CIA DA NOTÍCIA

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Metamorfose política

Walmir Rosário

O patrulhamento ideológico parecia coisa do passado, com aposentadoria compulsória marcada, de papel passado, com a entrada do país no regime democrático. Mas, de repente, estamos de volta ao passado, principalmente com a eleição, para cargos executivos, de companheiros e camaradas, velhos adeptos dessa abominável prática.

O conceito filosófico do bem contra o mal, utilizado com sucesso pelo que esperávamos fosse a última vez, na eleição indireta à Presidência da República, da qual participaram Tancredo Neves e Paulo Salim Maluf. Ledo engano. Até hoje, a luta do bem contra o mal é invocada aos quatro cantos de acordo com as conveniências da hora.

E o pior: sem levar em conta os conceitos filosóficos, e sim, e apenas, o contexto maquiavélico de que o fim justifica os meios. Nesse caso, todos os direitos individuais inerentes à cidadania dos adversários são jogados na lata do lixo e ele é simplesmente lançado no fogo dos infernos, condenado pelas “santas inquisições” de nossa época.

Em Itabuna, como no resto do país, esse é um fato corriqueiro, quando são ameaçados os interesses políticos de um candidato. Que relate essa experiência o político Davidson Magalhães, um dos grandes quadros do PCdoB baiano, execrado em praça pública e nos meios de comunicação durante a eleição municipal de 1996.

Por não ter se submetido aos caprichos do prefeito de Itabuna, à época, Geraldo Simões, e resolvido a concretizar um sonho legítimo de candidatar-se à Prefeitura de Itabuna, foi chamado de “laranja”, alcunha pejorativa que ainda paga. Por mais que tenha demonstrado lisura e competência política e administrativa nos cargos exercidos, ainda carrega a pecha indevida.

O mesmo vem acontecendo com o ex-prefeito Fernando Gomes, acusado pelos petistas de “vender” espaço de vice-prefeito na sua chapa para políticos sem voto, mas com recursos suficientes para alavancar uma campanha. Na hora do anúncio, Fernando Gomes surpreendeu seus adversários, indicando o capitão José Nilton Azevedo, um militar de folha limpa tanto na corporação que tem Tiradentes como patrono, quanto em outras por onde passou.

Em seguida, a bola da vez foi o deputado estadual capitão Fábio, antes considerado um “milico” a serviço de ACM, e, posteriormente, um possível aliado do PT e candidato a vice-prefeito na chapa encabeçada por Geraldo Simões. Defeitos que tinha foram jogados em “baixo do tapete” e as qualidades ressaltadas pelas ruas e botequins de Itabuna. De condenado às profundas dos infernos foi elevado à condição de santo com lugar garantido no céu, sem sequer passar pelo purgatório.

Mas os quinze minutos de fama do capitão Fábio nas hostes petistas duraram pouco. Bastou uma simples conversa com as lideranças do PFL baiano, como o governador Paulo Souto e Antônio Carlos Magalhães, para que o castelo de areia geraldista caísse por terra, derrubado por uma onda avassaladora de argumentos. De anjo passou a demônio, sem direito a defesa nem explicações.

Lamentações a parte, a lógica prevaleceu e o capitão Fábio, homem forjado no cumprimento do dever e na hierarquia continuou onde estava, no ninho em que nasceu. Qual o pecado cometido pelo capitão Fábio? Não ter cedido às pressões políticas do PT? Ter continuado fiel aos seus princípios políticos? Não ter atendido ao chamamento e ao “canto da sereia” (legítimo numa campanha) de Geraldo Simões? É uma resposta para ser dada com o tempo.

Muito se gastou com tinta em jornais para endeusar e satanizar o capitão Fábio, que continua incólume em sua trajetória política, para o desgosto de alguns e regozijo de outros. Entretanto, ficou uma lição: não menosprezar a inteligência dos adversários, por menor que sejam pelas mínimas condições que apresentem. Em política, a conversa é uma arte que deve ser cultivada, os acordos devem ser propostos e, se aceitos, cumpridos.

A inteligência de ACM, mais uma vez, foi posta à prova e ele continuou a demonstrar que na arte de fazer política experiência ainda faz muita diferença. Nada como uma vitória para se comemorar ou uma derrota para ser meditada.

Jornalista, advogado e editor do www.ciadanoticia.com.br

Publicado no Jornal Agora em 23-06-2004

Jornalistas não olham para o “rabo” e fazem jogo de pseudos-esquerdistas

Walmir Rosário

A bola da vez no segundo turno da campanha política para eleger o prefeito de Salvador é Caetano Veloso, ao afirmar que votaria em ACM Neto. E ele foi eleito pela mídia, ou melhor, pelos jornalistas e marqueteiros, que tentam, a todo o custo, reinventar a campanha do “bem contra o mal”, editada no passado para eleger Tancredo Neves, Waldyr Pires, dentre outros políticos responsáveis pela derrocada da esquerda brasileira.

Aliás, no mundo inteiro “esquerda” vem se tornando apenas uma simples noção de localização, a exemplo de vire à esquerda, como no trânsito, tal jogador chuta melhor com a esquerda e não mais os simpatizantes de um regime socialista ou comunista. Muito menos as formas de organização econômico-políticas contrárias ao capitalismo sob o argumento de acabar com as desigualdades sociais.

Se em todo o mundo a derrubada do muro Berlim provocou uma mudança profunda nas formas de administrar o Estado, a exemplo da Rússia, Cuba, dentre outros, o que não dizer do que acontece na China, com reflexos em outras economias. E no Brasil não foi diferente, pois nosso governo (e os governantes Lula e Dilma) que ainda teima ser chamado de esquerda assina um documento afirmando ser a China uma economia de mercado.

Então, para onde foi a ideologia dos nossos próceres da Revolução Francesa, Revolução Bolchevique e até mesmo os que tentaram no Brasil lutar contra a ditadura de Vargas e dos militares do golpe de 64?

Simples, no nosso Brasil varonil continuam como sempre, se amoldando às mais diferentes situações. Uns, pelo fim do deslumbramento ao conferir, in loco, a chegada desses líderes ao poder; outros, pela simples observação do desempenho quando tomaram o poder, pelo voto, é claro. Uma grande decepção.

Pior, ainda, do que isso, no Brasil o fim da ideologia foi decretado com todos os “efes” e “erres” pelo governo do presidente Lula ao executar o projeto de Zé Dirceu para instalar o PT por 20 anos nos quartos e corredores do Palácio da Alvorada. E o resultado está aí sendo julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), apesar dos petistas jurarem, “de pés-juntos” que nada têm a ver com isso. “É coisa da direita”, tentam enganar aos incautos.

Quanto aos jornalistas, o mal cometido contra a pessoa humana é ainda maior do que o velho patrulhamento praticado pelas velhas (claro) esquerdas contra aqueles que tentassem sair do seu jugo e jogo político. Somente a título de lembrança, nosso conterrâneo Jorge Amado sofreu muito mais do que o não menos que o patrício de Santo Amaro da Purificação, Caetano Veloso.

A tentativa de inquisição chega ao extremo de julgar e condenar não só o “cacique” Antônio Carlos Magalhães, mas lançar à fogueira da maldição toda a sua família, incluído aí filhos, netos e bisnetos. Será que é humano quem pratica a desumanidade? A história nos mostra que era própria das populações bárbaras, a prática do “olho por olho”, o “dente por dente”, desconhecendo a indulgência e a piedade.

Na legislação moderna, adotada pela quase unanimidade dos países, os códigos penais abominaram esses tipos de pena que eram transmitidas a gerações inteiras e hoje não passam do próprio acusado. Mesmo assim, é preciso que haja um julgamento pelo órgão do Estado incumbido deste mister, observando, ainda, o consagrado princípio do in dubio pro reu (na dúvida, beneficie-se o réu).

E quanto aos jornalistas, publicitários e marqueteiros, esses merecem uma reflexão por demais profunda. Em cada campanha pululam – pelo consagrado direito do trabalho, é claro – de candidato a candidato. Esquerda ou direita pouco importa, pois acreditam que estão vendendo um simples sabonete, pasta de dentes ou uma nova tintura para o cabelo.

Assegurado o seu sagrado direito de trabalhar, pouco importa se ao ganhar a eleição aquele candidato que ele fez o bonito invólucro para vender como “o melhor do mundo” à população cometa as tiranias que dele se esperava. Caetano Veloso, ao contrário, não agiu à sorrelfa, de forma dissimulada e escolheu quem ele, como cidadão, considera o candidato ideal para governar a cidade do Salvador. Nada mais honesto.

Quanto ao pobre desse escrevinhador borra-papéis, tive a honra de trabalhar em campanhas políticas e no jornal Correio da Bahia, de Antônio Carlos Magalhães, o temido ACM. Posso assegurar: não havia emprego mais democrático e todos eram tratados com respeito, inclusive as dezenas de conhecidos jornalistas e publicitários de origem nos antigos partidos de esquerda.

Aprendam com Caetano Veloso, que ainda tem muito o que ensinar.

Jornalista, advogado e editor do site www.ciadanoticia.com.br

Do Público ao Privado

O MASCATE DA POLÍTICA I

O governador Wagner e o prefeito de Itamaraju, Manoel Pedro, em mais uma promessa

O governador da Bahia, Jaques Wagner, adotou uma tática utilizada pelo Partido dos Trabalhadores (PT), e que deu certo, culminando com a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva na eleição presidencial de 2002: viajar pelo Brasil, se “vendendo” ao povo mais simples e carente do país, no sentido de desmistificar o estigma do PT e seus candidatos. Pois o Wagner está usando da mesma estratégia para arregimentar os apoios com vistas a eleger o maior número possível de candidatos aliados na eleição municipal de 2012.

Em Ilhéus já deu o seu recado e disse como queria manter a coligação, encabeçada, de preferência, com o PT e o PSB, além dos outros partidos com representação no Município. Em cada uma dessas visitas, brinca com os políticos, diz o que os eleitores querem ouvir, promete obras e serviços e sai radiante com o “trabalho” que fez junto à população.

O MASCATE DA POLÍTICA II

Além de Ilhéus, o governador fez carinho em outra dezena de prefeitos, aos quais promete juras de amor eterno e muitas obras a inaugurar até o termino do mandato deles. Nada mal para quem é bastante criticado em todo o estado pela exiguidade de obras e serviços, apesar das veiculação constante de propaganda no rádio e na TV.

Para a oposição, a Bahia real é bastante diferente da Bahia que aparece na televisão, onde são veiculadas obras do Governo Federal (parceria) e da iniciativa privada, a exemplo do Porto Sul. Em Itabuna, por exemplo, a oposição diz que já tem a campanha de governador de 2014 na ponta da língua, toda ela baseada na publicidade oficial que trabalha com o mote “tem, tem, tem”.

O MASCATE DA POLÍTICA III

Durante a campanha eleitoral do próximo ano e de 2014, os partidos de oposição ao governador Jaques Wagner prometem “copiar” a melodia da música “tem, tem, tem”, fazendo uma paródia com a letra. A intenção é mostrar aos eleitores de Itabuna e região que tudo que o Governo do Estado mostra na televisão nada tem a ver com o que acontece na cidade.

Segundo os políticos, os marqueteiros deverão criar jingles e clipes mostrando as obras inacabadas e as não iniciadas, com um texto comprometedor, mais ou menos parecido com isso. “Venha comigo, venham a ver que o Governo da Bahia faz de maldade com a população”. Aí entra a musiquinha tem, tem, tem, e a locução. “Em Itabuna tem um centro de convenções inacabado, tem, tem, tem!; em Itabuna tem um teatro inacabado, tem, tem, tem!”. E a criatividade fica por conta dos marqueteiros.

REGIÃO METROPOLITANA I

O debate foi oportuno para conhecer a propostas e a realidade

Valeu a iniciativa da AmItabuna, presidida pelo advogado municipalista Alah Góes, em promover um evento bastante esclarecedor sobre a finalidade de uma Região Metropolitana (RM). A qualidade dos palestrantes foi de excelente qualidade e a informação repassada aos presentes foram decisivas para que os membros da sociedade regional, pelo menos dos municípios envolvidos na Indicação apresentada pelo deputado estadual Coronel Gilberto Santana, possam tomar posições, a favor ou conta, a depender do ponto de vista de cada um.

Uma das críticas que tem sido feita ao trabalho apresentado por Gilberto Santana é quanto à quantidade dos municípios participantes, quando a realidade demonstra que é decisivo para o sucesso de uma RM o agrupamento de poucos municípios, que tenham problemas comuns e que possam se completar. Não adiantaria criar uma RM com cidades de regiões diferentes, o que iria dar mais complexidade aos projetos, dificultando, portanto as soluções apresentadas para a realização de obras e serviços em conjunto.

REGIÃO METROPOLITANA II

Desde a promulgação da Constituição do Estado da Bahia, em 1989, por iniciativa dos deputados Daniel Gomes e Antônio Menezes (autor e relator), foi incluída a criação da Região Metropolitana de Itabuna, mas não saiu do papel. Agora, a partir da indicação de n° 18.466/11 do deputado Coronel Santana, a Região Metropolitana do Sul da Bahia, envolvendo as cidades de Itabuna e Ilhéus, além dos municípios circunvizinhos poderá ser criada, dependendo apenas da elaboração de um projeto de Lei, de iniciativa do governador do Estado, para ser encaminhada ao Poder Legislativo.

Por conta disso, foram realizadas discussões e esclarecimentos a população em torno do que consiste uma RM e os seus benefícios com a criação de uma gestão compartilhada. De acordo com Allah Góes, a análise, que foi feita por dois especialistas em Região Metropolitana, a professora titular da USP, Adélia de Souza, e o professor da UFRN, Aldo Aluízio Dantas da Silva, serviu para atestar a possibilidade de se formar uma RM com dois Pólos (Itabuna e Ilhéus).

REGIÃO METROPOLITANA III

Na abertura das discussões, a professora Adélia de Souza expôs sobre a importância e a necessidade urgente de instituir uma Região Metropolitana no Sul da Bahia, pelo papel que ela pode desempenhar no estado baiano de interligação entre o Centro-Oeste e Sul do Brasil. “Eu acho que ela tem um papel estratégico no contexto nacional muito importante, e é assim que tem que ser verificada a RM. Não se pode olhar para dentro é preciso olhar para o país e para o funcionamento do Mundo”, destacou a professora que foi uma das artífices da Região Metropolitana de São Paulo, em 1968.

Em seguida, o professor da Aldo Aluízio Dantas da Silva, que é grapiúna da cidade de Coaraci, discutiu alguns conceitos relativos à formação e implantação da Região Metropolitana do Sul da Bahia. Durante a sua apresentação foram expostos argumentos técnico-científicos no sentido da criação dessa região, além de mostrar que é necessário criar um organismo de gestão coletiva, com a finalidade de evitar o planejamento de forma extemporânea.

REGIÃO METROPOLITANA IV

O presidente da Amurc, Cláudio Dourado, informou que a entidade vem trabalhando no sentido de promover a Região Metropolitana junto aos municípios filiados, por considerar as condições favoráveis para prospectar recursos e implantar infraestrutura conjunta. Para isso, tem-se buscado o melhor entendimento no que consiste a RM e os seus benefícios, que poderão se concentrar na coleta de lixo, serviços de infraestrutura, segurança pública, telefonia, dentre outros, razão pela qual abraçou, juntamente com a AmItabuna, a iniciativa de realizar este evento.

Com a criação da Região Metropolitana, Dourado acredita no desenvolvimento das ações políticas nos municípios. “Nós teremos ações descentralizadas, não só no eixo entre Ilhéus e Itabuna, mas eles irão ter participações objetivas tanto na questão administrativa, educacional, e na indústria, no sentido de ter uma administração compartilhada, em condições bem mais confortáveis para essas regiões”.

ALICE DE NOVO NO DEM

A presidenta do diretório municipal do Democratas (DEM) em Itabuna, Maria Alice Araújo, será reconduzida ao cargo na convenção que a agremiação política realiza neste sábado (16), a começar pela chapa única, que deverá ser eleitpor aclamação. Apesar de alguns membros de “alto coturno” ter ensaiado candidatura, a intenção não entusiasmou os membros da Executiva ou do Diretório.

Há 37 anos atuando na política partidária em Itabuna, Maria Alice Araújo conhece os caminhos e meandros da arte política, como tem demonstrado fartamente. Fiel ao amigo Fernando Gomes, que deixou o DEM para voltar ao PMDB, ela preferiu dar continuidade ao trabalho desenvolvido no diretório, principalmente para dar suporte à administração municipal. Da sede do DEM, no bairro Jardim Vitória, ele recebe os correligionários, dá as ordens aos cabos-eleitorais e se comunica com os eleitores dos bairros mais distantes.

AZEVEDO É O CANDIDATO

A todos Maria Alice garante que o DEM continua com antes e que o atual prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo, é o candidato do partido na eleição de 2012. Segundo Alice, o partido está coeso e não existe a possibilidade de um bate-chapa, até por ser o prefeito candidato natural, a não ser que acontecimentos outros venham a ocorrer.

Entretanto, apesar da convicção da presidenta do DEM, Maria Alice, existe um personagem trabalhando no submundo político para tentar viabilizar o seu nome. Apesar do esforço que vem sendo empreendido por esse filiado, será muito difícil conseguir derrubar o de Azevedo, que deverá se manter no DEM. Mas que esse personagem tenta furar o bloqueio é verdade, e todos sabem que é ele, inclusive o prefeito, que o mantem numa secretaria, segundo dizem, por pressões e mais pressões.

O DEM FAZ QUE NÃO VÊ

E não é que Azevedo será obrigado a continuar filiado ao DEM para não correr risco de perder o mandado? Pois é, mas que ele tentou “pular a cerca”, até que tentou, e muito, mas não conseguiu o seu intento, por pura falta de confiança nos dirigentes dos partidos que flertou. Em todos eles é considerado um político que não honra a palavra e os compromissos assumidos, em decorrência de sua atuação na campanha eleitoral passada.

Quis “namorar” com todos os partidos e candidatos, mas foi incapaz de “pedir a mão em casamento”. Para os dirigentes desses partidos, Capitão Azevedo traiu a todos, com “conversa mole”, através de “juras de amor eterno”, desfeitas assim que aparecia outro pretendente. Definitivamente, não foi aceito no Partido Popular (PP), muito menos no recém-criado Partido Social Democrata (PSD), comandado na Bahia pelo vice-governador Otto Alencar.

Ainda vai ter que se explicar com o deputado federal ACM Neto, que até agora não “engoliu” as desculpas esfarrapadas dadas por conta da traição partidária aos candidatos do DEM.

CONVOCAÇÃO COMPULSÓRIA

As convocações de servidores para as empreitaedas são frequentes

E para abrilhantar a convenção do DEM, o prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo, reuniu todos os ocupantes de cargos de confiança e funcionários do quadro que gozam da regalia de função gratificada (os famosos FGs) na sede do clube dos servidores, a Usemi. No encontro, a convocação pura e simples para que todos compareçam, neste sábado (16), às 14 horas na sede do DEM, no Jardim Vitória.

Além do comparecimento, o prefeito ainda compeliu a todos que portem os documentos, a exemplo do título de eleitor, para procederam a filiação ao Democratas. Nas entrelinhas da convocação, o comparecimento será obrigatório para aqueles que pretendem continuar “gozando da confiança” do prefeito, o mesmo valendo para quem tem FG.

Afinal, o prefeito se comprometeu com Maria Alice em ajudar a realizar uma das maiores convenções já organizadas em Itabuna. Caneta na mão tem para isso, para desgosto dos convocados.

A TRAGÉDIA E A FARSA

Tem razão quem diz, a exemplo do sociólogo alemão Karl Marx, que a história acontece em forma de tragédia e só se repete como farsa. Em Ilhéus, essa frase cai como uma luva, quando o assunto é o movimento grevista deflagrado pelo Sindicato dos Servidores Público Municipais de Ilhéus (Sinsepi), e faz lembrar os tempos em que o deputado federal Geraldo Simões (PT) ainda dava as cartas nos movimentos paredistas.

Lá como cá, o modus operandi é o mesmo e por qualquer motivo fecham unidades da administração pública municipal sem qualquer aviso ou motivo relevante. No caso de Geraldo Simões quando era o todo-poderoso do Conselho das Entidades Representativas dos Funcionários da Ceplac, se tratava apenas de uma criação com membros de outras entidades, mas sem registro ou outra responsabilidade civil. Já no caso do Sinsepi a história é outra, por se tratar de um sindicato legalmente constituído e com direitos e deveres a serem observados.

Calma, gente!

JUSTIÇA CHEGA NA HORA

A população impedida de receber a assistência na área da saúde

A Justiça tarda, mas não falha, diz o velho ditado. Entretanto, em decisão liminar concedida na tarde desta sexta-feira (15), a vice-presidente do Tribunal Regional do Trabalho (5ª Região), desembargadora Maria Adna Aguiar do Nascimento, determinou a volta de pelo menos 50% do pessoal lotado nos postos de saúde de Ilhéus. A medida liminar atende ao pedido da Procuradoria-geral do Município de Ilhéus em ação de Dissidio Coletivo para Declaração de Ilegalidade de Greve, realizada nos postos de saúde do Município.

Caso não a determinação judicial não seja obedecida, foi estipulada uma multa diária de R$ 10 mil, ao Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Ilhéus. Na mesma decisão, a desembargadora agendou para a próxima quarta-feira (21), uma audiência de Conciliação entre a Prefeitura de Ilhéus e o Sinsepi.

BOA NOTÍCIA

Aos poucos, vão caindo os participantes do núcleo de corrupção do Ministério dos Transportes. Nesta sexta-feira (15), o ministro Paulo Sérgio Passos assinou portaria determinando o afastamento temporário de Sadok e a abertura de um processo de administrativo que pode resultar na demissão dele do serviço público. O ministério divulgou nota sobre o assunto: “O ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, decidiu afastar temporariamente o diretor-executivo do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit) que estava respondendo pela Diretoria Geral do órgão. Ao mesmo tempo, constituiu Comissão de Processo Administrativo Disciplinar para apuração dos fatos noticiados pelo jornal Estado de São Paulo, na edição do dia 15 de julho de 2011″.

Sadok acumulava o cargo de diretor-geral interino do Dnit em substituição a Luiz Antônio Pagot, que tirou férias após ameaça de ser demitido em meio ao escândalo de corrupção no Ministério dos Transportes.

A mulher de Sadok, Ana Paula Batista Araújo, é dona da Construtora Araújo, contratada para cuidar de obras nas rodovias BR-174, BR-432 e BR-433, todas em Roraima e ligadas a convênios com o Dnit, principal órgão executor do Ministério dos Transportes. A aplicação de aditivos, que aumentam prazos e valores, ocorreu em todos os contratos. Sadok trabalhou em Roraima em 2001, no antigo Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER), como diretor de obras.

CONTAM POR AÍ…

Corria aí o fim dos anos de chumbo com a volta do Brasil ao estado democrático de direito, quando os movimentos sociais começaram a ser organizados na Ceplac. Inevitavelmente, chegaram as greves, diante da falta de sensibilidade (falta de costume) da direção de empresas públicas (até privadas) em ouvir e negociar as reivindicações dos trabalhadores. Era a queda-de-braço entre as duas partes: patrões e empregados, os primeiros acreditando que a força ainda imperava, enquanto os segundo tinham convicção de que era chegado o momento de testar as afirmações do presidente general Figueiredo de que o país caminhava para uma democracia, “nem que fosse na marra”. Quem sabe faz a hora não espera acontecer, exatamente como na música de Geraldo Vandré.

Saem os militares, entram os civis, capitaneado por José Sarney – instrumento dos militares, que soube “pongar” na redemocratização do país com a campanha Diretas Já! – após a morte de Tancredo Neves. Junto com ele, sobem pela rampa do Palácio do Planalto os militantes do PMDB, responsáveis pela luta contra a ditadura, apesar de um tanto desfigurado com o acréscimo da “letra P” ao velho MDB cansado de guerra.

Em Ilhéus, um dos próceres do partido, o médico e deputado Jorge Viana reivindica a indicação da direção da Ceplac prometendo “virar a instituição de cabeça pra baixo” e impor novos ritmos. Para tanto, nomeia o advogado Josuelito Brito secretário-geral e busca ex-funcionários do órgão considerados injustiçados para imprimir o novo projeto. Entre eles, eis que chega o engenheiro agrônomo Ubaldino Dantas, ex-chefe do Departamento de Extensão (Depex), para dirigir a Coordenadoria-regional para a Bahia e Espírito Santo.

Homem afeito ao diálogo e costumeiro cumpridor da palavra empenhada, Ubaldino Dantas prevê a mudança de costumes na relação trabalhista e atende às reivindicações dos funcionários cedendo o ginásio de esportes da Ceplac para a realização da primeira assembleia. Lá na presença de mais de mil ceplaqueanos vindos de escritórios locais e estações experimentais da região, celebram a volta da democracia e fundam o Conselho das Entidades Representativas dos Funcionários da Cepalc, formada pela Associação dos Funcionários da Ceplac (AFC), Sociedade dos Engenheiros Agrônomos do Cacau (Seac) e Sociedade dos Técnicos Agrícolas do Cacau (Stac).

E o coordenador-regional Ubaldino Dantas era uma das pessoas mais aguardadas na assembleia, que demorava a começar e causava ansiedade nos presentes, dada a importância histórica do ato. Lá pras tantas, quase no fim da tarde, eis que chega Ubaldino, faz discurso pró-funcionários e deixa o encontro. Dava para notar a apreensão dos ocupantes de cargos de confiança, que após a saída de Ubaldino resolveram voltar ao prédio da coordenadoria.

Lá tomaram conhecimento da realidade e dos fatos ocorridos antes da assembleia. Pressionado pelo secretário-geral Josuelito Brito a não permitir a realização da assembleia dentro da área e no horário do expediente, Ubaldino Dantas não cedeu e garantiu a palavra empenhada, mesmo pagando um alto preço: a exoneração do cargo de coordenador e do quadro técnico da Ceplac, que tinha ocupado muito recentemente.

Ao invés de aceitar as pressões, Ubaldino preferiu a demissão por telefone e foi assistir a assembleia história da redemocratização da Ceplac. Um sujeito de fibra, sem sombra de dúvida.

Aécio critica governos do PT e chama oposição às falas

Aécio mobiliza a oposição (foto Moreira Mariz Agência Senado)

Em um discurso impecável e recheiado de comparações dos vários momentos políticos vividos pelo país após a redemocratização (pós 64), o senador mineiro Aécio Neves (PSDB) traçou um raio X da política e da economia brasileira de 85 até os dias de hoje.

Aécio demonstrou que entre os interesses do Brasil e do partido prevalece os do PT, em detrimento das grandes causas, citando passagens históricas de Tancredo Neves, José Sarney, Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso.

O discurso de Aécio foi considerado o início do período legislativo deste ano e um grande chamamento à oposição ao governo petista. Rebatendo alguns apartes, Aécio citou como maus exemplo a “gastança” desenfreada de Lula para eleger sua sucessora, a também petista Dilma Rousseff.

Para o sendor goiano Demóstenes Torres (DEM) Aécio fez um “discurso de estadista” e que a bancada governista já admite a possibilidade de ele ser candidato à Presidência da República. Ele questionou se a oposição estivesse hoje no poder teria interferido na administração da Vale, como fez o governo da presidente Dilma Rousseff. Para Demóstenes, é preciso impedir que o Brasil se torne um dos países menos desenvolvidos do mundo, pois o ensino foi ideologizado e o analfabetismo cresce. Demóstenes afirmou que as bandeiras da oposição são excelentes. “O senador Itamar Franco (PPS-MG) tem toda razão. Não adianta tentar se esconder na oposição ou tentar ser igual ao governo”, assinalou.

Para Aécio Neves, a oposição tem de pautar sua atuação sobre três valores: coragem, “para resistir à tentação da demagogia e do oportunismo”; responsabilidade, para poder cobrar responsabilidade do governo; e ética, “não só a das denúncias e a da transparência e da verdade, mas uma ética mais ampla, íntima, capaz de orientar nossas posições, nossas ações e compromissos, todos os dias”.

Com informações da Agência Senado.

Rio do Engenho, cachaça de Ilhéus para o mundo
 
Atualmente, a Rio do Engenho produz cinco variedades de cachaça. A prata, mais rústica, sem ser envelhecida, descansada em alambiques de aço inox por seis meses e um forte sabor de cana; a Rio de Engenho Black; a Ouro e a Acqua Benta, envelhecidas por dois anos; e a Reserva, tipo especial, envelhecida por três anos.
 
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A Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult) divulgou o resultado da seleção pública de projetos de Demanda Espontânea. O número de projetos inscritos e a qualidade das propostas apresentadas levaram a Secult a buscar um aumento no valor dos recursos, de forma a contemplar um número maior de projetos nessa seleção.
 
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Saudosismo, amizade, cachaça da boa, cerveja bem gelada, mocofato preparado por Danilo, música de todos os gêneros e para atender todos os gostos. Esse foi o combustível que moveu membros da Confraria do Alto Beco do Fuxico, os acadêmicos da Academia de Letras, Artes, Música, Birita, Inutilidades, Quimeras, Utopia e Etc. (Alambique), além de outros frequentadores do Alto Beco do Fuxico.
 
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