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Casamento de cobra com jacaré

Walmir Rosário

O Partido dos Trabalhadores (PT), antes uma agremiação integrada por vestais políticas, finalmente foi desnudado e expulso, sem nenhuma cerimônia, do paraíso político e jogado ao purgatório, se aquecendo com o que sobra do fogo dos infernos. Os mais experientes articulistas políticos não conseguem entender as bruscas mudanças tomadas pelos petistas após a tomada do poder, obedecendo ao caminho das urnas, como requer a democracia.

Os pruridos de antes foram apagados da cartilha petista com a maior desfaçatez, eliminando até mesmo um estágio centrista do tipo neoliberal praticado por Fernando Henrique Cardoso e criticado por eles. Não havia tempo para essas formalidades e a guinada foi de 360 graus, até se chegar aos pés do Partido da Frente Liberal, o nefasto PFL de antes, satanizado antes e depois das eleições pelos “companheiros barbudinhos”.

A bem da verdade, Lula e os petistas não conseguiram nem mesmo se juntar ao PFL (a não ser na eleição de Nova Iguaçu, Rio de Janeiro), mas a um grupo liderado pelo senador Antonio Carlos Magalhães, um tipo de político que depende do poder para viver, como o peixe da água. Os meios utilizados para isso não importam, e sim os fins: promover uma ditadura civil no País, oprimindo a oposição, calando a voz de instituições, prevalecendo o absolutismo.

Aos eleitores resta saber quais os tipos perigosos de vírus ou bactéria que habitam o Planalto Central e contaminam um partido à primeira sentada no Trono Presidencial do Palácio da Alvorada. Em quem o eleitor vai agora acreditar? Nos partidos dos dogmas, da mentira, do esqueçam o que eu disse? É uma dúvida para ser tirada ainda nestas eleições de outubro próximo.

Como acreditar num partido como o PT, que diz explicitamente na sua propaganda eleitoral gratuita que, reeleito Geraldo Simões, a Fundação Marimbeta não vai acabar? Todos sabem que todos os cinco sítios do Menor Trabalhador foram implantados na administração de Ubaldo Dantas, quando era filiado ao PMDB. Durante esses anos nenhum sítio foi incorporado, apesar da miséria ter sido acentuada na periferia de Itabuna. Portanto, mais uma falácia, como também o é as três ambulâncias do Samu, cujas despesas da festa de entrega, com a presença do ministro da Saúde, Humberto Costa, daria para comprar mais outras 10 ambulâncias.

Outra tática utilizada pelo PT, tanto nos governos como nas campanhas eleitorais é sair na frente atacando pessoas e partidos, sem ética ou piedade, e ainda por cima entulha a Justiça Eleitoral com ações deslavadas e descabidas contra os adversários. Com isso, tenta impedir o trabalho da Justiça, para tentar sair incólume das agressões praticas. Não é honesto, não é ético.

Um partido não pode ter donos, mas perseguir posições definidas. Não deve ser hegemônico e cooptador, mas capaz de fazer alianças visando o benefício da população, governar com os coligados. Um das maiores demonstrações de desprendimento e espírito público foi dado pelo PMDB em Itabuna, ao se coligar com o PSB, mantendo Renato Costa na liderança da chapa, viabilizando uma candidatura com possibilidades reais de vitória.

Exemplos como esse são cada vez mais raros na seara política brasileira, onde os compromissos com a cidade, o estado, a nação, são relegados a segundo plano. Aliás, não é de hoje que o PMDB dá uma aula sobre convivência democrática partidária, abrigando na agremiação filiados das mais diversas tendências – esquerda, centro e direita, com suas subdivisões –, sem a prática de canibalismo entre as determinadas facções.

Na Bahia, o PMDB segue seu rumo, fazendo acordos políticos transparentes, defendendo a moralidade, chegando ao ponto de ter a coragem de cortar a própria carne quando atos espúrios contrários à sua filosofia, como os corriqueiros adesismos. Agir com pragmatismo não é vender a “alma ao satanás”, mas atuar de acordo sua capacidade de liderança na promoção do bem-estar social do povo.

Jornalista, advogado e editor do www.ciadanoticia.com.br

Publicado no Jornal Agora em 20-09-2004

 

O choro dos derrotados

Walmir Rosário

Assessores mais chegados e a “turma da boquinha” da Prefeitura de Itabuna, no afã de agradar ao chefe Geraldo Simões, que deverá deixar o cargo em poucos dias, tentam mover céu e terra para encontrar um culpado pela derrota em 3 de outubro. O alvo mais fácil foi o candidato do PSB, Renato Costa, até bem pouco tempo aliado do Centro Administrativo.

O bode expiatório dos “aspones” do prefeito, que não cabe no tamanho de Renato Costa, já foi imposto ao hoje aliado Davidson Magalhães, cacique do PCdoB itabunense, quando de sua candidatura à Prefeitura de Itabuna, em 96. Davidson, à época, também era um ex-aliado, que deixou o Centro Administrativo Municipal pelas mesmas razões de Renato.

O projeto político de Geraldo Simões é hegemônico, maior até que o próprio PT, e não admite sombras que possam obscurecer a sua visibilidade. Tentou atravessar em seu caminho? Pau nele! Para isso, tem a soldo um grupo de serviçais prontos a executar o “trabalho sujo”, execrando, publicamente, pessoas da mais alta credibilidade na sociedade, dentro do mais fiel estilo maquiavélico.

Tanto é assim, que até hoje o “de novo” aliado Davidson Magalhães ainda não obteve o perdão do todo-poderoso Geraldo I, mesmo o PCdoB tendo cedido a médica Conceição Benigno (esposa de Davidson), na condição de candidata a vice-prefeita, na chapa majoritária petista. Agora, o mesmo sacrifício tenta impor à figura de Renato Costa, pessoa que goza do mais alto conceito na sociedade grapiúna, o que não é o mesmo caso do ainda prefeito.

Talvez o ainda prefeito não tenha se dado conta de que estaria jogando uma partida de pôquer com Fernando Gomes, um político que conhece como ninguém as regras do jogo. Inebriado pelas benesses do poder, Geraldo Simões subestimou um adversário que conhecia largamente, pelo simples fato de ter ganho uma partida: as eleições passadas.

Nesta eleição fez tudo errado. De cima do planalto passava as vistas por cima e não enxergava ninguém na planície. Os antigos coligados passaram a ser simples incômodo, pessoas irrelevantes na sua administração e que estariam ali para mendigar as migalhas do poder. Para ele, bastava a caneta na mão e chave do cofre para ter a cidade aos seus pés.

Aos poucos foi perdendo aliados e os coligados de ontem passaram a ser os adversários de hoje, uma conta de subtrair que não pode ser desconhecida e desprezada na arte política. Ele mesmo, que quatro anos atrás só fazia contas de somar, multiplicar, passou a dividir. Contava com os recursos públicos, as propagandas enganosas, as promessas em vão, ditas no passado, não funcionaram por absoluta falta de credibilidade.

Tamanha sua confiança, Geraldo Simões se tornou um jogador de pôquer de quinta categoria. É bem verdade que possui um grande jogo em suas mãos, um four quase imbatível. Também possuía um cacife de fichas enorme, invejável: grande quantidade de dinheiro, militância partidária, ministros de Estado, presidente da República seu compadre (apesar de nunca ter mostrado a foto do batismo), sem falar no número de prestimosos amigos do poder.

Tudo em vão. Seu mal foi ter apostado todo esse cacife num projeto político hegemônico e se tornar, sozinho, o político de maior expressão no Sul da Bahia. A aposta de Geraldo Simões era a de anular, de uma só vez, todas as outras grandes lideranças regionais, fazendo de Ubaldo Dantas, Renato Costa, João Xavier, dentre outros, num futuro próximo seus simples cabos eleitorais.

Além de menosprezar os conhecidos adversários, não contou com outras expressivas lideranças regionais, a exemplo de Jabes Ribeiro, a quem julgava fora do páreo, já que ficará sem mandato a partir de 1º de janeiro próximo. Sua pretensão de daqui a dois anos postular o Palácio de Ondina foi por água abaixo, apesar das cartas.

Mesmo assim, Geraldo Simões apostou todas as fichas e pagou pra ver. Tinha um four de ases, jogo suficiente para quebrar os outros jogadores, fazê-los sair do jogo “sem as calças”. Mostrou as cartas, tinha quatro reis, muito pouco para o jogador Fernando Gomes, que jogou em cima da mesa um four de ases. Como era bancado pelos companheiros do seu partido, agora vai ter que se explicar ao presidente Lula e seus ministros, que prometiam um paraíso chamado Itabuna.

Já não se vende terrenos na lua como antigamente!

 Jornalista, advogado e editor do www.ciadanoticia.com.br

Publicado no Jornal Agora em 09-10-2004

Mentiras, velhas mentiras

Walmir Rosário

Ou a classe política se mobiliza para mudar sua imagem através de ações positivas, ou estará fadada ao descrédito total. A falta de credibilidade dos políticos não é fato recente e remonta séculos, perpetuando-se na história da humanidade. Desde o começo do mundo, a civilização convive com os déspotas de todos os estilos, mesmo depois de implantada a democracia pelos gregos.

Inspirados na famosa e estudada obra do pensador Nicolau Maquiavel, O Príncipe, a grande maioria dos políticos tem neste trabalho filosófico o seu projeto de vida. De forma solerte, tentam incutir nos desavisados eleitores um discurso falacioso, como se revestido de Príncipe estivesse. Hoje, chamamos isso de engodo e somos sabedores de que “os fins não justificam os meios”, desde ilegais, imorais e antiéticos.

Mas para parcela significativa dos políticos isso é de somenos importância. Principalmente se o calendário eleitoral indicar o período de caça ao voto do eleitor, peça importante para carimbar o passaporte para as Casas Legislativas (federal, estadual ou municipal) ou para o Poder Executivo. Neste período vale tudo e a política não pode ser considerada exatamente “um convento de freiras”.

Ensinam os surrados manuais de marketing político que o discurso deverá estar “afinado” com as necessidades mais prementes do eleitorado a ser conquistado. Se naquela determinada área o eleitor maior é o presidente Lula, que subamos no mesmo palanque. Em outro, o grande “puxador” de votos é Alckmin, basta mudar o tom das promessas. “Afinal, um bom político jamais deverá dizer dessa água não beberei”, ensinam os estrategistas.

Na caça ao voto vale tudo. Vale enganar os eleitores incautos com propostas indecorosas, que não podem ser cumpridas pelo candidato, mesmo que consiga se eleger e passar muitos anos cumprindo mandato. Em alguns casos, é melhor que não se eleja, para não ter que passar dissabores pela cobrança que sofrerá dos eleitores.

Dentre esses candidatos a “Pinóquio”, um, em especial, chama a atenção dos eleitores da região cacaueira: o ex-prefeito de Itabuna, Geraldo Simões. Sem a menor desfaçatez, escolhe uma plataforma de campanha que chega ao ridículo. Segundo sua propaganda, Geraldo Simões pretende se eleger para “trabalhar” pelo Porto de Ilhéus, Universidade Federal do Sul da Bahia, Ceplac e Gasoduto.

Vale salientar que enquanto esteve ocupando mandato parlamentar na Assembléia Legislativa da Bahia e na Câmara Federal, esse mesmo Geraldo Simões não fez qualquer esforço pelas causas regionais. Sequer apresentou projetos ou promoveu discussões acerca dos problemas regionais. Omisso talvez seja uma palavra pequena para qualificar o seu pálido mandato.

Como funcionário da Ceplac – sempre recebeu salário, mas nunca trabalhou – não se preocupou com o destino da instituição ou de seus servidores, pois considerava essa uma obrigação do Governo Federal, a quem fazia oposição. Em benefício da cacauicultura também nunca “moveu uma palha”, pelo contrário, a atividade era vista como coisa de “coronel”, tanto que foi denunciado por ter liderado a introdução criminosa da vassoura-de-bruxa nos cacauais do Sul da Bahia.

Já o seu interesse pelo Porto de Ilhéus deve ser outro, tendo em vista a sua triste passagem pela Presidência da Codeba, marcada por denúncia de corrupções e hoje também motivo de investigações do Ministério Público, Tribunal de Contas da União e Controladoria Geral da União. No cargo, esvaziou as atividades do porto, deslocando o embarque de produtos para os portos de Salvador: ou seja, decretou a morte do porto por inanição.

Outra falácia é a Universidade Federal do Sul da Bahia, dado o seu flagrante desinteresse pela Educação de qualidade. Na Prefeitura de Itabuna derrubou todos os incentivos e estímulo dos alunos pela educação, premiando os que não estudavam. Ganhar conhecimento não tinha a menor importância, pois era facultado ao aluno “passar de ano” sem a aprovação.

Por último, o candidato Geraldo Simões conta mais uma lorota ao alardear seu compromisso com a construção do gasoduto – o Gasene – um dos alvos de sua campanha a prefeito, quando foi derrotado por Fernando Gomes. Na sua ânsia de tentar enganar os incautos eleitores, o “Pinóquio” vende como seu um projeto ainda da era FHC, paralisado pelo governo Lula.É por essas e outras que o ex-deputado Renato Costa aplicou-lhe o generoso apelido de “inadimplente da palavra”. Lhe cai como uma luva.

Jornalista, advogado e editor do www.ciadanoticia.com.br

Publicado no Jornal Agora em 19-08-2006

Geddel e Lúcio esquentam a política em Itabuna

Na semana em que o ex-deputado Renato Costa aceitou o desafio de tentar mais uma candidatura a prefeito de Itabuna, os dois maiores líderes do PMDB da Bahia aportam na cidade. Não é mera coincidência.

Os irmãos Geddel e Lúcio Vieira Lima vão visitar a obra do canal da avenida Amélia Amado, vão conversar com o superintente da Ceplac, Juvenal Maynart e vão dar uma entrevista coletiva à imprensa – nessa sexta-feira (27), às 11 horas, na Câmara Municipal.

Para quem ainda não havia percebido, o PMDB está revitalizando suas raízes no município: numa vertente, acena para a possibilidade de ser o fiel da balança na sucessão municipal e, na outra, emplaca um projeto que tem repercussão mundial, o da Conservação Produtiva, da Ceplac.

Geddel e Lúcio terão muito a dizer nessa coletiva. Vale a pena ouvi-los.

O PC DO B TEM TODO O DIREITO DE ENTRAR NA DISPUTA

Ricardo Ribeiro*

PT e PCdoB, partidos que militam no mesmo campo, têm entre si uma relação de amor e ódio. Aliás, pode-se dizer que é mais de conveniência e arranca-rabos, pois a união das legendas sempre se deu muito mais pela necessidade de se fortalecer para viabilizar projetos eleitorais do que pela alegada afinidade programática, que fica somente na superfície.

A briga entre os partidos se dá principalmente quando o PCdoB, o polo mais frágil da relação, ensaia andar com as próprias pernas. Nesses momentos, o PT se arvora de um autoritarismo patriarcal e vê a liberdade dos comunistas como rebeldia. É bem o que acontece neste momento em Itabuna.

Wenceslau Júnior, vereador em terceiro mandato, militante comunista oriundo do movimento estudantil universitário, foi confirmado como o nome do PCdoB na disputa sucessória. Ele integra um bloco formado por cinco partidos (PCdoB, PRB,PV,PDT e PSC), onde há outros dois pré-candidatos: Vane do Renascer, do PV, e Acácia Pinho, do PDT. O compromisso é de que o melhor posicionado nas pesquisas e de maior capacidade para aglutinar os partidos da frente terá o apoio dos demais.

Para o PT, a estratégia do PCdoB é uma atitude destrambelhada, um acinte, um desacato à autoridade. Há pressões de todos os lados, desde os que lembram a posição dos comunistas de satélite do petismo nas esferas federal e estadual (o tom é sempre de ameaça) até aqueles petistas que procuram ironizar, diminuir e constranger os antigos aliados. Um deles utiliza velho ditado para alerta o PCdoB: “formiga quando quer se perder, cria asa”.

Há ainda os que relembram 1996, quando o PCdoB lançou candidatura própria em Itabuna e o nome então apoiado pelo PT, Renato Costa, perdeu para Fernando Gomes, à época no PTB. A pecha de laranja foi colocada pelos petistas inconformados, como se não houvesse outro caminho para os comunistas, senão o de ser uma sombra do PT.

Mais uma vez, repetem o argumento. Advertem que a divisão das esquerdas pavimentará o caminho do prefeito Capitão Azevedo (DEM) à reeleição, mas se esquecem de que a candidatura petista é fruto de imposição autoritária e não agrada aos partidos que historicamente têm se aliado ao PT. Caso Azevedo se reeleja, será por culpa dos comunistas ou da insistência em uma candidatura desagregadora?

O PT de Itabuna vive o mal típico dos arrogantes, que conseguem enxergar o cisco no olho do outro, mas não percebem uma trave na própria visão.

*Advogado e um dos blogueiros do PIMENTA BLOG.

ENTREVISTA: RENATO COSTA – Presidente do PMDB de Itabuna

“Itabuna precisa de um prefeito-estadista”

Abrigo de políticos com posições das mais diferenciadas, o PMDB está longe de ser considerado um partido ideológico. E o presidente da legenda em Itabuna, Renato Costa, tem plena consciência dessa condição e diz que não se sente constrangido em pertencer ao partido, que convive com políticos do nível de um José Sarney e Renan Calheiros, da chamada “banda podre”, bem como Pedro Simon e Jarbas Vasconcelos, considerados políticos “do bem”. Se em nível nacional essa convivência é possível, em Itabuna não se foge à regra e os peemedebistas terão várias pré-candidaturas a escolher, colocadas pelas várias tendências. Para Renato Costa, Itabuna precisa sair do marasmo político que se encontra elegendo um prefeito com visão de estadista e para isso não descarta conversar com outras agremiações, embora considere muito cedo para se falar em coligações. Ele garante que o partido deverá ter candidato próprio, porém não partirá para uma candidatura suicida. A seguir, os principais assuntos da entrevista concedida aos jornalistas José Adervan e Walmir Rosário.

Jornal Agora – O PMDB lançou várias pré-candidaturas, inclusive de duas mulheres: Leninha Duarte e Maruse Xavier, que prometem uma boa disputa interna. Quais serão os critérios de escolha da candidatura à Prefeitura de Itabuna?

Renato Costa – Em março deste ano, a direção nacional do PMDB recomendou que nas grandes e médias cidades o partido lance candidatura própria. Dentro dessa diretriz, a Executiva se reuniu e resolveu abrir o espaço para que todos os filiados com pretensões a se candidatarem lançassem suas pré-candidaturas, o que considero um procedimento bastante democrático. Como filiados do naipe de Ubaldo Dantas e Fernando Gomes, que possuem um grande cabedal de votos, se mostraram desinteressados, foram colocados os nomes de João Xavier, um quadro de tradição, o meu nome, a pedido de Geddel Vieira Lima, e o do advogado Rui Correia. Depois disso, outros peemedebistas foram colocando seus nomes.

Também conversamos com lideranças de outros partidos, a exemplo de Vane do Renascer (Claudivane Leite), que optou se filiar ao PRB (Partido Republicano do Brasil), e Leninha Duarte, que deixou o PPS (Partido Popular Socialista), e veio para o PMDB. Próximo ao dia 24 de setembro, data em que apresentamos os pré-candidatos, o advogado Edmilton Carneiro, que estava se filiando ao partido, também colocou o seu nome à disposição, bem como Maruse Xavier. Claro que as pré-candidaturas são informais, e estamos estabelecendo uma agenda até o fim do ano para o afunilamento das candidaturas.

J. A. – Quais os critérios para a escolha do candidato?

R. C. – Ainda não temos os critérios definidos, mas não é da tradição do PMDB a realização de prévias, ferramenta não utilizada pelo partido, mas desses nomes o que a sociedade sinalizar como o de maior musculatura, será levado à convenção, que avaliará se terá reais condições de disputar e será oficializado. Porém, caso a convenção avalie que esse nome não tenha viabilidade, dirá quais os rumos a serem tomados. Mas a nossa realidade é lançar candidatura própria, e se alguém de outro partido falar em oferecer a vice numa chapa, responderemos que se quiser vir que venha, pois o PMDB abre uma vaga para isso.

J. A. – Como o PMDB é um partido composto por várias correntes e de pensamento político dos mais diversos, existe a possibilidade de que essas pré-candidaturas encontrem dificuldades, surgindo a necessidade de consenso, a exemplo do seu nome. Nesse caso, estaria disposto a partir para o sacrifício?

R. C. – Pelo que conheço do PMDB, essa seria uma possibilidade muito remota, pois já fui candidato a prefeito algumas vezes e sei que ainda prevalece a polarização de duas candidaturas: a do atual prefeito e a do ex-prefeito Geraldo Simões, então como presidente do partido, vou trabalhar para viabilizar a melhor candidatura posta.

“Não vamos caminhar para uma candidatura suicida”

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DO PÚBLICO AO PRIVADO

MARIA ALICE DE VOLTA AO PALÁCIO I

Maria Alice volta à Prefeitura para comandar a articulação política

Nesta quinta-feira (29), finalmente Maria Alice Araújo é nomeada e toma posse no cargo de Assessora de Articulação Política. Não foi uma operação simples trazer a conhecida Dama de Ferro ao centro das operações políticas oficial da Prefeitura de Itabuna. Os motivos foram os mais variados, a começar pelo temor da concorrência do núcleo do gabinete do prefeito, comandado por Joelma Reis e Soldado Pinheiro, que detestam sombra.

Apesar da falta de comando do prefeito Azevedo, capitão da Polícia Militar, o festival de besteiras cometidas pela dupla em relação à política e à administração falaram mais alto e o veto à nomeação de Maria Alice foi para o espaço e o decreto, finalmente, saiu da gaveta. Alice terá muito trabalho pela frente, principalmente para domar a dupla que hoje domina as ações e a agenda do pusilânime prefeito.

MARIA ALICE DE VOLTA AO PALÁCIO II

De início, ao “arriar as malas” e tomar pé da situação, Maria Alice terá que tomar todas as precauções e, por certo, mudar a forma de relacionamento entre os vereadores e a prefeitura. Atualmente, essa relação é considerada por demais promíscua, tanto assim que as audiências com eles são marcadas em horários totalmente fora do expediente normal da prefeitura.

Com a experiência adquirida em muitos anos em cargos de linha de frente, Alice tomará todos os cuidados para evitar as “cascas de banana” que por certo serão colocadas no seu caminho pela desastrada dupla de articuladores. Além de lidar com as víboras externas, a assessora vai ter que dar uma arrumação no serpentário municipal, coisa de que deve “tirar de letra”.

CÂMARA DE ITABUNA CONTINUA A MESMA

A Câmara continua com os mesmos defeitos e vícios de sempre

Apesar de ter passado por uma auditoria e ser investigada pela Polícia Federal, dentre outros órgãos oficiais, a Câmara de Itabuna continua a mesma, praticando os mesmos vícios, os mesmos desmandos. O que mudou foi somente a direção, com a saída de um grupo e a entrada de outro, mantendo alguns membros do grupo anterior pelo sistema de cooptação.

Recentemente, o atual grupo de mantem a soberania sobre os recursos da Câmara, rachou, literalmente. O motivo: o mesmo de sempre – as benesses concedidas com o rico dinheiro do pobre contribuinte. Para ficar só num dos desmandos, a turma apaniguada conta agora com mais assessores de gabinete do que os vereadores considerados “pés-duros”, ou “inimigos do rei”.

Há tempos em que alguns assessores reclamam de ter que pagar um “dizimo” de 50% (se é que pode…) para os seus “padrinhos”.

WAGNER SÓ PENSA NAQUILO…

O governador baiano vem demonstrando psicose para a construção de pontes. Em Ilhéus prometeu construir uma segunda ponte ligando o centro da cidade ao bairro do Pontal. Não começou construir, mas alimenta a ideia de que ela vai sair. Para manter sua ideia fixa, garante (tem gente que não admite garantia de político) e prometeu outra, esta bem maior, ligando Salvador à ilha de Itaparica.

O projeto básico da ponte de Itaparica, como está sendo chamada mostra o equipamento com aproximadamente 12 quilômetros de extensão, seis faixas de tráfego, duas pistas de acostamento e um trecho móvel, com largura de 160 metros. A ponte deverá ser iniciada em 2014 e concluída em 2018. As intervenções têm investimentos estimados em até R$ 7 bilhões.

PROJETO PREVÊ VÁRIAS FONTES

Os recursos serão dos governos federal e estadual e da iniciativa privada. A previsão é que as obras comecem por Salvador, entre o berço do terminal de São Joaquim e a área de ampliação do porto, chegando à Gameleira, em Vera Cruz. O objetivo é garantir maiores condições de mobilidade e segurança a todos que trafegarem pela via.

O projeto prevê que o espaçamento entre as pilastras de sustentação da obra deve ser de 250 metros. Haverá um vão central, de espaçamento de 700 metros de largura e 70 metros de altura, utilizado para a passagem de embarcações destinadas aos portos de Salvador e Aratu, e uma profundidade de 25 metros, que possibilitará o atracamento de embarcações, a exemplo de navios.

Já a ponte de Ilhéus, bem menor, o governador nem dá notícia.

MOVIMENTO PELA FICHA LIMPA I

A diretora do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, Jovita José Rosa, entregou ao coordenador da Frente Parlamentar Mista de Combate à Corrupção, deputado Francisco Praciano (PT-AM), uma carta, endereçada à presidente Dilma Rousseff, pedindo que seja indicado para o Supremo Tribunal Federal (STF) um ministro que esteja compromissado com a Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar 135/10).

A presidente da República deverá indicar nas próximas semanas um substituto para a vaga aberta com a aposentadoria da ex-ministra Ellen Gracie. A lei busca barrar a candidatura de políticos que respondam a processos judiciais. O STF, no entanto, ainda julgará a constitucionalidade da lei.

MOVIMENTO PELA FICHA LIMPA II

Os opositores da Ficha Limpa afirmam que a norma contraria o princípio de que as pessoas devem ser consideradas inocentes até que haja um julgamento judicial definitivo. Para Jovita, contudo, a lei não está impondo uma pena. Na abertura do ato, Francisco Praciano disse que existem cerca de 160 projetos em tramitação no Congresso Nacional sobre o assunto. Para o parlamentar, a lentidão com que essas propostas são analisadas é inexplicável.

Também presente, o coordenador da Frente Parlamentar pelo Voto Aberto, deputado Ivan Valente, (Psol-SP), lembrou que a corrupção não é um problema apenas da classe política. Ele defendeu o financiamento público das campanhas eleitorais como forma de combater os corruptores. “Se as pessoas precisam entender que, enquanto houver financiamento privado e o poder econômico interferir no processo eleitoral, haverá uma corrupção brutal. Não adianta se queixar depois”, declarou.

PMDB, A “NOIVA DA VEZ”

Os diretórios dos partidos políticos de Itabuna parecem que não estão levando o velho Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) a sério. Apesar da festa realizada para filiar dezenas de militantes e pré-candidatos a vereador, todo mundo quer o PMDB como coligado e oferecem a oportunidade da direção do partido a indicar o candidato a vice-prefeito.

Ao que parece, a renúncia do ex-candidato a prefeito pelo PMDB na eleição passada, Capitão Fábio, contaminou o partido. Esse, talvez, deve ser o motivo dos convites feitos insistentemente pelas agremiações concorrentes, o que já causando uma série de aborrecimentos da direção, que promete levar a sério a apresentação de candidatura própria.

NAMORO SÓ PRA CASAR

O presidente estadual do PMDB, deputado federal Lúcio Vieira Lima, diante de tantos convites para o partido indicar um vice, garantiu que o PMDB quer casar, sim, mas nega a condição de “noivinha dos demais partidos”, ressaltando o poder que sua agremiação possui numa campanha eleitoral. Segundo Lúcio, o PMDB tem em seu portfólio um vasto tempo para a propaganda de rádio e TV, militantes históricos com muita disposição e capacidade para ganhar uma eleição.

Nesse caso, o presidente estadual peemedebista aponta que a condição do partido é de titular e não de coadjuvante, haja vista os pré-candidatos existentes, políticos reconhecidos pela qualidade e comportamento ético. Um desses pretendentes é o médico e ex-deputado Renato Costa, que tem realizado um trabalho profícuo na campanha de atração e filiação de lideranças e pré-candidatos.

A SUBIDA DE DILMA

De acordo com uma pesquisa realizada pela CNI/Ibope, a o Governo da presidenta Dilma passa dos 51% de aprovação. Até aí nenhuma novidade, não fosse a leitura detalhada da pesquisa. Nas regiões Norte e Nordeste, o percentual de aceitação passa dos 70%, como era de esperar, tendo em vista a crescente lista de beneficiados do Bolsa Família, com valores ainda maiores.

A novidade mesmo ficou por conta dos resultados obtidos nas regiões Sul e Sudeste, cujos índices eram pífios, em muitos lugares. A razão para esse crescimento, no entender dos analistas, é a faxina feita pela presidenta Dilma, mesmo em escala menor. A caça aos  corruptos é um dos temas que mais agrada aos brasileiros, cansados de pagar uma pesada carga tributária e não ter a contraprestação no mesmo nível.

MERCADO DE CARNE, A VERGONHA DE ITABUNA

Em Vitória da Conquista a carne é comercializada de forma correta

A Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri) vai lançar na segunda-feira (3), às 9 horas, em seu auditório, o Projeto de Implantação de Entrepostos Frigoríficos. Trata-se de uma importante ação visando combater o abate clandestino de carnes no Estado, que vai permitir a oferta ao consumidor de produtos de qualidade processados por matadouros inspecionados, e estruturar toda a cadeia produtiva da carne na Bahia.

Elaborado pela Seagri e a Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), viabiliza um modelo padrão de planta frigorífica – utilizando uma moderna tecnologia: a construção modular das instalações -, que atenderá a demanda de municípios localizados em pontos estratégicos do Estado. Em Itabuna, a Portaria 304 do Ministério da Agricultura é ignorada pela prefeitura, que permite a comercialização de carne sem procedência e sem os cuidados com a refrigeração, causando prejuízos à saúde da população.

GALO QUER POLÍTICA PARA A PESCA

O deputado Marcelino Galo defende política de apoio à pesca na Bahia

A criação de uma política global de apoio à pesca na Bahia em parceria com o governo federal foi indicada ao governador Jaques Wagner pelo deputado Marcelino Galo (PT). Além de recursos federais, o petista sugere que sejam disponibilizadas também verbas do Estado para a criação de uma nova estrutura de gestão e a execução de diversos programas, como o ordenamento pesqueiro do Rio São Francisco em seus 1.200 quilômetros de extensão na Bahia, com estudo de sustentabilidade do estoque pesqueiro do rio.

Também no São Francisco, Galo, que é vice-líder do governo na Assembleia Legislativa, defende o repovoamento das espécies pouco exploradas nos maiores reservatórios, a exemplo de Sobradinho e Itaparica. Na indicação, Galo salienta o reordenamento dos principais estuários da Bahia, como os dos rios de Contas, Jequitinhonha, Jucuruçu, Pardo, Una, Buranhém e Real. Marcelino ainda quer a inclusão do produto da pesca artesanal na alimentação escolar e no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), ou seja, criar o “PAA-Pesca”, além da disponibilização de recursos estaduais a serem geridos pela Desenbahia para a constituição de Fundo de Aval para a pesca artesanal e de pequeno porte.

O VOLÚVEL SOLON

Eleito pela primeira vez, o vereador Solon Pinheiro não soube o que fazer na Câmara de Vereadores de Itabuna. Considerado um “peixe ensaboado”, se elegeu pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), mas nunca tomou qualquer atitude que justificasse afinidade com os tucanos.

De forma atabalhoada, a cada dia posa para foto com representante de partidos diferentes. Faz acordo com o prefeito (DEM) em troca de cargos; telefona para o deputado ACM Neto (DEM); faz juras de amor ao PMDB de Geddel; e, de vem em quando, diz até que é amigo do deputado federal Antônio Imabassahy, ex-presidente do PSDB.

BOA NOTÍCIA

O relator da Medida Provisória (MP) 540/11, deputado Renato Molling (PP-RS), está negociando com o governo a redução das alíquotas e a ampliação do prazo de vigência da desoneração da folha de salários, um dos principais pontos do texto encaminhado pelo Executivo. A MP, que tranca a pauta do Plenário da Câmara, autoriza as indústrias de móveis, de confecções e de artefatos de couro a substituir a tradicional contribuição previdenciária, equivalente a 20% da folha salarial, por uma contribuição de 1,5% da receita bruta. No caso das empresas de tecnologia da informação e comunicação (TIC), a alíquota é de 2,5%. A medida entra em vigor em dezembro e vigora até 31 de dezembro de 2012.

Molling recebeu dados dos setores beneficiados com a desoneração que mostrariam dificuldade para cumprir a alíquota de 1,5%. A indústria moveleira, por exemplo, afirma que só consegue suportar uma incidência de 0,75% do faturamento. A área têxtil e de confecções só poderia chegar a 1%. No setor de TCI, alguns segmentos argumentam que a contribuição de 2,5% representa uma carga maior do que a atualmente paga. Esse setor abrange empresas tão diferentes como de programação, processamento de dados, consultoria, suporte técnico e outros.

CONTAM POR AÍ…

No segundo período dos anos 80 da década passada, comandava o trânsito de Itabuna José Nilton Azevedo (não lembro qual a patente, se sargento ou tenente), famoso por realizar blitzen, principalmente para retirar os carros estacionados nas calçadas e estacionar em locais proibidos, fatos que hoje não mais lhe preocupam.

Era prefeito de Itabuna, Ubaldo Dantas, responsável pela transformação da cidade num canteiro de obras (não era chavão, era verdade), implantando saneamento básico, abrindo corredores de tráfego entre os bairros, pavimentando ruas e avenidas. Para fazer frentes às despesas, uma grande soma de investimentos foi prospectada junto ao Governo Federal, grande parte a fundo perdido.

E Itabuna começou a vivenciar um período de prosperidade no comércio, na indústria, enfim, a economia estava a mil por hora. As concessionárias batiam recordes de vendas de carros, que enchiam as ruas de Itabuna, complicando o trânsito em toda a cidade.

Àquela época, ao abordar um motorista infrator, o policial de trânsito ainda tinha que conviver com a arrogância dos “coronéis do cacau” (comércio e indústria, também) e as vigorosas carteiradas do tipo “sabe com quem está falando?”.

Parte das reclamações dos motoristas era em função do trânsito caótico, com muitas obras e poucos locais para estacionamento, com isso, eles acreditavam que poderiam trafegar na contramão, dentre outras arbitrariedades.

Para resolver esse problema, os engenheiros e arquitetos da Prefeitura, comandados pelo secretário Ronald Kalid, realizaram um amplo estudo sobre o tráfego e a mobilidade urbana em Itabuna, incluindo o sistema de transporte coletivo, interligando o centro e os diversos bairros num só sistema.

Na implantação das mudanças de responsabilidade do município tudo corria bem, sem dificuldades, mas o sistema de trânsito da Itabuna era da competência do Governo do Estado, o que dificultava a introdução do novo sistema, em conformidade com o diagnóstico e as soluções apontadas.

Foi aí que o prefeito Ubaldo Dantas mandou chamar Azevedo à prefeitura e, após uma preleção sobre os estudos que estavam sendo feitos disse a Azevedo:

– Pois é, Azevedo, fique sabendo que quem conhece de trânsito são os arquitetos e engenheiros e não policiais, que estão ali para impor respeito e multar os infratores. Converse com seus chefes, e se eles concordarem poderemos implantar, juntos, as mudanças propostas pelos técnicos para o trânsito de Itabuna – propôs o prefeito.

Como as autoridades do Estado concordaram, mesmo sem a assinatura de um convênio formal, o Município e o Estado trabalharam em parceria e realizaram uma profunda mudança no caótico trânsito da cidade.

Para o bem de Itabuna, seria satisfatório que o atual prefeito, Capitão Azevedo, lembrasse dessa passagem de sua vida e tivesse, hoje, a humildade que teve à época, para tornar o trânsito possível e Itabuna uma cidade melhor para se viver. É só querer.

PMDB mobiliza filiados e partidos

Renato Costa se empolga com as novas filiações ao PMDB

Com a presença do presidente regional do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), deputado federal Lúcio Vieira Lima, do deputado estadual Pedro Tavares, presidentes e filiados do partido em diversas cidades e de agremiações, foi realizada na noite deste sábado (24), no Itabuna Esporte Clube,  um grande ato de filiação.

Segundo o ex-deputado estadual Renato Costa, o PMDB demonstra sua força e seu prestígio em Itabuna apresentando uma plêiade de pré-candidatos a prefeito e vereador, pessoas que exercem liderança em diversas áreas da sociedade. “Vemos aqui a força da mulher, que cada vez mais demonstra vontade e preparo para o exercício da política”, ressaltou.

Fernando Vita e Alberto Elmo prestigiam o ato de filiação de José Laytinher (centro)

Uma das filiadas, Leninha da Auto-Escola, milita na política partidária há muitos anos e agora diz se sentir preparada para concorrer à Prefeitura de Itabuna. Ela deixa o Partido Popular Socialista (PPS) e ingressa no PMDB, trazendo consigo diversas lideranças, muitas das quais pré-candidatos à Câmara de Itabuna.

O empresário José Moreira Laytinher, ex-presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Itabuna, da Associação Comercial de Itabuna e ex-secretário da Industria e Comércio da Prefeitura de Itabuna também se filiou ao PMDB. Segundo Laytinher, o PMDB é um partido que congrega uma parcela significativa da sociedade, além de possuir uma longa história na luta pela redemocratização do país.

Do Público ao Privado

PMDB QUER UMA BOQUINHA

Renato Costa se esforça para manter o PMDB longe da "boquinha"

Por mais que se esforce uma parte do diretório do PMDB de Itabuna, outra banda não vê a hora de ser incorporada à pesada folha de pagamento da Prefeitura de Itabuna. Essa promessa, repetida inúmeras vezes pelo prefeito Capitão Azevedo, tem acendido um farol de grandes proporções nos olhos dos peemedebistas ávidos por uma boquinha na viúva municipal, ainda mais sem a necessidade de bater ponto.

O PMDB de Itabuna ainda não se mudou de armas e bagagens para o colo de Azevedo graças à obstinação do médico e ex-deputado estadual Renato Costa, um dos poucos homens de fazem política de forma séria e abnegada. É bem verdade que uma pequena facção do PMDB já se encontra nos braços de Azevedo e na folha da Prefeitura, mas não está sendo levada em conta, tendo em vista que há anos continuam ocupando os mesmos cargos, apesar nunca terem passado por um concurso.

PT, A OBSESSÃO DE JABES I

Em entrevista concedida nesta sexta-feira (9) ao programa Alerta Geral, apresentado pelo radialista Gil Gomes, na Rádio Santa Cruz, em Ilhéus, o ex-prefeito Jabes Ribeiro repetiu a mesma ladainha de sempre: quer o Partido dos Trabalhadores (PT) com ele nas próximas eleições. E, sem se fazer de rogado explicou que está negociando a vinda do partido com Everaldo Anunciação, Josias Gomes, Jonas Paulo (presidente estadual do PT), Geraldo Simões, e até com o governador Jaques Wagner.

E Jabes garantiu aos ouvintes que também não terá nenhuma dificuldade fechar a negociação com os petistas ilheenses. “Interessa-me o PT nesse processo. Só não quero conversar com esse governo de Newton Lima, de Mario Alexandre e Ângela, esse governo deles é desastroso, com quase 90% de rejeição”, falou. Jabes deve ter se lembrado do última vez em que esteve no Palácio do Paranaguá, sendo repudiado por mais de 90% da população. Deve ter passado um filme triste em sua cabeça.

PT, A OBSESSÃO DE JABES II

Jabes Ribeiro deixou claro que a negociação mantida entre ele – Partido Progressista (PP) e o Partido dos Trabalhadores (PT) – abrange várias cidades da Bahia “Aqui em Ilhéus quero o PT comigo, precisamos dessa união, unir forças para a Ilhéus do futuro, é isso que o governador quer”, garantiu. Entretanto, até o presente momento, o governador Jaques Wagner não emitiu qualquer sinal de que Jabes seria seu candidato.

E o ex-prefeito foi além, provocando o PT ilheense, dando a entender que quem manda no partido é o governador Jaques Wagner e outros “caciques”. Pelo teor das declarações de Jabes, na hora certa os militantes petistas de Ilhéus “enfiarão a viola no saco”, e passarão a cerrar fileiras com ele. “Tenho a tarefa de participar desse debate da política 2012 com a orientação do governador Wagner, que quer uma base consolidada”, expressou.

PT, A OBSESSÃO DE JABES III

Jabes Ribeiro ainda deixou claro que a prática da política “coronelista” que pretende dar continuidade não se restringe a Ilhéus, cidade que para chegar ao poder não se importa em “rifar” outros correligionários, a exemplo de Roberto Barbosa (Minas Aço) em Itabuna, até agora o candidato definido. “Vamos analisar a política com racionalidade, chega dessa conversinha pra boi dormir. Estou conversando com o PT estadual e com lideres do PT local, e posso dizer que estou muito otimista”.

Ilhéus, para Jabes Ribeiro, é apenas parte de um projeto de poder pessoal seu e do PP. Para chegar ao Palácio Paranaguá, onde esteve hospedado por 14 anos, faz conchavos com partidos, pouco importando as questões futuras da cidade. Ilhéus e “Chorrochó das Cabeceiras” são municípios que recebem o mesmo peso político e na visão deles – políticos do PT e PP – pouco importa as diferenças e onde o que importa é lotear os cargos e prefeituras como se fosse o quintal de sua casa.

REBELADOS I

Militantes do PT de Ilhéus já trabalham com a possibilidade de um grande rompimento com as lideranças e o primeiro prejudicado poderá ser o deputado federal Josias Gomes. Seus liderados não estão nada satisfeitos com o fato de não serem ouvidos nos debates sobre o futuro político de Ilhéus, dentro de fora do partido. Em outras palavras: se sentiram lesados na confiança e prometem que não caminharão pacificamente como se fossem uma manada sendo conduzida ao matadouro.

O grande prejudicado, Josias Gomes, perderia uma base eleitoral de cerca de cinco mil votos, não estaria preocupado, haja vista a conquista de outras bases eleitorais no sertão baiano, consideradas mais seguras do ponto de vista de continuidade. Outro deputado federal a ser atingido seria Geraldo Simões, que não mais transita com facilidade nas diversas tendências do seu partido, situação que estaria sendo agravada dentro de seu próprio reduto.

REBELADOS II

Geraldo Simões e Alisson Mendonça poderão percorrer caminhos opostos

A única dúvida é se existem no PT baiano deputados com coragem e cacife político suficiente para bancar a uma candidatura própria à Prefeitura de Ilhéus em 2012. Para que essa possibilidade realmente aconteça, é preciso que seja uma liderança expressiva, com capacidade de organização e facilidades, melhor dizendo, livre trânsito nos meios capitalistas para conseguir os investimentos necessários para fazer frente às despesas inerentes.

A sobrevivência política de Alisson Mendonça depende dessa capacidade de articulação. Ele tem dito em todas as entrevistas que concede e nas conversas com os “companheiros” de que vem conseguindo adesões importantes e de peso político, a exemplo do ministro Afonso Florence, do deputado federal Valmir Assunção e do deputado estadual Rosemberg Pinto, pra começo de conversa.

É aguardar para ver se o governador Jaques Wagner, Jonas Paulo, Josias Gomes e Everaldo Anunciação não derruba o “barraco” da turma de Alisson.

UM MATADOURO CHAMADO HBLEM

Familiares de pacientes internados no Hospital de Base Luiz Eduardo Magalhães (HBLEM), em Itabuna, estão indignados com a falta de medicamentos, qualidade dos alimentos e dos insumos servidos. Pior do que a qualidade ou a falta deles, a maneira de que são tratados pelo pessoal de enfermagem deixa pacientes e familiares estarrecidos.

Não são poucas as reclamações de pacientes e familiares em relação ao pessoal de enfermagem, que trata os doentes com indiferença, falta de respeito e desídia profissional. O medicamento é jogado à distância e quando se trata de pílula, não vem acompanhada da água. Nesse caso, o paciente, se tiver condições físicas, é obrigado a pedir as os colegas de enfermaria um pouco da água porventura deixada pelos parentes.

Uma infâmia!

UM PARAÍSO CHAMADO HBLEM

Se para os pacientes o HBLEM é considerado “matadouro”, para apaniguados do prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo, a situação é totalmente inversa, podendo ser comparada a um verdadeiro paraíso. Numa condição inversa da falta de recursos dispensados para atender aos pacientes, os dirigentes e ocupantes de cargos de confiança ganham salários muito acima dos praticados no mercado.

Mas não bastam bons salários para a legião de apaniguados. Outras regalias também fazem parte do pacote de bondades oferecido pelo prefeito Capitão Azevedo, que incluem a desnecessidade de obedecer a um horário do expediente normal e até mesmo sua dispensa do trabalho. Nesses casos estão incluídos os conhecidos “fantasmas”, conforme vem sendo denunciados pelos veículos de comunicação e assentidas pelo prefeito.

UM CURRAL ELEITORAL CHAMADO HBLEM I

O apoio do PV não é garantia da nomeação de Glebão

A irresponsabilidade com os recursos públicos não fica restrita à falta de gestão, existência dos “fantasmas”, descaso dos funcionários e o péssimo tratamento dispensados aos pacientes. Para coroar esse festival de desprezo pela vida humana e com o sofrido dinheiro do contribuinte, o prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo, resolveu inovar e transformou o Hospital de Base Luiz Eduardo Magalhães num “curral eleitoral”.

A última aprontada pelo prefeito Azevedo foi a contratação do ex-candidato a vereador e deputado estadual Glebão, pela bagatela de R$ 3 mil mensais. Glaby Carvalho de Andrade, nome que aparece na folha do HBLEM, traz em sua bagagem o pretenso apoio do Partido Verde (PV) para a campanha de reeleição de Azevedo, o que não poderá ser uma verdade verdadeira no momento da campanha.

UM CURRAL ELEITORAL CHAMADO HBLEM II

O uso político do HBLEM pelo prefeito Capitão Azevedo fica mais evidenciado com hospital servindo de cabide de emprego para pessoal contratado sem concurso. Essa é a “moeda de troca” utilizada pelo prefeito para obrigar os contratados a trabalharem, não no hospital, mas como cabos-eleitorais em sua permanente campanha. Tudo feito às claras e com o dinheiro do otário contribuinte.

Em que pese as dificuldades vividas pelo hospital, o prefeito nada faz para aumentar o repasse dos recursos para o seu funcionamento e se contenta apenas em brigar com os petistas estaduais. Pouco importa para o prefeito a saúde dos itabunenses. Pelas ações que têm feito, o que vale mesmo é o uso político e eleitoral que o HBLEM pode proporcionar, para o desespero de pacientes e familiares.

UM CURRAL ELEITORAL CHAMADO HBLEM III

Sozinho, Glebão teria pouca valia, mas traz consigo o fato de ter sido um candidato com boa votação pelo PV e, no caso do HBLEM, o apoio de um grupo poderoso de médicos. São justamente os médicos “padrinhos” de Glebão que interessa ao prefeito Azevedo para diminuir a pressão exercidas por eles na área da saúde, o que o secretário Geraldo Magela ainda não conseguiu, apesar das diversas tentativas.

Para Glebão, que costuma fazer campanhas ricas, foi destinado um cargo exclusivo para a situação, bem remunerado, para fazer caixa para sua campanha. Mais e melhor do que a remuneração, o cargo a ser exercido por Glebão é talhado para o ato de fazer política, permitindo o contato direto com as pessoas, oferecendo uma das melhores mercadorias vendidas pela saúde: a  marcação de consultas.

DISCURSO FAZ DE CONTA

O discurso bolorento e descabido de Azevedo sobre a saúde em Itabuna não chega a lugar nenhum e nem mesmo consegue emocionar às pessoas mais sensíveis. O discurso é um e a prática é exatamente contrária ao que prega, faltando apenas chorar lágrimas de crocodilo em frente às câmaras dos canais de televisão ou às plateias em eventos que promove ou participa com esse intuito.

Ao invés de investir o dinheiro da saúde na saúde da população, Azevedo gasta com a contratação de cabos-eleitorais, ao ponto de inchar a folha de pagamento do Hospital de Base, que do valor de R$ 570 mil saltou, num período inferior a um ano, para R$ 816 mil. O que demonstra claramente a irresponsabilidade, são os números e índices que distingue os reajusta salariais dos servidores, míseros 6% na última campanha salarial, acrescentando à folha de pagamento R$ 34,2mil. Uma falácia que não encontra a mínima sustentação.

CARGOS DA CEPLAC

O diretor da Ceplac, Jay Wallace, não foi muito feliz na sua tentativa de “vender” mais um pedaço do órgão para o PT. Falta ao dirigente sensibilidade e conhecimento dos meandros políticos, ainda mais quando o Governo Federal é composto por dois partidos PT e PMDB (presidenta e vice). Na ânsia de continuar mantido no cargo, não pestanejou em “rifar” o cargo dos colegas da Superintendência Regional no Estado da Bahia, de forma sorrateira.

Jay Wallace não contava com os “vazamentos” das notícias em Brasília, o que resultou no pedido de exoneração de todos os membros da direção da Superintendência. Além do dissabor de ter que enfrentar a censura dos colegas de trabalho, ainda teve que ouvir poucas e boas do ministro da Agricultura recém-empossado, lembrando-o que os cargos de direção são de indicação política, cabendo, tão somente ao PMDB.

ORÇAMENTO DA CEPLAC

Servidores da Ceplac acostumados ao bom andamento do serviço público não estão nada satisfeitos com o canibalismo exercido pelo diretor Jay Wallace com o orçamento destinado ao Sul da Bahia. Aos poucos, os recursos estão sendo transferidos para as superintendências regionais da Ceplac na Amazônia, em detrimento dos serviços de extensão e pesquisa realizados na Bahia, que possui a maior produção de cacau do Brasil.

Recentemente, uma frota de veículos foi transferida para as unidades da Amazônia, enquanto as unidades da Bahia continuam com carros bastantes “surrados”. O mesmo, segundo os ceplaqueanos, acontece em relação à conservação das unidades na sede e no interior, e equipamentos. Falta à Ceplac na Bahia o compromisso dos políticos dos diversos partidos. Esses, buscam a Ceplac apenas para se beneficiar de ações e situações.

BOA NOTÍCIA

Os preços das passagens aéreas vendidas no Brasil de julho de 2010 a junho de 2011 são os mais baixos da série histórica, iniciada em 2002, na comparação mês a mês com o ano anterior, o que mostra uma queda progressiva a cada um desses 12 meses. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (9), pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e fazem parte do relatório de Yield Tarifa Aérea Doméstico. Em junho de 2011, o Yield Tarifa Aérea Doméstico – valor médio que o passageiro paga para voar um quilômetro em território nacional – atingiu cerca de R$ 0,34, redução aproximada de 14,56% em relação ao mesmo mês do ano passado. Quando comparado com o valor aferido em julho de 2002, a redução chega a 47%.

A Tarifa Aérea Média – valor médio pago pelo passageiro por uma viagem aérea em território brasileiro – foi de R$ 271,37 em junho de 2011. Apesar de apresentar aumento de 1,97% em relação a junho de 2010, em relação a junho de 2002 o valor da tarifa aérea média caiu 33,40%. Os valores são calculados com base nos dados das tarifas comercializadas pelas empresas aéreas, mensalmente registradas na Anac, e atualizados pelo IPCA. São considerados os dados dos bilhetes de passagem do transporte aéreo doméstico regular de passageiros, comercializados junto ao público em geral, independentemente de escalas ou conexões; e desconsiderados os bilhetes oferecidos gratuitamente, decorrentes de programas de fidelização (milhas), vinculados a pacotes turísticos ou a tarifas corporativas, tarifas diferenciadas oferecidas a empregados e tarifas diferenciadas de crianças.

CONTAM POR AÍ…

Convidado do Município de Ilhéus para vir a Ilhéus participar de um fórum de debates, o deputado federal Fernando Gabeira se transformou, como sempre, numa atração à parte. Não tão somente pela sua história, mas, sobretudo pelas propostas inovadoras para a política brasileira, a exemplo do que faz até hoje, haja vista sua constante capacidade de transformação em relação ao presente e ao futuro.

Em Ilhéus, durante toda sua estada, sempre esteve cercado pela imprensa, inclusive a nacional, e não se fazia de rogado ao tratar dos mais diversos assuntos ligados à política e economia nacional internacional, analisando estruturas e conjunturas, construindo cenários futuros. E assim passou a ser o maior e mais importante personagem do evento, inibindo figuras importantes da vida política e econômica brasileira.

E não era para menos. Jornalista experiente, político defensor de questões consideradas controversas, polêmicas, verdadeiros tabus, o casamento homossexual, a descriminalização da maconha e profissionalização da prostituição, Gabeira tem muito a falar por onde anda. Ainda mais quando a questão é sua história  a exemplo da militância política clandestina e as ações na luta armada durante o período da ditadura militar, quando participava do Movimento Revolucionário Oito de Outubro.

Membro fundador do Partido Verde (PV), Gabeira é um esquerdista histórico, tanto que alternou sua militância também no Partido dos Trabalhadores (PT) em diversas eleições. Por essas e outras, Gabeira tinha muito que contar e os jornalistas a perguntar. E esse assédio ficou mais evidenciado durante sua palestra no auditório do hotel em que também se hospedava.

No meio de sua palestra, todas as questões que sempre defendeu foram postas, para delírio dos presentes. Num desses temas, como era de se esperar, a crescente utilização da maconha, não se restringindo ao “cigarrinho maldito”, como se referem alguns, mas em diversas atividades econômicas. O cânhamo passava a ser visto como commodities e não mais como um problema de polícia ou política social.

Tanto era assim, que uma das demonstrações feitas pelo deputado federal Fernando Gabeira era o seu próprio tênis, fabricado com cânhamo, nome vulgar da Cannabis sativa, arbusto que fornece as folhas para a produção do velho cigarrinho de maconha. E a plateia ficou ouriçada com o exemplo dado pelo deputado. A notícia, por certo, ganharia as manchetes dos rádios, jornais e televisões do mundo inteiro, como efetivamente ganhou.

Mas essa não era a preocupação de um expectador em especial, que não perdia um lance do deputado Gabeira, era o repórter-fotográfico Mário de Queiroz, o conhecido Mário Bandeira, identificado como um dos usuários da maconha na sua versão enroladinha. Após os cliques de praxe, sempre buscando o melhor ângulo, Mário finalmente se aproxima de Gabeira e diz baixinho:

– Deputado, deputado, vamos subir ao seu apartamento para darmos uma fumada no seu tênis? – incentivou Mário de Queiroz.

Como era de se esperar, Gabeira respondeu com toda a tranquilidade:

– Olha, Mário, atualmente só uso maconha no tênis. Cânhamo, melhor dizendo – e seguiu respondendo as perguntas dos jornalistas.

Geraldo Simões, o insaciável

Geraldo Simões quer "rasgar" o acordo assinado entre o PT e o PCdoB

Denominado de o “inadimplente da palavra” pelo ex-deputado estadual Renato Costa, cada vez mais o deputado federal Geraldo Simões “incorpora” o apelido. A façanha mais recente de Geraldo Simões é conspirar junto ao Governo do Estado para impedir a nomeação e posse de Gilson Nascimento (Sargento Gilson) na 5ª Ciretran (de Itabuna).

Em que pese ter ajudado a lavrar e assinar um acordo de divisão dos cargos entre os partidos da base do governo, Geraldo Simões tem envidado esforços no sentido de rasgar o documento para prejudicar o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) de Itabuna, a quem caberia indicar o cargo. O motivo é simplesmente retaliar o partido, que pretende apresentar candidato próprio na eleição à Prefeitura de Itabuna, em 2012.

Pelo acordo feito no ano passado, após as eleições (majoritária e proporcional), a indicação para a direção da Ciretran de Itabuna caberia aos comunistas, tendo em vista ser da base aliada e o cômputo dos votos recebidos pelo candidato a deputado estadual Wenceslau Júnior. Esse acordo foi selado pelos partidos da base e levou a chancela do governador Jaques Wagner.

PERSEGUIÇÃO

Entretanto, para beneficiar outro ex-candidato, o Capitão Fábio, a quem tem prometido a direção da Ciretran, Geraldo Simões tenta enfraquecer o PCdoB, como forma de pressão para que o partido desista da candidatura própria e apoie o PT, com Juçara Feitosa. Os comunistas não concordam com Geraldo, a quem acusam de praticar o nepotismo (não o jurídico, mas ético), já que Juçara é sua esposa e Capitão Fábio seria seu irmão e desistido da candidatura para apoiar Juçara em 2008.

De início, assim que deixou a Prefeitura de Itabuna, Gilson Nascimento passou a ser assediado por Geraldo Simões, que esperava cooptá-lo. Como não conseguiu seu intento e Gilson se uniu ao PCdoB, Geraldo iniciou uma série de gestões para prejudicar os comunistas e o próprio Gilson, escolhido pelo PCdoB para assumir a Ciretran.

A perseguição a Gilson e o PCdoB foi ampliada ainda mais com as consecutivas derrotas impostas aos candidatos apoiados por Geraldo Simões e o PT nas diversas associações de bairros de Itabuna. Com a derrota imposta por Gilson e o PCdoB na eleição da Associação do Bairro São Caetano, Geraldo Simões considerou que era chegada a hora da “degola” e partiu para o ataque decisivo.

Agora, só falta a decisão do governador Jaques Wagner de rasgar ou não o acordo firmado entre os partidos da sua base de sustentação governamental.

Do Público ao Privado

MESURA COM CHAPÉU ALHEIO I

Capitão Azevedo divide o pão do Município com os amigos

O prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo, não se deu ao trabalho de vir a público e explicar à sociedade se realmente existe a “maracutaia” denunciada pelo site PIMENTA NA MUQUECA, de que teria dado um terreno da Prefeitura, com 5 mil metros quadrados, localizado na área industrial de Itabuna à empresa Macedo Materiais de Construção.
Segundo a denúncia, a maracutaia teria sido engendrada na Secretária da Indústria, Comércio e Turismo e se destinava a uma permuta faz de conta. Pela negociata, o empresário Rolemberg Macedo desocuparia uma área do Município invadida por ele, na avenida Princesa Isabel, no bairro São Caetano, onde será construída a sede da Câmara de Vereadores de Itabuna.
MESURA COM CHAPÉU ALHEIO II
O pagamento fajuto encobriria mais uma armação do empresário, que alugou dois lotes aos Kaufmann e invadiu a parte da frente, de propriedade da Prefeitura. Para sair, exigiu uma área de 5 mil metros quadrados, no que teria sido atendido pelo amigo Capitão Azevedo, a título de ressarcimento.
Do jeito que está, será difícil a Prefeitura de Itabuna aguentar até o final do mandato de Azevedo, com os presentes que está dando aos amigos. Por sua vez, a Câmara de Itabuna permanece calada, assim como grande parte da imprensa. Dos vereadores não ouve qualquer reclamação sobre a dilapidação do patrimônio público. Pelo jeito, concordam, em número, gênero e grau com o Executivo.
O PREÇO DA IRRESPONSABILIDADE I
De volta à mídia – antes calada, ou amordaçada – a demolição do prédio do Colégio Divina Providência. Só que agora, após o estrago feito, o prefeito Capitão Azevedo tenta aparecer como o “salvador da pátria”, após ter destruído parte do conjunto de prédios tombados pelo município.
De nada adiantou ter embargado a obra no final da demolição, após o acerto feito com as empresas Silva Calçados, Lojas Americanas e Farmácia Pague Menos. Conforme foi denunciado aqui no CIA DA NOTÍCIA e na TV CABRÁLIA, a demolição estava a caminho e teve início na calada da noite, sem qualquer licença para a execução da demolição.
O PREÇO DA IRRESPONSABILIDADE II

Na foto do Pimenta na Muqueca, a missa celebrada no meio da rua

O prefeito Capitão Azevedo não respeitou nem mesmo a Igreja Católica, e por pouco a Igreja de Santo Antônio, uma construção bem mais antiga do que o prédio do Colégio Divina Providência. Azevedo, recentemente, foi censurado pelo bispo diocesano de Itabuna, Dom Ceslau Stanula, pela falta de respeito com os munícipes.
Desta vez, não se conhece qual a atitude tomada pelo bispo Dom Ceslau sobre a tentativa de derrubar a Igreja de Santo Antônio. Azevedo está entrando na história político-administrativa de Itabuna pela “porta dos fundos”, haja vista os desmandos praticados. Pela primeira vez, o vigário da Paróquia de Santo Antônio, Padre Osmar, teve que celebrar a missa dominical no meio da rua como medida de segurança para preservar a vida dos fiéis.
O PREÇO DA IRRESPONSABILIDADE III
Para atender aos empresários da Silva Calçados, Lojas Americanas e Farmácia Pague Menos e garantir a demolição do prédio do Colégio Divina Providência, o prefeito Capitão Azevedo nomeou o secretário da Indústria, Comércio e Turismo, Carlos Leahy, ex-presidente da CDL; o diretor do Procon, José Sidenilton, para comandar a tropa-de-choque para consolidar a demolição.
A empreitada foi realizada – como sempre – na calada da noite, passando por cima da legislação municipal que rege o tombamento de imóveis públicos e particulares, além de escamotear os procedimentos. Para conseguir o intento, até mesmo “arrebanhou” os presidentes de associações de bairros (na folha da prefeitura) e outros funcionários comissionados da administração, para garantir uma audiência pública (também na calada da noite).
Tudo feito às vistas do Ministério Público, da Justiça, dos vereadores, das instituições. Enfim, da não tão zelosa sociedade itabunense.
A PROMESSA DA PONTE I

Resposta de Jaques Wagner não convenceu o vereador Paulo Carqueija

Como qualquer político acostumado a fazer promessas e não cumprir, instigado pelo vereador Paulo Carqueija (PT), durante uma carreata em Ilhéus, na última campanha política, o governador Jaques Wagner prometeu que construiria uma segunda ponte Ilhéus-Pontal neste seu segundo governo. Promessa feita e até agora esquecida, Carqueija começou a ser cobrado pela sociedade pelo “cheque em branco” que deu ao governador.
E o vereador não se fez de rogado e encaminhou ofício ao governador Jaques Wagner cobrando a promessa feita durante a carreata, ou melhor, a construção da ponte. Para tanto, viajou a Salvador, arregimentou a companheira deputada Fátima Nunes, bem votada em Ilhéus, foi à Governadoria saber do andamento da promessa.
A PROMESSA DA PONTE II
Na capital do estado e em companhia da deputada, foi recebido com honras pelo chefe de gabinete do governador Jaques Wagner, Edmon Lucas, que pediu uns três dias para dar a tão sonhada resposta. E ela veio no prazo acertado, mas não com a presteza desejada, por ser vaga e imprecisa, daquela que se faz para se livrar de um eleitor (chato) qualquer.
Para a assessoria do governador, bastaria, portanto, uma resposta dizendo que o assunto teria sido encaminhado ao Derba para os devidos estudos, como se não fosse uma promessa de campanha, feita em cima de um carro, com a garantia de que o vereador poderia anunciar a decisão ao povo em geral. Obediente e ciente de que deveria ganhar a eleição, Carqueija anunciou aos quatro cantos a decisão de Wagner, o que deve ter contribuído para angariar alguns votos.
A PROMESSA DA PONTE III
Só que o governador Jaques Wagner e sua assessoria não sabia com quem estava lidando. Inconformado, Carqueija disparou uma resposta desaforada (mas educada, se é que pode) para o Palácio de Ondina:
– Governador, essa resposta vazia não é bastante e quero saber o que foi feito de concreto e quais as providências, a exemplo da situação do projeto arquitetônico, estudos sobre a localização, impacto ambiental e previsão orçamentária para a realização da obra? – retrucou.
O vereador Paulo Carqueija continua vigilante à espera de respostas mais convincentes.
JABES PLANEJOU RETORNO I

Marcus Flávio dá risada da estratégia adotada por Jabes Ribeiro

No discurso feito no plenário da Câmara, o vereador Marcus Flávio, que se lançou pré-candidato ao Palácio Paranaguá, fez um relato sobre as pretensões de retorno de Jabes Ribeiro à prefeitura e apontou as grandes contribuições negativas do ex-prefeito para Ilhéus. Segundo o vereador, a eleição do seu sucessor, Valderico Reis, de quem foi o principal cabo eleitoral, teria sido o máximo para o ex-prefieto. “A vitória de Valderico também foi um triunfo de Jabes, que planejou o seu retorno ao poder com seu fiel grupo palaciano após a caótica administração do seu sucessor, mas que felizmente não deu certo”, frisou.
Marcus Flávio também apontou as dívidas deixadas por Jabes Ribeiro como outra contribuição negativa para os governos subsequentes, impedindo que fossem feitos investimentos importantes para a cidade. “Os acordos não cumpridos, obras não pagas, patrulha mecânica comprada, destruída e não paga foram muitas das irresponsabilidades cometidas contra a Prefeitura de Ilhéus”, sustenta.
JABES PLANEJOU RETORNO II
Ao finalizar seu discurso, Marcus Flávio lembrou que durante a última gestão de Jabes Ribeiro Ilhéus perdeu empresas tradicionais e importantes fontes de receita, a exemplo da Petrobrás, da Brasilgás. Ele também citou que os grandes eventos também passaram a ser realizados em outras cidades, como a Copa do Mundo de Triathlon, os Jogos do Interior, os Jogos do Cacau, além dos grandes carnavais.
O vereador diz que hoje ficou patente a diferença entre a relação institucional mantida entre o Município de Ilhéus e o Governo do Estado, cujas parcerias foram ampliadas. “Antes, a Bahiatursa enviava recursos da ordem de R$ 30 a no máximo R$ 50 mil para uma grande festa e hoje, no governo Newton Lima, esses valores foram ampliados para acima de R$ 200 mil, apesar do ex-prefeito sempre fazer questão de ressaltar a amizade que desfrutava junto aos governadores”, concluiu.
A CANDIDATURA DE DAVIDSON

Qual dos três será o candidato?

Segundo uma “magna” fonte, o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) estaria com dificuldades de definir qual o camarada que seria o candidato a prefeito de Itabuna. Inicialmente, três nomes estão colocados: Davidson Magalhães, Luiz Sena e o vereador Wenceslau Júnior, os dois últimos já como pré-candidatos e já estão em campanha.
Já em relação ao outro nome, o de Davidson Magalhães, que há anos vem se preparando para disputar a eleição com reais possibilidade de vitória, já que durante todo esse tempo tem se preparado para tanto, ainda é uma incógnita dentro do partido. Nos confidencia essa “magna” fonte que o problema maior é que se Davidson deixe a Bahiagás, acaba o fôlego e, por consequência, o “gás” dos comunistas.
BOA NOTÍCIA
Os flamenguistas vão detestar, mas, enfim, a verdade se restabelece. A novela envolvendo quem é legítimo campeão da Copa União de 1987, o Campeonato Brasileiro da época, ganhou mais um capítulo no início da noite desta sexta-feira (27). De acordo com diretor jurídico do Sport, Arnaldo Barros, a Justiça Federal derrubou a resolução da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que colocava Flamengo e Sport como vencedores da competição.
Segundo Barros, a Justiça Federal ordenou que a CBF reconheça somente o rubro-negro pernambucano como o legítimo campeão e deu um prazo de 48h para que a entidade que rege o futebol nacional edite uma nova resolução dizendo que o Sport é o único que pode ser considerado vencedor da Copa União de 1987.
CONTAM POR AÍ…
“Campanha política tem coisas que até Deus duvida”, costumam dizer os políticos e marqueteiros. E na campanha política municipal de Itabuna no ano de 1996 alguns fatos confirmam o ditado popular.
Os principais candidatos eram Fernando Gomes (PTB), Renato Costa (PSB, PT) e Davidson Magalhães (PCdoB, PSDB). Este ano, a campanha foi considerada atípica devido a um racha na esquerda, que teria como causa a intransigência de Geraldo Simões, então prefeito, de negociar com os demais partidos, isolando-os.
Mesmo sendo o final do governo Geraldo Simões melancólico, com salários e fornecedores atrasados, telefones e energia elétrica cortados, dentre outros males, o PT sempre foi considerado um partido “bom de campanha” e restava ao núcleo de marketing de Fernando Gomes monitorar com precisão o desenvolvimento das campanhas e tirar proveito das diferenças. E Assim foi feito.
A ideia central era tirar proveito das diferenças e semelhanças entre Geraldo Simões, Renato Costa e Davidson Magalhães que viriam à tona. Neste sentido, o coordenador de marketing da campanha de Fernando Gomes, o grande Sérgio Gomes, montou todo uma estratégia, contando com a preciosa colaboração de Iram Marques, o Cacifão, político de astúcia sem igual.
Conforme mostravam as pesquisas, era preciso “dar corda ou encurtá-la”. Para isso foi montada uma equipe de sondagem da opinião pública e transformar os resultados obtidos em fatos, senão boatos, quando necessário. Essa equipe era formada por líderes comunitários e atores “fernandistas” por excelência e iam ás ruas discutir política, debater a campanha, disseminar atos e fatos, nem sempre todos verídicos.
E o povo de Itabuna foi tomando gosto pela campanha de Davidson, que mostrava um comunista aliado a um empresário – Marreco, do PSDB – para reconstruir a cidade. Chegou a assustar encostando em Renato Costa, o que chegou a assustar o núcleo de inteligência da campanha de Fernando Gomes e era chegada a hora de puxar a corda, já que a campanha de Renato Costa estava fragilizada.
Foi aí então que entrou em ação a astúcia de Iram Marques, o famoso Cacifão, ao idealizar uma das ações mais importantes da “guerra”: Desqualificar todo o conceito adquirido por Davidson Magalhães com apenas uma palavra: “LARANJA”.
Chamar Davidson de “laranja” era o mesmo que dizer, com todas as letras que sua candidatura era apenas uma invenção do PT para enganar o eleitor, e que os dois eram “farinha do mesmo saco”.
Bastou essa “deixa” para que os militantes do PT comprassem a ideia e também passassem a dirigir todas as “baterias” contra o comunista. Enquanto o PT acusava Davidson de “laranja”, o PCdoB se defendia mostrando a irresponsabilidade do governo petista de Geraldo Simões.
Enquanto isso, a candidatura Fernando Gomes nadava em mar de almirante e voava em céu de brigadeiro, sem se envolver com as escaramuças entre Geraldo, Renato e Davidson. Não deu outra, Fernando ganhou a eleição.

Do Público ao Privado

A GUERRA NA SANTA CASA I

A eleição para a Provedoria da Santa Casa de Misericórdia de Itabuna já começa a dar o que falar. Ao invés da escolha de “irmãos” para dirigir a entidade mantenedora dos hospitais Calixto Midlej Filho, Manoel Novais e São Lucas, o pleito promete se transformar numa guerra que nada tem de santa.

A guerra fraticida, se que assim pode ser chamada, divide os irmãos da entidade em dois grupos: o dos médicos e dos não médicos, cumprindo a profecia que dizem ter sido feita por Calixto Midlej Filho, de que quando “um médico fosse escolhido provedor a Santa Casa regrediria”.

A GUERRA NA SANTA CASA II

Verdade ou não, a tal profecia é dita a boca pequena em Itabuna e nesta eleição estará mais forte que nunca. De um lado, o candidato do grupo liderado pelo médico Sílvio Porto, que é o também médico Silvany Chaves. Do outro, o candidato do atual provedor, Renan Moreira, que indicou o nome do empresário do ramo de combustíveis, Carlos Azevedo, conhecido como Carlinhos Bavil.

O babado é forte e dizem que as ações pré-eleitorais já esquentaram e valerá a máxima pros amigos tudo, pros inimigos os rigores da lei. Traduzindo: os irmãos que não estiverem em dia, mas que apoiam a chapa contrária ao provedor ficará de fora da eleição. Entretanto, o mesmo argumento não valerá para os que apoiam o candidato do provedor.

Ou seja, bordoada nos peitos será considerado simples chute na canela.

A GUERRA NA SANTA CASA III

Qual será a causa de tanta briga por parte desses grupos que pretendem assumir a provedoria de uma entidade que há anos vive em constante dificuldade, sem recursos para honrar o pagamento de funcionários e fornecedores? Na certa, benemerência não deverá fazer parte da intenção desses “anjinhos”.

O certo é que a cada eleição é um “Deus nos acuda” e provoca um fratricídio na base. Além do período eleitoral, é muito comum “esse delito” também é visto com frequência durante o mandato. O último aconteceu durante a negativa de um dos irmãos da diretoria não aceitar por sua assinatura numa prestação de contas. O mais grave é que esse irmão ocupava o cargo relevante para atestar o tal documento.

DISSE-ME-DISSE I

Davidson, Sena e Wenceslau, os três pré-candidatos do PCdoB estão na berlinda

O PCdoB de Itabuna é o partido da moda e seus próceres desfilam como candidatos em toda a mídia regional. De repente, os comunistas, após desfraldarem a bandeira da independência partidária, passaram a desfrutar de prestígio junto à comunidade e são disputados por outros partidos, até mesmo pelo Partido dos Trabalhadores (PT), que não admite perder tão importante aliado.

Impossível não abrir um jornal, ouvir uma emissora de rádio ou um blog para não dar de cara com as pré-candidaturas do PCdoB itabunense. As noticias diárias dão ânimos aos candidatos a candidatos ao mesmo tempo em que causam certo desgaste, principalmente em virtude de não haver consistência na apresentação do nome a disputar a eleição.

DISSE-ME-DISSE II

Davidson Magalhães, Wenceslau Júnior ou Luiz Sena? Qual dos três tem “farinha no saco” para vencer a convenção? Mas essa é apenas a primeira fase, pois o mais importante é convencer e empolgar o eleitor, através da demonstração de competência individual e dos apoios institucionais, o que “abre portas” para prospecção de recursos e desenvolvimento da campanha.

Na imprensa, o partido ainda está sujeito ao “fogo amigo” dos concorrentes, por mais camaradas que sejam. Se esse comportamento é possível interna corporis, imagine o fogo cruzado vinda dos adversários externos. Faltando mais de um ano para as convenções, o leitor mais desatento fica “grilado” com o desencontro de notícias, algumas dadas sob a forma de especulação, enquanto outras atendem a interesses dos mais variados.

DISSE-ME-DISSE III

Num mesmo veículo de comunicação um determinado nome é dado como o pré-candidato, enquanto no dia seguinte outro companheiro tem seu nome especulado. O PCdoB, um partido experiente, inclusive dado à elaboração de estratégias de guerrilha política, vai administrando as batalhas com bom humor, para desespero dos adversários.

Dentre os considerados “inimigos políticos” nenhum partido de direita, que não disputa o mesmo voto, nem vai para o corpo-a-corpo com o eleitor. O mais visado, o mais ferrenho opositor é o Partido dos Trabalhadores (PT), que em Itabuna tem dono com papel passado em cartório eleitoral: Geraldo Simões. Prudência e caldo de galinha não fazem mal a ninguém, principalmente na política.

O PT DE ILHÉUS E JABES I

Parte da militância petista de Ilhéus “corre da eleição como satanás da cruz”, como ilustra bem o ditado. Esse grupo, que é liderado por Geraldo Simões, apesar de minoria, quer fechar questão com o ex-prefeito Jabes Ribeiro, e considera de bom tamanho indicar o candidato a vice-prefeito da chapa.

Para isso, já prepara um nome para a vice de Jabes Ribeiro, prometendo sair da Administração Municipal, onde ocupa cargos importantes, a exemplo das secretarias da Saúde, de Planejamento, Comércio e Indústria, dentre outros cargos em várias secretarias. Só que, ao invés de entregar os cargos, os petistas somente ameaçam, na espera que apareçam mais uma boquinha para os companheiros.

Essa tática – a da chantagem política – é bem antiga e não mais mete medo nas criancinhas política do governo municipal.

O PT DE ILHÉUS E JABES II

Ruy e Joabs - parceria que não deu certo

Os petistas ilheenses sabem muito bem o que é uma coligação e “costumam dançar conforme a música”. Explicando: agem de acordo com a situação. Caso os companheiros ocupem cargo majoritário, tratam o vice como “a décima terceira pessoa depois de ninguém”. Mas, se a situação fora inversa, promovem a maior choradeira e “pintam o diabo” para desqualificar o mais alto mandatário.

Basta lembrar o passado recente, em que o candidato a vice-prefeito na chapa petista encabeçada por Ruy Carvalho foi o irmão de Jabes, Joabs Ribeiro. O distanciamento entre os dois grupos ficou mais do que evidenciado, numa clara demonstração de que “água e óleo não se misturam” (pelo menos àquela época).

O PT DE ILHÉUS E JABES III

Caso essa pequena comparação não sirva como exemplo, do lado existem fatos que servem muito bem para ilustração. Os três vice-prefeitos de Jabes Ribeiro não teriam muita coisa para elogiar sobre o tempo em que passaram no poder. Todos eles teriam “muita ladainha” para rezar sobre o gabinete do Palácio Paranaguá.

Enfim, como é, de fato, na vida real, os candidatos prometem o que não devem e fazem o oposto do que prometem. Se esse fato for olhado pelo viés do exercício do poder, até que eles têm razão, já que o poder tem de ser exercido em sua plenitude. Quem quiser o poder que o tome, já que alguém de juízo perfeito não irá entregá-lo de “mão beijada”, como diz o ditado.

NADANDO DE BRAÇADA

Enquanto os partidos não se definem se terão candidatos próprios ou se coligarão e com quem, em Ilhéus, o ex-prefeito Jabes Ribeiro vai nadando de braçada em mar de almirante. Bem colocado nas pesquisas, não aparece no jogo para disputar bola dividida, mas está na primeira fila para comemorar o gol ou a partida ganha.

Pelo andar da carruagem, seu nome ganha mais espaço na mídia, principalmente após a realização de cada pesquisa, que mesmo sem ser registrada passa de mão em mão. Junto ao povão ele caminha com a mesma desenvoltura, volta e meia sobe num dos tantos morros, distribui beijos e abraços, come na panela nas casas mais humildes, enfim, faz o que sabe: política.

A NOVELA DA CÂMARA I

Mas uma vez a Câmara de Itabuna volta a ser estampada nas manchetes dos meios de comunicação sobre os desmandos praticados. E o motivo é um só: a falta de interesse dos vereadores em fiscalizar o que eles mesmos fazem. Seja por corporativismo, simples desinteresse ou falta de conhecimento, cada presidente que passa pelo Legislativo constrói o seu mundo, sem exceção.

Cada uma das mesas diretoras que passam pelo Legislativo formam os seus grupos de apoios internos, que passam a ser contemplados com as benesses do poder, a exemplo de viagens com polpudas diárias, dentre outros mimos concedidos. Outra maneira de manter a mesa diretora em permanente blindagem são as indicações de cargos para os gabinetes, cujos salários são divididos com os patronos, por pura filantropia de seus ocupantes.

A NOVELA DA CÂMARA II

Agora mesmo, o presidente do Legislativo, Ruy Machado, promete destruir (não é de hoje…) o seu desafeto político Roberto de Souza, com uma auditoria realizada na gestão do boneco Clóvis Loiola, comandado por Roberto. Vai dar na mesmice de sempre, quem sabe até que não surpreenda de ocorram algumas cassações?

Caso isso ocorra, a atual mesa diretora passa a ser conhecida pela bravura e lisura das ações, formando uma carapaça para se proteger das fiscalizações sobre seus atos. Ao se defender, passa ao ataque. Caso haja algum colega descontente, o presidente passa a culpar o chefe do executivo pelas dificuldades, desviando o foco da questão.

E continua tudo como dantes no quartel de Abrantes.

BOA NOTÍCIA

Gustavo Lisboa

Pela primeira vez na história do sindicalismo de Itabuna uma negociação com o município chegou a termo de maneira relâmpago. Sequer tinha chegado à mídia, professores da rede municipal de ensino e a secretaria da Educação chegaram a um acordo, ainda por cima com direito a elogios das duas partes entre elas (o que nunca tinha acontecido).

Enquanto os professores pediam, via sindicato, um aumento de 15%, mais do que de repente, o professor Gustavo Lisboa desmontou a queda-de-braço que se avizinhava com a contraproposta de 15,85%.

Essa é uma demonstração de que por pior que seja o governante e seu governo, nem todos são iguais. Ou seja, em toda a regra existem exceções. No caso em voga, gente competente para efetuar estudos e oferecer contraproposta decente, demonstrando comprometimento com o município.

Como normalmente se diz, o negócio só é bom quando interessa às duas partes. E foi o que aconteceu.

CONTAM POR AÍ…

Em 1992 o Partido dos Trabalhadores (PT) ganhou a eleição em Itabuna, elegendo Geraldo Simões, o que foi considerada uma grande “zebra” política. Afinal, em todas as pesquisas o PT disputava o último lugar com os candidatos Renato Costa e Dinailton Oliveira.

Na reta final da campanha, o impeachment de Collor levou os estudantes com “caras pintadas” às ruas e os partidos pequenos, dito de esquerda começaram a crescer nas pesquisas.

Em Itabuna não foi diferente. Na quinta-feira que antecedeu a eleição o PT promoveu uma caminhada na avenida do Cinquentenário, com a presença dos estudantes, reforçando o “fora Collor” e ganhou a adesão dos comerciários e da população em geral.

Foi o começo da apoteose, que se confirmou nas urnas, sem tomar conhecimento dos candidatos Oduque e Ubaldo, que se alternam nas primeiras posições.

Eleição ganha, restava apenas formar o governo e “sair para o abraço”, ou melhor, para administrar a cidade.

Mas como o PT se notabilizou pela renhida oposição que sempre fazia aos governos, seus militantes, notadamente os mais sectários, formados nos piquetes e greves, não admitiam a hipótese de ser governo.

Logo após uma das muitas passeatas e comemorações feitas, uma dessas turmas foi “bebemorar” no bar e restaurante Cinderela, ao lado da antiga prefeitura (ao lado do fórum).

Lá pelas tantas, após umas duas dúzias de birita, a turma começou a chorar copiosamente diante do mais grave problema existencial: deixar a oposição e ser governo.

Foi preciso muito convencimento dos dirigentes petistas, principalmente os da articulação (considerada a direita do PT) para convencer os companheiros sobre as vantagens de ser governo e revolucionar a administração municipal.

Dito isso, os companheiros se convenceram, pararam de chorar e até hoje estão adorando “os encantos da burguesia”.

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