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UFSB publica Edital para Processo Seletivo Simplificado para Professor Substituto

A Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) acaba de publicar o Processo Seletivo Simplificado para Professor Substituto. No Edital, são oferecidas 8 vagas para professor substituto nas áreas de Matemática, Computação, Inglês e Química, para os campi de Porto Seguro e Teixeira de Freitas. O regime de trabalho é de 40 horas e a remuneração pode chegar até R$ 5.697,61, sendo acrescido ainda o auxílio-alimentação no valor de R$ 458,00.

As inscrições ocorrem do dia 05 ao dia 12 de maio, mediante preenchimento de formulário eletrônico, disponível no endereço eletrônico http://selecao.ufsb.edu.br/concurso. O valor da taxa de inscrição é de R$ 100,00. O Processo Seletivo tem data provável para ocorrer no dia 23 de maio de 2017 a partir das 08h, em etapa única, compreendendo dois momentos avaliativos: Prova Didática, de caráter eliminatório e classificatório; e Prova de Títulos, de caráter classificatório.

Para mais informações, acesse: http://www.ufsb.edu.br/editais-2017-2/

UFSB torna-se ponto de coleta voluntária de eletroeletrônicos

COLETORES ELETROETRÔNICOS - UFSB-400x400A Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), em parceria com a EcologAmbiental, irá disponibilizar coletores nos seus três campi (Itabuna, Teixeira de Freitas e Porto Seguro) para receber eletroeletrônicos que serão destinados para reciclagem. Os pontos de coleta receberão equipamentos da própria universidade, trazidos de casa pelos servidores e estudantes, assim como da comunidade em geral.

A empresa EcologAmbiental, localizada em Ilhéus, irá recolher o material, fazer a desmontagem e triagem e promover a reciclagem de seus componentes.

No geral, os produtos eletroeletrônicos são classificados em três linhas:
– Linha Verde: microcomputadores, notebooks, celulares, tabletes;
– Linha Marrom: TV, monitor de LED/LCD, produtos de áudio, DVD/VHS;
– Linha Azul: Batedeiras, ferro elétrico, liquidificador.

Poderá ser depositado nos coletores microcomputadores, notebooks, celulares, TV monitor de LED/LCD, produtos de áudio, DVD/VHS, batedeiras, ferro elétrico, liquidificador e baterias de celulares.

Não poderão ser depositados equipamentos chamados de linha branca, tais como geladeira, máquina de lavar roupas ou micro-ondas; nem pilhas alcalinas, lâmpadas fluorescentes, TV de tubo/plasma.

A iniciativa da ação é da Coordenação de Sustentabilidade e ficará sob a responsabilidade do Ecotime, que já é responsável por outras campanhas, como a da Coleta Seletiva, em Itabuna, e da coleta de óleo de cozinha usado, em Teixeira de Freitas.

Inovação no cacau da Mata Atlântica

Eduardo Athayde-400x400Eduardo Athayde*

Quando o WWI-Worldwatch Institute, na virada do milênio, publicou internacionalmente estudo sobre a mata atlântica da região cacaueira da Bahia, batizando-a de “Floresta de Chocolate”, única no mundo, onde a matéria prima do chocolate é produzida com recordes de biodiversidade no planeta, registrado pelo Jardim Botânico de Nova Iorque, a prefeitura nova-iorquina iniciava o levantamento de cada uma das suas 683.113 arvores.

Hoje, os cidadãos de Nova Iorque conhecem o valor econômico individual das suas árvores, sabem que cada uma reduz a temperatura sob sua copa em cinco graus centigrados, joga no ar 150 mil litros de água por ano e produzem serviços anuais avaliados em US$111 bilhões [tree-map.nycgovparks.org]; um padrão que está sendo seguido por várias cidades do mundo que plantam florestas urbanas visando a melhoria do ar, do clima local e da qualidade de vida dos seus cidadãos.

Com a força das redes sociais o mundo parece ter ficado pequeno e a biodiversa Mata Atlântica, antes pouco percebida (ainda não valorada), vem recebendo influencia direta dessas inovações. O Centro de Inovação do Cacau (CIC), por exemplo, que será inaugurado esta semana na Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), em Ilhéus, é a parte concreta do projeto do Parque Científico e Tecnológico do Sul da Bahia, idealizado conjuntamente pela Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), Ceplac, Uesc, Secti, Instituto Arapiaú e outras instituições.

Focando a cadeia produtiva do cacau e a economia florestal, o CIC, formado por acadêmicos e empresários, analisará propriedades físico-químicas do cacau e do chocolate, a qualidade de sementes e mudas das biofábricas de essências da mata atlântica, fomentando a indústria do reflorestamento que, cobiçada por investidores, floresce impulsionada pelo robusto mercado financeiro internacional interessado em ativos florestais.

Na era da “eco-nomia”, oficializada pelo Acordo de Paris e já legalmente adotada pelo Brasil, a preservação, além de uma imperiosa necessidade, passou a ser analisada também por parâmetros econométricos da precificação e monetização (restaurar 12 milhões de hectares de florestas até 2030 – bit.ly/2cHvxT8). Observando o senso de oportunidade o CIC nasce como elo local desta inovadora rede global, posicionando-se, com linguagem nova, como uma especie de “porta USB” de alta velocidade aberta a conexões de pesquisa, geração de conhecimento e econegócios.

Integrado a iniciativas como a Plataforma Brasileira sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (bpbes.net.br), que tem a missão de produzir conhecimento cientifico e saberes tradicionais sobre biodiversidade e serviços ecossistêmicos – onde o cacau se inclui – o CIC nasce como parceiro natural do Programa FAPESP de Pesquisa em Caracterização, Conservação, Restauração e Uso Sustentável da Biodiversidade (BIOTA-FAPESP), apoiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e alinhado com a

Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) que lançou a Campanha da Fraternidade 2017 com o tema “Biomas Brasileiros e a Defesa da Vida”.

A imaginação é mais importante que o conhecimento, afirmava Albert Einstein. Nesta linha, a Fazenda Futuro, localizada em Buerarema, base das pesquisas do WWI no final do século passado – e agora cliente do CIC – está sendo usada por pesquisadores parceiros do WWI, da floresta urbana de Nova Iorque e do Smithsonian Institute como referência para um projeto piloto de fazenda do futuro, conectado com universidades e centros de pesquisas do mundo.

Com a quebra de fronteiras e os espaços abertos pelas redes sociais, a região cacaueira, imaginada como Floresta de Chocolate, vive um momento de mudanças intensas observadas na metáfora da crisalida, quando a lagarta não mais existe, e a borboleta ainda não nasceu.

*Diretor do WWI-Worldwatch Institute. eduathayde@gmail.com

Casa Inteligente de Práticas Sustentáveis

Enegia Solar - Casa Sustentavel-400x400A Universidade Federal do Sul da Bahia terá um ciclo de oficinas para a Implantação de uma “Casa Inteligente de Práticas Sustentáveis” no Campus Jorge Amado, em Ferradas/Itabuna, nos meses de março e abril de 2017. As oficinas serão ofertadas por docentes da UFSB e especialistas da região que integram o Programa Integrado de Pesquisa, Extensão, Criação e Inovação (PIPECI) em Meio Ambiente e Saneamento da UFSB. As oficinas são direcionadas para os estudantes da UFSB e pessoas das comunidades de entorno do campus, com especial interesse na área.

Interessados em participar deverão preencher o formulário eletrônico disponibilizado no link e ficar atentos ao período de inscrições. Nas oficinas, os cursistas terão oportunidade de conhecer a “Casa Inteligente” e contribuir para a implantação das “Práticas Sustentáveis” e, ainda, absorver os conceitos técnicos relacionados com o cotidiano da Casa Inteligente, podendo se tornar usuários e disseminadores das práticas.

Segundo o coordenador das oficinas, o professor Marcelo Soares Teles Santos, docente da UFSB, a proposta consiste na requalificação de espaços e processos de uma casa convencional, visando o seu funcionamento dentro dos princípios atuais de sustentabilidade, ou seja, a transformação de uma casa convencional em uma Casa Inteligente de Práticas Sustentáveis.

A Casa Inteligente, além de ser adaptada por intervenções da “Arquitetura Sustentável ou Ecológica”, especialmente relacionadas com o aproveitamento de iluminação e ventilação natural (toldos, jardins verticais, telhado verde, ventilação cruzada), será operacionalizada com práticas cotidianas sustentáveis, tais como coleta, reutilização, reciclagem, tratamento e disposição final de resíduos sólidos; coleta e aproveitamento de água de chuva; coleta, tratamento e reuso de águas residuárias; uso de energias limpas (solar, eólica, biogás); e, uso de técnicas de agricultura familiar (Agroecologia e Produção Orgânica). Essa requalificação será realizada em uma das edificações já existentes do Campus Jorge Amado.

O professor explica que as instalações e a operação da Casa Inteligente de Práticas Sustentáveis permitirão, num futuro próximo, o desenvolvimento de pesquisa, extensão, criação e inovação na área de Sustentabilidade. E, ainda, a Casa Inteligente será utilizada nas práticas de “Ensino Contextualizado de Ciências e Engenharias” pelos estudantes da Formação Escolar Básica da região e dos cursos de Graduação e Pós-Graduação da Universidade. Além disso, a partir de visitas orientadas, a Casa Inteligente permitirá divulgar e popularizar a proposta para diversos públicos, tais como estudantes, profissionais e empresários da área de sustentabilidade, comunidade em geral, consistindo em uma fonte potencial para o desenvolvimento desse setor econômico de demanda crescente na sociedade moderna.

O fato de a “Casa” ser, além de sustentável, também “Inteligente”, se justifica, pois, a maioria dos processos serão mensurados, monitorados e disponibilizados em tempo real na tela do computador, sendo utilizados no desenvolvimento de processos de otimização e eficientização das práticas sustentáveis. Nesse caso, vale destacar que todas as operações da Casa Inteligente serão gerenciadas por estudantes da UFSB, especialmente do Curso de Engenharia da Sustentabilidade, os quais poderão conhecer, na prática, os conceitos que terão que aprender nos Componentes Curriculares da Universidade. Read the rest of this entry »

A (boa) interação entre o público e o privado

WALMIR-ROSÁRIO-FOTO-WALDYR-GOMES1-150x150Walmir Rosário*

Em tempo de recursos cada vez mais escassos, só resta aos municípios brasileiros buscar novos paradigmas de administração pública. Há muito não se consegue junto aos governos Federal e estaduais recursos suficientes para atender as necessidades mais prementes dos municípios, com responsabilidades crescentes no atendimento à população.

Aquele modelo de simples crescimento, calcado na implantação de obras sem planejamento não mais funciona hoje. A população, embora cada vez mais pobre e sem perspectivas, possui modernos instrumentos de comunicação rápidos e eficientes: as chamadas redes sociais, disponíveis em qualquer smartfone conectado a internet.

E o avanço tecnológico provocou uma mudança comportamental em toda a população, sem distinção da sua estratificação econômica e social. Determinada pessoa pode até não saber analisar determinada situação de forma pedagógica, mas tem o conhecimento do fato e sua metodologia de discernimento é o caixa do supermercado.

Daí, o cuidado redobrado do governante em mudar seus conceitos: ao invés do simples e atrasado crescimento, terá que perseguir o desenvolvimento, adotando o planejamento municipal e não só o das finanças, como sempre aconteceu. Qual a cidade que queremos, quais os recursos que dispomos e quais as nossas prioridades?

Tudo isso deverá estar contemplado no Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) como linha mestra a ser seguida. Para elaborá-la, ou reformá-la, precisamos do apoio de técnicos especialistas em cidades e vontade política de executar suas recomendações, transformadas em lei balizadora do zoneamento urbano.

Agora, passados 10 anos da aprovação do Plano Diretor Urbano Municipal, é hora de recolocar Canavieiras no caminho do desenvolvimento, com propostas dentro de novas perspectivas. Para tanto, é primordial instrumentalizar o processo com uma política urbana concreta, baseada na vocação econômica e nas possibilidades futuras.

E parceiros para essa monumental empreitada não faltam. Temos hoje na região a Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), com conhecimento acumulado sobre nossos municípios, e a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), com uma proposta acadêmica diferenciada, o que a permite atuar de acordo com a realidade local.

Abrindo um parêntese, essa é a segunda grande oportunidade de Canavieiras integrar o rol dos municípios turísticos de fluxo perene. O primeiro foi o Projeto Canes (Complexo de Atividades de Natureza Econômica e Social), elaborado em 1990 pelos urbanistas André Sá e Francisco Mota e o economista Paulo Gaudenzi.

Nas ações complementares ao projeto Canes, a desapropriação de áreas no centro e na Ilha da Atalaia, para a implantação de hotéis, pousados e cabanas de praias padronizadas, bem como unidades residenciais. O Projeto Canes foi o primeiro grande vetor do desenvolvimento turístico de Canavieiras, proposta era a de transformá-la numa cidade que conseguisse reunir todas as condições de oferecer ao turista uma hospitalidade de primeira linha.

O Projeto Canes contemplava todos os segmentos empresariais – grandes, médios e pequenos – e foi lançado com uma ampla campanha de marketing, que tinha como slogan: “Canavieiras para todos, Canes para os íntimos”. Não bastava apenas implantar as ações para estimular a vinda dos empreendedores, mas que eles fossem diversificados e capazes de atender todas as demandas das alta e baixa temporada.

Passado o mandato, o sucessor não prosseguiu com a mesma política de atração de empreendedores, em especial para o segmento turístico, implantando-os em áreas especiais. O planejamento deu lugar ao achismo e Canavieiras perdeu, à época, uma grande oportunidade de se consolidar como um polo turístico perene.

Proferindo palestra no 3º Congresso da Ampesba, em Itabuna, o prefeito Almir Melo ressaltou que não basta a uma cidade explorar o turismo com as belezas naturais, sem uma completa infraestrutura pública e privada. No entender do prefeito, o turismo deve ser visto e praticado de forma integrada, do contrário ele não voltará e nem indicará aos amigos.

Para tanto, é preciso elaborar um calendário de eventos – fixos e móveis e eventuais – que agrade às mais diferentes culturas, ser hospitaleiro, dispor de boas acomodações e excelente gastronomia e capacitar mão de obra. Além de tratar bem o turista, a cidade deve transmitir confiança nos serviços públicos, como saúde e infraestrutura.

Agora, com a possibilidade de revisão do PDDU, Canavieiras poderá ser a “bola da vez”, com a oportunidade de elaborar um planejamento com técnicos de reconhecida competência, com respaldo das academias. E, de novo, a ocasião poderá reunir o economista Juvenal Maynart, especialista em planejamento de cidades e o Magnífico Reitor Naomar Monteiro Almeida Filho.

Não é por acaso que o destino – ou as oportunidades – conspiram a favor de Canavieiras. Enquanto Juvenal Maynart poderá contribuir com a condução dos trabalhos de planejamento, o reitor Naomar Monteiro terá o condão de implantar o Colégio Universitário, proporcionando a geração do conhecimento que a cidade necessita para promover o desenvolvimento.

Desenvolvimento, e não o simples crescimento baseado em alguns números e estatísticas, é o que nossas cidades precisam para promover oportunidades a todos os segmentos sociais. No caso de Canavieiras, o turismo que se avizinha é o da melhor idade e ecumênico, bastando, apenas que a cidade ofereça todas os serviços que esses turistas se sintam em casa.

É apenas uma questão de vontade política e inteligência para aglutinar o interesse dos diversos segmentos econômicos e sociais na forma de investimentos públicos e privados, com a política e a economia sendo colocada a serviço do povo. Isto demonstrará o amadurecimento da sociedade local, com um novo olhar sobre a cidade, abandonando velhos hábitos políticos e privilegiando Canavieiras como ente federativo.

* Jornalista e advogado

Redescobrindo o Sul da Bahia

WALMIR-ROSÁRIO-FOTO-WALDYR-GOMES1-150x150Walmir Rosário*

Em meio à inundação de notícias desconstitutivas sobre o Brasil como um todo, começamos a vislumbrar que a região do cacau, finalmente, começa a nos mostrar alguma coisa de boa, útil e produtiva. Trata-se da implantação da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) na área Ceplac, às margens da Rodovia Jorge Amado.

Finalmente, a razão, a inteligência e o bom senso conseguiram superar o atraso, o corporativismo maléfico, o provincianismo, as ideias retrógradas, a pequenez e o atraso. E essa tomada de atitude posso credenciar, principalmente, ao então Superintendente de Desenvolvimento da Região da Cacaueira do Estado da Bahia (Sueba), Juvenal Cunha Maynart, e o Magnífico Reitor da UFSB, Naomar Monteiro de Almeida Filho.

É a produção de ciência, de conhecimento, implantada no mesmo local que, por décadas, pesquisou e entregou à Nação Grapiúna todo um pacote tecnológico de desenvolvimento. Concebida num tripé de pesquisa, extensão e ensino, a Ceplac foi além de sua proposta inicial de prestar serviços financeiros aos cacauicultores e transformou a socioeconomia regional numa das mais eficientes do Brasil.

Não se conhecia no final da década de 50, toda a década de 60 e 70 região com uma infraestrutura igual ao Sul e Extremo Sul da Bahia. De repente, da luz do candeeiro passamos à energia elétrica; do transporte ao lombo de burros às boas estradas; das demoradas cartas ao telefone e telex; da economia precária à retomada do crescimento agropecuário e comercial.

Tudo isso foi possível com o trabalho eficiente dos técnicos da Ceplac, liderados por Carlos Brandão e José Haroldo Castro Vieira, Paulo Alvim, dentre outros. Com o passar dos anos, a Ceplac se consolida como instituição científica, muda conceitos e costumes. Como toda grande instituição, sofre com as ingerências, seu técnicos se acomodam. Um novo despertar chega com a terrível descoberta na vassoura-de-bruxa nos cacauais do Sul da Bahia.

A partir desta época, a região já carecia de lideranças capazes de aglutinar os segmentos políticos e produtores em torno de uma projeto inovador eficiente. Mesmo assim a região soube sobreviver, agora com a capacidade da iniciativa privada, formada por um novo perfil de cacauicultores, preocupados com os investimentos realizados.

Essa dicotomia permaneceu até a chegada de Juvenal Maynart à Superintendência Regional, apresentando propostas inovadoras, o que causou um certo desconforto em um grupo de servidores e a sensação de alívio para os produtores de cacau. Nada que não fosse possível administrar com o aparecimento dos novos resultados positivos.

A proposta do novo superintendente era bem simples e se calcava em premissas conhecidas no agribusiness internacional que pretende produzir com eficiência, conviver pacificamente com o meio ambiente e agregar valores ao seu produto. Essa inovação aqui já é considerada uma prática vitoriosa em grande parte do mundo.

Preserva-se o que tem, amplia-se a produção com produtividade, evita-se o ataque de pragas e doenças e promove uma defesa fitossanitária eficiente para o aparecimento de novas endemias. Entretanto, essas ações somente serão possíveis a partir do momento em que a agricultura e a ciência caminharem juntas para oferecer um produto inovador ao mercado.

E essa moderna concepção de produção só conseguirá atingir o seu alvo a partir do momento em que a ciência possuir todos os meios de transferir esse conhecimento ao produtor. Tão importante quanto a descoberta de novas tecnologias é saber “vendê-las” a um mercado ávido para “comprá-las”. E aí é que reside o nosso “calcanhar de Aquiles”.

Mesmo com toda a transferência de tecnologia já feita por instituições como Ceplac, Uesc e empresas privadas, os nossos agricultores ainda carecem, e muito, dessas ferramentas para trabalhar. Uns não têm capacidade de contratar recursos, outros não acreditam nessas inovações, e um grupo maior sequer tem conhecimento das novidades.

Daí que acredito ter sido o magistral o salto de qualidade da gestão de Juvenal Maynart na Ceplac ao abraçar e propor parceria à Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB). Outras existem, mas a UFSB apresenta uma proposta inovadora, que não basta fazer ciência, mas apresentar o conhecimento para todos, com uma metodologia diferente.

A UFSB, nos moldes pensados sob a liderança do Professor doutor Naomar Monteiro de Almeida Filho, oferece o conhecimento e a ciência para todos, mas prima pela formação de acadêmicos entre a população das várias cidades onde atua. Isto, sim, é a universalização do conhecimento, mudando o conceito de cidade dormitórios para estudantes.

A partir da implantação desse conceito, teremos em praticamente todos os municípios uma massa forjada na academia com capacidade de enfrentar os desafios e superar as velhas dificuldades. Na área esvaziada da Ceplac passaremos a contar com parque tecnológico atuando em quatro vertentes – Tecnologia da Inovações; Biotecnologias em Alimentos, com ênfase em cacau e chocolate; Logística, e Agroflorestais.

Nas cidades onde estão sendo implantados os Colégios Universitários, os alunos poderão cursas as matérias gerais, agora sem o esforço de enfrentar intermináveis e cansativas viagens de ônibus, o que facilitaria o aprendizado. A população como um todo ganharia, de imediato, na qualidade dos serviços, e no futuro, de uma grande massa pensante capaz de transformar a realidade.

A grande sacada é que em cada um desses colégios deverão ser implantados cursos que completem a vocação da cidade, dentro de diretrizes que apontam as matrizes econômicas e sociais de desenvolvimento. Essa simbiose entre as ações governamentais, academia e iniciativa privada darão direcionamento às atividades de pesquisa, extensão e ensino.

* Advogado e jornalista

UFSB lança projeto arquitetônico e edital de licitação do Campus de Itabuna

Na próxima segunda-feira (5), a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) fará o lançamento do projeto arquitetônico e do edital de licitação referentes à construção das instalações físicas do novo campus Jorge Amado que será localizado no terreno da Ceplac e em áreas dos municípios de Ilhéus e Itabuna, onde será a reitoria.

Para nortear o projeto, a UFSB utilizou-se de conceitos que tinham por meta não possuir um partido arquitetônico tradicional e similar ao de outras Instituições de Ensino Superior. Para isso, guiou-se pelo conceito de arquitetura das Instituições de Ensino Waldorf, que se pauta na familiarização com a natureza, história cultural e em atividades que encorajam a criatividade. Foram adotadas também, estratégias de sustentabilidade, que foram um dos eixos centrais da proposta arquitetônica e da universidade.

Foram convidados para o evento, o prefeito de Itabuna, Claudevani Leite; o prefeito de Ilhéus, Jabes Ribeiro; Câmaras de ambos os municípios e empresários da região.

A solenidade será realizada às 10 horas no atual campus Jorge Amado, localizado no bairro Ferradas, em Itabuna. Toda a comunidade está convidada para participar do evento.

O edital de licitação e seus anexos podem ser encontrados no site: http://www.ufsb.edu.br/?page_id=1625

Taxa do cheque especial aumenta em agosto
 
A taxa média do cheque especial nos bancos em agosto foi de 13,52% ao mês (a.m.), alta de 0,06 ponto percentual em relação ao mês anterior, segundo pesquisa do Procon de São Paulo. A maior alta foi encontrada no Banco do Brasil
 
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Artista canavieirense se inspira nas belezas naturais de sua terra
Aos 35 anos, quatro dos quais dedicados à arte, Thiago tem despertado a atenção de turistas e nativos pela simplicidade de seus trabalho, com traços e entalhes precisos, retratando animais do bioma Mata Atlântica.
 
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Alto Beco do Fuxico festeja seus 30 anos
 
Saudosismo, amizade, cachaça da boa, cerveja bem gelada, mocofato preparado por Danilo, música de todos os gêneros e para atender todos os gostos. Esse foi o combustível que moveu membros da Confraria do Alto Beco do Fuxico, os acadêmicos da Academia de Letras, Artes, Música, Birita, Inutilidades, Quimeras, Utopia e Etc. (Alambique), além de outros frequentadores do Alto Beco do Fuxico.
 
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