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O dia em que o Itabuna empatou com o Bahia e venceu o árbitro
Walmir Rosário
Profissionalizado em maio de 1967, o Itabuna Esporte Clube “herdou” praticamente todos os jogadores da Seleção Amadora de Itabuna, um timaço para torcedor nenhum botar defeito. Aos poucos, o time foi sendo mesclado com jogadores já profissionais, principalmente vindos dos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo, para a glória da dos torcedores do azulino.
Em 1970, o Itabuna Esporte Clube, então sob a presidência do advogado Gabriel Nunes, teve uma de suas melhores formações, tanto que fez sua mais brilhante campanha. Não se consagrou campeão baiano deste ano simplesmente pelas tramoias dos cartolas da Federação Baiana de Futebol, dominada pelos dirigentes do Bahia.
O Itabuna terminou vice-campeão, numa das histórias mais tristes da história do futebol baiano, somente comparada aos fatos contados na ocupação do solo grapiúna nos idos de 1800 até o início de 1900. Os tempos eram outros e as pendências geralmente eram resolvidas de forma violenta, ao contrário dos usos e costumes dos cartolas baianos.
Se para se estabelecer na terra imperava a lei do mais forte, com os “coronéis” armando seus caxixes nos cartórios ou invasão das roças de cacau com a força dos jagunços, no futebol baiano não era diferente e a influência política era o que dominava. Com todas as artes e manhas disponíveis no mundo da vigarice, algumas vezes agiam de forma dissimulada; outras nem tanto, era na “carteirada”, mesmo.
Dentro de campo, os árbitros sempre davam aquela mãozinha – ou apitada – fundamental para manter o resultado conforme os gostos e desejos dos cartolas soteropolitanos. Cartolas esses que poderiam ser comparados à realeza dos tempos do império, com todos os direitos e nenhum dever, a não ser o de conseguir resultados positivos para Bahia e Vitória, custe o que custar.
Um desses árbitros, que embora fosse batizado e registrado civilmente com o nome de um espiritualista indiano, nada fazia para repetir os gestos e ensinamentos do filósofo que seus pais quiseram homenagear. Ao contrário, as histórias e estórias são as mais antagônicas possíveis, no campo da moralidade, inapropriadas para atividades esportivas, diriam hoje os politicamente corretos.
Esse mesmo árbitro passou a ser conhecido como o mensageiro do mal, uma espécie de carrasco dos times das cidades do interior – Itabuna, Ilhéus, Vitória da Conquista, Feira de Santana, Alagoinha e Jequié. Nem mesmo as equipes menores da capital escapavam da vingança maligna dos cartolas. E sabem qual era o pecado? Formar um time com condições de disputar – de igual para igual – o Campeonato Baiano.
A área do adversário era território proibido para os atacantes interioranos e os nanicos da capital. Chegar perto da pequena área…nem pensar: o árbitro acionava logo seu famoso apito para marcar impedimento ou uma falta do ataque. Já na defesa a situação era mais complicada e os zagueiros não podiam, sequer, chegar junto dos atacantes protegidos, que trilava o apito protetor marcando penalidade máxima.
Num desses jogos entre o Itabuna e Bahia eis que a Federação Baiana de Futebol escala justamente o homônimo do indiano para a partida a ser realizada na Desportiva Itabunense. Arrogante, descia do ônibus da Sulba e se dirigia ao Lord Hotel (o hotel mais refinado à época) para descansar até o início da partida, sem falar com pessoa alguma, principalmente se fosse dirigente do Itabuna.
Para o desespero do árbitro, neste domingo, a equipe azulina estava “azeitada”, e seus jogadores com sede de vingança da última partida realizada com o Bahia, quando perderam por um magro 1 X 0, como sempre, com a ajuda deste mesmo juiz. Bola em jogo, as duas equipes se estudando e os jogadores, principalmente os do Itabuna, com receio de partir para uma jogada mais viril.
E essa indecisão já deixava o árbitro angustiado, pois, como acertado com os cartolas, o Bahia precisava da vitória. Mas não tinha jeito e mesmo as quedas dos jogadores do time da capital eram em jogadas infantis, era impossível marcar o providencial pênalti, pois eram longe da grande área. Já no lado do ataque do Itabuna, toda escapada era marcado o impedimento, uma “banheira”, como era conhecida essa penalidade.
Pois se o ataque do Itabuna não chegava à grande área, e caso o jogador azulino se atrevesse a ultrapassá-la o apito trilava, devido a atitude indevida, mas decisiva do árbitro, o ataque do Bahia pecava nas finalizações, para desespero dos cartolas. Esse desespero também já era bastante visível nas transmissões das rádios da capital, cujos apresentadores e repórteres tentavam desqualificar o futebol jogado pelos interioranos.
Mas nessa tarde esportiva da velha Desportiva Itabunense não teve jogador ou cartola do Bahia que desse jeito. Muito menos o árbitro, diante do futebol impecável jogado dentro das quatro linhas. Sem ter como apitar o velho e famoso pênalti salvador da pátria, o conhecido árbitro foi obrigado a encerrar o jogo aos 50 minutos do segundo tempo.
Nesta tarde de domingo nenhum dos dois times venceram, pois o placar não saiu do zero a zero. Venceu o futebol baiano, numa tarde em que o esporte venceu a caxixe e o conluio entre os cartolas dos times da capital e da Federação Baiana de Futebol. Desde esse dia em que o suspeitosíssimo árbitro foi derrotado pela prática do bom futebol que o Itabuna Esporte Clube passou a ser visto com outros olhos pelos vigaristas do esporte.
Jornalista, advogado e editor do www.ciadanoticia.com.br
O Botafogo de Rodrigo contra Bahia de Itajuípe
Walmir Rosário
A disputa entre o Botafogo do bairro Conceição e o Bahia de Itajuípe, em 1958 – foi considerado o jogo do ano na região cacaueira. A partida não valia por nenhum campeonato, ou torneio, mas valia uma aposta no valor de Cr$ 30 mil, uma quantidade de dinheiro para resolver o problema financeiro de qualquer um vivente.
A aposta foi feita entre Sílvio Sepúlveda, ex-goleiro, cartola e frequentador assíduo dos jogos da desportiva, onde ficou famoso por suas apostas, e Osvaldo Gigante, cartola do Bahia de Itajuípe. A todos ele desafiava, dando gols de vantagem, e quem se retrucasse dizendo que preferia apostar no clube proposto por ele, recebia outra resposta na mesma hora:
– Dou dois pra um – e Sílvio finalizava a pendenga.

A gloriosa equipe de 1958 do Botafogo do bairro Conceição
Num jogo amistoso, o Bahia de Itajuípe caiu na besteira de ganhar do Botafogo de Rodrigo Antônio Figueiredo, o que para Sílvio teria sido apenas um pequeno acidente de percurso. Afinal, o Bahia, um time com uma dúzia de pernas-de-pau não poderia ser superior à equipe alvinegra com Patuca, Pedrinha, Dal (Tarzan), Pintadinho, Afrânio, Jonga, todos craques de primeira linha. Só uma revanche resolveria a pendenga.
Feita a aposta, dinheiro casado, o jogo foi marcado para 15 dias depois, tempo suficiente para arregimentar torcedores de toda a região. No domingo aprazado, o campo da Desportiva estava superlotado com as caravanas vinda de Itajuípe, Coaraci, Itapé, Ilhéus e até de Vitória da Conquista. Jogo duro, mastigado, jogadores seguindo à risca as recomendações de Sílvio Sepúlveda, pródigo nas recompensas pelas vitórias que lhe interessavam.
Apesar dos esforços dos botafoguenses, o primeiro tempo terminou com o placar de 2X0 para os visitantes, para o desespero de Sílvio e da torcida local. No vestiário, a preleção foi uma verdadeira aula de como virar o jogo e ganhar, de lambuja, outros Cr$ 500,00 de troco. Bastou umas duas substituições e mandar o time encarar o Bahia de homem pra homem. Uma moleza, segundo Sílvio, esclarecendo que bastaria Patuca segurar a defesa, Pedrinho controlar o meio-de-campo, abrir pra Jonga e enfiar a bola nos pés de Pintadinho, Afrânio e Esquerdinha. O resultado era sair para o abraço.
Dito e feito. No segundo tempo entrou Robertão, marcou o primeiro gol aos 35 minutos; Afrânio fez o segundo e, para o delírio da torcida, aos 42, próximo do fim do jogo, Esquerdinha recebe um lançamento de Pedrinha e enfia o terceiro gol no Bahia. A fatura estava liquidada. Agora, era só comemorar no Elite Bar e no Café das Meninas.
Pedrinha

Pedrinha dominava o meio campo
Um dos melhores jogadores de meio-campo de Itabuna foi Pedrinha, ou Antônio Gonçalves de Oliveira, jogador do Botafogo de Rodrigo, do Fluminense, dentre outros. Famoso pelos seus lançamentos e a tabelinha que fazia com Mundeco, era de estilo clássico e atuava com responsabilidade. Essa equipe de 58, da qual fez parte, é considerada como uma das melhores da história esportiva de Itabuna.
Pedrinha deixou de jogar, mas não abandonou o futebol e é um grande colecionador de fotos de equipes esportivas, colaborando nas edições especiais do Jornal Agora.
Jornalista, advogado e editor do www.ciadanoticia.com.br
Publicado no Jornal Agora em 28-07-2003
Um exemplo a ser seguido na segurança de eventos

Infraestrutura invejável e segurança absoluta na realização de eventos em Vitória da Conquista
Os grandes eventos da região Sudeste da Bahia são realizados no Parque de Exposição Teopompo Almeida, em Vitória da Conquista, de propriedade da Cooperativa Mista Agropecuária de Vitória da Conquista (Coopmac). Entre esses eventos estão a Exposição Agropecuária, Industrial e Comercial, além do Festival de Inverno, dentre outros.
Vale a pena salientar que nesses eventos a segurança é absoluta, não apenas pelas condições de infraestrutura, mas, sobretudo pelas ações executadas para a realização dessas festas. Não há qualquer tipo de concessão para emprego de materiais e serviços do tipo “meia-boca”, haja vista que os contratantes são obrigados a comprovar, oficialmente o cumprimento.
Pra começo de conversa, o presidente da Coopmac, Claudionor Dutra, explica que um negócio somente é bom quando produz benefícios para as duas partes, e nesse caso todas as regras devem ser respeitadas. Logo primeiro contato a parte interessada recebe uma cartilha explicativa dos equipamentos disponíveis e quais as obrigações que terá de cumprir.
Nessa cartilha estão impressas cerca de 20 (ou mais providências) a serem tomadas para a realização do evento, culminando com as devidas vistorias, que não desde o alvará fornecido pela Prefeitura, passando pela Polícia Civil, Militar, Corpo de Bombeiros, Juizado de Menores, Conselho Tutelar, dentre outros órgãos competentes.
Satisfeitas essas exigências legais, basta apresentar o depósito do valor correspondente ao contrato e receber as chaves. Tudo feito com transparência e sem aqueles famosos jeitinhos que os brasileiros estão acostumados. Esse é um exemplo a ser seguido, no sentido de evitar que tragédias como a causada pelo incêndio da Boate Kiss, de Santa Maria, no Rio Grande do Sul não voltem a acontecer.
Quem quiser conferir, basta ir à Exposição que deverá ser realizada em março próximo.
Turma do Cocoricó faz show em Ilhéus neste sábado (22)
Com expectativa de grande público, o espetáculo Cocoricó – O Show aterrissa em palco teatral da cidade que é considerada a princesinha do Sul baiano, Ilhéus. A apresentação acorre neste sábado (22), às 17h30min, na Concha Acústica da cidade.
Esta é a primeira vez que a turnê passa por cidades do interior baiano. No último final de semana, esteve em Vitória da Conquista e na nos próximos dias 29 e 30 de setembro, chegará em Feira de Santana.
Os ingressos, que custam R$40 (inteira) e R$20 (meia), ainda estão disponíveis nos pontos de venda: Carioca, Bicho festeiro, Central de ingressos e Encantu (nos balcões de Ilhéus e Itabuna). Para aumentar a alegria da criançada e dos pais, a Coletiva Comunicação Integrada, agência anfitriã da turnê baiana, realiza uma mega-promoção: comprando o ingresso no primeiro lote, com mil convites disponibilizados, o acompanhante da criança paga meia-entrada.
Assim como no seriado, a montagem teatral também coloca Julio e sua Turma no dilema entre as realidades do campo e da cidade grande. Entre um ambiente e outro, os personagens vivem as mais incríveis aventuras, regadas com muito humor, cor e música.
Na aventura teatral, Júlio e sua turma são convidados pelo primo João para um show na cidade. Ao deixarem à fazenda, a Cocoricolândia, a turminha que estava preparada para cantar e dançar apenas uma música no circo é surpreendida pelo cancelamento da apresentação de todos os outros artistas.
Como o show não pode parar, Júlio, o cavalo Alípio, as galinhas Lola, Zazá e Lilica e o papagaio Caco, encaram a tarefa de tomar conta do evento, apresentando todas as músicas que eles cantam no dia-a-dia no paiol. Até o primo João, que é expert em street dance, entra na farra.
AABB de Ilhéus sedia jornada esportiva

Diversas modalidades esportivas serão apresentadas
A cidade de Ilhéus estará recebendo neste final de semana (22 e 23) a Jornada Esportiva Estadual da AABB (Jesab) 2012, evento que reunirá mais de 500 atletas, oriundos de 23 municípios baianos. A jornada, que no ano passado foi realizada no município de Jequié, acontecerá na sede da Associação Atlética Banco do Brasil, localizada no quilômetro 2 da rodovia Ilhéus/Canavieiras. A promoção é da Federação Nacional das AABB (Fenabb) e do Conselho Estadual das Associações Atléticas Banco do Brasil (Cesabb).
De acordo com a programação, no sábado (22), por volta das 6 horas, as delegações serão recebidas com um café da manhã; às 8h30min, serão realizados o desfile e a cerimônia de abertura; às 9 horas, acontecerá o início dos jogos; às 12 horas, pausa para almoço; às 14 horas, reinício das competições e, por volta das 19 horas, jantar com música ao vivo. No domingo (23), a partir das 9 horas, serão realizadas as finais dos jogos, seguidas de almoço, às 12 horas, e de premiação e encerramento, às 13 horas.
Entre as modalidades previstas para a Jornada Esportiva Estadual de AABB 2012, futebol mini-campo, máster, supermáster, futebol masculino, futebol feminino, vôlei feminino, vôlei de areia masculino, vôlei de areia feminino, futevôlei, tênis de mesa, tênis de quadra, dominó, sinuca, baralho e xadrez.
Municípios – Além de Ilhéus, que estará presente com uma delegação formada por 60 pessoas, o Jesab 2012 contará com a participação de competidores oriundos dos municípios de Alagoinhas, Barreiras, Bom Jesus da Lapa, Brumado, Coaraci, Conceição do Coité, Cruz das Almas e Gandu. E mais: Irecê, Itabuna, Itambé, Jacobina, Jequié, Jeremoabo, Miguel Calmon, Mutuípe, Ribeira do Amparo, Salvador, Serrinha, Valença e Vitória da Conquista.
Turma do Cocoricó se apresenta em Ilhéus em alto estilo e baixo custo
O espetáculo Turma do Cocoricó, adaptação da série infantil de maior sucesso do Brasil para os palcos teatrais, será encenado pela primeira vez em Ilhéus, com a expectativa de grande público e a preços populares. A apresentação acontece nos próximos dias 22 e 23 de setembro, na Concha Acústica do município.
Todas as cidades do entorno de Ilhéus também estão convidadas para embarcar na aventura. A princesinha do Sul da Bahia será a segunda cidade baiana a receber a turnê da montagem teatral do Cocoricó, que já passou por Vitória da Conquista e vai passar por Feira de Santana e Salvador.
Presente no cotidiano de toda uma geração, a série, que ocupa um cantinho especial do imaginário infantil brasileiro desde 1996, ganhou uma nova dimensão para o teatro, carregada de elementos sinestésicos e criativos para o gosto apurado da criançada.
O casamento entre o texto de Flávio de Souza e a direção de arte de Nani Brisque foi pensado para proporcionar ao público uma experiência de interação completa com o mundo lúdico de Cocoricó. O figurino, com auxílio da tecnologia, deixa os personagens muito mais vivos e reais do que na televisão, o que provoca grande sensação de encantamento na plateia.
Assim como no seriado, a montagem teatral também coloca Julio e sua Turma no dilema entre as realidades do campo e da cidade grande. Entre um ambiente e outro, os personagens vivem as mais incríveis aventuras, regadas com muito humor, cor e música.
Dezoito canções já conhecidas pelos fãs do programa ganham novos arranjos no show do Cocoricó. As cenas musicais são um pacto de diversão com o público, que poderá interagir com os personagens, acompanhando as letras e melodias do “cococoral”.
O cenário é composto por objetos reutilizáveis e recicláveis, combinados com criatividade para contrastar o meio urbano e o meio rural. Latas de alumínio, palha, rodas e embalagens longa-vida fazem parte do arsenal de decoração do show Cocoricó.
Os ingressos custam R$40 (inteira), mas os primeiros mil compradores poderão pagar meia-entrada para o ingresso do acompanhante. As vendas começam nesta quinta-feira (13/9) nos balcões de ingressos: Carioca, Bicho festeiro, Central de ingressos e Encantu (nos balcões de Ilhéus e Itabuna).
Sobre o espetáculo
Bahiagás completa 18 anos
A Bahiagás atingiu a maioridade. São 18 anos levando gás natural canalizado para os baianos, chegando a 22 municípios no estado. A Companhia chega ao seu 18º ano vivendo um excelente momento, com resultados que confirmam o seu desenvolvimento, que só se tornou possível pela dedicação dos seus colaboradores.
A Bahiagás prevê a interiorização de suas operações em direção às regiões Sul, Extremo Sul e Sudoeste da Bahia, com investimentos de R$ 240 milhões até 2015. Salvador e Região Metropolitana, Feira de Santana e o Recôncavo também serão contemplados. “A maior parte dos recursos será empregada na ampliação da rede distribuidora que deverá passar dos atuais 654 quilômetros de dutos para mais de 800 quilômetros nesses três anos” conta o diretor-presidente, Davidson Magalhães. “Nossa meta também é chegar aos 50 mil clientes residenciais até 2013, e já tem contratos para concretizar essa meta”.
Ainda no rumo da interiorização, uma das principais ações dos 18 anos da Bahiagás, é o Gasoduto Itabuna-Ilhéus, cujo projeto estará concluído no segundo semestre de 2012 para enfim deflagrar a licitação de um investimento da ordem de R$ 45 milhões na construção de 35 km de gasodutos e infraestrutura de operação. “Fazem parte ainda desse conjunto de projetos, as redes para suprimento dos três novos pólos industriais previstos pelo Governo da Bahia em Feira de Santana, Camaçari e Alagoinhas”, diz Davidson. Através de novos modais comerciais, GNC (gás natural comprimido) e GNL (gás natural liquefeito), a Bahiagás pretende, nos próximos anos, atender os municípios de Porto Seguro, Teixeira de Freitas, Vitória da Conquista, Jequié, Brumado e Itapetinga, que juntos possuem um mercado potencial na ordem de 400 mil m3/dia.
PRF apreende drogas, contrabando e pássaros

A maconha apreendida pela PRF
A Polícia Rodoviária Federal, em operação conjunta com Polícia Federal, Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e Agerba apreenderam na noite de quarta-feira (1º), em Vitória da Conquista, 68 Kg de maconha, 1 quilo de cocaína, 96 produtos contrabandeados e dois pássaros silvestres.
A Operação Integração Máxima II tem como objetivo intensificar a fiscalização dos serviços de transporte rodoviário de passageiros e cargas, especialmente quanto ao transporte intermunicipal e interestadual, reforçando o policiamento ostensivo e aumentando as ações de fiscalização na região sudoeste do estado.
As atividades se concentraram no Km 830 da BR 116 quando, durante abordagem a um ônibus que fazia linha São Paulo/SP – Brumado/BA, os policiais encontraram nas bagagens de três passageiras um total de 68 Kg de maconha e 1 Kg de cocaína. As mulheres, com idades de 19, 33 e 48 anos, foram presas em flagrante por tráfico de drogas e encaminhadas à Polícia Judiciária local. No mesmo ônibus foram também apreendidos 91 celulares, 2 controles de PS2, 1 aparelho de som CD Pionner e 02 cornetas D 250 x selennium, todos sem a devida documentação fiscal.
PRF apreende macaco abandonado

Os crimes ambientais estão mais frequentes
Policiais Rodoviários Federais da Delegacia de Vitória da Conquista apreenderam nesta segunda-feira (16) um macaco que estava abandonado às margens da BR-116. A operação foi realizada após denúncia feita através do fone 191 sobre um animal abandonado no Km 908, no município de Cândido Sales. Os policiais se deslocaram até o local indicado, e encontraram um macaco da espécie Barbado, abandonado em uma caixa de papelão à beira da rodovia.
Diante do fato, o animal foi apreendido e encaminhado para o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), em Vitória da Conquista. Já em Gandu, região Sul do estado, foram apreendidos 80m³ de carvão vegetal desacompanhado do Documento de Origem Florestal (DOF). A carga estava sendo transportada em uma carreta com placa do Rio Grande do Sul que ficou retida no Posto PRF. O material apreendido foi encaminhado ao Ibama em Ilhéus.
UM CHOQUE DE AUTOESTIMA
Durante décadas, Itabuna foi uma das cidades mais importantes da Bahia e chegou a ocupar o posto de terceira maior economia do Estado, superada apenas por Feira de Santana e por Salvador, a capital.
Sem ser necessariamente uma grande produtora de cacau, por conta de sua modesta extensão territorial, Itabuna converteu-se no polo de comércio e prestação serviços de uma região com cerca de 100 municípios, impulsionados, todos eles, por um único (e à época altamente rentável) produto.
A cidade, vigorosa em sua economia, atraiu uma leva de empreendimentos que a modernizaram e lhe deram ares de metrópole.
Era a Capital do Cacau, como diziam seus moradores, rumo a seu futuro dourado.
A vassoura-de-bruxa, em duas décadas, interrompeu a marcha e reduziu o crescimento da cidade. Ainda assim, fruto do espírito empreendedor de sua gente, uma característica marcante, Itabuna ampliou o setor de serviços e viu nascer polos de ensino superior e de saúde privada.
A crise, entretanto, revelou aquilo que os momentos de fartura mascaravam: os imensos problemas estruturais de uma cidade sem planejamento, que cresceu de forma desordenada e que não consegue atender demandas básicas de seus moradores, como saúde pública, educação, saneamento e inclusão social.
O preço de ser a “Capital do Cacau” (agora, entre aspas) foi altíssimo: milhares de pessoas, despejadas das propriedades rurais por conta da crise do cacau, migraram para Itabuna, formando grandes bolsões de miséria na periferia, gente quase sempre sem qualificação profissional e, por conta dessa mesma crise, sem mercado de trabalho.
Itabuna ainda é uma grande cidade, mas estagnou-se. Foi superada, com folga, por Vitória da Conquista e, se não houver mudanças drásticas, corre o risco de, em menos de uma década, ser ultrapassada por Barreiras, Santo Antonio de Jesus, Eunápolis e Teixeira de Freitas, que vêm ostentado saltos significativos em suas economias.
Quem visita Vitória da Conquista, Teixeira de Freitas e Santo Antonio de Jesus, encontra cidades que tem problemas sim, mas respiram desenvolvimento.
Parece simplório, mas o itabunense ao entrar nessas cidades, com acessos bem cuidados, ruas e avenidas limpas e prédios comerciais bem conservados, não consegue deixar de traçar um paralelo com Itabuna e seus acessos, seja os da BR-101, seja os da BR-415 tomados pelo mato e pela sujeira, com as ruas esburacadas logo nas entradas da cidade.
Para quem aprendeu a amar essa cidade, caso deste escriba, é de se lamentar ver Itabuna ficando para trás, como se alguma bruxa amarrasse os ponteiros do relógio do tempo e do progresso.
Lamentações? Bruxarias?
Nada disso! O que Itabuna precisa mesmo é de um choque de autoestima, daqueles que envolvem o poder público e a sociedade organizada.
Que os governantes efetivamente governem, que nossas entidades representativas deixem de ser apenas bajuladoras do governante de plantão e que os itabunenses rompam esse comodismo que está fazendo a cidade perder espaço para outros municípios.
Sejamos condutores do destino da nossa cidade e não apenas passageiros de um bonde sem freio e, nessa longa estrada da vida, sem motorista.
Daniel Thame é jornalista, escritor e mantém o Blog do Thame.
Coopmac discute problema da seca
A Cooperativa Mista Agropecuária Conquistense (Coopmac) realiza na próxima quinta-feira (3), às 18 horas em seu auditório um debate sobre os problemas da seca em Vitória da Conquista.
O presidente da Coopmac, professor Claudionor Dutra, informa que o encontro tem por objetivo apresentar os problemas ocorridos devido a seca e buscar linhas de soluções emergenciais para o problema da estiagem na zona urbana e na zona rural do município.
Para o encontro estarão sendo convidados Governo do Estado, Prefeituras Municipais, Câmara de Vereadores, representantes do Governo Federal, EBDA, Adab, Sebrae, sindicatos, cooperativas, universidades e faculdades, representantes do comércio e da indústria, produtores rurais, estudantes, professores e entidades de classe.
Claudionor também informa: “serão debatidas propostas para a precaução do problema no futuro e que diante da gravidade da estiagem é necessário o envolvimento de toda a comunidade”, finaliza.
TRE e UPB debatem legislação eleitoral em Ilhéus
Numa caravana inédita na história político-eleitoral baiana, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA), em parceria com a União dos Municípios da Bahia (UPB), está percorrendo o estado com o fórum de debate sobre condutas vedadas e legislação eleitoral. Depois de passar por Salvador, Vitória da Conquista e Irecê, prestigiando cerca de três mil pessoas, a caravana chega à cidade de Ilhéus no dia 27 de abril, no auditório da Faculdade de Ilhéus, onde pré-candidatos de 107 municípios debaterão a legislação eleitoral.
Entre os temas debatidos estão: Lei da Ficha Limpa e Desincompatibilização; Condutas Vedadas a Agentes Públicos em Campanha; Propaganda Eleitoral; Arrecadação, Gastos e Prestação de Contas de Campanha.
Autor da caravana, o prefeito de Camaçari, presidente da UPB, Luiz Caetano, ressaltou que, “com a realização desses fóruns estamos buscando a moralização das eleições na Bahia. Não queremos ensinar ninguém a driblar as leis, mas a cumpri-las, evitando com isso processos de cassação de mandato como temos visto em nosso estado”.
O Fórum de Debates: Condutas Vedadas e Legislação Eleitoral que acontece no auditório da Faculdade de Ilhéus é aberto ao público e as inscrições acontecerão no dia e local do evento.




