eterno coitadinho, ainda se torna, muitas vezes, um líder comunitário e um modelo a ser seguido pelos jovens.

Há uma tremenda falta de respeito na forma como muitos jovens se dirigem a seus pais e avós, que os alimentaram e limparam suas bundas antes de que eles pudessem formular o primeiro pensamento. E se você é patrão, chefe ou autoridade pública, é olhado com desconfiança e com hostilidade, como se todas as culpas do mundo estivessem em suas costas.

O Governo diz que não tem dinheiro para aumentar o valor pago aos trabalhadores aposentados, mas insiste em manter um absurdo auxílio-reclusão em favor de condenados por cometer crimes graves. E os benefícios sociais destinados aos carentes se aproximam, afrontosamente, do valor pago a título de salário para quem trabalha duro um mês inteiro!

A TV coloca diante de nossos filhos crianças e adolescentes tudo aquilo que teríamos o maior pudor em mostrar, e se dissermos algo contra isso seremos, sem dúvida, taxados como monstros do atraso e da discriminação. E nas escolas, refletindo o que acontece na sociedade, o professor é desmoralizado quando tenta manter a ordem.

A conclusão a que chego é que talvez as pessoas não queiram os militares no poder tanto por questões políticas, mas para manter o mínimo de ordem, decência, limites e respeito que a convivência social exige.

E, embora sendo totalmente contra a presença dos militares no Poder, no que toca à necessidade de voltarmos a ter este mínimo de respeito talvez estas pessoas estejam absolutamente corretas.

Graduado em História e em Direito pela UESC – Universidade Estadual de Santa Cruz. e-mail: juliogomesartigos@gmail.com

RESPEITEM A DECISÃO DO POVO NAS URNAS

Julio Cezar de Oliveira Gomes*

Tivemos a eleição presidencial mais equilibrada de toda a nossa história, com 51,64% dos votos destinados à presidenta Dilma; e 48,36% endereçados ao candidato de oposição, Aécio Neves.

Apaixonada, com lances de agressividade e disputadíssima, a eleição acabou na data de 26 de novembro. Mas parece que parte dos eleitores ainda não entendeu – ou se recusa a entender – esta obviedade.

Por parte de alguns eleitores de Dilma observa-se um tom de gozação para com os vencidos, sobretudo nas redes sociais, que simplesmente não cabe em assuntos de tamanha importância. O processo eleitoral já acentuou demais os antagonismos, os ressentimentos e as ações reprováveis, de modo que não se deve revolver tamanha carga de negatividade. Além disso, eleição de presidente não pode ser tratada com a mesma desfaçatez com que se trata o resultado de uma partida de futebol.

Em contrapartida, da parte de alguns aecistas vemos absurdas manifestações públicas de pedido de impeachment de Dilma ou de intervenção militar, ambas juridicamente descabidas, e inaceitáveis do ponto de vista político, pois há menos de dez dias atrás o único objetivo destas pessoas era eleger o candidato do PSDB, e essas manifestações jamais existiriam caso o mesmo tivesse sido eleito. São, na melhor das hipóteses, um casuísmo que merece ser reprovado com vigor.

O Brasil se encontra diante de graves desafios, com uma presidente que precisa compor um gabinete de governo que contemple a diversidade das forças políticas necessárias à governabilidade e, ao mesmo tempo, tenha compromisso com as mudanças que foram requeridas pelas urnas. Uma tarefa digna de Hércules!

A oposição, por seu turno, não pode se fechar no confortável papel de quem tudo exige e em nada contribui, como se não fizesse parte do Congresso Nacional, como se não tivesse elegido deputados e senadores que também têm a obrigação de propor, votar e aprovar as mudanças que o Brasil precisa.

Neste contexto, acirrar infantilmente antagonismos ou partir para um golpismo irresponsável são atitudes que em nada contribuem para a construção de um Brasil melhor.

A todos nós – eleitores e eleitos – cabe um profundo respeito aos resultados apresentados pelas urnas. E se não houver algo de bom a ser dito, não falar besteira poderá ser uma excelente contribuição.

*Graduado em História e em Direito pela UESC – Universidade Estadual de Santa Cruz. e-mail: juliogomesartigos@gmail.com

Permitida a reprodução total ou parcial, desde que citada a autoria.

Acreditar não é fácil!

Walmir Rosário*

Costumo comparar os políticos petistas aos motoqueiros. Acreditam que podem fazer de tudo como se fossem os “donos do mundo”. No caso dos motoqueiros, todo o carro que lhe aparece à frente é considerado um perigo iminente, mesmo que não lhe constitua ameaça. A rua é toda minha. No caso dos petistas não é diferente e a cada risco eleitoral que se avizinha, pousam de vítima e protestam como um bebê desmamado.

Esse é o jogo da comunicação política estudada com afinco e posta em prática pelo Partido dos Trabalhadores (PT), especializado a criar factoides, mesmo os de somenos importância, provocando grande repercussão política. Estereótipos à parte, agora o PT traz de volta a propaganda para incutir no eleitor o medo de volta ao passado. Por passado entendam o PSDB.

Essa prática não é nova! Faz parte da política do quanto pior melhor e é capaz de produzir os resultados desejados, suscitando o medo no eleitorado. Constantemente, a velha e boa central de boatos entra em ação com estórias de que se candidato fulano ou beltrano ganhar a eleição acabará o Bolsa Família, maior programa de renda do Brasil.

Embora todos saibam que isso não é verdade, uma ação desse tipo causa uma comoção sem precedentes, com resultados comparados a uma guerra civil. Essas “afirmações” repetidas com exaustão se transformam em “verdade absoluta”, haja vista a boataria que provocou uma corrida às casas lotéricas e aos terminais da Caixa Econômica Federal.

O PT é o partido que sempre soube utilizar a chamada “rádio peão”, com a finalidade de espalhar notícias utilizando meios de comunicação populares não tradicionais, com mensagens subjetivas e dissimuladas. Meios esses, diga-se de passagem, bastante utilizados nos confrontos ideológicos.

Outro fato marcante é o da estrepitosa vaia tomada pela presidenta Dilma Rousseff durante a abertura da Copa do Mundo. Um protesto que considero de muito mau gosto e desrespeitoso, intimidação própria de quem não tem nenhum princípio ou respeito.

Mas se hoje os petistas são “vidraças” já foram “estilingues” e que o digam os amigos de hoje José Sarney, Collor de Mello, Maluf, e até Waldyr Pires quando ainda era do PMDB, sem falar no ainda adversário FHC. Esse exemplo entra aqui somente para mostrar que fatos e atos como esse têm precedentes vergonhosos.

E cada vez mais as redes sociais são utilizadas pelos militantes para disseminar factoides, assacar contra opositores. E o fazem com a competência de quem foi à guerra para vencer, não importando os meios. Eles são perfeitamente justificados pelos fins.

Os partidos de oposição esperneiam mas ainda não aprenderam a se comunicar com o eleitorado através dos veículos nada convencionais. Não aprenderam que o rádio, o jornal e a televisão são pautados pelas redes sociais.

É a internet que informa, em primeira mão, embora nem sempre com responsabilidade, mas de forma eficaz. A ética, tão requerida contra os ataques adversários, agora se transforma em artigo de luxo, que não entra na cesta básica das ferramentas de comunicação.

E nesta luta desigual da contrainformação ou informação irresponsável, perde o eleitorado brasileiro, que cada vez menos crê nos políticos tradicionais. Enfim, nem sempre a melhor maneira de comunicar é a forma mais indicada para os partidos.

*No meio do tiroteio da informação

Almir Melo no ninho petista

Nas hostes petistas I

Rui Costa e Almir Melo, juntos no Clube Social de Ilhéus

Rui Costa e Almir Melo, juntos no Clube Social de Ilhéus

O prefeito de Canavieiras, Almir Melo, participou neste domingo (4), no Clube social de Ilhéus, do 20ª Plenária do Programa de Governo Participativo 2014, da pré-candidatura de Rui Costa ao Governo do Estado pelo Partido dos Trabalhadores (PT). Apesar da surpresa de alguns petistas ao ver Almir Melo em evento petista, o prefeito de Canavieiras circulava com desenvoltura e tranquilidade entre os políticos de diversos partidos que estão juntos na pré-campanha.

Mais desembaraçado ficou Almir Melo ao ouvir elogios tantos dos anfitriões, a começar pelo prefeito de Ilhéus, Jabes Ribeiro, passando pelo deputado federal João Leão, o vice-governador Otto Alencar e o pré-candidato petista ao Governo do Estado, Rui Costa. Mais do que ser reconhecido e elogiado, Almir foi chamado à mesa para os salamaleques de praxe.

Nas hostes petistas II

Almir Melo – filiado ao PMDB –, ao que tudo indica, não subirá no palanque da coligação que tem Paulo Souto como pré-candidato a governador e Geddel Vieira Lima pré-candidato ao Senado. Por razões históricas, Almir não ocupa o mesmo palanque de Souto, embora tenha jurado fidelidade a Geddel, presidente do  seu PMDB.

Para quem não lembra, foi Almir Melo o anfitrião do lançamento da candidatura de Jaques Wagner na sua primeira campanha ao Governo do Estado da Bahia. Para ele, não é nenhuma novidade o relacionamento com a chapa petista, pois foi um apoiador de primeira hora em 2006.

 

Conflito é “empurrado com a barriga” pelo governo

Invasões de fazendas fomentam protestos

Pelo andar da carruagem, o processo sobre o conflito entre pseudos índios e produtores rurais de Buerarema, Una e Ilhéus está fadado a dormir nas gavetas do Governo Federal por um bom tempo. Enquanto isso, novas propriedades deverão ser invadidas com a complacência dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, criando novos órfãos e desempregados.

Essa, pela menos, é a tática utilizada pelos sucessivos governos quando não pretendem solucionar os problemas. Daí, criam comissões de estudo, propõem novos relatórios, todos sem qualquer conclusão, o que não deve se aplicar a caso em questão, haja vista o enorme prestígio que os pseudos índios dispõem junto às autoridades.

A título de lembrança, mesmo com o grande número de sentenças proferidas pelo judiciário, os cacauicultores sofrem com atitude idêntica, e, constantemente, são surpreendidos com ações judiciais, apesar da suspensão dos prazos pelo governo. E com a adoção dessa prática, o Brasil vai se tornando o campeão dos conflitos agrários, na maioria provocado pelos braços armados do PT e PCdoB – movimento dos sem-terra e pseudos índios.

PT muda até o “Dia da Mentira”

Centrais sindicais não conseguem empolgar o povo

Após perder o “bonde da história” nas mobilizações populares, o Partido dos Trabalhadores (PT) está tentando recuperar o “leite derramado”  e resolveu, com grande atraso, colocar o bloco nas ruas. Para isso, recomendou às centrais sindicais ligadas aos partidos da base do Governo Federal, que promovam, mesmo de mentirinha, manifestações por todo o Brasil.

Apesar do esforço e da marcação antecipada das manifestações, os eventos, aos contrário dos realizados anteriormente, não conseguiu reunir multidões de manifestantes. Em algumas cidades, agências bancárias, comércio e indústria foram fechadas, por ordens do sindicatos, o que proporcionou um dia de folga para os trabalhadores.

No geral, as manifestações foram um fiasco, por não terem sido planejadas e promovidas com a participação popular, apesar do grande “poder de fogo” das centrais sindicais e dos partidos a quem possuem “afeição”. Na verdade, a mobilização teve apenas o intuito de enganar a população, que os expulsou das manifestações anteriores.

Quem sabe faz a hora, não espera acontecer!

PT contra PT – é o que se anuncia para o momento

Walmir Rosário

Uma guerra fratricida sem precedentes é o que se vislumbra nos altos escalões do Partido dos Trabalhadores (PT). É a famosa luta do PT contra o PT. Mas não a que estamos acostumados a assistir, e sim a hegemonia de uma de suas correntes. Como fogo de monturo, ela foi deflagrada desde a posse de Dilma Rousseff à Presidência, porém vem se acirrando a cada dia, a cada protesto, a cada pescoço degolado.

Ficou mais evidente agora, depois dos protestos que assolam as ruas do país. De um lado, o bloco petista dos descontentes, que ainda não se conforma com essa maneira petista de governar. Afinal, não foi para isso que lutaram contra a ditadura. Saíram os militares, entraram os burgueses, como sempre acontece, o que tem causado grande descontentamento, embora não reclamem de forma clara, agem à sorrelfa. Sem falar na luta intestina pelos corredores e salas do Palácio do Planalto.

Esta última é a mais acirrada, pois age nas sombras em busca de um espaço no sol do poder. É o PT contra o PT. Disto ninguém tem dúvida. Afinal são mais de uma dezena de correntes e tendências com pensamentos filosóficos dos mais díspares. Embora algumas poucas não causem preocupações, tendo em vista a pequena capacidade de mobilização interna e externa, outra cresce e se agiganta como uma verdadeira Hidra de Lerna. E já amedronta.

A luta interna pelo poder está sendo desnudada para a sociedade a cada protesto, a cada reivindicação vinda das ruas. E não se limita a encontrar soluções para a redução dos R$ 0,20 da tarifa dos transportes urbanos, pois algumas medidas – falhas e inconsistentes – foram tomadas, a exemplo da desoneração de impostos. A verdadeira briga, a de cachorros grandes, como se diz na gíria, está nas ações políticas.

E nessa luta renhida travada entre o PT contra o PT é que estão sendo colocadas as “cascas de bananas” para a presidenta Dilma Rousseff pisar. E ela tem escorregado em todas. Qualquer aluno do terceiro semestre dos cursos de Direito ou Ciências Políticas teriam interpretado de forma diferente as ações anunciadas pela presidenta, todas em flagrante desrespeito à Constituição Federal. Um vexame.

Quem teria aconselhado a presidenta Dilma a dirigir à Nação tamanhos impropérios? Com certeza não foram os técnicos da Presidência da República – incluindo, aí seus ministérios e órgãos de assessoria –, pois possuem quadros de competência comprovada. E esses erros crassos foram sendo repetidos à exaustão, como se o Brasil não vivesse sob a égide do estado democrático de direito, obrigando ministros ir a públicos para os desconcertantes a desmentidos institucionais, do tipo: “não foi bem isso que queria dizer”.

Dilma e Lula. PT contra o PT. Com todos os desmentidos e dissimulações, fica cada vez mais evidenciado e provado os desencontros. No núcleo duro do Palácio do Planalto as discordâncias estão cada vez mais expostas. O grupo fiel a Lula acredita que ainda deve obediência ao ex-presidente e mostra o desconforto do relacionamento com a presidenta, que possui métodos bastante diferentes de governar, distribuindo broncas a torto e a direito, o que não deixa de ser uma falta de respeito com o subordinado.

Se é incompetente, o remédio mais adequado é a exoneração, o que nunca acontece. Esse comportamento evidencia que, apesar da caneta e do diário oficial à disposição, a presidenta não pode agir como queria, ou seja: com os colaboradores de sua estrita confiança. Se essas dificuldades permeiam a relação interpartidária, avaliem em relação aos partidos da base aliada, com desejos e pensamentos dos mais diversos.

As reações da presidenta Dilma Rousseff são vistas e sentidas por todos os brasileiros e mais diretamente no Planalto Central. Queixam-se os “lulistas” da falta do afago do ex-presidente, considerado líder inconteste do partido e que soube ganhar o respeito de outras lideranças e dos brasileiros pelo comportamento. Já da presidenta Dilma a reclamação é decorrente da frieza no tratamento, chegando a ser considerado desprezo, em determinadas situações. “Uma gerente”, dizem.

Mas voltando às ruas, não se pode excluir desses movimentos filiados de diversos partidos políticos, a exemplo do PCdoB, PCB, PCO, PSTU, dentre outros, e até mesmo do PT. Todos reclamam da falta de atendimento adequado pela máquina pública, que não presta os serviços na conformidade da cobrança dos tributos. E aí é que está o cerne da questão: Enquanto odos os brasileiros demonstraram entender o recado, o Governo Federal fez de conta que de que nada daquilo era com ele e que passaria incólume ao recado das ruas.

Daí que volto a insistir na guerra do PT contra o PT. Um partido com o histórico do PT pode não ter expertise em governar, mas não pode desconhecer a voz das ruas, apesar de todo o processo de aburguesamento. Se a “parte gerente” não soube auscultar as massas, é até admissível o erro de interpretação; mas a “parte líder” não entender a origem dos acontecimentos ou fazer “vistas grossas” aos protestos, não faz parte de nenhum manual.

Se Dilma é a gerente, Lula é o líder. Enquanto a primeira não correu da raia, mesmo sendo atropelada pelo “fogo amigo”, o mesmo não se pode dizer do líder, que se “fingiu de morto”, tomou um avião de saiu flanando pela África e Europa, sob o patrocínio de empresas multinacionais.

Lá fora, claro que ele não sabe de nada. Aqui, coube ao seu amigo e compadre, o deputado federal Devani Ribeiro (PT-SP) aceitou fazer um dos serviços recomendados por Lula, para denegrir o Governo Dilma, alardeando: “Quem pediu plebiscito? O que falta no governo Dilma é gestão. As pessoas querem transporte de qualidade, saúde e educação. Dinheiro tem. É só investir”, berrou.

Com isso, ficou com compaixão de pessoas sérias filiadas e militantes petistas, que, na base, tentam levar a sério o partido que ajudaram a construir, e que agora tem que amargar comportamentos nada republicanos como esse. Mas é o preço que aceitam pagar.

Jornalista, advogado e editor do www.ciadanoticia.com.br

 

Até Renan enquadra Dilma

Renan ressurge do lamaçal ao ensinar Dilma

Visto com desconfiança pelos brasileiros, o presidente do Senado, Renan Calheiros, se apressou em apresentar propostas à Presidência da República para adequar o País à nova realidade. E apresentou de forma técnica, observando os princípios constitucionais e jurídicos como um todo.

A proposta de Renan, que pretende, qual Fênix, pretende fazer com que ele ressurja – não das cinzas –, mas do lamaçal político em que esteve medito durante anos a fio. O que surpreende, na proposta de Renan, é que ele soube interpretar “a voz das ruas” – ao contrário do Planalto – até para preservar sua pele.

E entre as propostas apresentadas pelo presidente do Senado está a redução dos ministérios – uma torre de Babel construída para aparelhar o PT, abrigando companheiros derrotados nas eleições, bem como barganhar com outros partidos. E nesse diapasão, nada se resolve, tudo se complica, dada a aparência com a Arca de Noé, construída para abrigar todos os “bichos”.

Mas Renan também propôs a votação da reforma política, mais recursos para a Educação e Saúde, com índice de 10% atrelado ao Produto Interno Bruto (PIB), dentre outras sugestões. Mas, conforme está provada, a carência de dinheiro não é tudo e nem resolve esses problemas, mas só aumenta a sanha dos desviadores de recursos públicos, por falta de gestão séria.

Enfim, tudo que o país precisa é ter executivo executando e legislativo legislando, dentro da seriedade e transparência. É o mínimo que se espera dos quais foram eleitos para representar o povo e dirigir esse Brasil por determinado tempo. E que cada um desses poderes sejam harmônicos e independentes, o que não ocorre hoje.

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