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Loja Maçônica União e Caridade apoia filiação de Canavieiras ao Consórcio

Loja União e Caridade Canavieiras 21A Loja Maçônica União e Caridade, de Canavieiras, participou recentemente da Audiência Pública promovida pela Câmara Municipal de Canavieiras para debater a participação do Município no Consórcio Intermunicipal da Mata Atlântica (CIMA). No evento, defendeu a integração ao consórcio, junto com Camacan, Santa Luzia, Mascote, Una, Arataca, Pau Brasil, Jussari, Itaju da Colônia e São José da Vitória.

De acordo com o Venerável Mestre da Loja Maçônica União e Caridade, Lázaro Magnavita, o tema foi objeto de análise dos maçons canavieirenses, por entenderem que a formação de consórcios entre entes governamentais se apresenta atualmente como a única forma de promover o desenvolvimento regional. Para ele, nas condições atuais, somente organizados em consórcios, os municípios atrairão recursos para implantar os equipamentos públicos.

Em vista de considerar a importância do CIMA para Canavieiras e municípios vizinhos, a Loja Maçônica União e Caridade enviou correspondências ao presidente da Câmara de Canavieiras, Nilton Nascimento, o prefeito de Canavieiras, Clóvis Almeida, e o presidente do CIMI e prefeito de Santa Luzia, Antônio Guilherme. Nas cartas, foi evidenciada a importância da aprovação do projeto de lei pelos vereadores canavieirenses.

Para o Venerável, Canavieiras precisa cumprir a Lei 12.305/10, que estabelece a Política Nacional de Resíduos Sólidos, e a integração no Consórcio Intermunicipal amplia as possibilidades de construir um aterro sanitário para tratar os resíduos sólidos dos municípios. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMC) apontam que, para cada R$ 10,00 investidos em saneamento, são economizados R$ 50,00 na área da saúde.

Entende Lázaro Magnavita, que o CIMA contribuirá significativamente para a maximização do desenvolvimento de programas integrados, como a elaboração de projetos conjuntos para a manutenção das ruas e estradas. “Existem, ainda, alternativas viáveis para a realização da prestação de serviços nas mais variadas áreas da administração pública”, ressalta o Venerável.

Nas correspondências, foi destacada que em tempos de recursos cada vez mais escassos, o modelo de organização através de consórcios tem alcançado ganhos consideráveis em outras regiões brasileiras. Atualmente, o Governo Federal e organismos financiadores internacionais somente oferecem recursos específicos para investimento e custeio, exclusivamente através de consórcios.

A UTOPIA CANAVIEIRENSE

WalmirRosárioWalmir Rosário*

Segundo os historiadores, há utopias sonhadas e utopias tentadas. Umas assumem o papel político enquanto outras o religioso. Algumas são apenas sonhos de filósofos, que jamais saem dos livros. Já a Maçonaria abrange as duas, pois é uma utopia filosófica e uma tentativa de implantá-la na prática. Por isso, tem envolvimentos com a política e ainda é confundida com a religião.

A utopia prega um modo de vida universal – como na Maçonaria – com a finalidade de redimir o homem pecador e formar uma verdadeira fraternidade, em que o profano possa conviver com o religioso. Para isso, são escolhidos no meio social indivíduos de elite moral, no sentido de prepará-los para servir de alicerce para essa sociedade, seja nos aspectos espirituais ou interesses mundanos. Mas como é possível fazer isso numa sociedade múltipla, diversa? Veremos com a história de nossa cidade:

Para Canavieiras convergiram todos os povos, diferentes etnias. Cada um em busca de novas oportunidades. A data mais precisa desta invasão é o ano da era vulgar de 1882, quando foi noticiada mundo afora a descoberta de diamantes no Córrego do Salobro, terras da Vila Imperial de Canavieiras.

Brasileiros e estrangeiros de várias nacionalidades aqui aportaram em navios e canoas – até mesmo em lombo de burros. Entre os nativos, a grande maioria da Chapada Diamantina, com a única preocupação de “bamburrar”, ficar rico e poderoso faiscando os famosos diamantes das fraldas da Serra da Onça.

Sozinhos ou com as famílias, vieram de toda as partes do mundo para desbravar as matas, vasculharem os rios e córregos. Até mesmo uma empresa francesa investiu pesado na importação de equipamentos para esvaziar a Lagoa Dourada, onde acreditava-se ser um depósito fervilhante dessas pedras preciosas. Apesar das motobombas trabalharem dia e noite todo o esforço foi em vão e quanto mais tiravam, mais água ajuntava.

Como gente atrai gente – por ser o homem um animal gregário –, uma leva de mascates deixou de preambular de povoamento em povoamento para se aqui se estabelecer. Comércios de todos os tipos foram abertos, desde os armazéns de secos e molhados, com produtos para a subsistência e o trabalho, quanto para o luxo e o divertimento, uma praxe para os padrões da época.

Como bem nos narra o livro “Canavieiras – Terra Mater do Cacau”, de autoria dos professores Durval Filho e Aurélio Schommer, no capítulo “Todos Diferentes, Todos Iguais”, aqui se misturaram europeus, africanos, asiáticos, indígenas e os já brasileiros, numa grande miscigenação. Aos poucos, os nomes estrangeiros foram se associando aos locais, formando a população que hoje conhecemos.

Essa mudança na cor da pele também influenciou os costumes, a maneira de agir e de falar, deixando para trás usos e costumes tradicionais. A herança cultural nem sempre era conservada, ou pouco preservada em raros momentos do recesso do lar. Agora, tudo girava sobre o fazer fortuna em Canavieiras, conforme a pretensão de cada um que para aqui se deslocou com essa finalidade.

Como os diamantes não afloraram a contento e conforme as notícias contadas mundo afora, os garimpeiros – cristãos novos ou por profissão – foram obrigados a deixar a Serra da Onça e seus arredores para se dedicarem a novos ofícios, com pouquíssimas defecções. Agora o novo “eldorado” era a fortuna que poderia ser feita com os frutos cor de ouro que por aqui se multiplicavam nas roças de cacau.

Àquela época, o cacau não era exatamente uma novidade, pois aqui foi introduzido nas margens do Rio Pardo, na Fazenda Cubículo, por Antônio Dias Ribeiro, com as sementes trazidas pelo franco-suíço Louis Frederic Warneaux da longínqua região amazônica, mais exatamente do Pará, no ano de 1746. Com o mercado internacional em alta, o cacau ganha prestígio e os atores de sua cadeia produtiva: dinheiro.

E a Vila Imperial de Canavieiras continua vivenciar uma nova fase de progresso. Tanto isso é verdade, que por seu visível crescimento – na sede e nos povoados – a luta dos seus moradores era sair da condição de vila para se transformar na cidade de Canavieiras, tida e havida como a “Princesinha do Sul. Finalmente, em 25 de maio de 1891, o sonho se tornou realidade.

Mas e o que tem a ver essa história de Canavieiras com a Maçonaria? Tudo! Pois se confundem em todos os momentos. Canavieiras e a Loja Maçônica União e Caridade estão umbilicalmente ligadas. Então, vejamos que não são meras coincidências essas datas: em 17 de fevereiro de 1890, o governador Manoel Victorino Pereira nomeia o médico Antônio Salustiano Viana o primeiro intendente de Canavieiras. Em 27 de dezembro do mesmo ano de 1890, é lançada a pedra fundamental da Loja União e Caridade.

Em 25 de maio de 1891, o governador do Estado da Bahia, José Gonçalves da Silva, eleva a Vila Imperial de Canavieiras à condição de cidade. Meses depois, em 17 de agosto de 1891, foi concedida à Loja Maçônica União e Caridade a Carta Constitutiva – ou Patente – que confere à Loja o direito de funcionar como Regular, filiada ao Grande Oriente do Brasil (GOB), da qual saiu em 24 de junho de 1954, para se filiar à Grande Loja Maçônica do Estado da Bahia (Gleb).

Acima, nos referimos a Antônio Salustiano Viana, primeiro intendente de Canavieiras. Pois foi essa mesma personalidade integrante dos Maçons Regulares a fundar a Loja Maçônica União e Caridade e o seu terceiro Venerável Mestre. Aqui faço uma ligação com o início desta peça de arquitetura, demonstrando como a utopia é uma “filosofia” (termo ainda controverso como sinônimo) recorrente e necessária à Maçonaria na formação de um mundo melhor.

Para a Maçonaria, a utopia surge como uma sociedade dentro da própria sociedade, dela extraída por um processo seletivo que pode variar no tempo e no espaço. De simples ideia passa a ser uma prática de vida, na qual o homem sente que pelo exercício de uma disciplina mental, orientada por uma ação divina, pode se viver melhor. É daí que nasce a ética (princípios) e a moral (conduta) como forma de educação do espírito para a construção efetiva de um reino de harmonia, paz e bem-estar.

Para finalizar, a utopia maçônica, à época, fez de Canavieiras uma cidade melhor para se viver – mesmo com a diversidade, ou como diz o livro: “Todos Diferentes, Todos Iguais”, em harmonia, com a prática da ordem e da justiça. E o livro “Canavieiras – Terra Mater do Cacau” nos conta histórias de uma história da vida de nossa cidade, na qual a Loja União e Caridade teve participação ativa na formação de uma comunidade mais justa.

*Radialista, jornalista e advogado (M:. M:.)

Publicado originalmente no site www.costasulfm.com.br

Lojas Maçônicas de Canavieiras e Camacan instalam novos veneráveis

Instalação do Venerável Mestre em Canavieiras

Instalação do Venerável Mestre em Canavieiras

A loja Maçônica União e Caridade, de Canavieiras, promoveu nesta quarta-feira (5), sessão magna com a presença de maçons de várias cidades da região para realizar a Instalação do novo Venerável Mestre. Eleito recentemente, Lázaro Soares Magnavita – que ocupava o cargo de Primeiro Vigilante – irá presidir a União e Caridade durante o biênio 2017-18.

Na noite desta quinta-feira (6), foi a vez da Loja Maçônica Mahachoan, oriente de Camacan, de realizar a sessão magna para a Instalação do seu novo Venerável Mestre para o Biênio 2017-18. O escolhido foi o Mestre Maçom Khalil Augusto Botelho Nogueira, Presidente do Conselho Consultivo do Priorado da Ordem da Cavalaria.

Instalação do Venerável Mestre em Camacan

Instalação do Venerável Mestre em Camacan

As posses da nova diretoria da Loja União e Caridade, de Canavieiras, está agendada para a próxima sexta-feira (14). Além do Venerável Mestre Lázaro Magnavita, a nova diretoria é composta por José Batista Gama – 1º Vigilante, e Fernando Vieira – 2º Vigilante. Na mesma data também será comemorado o aniversário de 100 anos do Mestre Maçom Jonaval Freire, o maçom mais velho da Bahia em atividade, que atualmente ocupa o cargo de Chanceler.

Já na Loja Maçônica Mahachoan, de Camacan, a solenidade de posse (ritual e festiva) está marcada para a noite do próximo sábado (15). Além do Venerável Mestre Augusto Khalil Botelho Nogueira, também tomarão posse o 1º Vigilante Antônio Guedes, e o 2º Vigilante Fred Borges.

Instalação – Ao ser escolhido para presidir uma uma Loja Maçônica o Mestre Maçom que ainda não ocupou o cargo de Venerável Mestre participa do ritual de Instalação, por uma comissão. A Instalação é o assentamento do Mestre Eleito ou do Mestre Escolhido na cadeira de maior destaque: o Trono do Rei Salomão. O ato não se confunde com a posse, que gera efeitos civis, no qual também são empossados os 1º e 2º Vigilantes, além dos oficiais.

Canavieiras sediará um grande encontro da Ordem da Cavalaria

As belezas de Canavieiras atraíram os Cavaleiros

As belezas de Canavieiras atraíram os Cavaleiros

Canavieiras recebe, no período de 28 a 30 de outubro próximo, um dos grandes eventos paramaçônicos: O Encontro Baiano da Ordem da Cavalaria (EBOC), que reúne os Nobres Cavaleiros da Ordem Sagrada dos Soldados Companheiros de Jacques DeMolay. Realizado uma vez a cada ano, definitivamente no segundo semestre, este ano a anfitriã será a Loja Maçônica União e Caridade (nº 05), de Canavieiras.

Nesta quarta-feira (20), o Venerável Mestre da Loja Maçônica União e Caridade, Arenilson Mota Nery, enviou correspondência ao prefeito de Canavieiras, Almir Melo, para informar sobre a escolha da cidade e convidá-lo para o evento. Correspondência idêntica também está sendo feita aos poderes Judiciário e Legislativo, bem como às instituições da sociedade civil organizada.

Já chamado de EBOC na Praia, pela localização litorânea de Canavieiras, entre os objetivos do encontro estão a promoção de debates sobre a Ordem da Cavalaria, adquirir novos conhecimentos, procurar o desenvolvimento de nossos Priorados e a evolução da Ordem DeMolay. “Além disso, o evento é uma excelente forma de confraternização entre os irmãos”, ressalta Khalil Botelho.

O EBOC é realizado há alguns anos e a partir de 2012 ganhou ascensão com a implantação das Sublimes Ordens de Cavalaria, que também passou a ser ofertado na programação do Congresso Baiano da Ordem DeMolay (ConBODe). “Pelo número de inscrições, deveremos ultrapassar o número de participantes de todos os encontros anteriores. Acredito que em Canavieiras deveremos ter mais de 300 cavaleiros, além de seus familiares”, analisa Khalil.

A Ordem dos Nobres Cavaleiros fez sua estreia em 1946, quando foi exemplificada perante o Grande Conselho, hoje conhecido como Supremo Conselho Internacional. A Ordem de Cavalaria no Brasil foi introduzida em 1993, graças ao esforço do PMCE Max Rodrigues Pereira que iniciou o processo de contato com o então Soberano Grande Comendador, Moacyr Arbex Dinarmarco, apresentando o projeto para introduzir a Ordem de Cavalaria no Brasil.

Em 2016, a casa dos Nobres Cavaleiros baianos será em Canavieiras, litoral Sul do estado, a cerca de 500 quilômetros de Salvador, que sediará um dos maiores evento que a Ordem da Cavalaria já organizou. Desta forma, o Priorado dos Nobres Cavaleiros da Terra Santa Nº. 148 e toda 1ª Oficialaria Executiva para o Estado da Bahia, espera realizar em Canavieiras o maior encontro já promovido pela Ordem.

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